Greve

Direção Nacional comunica governo rejeição da proposta e solicita agendamento da próxima reunião

A Direção Nacional comunicou formalmente ao Ministério da Gestão e da Inovação, ao Ministério da Fazenda e à Administração da Receita Federal o resultado da Assembleia Nacional realizada nesta segunda (26), na qual mais de 7.200 Auditores-Fiscais rejeitaram por 95,8% a proposta apresentada pelo governo federal para atendimento à pauta remuneratória da categoria. O resultado da Assembleia indica a forte insatisfação da categoria com os termos apresentados pelo MGI.

Esta foi a primeira proposta efetiva apresentada pelo governo federal, em reunião realizada no dia 22 de maio entre Sindifisco Nacional, MGI e Receita Federal. A reunião, com participação da Direção Nacional, do Comando Nacional de Mobilização e da Mesa Diretora do CDS, durou mais de cinco horas e foi suspensa por duas vezes a pedido do secretário de Relações do Trabalho, José Lopez Feijóo.

No ofício, a Direção Nacional reconhece a importância da abertura das negociações, a partir da primeira reunião realizada com o MGI em 14 de maio, reafirma seu compromisso com o diálogo respeitoso com o governo federal e solicita o agendamento da próxima reunião para a continuidade do processo de negociação. Os Auditores-Fiscais estão em greve há 183 dias, uma das mais longevas da história da categoria.

Fonte: Sindifisco Nacional

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Greve

Ações de greve continuam intensas nesta semana

Em meio à forte rejeição, na Assembleia Nacional de segunda (26), à proposta do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) para o reajuste do vencimento básico, os Auditores-Fiscais seguem coesos e comprometidos com as ações de greve, que chega a 183 dias.  

Em Florianópolis (SC), três voos que chegavam no mesmo horário foram submetidos a procedimento de fiscalização, gerando filas de até três horas de espera na noite de segunda-feira (26). Operação semelhante deverá ocorrer nesta quarta (28), em Porto Alegre (RS), durante a chegada de dois voos internacionais: um de Buenos Aires e outro de Portugal. A expectativa é que 500 passageiros sejam fiscalizados. 

Em Belo Horizonte (MG), os Auditores-Fiscais que atuam no Serviço de Despacho Aduaneiro (Sedad) da Alfândega divulgaram um comunicado sobre a suspensão das atividades entre esta terça-feira (27) e a próxima sexta (30). Desta forma, não serão emitidos despachos decisórios, e somente serão desembaraçadas as declarações de importação e exportação que contenham itens considerados essenciais, como remédios e insumos hospitalares, cargas perecíveis, vivas, perigosas e as de consumo de bordo.

“Conforme discutido em Assembleia Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, nossa categoria não continuará aceitando o descaso do governo quanto aos nossos pleitos, como também a retaliação à nossa greve, que foi o estopim para o acirramento da mobilização na Alfândega de Belo Horizonte”, diz um dos trechos do documento. 

Veja fotos do aeroporto de Florianópolis:

Fonte: Sindifisco Nacional

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Greve

Greve da Receita Federal: seis meses de greve, bilhões em jogo e nenhuma solução

A greve dos servidores da Receita Federal, que completou seis meses em 26 de maio de 2025, tem provocado efeitos expressivos em portos, aeroportos, fronteiras e na arrecadação federal. Iniciada em 26 de novembro de 2024, essa é a paralisação mais longa já registrada pela categoria, com repercussões diretas sobre o comércio exterior brasileiro, a movimentação de cargas e o funcionamento de órgãos estratégicos da administração tributária.

Impacto direto nos portos e aeroportos do Brasil

Com a adoção da operação-padrão pelos analistas-tributários, houve aumento significativo no tempo de liberação de cargas, bagagens e veículos na última semana. O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, é um dos exemplos emblemáticos: passageiros e empresas enfrentaram filas e atrasos por conta do reforço nas fiscalizações.

Nas regiões de fronteira, os efeitos também são severos. Em São Borja (RS), na divisa com a Argentina, mais de 200 caminhões ficaram retidos nos últimos dias, aguardando liberação pela Receita Federal — uma consequência direta da mobilização dos servidores.

Desde o início do ano, quem precisa liberar mercadorias importadas pelos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, vem enfrentando atrasos inéditos. Além das longas demoras provocadas pela paralisação de parte do efetivo, na semana passada a Alfândega do Aeroporto Internacional de Guarulhos chegou a suspender completamente o atendimento por dois dias.

Prejuízos bilionários e impacto na arrecadação federal

A paralisação dos auditores-fiscais comprometeu a eficiência do sistema arrecadatório brasileiro. Segundo estimativas, as perdas chegaram a R$ 14,6 bilhões até março de 2025, afetando a previsão de receitas do governo e contribuindo para a necessidade de contingenciamento no Orçamento de 2025, conforme reconhecido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Além disso, a greve paralisou as atividades do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão que julga litígios entre contribuintes e a Receita. Desde janeiro, nenhuma sessão foi realizada, o que suspendeu a análise de processos que envolvem bilhões de reais em tributos contestados.

Comércio exterior e setor privado sofrem os efeitos

Empresas que dependem da importação e exportação de insumos relatam aumento nos custos operacionais, riscos de desabastecimento, atrasos na produção e perda de competitividade internacional. O Brasil, neste cenário, enfrenta um gargalo logístico e tributário que compromete sua participação nos fluxos globais de comércio.

Reivindicações e impasse com o governo

A paralisação dos Auditores-Fiscais da Receita Federal, que completa seis meses, tem como pano de fundo uma pauta de reivindicações centrada principalmente em dois eixos: a recomposição salarial e a regulamentação do bônus de eficiência. A categoria afirma que esses pontos são fundamentais para garantir o reconhecimento profissional e a valorização de uma carreira estratégica para o funcionamento do Estado brasileiro.

1. Recomposição do vencimento básico

Os servidores reivindicam a atualização do vencimento básico, que está congelado desde 2016. Segundo o Sindifisco Nacional, a defasagem salarial, acumulada ao longo dos anos, representa uma perda significativa no poder de compra da categoria. A ausência de reajustes em um cenário de inflação contínua é interpretada pelos auditores como um desrespeito à importância da função que exercem.

Os Auditores-Fiscais argumentam que, enquanto outras carreiras de Estado conseguiram negociar reajustes recentes – como a Advocacia-Geral da União, que obteve um aumento escalonado de 19% –, a Receita Federal permanece sem perspectiva concreta de correção salarial. Esse tratamento desigual é um dos principais fatores que alimentam a insatisfação da categoria.

2. Regulamentação do bônus de eficiência

Outro ponto central da pauta é a regulamentação do bônus de eficiência e produtividade. O bônus foi instituído por medida provisória em 2016, mas, até hoje, carece de regulamentação definitiva. Além disso, mudanças recentes promovidas pelo Comitê Gestor do Programa de Produtividade (CGPP), por meio das Resoluções nº 7 e 8, alteraram as regras de cálculo do bônus, o que foi entendido como um ataque direto ao movimento grevista.

Para os auditores, o bônus não é apenas um adicional financeiro: trata-se de um instrumento de gestão que reconhece o desempenho da categoria e motiva o engajamento em resultados estratégicos. A falta de regulamentação, aliada a mudanças unilaterais, fragiliza esse mecanismo e sinaliza insegurança institucional para os servidores.

3. Valorização da carreira e respeito institucional

Além dos pontos técnicos, os auditores exigem maior valorização institucional da carreira. Alegam que há um esvaziamento progressivo de suas atribuições e uma perda de protagonismo da Receita Federal, em parte atribuída à falta de diálogo com o Ministério da Gestão e Inovação (MGI).

A insatisfação é intensificada pela ausência de uma proposta técnica e financeira compatível com a complexidade e responsabilidade do cargo. Os servidores demandam uma estrutura remuneratória que reflita as particularidades da função – incluindo a composição variável da remuneração, hoje ignorada nas propostas apresentadas pelo governo.

4. Tratamento isonômico entre carreiras de Estado

Outro ponto frequentemente mencionado pelo Sindifisco é a quebra de isonomia entre carreiras típicas de Estado. A categoria questiona o fato de outras carreiras terem recebido atenção e reajustes mais ágeis do governo, enquanto os Auditores-Fiscais seguem em greve sem perspectiva concreta de atendimento de suas demandas. Essa disparidade é vista como um sinal de desvalorização da Receita Federal dentro da estrutura do serviço público.

Essas reivindicações não se restringem a ganhos individuais: para a categoria, elas representam também uma defesa da qualidade da administração tributária no país. Os Auditores-Fiscais sustentam que o fortalecimento da carreira é essencial para o combate à sonegação, a garantia da arrecadação e a efetividade das políticas públicas.

