Portos

Exportações crescem 28,8% em maio e impulsionam movimentação nos portos paranaenses

Impulsionada pelo crescimento das exportações, a Portos do Paraná movimentou 6,12 milhões de toneladas em maio, volume 14,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram movimentadas 5,35 milhões de toneladas. No acumulado de janeiro a maio, a movimentação total alcançou 28,87 milhões de toneladas, resultado 2,4% superior ao do mesmo período do ano passado, que somou 28,19 milhões de toneladas.

“Toda essa movimentação demonstra que os portos paranaenses são altamente competitivos e geram bons resultados para os operadores que atuam aqui. Por isso, seguimos investindo em infraestrutura, modernização de sistemas e capacitação de pessoal. Só assim é possível construir uma logística cada vez mais inteligente e eficiente”, enfatiza o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Nas exportações, a Portos do Paraná alcançou 4,04 milhões de toneladas em maio, cerca de 900 mil toneladas a mais do que no mesmo período de 2025, crescimento de 28,8%. Já as importações somaram 2,07 milhões de toneladas, volume aproximadamente 140 mil toneladas inferior ao registrado no ano anterior.
 

Soja lidera crescimento

O principal produto impulsionador do comércio exterior foi a soja. As 831,8 mil toneladas exportadas em maio de 2025 saltaram para 1,58 milhão de toneladas em maio de 2026, um crescimento de 91%. No acumulado do ano, a commodity registra alta de 29%.

O Porto de Paranaguá é responsável pelo embarque de 14,2% de toda a soja exportada pelo Brasil, com destino principalmente aos mercados da Ásia e do Oriente Médio.

O farelo de soja foi o segundo grande destaque do mês. O volume exportado passou de 628,3 mil toneladas em maio de 2025 para 796 mil toneladas em maio deste ano, crescimento de 27%.

O Porto de Paranaguá é o segundo maior exportador de farelo de soja do Brasil, com participação de 26,5% nas exportações nacionais registradas nos cinco primeiros meses do ano, de acordo com dados do Comex Stat, sistema do Governo Federal que reúne informações sobre o comércio exterior, e do Centro de Estatísticas da Portos do Paraná.


Contêineres e proteínas animais em alta

As cargas exportadas por contêineres registraram aumento de aproximadamente 30 mil toneladas, alcançando 824,3 mil toneladas em maio, crescimento de 4%.

Grande parte desse volume é composto por proteínas animais congeladas. De janeiro até o fim de maio, cerca de 1,5 milhão de toneladas de carnes foram enviadas para mercados como China, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Japão, entre outros países.

Também houve crescimento nas exportações de óleos vegetais, com alta de 53% em maio e de 40% no acumulado do ano. Já a celulose registrou aumento de 5% no período analisado.
 

Importações

Entre as importações, os fertilizantes, principal produto desembarcado pelos portos paranaenses, somaram 825 mil toneladas em maio. O volume representa uma redução de 14% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Por outro lado, as importações por contêineres, segundo principal segmento movimentado nos portos paranaenses, cresceram de 582,1 mil toneladas para 651 mil toneladas em maio, avanço de 12%.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Ler Mais
Portos

Concessões portuárias e infraestrutura aquaviária no Brasil: novo modelo de dragagem avança com o Porto de Paranaguá

A infraestrutura aquaviária brasileira vive um momento de transição importante. Apesar de mais de 95% do comércio exterior do país depender do transporte marítimo, o setor ainda opera, em grande parte, com modelos fragmentados de gestão, baseados em contratos pontuais de dragagem e sujeitos a descontinuidade administrativa.

Nesse contexto, a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá surge como um marco de mudança na política portuária nacional, indicando a adoção de um modelo mais estruturado de gestão de longo prazo.

Novo modelo de concessão substitui contratos pontuais de dragagem

O novo formato de gestão deixa para trás a lógica de contratações esporádicas e passa a enquadrar os canais de acesso dentro de um sistema de concessão portuária, com obrigações contínuas de operação, manutenção e investimento.

No caso de Paranaguá, o contrato prevê cerca de R$ 1,23 bilhão em investimentos ao longo de 25 anos. O projeto inclui dragagem contínua, manutenção permanente e a ampliação do calado operacional para 15,5 metros, com foco em melhorar a navegabilidade dos canais portuários.

Concessão de Paranaguá altera lógica econômica do setor

A principal mudança está no desenho jurídico e econômico do modelo. Em vez de sucessivas licitações para serviços de curto prazo, o Estado transfere a responsabilidade integral do canal à iniciativa privada por meio de uma concessão de longo prazo.

Nesse formato, a remuneração do operador passa a depender do desempenho do ativo, da manutenção do nível de serviço e da realização de investimentos contínuos.

O resultado do leilão reforça a viabilidade do modelo: houve desconto de 12,63% sobre a tarifa de referência e uma outorga inicial de R$ 276 milhões.

Governança da infraestrutura portuária ganha novo padrão

Com a concessão, o canal de acesso deixa de ser tratado apenas como objeto de manutenção eventual e passa a ser considerado um ativo estratégico sob regime de gestão portuária concessionada, com metas, fiscalização e matriz de riscos definida.

Essa abordagem aproxima o Brasil de uma lógica mais moderna de governança da infraestrutura, com foco em planejamento de longo prazo e maior previsibilidade operacional para o setor.

Expansão do modelo para outros portos e hidrovias

A estratégia não se limita ao Porto de Paranaguá. Estudos semelhantes já estão em andamento para o Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, além de projetos envolvendo hidrovias e canais no Rio Grande do Sul.

O Porto de Santos movimentou 186,4 milhões de toneladas em 2025 e deve seguir em expansão nos próximos anos. Já o projeto gaúcho, em análise pela Antaq, prevê cerca de R$ 134 milhões em investimentos, integrando canais portuários e trechos hidroviários em um único modelo de concessão.

A iniciativa faz parte da política do Ministério de Portos e Aeroportos voltada à modernização da logística portuária brasileira.

Limitações do modelo tradicional de dragagem

Historicamente, o Brasil adotou um modelo baseado em licitações periódicas para serviços de dragagem, geralmente focadas no menor preço e com contratos de curta duração.

Na prática, esse sistema gerou problemas recorrentes como descontinuidade operacional, baixa previsibilidade e insegurança contratual, afetando a eficiência dos portos.

Caso do Porto de Itajaí evidencia fragilidades do sistema

O Porto de Itajaí ilustra as limitações desse modelo. Após sucessivas interrupções nos serviços de dragagem, foi necessário reestruturar a manutenção do canal de acesso por meio de nova licitação.

Em 2026, um contrato de R$ 63,8 milhões foi firmado com vigência inicial de 12 meses, prorrogável por até 48 meses. Embora essencial para garantir a navegação portuária, o episódio reforça a instabilidade de contratos fragmentados.

Concessões ampliam eficiência e atraem investimentos

Diferentemente dos contratos tradicionais, o modelo de concessão cria incentivos para investimentos estruturais de longo prazo. Com maior previsibilidade regulatória, o concessionário pode amortizar investimentos ao longo dos anos e ampliar a eficiência operacional do canal.

A remuneração passa a estar ligada à disponibilidade da infraestrutura e à capacidade de expansão logística, e não apenas à execução de serviços pontuais.

Impacto na competitividade dos portos brasileiros

A adoção de concessões pode aumentar a competitividade dos portos brasileiros ao permitir maior profundidade dos canais, redução de gargalos logísticos e recepção de embarcações de maior porte.

Isso fortalece a integração do Brasil às cadeias globais de suprimentos e amplia sua relevância no comércio exterior.

Desafios regulatórios e nova fase do setor portuário

Apesar dos avanços, o modelo exige atenção a pontos críticos como estrutura tarifária, fiscalização, parâmetros de desempenho e riscos concorrenciais.

Os canais de acesso têm natureza estratégica, impacto regional significativo e envolvem múltiplos agentes econômicos, o que exige regulação cuidadosa.

Ainda assim, o debate sobre infraestrutura portuária no Brasil entrou em uma nova fase, mais voltada à eficiência, governança e planejamento de longo prazo.

Em um país dependente do comércio exterior, a modernização da infraestrutura aquaviária deixa de ser apenas uma escolha administrativa e passa a representar uma decisão estratégica para competitividade internacional e desenvolvimento econômico.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Sustentabilidade

Porto de Santos lidera avanço da energia limpa nos portos brasileiros

O setor portuário brasileiro tem acelerado investimentos em energia limpa e tecnologias sustentáveis para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte marítimo. Responsável por mais de 95% do comércio exterior do Brasil, a atividade marítima enfrenta pressão internacional para diminuir seu impacto ambiental, já que responde por cerca de 3% das emissões globais relacionadas à energia.

Estudos apontam que, sem mudanças estruturais, as emissões do setor podem crescer entre 90% e 130% até 2030, na comparação com os níveis registrados em 2008.

Portos brasileiros ampliam ações de descarbonização

Entre as principais iniciativas adotadas pelos portos nacionais estão a eletrificação de equipamentos, o uso de sistemas de abastecimento elétrico para embarcações atracadas — conhecidos como Onshore Power Supply (OPS) — além do monitoramento de emissões e investimentos em combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.

O Porto de Santos, maior complexo portuário do Hemisfério Sul, está entre os destaques desse movimento. Desde 2024, o terminal utiliza o sistema OPS para fornecer energia elétrica a rebocadores atracados, substituindo o consumo de diesel.

A energia utilizada é gerada pela Usina Hidrelétrica de Itatinga, localizada em Bertioga (SP), contribuindo diretamente para a redução das emissões de gás carbônico (CO2) nas operações portuárias.

Paranaguá investe em energia solar e logística ferroviária

No Paraná, o Porto de Paranaguá também vem ampliando medidas voltadas à sustentabilidade. Entre os projetos em andamento está a conclusão do Moegão, estrutura que aumentará a capacidade de movimentação ferroviária no terminal.

Além disso, sistemas de energia solar instalados em áreas portuárias ajudam a reduzir as emissões desde 2023, fortalecendo a eficiência operacional e a matriz energética limpa do complexo.

Porto de Suape terá terminal totalmente eletrificado

Em Pernambuco, o Porto de Suape prepara a implantação do primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina. O projeto prevê equipamentos movidos exclusivamente a energia elétrica, automação operacional e integração digital das operações.

A expectativa é que a nova estrutura entre em funcionamento até o fim deste ano, consolidando o porto como referência em infraestrutura portuária sustentável.

Pecém e Porto do Açu apostam no hidrogênio verde

No Ceará, o Complexo do Pecém avança na criação de um hub de hidrogênio verde, aproveitando o potencial regional de geração de energia renovável. O projeto inclui iniciativas voltadas à produção de amônia verde e expansão da infraestrutura logística para atender à nova demanda energética a partir de 2030.

Já o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, trabalha na implementação de um corredor verde voltado ao abastecimento com combustíveis de baixo carbono. O complexo também desenvolve projetos ligados ao hidrogênio e à descarbonização da indústria siderúrgica.

Sustentabilidade se torna prioridade no setor marítimo

Com o aumento das exigências ambientais globais, os portos brasileiros intensificam investimentos em inovação, eficiência energética e redução de emissões. A tendência é que projetos ligados à transição energética, eletrificação e combustíveis renováveis ganhem ainda mais espaço nos próximos anos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/AT/Arquivo

Ler Mais
Portos

Porto de Paranaguá bate recorde com desembarque de mais de 5 mil carros elétricos

O Porto de Paranaguá registrou, na primeira semana de maio, a maior operação de movimentação de veículos da história da Portos do Paraná. A marca foi alcançada com o desembarque de 5.101 carros elétricos transportados em um único navio vindo da China.

A operação foi concluída na última terça-feira (5) e mobilizou cerca de 350 trabalhadores em diferentes turnos ao longo de 24 horas de atividades.

Operação histórica reforça avanço do setor automotivo

A movimentação foi coordenada pela Ascensus Gestão e Participações, empresa especializada em cargas automotivas. Segundo a Portos do Paraná, esta foi a maior operação já realizada no terminal paranaense nesse segmento.

O crescimento da movimentação de veículos já vinha sendo observado nos últimos meses. Em março deste ano, outra operação de grande porte movimentou 3.370 veículos elétricos no porto.

Somente no primeiro trimestre de 2026, mais de 20,9 mil veículos, entre modelos elétricos e convencionais, passaram pelo terminal de Paranaguá. O volume representa crescimento de 100% em comparação ao mesmo período de 2025.

Porto de Paranaguá amplia protagonismo na movimentação de veículos

Com o aumento das operações automotivas, o Porto de Paranaguá vem consolidando sua posição entre os principais portos brasileiros na movimentação de cargas rolantes e veículos.

Atualmente, o terminal opera com cinco linhas marítimas voltadas ao setor automotivo, fortalecendo a logística de importação e exportação de automóveis no país.

Estrutura exclusiva agiliza operações de navios Ro-Ro

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados refletem a eficiência operacional do terminal, desde a chegada dos navios até os processos de embarque e desembarque.

Ele também destacou a qualificação da mão de obra envolvida nas operações, considerada um diferencial competitivo reconhecido pelas empresas do setor automotivo.

Outro ponto apontado pela Ascensus é a estrutura dedicada ao recebimento de veículos. O porto conta com um berço exclusivo para embarcações do tipo Ro-Ro (Roll-on/Roll-off), utilizado no transporte de veículos e máquinas sobre rodas.

Segundo a empresa, a exclusividade reduz filas e evita disputas por espaço com outros tipos de carga, tornando as operações mais rápidas e eficientes.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Porto de Paranaguá destaca inovação logística durante Caravanas da Inovação Portuária

O Porto de Paranaguá recebeu visitas técnicas e apresentações voltadas à modernização do setor durante a 7ª edição das Caravanas da Inovação Portuária. A iniciativa é promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

No primeiro dia da programação, a Portos do Paraná apresentou dados operacionais dos terminais de Paranaguá e Antonina, além de projetos estratégicos ligados à transformação logística, eficiência operacional e crescimento do setor portuário.

Inovação portuária vai além da tecnologia

Durante os debates, os participantes acompanharam uma visão prática sobre inovação aplicada ao ambiente portuário. A proposta destacou que melhorias operacionais não dependem apenas de soluções tecnológicas avançadas, mas também da integração de processos e da capacidade de resposta às demandas do dia a dia.

Segundo Tetsu Koike, inovação no setor envolve tanto tecnologia quanto aprimoramento contínuo da rotina operacional.

“O ganho de eficiência muitas vezes está em ajustes simples de processos e na capacidade de adaptação às necessidades operacionais”, afirmou.

Obras do Moegão avançam no Porto de Paranaguá

Um dos destaques da visita técnica foi o acompanhamento das obras do Moegão, considerado um dos principais projetos em execução no complexo portuário.

A estrutura será utilizada no recebimento de cargas agrícolas, como soja, milho e farelo, que seguirão aos terminais por meio de correias transportadoras. O empreendimento busca ampliar a eficiência logística e fortalecer o transporte ferroviário no porto.

Atualmente, a obra está em fase de montagem mecânica e já conta com galerias instaladas, além de frentes de trabalho nas áreas elétrica, metalmecânica, combate a incêndio e sistemas de ar comprimido.

O projeto envolve cerca de 400 trabalhadores e prevê aproximadamente 1,7 quilômetro de esteiras transportadoras.

De acordo com Felipe Zepeline, a execução exige planejamento integrado devido à complexidade operacional e à convivência com estruturas já em funcionamento no entorno portuário.

Novo sistema deve ampliar transporte ferroviário

Atualmente, cerca de 80% das cargas movimentadas no porto chegam por rodovias, enquanto apenas 20% utilizam a ferrovia. Com o Moegão, a expectativa é aumentar a participação do modal ferroviário, reduzindo impactos logísticos e melhorando o fluxo operacional no complexo.

