Portos

Governo assina contrato do PAR14 e empresa investirá R$ 1,2 bilhão no Porto de Paranaguá

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou, na última quinta-feira (18) o contrato de arrendamento da área PAR14, da Portos do Paraná, com a empresa BTG Pactual Commodities Sertrading, vencedora do leilão. O certame, realizado em abril na Bolsa de Valores do Brasil (B3), prevê um investimento de R$ 1,2 bilhão na chamada poligonal do Porto de Paranaguá.

O PAR14 é formado por espaços que já são operacionais, como o terminal de granéis e o Silo Público, além de uma área greenfield (que pode receber edificações). De acordo com o contrato, o BTG fará melhorias na área de 82,4 mil m², que totalizam R$ 529 milhões. Outro compromisso é o aporte de R$ 477 milhões para a construção da primeira fase do Píer em “T”.

Além dos investimentos obrigatórios, o BTG vai repassar à Portos do Paraná R$ 225 milhões referentes à outorga do leilão. O valor será aplicado em diversos projetos de melhoria de infraestrutura do próprio porto. O BTG já pagou a primeira parcela, no valor de R$ 33,7 milhões.

De acordo com o governador, a oficialização do arrendamento é estratégica para o Porto de Paranaguá. “É um investimento bilionário que vai ampliar a capacidade de exportação com mais quatro berços, garantindo que o Porto de Paranaguá continue sendo o mais eficiente do Brasil”, destacou.

“Esse conjunto de cifras que engloba o contrato e a outorga vai aquecer a economia do nosso Litoral, principalmente na geração de emprego e renda que, consequentemente, movimenta o comércio e outros setores”, complementou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Segundo o chairman e sênior partner do BTG, André Esteves, serão gerados mais de 1,6 mil empregos diretos e outros 3,4 mil indiretos. “No fundo é isso que faz a sociedade evoluir. É a crença no potencial do Brasil que promove investimentos como o nosso aqui em Paranaguá, que se transformam em emprego e dignidade para quem de fato faz o País evoluir”, declarou.

André Esteves também garantiu que a preferência de contratação será de moradores da região litorânea do Estado. “A geração de emprego começa agora, com o início das obras, mas também vai garantir vagas para quando o terminal e o novo píer estiverem prontos”, apontou.

Em até sete anos, a empresa deverá fazer a expansão da capacidade estática total para, no mínimo, 323 mil toneladas, ou compatível com a capacidade dinâmica prevista de, no mínimo, 6,8 milhões de toneladas/ano, após a conclusão dos investimentos.

A arrendatária deverá fazer melhorias no sistema de recepção rodoviária para atender à demanda projetada para o terminal, incluindo a instalação de novas balanças e novos tombadores, além da conexão com o Moegão, obra de mais de R$ 650 milhões que irá conectar 11 terminais e ampliar a capacidade ferroviária.

LEILÕES – O leilão da área PAR14 ocorreu em abril deste ano junto com outras duas áreas do Porto de Paranaguá, o PAR15 e o PAR25. Ao todo, os lances dos três arrendamentos alcançaram R$ 855 milhões. Todas as empresas já pagaram o primeiro aporte das outorgas para a confirmação do contrato.

Somente em obrigações contratuais, os três PARs irão gerar um investimento de R$ 2,2 bilhões nos próximos anos, incluindo as melhorias das áreas arrendadas e os aportes para a primeira fase do Píer em “T”.

A assinatura dos contratos de concessão de arrendamento dos PARs 15 e 25 será agendada para as próximas semanas. Com isso, as empresas também poderão iniciar a estruturação de seus espaços.

Apesar de haver um prazo de execução das melhorias, todas as arrendatárias se manifestaram à presidência da Portos do Paraná, de forma oficial, sobre a intenção de iniciar suas atividades o mais rápido possível.

Com isso, a expectativa é que a primeira fase do Píer em “T”, por exemplo, seja concluída em até três anos após a concretização de todo o processo de posse das áreas.

Com o arrendamento dos três PARs, a Portos do Paraná alcançou a marca de oito leilões realizados e atingiu 100% da regularização das próprias áreas, tornando-se a primeira autoridade portuária do Brasil a conquistar esse feito.

