Portos

TCP antecipa marca de 1 milhão de TEUs movimentados e reforça crescimento no Porto de Paranaguá

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, alcançou a marca de 1 milhão de TEUs movimentados em 2026 antes do registrado no ano anterior. O resultado foi atingido 10 dias mais cedo do que em 2025, refletindo o crescimento das operações e o aumento da demanda por movimentação de cargas.

O contêiner que simbolizou o marco foi embarcado durante a operação do navio VALOR, da MSC, embarcação que opera na rota entre o Brasil e a Europa.

Segundo o gerente comercial da TCP, Fabio Mattos, o desempenho é resultado dos investimentos realizados em infraestrutura, equipamentos e na ampliação da capacidade operacional do terminal.

“A antecipação desse marco demonstra que o Terminal está preparado para atender ao crescimento da demanda com eficiência. Os investimentos e o trabalho das equipes têm sido fundamentais para manter esse ritmo e buscar um novo recorde histórico em 2026”, destacou.

Melhor resultado mensal impulsiona desempenho do terminal

O avanço ocorre após um mês de julho de forte movimentação. No período, a TCP registrou 147,9 mil TEUs, o maior volume mensal do ano e um crescimento de 5% em relação ao mesmo mês de 2025.

Outro destaque foi a expansão da movimentação de contêineres refrigerados (reefer), utilizados principalmente para o transporte de carnes e alimentos congelados. Entre janeiro e julho, esse segmento cresceu 10%, passando de 80,3 mil para 88,4 mil unidades.

Operações rodoviárias, ferroviárias e marítimas seguem em expansão

Nos primeiros sete meses do ano, cerca de 379 mil contêineres passaram pelos acessos rodoviários do terminal, enquanto outros 62 mil foram movimentados por ferrovia, por meio de 774 composições ferroviárias.

A TCP destaca-se por ser o único terminal de contêineres da região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio operacional, característica que amplia a integração entre os modais e melhora a eficiência logística.

No mesmo período, o terminal recebeu 597 navios e manteve sua posição como o maior concentrador de serviços marítimos do país, oferecendo 22 linhas semanais entre rotas de cabotagem e de longo curso, conectando Paranaguá a mercados das Américas, Europa, África e Ásia.

Exportações de carnes lideram crescimento da movimentação

O desempenho da balança comercial movimentada pela TCP foi impulsionado principalmente pelas exportações de carnes e produtos congelados. Entre janeiro e julho, o terminal embarcou 4,913 milhões de toneladas de cargas, resultado 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

As exportações de carne de frango e carne suína foram responsáveis por grande parte desse crescimento, elevando o volume transportado de 2,047 milhões para 2,344 milhões de toneladas.

Para acompanhar o aumento da demanda, a TCP segue ampliando sua estrutura destinada aos contêineres refrigerados. A previsão é elevar a capacidade de armazenamento de 5.280 para 5.500 tomadas elétricas ainda em 2026.

Papel, celulose e setor automotivo também avançam

Além das carnes, o segmento de papel e celulose apresentou crescimento de 9%, alcançando 623 mil toneladas movimentadas neste ano.

Nas importações, o destaque ficou para o setor automotivo, impulsionado pelo mercado de veículos elétricos e pela chegada de peças e componentes. O volume desembarcado atingiu 346 mil toneladas, alta de 8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A marca de 1 milhão de TEUs foi alcançada na última segunda-feira (3), consolidando o ritmo de crescimento da TCP e reforçando a expectativa de que o terminal encerre 2026 com o melhor desempenho de sua história.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Comércio Internacional

Tarifaço dos EUA reduz fretes e amplia prejuízos para caminhoneiros autônomos

O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros já provoca reflexos diretos no transporte rodoviário de cargas. A diminuição das exportações de itens industrializados, como madeira, máquinas e autopeças, reduziu significativamente o volume de mercadorias transportadas, intensificando a concorrência por fretes e comprometendo a renda dos caminhoneiros autônomos.

Sem alternativas para manter a atividade, muitos profissionais acabam aceitando contratos com remuneração inferior ao ideal e assumindo despesas que, pela legislação, deveriam ser arcadas pelos contratantes.

