Exportação

China lidera exportações de fertilizantes ao Brasil e pressiona operação no Porto de Paranaguá

A China assumiu a liderança nas exportações de fertilizantes para o Brasil e ultrapassou a Rússia no fornecimento de sulfato de amônio (SAM) e de formulações à base de nitrogênio e fósforo (NP). Entre janeiro e outubro de 2025, o país asiático enviou 9,76 milhões de toneladas desses produtos, segundo o boletim Insumos CNA, divulgado nesta terça-feira (2).

Porto de Paranaguá registra filas e aumento de custos operacionais
O avanço acelerado das importações de fertilizantes chineses em um período curto gerou filas recordes de navios no Porto de Paranaguá (PR) ao longo de 2025. O tempo médio de espera para o desembarque chegou a 60 dias, pressionando custos logísticos e elevando a complexidade da operação portuária.

Rússia mantém papel estratégico no fornecimento ao Brasil
Apesar de perder a liderança, a Rússia segue como fornecedor crucial. De janeiro a outubro de 2025, o país embarcou 9,72 milhões de toneladas de fertilizantes ao Brasil. Segundo a CNA, as entregas totais no mercado brasileiro registraram alta de 9% até agosto, indicando demanda aquecida do setor agropecuário.

Projeções apontam para novo recorde em 2025
O estudo aponta que o Brasil pode alcançar um novo recorde de entregas de fertilizantes ainda em 2025. O Rio Grande do Sul deve ter participação relevante nesse resultado, já que o atraso nas compras localmente tende a concentrar mais operações no período final do ano.

Preços e relação de troca seguem pressionados
A CNA avalia que as relações de troca continuam desfavoráveis entre as principais culturas agrícolas e os fertilizantes fosfatados. No mercado de defensivos, foi registrado aumento especialmente no grupo dos fungicidas, impulsionado pelas demandas da cultura da soja.

FONTE: Plox Economia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Portos

TCP atinge 1,5 milhão de TEUs antes do previsto e confirma ritmo de crescimento

A TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá ultrapassou, na madrugada desta sexta-feira (28), a marca de 1,5 milhão de TEUs movimentados em 2025. O volume foi alcançado 20 dias antes do registrado em 2024, quando o terminal se tornou o terceiro maior do país a atingir esse patamar anual.

O novo recorde ocorreu durante as operações do porta-contêineres CMA CGM Rodolphe, navio de 299 metros de comprimento, 48 metros de largura e capacidade para 9.400 TEUs.

Segundo o superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein, o desempenho confirma a tendência de evolução: “Atingir 1,5 milhão de TEUs ainda em novembro está alinhado à nossa projeção de crescimento de 5% neste ano e demonstra o alto nível de eficiência do Terminal”.

Exportações e importações avançam

Entre janeiro e outubro, a TCP registrou 557.755 TEUs exportados, alta de 5%, puxada principalmente pelo agronegócio — carnes, congelados, madeira, feijão e gergelim. No sentido inverso, as importações somaram 546.880 TEUs, 2% acima do ano anterior, com destaque para os segmentos automotivo, químico, eletrônicos e maquinário.

Ampliação do calado aumenta capacidade dos navios

Em novembro, a Portos do Paraná homologou a portaria nº 224/2025, ampliando o calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá de 12,80 para 13,30 metros. A mudança contou com estudos de simulação realizados pela TCP na USP e permite que cada navio transporte, em média, 400 TEUs adicionais.

Com as obras de derrocagem concluídas, a profundidade operacional já passou por três revisões desde 2024, saltando de 12,10 para 13,30 metros — incremento equivalente a 960 TEUs extras por embarcação.

