Portos

Porto de Itajaí antecipa draga para reforçar dragagem do canal diante dos efeitos do El Niño

A Superintendência do Porto de Itajaí decidiu antecipar a mobilização de uma draga de sucção do tipo hopper para reforçar a manutenção do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. O equipamento deve chegar entre quarta (12) e quinta-feira (13) e integra uma estratégia preventiva diante das condições climáticas associadas ao El Niño e do aumento da descarga do Rio Itajaí-Açu.

A nova campanha de dragagem estava inicialmente programada para ocorrer em setembro, mas foi antecipada pela autoridade portuária. A medida busca preservar a navegabilidade do canal, aumentar a segurança das operações e oferecer maior previsibilidade aos armadores, terminais e demais empresas que integram o trade portuário.

Autoridade Marítima aumentou folga adicional de segurança

Na terça-feira (11) a Autoridade Marítima também ampliou a margem de segurança abaixo da quilha dos navios que operam no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes. A folga adicional passou de 0,3 metro para 0,8 metro, após levantamentos batimétricos identificarem redução de 1,4 metro na profundidade em parte da Bacia de Evolução nº 1, que passou de 13,6 para 12,2 metros. Na prática, o aumento da distância de segurança entre a quilha e o fundo do canal reduz o calado operacional disponível para as embarcações e pode limitar o volume de carga transportado pelos navios. A medida é preventiva e temporária e permanecerá em vigor enquanto as condições batimétricas permanecerem alteradas.

Porto de Itajaí diz que canal está com 14 metros

A última campanha realizada com uma draga hopper ocorreu no início de junho. Desde então, os trabalhos de manutenção vêm sendo conduzidos também pela draga Njord, que executa dragagem por aspersão ao longo do canal do Rio Itajaí-Açu.

Nesta terça-feira (11), técnicos da Superintendência do Porto de Itajaí acompanharam presencialmente as operações. Durante a inspeção, foi constatado que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.

A chegada da nova draga deverá ampliar a capacidade de remoção e controle dos sedimentos acumulados no fundo do rio. O equipamento opera por meio da sucção do material, reforçando as ações já realizadas pela Njord.

O Porto de Itajaí monitora os impactos do El Niño sobre as condições do canal desde 10 de junho de 2026. Entre os efeitos identificados está a presença de lama fluida e o aumento da sedimentação.

Nas últimas semanas, o volume de chuvas também contribuiu para elevar o nível e a vazão do Rio Itajaí-Açu. Esse cenário aumenta o transporte de sedimentos em direção ao canal de acesso ao complexo portuário e exige acompanhamento contínuo das condições de navegabilidade.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a antecipação da campanha representa uma ação preventiva para evitar impactos sobre as operações. “Hoje nossa equipe acompanhou o trabalho da dragagem por aspersão ao longo do canal e verificou que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.”

De acordo com o superintendente, a decisão de antecipar a mobilização, que normalmente ocorreria apenas em setembro, busca garantir segurança à navegação e maior previsibilidade para o mercado.

Monitoramento do canal continua

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que seguirá acompanhando permanentemente as condições do canal. As ações são realizadas em conjunto com a Van Oord e poderão ser ajustadas conforme a evolução das condições climáticas e da sedimentação.

Após a atuação da draga hopper, novos levantamentos deverão ser realizados para avaliar as condições do canal e orientar as próximas medidas de manutenção.

A estratégia adotada pela autoridade portuária tem como foco manter a segurança da navegação, assegurar a continuidade das operações e reduzir possíveis impactos das condições climáticas sobre o Complexo Portuário de Itajaí.

Fonte: Superintendência do Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Divulgação Porto de Itajaí

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Notícias

Caminhoneiros brasileiros ficam retidos após nevasca histórica nos Andes

Centenas de caminhoneiros brasileiros enfrentam uma longa espera na fronteira entre Argentina e Chile após uma sequência de intensas nevascas atingir a Cordilheira dos Andes. O mau tempo provocou bloqueios em importantes passagens internacionais e deixou grandes filas de caminhões paradas na região.

Entre os profissionais afetados estão motoristas de Santa Catarina, que já acumulam semanas de espera em condições consideradas extremas. Além do frio intenso, os trabalhadores relatam dificuldades para conseguir alimentação, tomar banho e manter uma rotina mínima de descanso.

A situação também provoca impactos no transporte internacional de cargas, com veículos parados, entregas atrasadas e aumento dos custos para as empresas.

Mais de mil caminhões ficam retidos na fronteira

Um dos pontos mais afetados é o Paso Pino Hachado, onde, segundo relatos de transportadores, mais de 1,2 mil caminhões chegaram a ficar impedidos de seguir viagem.

O número de veículos parados fez com que o problema ultrapassasse a esfera individual. Transportadoras passaram a lidar com atrasos nas entregas, mudanças na logística e motoristas impossibilitados de cumprir os cronogramas previstos.

Uma empresa de Concórdia, no Oeste catarinense, chegou a ter aproximadamente 50 caminhões retidos na região.

Entre os motoristas afetados está Jairo Luan Gomes, de Sombrio, no Sul de Santa Catarina. Ele completou 26 dias aguardando a liberação da passagem e, naquele momento, ainda não tinha uma previsão definitiva para deixar a aduana.

Frio extremo transforma caminhões em abrigo

Com a permanência prolongada na fronteira, a cabine dos veículos passou a funcionar como principal espaço de proteção contra as baixas temperaturas.

Jairo contou que a estrutura disponível para os profissionais apresenta limitações. Segundo o motorista, não havia banheiro adequado nem chuveiro com água quente. Em alguns locais, os caminhoneiros precisavam recorrer à água fria mesmo diante de temperaturas negativas.

Durante a tarde, ele chegou a registrar aproximadamente -2°C. A permanência dentro dos caminhões se tornou uma das principais formas de enfrentar o frio enquanto a passagem permanecia bloqueada.

A situação é agravada pelas condições da estrada. A presença constante de neve e gelo reduz a segurança da circulação, principalmente para veículos pesados e carregados.

Falta de comida aumenta dificuldades

A espera prolongada também trouxe problemas relacionados à alimentação dos caminhoneiros. Muitos profissionais haviam deixado o Brasil com mantimentos planejados para uma viagem normal, mas o bloqueio fez os estoques diminuírem rapidamente.

Jairo relatou receber água potável e sopa por meio de iniciativas de apoio organizadas por caminhoneiros e entidades locais. Para as refeições noturnas, alguns profissionais utilizam pequenas cozinhas instaladas nas próprias cabines.

O catarinense Ribamar Laudares, de Chapecó, também enfrentou a situação. Ele passou 11 dias retido na região e viu praticamente todos os alimentos que havia levado antes da viagem chegarem ao fim.

Com poucos estabelecimentos nas proximidades, as alternativas eram limitadas. Em determinado ponto, um food truck comercializava itens básicos, como cachorro-quente e café.

Apenas um chuveiro atende centenas de motoristas

A falta de estrutura para higiene pessoal se tornou outro problema para quem passa vários dias parado.

Ribamar contou que, no lado chileno da fronteira, havia somente um chuveiro disponível para mais de 300 profissionais. O equipamento utilizava um reservatório com cerca de 100 litros de água aquecida.

Para conseguir um banho quente, os motoristas precisavam escolher horários de menor movimento. Muitos acabavam recorrendo à madrugada para enfrentar a fila.

A situação relatada por Jairo era ainda mais precária. Na aduana onde estava retido, segundo ele, os profissionais tinham acesso apenas a um cano com água fria.

Assim, necessidades básicas passaram a exigir planejamento e improviso durante a retenção provocada pela nevasca nos Andes.

Neve chega perto de um metro e reduz visibilidade

Imagens feitas pelos próprios caminhoneiros mostram a dimensão do problema. Em alguns trechos, os veículos ficaram cercados pela neve, enquanto a cobertura branca tomava conta da pista.

O acúmulo chegou próximo de um metro em determinados pontos. O chamado “vento branco”, provocado pela movimentação da neve, também reduziu significativamente a visibilidade.

No Paso Pino Hachado, a situação afetou diretamente a circulação. A Ruta Nacional 242 chegou a ter interrupções totais em determinados momentos devido à combinação de neve, gelo e baixa aderência.

Para veículos de carga, o risco é ainda maior. Uma pista congelada aumenta a distância de frenagem e pode dificultar o controle do caminhão. Por esse motivo, uma eventual autorização para reabrir a passagem depende não apenas da melhora do clima, mas também de condições adequadas de segurança.

Viagem pela Patagônia termina em longa espera

Ribamar havia percorrido aproximadamente 1,8 mil quilômetros pela Patagônia antes de alcançar o trecho mais crítico da viagem. Ao chegar à região da Cordilheira, porém, encontrou novamente as estradas cobertas pela neve.

O motorista permaneceu sete dias esperando uma melhora nas condições meteorológicas. Em seguida, novas previsões apontaram para a continuidade das precipitações.

