Internacional

A China prepara um plano de retaliação antes do prazo dos EUA para a taxa portuária

A China está tomando medidas preventivas contra os planos dos EUA de aumentar taxas portuárias para cargas ligadas à China.

O premier chinês Li Qiang assinou um decreto do Conselho de Estado no fim de semana, que estabelece que a China tomará as contramedidas necessárias contra países ou regiões que imponham ou apoiem proibições discriminatórias, restrições ou medidas semelhantes direcionadas a operadores chineses, embarcações ou tripulações envolvidas no transporte marítimo internacional e serviços relacionados.

O Representante Comercial dos EUA (USTR) deve impor as taxas portuárias a partir de 14 de outubro, embora as regras finais ainda não tenham sido publicadas. A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) está trabalhando em um sistema de arrecadação.

A falta de clareza da legislação que está por vir levou alguns a argumentar que, como outras táticas de negociação adotadas pela equipe de comércio de Donald Trump neste ano, o prazo de 14 de outubro pode ser estendido ou até mesmo cancelado.

“Nem todos estão convencidos de que as taxas de atracação portuária do USTR em 14 de outubro para navios e operadores chineses irão se concretizar, já que a questão pode fazer parte das negociações em andamento entre EUA e China”, comentou Judah Levine, chefe de pesquisa da Freightos, plataforma de reservas de contêineres, em nota a clientes no início deste mês.

FONTE: Splash 247
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Portos

O Porto de Long Beach conclui a recuperação de 95 contêineres que caíram ao mar do navio “Mississippi”

Os 95 contêineres que caíram do navio porta-contêineres “Mississippi” no Porto de Long Beach no início de setembro foram recuperados, encerrando mais de duas semanas de operações de salvamento, informa a World Cargo News.

O incidente ocorreu em 9 de setembro, quando duas baias do navio colapsaram durante a descarga no terminal Pier G da International Transportation Service (ITS). Inicialmente, foram reportados 75 contêineres caídos, número que aumentou após a localização de unidades esmagadas e submersas na doca adjacente. Vários contêineres também atingiram uma barcaça de ar limpo operada pela Stax Engineering, provocando o rompimento de um tanque e o derramamento de cerca de 7.570 litros de diesel renovável, vazamento que foi contido no mesmo dia.

O Unified Command — integrado por agências federais, estaduais e locais junto com representantes dos navios envolvidos — informou que o último contêiner foi içado do porto às 15h28 do dia 26 de setembro, marcando o encerramento das tarefas de recuperação.

O “Mississippi”, navio de 5.504 TEUs fretado pela Zim para seu serviço transpacífico ‘ZEX’, foi estabilizado e atualmente é alvo de investigação pela Guarda Costeira dos EUA e pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB).

“Cada decisão durante o incidente no Pier G esteve centrada na segurança, seja com os mergulhadores recuperando contêineres ao redor do casco, avaliando o tráfego de navios na área de segurança ou com as equipes trabalhando dia e noite nas operações”, afirmou a capitã da Guarda Costeira Stacey Crecy, comandante da operação de resgate.

Os contêineres submersos foram localizados por meio de sonar de varredura lateral, veículos operados remotamente e equipes de mergulho, que também inspecionaram o fundo do “Mississippi” e retiraram unidades presas em torno do casco. O navio foi reposicionado com o apoio de um rebocador, embarcações-piloto e amarradores para acessar contêineres localizados sob sua estrutura.

O Unified Command confirmou que a zona de segurança de 500 jardas estabelecida após o acidente foi totalmente levantada, permitindo o tráfego normal de navios nas proximidades do Pier G sem necessidade de autorização especial. As equipes de Resposta a Poluição, Salvamento e Recuperação do Sistema de Transporte Marítimo já foram desmobilizadas. As operações do terminal Pier G estão totalmente restabelecidas e o tráfego portuário segue sem restrições.

