Investimento, Portos

Portonave investe na preservação da restinga em Navegantes

O novo plano de recuperação, aprovado pelos órgãos ambientais municipais e estaduais, é um investimento de R$ 504 mil. Cerca de 6,5 mil mudas nativas serão produzidas e plantadas 🌱

A Portonave inicia um Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada (PRAD) da restinga das praias de Navegantes. Neste novo projeto, serão recuperados quatro trechos prioritários. A área total a ser restaurada é de 38.400 m². Foram considerados os pontos mais vulneráveis no bairro Meia Praia, onde em alguns pontos a restinga apresenta baixa densidade de vegetação arbustiva e herbácea, com maior exposição das dunas, presença de espécies exóticas invasoras e alto impacto das atividades humanas, como o descarte de resíduos.

As áreas a serem recuperadas foram indicadas pelo IAN, consistindo em aproximadamente 1.400 m², próximo ao ribeirão das Pedras; 20.000 m² entre as entradas 52 e 58 da praia; 11.600 m² entre os acessos 39 e 41; e 5.400 m² entre as entradas 34 e 36.

Além do plantio de 6,5 mil mudas nativas, o PRAD também prevê o controle de espécies exóticas invasoras – plantas que não são naturais da restinga – e que impedem o desenvolvimento das plantas nativas, além de reduzir a diversidade biológica do ecossistema. Nas áreas que serão recuperadas, as espécies exóticas invasoras já foram identificadas – 27 exemplares – e demarcadas para remoção por equipe técnica capacitada.

As áreas em recuperação serão protegidas com a instalação de cercas de contenção. O plano também contempla atividades de prevenção e controle do acesso de animais domésticos, adoção de medidas para conservação e atração de animais nativos dispersores de sementes, bem como a manutenção e monitoramento das áreas recuperadas por um período de 3 anos.

A preservação da restinga é de extrema importância devido ao papel que esse ecossistema tem na proteção da praia, principalmente pela fixação das dunas, que impedem o avanço do mar. Além disso, a vegetação também é essencial para a manutenção e equilíbrio da biodiversidade, uma vez que serve de abrigo de diversas espécies da fauna. Esse já é o segundo investimento que o Terminal Portuário realiza com o objetivo de restaurar o ecossistema costeiro em pontos em que se encontra degradado.

Etapas
A proposta do projeto teve início em 2022, com o envio das ações a serem executadas ao Instituto do Meio Ambiente (IMA). Em 2024, o órgão estadual aprovou a execução da compensação no formato proposto. A partir da aprovação iniciou-se o processo de contratação da empresa executora do PRAD, a Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental. O trabalho teve início em fevereiro, com a elaboração do plano e alinhamento junto ao Instituto Ambiental de Navegantes (IAN).

Como explica a responsável técnica do PRAD, professora e mestre em Oceanografia, Débora Lugli-Bernardes, o trabalho nos pontos determinados consiste em restaurar a cobertura vegetal da restinga. As mudas necessárias para o replantio são de espécies típicas desse ecossistema, e não há produtores dessa vegetação na região. “Desde abril, estamos coletando sementes e estolões (planta específica da restinga) nas dunas da orla da praia de Navegantes e em praias vizinhas, e desenvolvendo, com todo cuidado e técnica, as mudas que serão replantadas”, complementa. Segundo a prof.ª Débora, o objetivo é recuperar os processos ecológicos das áreas, monitorar a regeneração por meio de indicadores ambientais e avaliar a efetividade das ações de recuperação.

Neste mês, serão instaladas placas, com informações técnicas e legais do processo, nas passarelas e acessos das quatro áreas a serem recuperadas. Na sequência, serão iniciadas as demais atividades previstas para o projeto, como a remoção da vegetação exótica, plantio das espécies nativas e a instalação das cercas de proteção. O acompanhamento e a manutenção desse novo PRAD serão realizados por 3 anos pela Acquaplan. Quando concluído, o monitoramento da área seguirá sendo realizado pelos órgãos ambientais competentes.