Investimentos impulsionam desempenho

Nos últimos cinco anos, a TCP aportou mais de R$ 500 milhões em infraestrutura e equipamentos. Entre as entregas recentes estão:

  • Subestação elétrica isolada a gás concluída em 2023, apoiando o plano de descarbonização.
  • Inauguração, em 2024, do maior pátio reefer da América do Sul, com 5.268 tomadas.
  • Participação de 44% nas exportações de carne de frango e de 30% nas de carne bovina em 2025.
  • Certificação I-REC pelo uso de energia 100% renovável desde 2022.
  • Projeto piloto de eletrificação de RTGs, com redução de 97% das emissões por equipamento.
  • Aquisição de 17 Terminal Tractors (TT) e 11 guindastes RTG, formando o maior parque de máquinas entre os terminais brasileiros (69 TTs e 40 RTGs).

Para Stein, os resultados comprovam a eficácia da estratégia: “Seguiremos investindo para tornar o Terminal de Contêineres de Paranaguá uma referência global em eficiência logística”.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

TCP aumenta calado operacional em Paranaguá e ganha capacidade para embarcar 400 TEUs extras por navio

A TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá passou a operar com calado de 13,30 metros, ampliação que permite o embarque de até 400 TEUs adicionais por navio cheio. A mudança foi oficializada pela Portos do Paraná, por meio da Portaria nº 224/2025, após aprovação da Marinha do Brasil e da Praticagem. A atualização se baseia em estudos de simulação contratados pela empresa e realizados em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), após a conclusão da última campanha de derrocagem do canal.

Novos limites variam conforme tamanho dos navios
As regras atualizadas definem dois cenários de operação — maré zero e maré positiva. Para embarcações de até 300 metros (LOA), o calado passa de 12,80 para 13,00 metros em maré zero, podendo chegar a 13,30 metros com 30 cm de maré positiva.
Navios entre 336 e 366 metros mantêm 12,80 metros em maré zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 cm de maré positiva, atingindo 13,30 metros quando a maré alcança 50 cm. São índices superiores aos dos terminais catarinenses, que operam entre 11,00 m e 12,20 m, dependendo do porte das embarcações.

Ganho direto de eficiência e ampliação da capacidade
O superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein, explica que o novo calado permite transportar mais carga por viagem, ampliando a eficiência de armadores, importadores e exportadores, sem aumento de custos operacionais. Segundo ele, a conquista é resultado de um trabalho robusto de engenharia náutica para garantir segurança nas operações.

A TCP já recebe navios de 366 metros desde janeiro de 2024, quando o MSC Natasha XIII atracou no terminal — o primeiro porta-contêineres desse porte em operação no Brasil. Com a nova profundidade autorizada, navios dessa classe passam a operar com capacidade plena e maior regularidade.

Estudos técnicos garantem precisão e segurança
A análise técnica foi conduzida pelo Centro de Simulação e Treinamento em Manobras Marítimas da USP, utilizando modelagem avançada e simuladores de alta precisão. Foram avaliados cenários de atracação e desatracação em diferentes condições de maré, vento e corrente, incluindo embarcações de até 368 metros e 51 metros de boca.

Os estudos recomendaram a instalação de um novo sensor nos marégrafos, investimento feito pela TCP em parceria com a Paranaguá Pilots. A modernização aumenta a confiabilidade dos dados e melhora a definição das janelas de atracação, ampliando a segurança da navegação. Para o presidente do Sindicato dos Práticos, Julio Verner, o avanço coloca Paranaguá na rota dos grandes navios da nova geração.

Infraestrutura ampliada sustenta avanço do calado
Desde 2024, o canal de acesso passou de 12,10 para 12,80 metros em maré zero após a remoção de 20 mil m³ de rochas na região das Pedras Palanganas. O material foi reutilizado em obras públicas da região, em um processo acompanhado por monitoramentos ambientais.

Segundo Gabriel Perdonsini Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná, o aumento do calado amplia a competitividade do porto e reforça o desempenho positivo na movimentação de cargas.