“Este foi um evento extremamente incomum que exigiu uma operação de salvamento complexa e única”, destacou Michael Goldschmidt, do operativo de emergência do Porto de Long Beach. “Agradecemos à Guarda Costeira, aos administradores do navio, às equipes de salvamento e aos trabalhadores especializados da ILWU por acelerar um retorno seguro e rápido às operações normais”.

FONTE: Mundo Marítimo
IMAGEM: Reprodução/Mundo Marítimo

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Portos

Porto de Santos reforça segurança cibernética com novos investimentos da APS

APS investe R$ 33 milhões em proteção digital em 2025.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) anunciou um robusto reforço em sua estrutura de segurança cibernética, garantindo maior proteção ao Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina. Apenas em 2025, já foram destinados R$ 33 milhões em tecnologia da informação, medida considerada essencial para blindar as operações e reduzir riscos de invasões virtuais.

Renovação de licenças e modernização tecnológica

Entre as principais ações, está a renovação completa do licenciamento de equipamentos críticos, assegurando suporte contínuo e alinhamento com as demandas atuais de cibersegurança.

A atualização trouxe ganhos importantes, como:

  • Mais rastreabilidade e agilidade na resposta a incidentes, por meio da ampliação da capacidade de registro e análise de eventos.
  • Inteligência contra ameaças em tempo real, com sistemas que monitoram ataques ativos em escala global e emitem alertas imediatos.
  • Detecção proativa de vulnerabilidades, utilizando inteligência artificial e análise comportamental para identificar comportamentos suspeitos, malwares ocultos e novas formas de ataque.

Elevação do nível de maturidade em cibersegurança

Segundo a APS, essas medidas não apenas asseguram a continuidade das operações do porto, mas também elevam o nível de maturidade da instituição em segurança digital, preparando o ambiente para lidar com os desafios crescentes do ecossistema tecnológico global.

Treinamento especializado em defesa digital

Além dos investimentos em tecnologia, representantes da APS participaram, em setembro, do Exercício Guardião Cibernético, em Brasília (DF). O treinamento, promovido pelo Ministério da Defesa e coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, reuniu 169 organizações e cerca de 750 participantes de 20 países, reforçando a preparação contra ataques digitais de grande escala.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Portos

TESC relata crescimento de três dígitos em 5 anos e uma das melhores taxas de densidade operacional entre terminais portuários

Dados foram divulgados no Relatório de Sustentabilidade 2024, que também mostra compromisso e ações para descarbonização e impacto a mais de 400 pessoas em projetos comunitários e de educação ambiental

O Terminal Portuário Santa Catarina divulgou seu 3º Relatório de Sustentabilidade, referente ao ano de 2024, destacando os principais avanços e resultados nas áreas ambiental, social e de governança (ESG). O documento demonstra como as práticas do TESC têm contribuído para reduzir impactos, fortalecer parcerias e gerar valor para colaboradores, clientes, comunidades e para toda a Baía Babitonga.

O relatório, elaborado de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative
(GRI Standards 2021), está alinhado à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

“Esta edição de nosso Relatório de Sustentabilidade mostra a consolidação do TESC como uma das operações portuárias mais eficientes do Brasil. Somos competitivos e atuamos como um agente propulsor do desenvolvimento sustentável na região e no setor portuário brasileiro”, destaca Fabio Mota, CEO.

Com vocação multipropósito, a operação do terminal portuário mantém alto desempenho, mesmo em área física restrita, com 68 mil m². O TESC tem eficiência operacional de 84 toneladas/m² e nos últimos 5 anos, cresceu 138%. Em 2024, movimentou 5,8 milhões de toneladas de carga. Isso representou 48% dos navios atracados no Porto de São Francisco do Sul.

O TESC oferece soluções integradas para exportadores, importadores e usuários de cabotagem, abrangendo uma variedade de serviços que incluem operações portuárias, armazenagem, nacionalização e distribuição dos mais diversos tipos de cargas: grãos vegetais, fertilizantes, granéis minerais e produtos siderúrgicos, com infraestrutura especializada para garantir eficiência, segurança e qualidade.