Compensação ambiental
O PRAD atual é uma medida de compensação ambiental pela obra de adequação do cais da Portonave, iniciada em 2024. Cerca de R$ 504 mil serão destinados para a iniciativa pela empresa. Em 2016, como medida compensatória pelas obras de ampliação do pátio, a companhia desenvolveu o projeto “Nossa Praia” que, na época, além da recuperação da vegetação nativa, também revitalizou a orla da Praia de Navegantes com a construção de deques e passarelas ao longo de 10 km. Esse primeiro PRAD previa a manutenção e monitoramento da área por cinco anos. Concluído esse período, a área recuperada voltou a ser de responsabilidade dos órgãos ambientais competentes.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Para saber mais sobre o PRAD, assista ao vídeo:

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Portos, Tecnologia

Mais de 700 carrões de luxo da BMW desembarcam no Porto de Itajaí

Modelos que chegaram custam até R$ 1,2 milhão; veja o vídeo

O navio Florida Highway atracou no porto de Itajaí na manhã de domingo para o desembarque de 777 veículos de luxo da montadora BMW. Chegaram ao porto pelo menos oito modelos da fabricante alemã, com preços de mercado que variam entre R$ 230 mil, o mais barato, e R$ 1,2 milhão, o mais caro. O destino das “máquinas” é o pátio da BMW, às margens da BR 101, em Araquari. A operação de transferência para lá levará em torno de três dias, enquanto o desembarque dos carros durou seis horas.

Desembarcaram os modelos BMW i7 xDrive60 M Sport 2024, BMW M3 Competition 2025, BMW M2 Coupé, BMW 420i Cabrio M Sport, BMW X2 xDrive20i M Sport 2025, Mini JCW Conversível (Cabrio), Mini JCW Hatch 3 portas e Mini Cooper S 2.0 Turbo.

Com bandeira do Panamá, a embarcação é do tipo roll-on roll-off, estrutura que permite a descarga dos automóveis por meio de rampas, facilitando a movimentação direta da carga. Esse tipo de operação mobiliza serviços logísticos especializados, que geram arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS) para o município.

Segundo o superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos Gama, a operação reforça o posicionamento do terminal como estratégico para cargas de alto valor agregado, além de contribuir com a arrecadação municipal. “Esse tipo de carga exige logística especializada, controle técnico e agilidade — características que consolidam nosso terminal como um polo estratégico para o comércio exterior. Além disso, movimentações como essa geram emprego, fortalecem a arrecadação municipal e contribuem diretamente para o desenvolvimento social da cidade, com reflexos em áreas como cultura, esporte e educação. Itajaí está retomando seu protagonismo com eficiência e competitividade”, comentou.

Carga diferenciada

No mês passado, o porto também recebeu veículos da BMW, com o desembarque de 588 carros. No final de maio, o maior navio porta-carros do mundo, o BYD Shenzhen, chegou ao Porto de Itajaí e descarregou sete mil veículos elétricos e híbridos da montadora chinesa. A operação de desembarque foi histórica para o Brasil, sendo considerada a maior movimentação de veículos já feita numa única escala no país.

TABELA DO LUXO SOBRE RODAS

BMW i7 xDrive60 M Sport 2024: a partir de R$ 1.282.950

BMW M3 Competition 2025: a partir de R$ 892.950

BMW M2 Coupé: a partir de R$ 672.950

BMW 420i Cabrio M Sport: a partir de R$ 479.950

BMW X2 xDrive20i M Sport 2025: a partir de R$ 407.950

Mini JCW Conversível (Cabrio): a partir de R$ 349.990

Mini JCW Hatch 3 portas: a partir de R$ 319.990

Mini Cooper S 2.0 Turbo: a partir de R$ 230.000

Fonte: Diarinho

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Portos

Oficializada expansão de área para uso da JBS Terminais no Porto de Itajaí

Governo federal assinou aditivo contratual que abrange áreas públicas do porto

O governo federal oficializou a expansão da área no Porto de Itajaí para movimentação de contêineres pela JBS Terminais. O termo aditivo do contrato de arrendamento transitório foi assinado em 27 de junho, com publicação no Diário Oficial da União na sexta-feira passada. A mudança abre caminho para o modelo da futura concessão do porto, com um único operador, de acordo com a proposta do Ministério dos Portos e Aeroportos.