Concessão do canal prevê profundidade de até 15,5 metros
O avanço ocorre em meio à transformação estrutural do canal de acesso. A concessão realizada em outubro prevê ampliar a profundidade para 15,5 metros nos primeiros cinco anos, além de aprimorar a sinalização náutica, realizar novas dragagens e modernizar a infraestrutura aquaviária. O investimento total é estimado em R$ 1,23 bilhão, acompanhado de redução de 12,63% na taxa Inframar, condicionada ao cumprimento de metas contratuais.

Para Stein, o novo limite de calado já traz ganhos imediatos e prepara Paranaguá para receber navios ainda maiores, alinhando o porto às tendências globais.

TCP fecha semestre com 744 mil TEUs e reforça protagonismo regional
A TCP encerrou o primeiro semestre de 2025 com 744.650 TEUs movimentados, mantendo-se como o maior terminal de contêineres do Sul e o terceiro maior do país, segundo dados da ANTAQ. A ampliação do calado consolida sua posição como hub estratégico do comércio exterior brasileiro e fortalece sua capacidade de operar embarcações de grande porte.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Exportação

Soja lidera exportações no Paraná e responde por 21% da movimentação anual

A soja em grão segue como a principal commodity agrícola movimentada pelos portos do Paraná entre janeiro e outubro deste ano. Segundo o relatório operacional da Portos do Paraná, foram embarcadas 13 milhões de toneladas, volume que corresponde a 21,2% de toda a carga movimentada em 2025. Em valor FOB, esse montante somou US$ 5,2 bilhões.

O Brasil mantém a liderança global na exportação do produto, e o Porto de Paranaguá tem papel central nesse cenário. Nada menos que 91% da soja exportada por Paranaguá teve como destino o mercado chinês. O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirmou que a tendência é de continuidade no ritmo elevado de embarques nos próximos meses.

Crescimento expressivo em outubro
O desempenho de outubro reforça a força do segmento: o porto registrou aumento de 60% na movimentação de soja em comparação com o mesmo mês do ano passado — saltando de 508.876 toneladas para 815.327 toneladas. Atualmente, 15 terminais estão aptos a operar o produto no estado.

Entre os fatores que elevaram as exportações estão a safra recorde brasileira e a demanda crescente da China, que reduziu drasticamente as compras dos Estados Unidos por causa das disputas tarifárias.

Avanço do complexo soja
No farelo de soja, Paranaguá ocupa posição de destaque nacional: o porto responde por 28% das exportações brasileiras. De janeiro a outubro, foram movimentadas 5,5 milhões de toneladas, avaliadas em US$ 1,8 bilhão, com crescimento de 3% frente ao ano anterior. Países como Holanda, França, Espanha e Coreia do Sul lideram as importações do produto, usado principalmente na produção de ração.

O porto também é o líder brasileiro na exportação de óleo de soja, responsável por 63% do total nacional até outubro, com mais de 860 mil toneladas embarcadas para diversos mercados. O óleo atende indústrias alimentícia, farmacêutica, química, têxtil, entre outras.

Capacidade ampliada com novas obras
Para atender ao aumento da demanda, o Porto de Paranaguá prepara uma série de investimentos. A construção do Moegão, a maior obra portuária pública em andamento no país, está prevista para janeiro de 2026. O projeto vai centralizar o descarregamento ferroviário de granéis sólidos e conectar 11 terminais por meio de correias transportadoras.

Hoje, cerca de 550 vagões são descarregados por dia. Com o novo sistema, a capacidade deve subir para 900 vagões diários. A estimativa é que o Moegão receba 24 milhões de toneladas por ano, impulsionando especialmente o escoamento da soja.

Outro projeto estratégico é o Píer em ‘T’, que incluirá quatro novos berços e um sistema de carregamento ultrarrápido. Enquanto os equipamentos atuais carregam cerca de três mil toneladas por hora, a nova estrutura poderá movimentar até oito mil toneladas por hora.

Navios maiores e maior eficiência
O Porto de Paranaguá também será beneficiado pelo aprofundamento do canal de acesso, previsto no contrato de concessão firmado após leilão na B3. O calado passará dos atuais 13,3 metros para 15,5 metros em até cinco anos, permitindo a operação de navios maiores.

Esse ganho de profundidade possibilitará que cada embarcação transporte 14 mil toneladas adicionais de granéis sólidos sem custo extra. A mudança deve ampliar a competitividade do porto, reduzir o tempo de operação e aumentar a segurança das manobras.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Geely EX2 desembarca no Brasil e reforça expansão de veículos elétricos pelo porto de Paranaguá

O Geely EX2, hatchback elétrico que ocupa o topo das vendas na China, já está em solo brasileiro. O modelo chegou ao Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) em outubro, marcando a segunda operação da montadora no país. A aposta combina design marcante, tecnologia inteligente e uso prático, reforçando o avanço da marca no competitivo mercado de veículos elétricos.

Operação logística no porto de Paranaguá
Os carros desembarcaram em 17 de outubro, transportados pelo navio Gold Xing, do tipo ro-ro. A operação, coordenada pela TCP, utilizou o dolphin do berço 218, estrutura dedicada à atracação de embarcações de transporte de veículos. A partir desse ponto, os automóveis seguiram pelas rampas do navio com seus próprios meios até o pátio do terminal, em um fluxo operacional contínuo e seguro.

Expansão da parceria entre TCP e Geely
Depois da chegada do Geely EX5 em junho, o novo desembarque do EX2 reforça a parceria logística entre as empresas. A TCP destaca sua expertise no segmento e a padronização de processos, evidenciando a eficiência na recepção de veículos elétricos e demais cargas rolantes.

Capacidade multimodal e operações diversificadas
Além de automóveis, o terminal é preparado para receber carga projeto de maior porte, como ônibus, tratores e colheitadeiras. A versatilidade operacional consolida o TCP como um hub multimodal, pronto para atender diferentes necessidades logísticas com agilidade e infraestrutura robusta.

Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP, afirma que a continuidade das operações com a Geely confirma a confiança da marca no terminal. Segundo ele, o avanço da parceria após a operação bem-sucedida com o EX5 demonstra o compromisso da companhia em oferecer soluções completas, modernas e personalizadas, alinhadas às demandas do mercado.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Porto de Paranaguá recebe imagem de Nossa Senhora do Rocio com homenagens e procissão no cais

O Porto de Paranaguá recebeu a imagem de Nossa Senhora do Rocio, Padroeira do Paraná. A santa percorreu diversos setores do Palácio Taguaré, incluindo a sede administrativa e áreas internas, onde foi recebida com orações e manifestações de devoção pelos colaboradores.

O diretor Empresarial da Portos do Paraná, Felipe Gama, destacou a importância simbólica da visita. Segundo ele, as bênçãos da padroeira representam proteção e continuidade do trabalho desenvolvido no porto, que também a reconhece como sua protetora.

Cerimônia de bênçãos reúne funcionários

A visita contou com a presença do bispo de Paranaguá, Dom Paulo Alves Romão, acompanhado pelo reitor do Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio, padre Dirson Gonçalves, e outros religiosos. Eles conduziram uma breve celebração, com a bênção de crachás, pães e medalhas dos trabalhadores.

A assessora de Planejamento Estratégico, Renata Aguiar, registrou o momento com fotos e relatou graças que atribui à intercessão da padroeira. Entre elas, a aprovação do filho no vestibular de medicina, cuja formatura ocorrerá no próximo ano.

Procissão pelo porto emociona trabalhadores

Após a passagem pelos setores administrativos, a imagem peregrina seguiu em carreata até a Guarda Portuária, passando pelo Palácio Dom Pedro II e avançando rumo ao cais. Para o reitor Dirson Gonçalves, que participa da visita há sete anos, o momento ao chegar próximo aos navios é sempre especial.

Às 15h, a imagem acessou o cais posicionada em um andor sobre uma viatura da Guarda Portuária. Os navios ancorados saudaram a padroeira com apitos sonoros, repetidos ao longo do trajeto. O diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, ressaltou a sensibilidade da homenagem, inclusive por parte de tripulantes que não compartilham da mesma fé, mas demonstraram respeito.