A mudança faz parte da estratégia de modernização da infraestrutura portuária e de reequilíbrio da matriz de transporte.

Centro de Emergência reforça segurança operacional

Outro espaço visitado pelos participantes foi o Centro de Prontidão e Resposta a Emergências do porto. O setor atua em situações críticas, como incêndios, vazamentos químicos e derramamentos de óleo.

Segundo André Wolinski, a capacidade de resposta rápida é fundamental para garantir a segurança das operações e minimizar impactos ambientais.

Comitê de inovação aposta em integração com startups

A programação também destacou o trabalho do Comitê de Inovação da Portos do Paraná, criado para estimular a cultura de inovação e aproximar o porto de empresas, startups e instituições parceiras.

Entre os projetos apresentados estão iniciativas desenvolvidas em parceria com as plataformas Climatempo e 14Sea, focadas em eficiência operacional e modernização da gestão portuária.

Para Vader Zuliane Braga, equipes multidisciplinares ajudam a criar soluções inovadoras mesmo sem grandes investimentos em equipamentos.

Caravanas buscam fortalecer inovação nos portos brasileiros

As Caravanas da Inovação Portuária têm formato itinerante e são estruturadas em três pilares principais: inspirar, compartilhar e conectar.

A iniciativa promove a troca de experiências entre setor público, empresas privadas, universidades e especialistas, com foco em pesquisa, desenvolvimento e inovação portuária.

As discussões realizadas durante os encontros resultam em propostas e diretrizes que contribuem para o fortalecimento da agenda de modernização dos portos brasileiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

Ler Mais
Evento

Caravana de Inovação Portuária chega a Paranaguá para impulsionar eficiência e sustentabilidade no setor

O Porto de Paranaguá (PR) será palco, nos dias 5 e 6 de maio, da 7ª edição da Caravana de Inovação Portuária, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O evento tem como objetivo promover a inovação no setor portuário, incentivando soluções que aumentem a eficiência e a competitividade.

A proposta reúne representantes do poder público, empresas, especialistas, startups e a comunidade acadêmica, criando um ambiente de diálogo e colaboração para o desenvolvimento de novas ideias e práticas no setor.

Integração entre setor público, privado e academia

Nesta edição, a programação prioriza temas como eficiência operacional, sustentabilidade portuária e fortalecimento da competitividade logística. A expectativa é ampliar a troca de conhecimento entre os diferentes atores envolvidos no ecossistema portuário.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa busca conectar agentes estratégicos e estimular debates sobre o papel da inovação como elemento central para o avanço do setor no Brasil.

Programação inclui visitas técnicas e debates abertos

As atividades começam no dia 5 de maio com uma agenda voltada a convidados, incluindo recepção institucional, visitas técnicas às instalações do porto e apresentações sobre investimentos e projetos em andamento. Essa etapa é focada no aprofundamento técnico e na troca de experiências.

No dia 6, o evento será aberto ao público, com uma programação que inclui palestras, painéis temáticos e apresentações de startups. A proposta é incentivar a interação entre empresas, pesquisadores e empreendedores, fortalecendo o ecossistema de inovação portuária.

Programa Navegue Simples impulsiona modernização

A Caravana de Inovação Portuária integra o Programa Navegue Simples, iniciativa voltada à modernização do setor portuário brasileiro. O programa atua por meio de ciclos que envolvem diagnóstico de processos, definição de prioridades, criação de grupos de trabalho e implementação de medidas para simplificar operações.

A estratégia também inclui o monitoramento contínuo dos resultados, com foco na melhoria da gestão e na redução de entraves operacionais.

Com a realização em Paranaguá, o projeto reforça o compromisso com a transformação do setor e a construção de um ambiente mais integrado, eficiente e alinhado às demandas globais.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas previamente pelo link: https://bit.ly/410bk4d

Mais informações sobre a agenda e demais conteúdos das Caravanas da Inovação Portuária estão disponíveis na página oficial: https://www.gov.br/portos-e-aeroportos/pt-br/assuntos/transporte-aquaviario/caravanas-da-inovacao

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Portos

Robô de combate a incêndio é testado no Porto de Paranaguá

Equipamento amplia a capacidade de resposta a emergências e pode reduzir riscos para equipes de segurança

Com foco na adoção de tecnologias voltadas ao reforço da segurança, a Portos do Paraná apresentou às instituições integrantes do Plano de Ajuda Mútua (PAM) um robô de combate a incêndio durante a assembleia geral do grupo, realizada no último dia 24 de abril. A iniciativa integra a estratégia da autoridade portuária de buscar soluções inovadoras, especialmente na área de segurança operacional.

“Trouxemos a apresentação deste equipamento justamente para demonstrar às empresas o que há de mais moderno no mercado para combate e prevenção de incêndios”, explicou o assessor da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná e coordenador do PAM, Felipe Zacharias.

O equipamento, ainda recente no mercado brasileiro, pesa 850 quilos e tem capacidade para arrastar até 450 quilos, o que amplia significativamente a vazão de água e auxilia o trabalho dos brigadistas e do Corpo de Bombeiros. “Um ser humano segura até 16 galões por minuto (GPM), enquanto duas pessoas conseguem até 24 GPM. O robô, dependendo da potência da bomba disponível, pode chegar a 1.260 GPM, com alcance de 80 a 85 metros”, destacou Wantuil Silva, diretor da WTB Guoxing Brasil, empresa responsável pelo equipamento.

Características do robô
Além de atuar no combate a incêndios, o robô conta com detectores de fumaça, sensores de gases e quatro câmeras com resolução em 4K, que permitem identificar áreas de risco, pontos críticos e possíveis vítimas. De acordo com o fabricante, o equipamento, inicialmente movido a diesel, passou a operar com sistema 100% elétrico, o que trouxe avanços significativos, especialmente na atuação em ambientes com atmosfera explosiva.

O robô pode ser operado remotamente a uma distância de até 1 quilômetro, e o visor do controle apresenta informações técnicas em tempo real. A tecnologia embarcada permite atuar com maior eficiência em incidentes envolvendo materiais inflamáveis, gases tóxicos, ambientes com baixa concentração de oxigênio ou com elevada presença de fumaça, além de acessar estruturas com risco de colapso, reduzindo a exposição dos profissionais a situações perigosas. “É possível enviar o robô para ambientes contaminados, preservando a segurança das equipes envolvidas”, concluiu Zacharias. A apresentação do equipamento despertou o interesse dos participantes e poderá, futuramente, integrar o conjunto de recursos disponíveis para situações críticas.

Plano de Ajuda Mútua (PAM)
A Norma Regulamentadora nº 29 (NR-29) estabelece a existência do Plano de Ajuda Mútua (PAM), uma associação voluntária que reúne empresas do setor portuário e o poder público, com o objetivo de fortalecer a prevenção de incêndios e outros incidentes, além de atuar de forma integrada no atendimento a emergências. As ações contam com recursos humanos e materiais previamente disponibilizados, sob coordenação da Comissão de Gerenciamento e das autoridades competentes.

Porto de Paranaguá é referência em atendimento de emergência
Em 2025, a Portos do Paraná reestruturou o Centro de Prontidão e Resposta a Emergências (CPRE), com investimentos superiores a R$ 27 milhões na modernização da estrutura e dos equipamentos. O CPRE é preparado para atuar no combate a incêndios, vazamentos de óleo, combustíveis e produtos químicos líquidos e gasosos, além de realizar resgates de pessoas e animais.

O centro conta com um moderno caminhão de bombeiros do tipo Auto Bomba Tanque (ABT), com capacidade para 11.600 litros de água e 400 litros de Líquido Gerador de Espuma (LGE), utilizado no combate a incêndios em líquidos inflamáveis. O veículo também possui canhão monitor com vazão de 3.785 litros por minuto e sistema que permite o bombeamento de água do mar durante as operações.

Além disso, o CPRE dispõe de diversos equipamentos para diferentes tipos de ocorrência, como barreiras de contenção e absorção, recolhedores de óleo, tanques de armazenamento, caminhão para atendimento a emergências químicas, seis embarcações de diferentes portes e outros veículos que garantem a eficácia no atendimento a emergências.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

Ler Mais
Portos

Porto de Paranaguá dobra movimentação de veículos e registra forte alta em março

O Porto de Paranaguá apresentou um salto significativo na movimentação de veículos em março de 2026. Ao todo, foram 20.987 unidades entre embarques e desembarques, mais que o dobro do registrado no mesmo mês de 2025, quando o volume foi de 10.191 veículos.

No acumulado do primeiro trimestre, o avanço também é evidente: 26.910 veículos movimentados, representando crescimento de 23% em comparação com igual período do ano anterior.

Localização estratégica impulsiona operações

A posição geográfica e a infraestrutura especializada colocam o terminal entre os principais polos do setor automotivo no Brasil. Próximo às montadoras da região Sul, o porto se consolida como um importante hub logístico para o transporte de veículos.

Exportações e importações ganham força

Os veículos exportados a partir de Paranaguá têm como principais destinos países como Argentina, México, Colômbia e Uruguai. Já nas importações de veículos, destacam-se origens como México, China e Reino Unido.

Entre as montadoras com maior movimentação estão Geely, Renault, Volkswagen e Audi, com crescimento relevante nas operações envolvendo veículos elétricos, tendência que vem ganhando espaço no mercado.

Recorde marca operações no mês

Um dos destaques de março foi o recorde registrado no dia 23, quando o porto recebeu 3.370 automóveis da montadora Geely. A carga chegou a bordo do navio Tang Hong, vindo do porto de Nansha, na China.

Ao longo do mês, a fabricante chinesa foi responsável por cerca de seis mil veículos importados pelo terminal paranaense.

Flexibilidade produtiva amplia fluxo logístico

Outro fator que contribui para o aumento das operações é o modelo produtivo das montadoras, especialmente na região de Curitiba. A utilização de plataformas compartilhadas para diferentes modelos tem ampliado tanto as exportações quanto as importações, exigindo maior eficiência da logística portuária.

Novas rotas fortalecem o corredor automotivo

A expansão das linhas marítimas automotivas também impulsiona o crescimento. Em 2025, o porto passou a contar com uma nova rota operada pelo navio Neptune Hellas, especializado no transporte de cargas rodantes.

A nova conexão ampliou o alcance internacional do terminal e reforçou sua posição como um dos principais corredores logísticos do setor. Atualmente, Paranaguá conta com cinco linhas fixas dedicadas ao transporte de veículos.

Estrutura e eficiência nas operações

As operações de embarque e desembarque ocorrem principalmente em berço exclusivo para veículos, com suporte de áreas como o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e pátios especializados.

O processo é realizado por equipes treinadas, responsáveis por toda a movimentação — desde a retirada dos veículos das embarcações até o armazenamento. O índice de eficiência operacional, com baixos registros de avarias, está entre os melhores do país.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Logística

Hapag-Lloyd firma acordo com TCP de Paranaguá para ampliar operações no Brasil

A Hapag-Lloyd reforçou sua presença no país ao firmar um acordo de longo prazo com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A parceria tem como foco ampliar a confiabilidade dos serviços portuários, fortalecer a operação logística e sustentar o crescimento da companhia no mercado brasileiro.

Parceria estratégica fortalece logística portuária

O novo contrato estabelece uma base estável para que a armadora continue utilizando a infraestrutura do TCP, um dos principais hubs logísticos do Brasil. A iniciativa permite maior previsibilidade nas operações e contribui para o planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e expansão das atividades marítimas.

Além disso, o acordo consolida o papel do terminal como um gateway estratégico para o comércio internacional, ampliando sua relevância no cenário da navegação global.

Investimentos e expansão do Porto de Paranaguá

O TCP segue em trajetória de crescimento, com sucessivos recordes de movimentação de cargas. A expectativa é de novos avanços com investimentos em infraestrutura portuária e aquisição de equipamentos.