Uma questão relacionada à documentação também fez com que ele perdesse uma oportunidade de atravessar a fronteira. Pouco tempo depois, o aumento da neve voltou a impedir o deslocamento.

Caminhões precisam economizar combustível

A permanência prolongada também exige cuidados com o combustível. Para manter a cabine aquecida, Ribamar precisava ligar o caminhão periodicamente.

O motor permanecia funcionando por aproximadamente 50 minutos a cada cinco horas. O motorista também procurava manter o tanque abastecido como medida preventiva diante da possibilidade de a espera se prolongar.

A rotina exige que os profissionais controlem cuidadosamente os recursos disponíveis, incluindo combustível, comida e água, enquanto aguardam uma oportunidade segura para seguir viagem.

Nevasca gera prejuízos ao transporte internacional

Os efeitos da paralisação vão além dos problemas enfrentados dentro das cabines. Para as transportadoras, caminhões parados representam atrasos nas cargas, motoristas indisponíveis, alterações de rota e elevação dos custos operacionais.

Para os profissionais, porém, o impacto também é pessoal. Cada dia de bloqueio significa mais tempo longe de casa e uma rotina marcada por frio intenso, incerteza e estrutura limitada.

Jairo permanece à espera de uma definição para deixar a região, enquanto outros motoristas catarinenses passaram pela mesma situação antes de conseguir retomar suas viagens.

A liberação dos passos internacionais depende das condições das estradas e da evolução do clima. A redução da neve, a recuperação da pista e a segurança para a circulação de veículos pesados são fatores determinantes para a retomada do tráfego.

Enquanto a situação não se normaliza, a Cordilheira dos Andes deixa de ser apenas uma rota estratégica do transporte internacional e se transforma em um cenário de resistência para os caminhoneiros brasileiros. Para esses profissionais, atravessar milhares de quilômetros exige não apenas experiência ao volante, mas também preparo para enfrentar condições meteorológicas extremas e períodos prolongados de espera.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução / Redes Sociais

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Portos

FIESC defende concessão independente da dragagem do Complexo Portuário de Itajaí

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) voltou a defender a publicação, com urgência, do edital para a concessão do canal de acesso aquaviário ao Complexo Portuário de Itajaí. A entidade quer que a gestão da dragagem e da manutenção do canal seja estruturada em um processo separado da operação do terminal terrestre.

A posição foi formalizada em ofício enviado nesta sexta-feira (7) ao ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Para a FIESC, a concessão independente do canal de acesso pode proporcionar maior eficiência e previsibilidade às operações de dragagem, além de aumentar a segurança para operadores, usuários e investidores.

FIESC aponta importância estratégica do canal

O Complexo Portuário de Itajaí tem papel relevante para a economia de Santa Catarina e para as cadeias produtivas brasileiras. Além do Porto de Itajaí, a estrutura reúne a Portonave e outros terminais privados importantes para setores como indústria e agronegócio.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a separação entre a administração do canal e a operação do terminal é necessária para garantir maior autonomia às atividades de dragagem e manutenção.

A entidade avalia que um modelo independente pode evitar que intervenções essenciais à navegação sejam afetadas por eventuais problemas contratuais ou operacionais relacionados ao terminal.

Dragagem precisa ter gestão contínua

Para a FIESC, a manutenção das condições adequadas de navegação deve permanecer como prioridade no complexo portuário. A entidade cita como exemplos o aprofundamento do canal de acesso e a ampliação da bacia de evolução, obras consideradas estruturantes para o funcionamento da atividade portuária.

O presidente do Conselho para Assuntos de Transporte e Logística da FIESC, Maurício Battistella, destaca ainda a necessidade de considerar os efeitos de eventos climáticos extremos na região.

Nesse contexto, a avaliação da entidade é de que o canal do Rio Itajaí-Açu exige um sistema de dragagem permanente, previsível e adaptável, capaz de responder às mudanças nas condições de navegação e às necessidades do complexo.

FIESC pede agilidade na concessão

No documento encaminhado às autoridades, a FIESC também solicita maior celeridade no processo de concessão. A preocupação é evitar que atrasos afetem a navegação e a movimentação portuária da região.

A expectativa apresentada pela entidade é de que a Antaq analise o processo de concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí na próxima quinta-feira (13). Após essa etapa, a previsão é de publicação do edital do leilão.