PÍER EM T – O governador Carlos Massa Ratinho Junior também já anunciou o investimento de R$ 1 bilhão do Estado para a construção do Píer em T, que vai ampliar a capacidade de movimentação de cargas no terminal. Esse valor se soma aos investimentos.

Fonte: Portos do Paraná

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Portos

Porto de Paranaguá amplia calado para navios graneleiros e aumenta capacidade de exportação

Com a nova medida, os navios poderão receber 1,5 mil toneladas a mais a cada atracação

Os navios graneleiros sairão ainda mais carregados do Porto de Paranaguá após autorização dos órgãos competentes para o aumento de calado, que passou de 13,1m para 13,3m. O calado é a distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação (quilha). A liberação foi publicada pela Portos do Paraná na Portaria nº 188/2025 da Norma de Tráfego Marítimo e Permanência, nesta quarta-feira (17).

Com o acréscimo de 20 centímetros, a capacidade de carregamento de granéis sólidos — como soja, milho e farelos — aumenta em até 1,5 mil toneladas por navio. A medida representa vantagem competitiva para os operadores, que passam a movimentar mais carga sem acréscimo de custos.

Desde a última atualização do calado, em dezembro de 2024, quando passou de 12,80m para 13,10m, o corredor de exportação do Porto de Paranaguá ampliou sua capacidade em mais de 5%. Isso significou pouco mais de 800 mil toneladas adicionais movimentadas até agosto deste ano.

“O nosso objetivo é receber navios cada vez maiores, que possam embarcar mais mercadorias, mantendo a excelência no atendimento às constantes demandas do mercado”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A medida foi aprovada pela praticagem e pela Marinha do Brasil e se aplica aos berços 201, 202, 204, 209, 211, 212 e 213, destinados à movimentação de cargas como açúcar, farelo, fertilizantes, milho e soja em grão.

As obras de derrocagem concluídas no ano passado e os investimentos frequentes em dragagem realizados pela empresa pública são os principais responsáveis pelos sucessivos avanços no calado.

Concessão do canal de acesso e calado de 15,5m

No próximo dia 22 de outubro será realizado, na Bolsa de Valores do Brasil (B3), o leilão para concessão do canal de acesso aos portos paranaenses. Entre as melhorias previstas está a ampliação do calado para 15,5m nos cinco primeiros anos da concessão e a manutenção do mesmo até o final do contrato.

A concessão também prevê um desconto de 12,63% na taxa Inframar, paga pelas embarcações para acessar os portos. A arrendatária só passará a receber a tarifa completa — e poderá solicitar ajustes gradativos — após cumprir o cronograma de melhorias estipulado no edital e no contrato de concessão.

A vencedora terá ainda o compromisso de realizar estudos e levantamentos hidrográficos, dragagem, derrocagem, sinalização, entre outras ações de manutenção e modernização do canal de acesso ao Porto de Paranaguá.

O investimento previsto é de R$ 1,23 bilhão, a ser executado nos cinco primeiros anos do contrato, que terá vigência de 25 anos.

Flexibilidade de manobras

A última atualização da Norma de Tráfego ocorreu em agosto, quando a Portos do Paraná divulgou a flexibilização das manobras de desatracação nos berços que movimentam, preferencialmente, cargas de granéis vegetais sólidos de exportação, como soja em grão, farelo, milho e açúcar.

A Portaria nº 144/2025 passou a valer no dia 1º de agosto, abrangendo os berços 201, 204, 212, 213 e 214 do Porto de Paranaguá. A medida foi possível após a remoção da ponta da Pedra da Palangana e a revisão da sinalização do Canal de Acesso, com base em simulações de manobras que garantiram segurança às embarcações no momento da saída do cais, sem restrições de maré ou corrente.

Fonte: Portos do Paraná

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Evento, Portos

Itajaí recebe, na quinta-feira (18), encontro do Porto Itapoá com empresários do trade logístico e portuário

No encontro, serão apresentados os diferenciais, os investimentos e o planejamento estratégico do Terminal.