A atualização do contrato encerra o processo de requerimento da JBS para o adensamento de toda a área do porto organizado de Itajaí, permitindo as operações da empresa também em áreas públicas do terminal. O contrato transitório já previa o uso de áreas públicas quando 80% da capacidade dos berços arrendados (1 e 2) fosse atingida no terminal de contêineres.

Com a expansão, a empresa poderá operar na área B (berços 3 e 4) do cais público e usar o Recinto Alfandegado Contíguo (RAC), área pública do porto do outro lado da avenida portuária.

O adensamento das áreas para a JBS Terminais foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e prevê investimento imediato de R$ 23 milhões pela JBS para adequações.

A ampliação abrange área de 61.340,33 m², dos quais 13.340,33 m² são da área B do cais público, mais 48 mil m² que incluem trechos de área primária (31 mil m²) e retroárea (17 mil m²).

No total, o contrato da empresa agora soma 141.286,75 m² e vai ampliar a capacidade operacional de movimentação de contêineres.

Conforme o projeto da empresa, o uso da área pública aumentará o armazenamento em 2100 TEUs (unidade de contêiners de 20 pés), com o porto passando a armazenar no total 10.047 TEUs. A projeção é também alavancar a movimentação de contêineres, com a meta indo de 44.100 para 49.335 TEUs por mês.

As novas áreas integradas ao contrato da JBS passarão por melhorias na infraestrutura, como pavimentação, nova rede elétrica, atualização do sistema de vigilância e reforço da infraestrutura dos berços de atracação.

Porto recebe nova carga de carros da BMW

O navio Florida Highway atracou no Porto de Itajaí na manhã de domingo para o desembarque de 777 veículos de luxo da montadora BMW. Segundo o superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos Gama, a operação reforça o posicionamento do porto como terminal estratégico para cargas de alto valor agregado, além de ajudar na arrecadação municipal.

“Esse tipo de carga exige logística especializada, controle técnico e agilidade — características que consolidam nosso terminal como um polo estratégico para o comércio exterior”, comentou. No mês passado, o porto também registrou movimentação de veículos da BMW, com um carregamento de 588 carros.

Fonte: Diarinho

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Portos

Novo porto privado de Santa Catarina está perto de entrar em operação

Terminal está em fase de testes

O novo porto de Santa Catarina está em fase de testes, com início das operações no segundo semestre. O Terminal de Granéis de Santa Catarina (TGSC) passa por testes de equipamentos e logo começa a testagem com movimentação de cargas. A execução das obras do terminal de uso privado alcança 97%, em instalações no Morro Bela Vista, em São Francisco do Sul.

Na terça-feira, no evento de aniversário de 70 anos do Porto de São Francisco do Sul, o TGSC assinou a participação no Programa de Monitoramento Ambiental Integrado, com participação do porto público, Tesc e Porto Itapoá. Até então, cada porto tinha o próprio programa ambiental. Com o novo programa, a atuação será de cooperação mútua, em investimento de R$ 17 milhões.

A estrutura do novo terminal fica próxima do Porto de São Francisco do Sul, na baía da Babitonga. O investimento no empreendimento privado fica em torno de R$ 520 milhões. O porto vai atuar na exportação de grãos, com expectativa de movimentação de 6 milhões de toneladas por ano, no momento de plena operação. O píer terá 255 metros de comprimento, com dois berços de atracação.

O terminal conta com 980 metros de correias transportadoras com capacidade para até 2 mil toneladas por hora, além de dolfins de atracação e amarração, carregadores de navio e edificações de apoio. A capacidade de armazenamento na retroárea será de 135 mil toneladas de granéis, com armazém horizontal e seis silos verticais.

Fonte: NSC Total

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Portos

Maior porto de SC anuncia pacote de obras por terra, mar e ar com investimento de R$ 40 milhões

Berço recuperado, BR-280 ampliada e poeira controlada: os planos para o futuro do Porto de São Francisco do Sul

Mais de R$ 40 milhões estão previstos para serem investidos no Porto de São Francisco do Sul, o maior de Santa Catarina.