Enquanto o impasse se arrasta, os efeitos da greve se acumulam sobre a economia e as contas públicas, pressionando o governo a apresentar uma resposta concreta. O próximo capítulo da mobilização depende, em grande medida, da disposição política de ouvir e atender uma categoria que se considera estratégica para o Estado brasileiro.

Fotos: Sindifisco
Fontes: Estação News | R7 | ND+ | Gazeta Digital | Sindifisco

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Comércio Exterior, Evento, Informação, Logística, Negócios, Networking

Networking que move negócios: os destaques do segundo dia do Global Trade Summit

Você sabe qual o poder o poder do networking? Essa foi a pergunta que instigou o público logo no início das atividades do segundo dia do Global Trade Summit 2025, realizado no Centro de Eventos Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú. Com um auditório quase lotado às 8h30 da manhã de quinta-feira (22), a CEO do RêConecta News, Renata Palmeira, deu uma aula sobre como conquistar e cultivar relacionamentos de valor — tanto na jornada profissional quanto na vida pessoal — e, principalmente, como isso pode impactar diretamente os negócios. 

“Eu sempre gosto de usar dados, pois contra fatos e dados não há argumentos: segundo uma pesquisa da Forbes, 85% dos empresários veem o networking como essencial para o desenvolvimento de novos negócios; 85% das vagas de trabalho, em geral, são preenchidas por meio do networking e, mais ainda, 20% das empresas observam crescimento financeiro gerado por meio dele”, destacou Renata. 

Além de compartilhar sua trajetória de mais de 20 anos no comércio exterior e mostrar como o networking foi a base de seu crescimento, Renata também ofereceu dicas valiosas — entre elas, a de que, por mais que as empresas se preocupem com suas marcas (o que é importante, sim), “pessoas se conectam com pessoas”. Esse, segundo ela, é um dos pilares do sucesso do RêConecta News. 

Conhecimento e informação 

O segundo dia do Global Trade Summit 2025 foi marcado por quatro painéis, duas palestras e uma mesa-redonda, reunindo mais de 20 especialistas. Entre os temas de destaque estavam a reforma tributária, os portos de Santa Catarina, a integração dos órgãos anuentes no processo de importação e os desafios da Receita Federal diante do crescimento do comércio exterior. 

Segundo Mário de Marco Rodrigues de Sousa, Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (AFRFB) e Assessor Técnico da Subsecretaria de Administração Aduaneira, um dos maiores desafios é justamente a simplificação dos processos. “O principal desafio da Aduana é um só: pegar todo esse fluxo de informação que existe hoje e conseguir devolvê-lo em uma análise rápida e confiável. Se você tem uma análise de risco segura, você consegue separar as empresas que praticam o bom comércio exterior de todas as outras”, explica. 

Outro ponto abordado foi o uso de tecnologias para facilitar os processos. “Às vezes, o órgão público fica muito atrás na aplicação de tecnologias. Por isso, agora temos um profissional dedicado a isso, que traz inovação para os nossos processos. O país, em geral, ainda é muito carente dessas aplicações. Menos discurso e mais resultados”, enfatizou. 

Presença ilustre 

Um dos destaques do segundo dia foi a presença do K9 Dark, da Receita Federal. Dark é uma das estrelas do programa Área Restrita Aeroporto, que mostra a rotina de fiscalização da Receita Federal e de outros órgãos no combate a irregularidades no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). 

Durante sua visita ao Summit, Dark foi tietado pelos fãs do programa. A participação também proporcionou um momento de aproximação da Receita Federal com o público, reforçando seu papel e trazendo informações importantes sobre sua atuação em diversas frentes. 

Podcasts de alto nível 

Além da programação oficial, parceiros e participantes do Global Trade Summit poderão, nos próximos dias, acessar um conteúdo exclusivo. Durante o evento, uma série de podcasts está sendo gravada com apoiadores e especialistas, abordando temas variados relacionados ao comércio exterior. 

Destaque para o episódio mediado por Renata Palmeira com representantes do Trust Group, que falaram sobre uma das inovações da empresa: a plataforma Trinity. Desenvolvida para fornecer informações em tempo real sobre o status das operações e centralizar o monitoramento das etapas do processo, a ferramenta oferece maior controle e transparência no gerenciamento da cadeia de suprimentos, trazendo comodidade e segurança para as empresas. 

“O comércio exterior envolve diversos agentes e etapas pouco integradas, o que pode gerar desafios. A Trinity é uma plataforma voltada à integração e visibilidade da cadeia de suprimentos, desenvolvida para resolver os problemas comuns desse cenário e agregar valor real aos nossos clientes”, afirma Regis Paim Dias, gerente de TI da empresa. “Recentemente, o Trust Group investiu R$ 14 milhões em tecnologia e infraestrutura, reforçando seu compromisso com a inovação e a qualidade”, complementa. 

Diversidade e crescimento 

Para os participantes, o Global Trade Summit tem sido uma oportunidade de crescimento em diversos aspectos. Segundo Flávio Demétrio da Silva, presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Paraná e Santa Catarina, o conteúdo deste ano consolida o evento como um dos mais importantes do Brasil. 

“É uma oportunidade para nós, que atuamos no comércio exterior, termos acesso a informações atualizadas e a um alto grau de conhecimento para seguirmos nos aperfeiçoando. Além disso, há hoje um grande movimento no setor que incentiva a conexão entre o público e o privado, com o objetivo de desenvolver ainda mais o comércio exterior — e isso é muito positivo para todos nós”, enfatiza. 

Nesta sexta-feira (23), a programação segue intensa. “A gente percebe que, assim como no passado, já superamos o recorde de participantes e também de qualidade nos palestrantes. O evento está realmente atendendo às nossas expectativas. Para nós, é uma honra trazer tanto conhecimento e tantos nomes relevantes para a região de Itajaí, contribuindo para o desenvolvimento do comércio exterior de uma forma diferente”, finaliza Daise Santos, vice-coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII). 

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Texto: Daiana Brocardo

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Comércio Exterior, Evento, Logística, Negócios, Networking

Interação entre setor público e privado marca início do Global Trade Summit.

A cerimônia de abertura do Global Trade Summit 2025 reuniu mais de 500 empresários, profissionais do setor, representantes de entidades públicas e privadas que estão diretamente ligados ao comércio exterior. A abertura foi na noite desta quarta-feira (21), no andar superior do Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú. O evento, que vai até o dia 23 de maio, traz debates importantes, oportunidades de networking e aprofundamento de conhecimentos para líderes, empreendedores e especialistas do setor. 
O Global Trade Summit é organizado pelo Núcleo de Comércio Exterior (NCE) da Associação Empresarial de Itajaí (ACII) e tem como objetivo oportunizar atualizações sobre as tendências que estão moldando o comércio global. “O grande diferencial do Global Trade Summit é o próprio evento, que tem como destaque essa interação do setor público com o setor privado. Aqui temos um ambiente propício ao diálogo aberto para debater problemas, discutir soluções, pensar em proposições para o comércio exterior, e isso traz para o evento um diferencial ímpar, que é qualidade”, enfatiza Paula Machado, coordenadora do NCE da ACII. 

Legislação em pauta 

O primeiro painel do evento trouxe à discussão o Projeto de Lei 4423/2024, conhecido como “Lei Geral do Comércio Exterior”. O painel foi mediado por Simone Cristine Davel (OAB Federal), com a participação de Fernanda Kotzias (Veirano Advogados), Thalis Andrade (SECEX/MDIC), Mario de Marco e Kelly Morgero (Receita Federal). 
O Projeto de Lei 4423/2024, proposto pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, foi construído com a participação da Receita Federal e levou em conta a demanda do setor privado. Segundo Thalis Andrade, auditor da Receita Federal do Brasil com atuação na Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), muitas sugestões do setor privado estão hoje inclusas nas discussões. O projeto tem como objetivo principal estabelecer normas gerais para o comércio exterior de mercadorias no Brasil. “Essa é a iniciativa mais importante dos últimos 60 anos – a última legislação é de 1966, com algumas adaptações em 1988. Ela é a base do regulamento aduaneiro. Nesse contexto, o PL traz os seguintes eixos: controle e fiscalização, disposições gerais e conceitos, e regimes aduaneiros especiais. Um dos principais pontos é que o PL adapta acordos internacionais que ainda têm certa relutância em serem aplicados hoje no Brasil, principalmente o acordo de facilitação do comércio, que tem ganhos muito práticos para o operador de comércio exterior”, destaca Thalis Andrade. 

Ainda conforme Thalis, um dos pontos polêmicos é que o PL 4423 não traz a parte de tributos e penalidades. “O projeto não contempla tributos, nem penalidades, nem infrações, nem contencioso, que são os outros livros do regulamento de Comércio Exterior. Esses itens ficarão para um segundo momento. Não abordá-los foi uma decisão política, pois se entendeu que atacar temas menos espinhosos teria ganhos maiores no curto prazo.” O projeto está em discussão no Senado, onde deve receber emendas, passar por votação e seguir para a Câmara dos Deputados. “A expectativa é que ele seja aprovado em 2025”, finaliza. 

Networking e informações de qualidade 

A diversidade de público especializado é um dos grandes diferenciais do Global Trade Summit. Para Renata Palmeira, CEO do RêConecta News, que é parceiro do evento, estamos numa era em que os profissionais estão em busca de atualização e conhecimento constante. “Essa é uma oportunidade única de conhecimento e networking qualificado, porque dentro do evento temos grandes empresários que estão buscando cada vez mais o crescimento e o conhecimento. Estamos num momento de mercado em que somos ‘long life learning’ – eternos aprendizes, e aqui é uma oportunidade pra isso.” 

Ao longo dos três dias de Global Trade Summit serão realizados oito painéis e quatro palestras com os mais variados temas relacionados ao comércio exterior, além da presença de mais de 30 parceiros e expositores que estão no local trocando informações e discutindo as novas tendências de mercado. Essa proximidade com os órgãos públicos e as informações que serão discutidas no evento foi o que motivou o empresário Daywson Meririnho, diretor do grupo MEX, a participar do Global Trade Summit e a trazer sua equipe, além de ser um dos apoiadores do evento. “A nossa participação será muito enriquecedora, pois além de estarmos nos atualizando no mercado sobre as novidades em importação e exportação junto à Receita Federal, temos foco na DUIMP, que é o novo sistema integrado do comércio exterior, e no catálogo de produtos, pois a partir de janeiro de 2026 todas as empresas têm que estar adaptadas a esse novo sistema”, enfatiza Meririnho. 

A expectativa é que até sexta-feira (23) mais de 1.200 pessoas participem da programação do Global Trade Summit 2025. “Esperamos muito aprendizado, muitas interações e conexões. Temos nesse salão importadores e exportadores, prestadores de serviço, setor público, todos muito engajados e abertos a conversarem com as pessoas. A expectativa é que esse evento propicie a todos os participantes oportunidades de engrandecimento tanto na vida profissional quanto na vida pessoal”, finaliza Paula Machado, coordenadora do NCE da ACII. 

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Texto: Daiana Brocardo
Fotos: Giovana Santos

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Comércio, Economia, Greve

Carga parada, perdas bilionárias e sem fim à vista: entenda a greve que atrapalha a Receita Federal

Categoria cobra reajuste após anos de defasagem; impacto já ultrapassa R$ 14 bilhões, aponta especialista em comércio exterior

A greve dos auditores-fiscais da Receita Federal chega a 170 dias nesta semana, sem qualquer previsão de acordo entre o governo e os servidores, e seus impactos se alastram pela economia brasileira. Iniciada em 26 de novembro do ano passado, a paralisação, motivada pela ausência de reajustes salariais, já provocou prejuízos bilionários ao comércio exterior e ameaça desencadear uma crise estrutural. O atraso na liberação da declaração pré-preenchida do Imposto de Renda, em março, é uma das consequências diretas da greve.

Os setores mais vulneráveis são os que dependem diretamente da regularidade aduaneira, como o farmacêutico, automotivo e alimentício. Além disso, a lentidão nos procedimentos da Receita coloca o Brasil em desvantagem frente a países como Chile e Colômbia, que hoje possuem processos aduaneiros mais ágeis, o que pode redirecionar investimentos para esses mercados.

Segundo o especialista em comércio exterior Jackson Campos, diretor de Relações Institucionais da AGL Cargo, a falta de interesse em encerrar a paralisação é sistêmica e pode resultar em um prejuízo de até R$ 40 bilhões para o país até dezembro.

– Se a greve dos auditores da Receita Federal persistir até o final de 2025, os impactos ao comércio exterior e à economia brasileira serão profundos. A operação-padrão iniciada no ano passado já gerou perdas estimadas em R$ 14,6 bilhões em arrecadação até março – analisa Campos.

Liberação de mercadorias

A greve tem causado atrasos na liberação de mercadorias que dependem de vistoria para entrar no Brasil, gerando prejuízos logísticos milionários. Empresas que atuam no comércio exterior acumulam custos extras com carga parada e renegociam prazos e penalidades com parceiros internacionais.

– O Brasil está perdendo atratividade por conta da lentidão do setor aduaneiro e corre risco de desabastecimento de produtos.

Outro gargalo provocado pela paralisação ocorre no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), onde cerca de R$ 51 bilhões em processos tributários seguem sem julgamento. A continuidade da greve também ameaça atrasar o cronograma da reforma tributária, prevista para 2026, e pode impactar o calendário da restituição do Imposto de Renda.

O que pede a categoria?

As reivindicações dos auditores incluem a recomposição salarial após perdas de 28% acumuladas nos últimos anos e questionam mudanças promovidas pelo governo no pagamento do bônus de eficiência da categoria.

Apesar da gravidade da situação, a última reunião entre o Sindifisco Nacional — entidade que lidera o movimento — e o MGI, ocorrida no dia 14, terminou sem acordos.

Fonte: Extra

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Informação, Notícias

Comunicado: Receita Federal informa indisponibilidade momentânea no sistema de emissão de documentos de arrecadação.

Equipes da Receita Federal e do Serpro estão atuando para retomar a normalidade.

Receita Federal informa instabilidade no sistema de emissão de documentos de arrecadação.

A Receita Federal está em contato com as equipes do Serpro em busca de uma resolução para o problema.

As datas de vencimento de tributos e prazos de entrega de declarações que recaiam no dia 20 de maio serão prorrogadas.

Em breve serão publicados os atos normativos com a nova data.

Fonte: Receita Federal

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Notícias

Operação Padrão da Receita Federal vai afetar a fronteira até sexta-feira (23)

Entre os dias 21 e 23 de maio, as categorias atuarão com rigor redobrado na fiscalização da Ponte da Amizade e Tancredo Neves.

Auditores e analistas da Receita Federal iniciaram nesta quarta-feira (21), mais uma operação padrão. Com isso, as filas na BR-277 e também para cruzar as fronteiras com o Paraguai e Argentina podem aumentar até sexta-feira (23).

Segundo o sindicato da categoria, os servidores atuarão com rigor redobrado na fiscalização na Ponte Internacional da Amizade e Ponte Tancredo Neves, o que poderá impactar o fluxo e o tempo de liberação de mercadorias.

Confira a nota completa do SINDIRECEITA:

O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal em Foz do Iguaçu e o Sindicato dos Analistas Tributários da Receita Federal em Foz do Iguaçu informam que, de forma inédita, realizarão uma Operação Padrão conjunta, intensificando o movimento grevista que ocorre desde dezembro do ano passado.

Entre os dias 21 e 23 de maio, as categorias atuarão com rigor redobrado na fiscalização das operações aduaneiras nos principais pontos da fronteira, Ponte Internacional da Amizade e Ponte Tancredo Neves, o que poderá impactar o fluxo e o tempo de liberação de mercadorias.

Embora o movimento envolva a suspensão da liberação de cargas, serão mantidas as liberações de produtos perecíveis, medicamentos e demais itens essenciais, com o objetivo de minimizar os efeitos à sociedade e ao setor produtivo, reafirmando o compromisso dos servidores com o interesse público.

A intensificação do movimento decorre da intransigência do governo federal, que até o momento não apresentou proposta de recomposição das perdas salariais acumuladas desde 2016. Soma-se a isso a edição das resoluções 7 e 8 do Comitê Gestor do Programa de Produtividade da Receita Federal, que reduziram de forma abrupta a remuneração variável da categoria, em atitude vista como retaliação ao legítimo direito de greve.

Além da luta por justiça salarial e isonomia de tratamento em relação a outras carreiras do Executivo Federal, os sindicatos denunciam a política de enfraquecimento institucional da Receita Federal, agravada pela falta crônica de pessoal. Em Foz do Iguaçu, não há auditores e analistas suficientes sequer para suprir a atual demanda, realidade que tende a piorar com a abertura da nova ponte de ligação com o Paraguai, sem previsão de reforço de quadro funcional.

Esse cenário compromete a fiscalização aduaneira, a arrecadação tributária e o combate a ilícitos, afetando diretamente o financiamento de políticas públicas e serviços essenciais à população. A desvalorização e o tratamento discriminatório enfrentado pelos servidores da Receita Federal ameaçam uma instituição estratégica para a soberania nacional e a justiça fiscal.

Lamentamos profundamente os transtornos, mas reiteramos que a mobilização é necessária para garantir o reconhecimento das carreiras e a preservação da Receita Federal como instituição de Estado.

Reafirmamos nosso compromisso com a sociedade e seguimos abertos ao diálogo com o governo federal, em busca de medidas que assegurem o respeito, a valorização e a dignidade profissional de Analistas Tributários e Auditores Fiscais.

Fonte: Portal da Cidade Foz do Iguaçu

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Informação, Notícias, Portos

Receita Federal apreende mais 800 kg de cocaína em carregamento de café no Porto de Santos, SP

A Receita Federal apreendeu 832 kg de cocaína no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, nesta quinta-feira (8). Segundo o órgão, a droga estava escondida em um carregamento de 19 toneladas de café e foi localizada com a ajuda de cães farejadores.
De acordo com a Receita Federal, a carga foi interceptada durante os trabalhos de rotina de vigilância e repressão aduaneiras realizados por equipes da Alfândega de Santos. O carregamento estava guardado em sacas e tinha como destino o porto de Antuérpia, na Bélgica.

Durante a verificação foram encontradas várias sacas com tabletes de cocaína ocultos entre os grãos de café. O órgão acrescentou que dois cães de faro da Alfândega sinalizaram positivamente para a presença de entorpecentes.

Após a confirmação da contaminação da carga, a Polícia Federal foi acionada para investigar o caso. Ninguém foi preso.

Fonte: G1

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Comércio, Internacional

Programa Remessa Conforme é premiado e ganha reconhecimento internacional

Solução da da Receita Federal revolucionou o modelo de controle das compras internacionais nas plataformas de comércio eletrônico

Receita Federal recebeu reconhecimento internacional pela implementação de uma de suas mais importantes soluções, que revolucionou o modelo de controle das compras internacionais nas plataformas de comércio eletrônico: Programa Remessa Conforme (PRC).

O prêmio, na categoria “Administração Inovadora”, foi concedido pela Convenção Multilateral sobre Cooperação e Assistência Mútua Comalep – entre as Direções Nacionais de Aduanas da América Latina, Espanha e Portugal. Ocorreu durante a reunião anual das administrações aduaneiras de seus países membros, nos dias 8 e 9 de maio, em El Salvador. A Comalep reúne as aduanas de 19 países da América Latina, além de Portugal e Espanha.

O programa

Para entender o Remessa Conforme, é preciso voltar ao ano de 2023, quando foi oficialmente lançado. Antes do PRC, as compras Internacionais eram enviadas ao país e aguardavam durante semanas nos recintos alfandegados para a definição dos procedimentos de fiscalização aduaneira. Como o cenário era de cerca de 500 mil a 800 mil encomendas chegando ao Brasil por dia, era grande a dificuldade não somente da Receita Federal, mas também dos Correios e das empresas de Remessas Expressas para não só definir os procedimentos mas, ainda, os executar.

Essa situação gerava demora na entrega das encomendas e a exigência do pagamento de impostos somente depois da ação da fiscalização. Ou seja, além de todo o processo moroso nas alfândegas pelo excesso de volumes e pessoal insuficiente para os analisar, ainda se acrescentavam mais três etapas: o registro da exigência dos impostos, o pagamento pelo destinatário e a conferência do pagamento para a liberação da encomenda. É fácil de se entender que uma compra em um site internacional não poderia, nessas condições, ser entregue em dois meses, na melhor das hipóteses.

Além disso, havia outro problema: o regime de tributação simplificada previa a cobrança de 60% de (I.I.) Imposto de Importação para todos os produtos, exceto aqueles isentos tais como medicamentos com receita médica. Havia pessoas que acreditavam numa suposta isenção para produtos de até 50 dólares, mas isso não era verdade: essa isenção somente se aplicava para simples envios de pessoa física para pessoa física pelos correios, desde que não se caracterizassem como “vendas”.

Em outras palavras, no caso de compras internacionais nas plataformas de comércio eletrônico, a regra era a tributação de 60% de I.I. para praticamente todo produto comercial. Quanto ao ICMS cobrado pelos Estados da Federação, a situação era ainda mais confusa, pois enquanto alguns Estados exigiam o recolhimento, outros não se integravam ao processo.

A situação ainda tinha uma agravante: muitas encomendas acabavam sendo entregues sem a cobrança tanto do I.I. (60%) quanto do ICMS, por falta de estrutura, especialmente dos Correios, para tratar essa enorme quantidade de volumes recebida diariamente. Esse fato alimentava ainda mais a crença popular dessa falsa isenção de todos os impostos para encomendas de pequeno valor.

Em um momento de muitas “fake news” circulando pela Internet, essa confusão se propagou. Mas a verdade era outra: tanto os Correios, quanto a Receita Federal, quanto as empresas de Remessas Expressas estavam se estruturando para se adaptarem ao grande volume de encomendas. Assim, a expectativa era de regularização da situação em algum tempo.

Foi nessa ocasião que surgiu a ideia de a evolução não se limitar a aumentar a capacidade de processamento das declarações de remessas pela Receita, Correios e empresas de remessas expressas – por que não se avançar ainda mais? A Receita então, de forma inovadora, implantou um sistema de recolhimento antecipado dos impostos, o Programa Remessa Conforme.

Menor tempo da entrega

Funciona assim: a pessoa que adquire um produto numa plataforma de comércio eletrônico internacional, desde que certificada no Programa Remessa Conforme, já paga de imediato tanto o I.I. quanto o ICMS que são devidos. A plataforma de comércio eletrônico repassa esses recursos aos Correios ou empresas de remessas expressas e estes os repassam imediatamente à Receita Federal.

Isso gera um ganho imenso no tempo da entrega, uma vez que na grande maioria dos casos o produto terá sua liberação imediata ao chegar no recinto alfandegado do Brasil! É por isso que você, ao ler essa notícia, irá se lembrar de que esperava de 2 a 4 meses em média para receber uma encomenda internacional antes de setembro de 2023, enquanto hoje chega a recebê-la em até menos de uma semana.

Com o Remessa Conforme, o tratamento aduaneiro das encomendas internacionais chega a 100%, sendo correto e justo para todos:

1. Para a União Federal e para todos os Estados da Federação, que recebem corretamente os recursos dos impostos (I.I. e ICMS) para aplicação nos serviços essenciais à sociedade (saúde, segurança, educação etc).

2. Para as indústrias e o comércio nacionais, que passam a sofrer menor concorrência desleal dos produtos importados: observe que os produtos nacionais que consumimos no dia a dia recolhem impostos! Não é justo que se percam postos de trabalho no nosso país pela concorrência desleal com os importados sofrida dentro de nossas próprias fronteiras!

3. Para a pessoa que compra o produto, já que o receberá rapidamente e com um desconto considerável na cobrança de impostos. Além de todas as vantagens, o Remessa Conforme ainda concede aos compradores de produtos internacionais uma grande redução – em regra, o I.I. é reduzido de 60% para 20% em produtos de até 50 dólares e mesmo no caso de produtos acima desse limite, há um desconto equivalente a 20 dólares americanos no pagamento final.

Dessa forma, a Receita Federal criou uma sistemática que:

1. dá celeridade ao processo de importação das encomendas internacionais, com processamento imediato de centenas de milhares de encomendas diárias;

2. confere segurança à operação, garantindo o controle aduaneiro e a transparência da operação de compra para todos;

3. protege a indústria e o comércio da concorrência predatória; e

4. permite a compra de produtos internacionais com tributação reduzida.

Desde a sua implementação, o Remessa Conforme conseguiu aumentar o registro eletrônico de declarações de importação de 2% para 100%, melhorou a gestão de riscos e aumentou significativamente a arrecadação de impostos, mesmo com os descontos concedidos. Um exemplo exitoso de racionalização dos serviços aduaneiros.

Adesão voluntária

O PRC é um programa de conformidade, com adesão voluntária. O objetivo é atingir as grandes plataformas de vendas digitais, enviando informações relacionadas às compras internacionais do e-commerce de forma correta e antecipada antes da chegada física do pacote ao Brasil. Entre as empresas já certificadas estão as maiores operadoras de e-commerce do mundo, como Aliexpress, Shein, Temu, Shopee, Mercado Livre e Amazon Brasil.

Ao aderir ao Remessa Conforme, as plataformas de comércio eletrônico se comprometem a cumprir as regras estabelecidas pela Receita Federal em relação aos seus embarques, o que inclui fornecer informações precisas e verdadeiras sobre as operações realizadas, bem como cumprir as obrigações fiscais correspondentes. Em troca, eles se beneficiam de um processamento alfandegário bem mais rápido e os destinatários dos pacotes usufruem de tarifas reduzidas.

Fonte: Ministério da Fazenda

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