Informação

Preço do diesel sobe 22% e dá sinais de estabilidade em abril

O preço do diesel acumulou alta de 22,1% entre o fim de fevereiro e a segunda semana de abril, influenciado pela instabilidade no Oriente Médio. No mesmo intervalo, outros combustíveis também registraram avanço: a gasolina comum subiu 7,5% e o etanol hidratado teve aumento de 1,9%.

Os dados fazem parte do monitoramento de preços elaborado pela Veloe, com suporte técnico da Fipe.

Queda recente indica trégua no mercado

Apesar da trajetória de alta nas semanas anteriores, os números mais recentes apontam uma desaceleração. O diesel atingiu o pico no fim de março, com valor médio de R$ 7,62 por litro. Desde então, apresentou leve recuo: caiu para R$ 7,60 em 7 de abril e, posteriormente, para R$ 7,55 em 15 de abril.

Esse movimento sugere uma possível estabilização no mercado de combustíveis, após semanas de pressão nos preços.

Gasolina e etanol também mostram acomodação

Outros combustíveis seguem a mesma tendência de alívio. O etanol alcançou seu maior valor no final de março, com média de R$ 4,80 por litro. Já a gasolina atingiu pico no início de abril, chegando a R$ 6,87.

Desde então, ambos apresentam comportamento mais estável, acompanhando a redução das tensões externas.

Diferença de preços entre estados chega a 20%

Mesmo com sinais de trégua, o cenário ainda revela forte desigualdade regional no preço do diesel S-10. A variação entre estados chegou a R$ 1,45 por litro na segunda semana de abril, o equivalente a uma diferença de cerca de 20%.

Entre os estados com os maiores preços estão:

  • Acre (R$ 8,68);
  • Bahia (R$ 8,15);
  • Roraima (R$ 7,87).

Outras unidades federativas como Piauí, Mato Grosso e Pará também registraram valores acima de R$ 7,70 por litro.

Por outro lado, os menores preços foram observados em:

  • Espírito Santo (R$ 7,23);
  • Rio Grande do Sul (R$ 7,24);
  • Ceará (R$ 7,25);
  • Distrito Federal (R$ 7,25);
  • Pernambuco (R$ 7,26).

Tendência ainda depende do cenário externo

A recente acomodação nos preços não elimina as incertezas. O comportamento do diesel no Brasil segue atrelado a fatores internacionais, especialmente ao mercado de petróleo e ao contexto geopolítico.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Hermes de Paula/Agência O Globo

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Tecnologia

Carros elétricos avançam em Santa Catarina com alta do diesel e da gasolina

O aumento no preço do diesel e da gasolina no Brasil, influenciado pela volatilidade do petróleo e por tensões geopolíticas, tem acelerado a adoção de carros elétricos em Santa Catarina. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o diesel acumulou alta de quase 20% desde fevereiro, enquanto a gasolina subiu 5,5%.

Esse cenário tem levado consumidores a buscar alternativas mais econômicas e sustentáveis, fortalecendo a eletromobilidade no país.

Frota de veículos eletrificados cresce no Brasil

Desde 2020, o uso de veículos elétricos e híbridos vem ganhando espaço entre motoristas brasileiros. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a frota nacional cresceu 26% em 2025, superando 230 mil unidades.

Em Santa Catarina, mais de 30 mil veículos eletrificados já circulam, representando cerca de 10% do mercado de veículos leves, com destaque para modelos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV).

Infraestrutura de recarga ainda é desafio

Apesar do crescimento, a expansão da infraestrutura de recarga elétrica ainda enfrenta limitações. O Brasil conta atualmente com cerca de 16 mil pontos públicos e semipúblicos, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Mesmo em expansão, essa rede atende apenas cerca de 25% dos municípios, evidenciando um gargalo que demanda novos investimentos para acompanhar o avanço da frota elétrica.

Economia no uso favorece adoção

O fator econômico também pesa na decisão dos consumidores. O custo por quilômetro rodado com carros elétricos pode ser até 70% menor em comparação aos veículos a combustão.