A federação afirma que continuará disponível para contribuir com os órgãos públicos no aperfeiçoamento da infraestrutura portuária de Santa Catarina, buscando fortalecer a logística, o comércio exterior e o crescimento sustentável da indústria brasileira.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portonave

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Logística

Missão ao Paraguai busca ampliar logística e comércio exterior de Santa Catarina

A missão oficial de Santa Catarina ao Paraguai avançou em discussões para ampliar a integração logística e comercial entre os dois países. Liderada pelo Governo do Estado e pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), a agenda tratou do uso da estrutura portuária catarinense nas operações de comércio exterior paraguaio e de alternativas para melhorar o transporte de insumos destinados à agroindústria de Santa Catarina.

A aproximação também abriu negociações para novas parcerias em logística, tecnologia, agricultura e infraestrutura, com potencial para fortalecer o intercâmbio comercial entre Santa Catarina e Paraguai.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a aproximação atende a interesses dos dois lados e pode ampliar as oportunidades de negócios entre os mercados.

Rota do Milho é prioridade para a agroindústria catarinense

Entre os principais assuntos discutidos durante a missão esteve a Rota do Milho, projeto voltado à garantia do abastecimento regular de grãos para o polo de produção de proteína animal localizado no Oeste de Santa Catarina.

O milho é o principal produto exportado pelo Paraguai para Santa Catarina. Em 2025, o grão representou 15,2% das vendas paraguaias ao estado, movimentando US$ 70,5 milhões.

Além de buscar maior segurança no fornecimento de milho, a comitiva discutiu a possibilidade de levar tecnologias catarinenses para a agricultura paraguaia. Também foram avaliadas oportunidades para implantação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) integradas aos portos de Santa Catarina.

Para Gilberto Seleme, os portos catarinenses podem oferecer uma alternativa competitiva ao Paraguai para operações de importação e exportação com mercados da Ásia e de outras regiões.

Comércio entre SC e Paraguai cresce acima da média nacional

A expansão das relações econômicas entre os dois mercados ocorre em um cenário de forte crescimento do comércio exterior entre Santa Catarina e Paraguai.

Dados do Observatório FIESC mostram que, de 2015 a 2025, as exportações catarinenses para o país vizinho cresceram 99,1%, chegando a US$ 445,1 milhões no último ano.

O avanço foi impulsionado principalmente pela venda de produtos com maior valor agregado, entre eles cerâmica não vitrificada, máquinas e equipamentos mecânicos e sistemas de refrigeração.

No sentido contrário, as importações de produtos paraguaios por Santa Catarina tiveram crescimento ainda mais expressivo. O aumento foi de 390,5% entre 2015 e 2025, alcançando US$ 464 milhões no ano passado.

O milho liderou as compras catarinenses, seguido por carne bovina, óleo de soja, tecidos e insumos metálicos, como chumbo e sucata de cobre. Os produtos atendem diferentes cadeias produtivas do estado, incluindo os setores agroindustrial, têxtil e metalmecânico.

Construção civil também entra na agenda

A missão também identificou oportunidades relacionadas ao setor da construção civil. Entre as propostas discutidas está a atração de investimentos paraguaios para o mercado imobiliário do litoral catarinense.

Outra frente envolve a ampliação das vendas de materiais de construção produzidos em Santa Catarina para o Paraguai.

A transferência de tecnologias e soluções desenvolvidas no estado para projetos de infraestrutura paraguaios também esteve entre os temas da agenda. O país vizinho atravessa um período de expansão das obras, o que pode abrir espaço para empresas catarinenses especializadas em produtos, serviços e soluções para o setor.

Santa Catarina e Paraguai terão novos encontros

Como resultado das negociações realizadas em Assunção, equipes técnicas do Governo de Santa Catarina e da FIESC deverão aprofundar, nos próximos meses, estudos sobre logística e regulamentação necessários para viabilizar as novas parcerias.

A aproximação terá continuidade em novembro, quando Santa Catarina deverá receber um encontro e seminário empresarial sobre as relações com o Paraguai.

A expectativa é que a nova agenda permita avançar em projetos voltados ao comércio exterior, ao abastecimento de insumos, à infraestrutura e à integração entre os setores produtivos dos dois mercados.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Inovação

Onze indústrias de Santa Catarina estão entre as mais inovadoras do Brasil

Onze indústrias de Santa Catarina foram reconhecidas entre as mais inovadoras do país no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026. O levantamento, realizado pela Strategy&, consultoria estratégica da PwC, em parceria com o Valor Econômico, destaca empresas catarinenses em diferentes segmentos da indústria nacional.