Entre as melhorias anunciadas em aniversário de 70 anos do porto, destacaram-se a obra da terceira faixa na BR-280, orçada em R$ 12,5 milhões, a  recuperação do Berço 201, em R$ 18 milhões, e o sistema de despoeiramento do corredor de exportação, em R$ 11 milhões.

Entenda o pacote de obras no Porto de São Francisco do Sul

Os projetos agem em diferentes frentes. Em terra, a obra da terceira faixa na BR-280, que já foi  autorizada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) visa facilitar o acesso ao terminal, desafogando o trânsito de caminhões  a partir do entroncamento com a SC-415.

No mar, o projeto de recuperação do Berço 201 possibilitará que o cais volte a receber navios de até 225 metros de comprimento, acima do limite atual de 200 metros.

No ar, o sistema de despoeiramento do corredor de exportação, vai retirar a poeira das correias transportadoras proveniente da movimentação dos grãos.

O Porto de São Francisco de Sul está localizado na Baía Babitonga, a 40 km da cidade de Joinville.

O sistema portuário, atualmente, é responsável  por 80% da soja exportada por Santa Catarina e por metade de todo aço importado no Brasil, estando na lista dos dez portos mais importantes do país em movimentação de carga geral.

Fonte: ND+

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Portos

Guarda Portuária promove treinamento contra ameaça de bombas no Porto de Santos

Formação incluiu simulação de varredura para encontrar artefatos explosivos e abordagem de suspeitos

A Guarda Portuária de Santos promoveu, na última quarta-feira (2), um curso intensivo de Gerenciamento de Ameaças de Bombas, reforçando o compromisso da APS com a segurança do maior complexo logístico do hemisfério sul. Ministrado pela Associação Brasileira de Prevenção e Atendimento a Emergências Portuárias (Abrapam), o curso contou com formação teórica pela manhã e um simulado prático, à tarde, no terminal Concais.

A capacitação reuniu mais de cem participantes, incluindo forças de segurança estaduais e municipais, representantes da Marinha, das Prefeituras da Baixada Santista, de autoridades anuentes do Porto e de diversos terminais que operam cargas no complexo.

Rafael Gonçalves, supervisor da Guarda Portuária, explica que o objetivo do treinamento é capacitar o maior número possível de atores para identificar, reagir e gerenciar situações de risco. “A integração entre Guarda Portuária e demais agentes é fundamental para mitigar e combater ameaças à vida e à fluidez e segurança das operações do principal corredor logístico do país”, afirma.

A aula prática simulou uma situação real de varredura para encontrar dispositivos explosivos, com evacuação, isolamento, bloqueio de vias e abordagem de suspeitos. Já o módulo teórico, que ocorreu no Centro de Treinamento da APS, versou sobre artefatos explosivos, protocolos de segurança, avaliação de risco e melhores práticas internacionais de resposta a eventos críticos em áreas sensíveis.

“Treinamentos como este são fundamentais para integrar as equipes de segurança pública e privada, garantindo uma resposta coordenada e eficiente diante de ameaças reais”, avalia Erasmo Gomes, diretor da Abrapam e instrutor responsável pelo treinamento.

Fonte: Porto de Santos

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Internacional, Logística, Portos

Haveria uma crise operacional em Manzanillo

O porto de Manzanillo, no estado de Colima, atravessa um dos seus momentos mais delicados em 2025 até agora.

Considerado o principal ponto marítimo do país em volume de carga, o porto sofreu entre maio e junho uma crise operacional provocada por um conflito trabalhista, o qual interrompeu parcialmente suas atividades e deixou uma marca visível em suas estatísticas.

Durante o mês de maio, Manzanillo registrou a movimentação de 298.923 contêineres de 20 pés (TEU); seu número mensal mais baixo do ano. Pela primeira vez em 2025, o volume operado caiu abaixo dos 300 mil TEU, o que contrasta com os 337.670 movimentos registrados em março, seu pico máximo até agora. Essa queda de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior reflete claramente o impacto direto das paralisações operacionais.

Conflito trabalhista
O conflito eclodiu em 12 de maio, quando trabalhadores da alfândega iniciaram uma série de protestos por supostos abusos trabalhistas e demissões injustificadas. Embora as manifestações tenham durado apenas quatro dias, foram suficientes para afetar a operação geral do terminal. Em 20 de maio, o porto operava com apenas cinco inspetores ativos. Em resposta, a Contecon Manzanillo e a Agência Nacional de Aduanas do México (ANAM) anunciaram, em 12 de junho, uma medida emergencial: ampliar temporariamente o horário de atendimento para 24 horas por dia, a fim de lidar com os picos de demanda acumulada.

Em nível nacional, Manzanillo mantém a liderança no número de operações portuárias, com 1,59 milhão de movimentos entre janeiro e maio. No entanto, outros portos começam a aproveitar suas fragilidades. Lázaro Cárdenas reporta um crescimento de 12,9% nas operações acumuladas e Ensenada cresce 6,2%. Em contraste, Manzanillo apresenta uma contração anual de 1%, superando apenas Veracruz, que caiu 4,6%.

Fonte: Todo Logística News

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Logística, Portos

Inédita no país, concessão de dragagem terá edital publicado em julho

Operação do canal de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina será privada; Antaq deve aprovar em 11 de julho e Ministério prevê disputa em leilão

O edital definitivo da primeira concessão de dragagem do país, que engloba todo o canal de acesso aquaviário aos portos de Paranaguá (PR) e Antonina (PR), deve ser publicado até o dia 15 de julho.

A informação foi dada pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila, em entrevista à CNN. O edital será analisado em reunião de diretoria da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) no dia 11 de julho.

De acordo com Ávila, o Ministério de Portos e Aeroportos decidiu acatar todas as determinações e recomendações feitas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Com base em conversas com empresas interessadas, o secretário aposta em pelo menos duas ofertas no certame.

“Nada indica que será leilão de uma [proposta] só. Acreditamos que haverá disputa”, diz Ávila.

O edital vai prever exigência de participação mínima de 15%, nos consórcios, de empresas especializadas em dragagem.

Para o secretário, o mais provável é que se formem consórcios entre empresas de dragagem e operadoras de terminais portuários no Paraná.

Na primeira categoria, ele afirma ter percebido o interessa da brasileira DTA Engenharia, da holandesa Van Oord e da belga Jan de Nul.

Com a publicação do edital, a tendência é realizar efetivamente o leilão entre o fim de agosto e o início de setembro. O ministério conversa com a B3, em São Paulo, sobre possíveis datas.

O segundo bloco de arrendamentos portuários de 2025, com pouco mais de R$ 1 bilhão de investimentos previstos, será oferecido no mesmo leilão.

O bloco contempla os terminais de granéis sólidos VCD29, em Vila do Conde (PA), e POA26, em Porto Alegre; o terminal de apoio logístico offshore RDJ07, no Rio de Janeiro; e o terminal de passageiros TMP, em Maceió.

Ineditismo

A concessão do canal de acesso aquaviário ao complexo portuário de Paranaguá e Antonina será a primeira do gênero no Brasil e na América Latina.

O complexo é o maior do país na movimentação de soja (grãos, farelo e óleo) e responde pela descarga de 33% dos fertilizantes importados pelo Brasil.

Também tem um dos maiores investimentos chineses no setor portuário brasileiro, com a China Merchants, que opera o Terminal de Contêineres de Paranaguá.

A intenção é agilizar uma série de obras e intervenções que costumam se arrastar por anos, em meio à dificuldade com órgãos de controle e recursos judiciais, quando realizadas pelo poder público.

A futura concessionária será responsável pela gestão do ativo por 25 anos e fará investimentos de R$ 1,2 bilhão.

O canal de acesso de um porto é a via pela qual as embarcações trafegam até atracar nos berços para carregar ou descarregar suas mercadorias.

Além da dragagem de manutenção, ela precisará fazer o aprofundamento do calado de 13,5 metros para 15,5 metros. Isso permitirá a chegada de navios maiores aos portos paranaenses.

A futura concessionária também executará investimentos e melhorias em sinalização, balizamento náutico e implantação de um novo sistema de monitoramento e controle de tráfego de embarcações.

Entre os ajustes determinados ou recomendados pelo TCU estão uma mudança no compartilhamento de risco de demanda e o estabelecimento de desconto máximo de 12,79% sobre as tarifas de referência que serão aplicadas sobre as cargas.

No leilão, se um grupo apresentar oferta que alcance esse desconto máximo, o critério de disputa passa a ser o maior de valor de outorga.

Fonte: CNN Brasil


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Portos

Ministério diz que acatará “qualquer decisão” do TCU sobre leilão em Santos

Em entrevista à CNN, secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirma que governo pretende leiloar novo terminal de contêineres em dezembro e, assim, evitar ano eleitoral

governo está preparado para enfrentar a judicialização em torno do Tecon Santos 10 e fará tudo o que for possível para realizar o leilão em dezembro, disse o secretário nacional de Portos, Alex Ávila.

“Se não fizermos neste ano, a própria natureza do ciclo eleitoral pode comprometer um leilão em 2026″, afirma Ávila, que teme a politização do assunto e tem um calendário detalhado para os próximos passos do certame.

Com investimentos superiores a R$ 5 bilhões, o novo superterminal de contêineres aumenta em até 50% a capacidade de movimentar esse tipo de carga no Porto de Santos (SP), que está perto de atingir a saturação.

A modelagem do leilão está agora sob análise do TCU (Tribunal de Contas da União), mas uma das principais interessadas – a multinacional dinamarquesa Maersk – já levou à Justiça as regras definidas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e chanceladas pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

“Estamos preparados para defender a modelagem técnica e apresentar respostas a todos os questionamentos”, diz Ávila.

Atuais operadoras de terminais de contêineres foram impedidas de participar da primeira fase do leilão. Elas só poderão entrar, numa segunda etapa, caso não haja propostas iniciais. Mesmo assim, em caso de vitória, teriam que se desfazer dos atuais ativos.

O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, também entrou na briga e se manifestou formalmente contra qualquer tipo de restrição.

O processo no TCU está a cargo da AudPortoFerrovia, unidade de auditoria especializada em infraestrutura portuária e ferroviária, e depois seguirá para o relator, ministro Antonio Anastasia.

Ávila espera uma deliberação do TCU até o fim de agosto. Haveria mais 30 dias para o ministério se adequar às determinações do tribunal de contas. O edital seria publicado em outubro e o leilão ocorreria na segunda quinzena de dezembro.

O secretário afirma que não há nenhuma intenção, por parte de governo, de contestar eventuais exigências de mudanças pelo TCU nas restrições adotadas pela Antaq.

“Qualquer que seja a decisão do TCU, nós vamos cumprir. O nosso interesse é fazer o leilão”, ressalta Ávila, deixando claro a tendência de não apresentar nenhum recurso ao tribunal de contas.

Judicialização

Na semana passada, a Maersk levou o caso à Justiça Federal da 3ª Região. A empresa pediu um mandado de segurança para a abertura de uma nova consulta pública da Antaq para debater as restrições ao Tecon Santos 10.

Segundo ela, a agência estabeleceu uma regra “que nem sequer havia sido cogitada anteriormente” sem que os interessados pudessem se posicionar. “É evidente que tal brusca alteração deveria ser objeto de nova consulta pública”, argumentou.

O juiz Paulo Cezar Neves Junior, da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, negou o pedido de liminar. Ele ponderou que as restrições ainda não estão em vigência porque a modelagem do leilão ainda está sendo analisada pelo TCU.

“Não se justifica a intervenção do Poder Judiciário numa espécie de controle prévio”, disse o juiz em sua decisão. Ele deu, porém, um prazo de dez dias para a Antaq apresentar explicações. Também pediu manifestação do MPF (Ministério Público Federal).

Junto com a suíça TIL (da empresa de navegação MSC), a Maersk é sócia da BTP (Brasil Terminal Portuário), um dos grandes terminais de contêineres em operação no Porto de Santos.

Os outros dois terminais são Santos Brasil (hoje controlada pela francesa CMA CGM) e DPW (da Dubai Ports).

Uma das principais discussões, nos últimos anos, foi a possibilidade de restringir a participação de armadores (companhias de navegação).

A Antaq acabou não adotando nenhuma restrição nessa linha, mas impôs uma ressalva horizontal – aplicável a todos os atuais operadores de contêineres em Santos.

“A preocupação da Antaq são os aspectos concorrenciais. O ponto não é a verticalização, mas a concentração de mercado”, explica o secretário.

De acordo com parecer da agência reguladora, se a Santos Brasil ou os sócios da BTP ganharem o leilão do Tecon Santos 10, poderiam ter uma participação de até 60% na movimentação de contêineres. A DPW poderia ficar com 48%.

A Maersk e a MSC (sócias na BTP), no entanto, estão rompendo uma aliança para o transporte marítimo e já não cogitavam ir juntas ao leilão do novo terminal.

Interessados

A JBS Terminais, que desde outubro do ano passado opera um terminal de contêineres em Itajaí (SC), é apontada no mercado como uma das principais interessadas no Tecon Santos 10.

Em sete meses, a empresa informou ter movimentado 143 mil TEUs (contêineres-padrão de 20 pés). A Antaq definiu uma experiência prévia na operação de pelo menos 100 mil TEUs anuais para a entrada no leilão do novo superterminal.

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), que está à frente do Sepetiba Tecon (RJ), também tem sido vista como potencial concorrente.

Ávila afirma que o ministério já recebeu algum tipo de contato ou manifestação de interesse por parte de diversas multinacionais do setor.

Ele cita as chinesas Cosco e China Merchants, a PSA (operadora de Cingapura), a alemã Hapag-LLoyd, a filipina ICTSI, a americana Hudson Ports, a CS Infra/Simpar e os fundos de investimentos BTG e Pátria.

Caso algum fundo arremate o Tecon Santos 10, precisará contratar um operador de contêineres como terceirizado. As mesmas restrições às atuais operadoras são válidas para esse cenário.

Localizado na região do Saboó, na margem direita do porto, o Tecon Santos 10 terá 621 mil metros quadrados e quatro berços de atracação.

Quando atingir sua capacidade máxima, no nono ano de contrato, o terminal poderá movimentar 3,5 milhões de TEUs/ano.

O vencedor do leilão deverá investir R$ 5,6 bilhões e vai operar o Tecon Santos pelo prazo de 25 anos.

Fonte: CNN Brasil


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Portos

Porto de São Sebastião pode receber primeira base offshore permanente do estado de SP

O Porto de São Sebastião deu mais um passo importante para ampliar sua atuação no setor de óleo e gás. Durante o SP Offshore 2025, o diretor-presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Ernesto Sampaio, recebeu oficialmente o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para a implantação de uma base de apoio offshore no terminal.

A proposta, apresentada por uma empresa do setor, prevê a construção de uma estrutura dedicada ao suporte logístico de plataformas e equipes embarcadas, funcionando como ponto de apoio para operações offshore no litoral paulista. Atualmente, a Bacia de Santos é majoritariamente atendida por bases offshore localizadas no Rio de Janeiro. Com a nova estrutura, São Paulo poderá oferecer, pela primeira vez, um suporte logístico direto e permanente a essas operações, aliviando a pressão sobre outras estruturas e impulsionando a geração de empregos e a arrecadação para o estado.

O EVTEA avaliou aspectos como infraestrutura existente, acesso terrestre, localização estratégica, custos de implantação e operação, além de uma análise de riscos. A manifestação de interesse está em fase de análise pela equipe técnica e, se aprovada, a instalação da base poderá se concretizar em até três anos. “O recebimento desse estudo representa um avanço concreto no processo de tornar o Porto de São Sebastião ainda mais estratégico para a cadeia logística offshore. Estamos trabalhando para atrair investimentos sustentáveis e gerar novas oportunidades para a região”, destacou Ernesto Sampaio.

“A provocação do setor é fundamental para impulsionar iniciativas como esta por parte do governo. O diálogo constante com a iniciativa privada é o que nos permite avançar em soluções concretas. Além disso, São Paulo tem como característica natural a capacidade de atrair talentos, tecnologia e investimentos, o que cria um ambiente favorável para a consolidação de projetos estratégicos”, destacou Thiago Camargo, diretor de Projetos e Inovação da Invest SP.

A proposta se soma aos projetos de modernização e expansão em andamento no Porto de São Sebastião, reforçando seu papel como alternativa viável e eficiente para operações de grande porte.

Fonte: Datamar News

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