Aspecto Social
Confirmando sua relevância para o município onde está sediado, o TESC posicionou-se como o segundo maior contribuinte de tributos para São Francisco do Sul. Além da geração de renda e de 261 empregos diretos e 600 indiretos, o Terminal Portuário Santa Catarina também investiu em atividades voltadas para a comunidade local. As doações e patrocínios somaram mais de R$ 200 mil em 2024, destinados a instituições filantrópicas, programas de educação e saúde que beneficiaram mais de 400 pessoas.

Aspecto Ambiental
O compromisso com a política de Aterro Zero evitou que mais de 900 toneladas de resíduos fossem destinadas a aterros sanitários em 2024. Uma iniciativa que conectou gestão de resíduos a um resultado social positivo e direto foi o programa Uniformes do Bem. As peças têxteis fora de uso foram transformadas em cobertores e doadas à comunidade indígena Mbya Guarani, na Aldeia da Reta em São Francisco do Sul.

Também no período deste relatório, o TESC obteve duas importantes chancelas ambientais: o Selo Prata do GHG Protocol (Protocolo de Emissões de Gases de Efeito Estufa) – padrão internacional para medir e gerenciar as emissões de gases de efeito estufa (GEE); e o Selo Bronze Pró-clima, da Aliança Brasileira de Descarbonização de Portos, que reconhece e incentiva portos que adotam boas práticas ambientais, servindo de modelo para o setor.

Texto e foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA DE IMPRENSA

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Portos

Portonave vence o Prêmio Expressão de Ecologia 2025 🏆

Mais de 7,2 milhões de litros de água foram reaproveitados em iniciativa sustentável na obra de adequação do cais, que rendeu o reconhecimento

Certificado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como o mais importante reconhecimento ambiental do país no setor empresarial, o Prêmio Expressão de Ecologia atribuiu ao Terminal Portuário o título de vencedor da 31ª edição, na categoria “Conservação da Água”, pelo projeto “Economia Circular: Gestão Eficiente da Água na Obra do Cais da Portonave”.

A premiação foi entregue no Jurerê Beach Village, em Florianópolis, no último sábado (27). Pelo Terminal, o troféu foi recebido pelo diretor superintendente administrativo da Portonave, Osmar Castilho, o gerente de Segurança Patrimonial, Rodrigo Santa Rita e a especialista em Meio Ambiente, Edna Wisnieski.

O consumo de água é um dos grandes desafios na gestão ambiental da obra de adequação do cais. Por esse motivo, por iniciativa própria, a Companhia implementou alternativas sustentáveis para reduzir o uso excessivo. A medida, desenvolvida como parte do Plano de Monitoramento Ambiental da empresa, se baseia no conceito de economia circular. A ação inclui a captação da água da chuva e o reuso das águas residuárias — provenientes da lavagem de equipamentos e caminhões betoneira — para a umidificação das vias do canteiro de obras e do cais, com o objetivo de controlar a emissão de poeira.

O projeto foi executado entre agosto e dezembro de 2024. Nesse período, além de economizar cerca de R$ 50 mil em água potável, foram reaproveitados mais de 7,2 milhões de litros de água; sendo que, somente em agosto, o volume superou 1,64 milhão de litros.

Desafios ambientais 📊

Iniciada em janeiro de 2024, com investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, a obra do cais vai viabilizar a recepção de navios com até 400 metros de comprimento. Com a obra, a Portonave terá ganho de escalas, mais eficiência operacional e vai gerar mais oportunidades de emprego com os novos equipamentos. Além desses, a adequação do cais envolve outros números expressivos. Um deles é o volume total de concreto que será empregado no reforço do cais: 117 mil metros cúbicos. Os processos de produção e cura desse material exigem uma grande quantidade de água — entre 160 e 250 litros por metro cúbico. Em um cálculo simples, o consumo total para produzir todo o concreto da obra pode variar de 18,7 a 29,2 milhões de litros.