Paraná concentra grande número de transportadores autônomos

O impacto é ainda mais expressivo no Paraná. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que o estado possui mais de 80 mil transportadores cadastrados, sendo cerca de 50 mil transportadores autônomos de cargas (TAC). A maioria atua em operações intermunicipais, interestaduais e internacionais, segmentos diretamente influenciados pelo desempenho do comércio exterior.

Para a advogada Miriam Ranalli, especialista em Direito do Transporte Rodoviário de Cargas, a crise apenas evidenciou problemas antigos do setor. Segundo ela, o descumprimento das normas que protegem os caminhoneiros ocorre há anos, independentemente das oscilações econômicas.

A especialista destaca ainda que, embora o piso mínimo de frete tenha sido criado após a greve dos caminhoneiros de 2018, sua aplicação ainda enfrenta dificuldades, principalmente nos casos de transportadores subcontratados, que assumem despesas como combustível, manutenção, pedágios e tributos.

Oferta maior de caminhões reduz valor dos fretes

Com menos cargas destinadas ao mercado norte-americano, a quantidade de caminhões disponíveis passou a superar a demanda, pressionando ainda mais os valores pagos pelos fretes.

Segundo Ranalli, essa situação reduz o poder de negociação do transportador autônomo, que frequentemente aceita viagens abaixo do valor mínimo para evitar que o veículo permaneça parado.

A realidade também é percebida por quem trabalha diariamente nas estradas. O caminhoneiro Daniel Rodrigo de Souza relata que a redução das operações portuárias diminuiu a oferta de serviços, principalmente para quem atua na movimentação de cargas destinadas ao Porto de Paranaguá.

Ele afirma que o setor agrícola também sofre impactos, já que parte dos insumos utilizados na produção é importada e ficou mais cara com a valorização do dólar.

Contratos informais aumentam riscos financeiros

Especialistas alertam que acordos fechados apenas verbalmente ou por aplicativos de mensagens representam um dos principais riscos para os caminhoneiros autônomos.

Antes de iniciar qualquer viagem, a recomendação é exigir documentos que formalizem a operação, incluindo valor do frete, identificação do contratante, locais de coleta e entrega, Código Identificador da Operação de Transportes (CIOT) e o Vale-Pedágio Obrigatório.

Segundo Miriam Ranalli, a organização da documentação pode evitar longas disputas judiciais e facilitar eventual cobrança de direitos.

Motoristas deixam de receber valores previstos em lei

Outro problema recorrente envolve a indenização por estadia, devida quando o caminhão permanece aguardando carga ou descarga além do tempo previsto.

Embora a legislação estabeleça um valor mínimo de R$ 2,50 por hora por tonelada, muitos profissionais recebem quantias inferiores ou sequer fazem a cobrança por receio de perder futuras oportunidades de trabalho.

A advogada lembra que a legislação permite reivindicar esses valores judicialmente em até cinco anos, desde que o motorista possua documentos que comprovem a operação e o período de espera.

Sindicato confirma redução de cargas para Paranaguá

O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná (Sindicam-PR) afirma que a diminuição das cargas destinadas ao Porto de Paranaguá já é percebida diariamente pelos profissionais da categoria.

Segundo o representante da entidade, Diordan Domingues da Silva, a redução dos embarques provocou queda no valor dos fretes, aumento da ociosidade e maior disputa entre motoristas.

Entre as principais reclamações recebidas pelo sindicato estão problemas relacionados ao pagamento do Vale-Pedágio Obrigatório, atrasos na indenização por estadia e descontos considerados indevidos.

A orientação da entidade é que todos os transportadores guardem comprovantes de frete, registros de pedágio, documentos de estadia e demais provas para formalizar denúncias e garantir eventual reparação.

ANTT intensifica fiscalização do piso mínimo de frete

A ANTT informou que já realizou mais de 385 mil fiscalizações relacionadas ao cumprimento do piso mínimo de frete em todo o país, resultando em mais de 321 mil autos de infração.