O resultado inclui duas lideranças nacionais, duas posições de vice-liderança e seis empresas entre as cinco primeiras colocadas nas categorias de Bens de Capital, Materiais de Construção, Eletroeletrônica e Telecomunicações.

Entre as catarinenses reconhecidas estão WEG, Tupy, Schulz, Ciser, Tigre, Irani Papel e Embalagem, Nidec Global Appliance, Whirlpool, Dexco, ArcelorMittal e Unifique.

Empresas catarinenses se destacam em diferentes setores

A WEG foi o principal destaque de Santa Catarina na premiação. A empresa conquistou a primeira colocação nacional na categoria Eletroeletrônica. No mesmo segmento, a Whirlpool alcançou o quinto lugar.

Em Bens de Capital, o desempenho catarinense também ganhou evidência. A Nidec Global Appliance ficou na terceira posição, seguida por Tupy, em quarto, e Schulz, em quinto.

Já na categoria Materiais de Construção, três empresas do estado apareceram entre as cinco primeiras. A Dexco ficou com a segunda colocação, enquanto Ciser e Tigre ocuparam, respectivamente, o terceiro e o quinto lugares.

Outros setores também tiveram empresas de Santa Catarina em posições de destaque. A Irani Papel e Embalagem conquistou a vice-liderança em Papel e Celulose, enquanto a ArcelorMittal ficou em primeiro lugar na categoria Siderurgia e Mineração.

Na área de Telecomunicações, a Unifique terminou na quinta colocação entre as empresas mais inovadoras do país.

Inovação amplia competitividade da indústria

As 11 empresas catarinenses reconhecidas mantêm projetos com os Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina, que atuam no desenvolvimento de soluções para ampliar a inovação industrial e a competitividade.

A parceria envolve iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), além da criação e do aperfeiçoamento de produtos, processos e materiais. Também fazem parte da atuação projetos de transformação digital, manufatura avançada, ensaios laboratoriais, certificações e consultorias tecnológicas.

Segundo o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, o reconhecimento reforça a importância da cooperação entre empresas e instituições de ciência e tecnologia para transformar desafios industriais em soluções.

Para ele, a presença das companhias catarinenses entre as líderes nacionais demonstra a relevância dos investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento industrial no estado.

Institutos SENAI SC têm atuação em todo o país

O trabalho dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina não se limita às empresas do estado. As instituições também desenvolvem projetos para companhias de outras regiões que foram reconhecidas no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026.

Entre as empresas atendidas estão Nestlé Brasil, Ambev, Lojas Renner, C&A, Votorantim Cimentos, BRK Ambiental, Gerdau, CNH Industrial, Stellantis, Embraer, Natura Cosméticos, Grupo Boticário, Reckitt Industrial, Axia Energia, Aché Laboratórios, Vale, Petrobras e Shell Brasil.

A presença dessas companhias entre as empresas reconhecidas na premiação evidencia o alcance nacional dos Institutos SENAI SC e a capacidade técnica das instituições para desenvolver projetos voltados à produtividade, competitividade e inovação em diferentes segmentos da economia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Logística eficiente é essencial para manter a competitividade da indústria de Santa Catarina, alerta FIESC

A FIESC alerta que os desafios da logística em Santa Catarina representam um dos principais obstáculos para a manutenção da competitividade da indústria estadual. Apesar de contar com uma economia fortemente voltada ao mercado internacional e um parque industrial diversificado, o estado enfrenta limitações na infraestrutura de transporte que impactam diretamente os custos e a eficiência das operações.

Entre os principais entraves apontados estão o chamado Custo Brasil, além dos gargalos nas rodovias e nos acessos aos portos, fatores que elevam despesas, aumentam o tempo de deslocamento e reduzem a competitividade das empresas.

Rodovias sobrecarregadas afetam o escoamento da produção

Reconhecido pela eficiência de seu complexo portuário, Santa Catarina ocupa posição de destaque na movimentação de contêineres no país. No entanto, o transporte terrestre até os terminais portuários enfrenta dificuldades devido à necessidade de obras de manutenção, duplicação e melhorias em rodovias federais e estaduais.

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, diversas rodovias estratégicas para a economia catarinense operam constantemente próximas do limite de capacidade, cenário que provoca atrasos nas entregas, aumento dos custos com frete e maior incidência de acidentes.

Planejamento de longo prazo é apontado como prioridade

Para o presidente do Conselho de Infraestrutura e Transporte da entidade, Maurício Battistella, investir em uma logística eficiente é indispensável para garantir a permanência da indústria catarinense em um mercado cada vez mais competitivo.

