Economia

Guiné inaugura megamina de ferro e ferrovia de 650 km que podem transformar economia do país

A Guiné deu um passo histórico ao inaugurar oficialmente a mina de ferro de Simandou, um dos maiores projetos de mineração em andamento no planeta. A cerimônia de lançamento ocorreu no porto de Morebaya, ao sul da capital Conacri, com a presença do chefe da junta militar e líder do país, general Mamady Doumbouya. O início das operações marca um novo capítulo para a economia guineense, com a expectativa de transformar o país em um dos principais exportadores de minério de ferro do mundo.

Investimento bilionário e infraestrutura colossal

O projeto Simandou recebeu investimentos estimados em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 105 bilhões), destinados à construção de mais de 650 quilômetros de ferrovia e de um porto de grande escala para escoar o minério. A obra mobiliza dois consórcios internacionais: o Winning Consortium Simandou (WCS) — formado por empresas da China e de Singapura — e o SimFer, parceria entre a Rio Tinto e a estatal chinesa Chinalco. Além de ampliar as exportações, o empreendimento deve gerar milhares de empregos diretos e impulsionar o desenvolvimento de infraestrutura capaz de diversificar a economia da Guiné, tradicionalmente dependente da mineração de bauxita.

Relevância política e impacto nacional

O general Mamady Doumbouya, que assumiu o poder em um golpe de Estado em 2021, declarou feriado nacional para celebrar o início das operações — um gesto que reforça o peso político e simbólico do projeto. Vestido com uma túnica boubou branca, Doumbouya participou da cerimônia, mas não discursou. A inauguração ocorre a poucas semanas das eleições presidenciais marcadas para 28 de dezembro, nas quais o militar concorrerá, apesar de ter prometido anteriormente devolver o país ao regime civil.

Com o início da produção em Simandou, a Guiné busca consolidar-se como potência mineradora global, aproveitando suas vastas reservas de minério de ferro de alta qualidade para atrair investimentos e acelerar o crescimento econômico.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Portos

TCP é o 1º. terminal portuário do Brasil a conquistar ISO 50001

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, conquistou a certificação ISO 50001 – Sistema de Gestão de Energia, tornando-se o primeiro terminal portuário do Brasil e um dos pioneiros na América Latina a alcançar o selo. A certificação reconhece organizações que aprimoram continuamente o desempenho energético, reduzindo consumo, desperdícios e emissões — um marco relevante em um setor responsável por mais de 80% do comércio global.

O projeto teve início em setembro de 2024, a partir de uma diretriz do grupo China Merchants Port (CMPort), maior e mais competitivo desenvolvedor investidor e operador de portos públicos da China, que orientou todas as subsidiárias a buscar a certificação até o fim de 2025. Em apenas um ano, a TCP não apenas cumpriu a meta como passou a colher resultados concretos de eficiência energética.

Entre janeiro e agosto de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior, o Terminal registrou queda de cerca de 3 milhões de kWh no consumo de energia elétrica e redução de aproximadamente 100 mil litros de diesel, mesmo com aumento na movimentação de cargas.

Os resultados são fruto de investimentos estruturais, como a eletrificação de guindastes RTG, a substituição de empilhadeiras movidas a GLP (gás liquefeito de petróleo) por modelos elétricos, a aquisição de dois ônibus elétricos para transporte interno e campanhas internas de redução do consumo energético em áreas administrativas.

“A ISO 50001 consolida um novo modelo de gestão dentro da TCP, em que eficiência energética e sustentabilidade caminham juntas. Mostramos que é possível crescer reduzindo impactos e aprimorando continuamente nossos processos”, afirma Washington Renan Bohnn, gerente de Recursos Humanos e Qualidade da TCP.

Gestão integrada e cultura de eficiência

O escopo da certificação envolveu 33 processos internos e exigiu ajustes técnicos, capacitação e engajamento coletivo. Para obtê-la, a TCP contou com uma consultoria especializada responsável pelo diagnóstico inicial e pela elaboração do plano diretor do Sistema de Gestão de Energia. A partir daí, o time de Qualidade, com o apoio das áreas operacionais, integrou o plano ao Sistema de Gestão Integrado (SGI) do Terminal, que já contempla as normas ISO 9001 (Qualidade), ISO 14001 (Meio Ambiente) e ISO 45001 (Saúde e Segurança Ocupacional).

Além disso, a TCP possui o certificado I-REC (International Renewable Energy Certificate), que garante que 100% da energia elétrica consumida é proveniente de fontes renováveis. Nesse sentido, a certificação ISO 50001 representa não apenas o reconhecimento técnico, mas também a consolidação de avanços em inovação e sustentabilidade implementados nos últimos anos.
“Os portos são pontos estratégicos da economia global — e quando um terminal do porte da TCP adota padrões internacionais de eficiência, todo o ecossistema logístico se torna mais sustentável e competitivo. A eficiência energética é hoje um valor estratégico e um passo essencial para consolidar o Terminal de Contêineres de Paranaguá como referência internacional em inovação e responsabilidade ambiental”, conclui Kayo Zaiats, superintendente de meio ambiente da TCP.

FONTE: Modais em Foco

IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Portos movimentam em julho o maior volume de cargas da história

Em sete meses, movimento atingiu 780,4 milhões de toneladas

Os portos brasileiros registraram, em julho, o maior volume mensal de cargas da história, com 124,7 milhões de toneladas transportadas, sendo 73% de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros. 

Nos primeiros sete meses do ano, os portos atingiram 780,4 milhões de toneladas de cargas, volume 1,76% maior do que o registrado no mesmo período de 2024.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reafirmou que o governo federal tem atuado com a finalidade de ampliar as concessões e fortalecer a infraestrutura nacional. 

“Temos como foco garantir segurança jurídica e atrair novos investimentos. Essa política, liderada pelo presidente Lula, vem aumentando a capacidade dos portos e fortalecendo as exportações do Brasil”, afirmou em nota. 

De acordo com Sílvio Costa Filho, “a ampliação da capacidade de nossos portos é fundamental para a economia nacional”.

A principal carga transportada foi de granéis sólidos (minerais e vegetais), com mais de 76,6 milhões de toneladas. Todos os tipos de carga tiveram aumento em julho, em relação aos números registrados no mesmo mês em 2024.

“Granéis líquidos [especialmente combustíveis] tiveram um aumento de 6%, enquanto a movimentação de granéis sólidos aumentou quase 4%. O crescimento de carga em contêineres foi de 3% no período e o volume de carga geral foi 0,9% superior ao registrado em julho do ano passado”, informou o ministério.

Fonte: Agência Brasil

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Portos

Por que concessão de porto em SC foi prorrogada até 2061

A delegação do Porto de São Francisco do Sul ao governo de Santa Catarina foi prorrogada e vai se estender até 2061. São mais 25 anos de concessão ao Estado a partir de 2036, quando venceria o atual prazo, assinado na prorrogação anterior, válida desde 2011. A portaria, assinada pelo Ministério dos Portos e governo do Estado, além da Antaq e SCPar, foi publicada nesta semana. A ampliação do prazo tem a ver com a modelagem para o aprofundamento do canal externo da baía da Babitonga.

O Porto de São Francisco do Sul é delegado pela União ao governo do Estado desde a fundação, em 1955. Desde 2017, a gestão está com a SCPar, também ligada ao Estado. A nova prorrogação, agora confirmada, começou a ser tratada no ano passado, quando foi definida a modelagem para bancar o aprofundamento do canal da Babitonga, em acesso aos portos de São Francisco do Sul e Itapoá.

Pela modelagem montada para custear a dragagem do canal, o que permitirá o acesso de cargueiros de maior porte, o Porto Itapoá banca as obras por meio de antecipação das tarifas portuárias pagas ao Porto de São Francisco do Sul, a autoridade portuária no complexo. A “devolução” ocorrerá em torno de 12 anos, a partir da realização das obras. A dragagem, ainda a ser licitada, deve começar em 2025.