Além disso, a menor dependência das oscilações do mercado internacional garante maior previsibilidade de खर्च, especialmente para quem percorre longas distâncias mensalmente.

Expansão de eletropostos acompanha demanda em SC

Em Santa Catarina, a rede de postos de recarga começa a se expandir para atender ao crescimento da demanda. Um dos exemplos é o Ecoposto Rudnik, que já opera unidades em cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Santo Amaro da Imperatriz e Tubarão.

A estratégia inclui parcerias com redes varejistas e postos de combustíveis, integrando a recarga a atividades do dia a dia. A empresa projeta alcançar 50 unidades na região Sul até o fim de 2026, ampliando a cobertura e reduzindo lacunas na infraestrutura.

Energia solar reforça sustentabilidade do modelo

Outro destaque é a integração da energia solar aos sistemas de recarga. Parte dos eletropostos opera com geração própria por meio de usinas solares, alinhando a mobilidade elétrica à transição energética.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil já ultrapassa 30 GW de capacidade instalada em geração distribuída. Esse modelo reduz custos operacionais, diminui a dependência de fontes fósseis e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

A combinação entre mobilidade elétrica e fontes renováveis aponta para uma transformação estrutural no setor, com impactos no consumo, na sustentabilidade e nos modelos de negócio.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Importação

Subsídio ao diesel importado tem adesão de mais de 80% dos estados brasileiros

Mais de 80% dos estados brasileiros sinalizaram apoio à proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda. A informação foi divulgada em nota conjunta com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.

A iniciativa surge como resposta à recente alta nos preços dos combustíveis, influenciada pelo cenário internacional e tensões no Oriente Médio. Na prática, a adesão representa cerca de 22 ou 23 das 27 unidades da federação.

Apesar do avanço nas negociações, o governo não detalhou quais estados optaram por não participar, alegando que as tratativas ainda estão em andamento.

Governo prevê publicação de medida provisória

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida provisória que institui o benefício deve ser publicada ainda nesta semana. Segundo ele, embora não seja obrigatória a adesão total dos estados, o governo segue em diálogo para ampliar a participação.

A proposta tem caráter emergencial e visa garantir maior estabilidade nos preços do diesel, além de reduzir impactos imediatos para consumidores e setores dependentes do transporte rodoviário.

Como funcionará o subsídio ao diesel

O plano prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, válido por dois meses. O custo será dividido entre União e estados:

  • R$ 0,60 por litro pagos pelo governo federal
  • R$ 0,60 por litro arcados pelos estados

A divisão da participação estadual será proporcional ao consumo de diesel em cada região, embora os critérios finais ainda estejam em definição.

Modelo preserva autonomia dos estados

A adesão ao programa é voluntária, conforme discutido no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária. O modelo também garante que os estados que optarem por não participar não terão suas cotas redistribuídas entre os demais.

Segundo a nota oficial, a medida reforça a cooperação entre União e governos estaduais para enfrentar a volatilidade do mercado, com foco na segurança do abastecimento, na previsibilidade de preços e no equilíbrio fiscal.

Medida temporária mira impacto imediato

Com duração limitada, o subsídio foi desenhado para evitar efeitos permanentes nas contas públicas, atuando como um mecanismo emergencial diante da pressão sobre os preços dos combustíveis.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Economia, Transporte

Subvenção ao diesel: governo deve anunciar decisão dos estados nesta terça (31)

O governo federal deve divulgar nesta terça-feira (31) a posição dos estados sobre a adesão a uma nova proposta de subvenção ao diesel. A medida busca conter os impactos da alta dos combustíveis e depende do aval das unidades federativas para entrar em vigor.

Proposta prevê divisão de custos entre União e estados

Apresentada na última semana durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a proposta estabelece uma subvenção total de R$ 1,20 por litro de óleo diesel. Pelo modelo sugerido, o custo seria dividido igualmente entre a União e os estados, com R$ 0,60 arcados por cada parte.

A iniciativa surge após resistência à proposta anterior, que previa zerar o ICMS sobre a importação do combustível — medida rejeitada pela maioria dos estados.

Estados ainda avaliam adesão à subvenção

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), parte dos estados sinalizou apoio à nova proposta logo após sua apresentação. Outros, no entanto, solicitaram mais tempo para analisar o tema junto aos governadores. A expectativa do Ministério da Fazenda é consolidar essas decisões e anunciar oficialmente o cenário nesta terça-feira.

Caso não haja consenso entre todas as unidades federativas, a equipe econômica avalia seguir com a subvenção apenas nos estados que aceitarem aderir ao programa. Nesse cenário, a União subsidiaria sua parte exclusivamente para os participantes da estratégia.

A medida é considerada uma tentativa de amenizar os efeitos do cenário internacional, especialmente diante das tensões envolvendo o Irã, que influenciam diretamente os preços dos combustíveis.

São Paulo deve aderir à proposta

Entre os estados com maior peso econômico, São Paulo já sinalizou que deve integrar o programa. Segundo interlocutores do governo paulista, a adesão está praticamente definida, restando apenas a formalização por meio de medida provisória do governo federal.

Se confirmada, a expectativa é que uma nova MP seja publicada com os detalhes da subvenção e os critérios para participação dos estados.

Fonte: CNN Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Freepik

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Informação

Falta de diesel no RS afeta 142 cidades e ameaça serviços essenciais

Um levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) aponta que 142 cidades do RS enfrentam problemas de desabastecimento de diesel, cenário que já acende alerta para impactos em serviços públicos e na economia local.

A pesquisa foi enviada a 315 prefeituras e obteve cerca de 45% de respostas até a última atualização. O estado conta, ao todo, com 497 municípios.

Impactos diretos em obras e transporte público

A escassez de combustível já afeta o funcionamento de máquinas e veículos, o que pode levar à paralisação de obras e comprometer o transporte público.

Segundo a entidade, gestores municipais têm adotado medidas emergenciais, priorizando serviços essenciais, especialmente na área da saúde. Atividades que dependem de maquinário pesado estão sendo reduzidas ou suspensas.

Há ainda preocupação com o transporte escolar e o deslocamento de pacientes para outras cidades, o que pode ser prejudicado caso o cenário se agrave.

Medidas do governo e reação dos municípios

Diante da crise, o Governo Federal anunciou isenção de impostos federais e a concessão de subsídios ao diesel para produtores e importadores, na tentativa de conter o desabastecimento.

Mesmo assim, cidades como Tupanciretã e Formigueiro, no interior gaúcho, decretaram situação de emergência. Com economia baseada no agronegócio, os municípios enfrentam dificuldades no escoamento da produção, o que pode impactar diretamente a próxima safra.

Distribuição limitada e alta nos preços

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sulpetro), não há falta generalizada de combustíveis, mas sim uma distribuição limitada de diesel, realizada de forma racionada pelas distribuidoras.

Esse cenário pode gerar sensação de escassez e pressionar os preços. Órgãos de defesa do consumidor já identificaram aumentos abusivos desde fevereiro.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que monitora a situação e notificou a Petrobras para reforçar a oferta de diesel e gasolina. Enquanto a região metropolitana de Porto Alegre já apresenta normalização, o interior ainda enfrenta dificuldades.

Transporte público sofre redução preventiva

Em algumas cidades da região metropolitana, prefeituras já reduziram a circulação de ônibus por receio da falta de combustível.

Em São Leopoldo, por exemplo, linhas foram suspensas durante um fim de semana e, posteriormente, tiveram os horários reduzidos também nos dias úteis.

Crise internacional influencia abastecimento

O cenário de crise no diesel no Brasil também está ligado à tensão global no mercado de energia. Desde fevereiro, o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem gerado incertezas no fornecimento de petróleo.

Um dos pontos críticos é o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A restrição de passagem na região elevou os riscos logísticos e pressionou o mercado internacional.

Apesar da produção nacional, o Brasil ainda depende de importações, o que torna o país vulnerável a oscilações externas.

Situação segue em alerta

Com impactos que envolvem logística, preços e abastecimento, o cenário segue sendo monitorado por autoridades e entidades do setor. A continuidade da crise pode comprometer serviços essenciais e atividades econômicas nos próximos dias.

FONTE: IG Último Segundo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Agronegócio

Crise do diesel eleva inflação dos alimentos e pressiona custos no Brasil

A recente crise do diesel no Brasil tem provocado efeitos diretos na inflação dos alimentos, ao encarecer tanto a produção agrícola quanto o transporte de mercadorias. O aumento nos preços do combustível afeta toda a cadeia, desde o campo até a chegada dos produtos ao consumidor final.

O cenário foi agravado pela instabilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada por conflitos no Oriente Médio. Atualmente, cerca de 20% do diesel consumido no país é importado, o que amplia a vulnerabilidade do abastecimento interno.

Diferença de preços desestimula importações

Outro fator que contribui para o problema é a defasagem entre os preços praticados pelas refinarias nacionais e os valores do mercado internacional. Essa diferença reduz o interesse de distribuidoras em importar o combustível, afetando a distribuição de diesel no país.

Especialistas apontam que a insegurança em relação à política de preços dificulta a atuação de importadores, o que pode comprometer o abastecimento, especialmente em períodos de maior demanda.

Safra no Sul intensifica demanda por combustível

No Sul do Brasil, a situação se torna ainda mais sensível devido ao período de colheita de culturas como arroz, soja e milho. A região depende parcialmente de diesel importado, o que aumenta a pressão durante a safra.

Com o aumento dos custos, produtores enfrentam um dilema: repassar os reajustes ao consumidor ou reduzir suas margens de lucro, impactando a rentabilidade do setor.

Efeito cascata atinge preços e consumidores

O impacto da alta do diesel vai além do campo. Como o transporte rodoviário é predominante no Brasil, o encarecimento do combustível eleva o custo do frete e influencia diretamente o preço final dos alimentos.

Além disso, estados com forte produção agrícola, como o Rio Grande do Sul, têm papel estratégico no abastecimento nacional. Problemas logísticos nessas regiões tendem a se refletir em todo o país, ampliando os efeitos da alta nos preços dos alimentos.

Duração da crise será decisiva para economia

A intensidade dos impactos dependerá da duração da instabilidade no abastecimento. Caso a normalização ocorra no curto prazo, os efeitos podem ser limitados. Por outro lado, uma crise prolongada pode gerar pressões inflacionárias mais amplas e atingir diversos setores da economia.

Educação financeira e análise econômica em destaque

O tema foi debatido no programa Resenha do Dinheiro, que aborda semanalmente os principais movimentos econômicos de forma acessível. A atração conta com apoio da B3 e da BlackRock e reúne especialistas para discutir educação financeira e tendências do mercado.

Com linguagem simples, o programa busca aproximar o público de assuntos como inflação, investimentos e cenário econômico, mantendo o equilíbrio entre análise técnica e conversa informal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Informação

Fiscalização de combustíveis: mais de 53 distribuidoras são multadas em três dias, diz ministro

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que mais de 53 distribuidoras de combustíveis foram multadas em um período de três dias, como resultado de uma força-tarefa nacional de fiscalização. A ação reúne diferentes órgãos federais e conta com apoio de entidades estaduais e municipais.

Operação conjunta intensifica fiscalização no setor

As autuações fazem parte de uma operação integrada que envolve a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), a Polícia Federal (PF), o Ministério da Justiça, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e os Procons.

Segundo o ministro, a iniciativa busca combater práticas irregulares no mercado, incluindo cartel de combustíveis e abusos na formação de preços. Durante declaração em evento realizado em Minas Gerais, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Silveira afirmou que o governo manterá rigor nas ações.

“Não haverá qualquer pausa nas fiscalizações”, declarou.

Mais de mil postos de gasolina já foram vistoriados

De acordo com o balanço apresentado, 1.192 postos de gasolina foram fiscalizados em todo o país. As inspeções resultaram em penalidades aplicadas tanto a postos quanto a distribuidoras, reforçando o monitoramento sobre o setor.

O ministro também criticou o comportamento de parte das empresas, classificando como “irresponsável” a atuação de alguns agentes do mercado de combustíveis.

Preço do diesel segue em alta mesmo com ações

Apesar da intensificação das fiscalizações e das multas aplicadas, o impacto ainda não foi percebido no bolso do consumidor. O preço médio do diesel registrou aumento de 6,76% em uma semana, alcançando R$ 7,26 no país.

O governo federal tem defendido medidas como isenção de impostos e concessão de subsídios aos combustíveis como forma de conter os preços, mas os resultados ainda enfrentam desafios diante das dinâmicas do mercado.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Greve

Justiça proíbe bloqueio de rodovias em Santa Catarina e impõe multa diária

A Justiça Federal determinou a proibição de bloqueio de rodovias em Santa Catarina, abrangendo todas as estradas federais que cortam o estado. A medida também veta qualquer tipo de interdição nos acessos ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, considerados estratégicos para a economia regional.

Ameaça de paralisações motivou ação judicial

A decisão ocorre em meio à mobilização de grupos de caminhoneiros, que ameaçavam paralisar o tráfego em diversas vias do país. O movimento ganhou força após o aumento do preço do diesel, impactado pelo cenário internacional e tensões no Oriente Médio.

Diante do risco de bloqueios, o governo federal anunciou medidas para intensificar a fiscalização do piso do frete, buscando reduzir a insatisfação da categoria.

Direito à manifestação não pode afetar circulação

Na decisão, a Justiça destaca que o direito à manifestação deve ser respeitado, mas não pode comprometer a livre circulação de pessoas e mercadorias nem causar prejuízos à economia.

Multa e atuação da PRF estão previstas

Em caso de descumprimento, a medida estabelece multa diária de R$ 10 mil para quem promover ou participar de bloqueios. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) está autorizada a atuar para garantir o fluxo normal de veículos nas rodovias.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thiago Hockmuller/Arquivo/Portal Engeplus

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Greve

Greve de caminhoneiros começa em Itajaí com ato no porto e adesão regional

Um ato realizado na manhã desta quinta-feira (19) em frente à Superintendência do Porto de Itajaí marcou o início do movimento de greve de caminhoneiros na região. A paralisação está prevista para começar ao meio-dia, com mobilização concentrada no pátio do posto Dalçóquio, às margens da rodovia Jorge Lacerda.

Apesar da definição de um ponto de encontro, a orientação das lideranças é clara: os motoristas devem evitar carregar cargas e permanecer com os caminhões parados, preferencialmente em casa ou em locais seguros.

Ato reúne trabalhadores e cobra valorização do setor portuário

A manifestação reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a presença de equipes da Polícia Militar e da Guarda Portuária. O protesto também teve participação de trabalhadores portuários avulsos.

Durante o ato, representantes sindicais reforçaram a necessidade de valorização da categoria e cobraram medidas da administração portuária. Entre as principais demandas está o fortalecimento da operação de carga geral, que, segundo lideranças, vem perdendo espaço no porto.

Categoria defende paralisação pacífica e sem bloqueios

De acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas (ANTC), o movimento tem caráter pacífico e não prevê bloqueios de rodovias ou acessos a portos. A decisão segue determinação judicial que proíbe interdições desse tipo.

A entidade orienta os motoristas a aderirem à paralisação dos caminhoneiros sem necessidade de deslocamento até pontos de concentração. A recomendação é simples: não aceitar fretes e manter os veículos parados, seja em postos, pátios ou residências.

Estratégia busca evitar multas e ampliar apoio popular

A forma de mobilização foi definida para evitar penalizações aos caminhoneiros, como ocorreu na greve de 2018, quando bloqueios geraram multas e sanções. Segundo a entidade, o objetivo é garantir a adesão sem prejudicar ainda mais os profissionais.

Além disso, a estratégia pretende manter o apoio da população, evitando impactos diretos no trânsito e no abastecimento imediato.

Reivindicações incluem frete e preço do diesel

Entre as principais pautas da greve dos caminhoneiros, estão o reajuste do piso mínimo do frete e a adoção de medidas para conter aumentos considerados abusivos no preço do diesel. A categoria aguarda a publicação de uma Medida Provisória pelo governo federal que atenda às reivindicações.

Movimento tem articulação nacional

A mobilização em Itajaí está alinhada a discussões nacionais lideradas por transportadores autônomos, especialmente a partir do Porto de Santos. Naquela região, a paralisação já foi aprovada, mas ainda não há data definida, enquanto seguem negociações com o governo.

A greve na região catarinense foi iniciada por tempo indeterminado e poderá ser encerrada caso as demandas da categoria sejam atendidas.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Informação

Fiscalização digital do frete ganha reforço e governo promete punir empresas que descumprirem piso mínimo

O governo federal deve anunciar nesta quarta-feira (18) um conjunto de medidas para ampliar a fiscalização do frete rodoviário e endurecer a punição contra empresas que desrespeitam o piso mínimo do frete. A iniciativa surge em meio à pressão crescente de caminhoneiros, que ameaçam uma paralisação nacional.

Monitoramento eletrônico será ampliado

A estratégia prevê o fortalecimento do uso de sistemas digitais para identificar irregularidades nos contratos de transporte. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) vai intensificar o cruzamento de dados para detectar pagamentos abaixo do valor mínimo estabelecido.

Um dos principais instrumentos é o Ciot (Código Identificador da Operação de Transporte), registro obrigatório em operações de carga. O sistema reúne informações detalhadas, como valor do frete, tipo de carga, transportador e contratante.

Com o cruzamento entre o Ciot, documentos fiscais e comprovantes de pagamento, será possível localizar inconsistências e identificar empresas que descumprem a legislação.

Fiscalização mais automatizada

A proposta do governo é tornar a fiscalização digital do frete mais eficiente e menos dependente de ações presenciais nas rodovias. A análise eletrônica permitirá identificar infrações de forma mais rápida e precisa.

Empresas flagradas com irregularidades recorrentes poderão ser autuadas e sofrer penalidades. O anúncio será feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, ao lado da direção da ANTT.

Pressão dos caminhoneiros e risco de greve

A decisão ocorre em resposta à insatisfação da categoria, que cobra o cumprimento efetivo da lei do frete mínimo, em vigor desde 2018. Segundo os caminhoneiros, muitas empresas continuam pagando abaixo do piso, o que compromete a renda e precariza a atividade.

Nos últimos dias, lideranças do setor passaram a articular uma greve nacional, impulsionada também pela alta do preço do diesel.

Alta do diesel e insatisfação

O aumento recente no valor do combustível agravou o cenário. Mesmo após o governo anunciar medidas como isenção de tributos e subsídios, a redução esperada não se concretizou.

Isso porque a Petrobras reajustou o preço do diesel nas refinarias logo em seguida, anulando parte do efeito das ações governamentais. Para os caminhoneiros, o impacto direto foi a elevação dos custos operacionais.

Piso do frete: origem e funcionamento

A política de frete mínimo obrigatório foi criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, que causou desabastecimento em todo o país. A legislação estabeleceu valores mínimos para o transporte rodoviário de cargas, com base em custos como combustível, manutenção, pedágios e depreciação dos veículos.

A ANTT é responsável por atualizar periodicamente a tabela, podendo realizar revisões sempre que houver variações significativas no preço do diesel.

Debate entre setores

A tabela do frete ainda divide opiniões. Caminhoneiros defendem a medida como essencial para garantir uma remuneração justa e evitar concorrência desleal.

Por outro lado, setores da indústria e do agronegócio argumentam que a política interfere na livre negociação de fretes e pode elevar os custos logísticos.

FONTE: Estado de Minas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Brasil

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