Segundo ele, embora os portos catarinenses sejam reconhecidos pela eficiência, a precariedade das ligações rodoviárias compromete todo o fluxo de transporte de cargas e reduz a capacidade competitiva das empresas.

Debate na Logistique discutirá o futuro da logística catarinense

Maurício Battistella será um dos participantes de um painel durante a feira Logistique, marcada para o dia 11 de agosto. O encontro reunirá especialistas para debater os caminhos da infraestrutura logística de Santa Catarina até 2035.

Na avaliação do representante da FIESC, é fundamental que a logística seja tratada como uma política de Estado, com planejamento de longo prazo, investimentos para eliminar gargalos e integração entre rodovias, ferrovias e portos, garantindo maior fluidez no transporte de mercadorias e fortalecendo a presença dos produtos catarinenses nos mercados nacional e internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Comércio Exterior

FIESC reforça parceria com o Paraguai para ampliar comércio exterior e rotas logísticas

A FIESC participa da missão oficial do Governo de Santa Catarina ao Paraguai com foco na ampliação das relações comerciais e no fortalecimento da integração econômica entre os dois países. A iniciativa pretende consolidar o país vizinho como um parceiro estratégico no Mercosul, incentivando novos negócios e ampliando o intercâmbio comercial na região.

Na noite de quinta-feira (6), a comitiva catarinense participou de um encontro com o embaixador do Brasil no Paraguai, José Antônio Marcondes de Carvalho, dando início à agenda institucional no país.

Portos de Santa Catarina são apresentados como alternativa logística

A delegação da FIESC é formada pelo presidente da entidade, Gilberto Seleme, e pela presidente do Conselho de Comércio Exterior, Maria Teresa Bustamante. Durante a missão, o grupo apresenta a estrutura e a eficiência dos portos de Santa Catarina como uma opção estratégica para a movimentação de cargas paraguaias destinadas à exportação e importação.

Segundo Gilberto Seleme, o estado reúne condições para se tornar uma referência logística para o comércio exterior do Paraguai.

“Santa Catarina tem potencial para se tornar a alternativa logística preferencial do comércio exterior do Paraguai. Queremos consolidar rotas competitivas que passem pelo nosso estado, permitindo que a movimentação de produtos e mercadorias importadas e exportadas pelo país vizinho utilize a alta capacidade e expertise dos portos catarinenses”, afirmou.

Agenda inclui autoridades do governo e do Congresso paraguaio

A programação oficial segue nesta sexta-feira (7) com reuniões entre a delegação catarinense e o ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, além dos vice-ministros Javier Viveros, da Indústria, e Eduardo Gustale, da REDIEX.

Parte da comitiva também será recebida pelo vice-presidente da República do Paraguai, Lorenzo Alliana Rodríguez.

Além dos encontros com representantes do Poder Executivo, a missão prevê reuniões com parlamentares paraguaios, incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Raúl Latorre, presidentes de comissões temáticas do Congresso e o governador do departamento de Misiones, Richard Ramírez.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Evento

Festival da Canção da Indústria movimenta Itapiranga com apresentações de trabalhadores

O Festival da Canção da Indústria realizou sua segunda etapa regional em Itapiranga, no Extremo-Oeste de Santa Catarina. Promovido pelo SESI/SC, o evento reuniu trabalhadores da JBS em apresentações musicais que destacaram talentos da indústria e fortaleceram a integração entre os participantes.

Os candidatos subiram ao palco de forma individual ou em duplas para interpretar músicas autorais e sucessos conhecidos do público, sempre com acompanhamento de banda ao vivo.

Apresentações animam ambiente de trabalho

As performances aconteceram durante os intervalos de almoço e contaram com a participação dos colegas de trabalho, que acompanharam as apresentações, cantaram junto e incentivaram os artistas com aplausos.

Além de revelar novos talentos, o Festival da Canção da Indústria tem como objetivo promover momentos de lazer, convivência e valorização dos trabalhadores do setor industrial.

Critérios de avaliação definem classificados

A escolha dos finalistas combina avaliação técnica e participação popular. A nota final é composta por 70% da pontuação atribuída pelos jurados e 30% dos votos do público.

Ao término de cada etapa regional, os dois candidatos mais bem colocados garantem vaga na final estadual da competição.

Festival percorre cidades de Santa Catarina

Depois das etapas realizadas em Palhoça e Itapiranga, o circuito do Festival da Canção da Indústria continua por Santa Catarina. As próximas apresentações estão programadas para Nova Veneza, nesta quarta-feira (5), Jaraguá do Sul, em 15 de agosto, e Joinville, no dia 20 de agosto.