A última parada ocorreu no costado do berço 219, onde portuários registraram novos agradecimentos e fotografias.

Tradição que atravessa séculos

A devoção a Nossa Senhora do Rocio remonta ao século XVII, quando pescadores encontraram uma pequena imagem flutuando na Baía de Paranaguá, na região conhecida como Rocio — termo de origem espanhola que significa “orvalho”, símbolo de bênçãos e proteção.

O achado ocorreu em um período de dificuldades para a comunidade local e foi interpretado como um sinal divino. Uma ermida foi erguida no local e, com o tempo, a devoção se espalhou por todo o Paraná. Milhares de fiéis passaram a relatar graças alcançadas por intercessão da santa. Em 1977, Nossa Senhora do Rocio foi oficialmente proclamada Padroeira do Estado do Paraná, por decisão do Papa Paulo VI.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Paranaguá amplia calado e se prepara para receber navios porta-contêineres maiores

O Porto de Paranaguá, um dos principais terminais de contêineres do Brasil, anunciou a ampliação do calado operacional para navios porta-contêineres. A profundidade, que antes era de 12,8 metros, passou para 13,3 metros nos berços 216 e 218, permitindo que as embarcações deixem o porto mais carregadas e com maior eficiência logística.

O calado representa a distância entre a superfície da água e a parte mais profunda do navio, conhecida como quilha. Segundo a Portos do Paraná, a nova medida foi autorizada pela Marinha do Brasil e pela praticagem local, e publicada pela portaria nº 224/2025 da Norma de Tráfego Marítimo e Permanência.

Porto se prepara para receber mega-navios

“Com este aumento, queremos atrair navios de grande porte, como os de 366 metros de comprimento, que poderão sair de Paranaguá ainda mais carregados”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A estimativa é que os 50 centímetros adicionais de calado permitam o embarque de cerca de 400 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) extras por navio, o que representa maior capacidade de transporte sem aumento de custos operacionais.

As obras de derrocagem, finalizadas em 2024, e os investimentos contínuos em dragagem, foram essenciais para alcançar essa ampliação — mais um passo dentro do plano de modernização portuária do estado.

Concessão prevê novas melhorias no canal de acesso

Em outubro, o governo realizou o leilão do canal de acesso aos portos paranaenses, vencido pelo Consórcio Canal da Galheta Dragagem, formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV.

O contrato, válido por 25 anos, prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão nos cinco primeiros anos, com foco em dragagem, derrocagem, sinalização e modernização do canal de acesso. Uma das metas é ampliar o calado para 15,5 metros, garantindo condições para operação de navios ainda maiores.

A concessão também estabelece um desconto de 12,63% na taxa Inframar, cobrada das embarcações, até que o consórcio conclua as melhorias exigidas em edital.

Avanços contínuos na navegação de granéis

A última atualização da Norma de Tráfego, em setembro, já havia autorizado o aumento de calado para navios que transportam granéis sólidos, como soja, milho, farelo e açúcar.

A Portaria nº 188/2025 passou a valer em 17 de setembro e incluiu os berços 201, 202, 204, 209, 211, 212 e 213. A decisão foi possível após a remoção da ponta da Pedra da Palangana e a atualização da sinalização do canal de acesso, com base em simulações de manobras seguras que permitem saídas sem restrição de maré ou corrente.

Com os avanços recentes, o Porto de Paranaguá consolida sua posição como um dos mais modernos e competitivos da América do Sul, reforçando sua importância nas exportações brasileiras e na logística internacional.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Portos

TCP anuncia novos superintendentes e reforça liderança estratégica no Terminal de Paranaguá

A TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá) anunciou, em outubro, a nomeação de dois novos superintendentes que passam a integrar a alta gestão da companhia. Kayo Zaiats assume o cargo de Chief Safety Officer (CSO), enquanto Rafael Stein passa a atuar como General Counsel (GC). As mudanças reforçam o compromisso da empresa com segurança, sustentabilidade e governança corporativa.

Kayo Zaiats assume comando das áreas de SSMA, M&R e Engenharia

Responsável pelas áreas de Saúde, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente (SSMA), Manutenção & Reparos (M&R) e Engenharia, Kayo Zaiats traz uma trajetória sólida dentro da TCP. Formado em Engenharia Elétrica pela UFPR, o novo superintendente iniciou sua carreira na empresa como estagiário em 2014 e atuava, desde 2019, como gerente de SSMA.

Com mais de dez anos de experiência no terminal, Zaiats tem se destacado pela condução de projetos voltados à segurança operacional, sustentabilidade e eficiência energética.

“Assumir essa nova responsabilidade é motivo de grande orgulho e compromisso. Nosso foco é garantir operações cada vez mais seguras, sustentáveis e eficientes, alinhadas às melhores práticas globais do setor portuário”, afirmou.

Rafael Stein lidera áreas Jurídica, Institucional e Regulatória

Rafael Stein, nomeado General Counsel, passa a comandar as áreas Jurídica, Institucional e Regulatória. Formado em Direito pela UNIVALI, com especializações em Direito Constitucional (Faculdade Damásio) e Direito Tributário (FGV), o executivo possui mais de 15 anos de experiência no setor portuário e de infraestrutura.

Stein ingressou na TCP em 2021 como gerente jurídico e, após uma trajetória de crescimento interno, chega à superintendência consolidando sua liderança.

“Encaro essa nova fase com entusiasmo e responsabilidade. Nosso objetivo é fortalecer a posição da TCP no mercado e garantir a sustentabilidade do negócio com base em compliance e segurança jurídica”, destacou o executivo.

TCP valoriza talentos internos e visão integrada de gestão

As novas nomeações reforçam a valorização de talentos internos e o fortalecimento das áreas estratégicas da companhia. Com perfis técnicos e visão de longo prazo, Zaiats e Stein representam a busca da TCP por excelência operacional, inovação e crescimento sustentável, alinhados aos padrões globais da China Merchants Port (CMPort), controladora do terminal.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Governo fecha acordo de R$ 1,5 bilhão com grupo chinês para ampliar Porto de Paranaguá

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou um acordo de investimento de R$ 1,5 bilhão com o grupo chinês CMPort para a expansão do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), no Paraná. O compromisso foi firmado nesta quarta-feira (5), em Xangai, durante uma reunião entre o secretário Nacional de Portos, Alex Avila, e o CEO da CMPort, Xu Song.

A CMPort é uma das maiores companhias do setor portuário mundial, com presença em 52 portos de 26 países. O investimento será aplicado nos próximos anos, com foco em aumentar a capacidade de armazenagem e movimentação de cargas do terminal paranaense.

“Com os novos aportes, o Terminal de Contêineres de Paranaguá se consolidará como um dos mais relevantes do Brasil”, afirmou Alex Avila.

O executivo chinês Xu Song destacou o interesse do grupo em ampliar os investimentos no Brasil, reforçando a confiança na parceria entre os dois países.

Missão oficial na China

A assinatura do acordo encerrou uma agenda de três dias do secretário Alex Avila na China. Além da negociação, a missão teve como objetivo aprofundar o conhecimento sobre a tecnologia e a logística portuária chinesa, considerada uma das mais avançadas do mundo.

Visita ao Porto Seco de Shenzhen

Durante a visita, a comitiva conheceu o Porto Seco de Shenzhen, uma área logística da CMPort com mais de 420 mil metros quadrados. O espaço funciona como base de apoio para o armazenamento, transporte e exportação de produtos, integrando diversos serviços como gestão de cadeia de suprimentos, transporte rodoviário, serviços aduaneiros e soluções inteligentes.