Para reforçar a parceria entre o Porto Itapoá e o segmento logístico da região de Itajaí, com foco em oferecer soluções eficientes e seguras, acontece em Itajaí, nesta quinta-feira (dia 18), mais uma edição do “Itapoá Day”.

O encontro será realizado no Restaurante Quinta Borba (bairro Fazenda), no período da tarde, e destinado exclusivamente para empresários e gestores de empresas regionais do segmento logístico. Esta é a 2ª edição realizada na cidade de Itajaí, demonstrando sua relevância para o Porto Itapoá.

O diretor de Desenvolvimento de Negócios e Experiência do Cliente do Porto Itapoá, Felipe Fioravanti Kaufmann, destaca a importância estratégica da região de Itajaí para o Terminal. “Nosso objetivo com o Itapoá Day é estreitar ainda mais o relacionamento com o segmento, apresentar nossas soluções e ouvir as demandas dos clientes e parceiros locais”, afirma o gestor. O evento acontece na semana em que é comemorado o dia do cliente.

O polo industrial e logístico da região do Vale do Itajaí utiliza, de forma estratégica e crescente, as operações do Porto Itapoá para realizar seus embarques internacionais.

Além da apresentação institucional, o evento será uma oportunidade para destacar o desempenho e os recentes investimentos do Porto, que vem conquistando posições de liderança no cenário nacional.

Liderança no Sul e crescimento acelerado

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o Porto Itapoá aparece como o 3º maior movimentador de contêineres do Brasil, atrás apenas do complexo portuário de Santos e do Porto de Paranaguá.

Esse avanço reflete a combinação de eficiência operacional, inovação tecnológica e investimentos contínuos em infraestrutura. Somente na nova Fase IV de expansão, o Porto Itapoá prevê R$ 500 milhões em aportes, incluindo a ampliação de pátios, aquisição de equipamentos de última geração e melhorias em sustentabilidade, como o reforço da maior frota elétrica portuária do país.

Outro marco recente foi a assinatura de uma Parceria Público-Privada (PPP) com o Governo de Santa Catarina para a dragagem e aprofundamento do canal da Baía da Babitonga. O projeto permitirá a operação de navios de até 366 metros, tornando o complexo portuário o primeiro do Brasil apto a receber embarcações desse porte com carga máxima, o que ampliará a competitividade e a capacidade logística da região.

Com essa série de avanços, o Porto Itapoá consolida-se como líder em movimentação no Sul do país, e um dos principais vetores de desenvolvimento logístico, econômico e ambiental do Brasil.

TEXTO E IMAGENS: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTO DE ITAPOÁ

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Investimento

Terminal na mira de operação receberia meio bilhão em investimento

Operação de órgãos de segurança mira aquisição e movimentação no PAR50, no Porto de Paranaguá

A operação de órgãos de segurança deflagrada na manhã desta quinta-feira (28), que investiga fraudes no setor de combustíveis, investiga a aquisição do terminal portuário PAR50, do Porto de Paranaguá (PR).

A operação dos órgãos de segurança investiga fundos de investimentos envolvidos na aquisição do terminal. Entre eles está o Atena Fundo de Investimento em Participações — que é o único cotista da Stronghold, que adquiriu a Liquipar e venceu o leilão do terminal em 2023.

Liquipar arrematou o terminal por R$ 1 milhão num leilão realizado em 2023. O PAR50 tem cerca de 85 mil m² e capacidade para armazenar 70 mil m³ de combustíveis e outros granéis líquidos — o equivalente a 28 piscinas olímpicas.

No ano passado, a empresa que administra o terminal anunciou planos ambiciosos para expandir a movimentação do terminal. A promessa era de investir R$ 572 milhões para triplicar a capacidade de escoamento de líquidos pelo terminal, passando para 205 mil m³.

Em nota à CNN, a Liquipar disse que o investimento “tem como objetivo exclusivo a modernização, a segurança e a ampliação da infraestrutura do terminal, de acordo com o previsto no contrato de arrendamento, em conformidade com todas as exigências legais e ambientais”.

A empresa ainda afirma que “jamais movimentou qualquer carga de combustíveis, incluindo metanol, no Terminal PAR50, no Porto de Paranaguá”. “Desde que assumiu a administração do terminal, em abril de 2024, a Liquipar ainda não realizou nenhuma operação, inclusive, seus tanques permanecem vazios e nenhum tipo de produto foi movimentado até o presente momento”, indicou.

“A ordem de serviço, que é emitida pela Autoridade Portuária e é indispensável para o início das operações, só foi expedida em junho de 2025. Até então, o terminal não estava apto a operar, o que tornaria tecnicamente impossível qualquer movimentação de cargas nesse período”, completou.

Veja abaixo a nota completa:

A Liquipar Operações Portuárias esclarece que jamais movimentou qualquer carga de combustíveis, incluindo metanol, no Terminal PAR50, no Porto de Paranaguá. Desde que assumiu a administração do terminal, em abril de 2024, a Liquipar ainda não realizou nenhuma operação, inclusive, seus tanques permanecem vazios e nenhum tipo de produto foi movimentado até o presente momento.

A ordem de serviço, que é emitida pela Autoridade Portuária e é indispensável para o início das operações, só foi expedida em junho de 2025. Até então, o terminal não estava apto a operar, o que tornaria tecnicamente impossível qualquer movimentação de cargas nesse período.

É importante ressaltar que o licenciamento concedido pelo órgão ambiental IAT, não contempla a movimentação de metanol, limitando-se apenas a diesel, biodiesel e etanol;

Essas informações podem ser facilmente comprovadas:
– Pelas guias de importação, que não registram qualquer operação realizada pela Liquipar;
– Pelas estatísticas oficiais disponíveis no site da Portos do Paraná;
– Pelo ofício expedido pela Autoridade Portuária (PROTOCOLO nº: 24.368.330-0) em 6 de agosto de 2025 no qual solicita explicações pela ausência de movimentação junto ao terminal da Liquipar, o que comprova de forma inequívoca e incontroversa, que até o presente momento, não há qualquer movimentação de produtos no PAR 50, área arrendada cujo arrendatário é a Liquipar;
Além disso, destaca que:
– Todas as operações portuárias são controladas e fiscalizadas pela ANTAQ, Receita Federal, Portos do Paraná e demais autoridades competentes;

O investimento de R$ 572 milhões anunciado pela empresa tem como objetivo exclusivo a modernização, a segurança e a ampliação da infraestrutura do terminal, de acordo com o previsto no contrato de arrendamento, em conformidade com todas as exigências legais e ambientais.

A Liquipar é por definição um terminal portuário destinado ao armazenamento de líquidos em tanques fixos, ela não realiza transporte de mercadorias ou tampouco formula combustíveis.

A Liquipar atua com absoluta transparência e está à disposição das autoridades para cooperar com as investigações, prestando todos os esclarecimentos necessários, em coerência com seu compromisso com a legalidade, a segurança e o desenvolvimento do Porto de Paranaguá.

Fonte: CNN Brasil

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Notícias

Receita Federal retém 48,5 kg de cocaína no Porto de Paranaguá

A droga estava oculta na máquina evaporadora de um contêiner com destino ao Marrocos.

A Receita Federal reteve 48,5 kg de cocaína na tarde de hoje, 19 de agosto, no Terminal de Contêineres no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná.

Foram retidos 44 tabletes da droga, escondidos na máquina evaporadora de um contêiner reefer, com carga de frango, e com destino ao Marrocos.

Nesta ação, os servidores da Receita Federal contaram com o auxílio do agente canino Enzo.

Ao todo, em 2025, a Receita Federal já reteve 1.090 kg de cocaína nos portos do Paraná e Santa Catarina.

Ao fim da operação, a droga foi entregue à polícia judiciária competente para prosseguimento de investigações.

A Receita reafirma seu compromisso no combate ao contrabando e ao descaminho, colaborando para o bem-estar econômico da nação e para garantir a segurança das operações lícitas.

Fonte: Receita Federal

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Comércio Exterior, Portos

Porto de Paranaguá registra movimento extraordinário de mais de 2,5 mil caminhões no Pátio de Triagem

Pela primeira vez na história, o Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá recebeu, ao longo de 24 horas, 2.523 caminhões carregados de grãos e farelos. A movimentação registrada entre os dias 21 e 22 de julho é 4% maior que o último recorde, registrado em julho de 2023, quando 2.456 veículos acessaram o local.

Desde o dia 1º de julho até ontem, 38.494 caminhões entraram no Pátio. O volume já é maior que os registrados nos meses de junho e maio, e deverá superar também o mês de abril, que fechou com 38.615 veículos. No primeiro semestre deste ano, 254.338 caminhões entraram no Pátio, um aumento de 13,3% em relação ao mesmo período de 2024.

“Essa movimentação comprova que estamos preparados e prontos para atender às necessidades dos produtores rurais, indústrias, exportadores e importadores. Fazemos isso aplicando inteligência logística e a infraestrutura, que está constantemente recebendo investimentos”, destaca o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O recorde registrado na tarde desta terça-feira supera, com sucesso, a projeção de atendimento do local, que é de 2.500 caminhões. O Pátio possui ainda 1.000 vagas estáticas para estacionamento. “Mais uma vez, o sistema Carga Online se mostrou eficiente e não permitiu a formação de filas nas vias de acesso ao Pátio de Triagem”, explicou o assessor especialista da da diretoria de operações da Portos do Paraná, Alessandro Conforto.

O Carga Online é responsável pelo planejamento que garante a eficiência e a organização da recepção de cargas rodoviárias. É por esse sistema que as empresas, assim que solicitam o envio das mercadorias, ficam sabendo exatamente o dia e a janela de horário em que o caminhão pode acessar a triagem.

Da mesma forma, as equipes que fazem o receptivo se programam e se preparam para atuar com a maior agilidade possível. Foi o que aconteceu nas últimas horas, com o aumento de pessoal para a classificação dos produtos.

Uma vez ordenado o cronograma de entrada no Pátio de Triagem, também é possível controlar a destinação dos veículos para os terminais exportadores, evitando filas e minimizando os impactos no trânsito na região portuária.

O benefício do Carga Online é mútuo. Além de garantir a fluidez do tráfego, o motorista não corre o risco de ficar ocioso, perdendo tempo em fila e impedido de realizar outros fretes.

“Mesmo com esse recorde, a operação ocorreu dentro dos parâmetros de controle, mantendo o rigor na verificação da qualidade das cargas recebidas. Isso reforça o compromisso com o padrão de excelência do Porto de Paranaguá”, aponta o coordenador do Pátio de Triagem, Bruno Guimarães.

Alto volume de cargas

De acordo com a diretoria de operações portuárias, o Porto de Paranaguá está vivenciando um período de alta demanda nas exportações. Diante disso, as equipes estão focadas em todas as frentes para atender os operadores que atuam no corredor de exportação com a maior eficiência possível.

Confira abaixo um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres via Porto de Paranaguá | Jan 2022 – Maio 2025 | TEU

Nos últimos dias, praticamente todos os berços do cais de Paranaguá estão ocupados por grandes embarcações, chegando a ter até 20 navios atracados, incluindo o terminal de líquidos.

A expectativa é de que a Portos do Paraná novamente supere o volume de movimentação de cargas. Em 2024, a empresa atingiu 66,7 milhões de toneladas. Para este ano, a estimativa é chegar a 70 milhões. Somente no primeiro semestre de 2025, os portos de Paranaguá e Antonina chegaram a 34,2 milhões de toneladas de cargas embarcadas e desembarcadas — a maior movimentação já registrada em um único semestre.

Fonte: Portos de Paraná

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Exportação, Portos

Com 44% da exportação nacional de frango, Porto de Paranaguá é o principal exportador de carnes brasileiras 

Mais de 1,2 milhão de toneladas de carnes de frango, bovina e suína foram embarcadas entre janeiro e maio deste ano 

A Portos do Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras de proteína animal congelada, atingindo 35,1% do total nacional nos cinco primeiros meses de 2025. Com esse desempenho, o porto mantém o título de maior corredor exportador de carnes do Brasil. Entre janeiro e maio, foram embarcadas 1.280.167 toneladas com destino a países como China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita, entre outros. 

O volume representa um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, considerando as remessas de carnes de frango, bovina e suína.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango, com destaque para o Paraná, estado líder em produção. O Porto de Paranaguá concentra o maior terminal exportador de aves congeladas do planeta, responsável por 44,1% de toda a produção nacional enviada ao exterior — mais que o dobro da participação do Porto de Santos, que registrou 20,9%. Em 2024, Paranaguá respondeu por 48% das exportações brasileiras de aves de corte.

“Esses resultados são fruto de uma administração dedicada à execução inteligente das operações e a investimentos logísticos consistentes. É um trabalho construído com o apoio de toda a comunidade portuária. O aumento da profundidade do nosso canal, por exemplo, permite embarcar mais carga sem elevar os custos operacionais para quem exporta. É mais por menos”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

De janeiro a maio deste ano, os embarques de aves congeladas aumentaram 2,5%, mesmo diante das restrições impostas por alguns países em razão de um caso isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul. Foram movimentadas 923.477 toneladas, ante 900.909 toneladas registradas no mesmo período de 2024.

Exportação de carne bovina cresce mais de 50% até maio

Paranaguá também se destaca nas exportações de carne bovina, com a segunda maior movimentação entre os terminais brasileiros. Até maio, houve um crescimento expressivo de 50,9% em relação ao ano anterior, passando de 183.570 toneladas para 276.969 toneladas.

“Somos a principal porta de saída para as carnes de frango, bovina e suína do Brasil. Isso comprova a eficiência dos portos do Paraná. Temos estrutura para diversos tipos de carga, e esses números evidenciam nosso papel como corredor logístico multipropósito. O que o Paraná e o Brasil produzirem, temos capacidade de exportar”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

Produção pecuária impulsiona desempenho

O Paraná lidera a produção nacional de proteína animal, com destaque para a carne de frango, responsável por 34,6% da produção brasileira no acumulado de janeiro a março de 2025, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em relação à carne suína, o estado ocupa a segunda posição, com 21,9% do total nacional, no mesmo período. 

Já na pecuária bovina, embora com participação menor, o Paraná apresentou crescimento no primeiro trimestre: foram 354 mil cabeças abatidas entre janeiro e março, um acréscimo de 14,2 mil em relação ao mesmo período de 2024 — equivalente a 3,6% da produção nacional.

De acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura do Paraná (SEAB), em 2024 o Paraná abateu mais de 2,2 bilhões de cabeças de frango, 12,4 milhões de cabeças de suínos, quase 629 mil bovinos e produziu mais de 180 mil toneladas de peixes.

Essa capacidade produtiva movimenta intensamente a cadeia industrial. O estado reúne uma das maiores estruturas do país dedicadas ao abate e ao processamento de carnes, com 557 empresas atuando no setor.

“Todo esse complexo produtivo requer um equipamento logístico marítimo eficiente que garanta a entrega com a maior precisão possível”, conclui Garcia.

Fonte: Portos do Paraná

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Investimento, Portos

Investimento de R$ 589 milhões acelera expansão do Porto de Paranaguá (PR) e eleva capacidade para 2 milhões de toneladas de granéis líquidos por ano

A Liquipar Operações Portuárias oficializou na última terça-feira (24) um investimento de R$ 589 milhões para a expansão do Terminal PAR50, localizado no Porto de Paranaguá (PR). O plano de investimento contempla a construção de um novo píer, dragagem da área de acesso aquaviário, ampliação do parque de tancagem e modernização completa dos sistemas operacionais. Ao término das obras, a capacidade do terminal será ampliada para 2 milhões de toneladas por ano de granéis líquidos, posicionando Paranaguá como um dos principais hubs logísticos do país para o escoamento de combustíveis, produtos químicos, óleos vegetais e insumos agrícolas.

“Este investimento reforça nosso compromisso com o desenvolvimento logístico do Brasil. Estamos gerando empregos, fortalecendo a infraestrutura estadual e contribuindo com a economia regional. Paranaguá se consolida como um polo estratégico nacional para o abastecimento de granéis líquidos”, destacou Juliano Antunes, CEO da Liquipar.

A cerimônia, realizada no próprio terminal, contou com a presença do prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, e do CEO da Liquipar, Juliano Antunes, onde simbolicamente firmaram um compromisso para o início do processo de licenciamento junto ao município.

Geração de empregos e impacto socioeconômico

A expansão deverá gerar cerca de 500 empregos diretos e indiretos durante a fase de obras, além de dezenas de vagas permanentes após o início da nova operação. O impacto vai além da empregabilidade, promovendo o aquecimento da economia local, o fortalecimento de negócios da região e o aumento da arrecadação municipal.

Desde que assumiu a gestão do Terminal PAR50, em março de 2024, a Liquipar já investiu R$ 33,7 milhões na recuperação estrutural da antiga Alcopar, além de melhorias operacionais e reforços na segurança. Também foram pagos R$ 7 milhões em outorgas e tarifas à autoridade portuária. Ainda estão previstos R$ 25 milhões para a modernização do terminal químico, anteriormente operado pela União-Vopak.

Atualmente, a Liquipar já disponibiliza ao mercado 38 mil m³ de capacidade instalada para líquidos inflamáveis e combustíveis. Em breve, entrará em operação uma nova estrutura voltada à armazenagem de líquidos não inflamáveis, com 32 mil m³ adicionais, ampliando a oferta e diversificando o portfólio logístico da companhia.

Ambiente regulatório mais eficiente

Durante a cerimônia, o prefeito Adriano Ramos anunciou oficialmente a extinção do Termo de Anuência Prévia (TAP), medida que reduz a burocracia para novos investimentos no município.

“A retirada da TAP representa um avanço significativo na melhoria do ambiente de negócios. Paranaguá se mostra hoje mais competitiva, segura e atrativa para investidores”, afirmou o prefeito.

Preparação para atender à crescente demanda

O Porto de Paranaguá vem apresentando crescimento contínuo na movimentação de granéis líquidos nos últimos anos. O investimento da Liquipar responde diretamente a essa tendência, com foco em tecnologia, eficiência e segurança.

“Nosso terminal está preparado para atender à crescente demanda nacional por combustíveis, óleos vegetais, químicos e fertilizantes. Atuamos com tecnologia de ponta, processos modernos e rigorosos padrões de segurança operacional”, reforçou Antunes.

Fonte: Datamar News

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Comércio Exterior, Industria, Informação, Notícias, Portos

Após mais de cinco anos, Fertilizantes Heringer voltará a operar no porto de Paranaguá

Em meio a um cenário de crise no setor de insumos e à reestruturação imposta por sua recuperação judicial, a Fertilizantes Heringer – controlada pela multinacional russa Eurochem – anunciou a reativação da unidade instalada em Paranaguá.

A operação deve ser retomada até junho e representa um novo fôlego para a companhia, que enfrenta dificuldades financeiras e acaba de confirmar a “hibernação” de mais três plantas industriais no Brasil.

As fábricas de Rio Verde (GO), Ourinhos (SP) e Iguatama (MG) terão suas atividades suspensas por tempo indeterminado, conforme comunicado divulgado ao mercado na última semana. Somam-se a essa lista as unidades de Dourados (MS) e Rosário do Catete (SE), paralisadas em outubro de 2024, além da planta de Porto Alegre (RS), fora de operação desde 2020. Em Paranaguá, a unidade havia sido desativada em 2019, resultando na demissão de cerca de 400 trabalhadores à época.

A decisão, segundo a empresa, está fundamentada em uma “baixa performance financeira histórica” e na “baixa perspectiva de viabilidade econômica standalone das plantas em questão no atual contexto de mercado”. O objetivo é reduzir custos fixos e concentrar a produção em unidades com maior potencial de retorno, como a de Paranaguá.

Paranaguá ganha protagonismo

De acordo com Marcelo Ferri, diretor de Desenvolvimento de Mercado da Eurochem e responsável pela atuação da companhia na região Sul, a unidade localizada no porto de Paranaguá já possui licença de operação e deverá iniciar suas atividades em um prazo de 60 dias. A planta foi mantida em hibernação nos últimos anos, mas agora será reativada com foco inicial na produção de fertilizantes simples.

A estimativa da companhia é movimentar, ainda em 2025, cerca de 500 mil toneladas a partir da unidade paranaense. A capacidade total da planta chega a 800 mil toneladas, podendo ser ampliada para até 1 milhão de toneladas. Se a projeção se confirmar, o incremento nas vendas pode representar um crescimento de 8% para a Eurochem no Brasil, mesmo com a manutenção do volume atual nas demais regiões.

A companhia planeja investir R$ 200 milhões em 2025, parte desse montante já direcionado à reativação da unidade de Paranaguá, que está situada no principal porto do país em movimentação de fertilizantes.

Recuperação judicial e prejuízos bilionários

Desde 2021, quando a Eurochem assumiu o controle acionário da Fertilizantes Heringer, a empresa tenta reverter um quadro financeiro delicado. No balanço mais recente, a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 1,15 bilhão em 2024 – 219% maior que o déficit de R$ 361 milhões registrado em 2023. A receita líquida também caiu: foram R$ 4,6 bilhões no ano passado, uma retração de 13,6% em comparação ao ano anterior.

As dificuldades de caixa e a oscilação nos preços dos insumos agrícolas forçaram a Heringer a manter parte de suas 14 unidades industriais inativas, com decisões de reativação ou venda sendo avaliadas individualmente. Segundo o comunicado oficial, as plantas de Ourinhos, Iguatama e Rio Verde ainda estão sob análise, com possibilidades futuras de venda ou reabertura caso o cenário de mercado se altere.

A planta de Rio Verde, por exemplo, já havia ficado paralisada entre 2019 e 2021, durante os primeiros momentos da recuperação judicial.

Impacto regional

A reativação da unidade de Paranaguá deve gerar impacto direto na economia local. Além de criar empregos e movimentar a cadeia logística da região, a retomada das operações fortalece ainda mais o porto de Paranaguá como polo estratégico na importação e distribuição de fertilizantes no Brasil.

Fonte: Ilha do Mel FM
Após mais de cinco anos, Fertilizantes Heringer voltará a operar no porto de Paranaguá – Ilha do Mel FM

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Informação, Notícias, Portos

Porto de Paranaguá recebe estruturas gigantes do Exército

Os suportes flutuantes auxiliam na mobilidade de tropas e no atendimento à população em casos de calamidades como as enchentes

O Porto de Paranaguá recebeu no mês de março, 72 módulos de suporte flutuante que serão utilizados pelo Exército no Rio Grande do Sul (RS). As estruturas metálicas vieram dos Estados Unidos e medem entre 3,1 e 6,2 metros de altura, com o peso entre quatro a oito toneladas cada.

As peças estão sendo retiradas do porto por caminhões, que pertencem ao Exército. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) é responsável por carregar os módulos nos veículos militares. A operação segue nesses primeiros dias de abril.​

“Já realizamos esta operação antes, justamente porque o Paraná tem se destacado no país como hub de excelência no transporte de cargas. Atuamos com agilidade e segurança no manuseio destes módulos”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.​

As peças fazem parte das chamadas cargas gerais, que são mercadorias embaladas em caixas, engradados, fardos e tambores, por exemplo. Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 2,9 milhões de toneladas de cargas gerais foram movimentadas nos portos paranaenses.​

“Por serem mercadorias de grande proporção, a operação deve ser feita com cuidado redobrado para evitar acidentes e avarias”, afirmou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.​

As peças estão sendo enviadas via terrestre até o 3º Batalhão de Engenharia de Combate da cidade de Cachoeira do Sul (RS). Doze veículos e 24 militares foram mobilizados para realizar esta etapa da logística. “É uma ação minuciosa, em que operamos oito caminhões por dia”, explicou o tenente André Foerster.​

A estrutura pode ser montada de forma rápida em rios de grande volume de água, para a travessia de tropas e de viaturas, incluindo alguns veículos blindados. “Porém, as pontes também auxiliam na mobilidade da população, como nos casos das enchentes ocorridas em 2024 no Rio Grande do Sul”, pontuou o tenente.

FONTE: DataMar News
Porto de Paranaguá recebe estruturas gigantes do Exército – DatamarNews

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