Os classificados voltarão a se apresentar em 27 de agosto, na sede da FIESC, em Florianópolis, onde serão definidos os vencedores da primeira edição do festival.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia abre novas oportunidades para exportações de Santa Catarina

O acordo entre Mercosul e União Europeia amplia as perspectivas para as exportações de Santa Catarina, que passa a contar com centenas de novas oportunidades de negócios no mercado europeu. Levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) aponta a existência de 805 oportunidades de exportação para empresas catarinenses.

Embora o estado já tenha 761 empresas comercializando produtos com países da União Europeia, especialistas avaliam que os maiores benefícios iniciais devem ser aproveitados por companhias com maior experiência em comércio exterior, já preparadas para atender às exigências técnicas do bloco europeu.

Indústria e agronegócio lideram potencial de crescimento

Entre os setores com maior possibilidade de expansão estão os segmentos da indústria de transformação, especialmente fabricantes de motores elétricos, transformadores, compressores, móveis e produtos de madeira.

No agronegócio, as carnes de frango e suína seguem como os principais destaques da pauta exportadora catarinense.

A redução gradual das tarifas prevista no acordo tende a aumentar a competitividade desses produtos no mercado europeu, colocando as empresas brasileiras em condições semelhantes às de países que já mantinham acordos comerciais com a União Europeia.

Pequenas empresas enfrentam desafios para exportar

Apesar das novas oportunidades, especialistas alertam que o acesso ao mercado europeu pode ser mais complexo para pequenas e médias empresas.

Entre os principais obstáculos estão as rigorosas exigências relacionadas à certificação ambiental, rastreabilidade dos produtos e normas de rotulagem. Além disso, diversos segmentos exigem elevada capacidade produtiva e investimentos significativos para atender aos padrões internacionais.

Nesse cenário, uma alternativa para os pequenos negócios é atuar como fornecedores de insumos, componentes ou serviços para grandes indústrias exportadoras, integrando-se às cadeias produtivas já consolidadas.

Mercado interno também deve sentir os efeitos do acordo

Os impactos do tratado não se restringem às exportações. A abertura comercial também deve ampliar a presença de máquinas, equipamentos e tecnologias europeias no mercado brasileiro.

Com a redução das tarifas de importação, empresas catarinenses poderão encontrar fornecedores europeus mais competitivos, o que tende a reduzir custos de investimento e modernizar parte do parque industrial.

Ao mesmo tempo, fabricantes brasileiros de bens de capital deverão enfrentar uma concorrência mais intensa, exigindo ganhos de produtividade, inovação e eficiência para manter espaço no mercado.

Especialistas apontam desafios para o futuro

Economistas avaliam que o acordo também traz riscos de longo prazo para a economia brasileira caso não seja acompanhado por políticas voltadas ao fortalecimento da indústria.

Entre as principais preocupações está a possibilidade de o país ampliar sua dependência da exportação de produtos primários e de baixo valor agregado, como carnes e madeira, enquanto aumenta a importação de bens tecnológicos produzidos na Europa.

Outro ponto de atenção são as chamadas barreiras não tarifárias, que incluem critérios de sustentabilidade, requisitos ambientais e normas técnicas cada vez mais rigorosas.

Na avaliação de especialistas, ampliar investimentos em inovação, tecnologia e diversificação industrial será fundamental para que Santa Catarina aproveite plenamente as oportunidades criadas pelo acordo comercial e fortaleça sua competitividade internacional.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Evento

SCMC transformou concorrentes em comunidade e reúne empresas com faturamento superior a R$ 9 bilhões

Criado em meio aos desafios enfrentados pela indústria têxtil de Santa Catarina, o Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC) tornou-se um dos principais exemplos de colaboração empresarial no país. O movimento, iniciado em 2004 por empresas que disputavam o mesmo mercado, reúne atualmente 49 associados, responsáveis por um faturamento anual superior a R$ 9 bilhões e cerca de 14 mil empregos.

A iniciativa surgiu em um período marcado pelo crescimento das importações de produtos chineses, quando empresários buscavam alternativas para manter a competitividade, preservar marcas tradicionais e fortalecer o setor têxtil catarinense.

União inédita entre concorrentes marcou o início do projeto

Na época, executivos de empresas como Marisol, Hering, Altenburg, Dudalina e Karsten decidiram romper um paradigma do mercado: compartilhar experiências com concorrentes diretos.

Em vez de encontros voltados a negociações comerciais, os empresários passaram a discutir desafios comuns, como a concorrência internacional, os custos de produção e a necessidade de inovação. A partir dessas conversas nasceu o SCMC, com a proposta de transformar a troca de conhecimento em vantagem competitiva para toda a cadeia produtiva.

Mais do que uma associação empresarial, o movimento consolidou um ambiente de colaboração envolvendo indústrias, profissionais, fornecedores, universidades e estudantes.

Colaboração substituiu o isolamento empresarial

A confiança construída entre as empresas permitiu iniciativas pouco comuns naquele momento. Presidentes e gestores passaram a visitar fábricas de outras marcas, conhecer processos produtivos e trocar experiências sobre gestão, inovação e desenvolvimento de produtos.

Sem comprometer estratégias comerciais ou eliminar a concorrência entre as empresas, o compartilhamento de boas práticas fortaleceu o setor e ampliou a capacidade de enfrentar desafios comuns.

As discussões também passaram a envolver fornecedores e parceiros da cadeia produtiva, impulsionando a adoção de novas tecnologias e soluções para aumentar a competitividade da indústria da moda catarinense.

Design e inovação ganharam papel estratégico

Ao longo das discussões, o grupo identificou que competir apenas por preço e escala seria insuficiente diante do avanço dos produtos importados.

A partir dessa percepção, o design, a criatividade e a construção de identidade para as marcas passaram a ocupar posição central na estratégia do movimento.

A própria escolha do nome Santa Catarina Moda e Cultura reflete essa visão, ao unir produção industrial, criatividade, comportamento e desenvolvimento cultural como elementos essenciais para agregar valor aos produtos.

Aproximação entre empresas e universidades fortaleceu formação de talentos

Outro eixo importante do SCMC foi estreitar o relacionamento entre a indústria e as instituições de ensino.

O movimento passou a desenvolver projetos com cursos de moda e design, aproximando estudantes dos desafios enfrentados pelas empresas e incentivando a criação de soluções alinhadas às demandas do mercado.

Com a participação de profissionais reconhecidos nacionalmente, como o estilista Mário Queiroz e o consultor Jackson Araújo, alunos passaram a desenvolver coleções e projetos em parceria com as empresas associadas, considerando aspectos como comportamento do consumidor, identidade das marcas, materiais e viabilidade produtiva.

Além de contribuir para a formação acadêmica, essa integração ajudou a preparar profissionais que posteriormente assumiram cargos estratégicos na indústria têxtil catarinense.

Programa revela novos profissionais para o setor

Um dos exemplos desse impacto é a trajetória da designer Simone Passarin.

Criada em uma família ligada à atividade têxtil, ela conheceu o SCMC durante a graduação, em 2009, experiência que ampliou sua visão sobre as possibilidades da carreira na indústria da moda.

Anos depois, Simone retornou ao movimento em uma nova função. Atualmente, atua como designer de moda e coordena o programa Moda Amanhã, iniciativa voltada à formação de novos talentos para o setor, levando sua experiência às universidades e aproximando estudantes das oportunidades existentes na indústria catarinense.

Comunidade ampliou atuação no Brasil e no exterior

Com o crescimento da rede de associados, o SCMC expandiu sua atuação para além das áreas de criação e design.

Hoje, o movimento reúne profissionais de tecnologia, branding, recursos humanos, áreas comerciais e gestão, promovendo intercâmbio de conhecimento entre diferentes segmentos das empresas.

A comunidade também realiza missões internacionais para centros de referência como Milão, na Itália, e China, permitindo que empresários acompanhem tendências globais de inovação, comportamento do consumidor, tecnologia e produção.

Outra iniciativa é a Rota do Algodão, em Minas Gerais, que aproxima profissionais da origem de uma das principais matérias-primas da cadeia têxtil, ampliando a compreensão sobre todas as etapas da produção.

Propósito permanece o mesmo após duas décadas

Segundo o presidente do SCMC, Marcel Eder Costa, a comunidade evoluiu ao longo dos últimos 20 anos sem perder o propósito que motivou sua criação.

Além do crescimento no número de empresas participantes, o foco passou a ser ampliar o impacto positivo dentro das organizações e na sociedade, mantendo como principal diferencial a colaboração entre empresas que continuam concorrentes, mas compartilham soluções para desafios comuns.

Para o dirigente, o mercado mudou profundamente desde 2004, assim como as necessidades das empresas. Ainda assim, o espírito de cooperação permanece sendo o principal patrimônio da comunidade, que antecipou um modelo de relacionamento hoje adotado por grandes organizações em diversos segmentos.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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