“Pudemos compreender como a logística chinesa se organiza para receber e distribuir mercadorias globalmente”, explicou o secretário.

Porto de Xangai: referência mundial

A delegação também visitou o Porto de Xangai, reconhecido como o maior porto do mundo em movimentação de contêineres. Há 14 anos consecutivos, ele lidera o ranking global e exerce papel estratégico no comércio internacional, influenciando custos de frete e cadeias de suprimentos.

Em 2023, o porto movimentou mais de 51 milhões de TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés) e deve superar 50 milhões novamente em 2024 — volume superior à soma de todos os portos dos Estados Unidos.

“Observamos operações quase totalmente automatizadas, sem operadores ou caminhões no pátio”, relatou Avila.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Novo modelo de concessão garante dragagem contínua e amplia eficiência do Porto de Paranaguá

Projeto inédito moderniza acesso a portos públicos e aumenta segurança da navegação

O novo modelo de licitação do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR) marca o início de uma fase de modernização para os portos públicos brasileiros. A iniciativa, lançada pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Infra S.A., prevê dragagem contínua e manutenção permanente dos canais de navegação — medida essencial para reforçar a segurança operacional e a previsibilidade do transporte marítimo.

Até então, a gestão dos canais ficava sob responsabilidade de empresas públicas estaduais. Com o novo modelo de concessão portuária, as obrigações passam a ser definidas em edital, garantindo clareza e eficiência na execução das obras. O formato adotado em Paranaguá será replicado em outros importantes terminais, como Santos (SP), Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS).


Aprofundamento do canal amplia capacidade operacional

As intervenções previstas vão aumentar a profundidade do canal de 13,5 para 15,5 metros, possibilitando a entrada de navios de até 366 metros de comprimento. Com isso, o porto poderá movimentar embarcações de maior porte, ampliando sua capacidade de carga de 80 mil para 120 mil toneladas por operação.

Essa modernização trará mais segurança e fluidez nas manobras, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a competitividade do Porto de Paranaguá no comércio internacional.


Retirada da “Pedra da Palangana” melhora navegação

Um dos destaques do projeto é a retirada da Pedra da Palangana, uma formação rochosa que atua como um “quebra-molas natural” no canal, prejudicando o fluxo de embarcações conforme o nível da maré. A remoção será executada em fases, com conclusão estimada em cinco anos, e deve ampliar a bacia de evolução — área de manobra dos navios.

Em 2024, parte do obstáculo já havia sido eliminada, com 20% da estrutura rochosa derrocada, preparando o terreno para as próximas etapas da obra.


Sustentabilidade e descarbonização como pilares

O novo modelo de concessão portuária está alinhado à Política de Sustentabilidade do MPor, que incentiva práticas ambientais responsáveis e ações de descarbonização. O projeto passará por licenciamento ambiental rigoroso, com monitoramento da emissão de gases, qualidade da água, sedimentos e fauna marinha.

A concessionária também deverá adotar medidas de compensação e recuperação ambiental em áreas impactadas, garantindo que o avanço da infraestrutura ocorra de forma ecologicamente responsável.


Tecnologia e gestão inteligente de tráfego marítimo

Entre as inovações previstas está a implantação do VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System), sistema de gerenciamento e monitoramento em tempo real do tráfego marítimo. A tecnologia permite maior segurança na navegação, melhora a proteção ambiental e aumenta a eficiência das operações portuárias, tornando o processo de condução e atracação mais ágil e preciso.


Etapas de execução e cronograma

Nos dois primeiros anos de contrato, a concessionária deverá realizar o mapeamento da topografia submarina, levantamentos hidrográficos e estudos ambientais e de engenharia. A partir do terceiro ano, terão início as obras de alargamento, aprofundamento e derrocagem, até atingir o calado ideal.

Simultaneamente, ocorrerão as dragagens de manutenção e a implantação do sistema de sinalização náutica, assegurando navegabilidade contínua e segura em todo o percurso.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos e da Portos do Paraná.
TEXTO: Redação

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