O Porto Itapoá bancará as obras por meio de antecipação das tarifas portuárias pagas ao Porto de São Francisco do Sul, a autoridade portuária no complexo. A “devolução” ocorrerá em torno de 12 anos, a partir da realização das obras. A dragagem, com custo de R$ 324 milhões, já foi licitada e está em fase de projeto executivo, com início das obras até o começo de 2026. O prazo maior da delegação dá mais segurança ao convênio entre os dois portos, afinal, até o final do contrato, a autoridade portuária, o Porto de São Francisco do Sul, será a mesma.

Fonte: NSC Total

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Portos

Portos do Paraná registram maior movimentação de agosto da série histórica

Exportações de milho crescem 1.043% e impulsionam resultado positivo

A movimentação de cargas nos portos paranaenses atingiu, em agosto de 2025, o maior volume já registrado para o mês, de acordo com a média histórica. Conforme relatório mensal da Diretoria de Operações, foram movimentadas 7.077.439 toneladas de produtos exportados e importados, número 3% superior ao de agosto de 2024.

No acumulado entre janeiro e agosto, o resultado é ainda mais expressivo: 48.648.592 toneladas, um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior que atingiu 46.367.569 toneladas.

“Esse crescimento no envio e recebimento de cargas ocorre graças aos investimentos que estamos fazendo na infraestrutura, à gestão e ao planejamento de trabalho iniciados em 2019”, ressalta Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

Segundo as estatísticas da empresa pública, o volume médio de cargas nos portos de Paranaguá e Antonina deve permanecer próximo das 6 milhões toneladas até dezembro, o que abre espaço para que a movimentação anual supere o recorde anterior. A expectativa é atingir a marca de 70 milhões de toneladas em dezembro de 2025.

Destaques de agosto

O milho foi o principal produto do mês, com 833.052 toneladas embarcadas — alta de 1.043% em relação a agosto de 2024 (72,9 mil toneladas). No acumulado do ano, o crescimento foi de 261%, passando de 581,7 mil toneladas em 2024 para 2,09 milhões em 2025. O milho representou 12% da movimentação de agosto e 13% do total anual.

A safra recorde brasileira e o surgimento de novos compradores internacionais favoreceram esse aumento significativo nas exportações.

As cargas conteinerizadas apresentaram alta de 11%, passando de 787,8 mil toneladas (ago/24) para 875,6 mil toneladas (ago/25).

Outros produtos também registraram alta nas exportações em agosto, como óleo vegetal, com aumento de 19% na comparação com o mesmo mês de 2024. No acumulado, a alta foi de 50%.

O envio de derivados de petróleo aumentou 74% em relação ao ano anterior, e a celulose cresceu 58% em agosto, acumulando 24% a mais no período anual.

Já o açúcar ensacado apresentou elevação de 7%. As vendas externas, que estavam estagnadas em razão da baixa produção de cana-de-açúcar causada por intempéries climáticas, começam a se reposicionar no mercado.

Importações

O volume total de produtos importados se manteve estável em agosto frente a 2024, mas apresentou alta de 5% no acumulado do ano.

“O desempenho demonstra equilíbrio entre exportações e importações. Esse avanço está diretamente ligado à infraestrutura portuária, como o aumento de calado, que permite maior carregamento nos navios”, explica Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias.

O desembarque de componentes para a produção de solventes e derivados de petróleo teve bom desempenho em agosto, com altas de 34% e 16%, respectivamente.

A cevada soma, no acumulado de 2025, um crescimento de 87%. A forte demanda está associada às indústrias cervejeiras e a uma grande maltaria instalada na região dos Campos Gerais.

Situação semelhante ocorreu com os fertilizantes, que registraram recuo em agosto, mas acumularam alta de 10% no ano, representando 16% de todas as importações.

Balança cambial

Apesar das oscilações do dólar, a balança cambial se manteve estável em relação ao mesmo período de 2024 devido a grande safra brasileira e a demanda internacional. Em alguns momentos, a leve valorização do Real frente ao Dólar, acabou amenizando a diferença entre o preço pago pelo produto e a expectativa dos produtores

Fonte: Portos do Paraná

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Portos

Super Terminais recebe aval para instalar porto flutuante em Itacoatiara

A Super Terminais recebeu autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para operar um porto flutuante voltado ao transbordo de grãos em Itacoatiara.

A decisão foi unânime entre os diretores da agência, mas a empresa ainda precisa formalizar contrato com o Ministério de Portos e Aeroportos para iniciar as operações.

O relator do processo, Wilson Pereira de Lima Filho, avaliou que o terminal está dentro das normas legais, tem condições técnicas para funcionar e não traz riscos de disputa entre empresas nem problemas ambientais.

A estrutura foi classificada como um Terminal de Uso Privado (TUP) e terá condições de receber navios graneleiros do tipo Panamax, comuns no transporte internacional de cargas.

A Antaq chegou a abrir prazo para que outras empresas apresentassem propostas, mas nenhuma manifestou interesse, deixando a Super Terminais como única habilitada.

Como funcionará o porto flutuante

O projeto, chamado “Super Terminais Itacoatiara”, contará com um píer flutuante de 240 metros e três guindastes.

As operações do terminal serão dedicadas apenas ao transbordo de grãos entre navios e barcaças, sem necessidade de armazenar as cargas. A previsão é movimentar cerca de 2,5 toneladas por hora, com um investimento estimado em R$ 126 milhões.

O objetivo do projeto é ampliar as rotas logísticas pelo Arco Norte e fortalecer as exportações de grãos, tornando o transporte mais ágil e eficiente.

O modelo de porto flutuante já havia mostrado sua importância em 2024, quando a seca histórica do Rio Amazonas dificultou a navegação.

Naquele período, as cargas vindas do Atlântico eram transferidas em Itacoatiara para barcaças menores, o que garantiu o abastecimento do Polo Industrial de Manaus.

Essa adaptação no transporte também impulsionou a construção de embarcações de menor calado, capazes de operar mesmo com níveis baixos dos rios.

Como resultado, as empresas do setor naval registraram um aumento de 405% no faturamento em janeiro deste ano.

Fonte: Real Time1

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Portos

Portos RS acelera recuperação dos canais

Após os eventos climáticos extremos de 2024 e 2025, que provocaram severo assoreamento em diversos trechos da hidrovia estadual, a Portos RS iniciou uma força-tarefa para restaurar a navegabilidade e garantir o escoamento de cargas estratégicas para a economia gaúcha.

Atualmente o principal foco da operação emergencial é o Canal da Feitoria, considerado o maior gargalo logístico do Estado no momento. Um levantamento técnico identificou estreitamento crítico no canal, impedindo a passagem de embarcações de grande porte (acima de 150m de comprimento e 25 de largura), e comprometendo ainda mais as cadeias produtivas ligadas a fertilizantes, cevada cervejeira, sebo bovino, transformadores e insumos químicos.

Neste sentido, a contratação emergencial para dragagem do Canal da Feitoria foi aberta em 21 de agosto, com prazo para envio de propostas até o dia 31. A expectativa é que a obra recupere a profundidade operacional do canal, já nas primeiras etapas, e restabeleça a navegação comercial de navios de grande porte considerada vital para a competitividade da indústria local mesmo antes da finalização completa da obra.

Além do Feitoria, outras frentes de trabalho estão em andamento. O Canal de Itapuã teve sua dragagem concluída em maio, com a retirada de 181 mil metros cúbicos de sedimentos. Na Bacia do Guaíba, os canais Pedras Brancas e Leitão já avançaram significativamente. O primeiro está com 73% da dragagem concluída, totalizando 258.730,72 m³ de sedimentos removidos. O segundo alcançou 62%, com 535.121,04 m³ dragados. No Delta do Jacuí, o Canal Furadinho tem início previsto para setembro, enquanto o Canal São Gonçalo deve começar ainda em agosto.
Ao todo, a Portos RS é responsável por 21 canais hidroviários, com extensão superior a 90 km. A recuperação da hidrovia é considerada estratégica para evitar prejuízos à indústria, preservar empregos e garantir a geração de renda em diversas regiões do Estado.

Fonte: Portos RS

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Portos

Moegão da Portos do Paraná alcança 67% de conclusão

A maior obra pública portuária do Brasil, o Moegão, atingiu 67% de execução geral nesta semana. Somente a parte civil, por exemplo, já chegou a 76,8% dos trabalhos concluídos. Na parte mecânica, foram 71,7% de avanço e na parte elétrica, 35,6% já foi realizado. O terminal terá capacidade para descarregar 180 vagões a cada cinco horas e vai conectar 11 estruturas portuárias, além de reduzir os cruzamentos de linhas férreas na cidade de Paranaguá.

O novo complexo é formado por moegas ferroviárias, sistema de transporte vertical (elevadores de canecas), sistema de transporte horizontal (correias transportadoras), sistema de transferência de produto (torres de transferência), sistema de alimentação dos terminais (torres de alimentação), balanças (ferroviárias e integradoras), utilidades, prédio administrativo e prédio de manutenção. Nas próximas semanas, a ideia é finalizar a parte pré-moldada das Torres 5 e 9, concluir a fundação dos prédios administrativos e avançar na montagem da parte mecânica e elétrica.

Atualmente o Moegão avança com a instalação das estruturas que farão todo o complexo funcionar, como as galerias aéreas. No interior de cada um estão sendo instaladas três esteiras transportadoras, cada uma com capacidade para levar até 2.000 toneladas por hora de grãos vegetais. 

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está aplicando mais de R$ 650 milhões, a partir de recursos próprios e de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Atualmente, em média, 550 vagões podem ser descarregados diariamente no Corex. Com o Moegão, o descarregamento será padronizado em um único espaço, que terá condições de recepcionar até 900 vagões por dia.

Como não haverá mais a entrada de vagões dentro dos terminais, as manobras, que hoje são necessárias para o descarregamento, deixarão de existir, reduzindo sensivelmente as interrupções no trânsito da cidade. O número de cruzamentos com interrupções cairá de 16 para cinco. Cada terminal é responsável por fazer a interligação até o receptivo do Moegão. A previsão da entrega é dezembro de 2025, com operação prevista para o início de 2026.

“O Moegão é uma estrutura que impressiona pelo tamanho e pela complexidade de engenharia. A obra segue o cronograma, não temos qualquer atraso, e a perspectiva é de entregar o complexo no final deste ano”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O Moegão poderá receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano para atender os terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex). Essa quantidade é maior que a média anual de exportação do Corex, pois já prevê a ampliação do modal ferroviário em direção ao litoral paranaense por meio da nova Ferroeste e dos investimentos na Malha Sul.

“Essas mudanças vão acontecer em breve. O nosso porto já se prepara para as mercadorias das próximas décadas”, explica Garcia. “O Moegão é uma obra que prepara o Porto de Paranaguá para o futuro e ainda promoverá um equilíbrio com o modal rodoviário, que se manterá como uma opção forte de transporte até os portos paranaenses”.

Ao mesmo tempo, o Moegão exercerá um papel crucial para os novos terminais que fazem parte das áreas arrendáveis do Porto de Paranaguá – PARs 14, 15 e 25 –, já leiloados e que aguardam as tramitações legais para a assinatura do contrato e do termo de posse. Parte dos investimentos (R$ 1,1 bilhão) a serem feitos pelos arrendatários terá como destino a construção da primeira fase do Píer em “T”. Mais R$ 1 bilhão será aplicado pelo Governo do Estado.

A unidade, que contará com quatro berços, vai permitir que o Corex triplique a velocidade média de carregamento dos navios — passando de 3 mil para 8 mil toneladas movimentadas por hora.

O gerente da Cotriguaçu, Rodrigo Buffara, representante da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), comentou que a Cotriguaçu já contratou a interligação ao eixo principal do Moegão. “Visamos maximizar o recebimento ferroviário, onde fica, na nossa visão técnica, a grande evolução do corredor de exportação, gerando um aumento de descarga ferroviária. Estamos juntos neste processo para somar”, afirmou.

Fonte: Governo do Estado do Paraná

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Portos

Em reunião com Jorginho Mello, Coamo anuncia o oitavo porto de Santa Catarina

O governador Jorginho Mello recebeu nesta segunda-feira, 25, executivos da cooperativa Coamo, do Paraná, para uma reunião onde foi feito o anúncio de um oitavo porto em Santa Catarina. A intenção é começar a operar o terminal em Itapoá no começo de 2030. O grupo está investindo R$ 3 bilhões no espaço de 43 hectares que vai contar com três berços de atracação com previsão de movimentar 11 milhões de toneladas por ano.

“Eu não tenho dúvida que será um passo gigantesco para Santa Catarina. Nós vamos para esse o oitavo porto. Veja bem o tamanho que nós somos e a quantidade de portos. Nós somos o campeão do Brasil. Isso para Santa Catarina é música. É por isso que eu digo que vale a pena a gente trabalhar muito e sério, que os resultados acontecem. É um grande investimento, uma transformação somando com a Baía da Babitonga que nós vamos dragar lá em São Francisco. Isso é um corredor de importação e principalmente de exportação. É uma conquista maiúscula de Santa Catarina”, afirmou o governador. 

A Coamo já opera no Porto de Paranaguá, no Paraná, mas sofre com frequentes filas para escoar a produção de grãos como soja, milho e trigo, fruto do trabalho de 32 mil cooperados. O presidente da cooperativa Airton Galinari revelou que o ambiente de negócios de Santa Catarina foi fundamental para a escolha do local para a instalação do novo terminal que vai contar com terminais de GLP, granéis, líquidos combustíveis e fertilizantes. Ele destacou as iniciativas do Governo do Estado com o aumento da profundidade da Baía da Babitonga e com as duplicações da SC-416 e SC-417.

“Esse é um sonho dos nossos produtores. Nós já temos dois terminais em Paranaguá, onde escoamos quase 5 milhões de toneladas por ano. É o maior exportador do Paraná já, é a maior empresa do Paraná também. E sentimos a necessidade dessa expansão porque tem negócios que realmente a gente não consegue fazer. Aqui já é um projeto diferente, é um projeto que nós estamos trabalhando já há quase 10 anos. E os projetos que estão em andamento em SC de duplicação das rodovias já daria essa malha de atendimento, que é fundamental para que a gente possa ter esse escoamento, já que esse terminal pode movimentar até mil caminhões por dia. Então isso nos motiva realmente a escolher Itapoá para esse grande investimento”, explicou o executivo Airton Galinari.

A previsão é de que sejam contratados 2 mil trabalhadores para as obras e que a operação do porto quando pronto gere 1.000 vagas de emprego. O secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, argumenta que a novidade é resultado da vocação catarinense para a logística.

“O impacto é muito significativo, Santa Catarina já era o único estado do Brasil que tinha seis portos, agora nós podemos falar que Santa Catarina vai ter oito portos, porque o sétimo porto catarinense já está em pré-teste, que é o Terminal Graneleiro de Santa Catarina, o TGSC. E para nossa alegria agora vem a Coamo, maior cooperativa do Brasil, uma cooperativa que que fatura mais de R$ 30 bilhões, que tem muita força no comércio exterior que só no ano passado a balança de exportação foi US$1,9 bilhão, e que traz para Santa Catarina um empreendimento privado que vai gerar 2.000 empregos durante as obras. E que vai gerar mil empregos diretos quando estiver em funcionamento. Isso é muito significativo e prova que a vocação de Santa Catarina para a logística é, sem dúvida alguma, uma situação ímpar em todo o Brasil”, disse o secretário

Fonte: Upiara

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Portos

Cargas de granel sólido lideram nos portos do Arco Amazônico

Destaca-se o crescimento expressivo da movimentação de soja e milho nos últimos dez anos, mostra ATP

A região do Arco Amazônico, que compreende os terminais portuários ao longo do rio Amazonas e seus afluentes — incluindo os localizados abaixo da Baía de Marajó —, vem ganhando cada vez mais relevância no cenário logístico nacional. Com uma movimentação de 87,8 milhões de toneladas em 2024, considerando operações de longo curso e cabotagem, a região registrou um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior, consolidando-se como uma das principais rotas de escoamento de mercadorias no Brasil, em especial das commodities agrícolas, relevantes para o comércio exterior brasileiro. Ressalta-se que, deste montante, aproximadamente 64% foram movimentados por Terminais de Uso Privado (TUPs), o que reforça o protagonismo da iniciativa privada na dinâmica logística da região.

As informações são de levantamento da Coordenação de Pesquisas e Desenvolvimento da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que reúne empresas de grande porte e congrega 70 terminais privados do país. De acordo com a ATP, em 2024, a movimentação portuária do Arco Amazônico, que inclui todos os estados da Região Norte do país, foi liderada por cargas de granel sólido, com destaque para a bauxita 23,9 milhões de toneladas (mi t), soja (17,1 mi t) e milho (13,7 mi t). A carga conteinerizada também apresentou volume expressivo, com 9,9 milhões de toneladas movimentadas. Também passaram pelos terminais portuários da região produtos químicos inorgânicos (5,7 mi t), petróleo e derivados sem óleo bruto (5,2 mi t), adubos e fertilizantes (3,9 mi t) e soda cáustica (1,2 mi t), entre outros. Esses números refletem o perfil diversificado da matriz de cargas transportadas pelos terminais portuários brasileiros, com predominância das commodities minerais e agrícolas.

Nesse cenário, destaca-se o crescimento expressivo da movimentação de soja e milho, que, nos últimos dez anos, acumulou alta de 288,1%, percentual significativamente superior ao observado nas principais rotas tradicionais de exportação. No mesmo período, a movimentação das duas commodities no complexo portuário de Santos (SP) apresentou crescimento de 55,3%, enquanto no complexo de Paranaguá (PR) avançou 17,2%. Em 2024, a movimentação de soja e milho no Arco Amazônico alcançou 30,9 milhões de toneladas, o que corresponde a 22,8% do total nacional de milho e soja movimentado no longo curso e na cabotagem, estimado em 135,3 milhões de toneladas. Esse volume, por si só, reforça o papel estratégico do Arco Amazônico como rota alternativa aos corredores tradicionais.

Para fins de comparação, Santos movimentou aproximadamente 43,9 milhões de toneladas de soja e milho em 2024, equivalente a 32,4% do total nacional, enquanto Paranaguá respondeu por 14,3 milhões de toneladas, ou 10,6%. Juntos, os dois principais portos concentraram 43% da movimentação dessas commodities. Ainda que a soma dos volumes seja superior, o crescimento proporcional e a consolidação do Arco Amazônico como corredor logístico revelam uma mudança significativa na geografia da exportação de grãos no país.

ATP busca fortalecer a navegação

Apesar dos avanços, os anos de 2024 e 2025 têm se mostrado desafiadores para o escoamento de cargas pela região. A estiagem prolongada, com significativa redução nos níveis dos rios, aliada à demora na execução de dragagens de manutenção, resultou em restrições à capacidade de carregamento das embarcações.

Como reflexo direto, a movimentação de soja e milho para longo curso e cabotagem no Arco Amazônico apresentou uma queda de 8,7% apenas nos primeiros cinco meses de 2025, comparando com o mesmo período de 2024, apresentando um volume de 13,3 milhões de toneladas.

Diante desse cenário, a ATP tem intensificado seus esforços para o fortalecimento da navegação na Região Norte. Uma das iniciativas de destaque é o projeto da Barra Norte, que busca ampliar o calado autorizado e, com isso, aumentar a eficiência logística da região. Paralelamente, o Comitê de Infraestrutura da ATP tem atuado junto a instituições como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), visando viabilizar dragagens estratégicas, como a no rio Tapajós.

Além disso, a ATP defende ativamente a implementação do modelo de concessões hidroviárias, que prevê a transferência ao concessionário de responsabilidades como os levantamentos hidrográficos, a gestão de tráfego, a manutenção e a sinalização náutica. Essa modelagem busca conferir maior previsibilidade e regularidade à navegação interior, reduzindo a dependência de ações emergenciais e garantindo maior estabilidade ao transporte hidroviário.

Para o presidente da ATP, Murillo Barbosa, a consolidação do Arco Amazônico como rota logística estratégica depende de políticas públicas estruturantes, de parcerias institucionais e de um ambiente regulatório que favoreça investimentos de longo prazo.

“Com sua vocação natural para a navegação interior e sua posição geográfica privilegiada, a região tem todas as condições para seguir ampliando sua participação no escoamento da produção nacional, desde que superados os atuais gargalos operacionais”, afirma Barbosa.

Fonte: Modais em Foco

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