Toda a água utilizada nesse processo é proveniente do sistema público e de empresas privadas, que abastecem os reservatórios da obra com caminhões-pipa. Como parte das atividades de construção, o canteiro de obras dispõe de uma usina misturadora, responsável pela produção do concreto utilizado em toda a estrutura da obra, incluindo elementos pré-moldados, estacas, paredes diafragma e outros componentes. Assim, conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), é necessário o uso da água potável para assegurar a qualidade do material.

Além da água utilizada nessa produção, é necessário realizar a lavagem constante dos equipamentos e caminhões betoneira a fim de evitar o acúmulo de resíduos e preservar a funcionalidade dos materiais.

O sistema bate lastro como solução sustentável ♻

Para solucionar o problema do desperdício de água, ao lado da usina misturadora, foi instalado um sistema de tratamento da água para ser utilizada na lavagem de equipamentos e veículos, conhecido como bate lastro. O sistema é composto por uma rampa e seis tanques de decantação em série, para os quais os efluentes são direcionados. Nesses tanques, ocorre a separação dos sedimentos: os sólidos em suspensão se acumulam no fundo, enquanto a água clarificada segue para as etapas seguintes de tratamento.

Depois de tratada, a água é bombeada para reservatórios com capacidade total de 60 mil litros, onde fica armazenada para reaproveitamento na limpeza das instalações do canteiro de obras e na umidificação das vias de circulação de veículos para evitar a dispersão da poeira.

Compromisso que se estende além da obra ✅

O reaproveitamento da água não se limita à obra do cais. O Terminal Portuário também aplica práticas permanentes voltadas à gestão eficiente dos recursos hídricos. Entre essas, estão os sistemas de captação de água da chuva instalados em dois pontos da Companhia: no prédio administrativo e na câmara frigorífica, Iceport. Cerca de 32% da água utilizada nas operações da Iceport são provenientes da captação de águas pluviais, principalmente destinadas às torres de resfriamento.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGENS: Assessoria de Imprensa Portonave

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Portos

Governo federal prorroga contrato da JBS Terminais no Porto de Itajaí

Medida estende arrendamento transitório até o futuro leilão do porto

O contrato de arrendamento transitório da JBS Terminais no Porto de Itajaí foi prorrogado pelo Ministério dos Portos neste mês. Ao DIARINHO, o órgão informou que o prazo de prorrogação é de até dois anos ou até o futuro leilão do porto, previsto para 2026, valendo o que acontecer primeiro.

O aditivo contratual foi assinado no dia 11 de setembro pelo secretário nacional de Portos, Alex Sandro de Ávila; o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Carvalho Dias; o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini; e os diretores da JBS Terminais, Aristides Russi Júnior e Roberto Carlos Morgan Castagnaro.

“O motivo [da prorrogação] é garantir a operação e alinhar a operação do arrendamento transitório ao que está sendo modelado para a licitação de longo prazo. O projeto do leilão está qualificado no PPI [Programa de Parcerias de Investimentos] e prevê a operação integrada das áreas do Porto de Itajaí por um único arrendamento”, informou o Ministério dos Portos.

A decisão leva em conta a liberação de novas áreas do Porto de Itajaí para a movimentação de contêineres, com previsão de novos investimentos pela JBS.

“O contrato prevê o valor a ser pago por metro quadrado e o valor a ser pago por contêiner movimentado. Logo, conforme deliberado pela Antaq, os ganhos operacionais decorrentes dos aditivos refletirão em maior remuneração à autoridade portuária”, ressaltou o ministério.

O contrato transitório vem desde dezembro de 2023, com dois anos de duração. A prorrogação era prevista diante das mudanças no projeto de leilão do porto, que foi separado da concessão do canal portuário, em modelo inédito do Brasil. Pelo cronograma, o edital do canal portuário será lançado primeiro, com chance de sair ainda neste ano. Já o leilão do terminal é previsto no primeiro semestre de 2026.

A ampliação do contrato também era solicitada pela empresa devido à mudança de titularidade do arrendamento, inicialmente com a Mada Araújo e depois sob o comando da Seara, do grupo JBS.

Um ano em operação

A empresa passou a operar como JBS Terminais em setembro de 2024. Já a movimentação de contêineres com linhas regulares começou, na prática, em outubro, marcando a volta das operações no terminal após quase dois anos de crise.

Desde então, a empresa vem alavancando a movimentação, sendo destaque nacional na recuperação do porto. A JBS Terminais já passou a marca de 200 mil TEUs (unidade padrão de contêiner) operados em Itajaí. Neste ano, até julho, segundo dados da Superintendência do Porto, foram 168 mil TEUs. Julho foi o melhor mês do período, com 34.256 TEUs. A empresa projeta alcançar e bater a meta mensal de 44 mil TEUs.

Para isso, desde julho a JBS detém o controle de todas as áreas operacionais do porto, conforme autorização da Antaq e oficialização do Ministério dos Portos. A gestão única serve como “modelo-piloto” do projeto de arrendamento definitivo do terminal, que prevê uma empresa tocando o porto todo, e traz mais de R$ 130 milhões de investimentos pro terminal, segundo a empresa.

Fonte: Diarinho

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Portos

Porto de Paranaguá amplia linhas marítimas de veículos com chegada do Neptune Hellas

Esta é a quinta linha marítima de veículos em Paranaguá, que amplia atratividade do Porto para o setor automotivo

O Porto de Paranaguá foi o primeiro do Brasil a receber o navio Neptune Hellas, do armador grego Neptune Lines. A embarcação Ro-Ro (Roll on- Roll off), especializada no transporte de veículos e cargas rolantes, fez sua primeira viagem fora da Europa. O navio passou pela Argentina e chegou a Paranaguá na última quarta-feira (24). A rota inclui ainda paradas em Santos e no Rio de Janeiro.

“É um novo serviço que coloca Paranaguá, mais uma vez, na rota de diferentes segmentos. É mais uma linha de navios de veículos atracando por aqui”, enfatizou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

Esta é a quinta linha fixa de veículos do Porto de Paranaguá, ampliando o leque de opções entre Brasil e outros países. “Há anos tínhamos o interesse de integrar o mercado da América do Sul, especialmente no Mercosul. Começamos esta linha com uma embarcação, mas vamos trazer outras. Estamos aqui para ficar, não apenas de passagem”, destacou o consultor da Neptune Lines, Eric Berthelot.

A posição estratégica do Porto, próximo a diversas montadoras de veículos, foi uma das principais vantagens. “O Porto de Paranaguá é muito atrativo em termos de organização e oferece muitos incentivos aos próprios armadores, com facilidade de acondicionamento das cargas, se comparado a outros portos. Paranaguá sabe muito bem como atrair empresas de navegação”, complementou Berthelot.

O navio Neptune Hellas trouxe 355 carros para desembarque e recebeu outros 201 veículos para exportação. A movimentação foi realizada pela empresa Ascensus Gestão e Participações, responsável por uma das áreas reguladas do Porto Organizado (PAR), com 74,1 mil m² e capacidade estática para 4 mil veículos.

“O Paraná consegue oferecer benefícios, inclusive fiscais, para as indústrias, incentivando as exportações. Outra vantagem é ter um porto com um berço dedicado exclusivamente aos navios Ro-Ro”, destacou o representante comercial da Ascensus Paranaguá, Wagner Giorgino.

A área utilizada pela Ascensus é um dos oito espaços de arrendamento, denominados PARs, já regularizados pela Portos do Paraná. As regularizações de áreas, realizadas por meio de leilões na Bolsa de Valores do Brasil (B3), começaram em 2019, ano em que a Autoridade Portuária obteve autonomia administrativa para conduzir os certames, que somam mais de R$ 3,7 bilhões em investimentos. Com os leilões, todas as áreas da Portos do Paraná foram regularizadas, tornando a empresa a primeira autoridade portuária do Brasil a alcançar esse feito.

Neste início, as viagens do Neptune Hellas serão mensais, mas a expectativa da empresa é aumentar a frequência. “Estamos trabalhando para duplicar essa presença. Em alguns meses teremos, pelo menos, duas atracações mensais em Paranaguá”, adiantou Berthelot.

Sobre a Neptune Lines

A Neptune Lines é líder no transporte de veículos na Europa, dedicada ao short sea shipping (transporte marítimo de curta distância). A empresa atua em 3 mil portos, movimentando cerca de 2 milhões de veículos por ano.

Um dos navios da frota é o Neptune Hellas, que possui 168,06 metros de comprimento, 28,03 de largura e capacidade para transportar de 2.800 a 3.200 veículos em seus porões. É uma embarcação moderna e sustentável: a pintura especial dos cascos, por exemplo, reduz o atrito com a água e, consequentemente, o consumo de combustível.

Outra curiosidade é a aparência do navio, que traz elementos da tradição mediterrânea, como talismãs e amuletos de proteção. Em cada face do casco há um olho grego, símbolo que, segundo a crença, protege contra energias negativas e atrai sorte para os negócios.

Assim que atracou, o capitão do navio, Denyo Atanasov, recebeu uma panóplia (placa) com o brasão da Portos do Paraná, em homenagem à primeira atracação no Porto e no país. Na partida rumo a Santos, o capitão retribuiu a recepção com uma salva de apitos, conforme a tradição marítima, agradecendo as boas-vindas.

Fonte: Portos do Paraná

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Portos

Cade se manifesta sobre riscos de concentração em novo terminal do Porto de Santos

Conselho emitiu um parecer técnico sobre a licitação do Tecon Santos 10 afirmando que haveria riscos concorrenciais em eventual concessão do novo terminal a agentes que já atuam no Porto de Santos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) emitiu um parecer nesta quarta (24) em favor das decisões da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sobre o processo licitatório do novo terminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos.

A Antaq restringiu a participação de operadores que já atuam no porto no edital do novo terminal, que deverá ser o maior do país e terá contrato de arrendamento de até 70 anos. 

Essa decisão foi questionada na Justiça por uma operadora do Porto de Santos, a Maersk Brasil. Nesta semana, a Justiça negou um mandado de segurança impetrado pela empresa. A Maersk afirmava que inclusão das restrições no edital deveria ter sido submetida à nova audiência e consulta públicas, mas a Justiça entendeu que o tema foi contemplado nas audiências anteriores. 

Chamado a se pronunciar sobre as questões concorrenciais no âmbito da licitação, o Cade afirmou que as definições da Antaq são cabíveis dentro da legislação e regulação vigentes e que os riscos concorrenciais vão depender diretamente do player que vencer o processo competitivo.

Segundo o conselho, a “eventual concessão do Tecon Santos 10 a agentes econômicos que já atuam no mesmo mercado relevante ou a ainda agentes econômicos que atuam em outros elos da cadeia” possuem “riscos de natureza concorrencial”.

Um dos riscos caso o vencedor da concessão já detenha participação significativa em outros terminais de contêineres no Porto de Santos, diz o Cade, é a possibilidade de  concentração de capacidade de movimentação de carga e armazenagem alfandegada. Isso poderia resultar, segundo o órgão, “menor pressão por redução de preços ou melhoria na qualidade dos serviços”. 

Outro ponto relevante, segundo o parecer técnico, diz respeito às barreiras de entrada. 

“A concessão para exploração de um terminal exige investimentos elevados, cumprimento de exigências regulatórias e infraestrutura complexa, fatores que poderiam dificultar o ingresso de novos competidores no curto prazo”, afirma o Cade. “Todos esses fatores podem repercutir diretamente nos preços e na qualidade do serviço oferecido ao usuário final, de modo que importadores, exportadores e demais clientes dos serviços portuários podem enfrentar tarifas mais elevadas, menor variedade de serviços e queda no nível de qualidade.”

O Conselho afirma, no entanto, que seu parecer técnico é apenas uma análise em linhas gerais e que não pode confirmar, neste momento, “efeitos líquidos negativos à concorrência da participação dos atuais incumbentes do Porto de Santos.” Segundo o Cade, uma “avaliação definitiva sobre os impactos concorrenciais” só seria possível com um exame detalhado em um contexto de uma análise de concentração econômica — e o caso em questão não constitui um ato de concentração econômica de notificação obrigatória. A licitação do terminal é um ato de concessão outorgado pelo Poder Público, não uma das hipóteses que obrigatoriamente provocam a atuação do Cade, como fusões entre empresas anteriormente independentes, incorporações, aquisição de controle ou de partes de empresa etc. 

No entanto, o Cade concluiu que cabem à “Antaq e ao poder concedente a definição do modelo de concessão que melhor atenda aos interesses públicos setoriais” e que a decisão tomada pela agência regulatória de restringir a participação de atuais incumbentes no processo licitatório é totalmente cabível “dentro do framework legal e regulatório vigente”. 

O novo terminal

O leilão do novo terminal, o Tecon Santos 10, tem gerado expectativa em todo o setor portuário. Terá um investimento estimado de R$ 6,45 bilhões, o maior investimento portuário da história do Brasil, e um contrato com prazo inicial de 25 anos, podendo ser aumentado para 70 anos.

A necessidade de um novo terminal para evitar a saturação do porto, que é o maior da América Latina, é considerada urgente pelo governo. Sem a obra, o Porto de Santos deve esgotar sua capacidade de receber cargas até 2028.

A realização de uma nova audiência arrastaria o processo licitatório do novo terminal — que tem a previsão de aumentar em até 50% a capacidade de movimentação de contêineres do porto. E a possibilidade de concentração de mercado na mão de grandes conglomerados é uma preocupação das autoridades portuárias e de observadores do setor.

Fonte: Jota

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Portos

Porto de Imbituba movimenta mais de 5 milhões de toneladas até agosto de 2025

O Porto de Imbituba registrou movimentação de 5,12 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e agosto de 2025, com 216 navios atracados no período. Os dados mantêm o terminal entre os principais complexos logísticos de Santa Catarina.

As exportações somaram 1,97 milhão de toneladas, com destaque para coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho. As importações chegaram a 2,14 milhões de toneladas, puxadas por hulha betuminosa, sal e insumos industriais.

Na cabotagem, foram embarcadas 451,2 mil toneladas e desembarcadas 120 mil toneladas. Já o transbordo alcançou 47,2 mil toneladas embarcadas e 39 mil desembarcadas. Os granéis sólidos representaram 76% do total movimentado. Os contêineres apresentaram crescimento, com mais de 890 mil toneladas movimentadas até agosto.

Segundo a SCPAR Porto de Imbituba, investimentos em infraestrutura, dragagem, ampliação de cais e digitalização devem ampliar a atratividade do terminal. A previsão é que o porto ultrapasse 7 milhões de toneladas até o final de 2025.

Além do impacto econômico, o crescimento das operações tem gerado empregos diretos e indiretos e impulsionado os setores de logística e serviços na região. Entre janeiro e agosto, as exportações e importações movimentaram mais de US$ 1,13 bilhão, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Fonte: SC em Pauta

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Portos

Portonave é reconhecida internacionalmente por redução nas emissões de gases poluentes

11ª Edição do Prêmio Marítimo das Américas premiou os avanços da empresa em gestão ambiental portuária, sendo o único terminal portuário do Brasil a receber o prêmio

No ano em que celebra 18 anos de operações, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, foi destaque na cerimônia do Prêmio Marítimo das Américas 2025, realizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), no Peru. Vencedora na categoria Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável, com o projeto “Transição Energética na Atividade Portuária e seu Impacto na Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)”, a Companhia foi reconhecida pelas boas práticas no segmento portuário nas Américas.

O transporte marítimo representa aproximadamente 3% das emissões globais, segundo a Organização Marítima Internacional (IMO). Com o objetivo de contribuir para um setor mais limpo, a Companhia está alinhada à visão de desenvolvimento sustentável de sua acionista, a Terminal Investment Limited (TiL), e adota ações estratégicas para isso. A Portonave é certificada no Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001) e, desde 2010, faz o monitoramento das emissões de GEE, com base no Greenhouse Gas (GHG) Protocol, referência mundial na verificação e qualificação de organizações.

Entre 2015 e 2024, houve uma redução de 63% nas emissões de gases poluentes nas operações do terminal – o equivalente a aproximadamente 79 mil toneladas de carbono. Um passo importante foi, em 2016, a eletrificação dos 18 guindastes para movimentação de contêineres, os Rubber Tyred Gantries (RTGs), que passaram a operar com energia elétrica – uma redução de 96,5% nas emissões de GEE. Outros investimentos em equipamentos ecológicos – como empilhadeiras – e em fontes de energia renovável – placas solares – também são permanentes.

Recentemente, a Companhia anunciou a compra de equipamentos 100% elétricos, que totalizam R$ 439 milhões: dois novos guindastes para movimentação de cargas nos navios, os Ship-to-Shore (STS) Cranes, mais 14 guindastes eletrificados para as operações no pátio de contêineres, os Rubber Tyred Gantry (RTGs), uma empilhadeira elétrica e dois novos Scanners para inspeção de cargas.

Por serem elétricos, os novos equipamentos contribuem para a redução do uso de combustíveis fósseis e das emissões de GEE. A empilhadeira e os Scanners já iniciaram as operações, enquanto os demais equipamentos têm previsão de chegada para o próximo ano.

Atualmente, a Portonave realiza a Obra de Adequação do Cais para receber navios maiores, de até 400 metros de comprimento, ter mais eficiência operacional e preparar a estrutura para a instalação do sistema shore power. Esse sistema possibilitará que os navios atracados recebam energia elétrica, o que contribuirá consideravelmente para operações mais limpas – uma tecnologia inédita entre os portos brasileiros. Com isso, o Terminal Portuário unirá operações eficientes e de excelência ao crescimento sustentável do setor.

Zero emissões indiretas até 2027 🚫

Outra prática, alinhada à pauta climática, é a aquisição de energia renovável. De 2022 a 2024, foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que, somados, correspondem a 199.744 MWh (unidade de energia). Para os próximos anos, a Companhia já fechou contratos de compra de energia renovável certificada, garantido zero emissões no Escopo 2 até 2027.

Parcerias pelo futuro sustentável 🌏

Como membro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos, iniciativa que surgiu de uma parceria entre o Porto de Itaqui e o Valencia Ports, a Portonave busca soluções integradas por meio da colaboração de diversos atores nacionais e internacionais, como outros portos e empresas. Também, realiza um levantamento sobre os riscos das mudanças climáticas na infraestrutura portuária, que inclui a elaboração de um plano de ação, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) – com publicação prevista para este segundo semestre.

Desempenho por TEU movimentado 🚢

O Terminal Portuário possui um indicador próprio para avaliar seu desempenho em relação às emissões, o Indicador de Pegada de Carbono, que considera as toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) por TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentado. No ano passado, alcançou seu menor índice (0,003 tCO₂e/TEU), uma redução de 80% em relação a 2015 (0,016 tCO₂e/TEU).

Sobre o prêmio 🏆

Criado em 2014, o Prêmio Marítimo das Américas, organizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhece iniciativas de destaque no segmento portuário em sustentabilidade e inovação. Neste ano, o reconhecimento das melhores práticas foi destinado a três categorias: Gestão de Riscos de Desastres, Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável e Relação Porto-cidade.

Sobre a Portonave ✅

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

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