Segundo a agência, o monitoramento ocorre principalmente por meio eletrônico, com cruzamento de informações dos sistemas oficiais. Por essa razão, não há consolidação dos dados por estado. Ainda assim, o órgão informou que mantém ações presenciais regulares no Porto de Paranaguá.

Motoristas que identificarem irregularidades podem registrar denúncias por meio da Ouvidoria da ANTT, desde que apresentem a documentação exigida pelo órgão.

Formalização e revisão de contratos ajudam a reduzir perdas

Além da queda na demanda, especialistas defendem que transportadores e empresas revisem contratos antigos para identificar possíveis valores não pagos, como despesas com pedágio, estadias e descontos considerados irregulares.

Segundo Miriam Ranalli, a formalização das negociações e o acompanhamento constante dos contratos são medidas essenciais para reduzir prejuízos e garantir maior segurança jurídica.

Ela ressalta que a legislação brasileira assegura instrumentos para contestar cláusulas abusivas e buscar reparação quando houver descumprimento de direitos, tornando a gestão documental uma ferramenta estratégica em momentos de retração econômica.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Elias/Arquivo/Gazeta do Povo

Ler Mais
Agronegócio

Soja registra queda no Porto de Paranaguá com aumento da oferta no mercado

As cotações da soja começaram agosto em baixa, mantendo a tendência observada no fim de julho. Na segunda-feira (3), o indicador Cepea/Esalq para o Porto de Paranaguá (PR) recuou 0,60%, encerrando o dia cotado a R$ 144,04 por saca. Foi o quarto pregão consecutivo de desvalorização.

Maior oferta pressiona preços da soja

De acordo com o Cepea, a redução das cotas disponíveis para embarques nos principais portos brasileiros durante o mês de agosto aumentou a oferta de grãos no mercado spot, fator que contribuiu para pressionar os preços da soja.

Outro elemento que limitou as negociações foi a postura dos compradores. Segundo o centro de pesquisas, muitos consumidores anteciparam aquisições nas semanas anteriores e reduziram a demanda por grandes volumes neste início de mês.

Cenário internacional também influencia o mercado

Além dos fatores internos, o mercado acompanha a melhora das perspectivas para a safra dos Estados Unidos. As condições climáticas mais favoráveis nas regiões produtoras elevaram as expectativas de produção, influenciando negativamente as cotações internacionais da oleaginosa.

A queda nos preços do petróleo também contribuiu para o movimento de baixa, refletindo sobre o mercado de commodities agrícolas.

Preços variam entre as principais regiões produtoras

Nas praças monitoradas pela AgRural, o comportamento das cotações foi heterogêneo.

Em Ponta Grossa (PR), o preço permaneceu estável em R$ 138 por saca. Já em Primavera do Leste (MT), houve valorização de R$ 1, com a saca negociada a R$ 125. Por outro lado, em Luís Eduardo Magalhães (BA), a cotação caiu R$ 0,50, encerrando o dia em R$ 127 por saca.

Bolsa de Chicago fecha em alta

Na Bolsa de Chicago (CBOT), referência mundial para o mercado da soja, o movimento foi diferente. Os contratos com vencimento em novembro avançaram 0,40%, fechando cotados a US$ 11,9225 por bushel.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Globo Rural

Ler Mais
Portos

Porto de Paranaguá amplia investimentos, mas acessos rodoviários seguem como desafio logístico

O ciclo de investimentos de R$ 6,8 bilhões destinado à ampliação da capacidade operacional e à modernização do Porto de Paranaguá voltou a colocar em evidência um antigo desafio da logística paranaense: a necessidade de melhorar os acessos rodoviários ao complexo portuário.

Na avaliação do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), os avanços estruturais dentro do porto precisam ser acompanhados por melhorias nas rodovias que atendem a região, garantindo maior eficiência no transporte de cargas.

Crescimento da movimentação aumenta pressão sobre a infraestrutura

Os números reforçam a preocupação do setor. No último ano, os portos paranaenses movimentaram aproximadamente 73,5 milhões de toneladas, volume recorde e 10,1% superior ao registrado em 2024.

O aumento da demanda também impactou o pátio de triagem do terminal, que recebeu 507.915 caminhões ao longo do período, alta de 29,5% em comparação ao ano anterior.

Segundo o vice-presidente do SETCEPAR, Luiz Gustavo Nery, ampliar a capacidade de embarque e recebimento de cargas não é suficiente se o fluxo de entrada e saída dos veículos continuar enfrentando longos períodos de espera.

Integração entre rodovias e ferrovia é considerada essencial

Outro ponto destacado pelo setor é a importância da integração entre os diferentes modais de transporte. A implantação do Moegão, complexo ferroviário que recebeu investimento superior a R$ 650 milhões, deverá ampliar significativamente a capacidade de movimentação de grãos e farelos, podendo alcançar até 24 milhões de toneladas por ano.

Apesar disso, Nery ressalta que a expansão ferroviária não elimina a necessidade de fortalecer a infraestrutura rodoviária. Para ele, a ferrovia atende principalmente cargas de grande volume, enquanto o transporte rodoviário permanece indispensável para operações de coleta, movimentação de contêineres, cargas fracionadas e serviços que exigem maior flexibilidade.

O executivo defende que a evolução da malha ferroviária contribua para distribuir melhor o fluxo logístico, sem servir como justificativa para adiar intervenções em rodovias estratégicas, como a BR-277.

Competitividade depende de uma logística integrada

Na avaliação do representante do SETCEPAR, a eficiência da operação deve ser analisada de forma completa, considerando todas as etapas do transporte — desde a saída da carga na origem, passando pelos custos com pedágio e combustível, até o acesso ao pátio de triagem, o sistema de agendamento e a entrada nos terminais.

Ele afirma que a competitividade do Porto de Paranaguá depende da combinação entre investimentos na infraestrutura portuária e melhorias nos acessos terrestres, além da ampliação da capacidade dos pátios, integração dos sistemas logísticos e atuação coordenada entre os órgãos responsáveis.

Porto destaca sistema de agendamento para reduzir filas

Em resposta às críticas, a administração do Porto de Paranaguá reconheceu a importância de ampliar e modernizar os acessos ao complexo, mas ressaltou que já utiliza mecanismos para minimizar congestionamentos.

Entre eles está o sistema Carga Online, plataforma responsável pelo planejamento e controle da entrada de caminhões que transportam granéis sólidos vegetais.

De acordo com a administração, o sistema define previamente a data e a janela de horário para que cada veículo acesse o pátio de triagem. A medida busca evitar deslocamentos antecipados, reduzir filas nas rodovias e melhorar a organização do fluxo logístico até os terminais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

Ler Mais
Logística

TCP conclui ampliação da ferrovia no Terminal de Contêineres de Paranaguá e eleva capacidade operacional

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, e a Brado Logística finalizaram, em julho, as obras de expansão da infraestrutura ferroviária dentro do terminal paranaense. A modernização deve aumentar em cerca de 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

Nova linha férrea amplia transporte de contêineres

Com a implantação de uma terceira linha ferroviária e de uma nova área de manobras, o terminal passa a ampliar sua capacidade anual de transporte de contêineres cheios de 55 mil para aproximadamente 66 mil unidades.

O ramal ferroviário conecta o Porto de Paranaguá aos municípios de Ortigueira, Cambé e Cascavel, importantes polos de produção de papel, celulose e carne de frango, fortalecendo o escoamento da produção para o mercado externo.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o investimento representa um ganho relevante de produtividade para os clientes atendidos por esses corredores logísticos.

Infraestrutura fortalece logística do Paraná

Para a Brado Logística, a entrega da obra marca uma nova fase para o transporte multimodal no estado. De acordo com Vinicius Cordeiro, gerente executivo Comercial e de Novos Negócios da empresa, a expansão amplia as conexões entre produtores e mercados nacionais e internacionais, oferecendo uma alternativa mais eficiente e sustentável para o transporte de cargas.

O executivo destaca que a melhoria é especialmente importante para o agronegócio e para o setor industrial paranaense, que demandam soluções logísticas capazes de acompanhar o crescimento da produção e ampliar a competitividade das exportações.

Operação ferroviária ganha mais agilidade

A TCP é o único terminal portuário da região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio de operações. Com a expansão, foram adicionados 757 metros de trilhos, incluindo a terceira linha e uma nova área destinada às manobras ferroviárias.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo a movimentação de um trem por vez durante as operações de carga e descarga. Agora, será possível realizar o atendimento simultâneo de dois trens enquanto uma terceira composição deixa o terminal, aumentando a fluidez operacional.

Menos impactos no trânsito da Avenida Portuária

Outra mudança importante ocorre na circulação ferroviária dentro de Paranaguá. Anteriormente, os trens precisavam ser divididos em duas composições menores para atravessar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas ocasiões.

Com a nova configuração, os trens poderão cruzar a via em composição completa, reduzindo o número de bloqueios, diminuindo o tempo de espera para motoristas e garantindo maior fluidez tanto para o transporte ferroviário quanto para o tráfego urbano.

Investimentos somam R$ 500 milhões nos últimos cinco anos

A ampliação faz parte de um plano de modernização da TCP, que investiu aproximadamente R$ 500 milhões em infraestrutura e ampliação da capacidade operacional nos últimos cinco anos.

Para acompanhar o aumento da movimentação ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG, todos eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos. A iniciativa reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono relacionadas à operação desses equipamentos.

Além disso, a empresa incorporou novos Terminal Tractors (TTs) e promoveu adaptações no gate de acesso para atender à terceira linha ferroviária e melhorar o fluxo interno de cargas.

Brado reforça investimentos para ampliar eficiência

A Brado Logística também realizou aportes em equipamentos e componentes ferroviários essenciais para a expansão da infraestrutura. Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos e de três aparelhos de mudança de via (AMVs), que ampliam a capacidade de manobras, reduzem o tempo de espera das composições e aumentam a produtividade do terminal.

Segundo a empresa, os investimentos elevam a confiabilidade da operação e oferecem maior capacidade de resposta ao crescimento da demanda por transporte ferroviário.

Para Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP, a ampliação fortalece a integração entre os modais de transporte, aumenta a eficiência das operações e contribui para tornar a cadeia logística do comércio exterior brasileiro mais competitiva.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Porto de Paranaguá amplia exportações e registra alta de 86% no envio de cargas de outros estados

O Porto de Paranaguá segue fortalecendo sua posição como um dos principais corredores de exportação do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que os terminais paranaenses embarcaram 9,62 milhões de toneladas de mercadorias originadas em outros estados durante o primeiro semestre de 2026.

O volume representa um crescimento de 9,9% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 8,75 milhões de toneladas.

Volume de cargas quase dobrou em oito anos

Na comparação com 2018, o desempenho evidencia uma expansão ainda mais expressiva. Em oito anos, a quantidade de produtos de outras unidades da Federação exportados pelo Porto de Paranaguá aumentou 85,8%, passando de 5,17 milhões para 9,62 milhões de toneladas.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os resultados refletem a consolidação do Paraná como um dos principais eixos logísticos do país, ampliando sua importância no escoamento da produção nacional para o mercado externo.

Mato Grosso do Sul lidera embarques pelo terminal paranaense

Entre os estados que mais utilizam a estrutura portuária, o Mato Grosso do Sul ocupa a primeira posição, com 4,05 milhões de toneladas exportadas no primeiro semestre deste ano.

Na sequência aparecem São Paulo, com 2,09 milhões de toneladas, e Mato Grosso, responsável por 1,83 milhão de toneladas embarcadas. O porto também atende produtores de Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins.

Valor das exportações supera US$ 7 bilhões

Além do crescimento em volume, as operações registraram avanço financeiro. As cargas provenientes de outros estados movimentaram US$ 7,26 bilhões entre janeiro e junho de 2026, resultado 14,8% superior aos US$ 6,32 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

Entre os principais produtos exportados estão a soja, responsável por mais da metade do total embarcado, com 4,88 milhões de toneladas. Também tiveram destaque o farelo de soja, açúcar, óleo de soja, carnes bovina e de aves e milho.

Investimentos ampliam capacidade e consolidam referência nacional

O avanço na movimentação acompanha os investimentos realizados pela Portos do Paraná para aumentar a capacidade operacional do complexo portuário e atender ao crescimento da demanda por logística portuária.

O reconhecimento também se reflete em premiações. O Porto de Paranaguá já foi eleito seis vezes o melhor porto do Brasil em avaliação promovida pela Secretaria Nacional de Portos, que considera critérios como eficiência operacional, qualidade da gestão administrativa e transparência.

FONTE: Maringá Post
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portos do Paraná

Ler Mais
Portos

Portos do Paraná registram recorde histórico de movimentação no primeiro semestre de 2026

Os Portos do Paraná alcançaram um marco inédito no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os terminais de Paranaguá e Antonina movimentaram 34,44 milhões de toneladas de cargas, o maior volume já registrado para o período. O resultado representa um crescimento de 0,6% em comparação com os seis primeiros meses de 2025, de acordo com dados divulgados pela administração portuária.

Soja impulsiona crescimento das exportações

A soja foi o principal destaque entre os produtos exportados e teve papel decisivo no desempenho dos portos paranaenses. No acumulado do semestre, foram embarcadas 9,47 milhões de toneladas do grão, um avanço de 21% em relação às 7,86 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ano passado.

Outro segmento que apresentou expansão foi o de cargas conteinerizadas, que totalizou 8,7 milhões de toneladas, alta de 8,9% na comparação anual. No primeiro semestre de 2025, esse volume havia sido de 8 milhões de toneladas.

Exportações avançam e importações recuam

As exportações pelos portos do estado somaram 22,30 milhões de toneladas entre janeiro e junho, crescimento de 4,9% frente às 21,27 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Já as importações alcançaram 12,1 milhões de toneladas, resultado inferior às 12,9 milhões de toneladas movimentadas no primeiro semestre do ano anterior.

Farelo de soja mantém relevância na pauta exportadora

O farelo de soja permaneceu como o segundo principal granel sólido exportado pelos portos paranaenses. Foram embarcadas 3,39 milhões de toneladas, volume praticamente estável em relação às 3,42 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Considerando conjuntamente as exportações de soja e farelo de soja, o volume chegou a 12,86 milhões de toneladas, correspondendo a 57,6% de tudo o que foi exportado pelos terminais. Com esse desempenho, o Porto de Paranaguá mantém a segunda colocação nacional nas exportações desses produtos.

Movimentação de veículos dispara no semestre

Outro destaque foi o crescimento da movimentação de veículos, que avançou 66% em relação ao primeiro semestre de 2025. Ao todo, passaram pelos portos 84,8 mil unidades, frente às 51,1 mil registradas no mesmo período do ano anterior.

O resultado já representa aproximadamente 80% de toda a movimentação de veículos registrada ao longo de 2025, indicando um ritmo acelerado de crescimento.

Fertilizantes lideram entre as importações

Entre os produtos importados, os fertilizantes permaneceram na liderança. No primeiro semestre de 2026, os portos paranaenses receberam 4,73 milhões de toneladas do insumo, reforçando sua importância para o abastecimento do agronegócio brasileiro.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Moegão alcança 95% das obras e prepara Porto de Paranaguá para ampliar transporte ferroviário de grãos

As obras do Moegão, considerado o maior investimento portuário atualmente em execução no Brasil, entraram na fase final e já atingiram 95% de conclusão. O marco foi alcançado após a instalação do último dos 54 módulos metálicos que compõem o sistema aéreo de transporte de grãos e farelos vegetais.

O empreendimento reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões, financiados com recursos da Portos do Paraná e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e promete transformar a logística ferroviária do Porto de Paranaguá.

Sistema de transporte está praticamente concluído

Os módulos metálicos formam uma estrutura de aproximadamente 1,7 quilômetro de extensão, onde já foram instalados mais de 4 mil metros de correias transportadoras.

O sistema foi projetado exclusivamente para o Moegão e contará com três linhas independentes de esteiras, capazes de operar simultaneamente. O objetivo é transportar os produtos descarregados dos vagões diretamente até os terminais de exportação, aumentando a agilidade das operações.

Além das galerias metálicas, a construção da moega já foi finalizada, assim como o Sistema de Prevenção e Combate a Incêndio (SPCI), essencial para a segurança operacional. Também está pronta a torre de elevadores responsável por conduzir os grãos até as esteiras aéreas.

Grande parte dos equipamentos já foi instalada, incluindo estruturas localizadas em áreas subterrâneas que chegam a 14 metros de profundidade, equivalente à altura de um edifício de quatro pavimentos.

Projeto deve elevar em 63% a eficiência operacional

Segundo a Portos do Paraná, o Moegão reúne soluções inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar o recebimento das cargas transportadas por trem em um único ponto antes do embarque nos navios.

Com a nova estrutura, a capacidade diária de recebimento passará dos atuais 550 vagões para até 900 vagões descarregados em 24 horas, um aumento estimado de 63% na eficiência operacional.

Além disso, a movimentação anual de cargas pelo modal ferroviário poderá alcançar 24 milhões de toneladas, frente às pouco mais de cinco milhões de toneladas registradas atualmente.

Estrutura foi planejada para atender expansão ferroviária

O investimento também busca preparar o Porto de Paranaguá para o crescimento da malha ferroviária previsto nos próximos anos.

A infraestrutura foi dimensionada para absorver o aumento do fluxo de cargas com a futura ampliação da Ferroeste, incluindo o novo ramal previsto para o Mato Grosso do Sul, além da modernização da Malha Sul.

A expectativa é que o porto esteja apto a atender à demanda crescente sem comprometer a eficiência logística.

Onze terminais serão integrados ao novo sistema

O Moegão atenderá os 11 terminais que integram o Corredor de Exportação Leste (Corex), responsável pelo armazenamento e embarque de grãos destinados ao mercado internacional.

Cada terminal fará sua ligação ao sistema por meio das torres de transferência, processo que algumas empresas já iniciaram.

Obras entram na etapa final

As equipes seguem atuando simultaneamente em diferentes frentes de trabalho.

Entre os serviços em andamento estão a conclusão da linha férrea, a construção dos prédios administrativos e de manutenção e a implantação da subestação de energia exclusiva que abastecerá toda a operação do complexo.

A previsão é que os últimos trechos de trilhos sejam concluídos até o fim de julho.

Novo traçado ferroviário reduzirá manobras e trânsito na região portuária

Um dos principais ganhos do projeto será a reorganização da operação ferroviária.

O complexo contará com três linhas independentes, permitindo o descarregamento simultâneo de três vagões em cada uma delas, sem necessidade de dividir as composições para atender diferentes terminais.

Atualmente, esse processo exige diversas manobras, provocando bloqueios frequentes nas ruas da região portuária.

Com o novo sistema, o número de cruzamentos ferroviários utilizados será reduzido de 16 para apenas cinco. Dessa forma, as interrupções no trânsito ocorrerão somente durante a passagem dos trens, normalmente entre 10 e 15 minutos.

Outro diferencial é o formato em “pera” adotado no projeto ferroviário, implantado em uma área de aproximadamente 600 mil metros quadrados. A configuração permite entrada e saída dos trens por dois acessos distintos, melhorando a circulação das composições e reduzindo gargalos logísticos.

Projeto também traz benefícios ambientais

Além dos ganhos operacionais, o Moegão incorpora soluções voltadas à sustentabilidade.

As galerias metálicas contam com equipamentos que minimizam a dispersão de poeira durante o transporte dos grãos, enquanto a moega possui sistemas de captação do material particulado gerado no descarregamento dos vagões.

Os resíduos recolhidos retornam ao processo operacional, reduzindo perdas de carga e contribuindo para a melhoria da qualidade do ar na área portuária.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Moegão recebe visita técnica de engenheiros do IEP e reforça importância para o Porto de Paranaguá

Profissionais do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizaram uma visita técnica às instalações da Portos do Paraná para conhecer de perto o Moegão, considerado a maior obra portuária atualmente em execução no Brasil. O empreendimento é um dos principais investimentos voltados à modernização do corredor de exportação do Porto de Paranaguá.

A comitiva buscou acompanhar os aspectos técnicos do projeto, sua estrutura operacional e as soluções de engenharia empregadas na construção.

Engenheiros conheceram detalhes do projeto

O grupo, formado por 17 engenheiros, foi recebido na sede administrativa da Portos do Paraná, no Palácio Taguaré, onde participou de uma apresentação conduzida pelo diretor de Engenharia e Manutenção, Victor Kengo.

Durante o encontro, foram apresentados os principais dados da obra, seu planejamento e os desafios de execução. Após a exposição, os visitantes seguiram para o canteiro do Moegão, empreendimento que reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões.

Segundo o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Nelson Gomez, a visita permitiu conhecer de perto a dimensão da estrutura e compreender as soluções técnicas adotadas na execução do projeto.

Estrutura e tecnologia chamam atenção dos visitantes

A gerente de Engenharia da Portos do Paraná, Bruna Calloni, destacou que o complexo está em fase final de construção e reúne características consideradas inovadoras no cenário portuário mundial.

De acordo com ela, a experiência e o conhecimento técnico dos integrantes da comitiva tornam o reconhecimento ainda mais significativo. Os engenheiros elogiaram tanto a dimensão da obra quanto a organização dos processos de engenharia e gestão adotados durante sua execução.

Obra deve fortalecer logística e economia do Paraná

Além de presidir o IEP, Nelson Gomez também atua como vice-presidente do Movimento Pró-Paraná e ressaltou a relevância do empreendimento para o desenvolvimento logístico do estado.

Na avaliação do engenheiro, o Moegão se destaca pela qualidade técnica da construção, pelo elevado volume de materiais empregados e pela integração entre os sistemas mecânicos, elétricos e de automação. Ele também destacou o cumprimento do orçamento previsto, fator considerado um diferencial em projetos de grande porte.

Quando entrar em operação, o Moegão deverá ampliar a eficiência logística do Porto de Paranaguá, contribuindo para otimizar o fluxo de cargas, reduzir gargalos operacionais e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves / GCOM Portos do Paraná

Ler Mais
Portos

Porto de Paranaguá investe R$ 81,3 milhões em subestação para ampliar infraestrutura energética

O Porto de Paranaguá está investindo R$ 81,3 milhões na construção de uma moderna subestação de energia que irá reforçar a capacidade elétrica do complexo portuário e atender aos projetos de crescimento previstos para os próximos 30 anos.

A estrutura terá potência instalada de 60 megawatts (MW) e será conectada à rede em 138 quilovolts (kV). A execução ficará sob responsabilidade do Consórcio ETR, que terá prazo de até dois anos para concluir a obra.

Capacidade atenderá demanda equivalente a até 60 mil residências

Quando entrar em operação, a nova subestação terá capacidade de fornecimento de energia comparável ao consumo mensal de cerca de 30 mil a 60 mil residências, considerando uma média entre 150 e 250 kWh por imóvel.

Segundo a Portos do Paraná, o investimento foi dimensionado para acompanhar a expansão das atividades do terminal e garantir maior segurança no abastecimento elétrico das operações portuárias.

Projeto contempla futuras ampliações do complexo portuário

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a infraestrutura foi planejada para suportar os novos empreendimentos previstos para o porto, entre eles a construção dos futuros píeres em T e em F, considerados estratégicos para o aumento da capacidade operacional.

Ligação direta com a Copel deve aumentar eficiência

Um dos principais benefícios do projeto será a conexão direta da subestação com a rede principal da Copel, eliminando a necessidade de fornecimento por meio de subestações intermediárias. A medida tende a aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e reduzir perdas no abastecimento.

Para viabilizar a conexão, será necessária a modernização da rede elétrica, com a instalação de novos postes ao longo de aproximadamente quatro quilômetros de vias urbanas.

Com a nova estrutura, o Porto de Paranaguá reforça sua infraestrutura energética e cria condições para sustentar o crescimento da movimentação de cargas e dos investimentos previstos para as próximas décadas.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook