Comércio Exterior

Receita Federal eliminará mais de 1.600 atributos opcionais do Catálogo de Produtos

O objetivo é facilitar o cumprimento das obrigações pelos operadores de comércio exterior.

A Receita Federal do Brasil informa que, com o objetivo de facilitar o cumprimento das obrigações pelos operadores de comércio exterior, serão excluídos do Catálogo de Produtos todos os atributos opcionais exclusivos da RFB vinculados às Nomenclaturas Comuns do Mercosul (NCM). A medida representa a eliminação de 1.611 atributos opcionais de um total de 2.292 atualmente existentes, cerca de 70% do total de atributos em produção.

A decisão decorre da identificação de dificuldades substanciais enfrentadas por importadores no preenchimento dessas informações, motivadas, entre outros fatores, pela dificuldade de obtenção de dados junto a fornecedores estrangeiros e pelos elevados custos com a contratação de serviços terceirizados para construção e manutenção de catálogos próprios.

Tais dificuldades foram identificadas ao longo do cuidadoso processo de monitoramento da adesão voluntária ao novo processo de importação, conduzido pela Receita Federal com a participação ativa de diversos atores da cadeia de comércio exterior.

Essa simplificação está plenamente alinhada com as melhores práticas internacionais de facilitação do comércio e representa uma redução significativa de custos operacionais para os intervenientes, especialmente no contexto da migração das operações para o Portal Único de Comércio Exterior, por meio do novo processo de importação.

Os atributos opcionais exclusivos da RFB serão excluídos no prazo de quinze dias, com as devidas atualizações nos sistemas e canais de consulta, de modo que, dos atributos exclusivos da RFB, serão mantidos em produção apenas os obrigatórios.

A inclusão, pela Receita Federal, de novos atributos obrigatórios, será analisada caso a caso, à medida que novas operações forem incorporadas ao Portal Único, sempre com base em avaliações técnicas criteriosas e diálogo constante com o setor privado e os demais órgãos e entidades parceiras.

A Receita Federal reforça seu compromisso com a modernização aduaneira, a redução de entraves operacionais e o estímulo à conformidade voluntária, sem comprometer sua capacidade de fiscalização, que continuará sendo exercida com base em critérios de análise de risco e inteligência.


Coordenação-Geral de Administração Aduaneira – COANA/RFB

Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX/SECEX

Fonte: Siscomex

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Notícias

Itaipu e Receita Federal fazem contrabando virar energia limpa

Produtos apreendidos são processados em biogás

Dentro do lado brasileiro da usina hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, na fronteira com o Paraguai, funciona uma usina de biogás e biometano. O local, preparado para transformar resíduos orgânicos em energia limpa, já recebeu a visita de carretas da Receita Federal com produtos aprendidos, como feijão e milho.

A ação é fruto de uma parceira do órgão arrecadador de tributos com o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), que opera a biousina. O CIBiogás é uma empresa fundada por Itaipu Binacional e voltada a soluções na área de combustível limpo.

Além da parceria com a Receita, a biousina tem acordos com a Polícia Federal (PF) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Essas parcerias dão um destino improvável a mercadorias apreendidas fruto de contrabando (mercadoria proibida) e descaminho (produtos que entram no país sem pagamento de impostos).

Na área de estoque da planta estão litros e mais litros de vinho, toneladas de açúcar e outros produtos, como azeite, óleo, batata, chiclete, farinha, cacau e pó de café.

De acordo com o diretor de Estratégias de Mercado do CIBiogás, Felipe Marques, já foram mapeados mais de 400 tipos de resíduos capazes de serem transformados em energia limpa.

Biodigestão

Um enorme tanque vedado proporciona a biodigestão, processo em que a matéria orgânica desses produtos é transformada em biogás. O resultado final é um gás combustível renovável, ou seja, energia limpa, que ajuda a diminuir a emissão de gases do efeito estufa, causadores do aquecimento global e, por consequência, das mudanças climáticas que tornam mais frequentes as tragédias ambientais.

Marques explica que, em termos de emissão de gases do efeito estufa, o biometano se iguala ao etanol, outro combustível renovável utilizado por automóveis. “É praticamente a mesma emissão”, diz.

“O biometano sendo usado para substituir diesel causa um impacto muito grande em termos de redução de emissões”, afirmou.

Além da parceira com os órgãos federais, o biodigestor em Itaipu recebe resíduos de restaurantes do complexo de Itaipu. A planta processa meia tonelada de rejeitos por dia. Desde 2017, já foram 600 toneladas. O ritmo pode aumentar, uma vez que a capacidade é de até 1 tonelada diária. 

Abastecimento

Do biogás é produzido o biometano, que tem características semelhantes ao gás natural, sendo usado para abastecer a frota de veículos leves do complexo e o ônibus de turismo da hidrelétrica.

A biousina produz cerca de 200 metros cúbicos (m³) por dia de biogás e 100 m³/dia de biometano, o que permite abastecer diariamente dez carros.

Desde 20127, a unidade já abasteceu 41,3 mil m³ de biometano, o que possibilitou 484 mil quilômetros rodados. Os técnicos do CIBiogás informam que a planta já foram processou:

  • 22 toneladas de leite em pó provenientes da Índia e apreendidos no Porto de Paranaguá, no Paraná
  • 75 toneladas de cacau vindos da Tailândia, também apreendidos em Paranaguá
  • 9 mil litros de azeite
  • 5,5 toneladas de leite em pó
  • 870 litros de vinho

Integrante da Diretoria de Desenvolvimento Tecnológico do CIBiogás, Geovani Geraldi explica que é preciso dosar o conteúdo levado para o biodigestor, a fim de garantir a qualidade do biogás e biometano produzidos.

“Farinha produz muito biogás, mas não tanto assim de metano. Então, eu preciso dosar a farinha com mais calma do que azeite de oliva, que produz muito biogás e é rico em metano, então coloco mais azeite de oliva”, exemplifica.

“Dosando com aquilo que temos também de estoque, se não vai poder faltar futuramente. A gente tem todo esse controle operacional”, completa.

De acordo com Marques, a Petrobras já demonstrou interesse em comprar o biometano gerado na biousina.

“Eles estão bem engajados em termos de usar biometano e impulsionar o mercado de biometano no Brasil”, contou.

Dos resíduos também é possível se produzir biofertilizantes, utilizados na irrigação de gramas ou áreas degradadas.

SAF na COP 30

Também a partir da biodigestão de apreensões da Receita e da PF, a unidade do CIBiogás desenvolve o bio-syncrude, um óleo sintético que pode ser usado na produção de SAF (Combustível Sustentável de Aviação, na sigla em inglês). O SAF pode reduzir significativamente a emissão de gases do efeito estufa, em comparação com o querosene de aviação tradicional.

Itaipu Binacional prepara uma demonstração do óleo sintético para apresentar durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorrerá em novembro, em Belém.

Há uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para desenvolver o SAF a partir do refino do bio-syncrude. Os investimentos em energia renovável são uma das apostas de Itaipu Binacional para aumentar a geração de energia.

Fonte: Agência Brasil

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Tecnologia

Receita usa inteligência artificial e amplia autuações por fraudes em importações

Fisco já aplicou mais de R$ 5 bilhões em autos de infração até outubro de 2024; eletrônicos e bebidas estão entre os setores mais visados

A Receita Federal aumentou o uso de inteligência artificial e cruzamento de dados para fiscalizar operações de comércio exterior.

De janeiro a outubro de 2024, o órgão aplicou mais de 3.200 autos de infração aduaneira, com valor total superior a R$ 5,3 bilhões em créditos tributários lançados.

Boa parte das autuações decorre de erros nas declarações aduaneiras. Informações imprecisas sobre mercadorias, valores, classificação fiscal (NCM) ou origem dos produtos levam ao enquadramento dos contribuintes.

Classificação incorreta

De acordo com a advogada Andrea Weiss, especialista em direito aduaneiro, muitos casos poderiam ser evitados com controle interno mais robusto.

“As principais inconsistências aparecem na descrição da mercadoria, na classificação fiscal, no valor declarado e na origem do produto. Muitas vezes, o problema começa com uma simples negligência nos processos internos”, afirma Weiss.

Práticas recorrentes continuam sob vigilância

Apesar do avanço tecnológico, práticas como subfaturamento, classificação indevida e simulação de operações seguem ocorrendo. Essas estratégias reduzem artificialmente a carga tributária, mas expõem empresas a riscos fiscais e reputacionais.

“O subfaturamento é usado para pagar menos imposto. A classificação incorreta busca alíquotas menores por meio de códigos NCM. Já a simulação ocorre quando o real importador não tem habilitação no sistema Radar da Receita”, explica Weiss. “São estratégias que colocam o contribuinte em situação de vulnerabilidade diante do Fisco.”

Cruzamento de dados para detectar fraudes

Com apoio de inteligência artificial, a Receita Federal analisa informações de sistemas como Siscomex, notas fiscais eletrônicas e bancos de preços internacionais. O objetivo é detectar padrões suspeitos e operações fora da curva com mais rapidez.

Essa abordagem tem reduzido a dependência da inspeção física e ampliado a capacidade de rastrear tentativas de fraude de forma automatizada.

Vinhos e eletrônicos

Os segmentos mais fiscalizados incluem eletroeletrônicos, cosméticos, confecções, bebidas e itens de alto valor agregado.

Andrea Weiss menciona casos em que empresas declararam vinhos importados da Argentina e do Chile com preços até 300% abaixo do valor real de mercado. Em outras situações, smartphones foram registrados como peças ou acessórios para reduzir a carga tributária.

Multas, apreensão e até processo criminal

As punições previstas em caso de infração incluem multas que podem ultrapassar 100% do valor aduaneiro da mercadoria, além de apreensão dos produtos, suspensão da habilitação no comércio exterior e responsabilização criminal dos administradores por crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica e contrabando.

Aderência ao OEA

Diante do aumento da fiscalização, empresas têm adotado medidas de compliance aduaneiro. O número de certificações no programa OEA (Operador Econômico Autorizado) cresceu mais de 20% em 2024, segundo a Receita.

“O compliance aduaneiro tem se tornado prioridade. As organizações estão treinando equipes, contratando consultorias especializadas e buscando adesão ao OEA, que oferece benefícios para quem demonstra estar em conformidade com as exigências legais”, observa Weiss.

Práticas preventivas

A advogada recomenda revisão periódica da classificação fiscal por profissionais qualificados, além da auditoria das informações declaradas.

“A classificação fiscal deve ser feita por profissionais qualificados e revisada periodicamente, sem depender exclusivamente da informação fornecida pelo exportador. Também é essencial garantir que todas as informações declaradas estejam corretas e bem documentadas. Acima de tudo, é preciso atuar com ética e transparência nas operações internacionais”, conclui Weiss.

Fonte: Carta Capital

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Informação

Auditores da Receita Federal terão reajuste de 9,22% a partir de 2026

O acordo proposto pelo governo foi aceito pelos servidores. Remuneração total pode ultrapassar R$ 44 mil no topo da carreira

A partir de abril de 2026, os auditores fiscais da Receita Federal terão reajuste de 9,22%. O aumento será concedido para a Classe Especial. A remuneração total desses profissionais, somados os bônus e gratificações, poderá ultrapassar R$ 44 mil no topo da carreira.

Veja a tabela de remuneração:

Além disso, o teto do Bônus de Eficiência e Produtividade na Atividade Tributária e Aduaneira, que hoje é de R$ 7 mil, terá dois reajustes: de novembro de 2025 a janeiro de 2026, o teto passa para R$ 8,7 mil. A partir de fevereiro de 2026, o valor salta para R$ 11.500.

As mudanças também incluíram o bônus para aposentados e pensionistas, que terão alteração no percentual de bonificação correspondente ao período de inatividade.

Confira as mudanças:

O acordo entre governo e sindicato colocou fim a uma das greves mais longas do órgão.

Fonte: Metrópoles

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Greve

Com reajuste de 9%, auditores da Receita Federal aprovam acordo e põem fim à greve

Proposta apresentada pelo governo foi aprovada por 64,5% dos participantes da assembleia, realizada pelo Sindifisco

Os auditores fiscais da Receita Federal decidiram nesta quinta-feira (10) aceitar a proposta de reajuste salarial de 9% apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que deve levar ao encerramento da greve da categoria, iniciada há oito meses.

A proposta foi aprovada por 64,5% dos participantes da assembleia, realizada pelo Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

A assembleia foi realizada de forma virtual na noite de quarta-feira (9) e contou com cerca de 9.000 participantes. Do total, 64,5% votaram a favor do acordo com o Executivo, enquanto 35,5% se manifestaram contra.

O reajuste aprovado prevê aumento de 9% na remuneração básica da categoria, a ser aplicado a partir de abril de 2026. A greve estava suspensa desde junho, por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas os auditores continuavam em estado de mobilização.

A expectativa agora é que a medida seja oficializada no Diário Oficial da União nas próximas horas.

Transtornos

A paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal afetava a entrega de mais de 1 milhão de encomendas internacionais, especialmente roupas e eletrônicos comprados em sites estrangeiros.

Os auditores fiscais reivindicavam reajustes salariais desde o último ajuste em 2016, argumentando perdas inflacionárias não compensadas desde então. Além das importações, a greve impactava negativamente as exportações brasileiras.

Em locais como o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, existia uma quantidade crítica de mercadorias estocadas inadequadamente devido à falta de espaço. No entanto, itens essenciais como cargas vivas, alimentos e medicamentos continuavam sendo liberados rapidamente.

Fonte: R7

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Greve

Retomada plena das atividades dos Auditores pode gerar R$ 35,5 bilhões em receitas tributárias em um ano

A retomada plena das atividades das Auditoras e dos Auditores-Fiscais da Receita Federal, com o fim da mobilização da categoria, representará um incremento de R$ 35,5 bilhões em receitas tributárias, num período de 6 meses, e de R$ 53,3 bilhões, num período de 12 meses. A projeção faz parte de um levantamento elaborado por um grupo de Auditores-Fiscais, com apoio do Sindifisco Nacional.

Segundo o estudo, os valores mais significativos viriam das ações de assistência (R$ 25,9 bilhões, em 12 meses), especialmente o monitoramento de grandes contribuintes (R$ 18 bilhões) e as transações tributárias (R$ 6 bilhões). Em seguida, viriam as ações de imposição, como os julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) (R$ 15,4 bilhões, em 12 meses) e as auditorias de pessoas jurídicas e físicas (R$ 4,1 bilhões).

“A retomada total das atividades dos Auditores-Fiscais também potencializa a fiscalização, a conformidade tributária e a recuperação de créditos, com efeitos multiplicadores na economia e melhoria do ambiente de negócio pelo combate à concorrência desleal”, detalham os Auditores, em um dos trechos do estudo.

Fonte: Sindifisco Nacional

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Portos

Em 2025, Receita Federal soma 433 kg de cocaína apreendidos no Porto

A Receita Federal apreendeu, na semana passada, 13,5 kg de cocaína no Terminal de Contêineres no Porto de Paranaguá, no litoral paranaense. Com esta apreensão já são 433 kg de cocaína retidos no porto paranaense pelos servidores da Receita Federal neste ano.

Na última apreensão, a droga estava escondida dentro da máquina evaporadora reefer de um contêiner com carga de frango que iria para o Porto de Zadur, em Durban, na África do Sul.

O método usado para esconder a cocaína é conhecido como rip-on/rip-off, que é quando uma carga é violada e mercadorias ilegais são introduzidas em um contêiner, sem o conhecimento do exportador.

Ao fim da operação, a droga foi entregue à polícia judiciária competente para prosseguimento de investigações.

A Receita Federal atua no controle aduaneiro sobre cargas e veículos vindos do exterior ou a ele destinados com o objetivo de facilitar o comércio internacional e manter a segurança das operações lícitas.

Fonte: Bem Paraná

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Comércio Exterior, Informação

Receita Federal lança painel com ranking de contrabandistas do país

Ferramenta interativa detalha representações fiscais para fins penais e será atualizada mensalmente; medida reforça transparência e combate ao crime organizado.

A Receita Federal acaba de lançar um painel interativo que apresenta o ranking dos maiores contrabandistas do país, com base nas representações fiscais para fins penais decorrentes das ações de repressão e fiscalização realizadas em 2023, 2024, 2025.

A iniciativa inédita visa ampliar a transparência das atividades de combate ao contrabando e ao descaminho, oferecendo ao cidadão uma visão clara e atualizada do enfrentamento a esses crimes.

O painel reúne dados detalhados por unidade da federação, tipo de infração, setor econômico e valor estimado dos prejuízos causados aos cofres públicos .

Para acessar o painel clique aqui


Fonte: Receita Federal.gov

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Portos

Mais de meia tonelada de cocaína é encontrada em carga de café no Porto de Santos rumo à Europa

Drogas estavam escondidas em sacas com destino à Polônia; é a segunda grande apreensão em menos de uma semana

A Receita Federal apreendeu 657 quilos de cocaína escondidos em uma carga de café na manhã desta segunda-feira (16), no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Esta é a segunda grande apreensão da droga no complexo portuário em menos de uma semana, elevando o total confiscado apenas em junho para mais de duas toneladas. No acumulado do ano, já são 5.051 kg de cocaína interceptados pelas autoridades no Porto.

De acordo com a Receita Federal, a droga estava em uma carga de 22 toneladas de café, distribuída em dois contêineres com um total de 687 sacas de ráfia. A contaminação foi identificada em um dos contêineres, onde os agentes encontraram tabletes de cocaína escondidos dentro de 30 sacas, que tiveram parte da mercadoria substituída pela droga. A carga tinha como destino a Polônia, com baldeação prevista no Porto de Hamburgo, na Alemanha.

A descoberta ocorreu durante ações de vigilância e repressão aduaneiras, realizadas por equipes da Alfândega de Santos. A seleção da carga foi feita com base em critérios objetivos de análise de risco, com o auxílio de imagens geradas durante o escaneamento dos contêineres. Segundo a Receita, esse procedimento faz parte de uma estratégia para garantir a transparência e a eficiência na fiscalização, sem comprometer a agilidade das operações de comércio exterior.

Durante a operação, cães de faro das alfândegas de Santos e de Viracopos, além da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da 8ª Região Fiscal (Direp08), participaram da verificação das cargas selecionadas. A atuação conjunta também contribui para o treinamento das equipes e reforça a integração entre diferentes unidades aduaneiras.

Após a confirmação da presença de cocaína, a Polícia Federal foi acionada para conduzir os
procedimentos de perícia no local e dar início ao inquérito policial que vai investigar o caso.

Relembre outros casos

Na terça-feira (10), a Receita Federal realizou a maior apreensão de cocaína dos últimos quatro anos no Porto de Santos. Mais de uma tonelada e meia da droga, que tinha como destino a Inglaterra, foi interceptada. Nas imagens obtidas por A Tribuna, é possível ver o cão farejador sinalizando positivamente para o entorpecente no contêiner e parte da quantidade que foi encontrada.

Os 1.505 kg de cocaína estavam escondidos em um carregamento de 184 toneladas de papel, em nove contêineres, onde pacotes de papel A4 foram substituídos por tabletes da droga. A carga, que estava acondicionada em um total de 394 estrados de madeira, foi interceptada durante a execução de trabalhos de rotina de vigilância e repressão aduaneira, realizados por equipes da Alfândega de Santos, com apoio de escâneres e cães farejadores.

Durante a fiscalização, o cão de faro da Alfândega de Santos que auxiliava nos trabalhos de verificação de cargas selecionadas pela unidade aduaneira do Porto de Santos sinalizou positivamente para a presença de drogas.

Segundo os documentos de exportação, os contêineres fariam transbordo no Porto de Bremerhaven, na Alemanha, mas o destino final da carga seria o Reino Unido. Após a confirmação da presença da droga, a Polícia Federal (PF) foi acionada para realizar a perícia e conduzir a investigação.

Maio

No dia 22 de maio, a Receita Federal frustrou a tentativa de envio de 664 kg de cocaína, que seriam levados para a Bélgica, através do Porto de Santos. A droga, que foi apreendida, estava escondida num carregamento de 100 toneladas de resina de hidrocarboneto.

Segundo a Receita Federal, a cocaína foi interceptada durante uma operação realizada por equipes da Alfândega do Porto de Santos e dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos. A carga, que é utilizada em diversas aplicações industriais, estava acondicionada em 4 mil sacas e, em algumas delas, o seu conteúdo foi substituído por tabletes de cocaína. O destino da mercadoria seria o Porto de Antuérpia.

Durante a fiscalização, três cães de faro da Alfândega de Santos, dois de Guarulhos e um de Viracopos sinalizaram positivamente para a presença de drogas na carga. A perícia e a investigação são conduzidas em inquérito policial.

Após a confirmação da contaminação da carga, a Polícia Federal (PF) foi acionada para os procedimentos de polícia judiciária da União e para realizar a perícia no local dos fatos, a fim de subsidiar a investigação a ser conduzida em inquérito policial.

Fonte: A Tribuna

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Greve

Fim da operação padrão freia paralisação dos caminhoneiros

Suspensão da greve de auditores da Receita breca a ameaça de paralisação

A suspensão da greve dos auditores fiscais da Receita Federal pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na semana passada freou a possibilidade de protesto de caminhoneiros da região de Itajaí. Os motoristas chegaram a discutir uma paralisação na BR 101 devido aos impactos da greve dos auditores à cadeia logística, com falta de liberação de cargas nos portos e centros de distribuição de Itajaí e região.

Com as cargas travadas pela Receita Federal, os caminhoneiros têm os ganhos comprometidos. A situação virou preocupação do presidente da Associação Catarinense dos Transportadores de Carga Rodoviária, Janderson Maçaneiro, o Patrola. Em reunião com os trabalhadores em Itajaí, o caminho foi pela negociação e busca de apoio de outras entidades, evitando uma greve também dos motoristas.

Em Itajaí, caminhoneiros relataram que estavam praticamente parados há quase dois meses devido à “operação-padrão” dos auditores, que deixaram os procedimentos de liberação e fiscalização de cargas mais demorados. Além dos transportadores autônomos, a greve também afetou empresas de transporte que teriam até dispensado funcionários no período, e da cadeia logística e comércio exterior.

A decisão do STF de barrar a greve atendeu pedido da Advocacia-Geral de União (AGU), que defendia a ilegalidade do movimento. O sindicato nacional da categoria, Sindifisco, atendeu à ordem judicial, mas entrou com recurso contra a decisão e aguarda a discussão do caso no tribunal. A entidade destaca que a liminar não acaba com a mobilização, que busca reajuste e recuperação de perdas salariais.

De acordo com a Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol), a persistência da greve vinha agravando os impactos no transporte de carga, afetando a cadeia logística que atende setores estratégicos da economia, como importações e exportações. Também foram afetadas a chegada de produtos nos supermercados, entregas de compras on-line, abastecimento das indústrias e distribuição de vacinas.

Desde o começo da greve, a associação observou um aumento expressivo no tempo de liberação de cargas, inicialmente nos principais aeroportos e, mais recentemente, em portos estratégicos do país. Segundo dados do setor, mais de 100 mil encomendas e 270 toneladas de mercadorias ficaram paradas nas alfândegas do país, com a União deixando de arrecadar, até março, R$ 19 bilhões.

R$ 500 mil por dia por descumprimento

O ministro Benedito Gonçalves, do STJ, determinou a imediata suspensão da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, prevendo multa diária de R$ 500 mil ao Sindifisco em caso de descumprimento.

A decisão ainda proibiu a realização das chamadas “operações-padrão” – caracterizadas pela lentidão proposital nos despachos, bem como qualquer outra ação organizada que prejudique rotinas internas, protocolos operacionais ou o atendimento ao público.

A paralisação teve início em novembro de 2024 e foi motivada, segundo a categoria, pela ausência de reajustes salariais e por outras reivindicações funcionais. A greve provocou prejuízos bilionários ao comércio exterior, com impactos diretos no movimento de cargas em portos e aeroportos, e atrasos na liberação de mercadorias.

Fonte: Diarinho

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