Entre os destaques está o aumento do calado operacional do Porto de Paranaguá, que deve alcançar 15,5 metros nos próximos anos. A mudança permitirá a operação de navios maiores, elevando a capacidade logística e a competitividade do terminal.

Hapag-Lloyd aposta em serviços mais confiáveis

Para a Hapag-Lloyd, o acordo representa um passo importante na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos no Brasil. A integração mais próxima com o TCP deve garantir soluções logísticas mais resilientes, eficientes e alinhadas às demandas dos clientes.

A empresa busca, com isso, fortalecer sua atuação no país e ampliar a confiabilidade de sua cadeia de transporte marítimo.

Estratégia global mira liderança em qualidade

A iniciativa está alinhada à Estratégia 2030 da companhia, que visa posicionar a Hapag-Lloyd como referência em qualidade no setor. O plano inclui a ampliação do portfólio de terminais e o fortalecimento de parcerias com portos considerados estratégicos.

Com o aprofundamento da colaboração com o TCP, a empresa avança na oferta de soluções logísticas integradas, além de reforçar sua presença no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

Ler Mais
Portos

Expansão do Porto de Paranaguá impulsiona logística e demanda por armazenagem

O Porto de Paranaguá atravessa uma fase de modernização que promete ampliar sua relevância no cenário logístico nacional. Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos firmou parceria com o grupo chinês CMPort para investir mais de R$ 1,5 bilhão na ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

A iniciativa prevê melhorias operacionais e aumento da capacidade de armazenagem, posicionando o terminal como um dos mais estratégicos do Brasil no comércio exterior.

Canal da Galheta terá ampliação e novos investimentos

Outro destaque da expansão envolve o aprofundamento do Canal da Galheta, essencial para o acesso de embarcações ao porto. O projeto será conduzido por um consórcio que reúne a FTS Participações Societárias e as belgas Deme Concessions NV e Deme Dredging NV, com previsão de investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de cinco anos.

Com a obra, o calado será ampliado para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte e elevando a competitividade internacional do porto.

Porto lidera exportações e diversifica cargas

Reconhecido como o maior corredor global de exportação de carne de frango — responsável por 49% do volume nacional embarcado —, o porto movimenta uma ampla variedade de cargas, como soja em grãos, farelo de soja, milho, açúcar, fertilizantes, derivados de petróleo, etanol e veículos.

A expansão tende a intensificar o fluxo logístico e gerar novas demandas por soluções mais eficientes de armazenagem.

Galpões lonados ganham espaço no setor logístico

Com o aumento da movimentação, cresce a busca por alternativas ágeis e econômicas de armazenamento. Nesse contexto, os galpões lonados se destacam por oferecer montagem rápida, flexibilidade e custo reduzido em comparação às estruturas tradicionais.

Além disso, esse modelo permite contratos personalizados e por períodos variados, atendendo diferentes perfis de demanda. A estrutura modular também facilita ampliações ou reduções conforme a necessidade operacional.

Mercado logístico mantém ritmo de crescimento

O desempenho do setor logístico no Brasil reforça esse cenário positivo. Dados da JLL indicam que 2025 registrou quase 3 milhões de metros quadrados em novos estoques logísticos, com taxa de vacância de 7,7% — a menor da série histórica.

Esse dinamismo reflete uma base diversificada de clientes, que inclui segmentos como agronegócio, indústria química, têxtil, papel e celulose e automotivo.

Perspectivas apontam consolidação como hub logístico

Com a combinação de investimentos em infraestrutura e crescimento da demanda, o Porto de Paranaguá deve se consolidar como um dos principais hubs logísticos do Brasil. A tendência é de fortalecimento das operações e ampliação das oportunidades para empresas ligadas à cadeia logística e industrial.

A expectativa do setor é que soluções flexíveis de armazenagem acompanhem esse avanço, atendendo às novas exigências do mercado de forma ágil e eficiente.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/GM Tendas Galpões / DINO

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook