Trafico

Receita Federal apreende 12 kg de cocaína no Porto de Paranaguá

Uma operação da Receita Federal resultou na apreensão de aproximadamente 12 quilos de cocaína em Paranaguá, no litoral do Paraná. A ação ocorreu na manhã da última quinta-feira (26), em um terminal marítimo privado, durante fiscalização de rotina com apoio de inteligência.

A droga estava escondida dentro do sistema de refrigeração de um contêiner, o que exigiu o uso de tecnologia para identificação.

Droga veio da Colômbia e estava em contêiner vazio

O contêiner tinha origem em Cartagena, na Colômbia, e chegou ao Brasil sem carga declarada. A condição de vazio levantou suspeitas e indicou que o entorpecente não foi retirado no destino final.

Segundo a Receita Federal, a carga já estava sob monitoramento, resultado de trabalho prévio de investigação e análise de risco no combate ao tráfico internacional de drogas.

Scanner auxiliou na localização dos entorpecentes

Durante a inspeção, agentes utilizaram equipamentos de scanner para identificar irregularidades na estrutura do contêiner refrigerado. No total, foram encontrados 10 tabletes de cocaína ocultos no condensador do equipamento.

Após a apreensão, o material foi encaminhado à polícia judiciária, responsável por dar continuidade às investigações.

Apreensões se intensificam em 2025

A operação marca a quarta ocorrência de apreensão de drogas em Paranaguá apenas neste ano. Em janeiro, foram interceptados 38 quilos de cocaína. Já em fevereiro, outras duas ações resultaram na apreensão de 36 quilos e 226 quilos, respectivamente.

Neste último caso, a droga estava escondida em uma carga legal de madeira para exportação, disfarçada dentro de vigas de pinus com interior oco.

Mais de 2,4 toneladas apreendidas na região

O volume total de apreensões em 2025 já ultrapassa 2,4 toneladas de cocaína nos portos do Paraná e de Santa Catarina, segundo a Receita Federal.

Somente em Paranaguá, foram mais de 1,8 tonelada de drogas apreendidas em portos, distribuídas em 12 operações ao longo do ano, evidenciando o reforço na fiscalização e no controle aduaneiro.

FONTE: Plural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Portos

Porto de Paranaguá bate recorde com desembarque de 3.370 veículos elétricos

O Porto de Paranaguá registrou o maior desembarque de veículos elétricos da história do Paraná em uma única operação. Ao todo, 3.370 automóveis importados chegaram ao terminal na segunda-feira (23), em uma operação que durou cerca de 17 horas.

Os veículos, produzidos pela montadora chinesa Geely, foram transportados pelo navio Tang Hong, com origem no porto de Nasha, na China.

Operação logística de grande escala

A descarga teve início na noite de domingo (22) e mobilizou uma ampla equipe operacional. Mais de 100 trabalhadores participaram apenas do primeiro turno, incluindo estivadores, fiscais e profissionais de apoio.

Mesmo com chuva na região portuária, a operação ocorreu dentro do cronograma previsto. A produtividade chamou atenção:

  • média de 220 veículos descarregados por hora
  • desempenho superior a outros portos brasileiros, que operam entre 150 e 180 veículos/hora

Após o desembarque, os automóveis foram direcionados ao Terminal de Veículos Ascensus, onde permanecem armazenados antes de seguirem para a unidade da Renault em São José dos Pinhais (PR).

Estrutura especializada garante eficiência

O recorde reforça o papel do Porto de Paranaguá na logística automotiva nacional. A operação foi realizada no berço 219, área dedicada exclusivamente à movimentação de veículos.

Além da agilidade, a operação exigiu alto nível de precisão para evitar danos à carga, característica essencial nesse tipo de atividade.

Expansão das rotas impulsiona setor automotivo

O crescimento da movimentação de veículos importados está ligado à ampliação das rotas marítimas no porto. Em 2025, Paranaguá passou a contar com uma nova linha operada pelo navio Neptune Hellas, da armadora Neptune Lines, especializada em cargas rolantes.

Essa expansão aumentou a conectividade internacional do terminal e consolidou sua posição como um dos principais corredores logísticos do setor no Brasil.

Atualmente, o porto conta com cinco linhas fixas para transporte de veículos.

Hub estratégico no Sul do Brasil

A localização estratégica, próxima a importantes polos industriais e montadoras da região Sul, fortalece o porto como um dos principais hubs de importação e exportação de automóveis do país.

A estrutura dedicada ao segmento inclui áreas amplas para armazenamento, como o pátio operado pela Ascensus, com capacidade para milhares de veículos.

Em 2025, a Portos do Paraná movimentou mais de 106 mil veículos entre importações e exportações, consolidando o crescimento do setor.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Logística

Corredor logístico sustentável: ANTT inicia projeto pioneiro no Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres deu início à estruturação do primeiro corredor logístico sustentável do Brasil, em reunião realizada na última quarta-feira (19). O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, iniciativa privada e sociedade civil para alinhar os primeiros passos do projeto.

Integração entre logística, inovação e sustentabilidade

A proposta, batizada de Conexão Litoral, busca combinar eficiência logística, uso de tecnologia e práticas de sustentabilidade ambiental. Participaram das discussões equipes técnicas da ANTT, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), do Ministério dos Transportes, além de representantes do Governo do Paraná, do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), da Portos do Paraná e da concessionária EPR Litoral Pioneiro.

O objetivo principal é criar um modelo de transporte mais moderno e integrado, capaz de atender às demandas econômicas e aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Paraná como eixo estratégico do projeto

O estado do Paraná foi escolhido como base do projeto devido à sua relevância na produção agrícola e industrial. A região conta com uma estrutura logística essencial para o escoamento de exportações.

Os principais corredores rodoviários convergem para Curitiba e seguem em direção ao litoral, conectando-se ao Porto de Paranaguá. Nesse cenário, a BR-277 se destaca como principal via de ligação entre a capital, o litoral e os terminais portuários.

Impactos econômicos e geração de empregos

Durante o encontro, representantes da concessionária destacaram os benefícios esperados do corredor logístico sustentável, incluindo o fortalecimento do agronegócio, o aumento da competitividade no comércio exterior e o desenvolvimento regional.

As estimativas indicam que o projeto abrangerá cerca de 605 quilômetros de rodovias ao longo de 30 anos de concessão, com gestão de 12 trechos rodoviários. Os investimentos previstos chegam a R$ 19,6 bilhões, com potencial de geração de aproximadamente 110 mil empregos e impacto direto em 27 municípios.

Em Paranaguá, por exemplo, cerca de 44% dos empregos estão ligados à atividade portuária, evidenciando a importância estratégica da região.

Cronograma e próximas etapas

O projeto será desenvolvido em seis fases: planejamento e diagnóstico, modelagem e governança, execução, monitoramento, avaliação técnica e encerramento.

A previsão é que a execução tenha início em 21 de abril de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028. A iniciativa busca consolidar um novo padrão de infraestrutura logística no Brasil, alinhando crescimento econômico com responsabilidade ambiental.

FONTE: ANTT
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alberto Ruy/ANTT

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Portos

Porto de Paranaguá bate recorde na movimentação de cevada com descarga de 50 mil toneladas

O Porto de Paranaguá alcançou um novo marco na movimentação de cevada ao registrar a maior descarga do produto em um único navio. O graneleiro Mercury Island, procedente da Argentina, finalizou a operação com 50 mil toneladas no berço 202 nesta quarta-feira (18).

A carga, que agora segue para o interior do estado, supera o recorde anterior estabelecido em janeiro deste ano, quando o navio Akra movimentou 49.448 toneladas.

Aumento do calado impulsiona capacidade operacional

O desempenho recorde está diretamente ligado aos investimentos em infraestrutura portuária, especialmente na ampliação do calado operacional — medida que define a profundidade máxima que um navio pode atingir na água.

Com o aumento do calado, embarcações conseguem transportar volumes maiores em uma única viagem, o que amplia a eficiência da operação e reduz custos logísticos.

Nos últimos meses, o porto passou por avanços importantes:

  • dezembro de 2024: calado ampliado de 12,8 para 13,1 metros;
  • setembro de 2025: novo aumento para 13,3 metros.

Com esse ganho de 50 centímetros, tornou-se possível adicionar cerca de 3,7 mil toneladas por navio, elevando significativamente a capacidade de carga.

Crescimento expressivo na movimentação de cevada

A movimentação de cevada no Paraná também apresentou forte expansão. No comparativo entre os primeiros bimestres de 2025 e 2026, o volume cresceu 34%, saltando de 123.404 toneladas para 165.338 toneladas.

Além de ser a principal matéria-prima para a produção de malte, utilizado na indústria cervejeira, o cereal também tem aplicações na alimentação humana e na produção de ração animal.

Mesmo sendo o maior produtor nacional, o estado mantém alta demanda interna, consolidando-se como importante destino para o insumo.

Paraná se destaca como polo da indústria cervejeira

O avanço na movimentação do produto acompanha o crescimento do setor. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária apontam que o Paraná contava, em 2024, com 174 cervejarias registradas — um aumento de 3% em relação ao ano anterior.

Entre 2020 e 2024, o segmento investiu cerca de R$ 5 bilhões, direcionados à produção, compra de insumos, modernização industrial e desenvolvimento de embalagens. Esse cenário reforça o estado como um dos principais polos da indústria cervejeira no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Paranaguá completa 91 anos e reforça papel estratégico na economia do Brasil

O Porto de Paranaguá celebra 91 anos nesta terça-feira (17) consolidado como um dos principais pilares da logística portuária brasileira. Segundo maior complexo do país, o terminal é peça-chave no escoamento da produção e no fortalecimento do comércio exterior.

Administrado pela Portos do Paraná, o porto passa por um ciclo contínuo de modernização, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e ganho de eficiência operacional.

Crescimento acima das projeções

Nos últimos anos, a gestão portuária contribuiu para avanços significativos. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume que, segundo projeções anteriores, só seria alcançado a partir de 2035.

O desempenho reforça o protagonismo do terminal no cenário nacional e internacional, especialmente no escoamento de produtos do agronegócio brasileiro.

Reconhecimento e importância estratégica

A administração da autoridade portuária acumula reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre os destaques, estão premiações consecutivas de melhor gestão portuária concedidas pelo governo federal e por entidades internacionais como a American Association of Port Authorities.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o porto vive um novo momento, marcado por eficiência e investimentos estruturais, sem deixar de lado o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Papel no agronegócio e no comércio global

O Porto de Paranaguá é responsável por grande parte das exportações agrícolas do Brasil. O terminal lidera o envio de óleo de soja e se destaca como principal canal global para a exportação de carne de frango congelada.

Essa atuação fortalece a balança comercial brasileira e amplia a presença do país nos mercados internacionais.

Investimentos impulsionam expansão

Desde 2019, mais de R$ 5,1 bilhões foram direcionados a projetos de ampliação da capacidade operacional. Um dos marcos desse processo foi a regularização das áreas arrendáveis, viabilizada por leilões realizados na B3.

Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso, iniciativa que permitirá a entrada de navios maiores, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do porto.

Moegão e novos projetos estruturantes

Entre as principais obras em andamento está o Moegão, moderno sistema de descarga ferroviária de grãos. Com investimento superior a R$ 650 milhões, a estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, otimizando o fluxo logístico e reduzindo impactos urbanos.

Outros projetos incluem a construção do Píer em “T”, com quatro novos berços e capacidade de movimentação de até 32 mil toneladas por hora, além do Píer em “F” e da ampliação do terminal de líquidos — iniciativas que devem elevar o patamar da infraestrutura portuária.

Geração de empregos e impacto regional

Além de sua relevância logística, o porto é um dos principais motores da economia do litoral paranaense. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta setores como transporte, comércio e serviços.

Atualmente, a estrutura conta com centenas de colaboradores diretos, além de milhares de trabalhadores portuários e terceirizados. Estima-se que cerca de 40% dos empregos locais estejam ligados ao porto, que também responde por aproximadamente metade da arrecadação municipal.

Futuro e competitividade

Com investimentos contínuos e projetos estruturantes, o Porto de Paranaguá se prepara para atender à crescente demanda do comércio global. A expectativa é de que o terminal continue ampliando sua capacidade e consolidando sua posição como referência em logística portuária no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Paranaguá apresenta Plano de Descarbonização e reforça meta de emissões zero até 2050

A administração do Porto de Paranaguá deu mais um passo na agenda ambiental ao apresentar o Plano de Descarbonização da Portos do Paraná à comunidade portuária. O documento foi divulgado no Palácio Taguaré, sede administrativa da empresa pública.

O plano reúne estratégias voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) nas atividades portuárias e foi desenvolvido pela Fundación Valenciaport, centro espanhol de inovação ligado ao Porto de Valência e especializado em transição energética, tecnologias limpas e combustíveis renováveis.

Segundo o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, o objetivo está alinhado às metas internacionais do setor marítimo. “A principal meta é alcançar emissões zero até 2050, em consonância com o compromisso da Organização Marítima Internacional (IMO)”, destacou.

Inventário de emissões foi a base do plano

A elaboração do Plano de Descarbonização começou com a construção do Inventário de Gases de Efeito Estufa, concluído no primeiro semestre de 2025. O levantamento também contou com apoio da Fundación Valenciaport.

De acordo com o gerente de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Thales Trevisan, a coleta de dados exigiu uma articulação direta com empresas instaladas no complexo portuário.

O objetivo foi identificar o nível de maturidade das companhias em relação ao monitoramento de emissões e aos próprios inventários ambientais, etapa considerada uma das mais complexas do processo.

Durante o evento de lançamento, especialistas apresentaram as propostas que integram a estratégia rumo à meta Net Zero 2050, incluindo melhorias na coleta de dados ambientais, estudos sobre a demanda energética de navios atracados e projetos de eletrificação do cais.

Entre as medidas sugeridas está a substituição gradual de equipamentos movidos a combustíveis fósseis por versões eletrificadas.

Porto busca engajamento de toda a comunidade portuária

A próxima fase do projeto prevê a criação de grupos de trabalho com operadores portuários e empresas do setor para colocar as medidas em prática.

O coordenador de Monitoramento e Qualidade da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Vader Zuliane Braga, explica que o plano poderá evoluir ao longo do tempo.

Segundo ele, o documento foi concebido como um instrumento dinâmico, que pode receber atualizações conforme novas tecnologias e estratégias surjam no processo de descarbonização portuária.

Entre as iniciativas previstas estão a eletrificação de equipamentos, ajustes nos processos operacionais e novos padrões de gestão voltados à redução das emissões de GEE.

Empresas que atuam no porto também já iniciaram suas próprias ações ambientais. A Catallini Terminais, por exemplo, começou em 2021 a elaborar seu inventário de gases de efeito estufa e trabalha para implementar seu plano de descarbonização ainda este ano.

Já a Cotriguaçu iniciou em 2024 seu levantamento de emissões, que servirá de base para metas futuras alinhadas às iniciativas do setor portuário e às diretrizes da Aliança Brasileira para Descarbonização dos Portos.

Evento reuniu soluções sustentáveis para o setor

Além da participação presencial, mais de 100 pessoas acompanharam o lançamento do plano de forma on-line.

A programação incluiu pitches de inovação e exposições de empresas com soluções sustentáveis voltadas à logística e às operações portuárias.

Entre as iniciativas apresentadas esteve o projeto do Grupo Borelli, que utiliza caminhões movidos a Gás Natural Veicular (GNV) no transporte de cargas entre o interior do Paraná e o litoral.

A empresa Linck Máquinas, distribuidora oficial da Volvo, também exibiu equipamentos eletrificados, como a pá carregadeira elétrica, desenvolvida para reduzir emissões em operações portuárias.

Especialistas destacaram que a transição energética no setor portuário representa não apenas desafios ambientais, mas também novas oportunidades econômicas e ganhos de competitividade.

Maioria das emissões vem dos navios

O inventário ambiental do complexo portuário foi elaborado com base no GHG Protocol, metodologia internacional para mensuração e gestão de emissões de gases de efeito estufa, além do guia técnico de cálculo de pegada de carbono em portos publicado pela Puertos del Estado.

Os dados mostram que, no período analisado, as atividades ligadas aos portos do Paraná emitiram cerca de 678 mil toneladas de CO₂ equivalente.

As emissões foram divididas em três escopos:

  • Escopo 1: emissões diretas da Autoridade Portuária (2,7% do total)
  • Escopo 2: emissões indiretas relacionadas ao consumo de energia elétrica (0,1%)
  • Escopo 3: emissões indiretas de operações ligadas ao porto, como terminais, transporte terrestre e navios (97,1%)

O levantamento também revelou que 89,2% das emissões registradas em 2023 foram geradas pelos navios, e não pelas operações diretas do porto.

Incentivo a “navios verdes” no Porto de Paranaguá

Como forma de estimular práticas ambientais mais eficientes, a Autoridade Portuária adota políticas de incentivo aos chamados “navios verdes”.

Essas embarcações, que apresentam melhor desempenho ambiental ou utilizam matrizes energéticas de menor emissão, recebem prioridade de atracação no Porto de Paranaguá.

A medida está prevista no Regulamento de Programação, Operações e Atracações de Navios, atualizado em 2023.

Outras iniciativas ambientais da Portos do Paraná

A agenda ambiental da Portos do Paraná inclui ainda participação ativa na COP (Conferência das Partes da ONU sobre mudanças climáticas) desde 2019, quando a empresa passou a apresentar projetos socioambientais realizados nas comunidades próximas aos portos paranaenses.

Outro destaque é a parceria firmada em 2023 com o Porto de Rotterdam, na Holanda. O acordo prevê o desenvolvimento de projetos de energias renováveis nos portos de Paranaguá e Antonina dentro do programa internacional Green Ports Partnership.

Além disso, a Portos do Paraná é atualmente o único porto público do Brasil com certificação EcoPorts, reconhecimento internacional voltado à gestão ambiental sustentável em complexos portuários.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Trafico

Receita Federal apreende 226 kg de cocaína em contêiner no Porto de Paranaguá

A Receita Federal apreendeu 226 quilos de cocaína durante uma operação de fiscalização em um terminal portuário privado no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. A apreensão ocorreu na tarde de 10 de março, após inspeção de rotina realizada com o uso de scanner de cargas.

A droga estava escondida em um contêiner que transportava madeira para exportação, aparentemente regular. Após a identificação de irregularidades na análise de imagem, agentes realizaram a verificação detalhada e localizaram os tabletes da substância ilícita.

Droga estava escondida dentro de vigas de madeira

Segundo informações da fiscalização, a cocaína estava ocultada no interior de vigas de pinus tratadas, que haviam sido adaptadas para criar espaços ocos. A estratégia visava camuflar a droga em meio à carga lícita de madeira destinada ao comércio exterior.

O contêiner seguiria inicialmente para a Espanha, onde passaria por transbordo no Porto de Las Palmas, considerado um importante hub logístico do Atlântico por conectar rotas entre Europa, África e América. O destino final da carga seria a Itália.

Droga foi encaminhada para investigação

Após a apreensão, todo o material foi encaminhado para a polícia judiciária competente, responsável por conduzir as investigações sobre a origem da droga e possíveis envolvidos na tentativa de tráfico internacional de drogas.

Paranaguá já registra três apreensões em 2026

Esta foi a terceira apreensão de cocaína realizada no Porto de Paranaguá em 2026. Nos dois primeiros meses do ano, as operações de fiscalização já haviam resultado na retenção de 72 quilos da droga.

Os dados também mostram a dimensão do combate ao tráfico nos portos do Sul do Brasil. Em 2025, a Receita Federal apreendeu mais de 2,4 toneladas de cocaína em operações realizadas nos portos do Paraná e de Santa Catarina.

Somente no Porto de Paranaguá, as autoridades interceptaram mais de 1,8 tonelada da droga em 12 operações ao longo do ano passado.

Fiscalização reforça combate ao tráfico internacional

A Receita Federal destaca que as operações fazem parte de uma estratégia contínua de combate ao tráfico internacional de drogas, realizada em cooperação com outros órgãos de segurança pública e inteligência.

O órgão também reforça que o uso de tecnologia de inspeção, análise de risco e monitoramento de cargas tem sido fundamental para identificar tentativas de envio de entorpecentes em portos brasileiros, protegendo as fronteiras e fortalecendo o controle aduaneiro no país.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Portos

Mapa identifica suspeita de fraude em carga de soja no Porto de Paranaguá

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) detectou indícios de fraude em uma carga de soja destinada à exportação no Porto de Paranaguá, no Paraná. A irregularidade foi identificada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) após comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), registrada em 24 de fevereiro.

A verificação ocorreu no Pátio de Triagem do porto, onde equipes realizaram uma fiscalização para conferir se o produto atendia aos padrões oficiais de identidade e qualidade exigidos para exportação e consumo humano.

Fiscalização encontra divergências na carga

Durante a inspeção, os técnicos identificaram diferenças entre o produto transportado e as informações presentes na documentação fiscal, levantando suspeitas sobre a origem ou a composição da carga.

O carregamento analisado tinha aproximadamente 42 toneladas de soja. Ao chegar ao porto, foram constatados sinais de adulteração, com inconsistências em relação ao produto inicialmente declarado. Uma auditoria no processo de classificação da soja reforçou as suspeitas ao apontar que a composição do material não correspondia às especificações registradas nos documentos.

Controle das exportações é estratégico para o Brasil

De acordo com o chefe do Sipov/PR, Fernando Augusto Mendes, a fiscalização rigorosa das exportações é essencial para manter a credibilidade da soja brasileira no mercado internacional.

Segundo ele, o Brasil ocupa posição de destaque como maior produtor e exportador mundial de soja, o que exige monitoramento permanente e fortalecimento dos mecanismos de controle sanitário e de qualidade.

Fiscalização de produtos vegetais segue legislação específica

O Mapa é responsável por supervisionar a qualidade, classificação e conformidade de produtos vegetais destinados ao mercado interno e às exportações.

Essa atividade segue as diretrizes da Lei nº 9.972/2000, que institui o Sistema Brasileiro de Classificação de Produtos Vegetais, regulamentada pelo Decreto nº 12.709/2024. Normas complementares definem os critérios técnicos e operacionais aplicáveis a cada tipo de produto agrícola.

Fiscalização da soja ocorre em três etapas no Paraná

No Paraná, o controle oficial da soja destinada à exportação ocorre em três fases conduzidas pelo Ministério da Agricultura.

A primeira etapa acontece na origem da carga, em 64 unidades registradas no estado que atuam como armazenadoras e exportadoras — principalmente para o mercado chinês. Nesse momento são avaliados critérios de identidade, qualidade e classificação do produto.

A segunda fase ocorre quando os caminhões chegam ao Porto de Paranaguá, onde são realizadas inspeções no Pátio de Triagem e nos terminais portuários, em operação conjunta com a APPA e órgãos estaduais. Somente em 2025, mais de 507 mil veículos passaram por fiscalização.

A etapa final ocorre no momento do embarque da soja no navio, quando a inspeção é feita em parceria com a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Nessa fase ocorre a verificação final da carga e a emissão do certificado fitossanitário para exportação.

Caso segue em investigação

O superintendente federal de Agricultura no Paraná, Almir Gnoatto, destacou que a fiscalização é fundamental para garantir transparência e confiança no agronegócio brasileiro.

Segundo ele, a atuação do Ministério assegura que produtos vegetais comercializados e exportados cumpram os padrões oficiais, protegendo produtores, compradores e a reputação do país no comércio internacional.

A ocorrência segue em análise. O Mapa investiga possíveis irregularidades administrativas e operacionais, enquanto eventuais crimes estão sob apuração da Polícia Federal, conforme prevê a legislação.

Destinação da carga apreendida

A carga de soja identificada com suspeita de fraude deverá ser destruída sob supervisão do Ministério da Agricultura. O procedimento formal ainda está em definição, mas a destinação final deverá ocorrer em aterro sanitário, com acompanhamento técnico do órgão.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Portos

TCP celebra marca de 20 milhões de TEUs movimentados no Terminal de Contêineres de Paranaguá

A TCP, empresa responsável pela administração do Terminal de Contêineres de Paranaguá, comemorou a marca de 20 milhões de TEUs movimentados ao longo de seus 28 anos de operação. A celebração ocorreu durante uma cerimônia que reuniu executivos, colaboradores e representantes da Portos do Paraná.

O momento simbólico foi marcado pelo içamento do vigésimo milionésimo contêiner, destacando a trajetória de crescimento do terminal dentro do Porto de Paranaguá, um dos principais hubs logísticos do país.

Segundo Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, o número representa mais do que um marco operacional.

Ele destacou que o resultado reflete o trabalho contínuo de profissionais que contribuíram para o desenvolvimento do terminal desde sua criação em 1998, iniciativa liderada por empresários paranaenses. Atualmente, a empresa integra o grupo China Merchants Port, uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres.

Terminal lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a TCP foi novamente reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil, repetindo a liderança obtida no ano anterior.

Nos últimos oito anos, o crescimento da operação foi expressivo. A movimentação anual de contêineres passou de 789 mil TEUs em 2017 para 1,6 milhão de TEUs em 2025, mais que dobrando o volume operado.

Para Santos, o desempenho também reflete os investimentos realizados pela empresa e a cooperação com instituições estratégicas do setor portuário, incluindo a Autoridade Portuária de Paranaguá, a Marinha do Brasil e o Serviço de Praticagem de Paranaguá.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, ressaltou que a parceria entre o terminal e a autoridade portuária tem gerado impactos positivos para o comércio exterior brasileiro e para a economia nacional.

Movimentação de cargas cresce 8% em janeiro de 2026

O início de 2026 também trouxe resultados expressivos para o terminal. Em janeiro, a TCP movimentou 145.592 TEUs, o melhor desempenho já registrado para o mês em toda a série histórica.

O volume representa um crescimento de 8% em comparação com janeiro de 2025.

Considerando embarques e desembarques, o terminal movimentou 1,014 milhão de toneladas de cargas no período. As exportações somaram 680 mil toneladas, aumento de 19% em relação às 567 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Já as importações alcançaram 334 mil toneladas, crescimento de 9% frente às 307 mil toneladas de janeiro de 2025.

Exportação de carnes lidera movimentação

Entre os principais segmentos exportados pelo terminal, o destaque ficou para o setor de carnes e congelados, que embarcou 357 mil toneladas, volume 45% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Outros segmentos importantes foram o de madeira, que manteve estabilidade com 105 mil toneladas exportadas, e o de papel e celulose, que atingiu 88 mil toneladas, aumento de 30% em relação a janeiro de 2025.

Importações são puxadas por químicos e automotivos

Nas importações, os maiores volumes foram registrados nos setores químico e petroquímico, com 54 mil toneladas, seguidos pelo segmento automotivo, com 47 mil toneladas, e pelo setor de eletroeletrônicos, que movimentou 31 mil toneladas.

Fluxo rodoviário e operações marítimas batem recorde

O acesso rodoviário ao terminal também registrou números históricos. Ao longo de janeiro, passaram pelo gate da TCP cerca de 56.880 contêineres, crescimento de 11% em relação às 51.467 unidades registradas no mesmo mês do ano anterior.

Considerado o maior concentrador de serviços marítimos semanais entre os terminais brasileiros, o terminal opera atualmente 23 linhas de navegação, incluindo rotas de longo curso e cabotagem.

Durante o mês, o porto recebeu 84 navios, reforçando sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.

Ampliação do calado aumenta capacidade dos navios

Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP, o desempenho positivo de janeiro está ligado à conquista de novos clientes em diferentes regiões do país e ao crescimento das exportações de carnes.

Outro fator relevante foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, que permite a atracação de navios com maior capacidade de carga.

Desde 2024, a profundidade do canal de acesso passou por três revisões, saindo de 12,10 metros para 13,30 metros.

Esse aumento de 1,20 metro possibilita que cada embarcação transporte cerca de 960 TEUs adicionais por viagem, ampliando significativamente a eficiência logística do porto.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina tem prazo de consulta pública prorrogado

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) decidiu ampliar o prazo da consulta pública do Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, no Paraná. Com a prorrogação, a sociedade terá mais 15 dias para enviar sugestões e comentários sobre o documento estratégico.

Inicialmente previsto para terminar neste domingo (8), o período de participação foi estendido até 23 de março, permitindo que mais interessados possam contribuir com o planejamento do complexo portuário.

Participação aberta a cidadãos, empresas e órgãos públicos

A decisão de ampliar o prazo atende a solicitações de diferentes setores envolvidos no desenvolvimento do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina.

Podem participar da consulta pública cidadãos, empresas, entidades da sociedade civil e órgãos da administração pública. O objetivo é reunir sugestões que ajudem a aperfeiçoar a política pública de desenvolvimento portuário e fortalecer o planejamento da infraestrutura logística da região.

As contribuições devem ser enviadas de forma identificada e com justificativa técnica, garantindo maior qualidade no processo de análise das propostas.

Plano Mestre orienta investimentos e planejamento portuário

O Plano Mestre portuário é um instrumento estratégico utilizado pelo governo federal para orientar o desenvolvimento dos complexos portuários brasileiros.

Esse documento reúne diretrizes que norteiam investimentos de curto, médio e longo prazos, além de planejar a expansão da infraestrutura logística, a relação entre porto e cidade e os acessos terrestres aos terminais.

A elaboração do plano segue diretrizes da legislação do setor portuário, com foco na modernização das operações e no aumento da eficiência logística.

Documento está disponível na plataforma Brasil Participativo

As sugestões para o Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina devem ser encaminhadas por meio de formulário eletrônico disponível na plataforma Brasil Participativo.

No mesmo ambiente digital também estão disponíveis para consulta pública o documento preliminar do plano e o apêndice técnico, que apresentam as propostas iniciais de planejamento para o complexo portuário paranaense.

A expectativa do ministério é que a participação da sociedade contribua para aprimorar as estratégias de desenvolvimento e fortalecer o papel do complexo na logística portuária brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves/Porto de Paranaguá

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