Portos

TCP celebra marca de 20 milhões de TEUs movimentados no Terminal de Contêineres de Paranaguá

A TCP, empresa responsável pela administração do Terminal de Contêineres de Paranaguá, comemorou a marca de 20 milhões de TEUs movimentados ao longo de seus 28 anos de operação. A celebração ocorreu durante uma cerimônia que reuniu executivos, colaboradores e representantes da Portos do Paraná.

O momento simbólico foi marcado pelo içamento do vigésimo milionésimo contêiner, destacando a trajetória de crescimento do terminal dentro do Porto de Paranaguá, um dos principais hubs logísticos do país.

Segundo Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, o número representa mais do que um marco operacional.

Ele destacou que o resultado reflete o trabalho contínuo de profissionais que contribuíram para o desenvolvimento do terminal desde sua criação em 1998, iniciativa liderada por empresários paranaenses. Atualmente, a empresa integra o grupo China Merchants Port, uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres.

Terminal lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a TCP foi novamente reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil, repetindo a liderança obtida no ano anterior.

Nos últimos oito anos, o crescimento da operação foi expressivo. A movimentação anual de contêineres passou de 789 mil TEUs em 2017 para 1,6 milhão de TEUs em 2025, mais que dobrando o volume operado.

Para Santos, o desempenho também reflete os investimentos realizados pela empresa e a cooperação com instituições estratégicas do setor portuário, incluindo a Autoridade Portuária de Paranaguá, a Marinha do Brasil e o Serviço de Praticagem de Paranaguá.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, ressaltou que a parceria entre o terminal e a autoridade portuária tem gerado impactos positivos para o comércio exterior brasileiro e para a economia nacional.

Movimentação de cargas cresce 8% em janeiro de 2026

O início de 2026 também trouxe resultados expressivos para o terminal. Em janeiro, a TCP movimentou 145.592 TEUs, o melhor desempenho já registrado para o mês em toda a série histórica.

O volume representa um crescimento de 8% em comparação com janeiro de 2025.

Considerando embarques e desembarques, o terminal movimentou 1,014 milhão de toneladas de cargas no período. As exportações somaram 680 mil toneladas, aumento de 19% em relação às 567 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Já as importações alcançaram 334 mil toneladas, crescimento de 9% frente às 307 mil toneladas de janeiro de 2025.

Exportação de carnes lidera movimentação

Entre os principais segmentos exportados pelo terminal, o destaque ficou para o setor de carnes e congelados, que embarcou 357 mil toneladas, volume 45% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Outros segmentos importantes foram o de madeira, que manteve estabilidade com 105 mil toneladas exportadas, e o de papel e celulose, que atingiu 88 mil toneladas, aumento de 30% em relação a janeiro de 2025.

Importações são puxadas por químicos e automotivos

Nas importações, os maiores volumes foram registrados nos setores químico e petroquímico, com 54 mil toneladas, seguidos pelo segmento automotivo, com 47 mil toneladas, e pelo setor de eletroeletrônicos, que movimentou 31 mil toneladas.

Fluxo rodoviário e operações marítimas batem recorde

O acesso rodoviário ao terminal também registrou números históricos. Ao longo de janeiro, passaram pelo gate da TCP cerca de 56.880 contêineres, crescimento de 11% em relação às 51.467 unidades registradas no mesmo mês do ano anterior.

Considerado o maior concentrador de serviços marítimos semanais entre os terminais brasileiros, o terminal opera atualmente 23 linhas de navegação, incluindo rotas de longo curso e cabotagem.

Durante o mês, o porto recebeu 84 navios, reforçando sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.

Ampliação do calado aumenta capacidade dos navios

Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP, o desempenho positivo de janeiro está ligado à conquista de novos clientes em diferentes regiões do país e ao crescimento das exportações de carnes.

Outro fator relevante foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, que permite a atracação de navios com maior capacidade de carga.

Desde 2024, a profundidade do canal de acesso passou por três revisões, saindo de 12,10 metros para 13,30 metros.

Esse aumento de 1,20 metro possibilita que cada embarcação transporte cerca de 960 TEUs adicionais por viagem, ampliando significativamente a eficiência logística do porto.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina tem prazo de consulta pública prorrogado

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) decidiu ampliar o prazo da consulta pública do Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, no Paraná. Com a prorrogação, a sociedade terá mais 15 dias para enviar sugestões e comentários sobre o documento estratégico.

Inicialmente previsto para terminar neste domingo (8), o período de participação foi estendido até 23 de março, permitindo que mais interessados possam contribuir com o planejamento do complexo portuário.

Participação aberta a cidadãos, empresas e órgãos públicos

A decisão de ampliar o prazo atende a solicitações de diferentes setores envolvidos no desenvolvimento do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina.

Podem participar da consulta pública cidadãos, empresas, entidades da sociedade civil e órgãos da administração pública. O objetivo é reunir sugestões que ajudem a aperfeiçoar a política pública de desenvolvimento portuário e fortalecer o planejamento da infraestrutura logística da região.

As contribuições devem ser enviadas de forma identificada e com justificativa técnica, garantindo maior qualidade no processo de análise das propostas.

Plano Mestre orienta investimentos e planejamento portuário

O Plano Mestre portuário é um instrumento estratégico utilizado pelo governo federal para orientar o desenvolvimento dos complexos portuários brasileiros.

Esse documento reúne diretrizes que norteiam investimentos de curto, médio e longo prazos, além de planejar a expansão da infraestrutura logística, a relação entre porto e cidade e os acessos terrestres aos terminais.

A elaboração do plano segue diretrizes da legislação do setor portuário, com foco na modernização das operações e no aumento da eficiência logística.

Documento está disponível na plataforma Brasil Participativo

As sugestões para o Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina devem ser encaminhadas por meio de formulário eletrônico disponível na plataforma Brasil Participativo.

No mesmo ambiente digital também estão disponíveis para consulta pública o documento preliminar do plano e o apêndice técnico, que apresentam as propostas iniciais de planejamento para o complexo portuário paranaense.

A expectativa do ministério é que a participação da sociedade contribua para aprimorar as estratégias de desenvolvimento e fortalecer o papel do complexo na logística portuária brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves/Porto de Paranaguá

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Portos

Megaleilões impulsionam expansão dos portos brasileiros com R$ 15 bilhões em investimentos

O Brasil vive um novo ciclo de megaleilões portuários. Nos últimos três anos, foram realizados 26 certames que somam mais de R$ 15 bilhões em investimentos contratados. Entre eles, quatro projetos ultrapassam individualmente a marca de R$ 1 bilhão e concentram, juntos, cerca de R$ 12 bilhões.

Os destaques incluem o ITG02, no Porto de Itaguaí, o Túnel Santos-Guarujá no Porto de Santos, além do canal de acesso e três terminais no Porto de Paranaguá.

As iniciativas, concentradas nas regiões Sul e Sudeste, integram a estratégia do Ministério de Portos e Aeroportos para modernizar a infraestrutura portuária, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a relação entre porto e cidade.

Itaguaí consolida polo de minério no Rio

O terminal ITG02 foi o primeiro do ciclo a superar R$ 1 bilhão. Arrendado pela Cedro Participações, o projeto prevê R$ 3,5 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos.

Com área de 348,9 mil m² e capacidade estimada em 20 milhões de toneladas por ano, o terminal reforça o papel estratégico do Porto de Itaguaí na exportação de minério de ferro. A expectativa é gerar cerca de 2.800 empregos indiretos na implantação e aproximadamente 2 mil postos diretos e indiretos na fase operacional.

Túnel Santos-Guarujá terá impacto logístico e urbano

Considerada a maior obra do Novo PAC, a ligação submersa entre Santos e Guarujá receberá R$ 6,8 bilhões em aportes, em parceria entre o governo federal e o Estado de São Paulo. O projeto será executado pela portuguesa Mota-Engil.

Primeiro túnel imerso da América Latina, a estrutura reduzirá o tempo de travessia de 50 para cinco minutos. Com seis faixas de tráfego, ciclovia, passagem de pedestres e espaço para VLT, a obra deve beneficiar mais de 720 mil pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos. Além da mobilidade urbana, o projeto amplia a eficiência logística do maior porto da região.

Paranaguá inaugura novo modelo de concessão

O leilão do canal de acesso do Porto de Paranaguá marcou a primeira concessão de canal público no país. Realizado em outubro de 2025, o contrato prevê R$ 1,23 bilhão em investimentos por 25 anos.

A iniciativa inclui dragagem para ampliar o calado de 13,5 metros para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte. O contrato também contempla manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, elevando o padrão de segurança e previsibilidade operacional.

O modelo poderá ser replicado em outros portos estratégicos, como Itajaí, Santos e unidades do Rio Grande do Sul.

Terminais ampliam escoamento agrícola

No Porto de Paranaguá, os terminais PAR14, PAR15 e PAR25 consolidaram um pacote integrado para expansão da movimentação de granéis sólidos vegetais.

O PAR14, arrematado pela BTG Pactual Commodities Sertrading, prevê R$ 1,01 bilhão em investimentos, incluindo implantação de nova área e construção do Píer em “T”, com quatro berços adicionais. O projeto também prevê integração ao Moegão, ampliando a capacidade ferroviária. A estimativa é de mais de 1,6 mil empregos diretos e 3,4 mil indiretos.

O PAR15, vencido pela Cargill Brasil, contará com R$ 604 milhões em aportes e capacidade para cerca de 4 milhões de toneladas por ano.

Já o PAR25, arrematado pelo Consórcio ALDC, formado por Louis Dreyfus Company e Amaggi, prevê R$ 565 milhões em investimentos, reforçando a infraestrutura logística e ampliando o potencial de escoamento da safra agrícola.

Planejamento de longo prazo

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a agenda coloca a infraestrutura logística no centro do desenvolvimento econômico. Já o secretário nacional de Portos, Alex Avila, afirma que os projetos consolidam um planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e modernização regulatória.

O novo ciclo de concessões sinaliza uma mudança estrutural na gestão portuária brasileira, ampliando a capacidade operacional, atraindo investimentos privados e fortalecendo a competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves

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Portos

TCP recebe primeiro navio a operar com novo calado máximo de 13,30 metros

Navios podem transportar mais cargas por viagem após ampliação

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, recebeu, na última semana de janeiro, o navio MSC Bianca, primeiro porta-contêineres a operar com o novo calado operacional (profundidade entre a parte mais baixa do navio a linha d’água) do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, de 13,30 metros.

Com 328 metros de comprimento (LOA), 48 metros de largura (boca) e capacidade para transportar mais de 11 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), a atracação do navio marca o início de uma nova etapa para o Terminal após a atualização dos parâmetros de profundidade.

Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores da TCP, a operação do primeiro navio sob as novas dimensões traduz, na prática, os benefícios do avanço para clientes e armadores.

“Com o novo calado, os navios podem otimizar e aumentar o volume de embarque em desembarque em nosso porto, reduzindo limitações operacionais e aumentando a previsibilidade das operações. Na prática, isso se traduz em melhor utilização da capacidade das embarcações e ganhos reais de eficiência. O resultado é mais competitividade para os armadores, exportadores e importadores que utilizam o Terminal, com potencial para redução de custos logísticos e maior segurança no planejamento das cadeias de suprimento”, explica.

Desde 2024, o calado operacional do canal de acesso ao porto vem sendo ampliado de forma gradativa, e a revisão mais recente, homologada pela Portos do Paraná e aprovada pela Marinha do Brasil e pela Praticagem, permite ganhos de capacidade conforme a janela de maré e o porte das embarcações: para navios de até 300 metros de comprimento, o calado a maré zero passa de 12,80 para 13,00 metros, podendo chegar a 13,30 metros com 30 centímetros de maré positiva.

Já os navios de 336 a 366 metros mantêm o limite de 12,80 metros em maré zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 centímetros de maré positiva e com o calado máximo de 13,30 metros quando a maré alcançar 50 centímetros. Considerando esse acréscimo nas condições em que o calado máximo é aplicado, estima-se que os navios porta-contêineres possam transportar aproximadamente 400 TEUs cheios adicionais por viagem, com impacto direto na eficiência logística e no volume movimentado pelo Terminal.

De acordo com Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, “o aprofundamento do canal de acesso é um catalisador para a economia da região e do país, porque com o ganho de capacidade operacional todas as atividades econômicas que estão ligadas ao porto, de forma direta ou indireta, também crescem no mesmo ritmo. Os esforços empregados, especialmente pela Autoridade Portuária, para a melhoria de condição de acesso ao Porto são fundamentais para que a TCP se mantenha na vanguarda das operações portuárias no Brasil”.

Pioneira na operação de embarcações de grande porte, a TCP foi o primeiro terminal portuário do Brasil a receber navios de 366 metros de comprimento. Com os novos parâmetros de calado, essas embarcações passam a utilizar o Terminal com ainda mais eficiência e capacidade, reforçando a posição de Paranaguá como um hub estratégico para rotas de longo curso.

O Terminal de Contêineres de Paranaguá é o maior concentrador de linhas marítimas da costa brasileira, com 23 escalas fixas semanais entre operações de longo curso e cabotagem.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Portos do Paraná concentram quase 50% das exportações de frango do Brasil em janeiro de 2026

Os portos do Paraná responderam por 47,6% de toda a exportação de frango brasileira em janeiro de 2026, consolidando o estado como o maior corredor mundial para o embarque da proteína. O desempenho reforça a relevância estratégica da estrutura portuária paranaense no comércio exterior.

Ao longo de 2025, o Porto de Paranaguá embarcou mais de 2,8 milhões de toneladas de frango congelado, ampliando sua liderança no setor.

Volume exportado e principais destinos

Dados do Comex Stat indicam que, apenas no primeiro mês de 2026, foram exportadas 199 mil toneladas de carne de frango congelada pelos terminais paranaenses. O montante movimentou US$ 365 milhões em valor FOB (Free on Board).

Entre os principais mercados compradores estão Emirados Árabes Unidos, África do Sul e China, destinos que mantêm forte demanda pela proteína brasileira.

O Paraná lidera a produção nacional de frango e conta com um parque industrial formado por 36 frigoríficos de abate e processamento. Segundo a Portos do Paraná, a posição geográfica estratégica e a eficiência logística permitem atender cargas oriundas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de países vizinhos.

Infraestrutura impulsiona embarques de proteína animal

Um dos diferenciais competitivos está na estrutura voltada para contêineres refrigerados (reefers), fundamentais para o transporte de carnes congeladas. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) possui o maior pátio de armazenagem de reefers da América do Sul, com 5.268 tomadas para conexão elétrica.

A confiabilidade operacional, a capacidade de armazenagem e o calado adequado para grandes navios figuram entre os fatores que atraem exportadores ao porto paranaense.

Carne bovina também avança

Além do frango, a carne bovina teve participação expressiva nas exportações nacionais em janeiro. Os portos paranaenses ocuparam a segunda posição no ranking brasileiro, com 27,7% de participação.

Foram 122 mil toneladas embarcadas, gerando US$ 690 milhões em valor FOB. China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos lideraram as compras.

Somando frango e bovinos, o Porto de Paranaguá movimentou 272 mil toneladas de proteínas no mês, equivalente a 37,9% do volume nacional, com receita de US$ 728 milhões.

Soja lidera entre os granéis vegetais

A movimentação total de cargas nos portos do estado atingiu 5.288.747 toneladas em janeiro, o melhor resultado da história da Portos do Paraná para o mês. O número representa alta de 12,3% em relação ao recorde anterior, registrado em 2025.

A soja em grão foi o principal destaque entre os granéis vegetais, com 811,9 mil toneladas embarcadas, avanço de 98% na comparação anual. O milho também apresentou crescimento, com 387 mil toneladas exportadas, alta de 12%.

O açúcar ensacado registrou aumento de 199%, somando 397 mil toneladas. Já as exportações de óleos vegetais mantiveram Paranaguá na liderança nacional, com crescimento de 52% e volume superior a 123,9 mil toneladas.

Importações e fertilizantes em alta

No segmento de importação, o Porto de Paranaguá recebeu 882 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Outros insumos também apresentaram avanço significativo, como malte e cevada, com aumentos de 383% e 364%, respectivamente.

Crescimento consolidado no ano anterior

Em 2025, os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em movimentação de cargas entre os terminais brasileiros, com expansão de 10,1%. O volume total saltou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões de toneladas.

O desempenho operacional impactou diretamente o Pátio Público de Triagem do porto, que recebeu 507.915 caminhões no ano passado — alta de 29,5%. A estrutura, com 330 mil metros quadrados e mil vagas, organiza e direciona o fluxo de granéis sólidos vegetais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves – Portos do Paraná

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Portos

Porto de Paranaguá inaugura modelo inédito de concessão do canal de acesso no Brasil

O Porto de Paranaguá será o primeiro do país a operar com a concessão de um canal de acesso público, iniciativa inédita no setor portuário brasileiro. A autorização para início do processo foi formalizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, marcando um novo capítulo na gestão da infraestrutura portuária nacional.

Contrato prevê investimentos bilionários e longo prazo

Pelo projeto, a empresa vencedora da licitação ficará responsável pela gestão do canal de acesso por um prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de extensão que pode chegar a 70 anos. A estimativa é de que os investimentos superem R$ 1 bilhão, direcionados à modernização do canal, aumento da capacidade operacional e reforço da segurança da navegação.

Leilão deve ocorrer no primeiro semestre de 2025

A expectativa do governo federal é realizar a concessão ainda no primeiro semestre de 2025. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o projeto já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e deve servir como referência para futuras concessões em outros portos estratégicos do país. Entre os próximos alvos estão os canais de acesso dos portos de Santos e Itajaí.

Capacidade operacional pode dobrar com novas obras

Com as intervenções previstas, a capacidade operacional do Porto de Paranaguá poderá ser duplicada. O terminal é um dos principais hubs logísticos do Brasil, com forte atuação no escoamento da produção agrícola. Para 2024, a projeção é de 67 milhões de toneladas movimentadas, o maior volume já registrado pelos portos paranaenses.

Porto é estratégico para o agronegócio brasileiro

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância de Paranaguá para o agronegócio. O porto lidera a movimentação do complexo soja e responde por cerca de 25% das importações de fertilizantes do país, concentrando aproximadamente um terço do volume descarregado no Brasil.

Novo bloco de licitações amplia oportunidades no porto

Durante o mesmo evento, o ministro assinou o edital do primeiro bloco de licitações do Porto de Paranaguá, previsto para 2025. Serão ofertadas cinco áreas portuárias — PAR14, PAR15, RDJ10, RDJ11 e MCP01 — voltadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos e vegetais. O leilão está programado para fevereiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

TCP lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil, aponta ANTAQ

A TCP, empresa responsável pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, foi reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil em movimentação de cargas. O dado consta na atualização mais recente do Estatístico Aquaviário, divulgada nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Considerando operações de exportação, importação e transbordo, o terminal alcançou a marca de 1.535.118 TEUs (contêineres de 20 pés), volume 6% superior ao registrado pelo segundo colocado do ranking regional.

Liderança reforça papel estratégico do terminal

Segundo a TCP, o desempenho confirma a relevância do terminal na corrente de comércio exterior brasileira. Pelo segundo ano consecutivo, Paranaguá se consolida como o principal corredor logístico do Sul, apoiado por investimentos contínuos em infraestrutura portuária, tecnologia e qualificação de equipes.

De acordo com o superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein Santos, os resultados refletem a confiança do mercado e a capacidade do terminal de manter elevados padrões de eficiência operacional e gestão portuária.

Investimentos impulsionam crescimento acima de 50%

Nos últimos cinco anos, a TCP investiu mais de R$ 500 milhões em obras estruturais e aquisição de equipamentos. Como resultado, a movimentação anual de contêineres cresceu mais de 50%, saltando de cerca de 1,1 milhão de TEUs em 2021 para mais de 1,6 milhão de TEUs em 2025.

Para 2026, a companhia projeta novos avanços, com foco na ampliação de capacidade e na descarbonização das operações, alinhando crescimento logístico e sustentabilidade ambiental.

Ampliação do calado aumenta eficiência operacional

Um dos marcos recentes foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, homologada em novembro de 2025 pela Portos do Paraná. A profundidade permitida para navios porta-contêineres passou de 12,80 metros para 13,30 metros, possibilitando um ganho médio de 400 TEUs por embarcação.

Desde a revisão, o terminal já recebeu 11 navios operando com calado superior ao limite anterior. Atualmente, Paranaguá possui o maior calado operacional da Região Sul, fator que amplia a competitividade do porto.

Recordes em cais, gate e ferrovia

Em 2025, a TCP atingiu um novo recorde histórico, com 1.662.549 TEUs movimentados, somando exportações, importações, transbordos e remoções. O volume representa crescimento de 7% em relação a 2024 e posiciona o terminal como o terceiro maior do Brasil e o primeiro do Sul a superar 1,6 milhão de TEUs.

No cais, o terminal registrou 1.019 atracações ao longo do ano, superando pela primeira vez a marca de mil navios. Já no ramal ferroviário, foram 1.295 trens atendidos, com mais de 103 mil contêineres movimentados, especialmente cargas de frango congelado, papel e celulose.

Nas operações rodoviárias, o gate do terminal contabilizou a passagem de mais de 597 mil contêineres transportados por caminhões, cerca de 10 mil a mais do que no ano anterior.

Exportações do agronegócio ganham destaque

A movimentação total da TCP em 2025 correspondeu a 11,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres. Desse volume, 72% foram destinados à exportação e 28% às importações.

Entre os principais destaques das exportações estão carnes e congelados (3,822 milhões de toneladas), madeira, papel e celulose e produtos do agronegócio. Nas importações, lideraram os segmentos químico e petroquímico, automotivo, eletrônicos e maquinários e construção e infraestrutura.

A TCP manteve a liderança como o maior corredor de exportação de carne de frango do Brasil, respondendo por 45% dos embarques nacionais em 2025. Também ampliou sua participação na exportação de carne bovina, que passou de 23% para 29% em um ano.

Além disso, o terminal foi responsável por mais de 70% das exportações brasileiras de feijão e gergelim, com crescimentos de 57% e 151%, respectivamente, consolidando Paranaguá como um polo estratégico do comércio exterior do agronegócio brasileiro.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Porto de Paranaguá realiza simulações de manobras para ampliar infraestrutura portuária

A expansão da infraestrutura do Porto de Paranaguá entrou em uma nova etapa com a realização de simulações de manobras de navios voltadas à análise da segurança operacional das futuras estruturas portuárias. Os testes consideraram a ampliação do píer público de granéis líquidos (PPGL), a implantação de um novo píer no Terminal de Líquidos (PAR50) e a construção do píer em formato “F” destinado ao carregamento de granéis sólidos vegetais.

As simulações foram conduzidas no Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (TPN-USP) e reuniram práticos, comandantes de rebocadores, representantes da Capitania dos Portos e técnicos da Portos do Paraná.

Simulações analisam atracações e evolução das embarcações

Em ambiente digital, os participantes puderam acompanhar cenários de atracação, desatracação e evolução das embarcações considerando as novas configurações previstas para o porto. Os testes permitiram avaliar, em tempo real, como as futuras estruturas podem impactar as manobras dos navios.

Segundo a coordenadora de Sinalização, Balizamento e Monitoramento da Portos do Paraná, Julia Bruch, os estudos foram divididos em etapas. “No primeiro dia, analisamos os efeitos da primeira fase do píer em ‘F’, no cais oeste, sobre as manobras no PPGL. Em seguida, avaliamos o cenário com o píer em ‘F’ completo, o píer em ‘L’ do PAR50 e a ampliação da bacia de evolução”, explicou.

Dados reais da Baía de Paranaguá embasam os testes

Os cenários simulados foram construídos a partir de dados reais coletados na Baía de Paranaguá, incluindo informações sobre marés, correntes marítimas e rajadas de vento. Com base nesses parâmetros, o simulador realiza cálculos e projeta diferentes condições operacionais para navios leves e carregados, considerando calados atuais e projeções futuras.

“É como se o prático estivesse a bordo orientando o comandante. Isso permite identificar riscos operacionais e estudar formas de mitigação antes da execução das obras”, destacou Julia Bruch.

Relatório técnico irá consolidar recomendações

Ao final do processo, a equipe técnica da USP será responsável por elaborar um relatório consolidado com a análise dos dados gerados nas simulações. O documento deve reunir recomendações técnicas específicas para cada cenário, levando em conta fatores como tábua de marés, intensidade das correntes e atuação conjunta de práticos e rebocadores.

Participaram das atividades representantes da Portos do Paraná, entre eles o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, o gerente de Engenharia Marítima, João Jardim, além de oficiais da Marinha, práticos e representantes das empresas de rebocagem.

Fonte: Com informações da Portos do Paraná.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: PORTOS DO PARANÁ

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Logística

Concessão de canais de acesso fortalece logística portuária e moderniza gestão no Brasil

O Governo Federal iniciou, em 2023, a adoção do modelo de concessão de canais de acesso aos portos brasileiros, dando um passo importante na modernização da infraestrutura portuária nacional. A iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos busca garantir investimentos contínuos, ampliar a segurança da navegação e aumentar a capacidade operacional dos portos, preparando-os para o crescimento da demanda e a operação de embarcações de maior porte.

Paranaguá como marco inicial

O leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, realizado em outubro de 2025, marcou o primeiro contrato desse tipo no país. Previsto para 25 anos, com possibilidade de prorrogação, o contrato envolve investimentos superiores a R$ 1 bilhão e abrange a administração, manutenção e exploração da infraestrutura aquaviária, incluindo canais, bacias de evolução e áreas de fundeio.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou a importância do projeto: “Os canais de acesso são tão estratégicos quanto os terminais portuários. Com concessões específicas, garantimos investimentos permanentes, mais segurança na navegação e melhores condições para operar navios maiores e mais modernos, fortalecendo a logística, reduzindo custos e ampliando a competitividade brasileira.”

Sinal de maturidade institucional

Para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, a concessão de Paranaguá simboliza tanto avanço técnico quanto maturidade institucional do setor portuário. “Esse modelo traz previsibilidade, segurança jurídica e eficiência operacional. À medida que expandirmos para outros portos, a mensagem para o mundo é clara: o Brasil se prepara para o futuro, com infraestrutura planejada e capaz de atender ao crescimento do comércio marítimo internacional”, afirmou.

Próximos projetos e expansão da logística

Após Paranaguá, o Ministério de Portos e Aeroportos trabalha na estruturação de novos projetos de concessão. O canal de acesso ao Porto de Itajaí (SC) está mais avançado, com processo já submetido ao Tribunal de Contas da União (TCU) e investimentos estimados em mais de R$ 300 milhões, visando ampliar a capacidade operacional do porto.

Outros canais estratégicos, como os de Santos (SP), Rio Grande (RS) e portos sob gestão da Codeba (BA), seguem em fase de estudos, análises técnicas e articulações institucionais, ainda sem cronograma definido para leilão.

Além das dragagens, os projetos incluem manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, garantindo segurança operacional, previsibilidade logística e eficiência no escoamento de cargas.

O objetivo do ministério é consolidar um ambiente regulatório estável e atrativo para investimentos privados, alinhando a infraestrutura aquaviária ao crescimento da demanda, à evolução da frota marítima e às necessidades do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves – Portos do Paraná

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Portos

Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá recebe mais de meio milhão de caminhões em 2025

Número recorde é quase 30% maior que o registrado em 2024; aumento de calado, estratégia logística e safra recorde de soja e milho influenciaram este marco operacional

O Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá atingiu um novo recorde em 2025 ao receber 507.915 caminhões, o que representa 29,5% a mais do que em 2024 (392.214). O local, que conta com 330 mil m² e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios.

Outro recorde atingido pela unidade no último ano foi o de movimentação diária. Em 24 horas, entre os dias 21 e 22 de julho, 2.523 caminhões carregados de grãos e farelos passaram pelo pátio, 4% a mais do que o recorde anterior, registrado em julho de 2023, quando 2.456 veículos acessaram o local. O marco superou, com sucesso, a projeção de atendimento da unidade, que é de 2.500 caminhões.

Todo esse fluxo é meticulosamente controlado pelo sistema Carga Online, que informa às empresas o dia e a janela de horário em que o caminhão poderá acessar a triagem. Isso evita que os veículos trafeguem pelas rodovias de forma antecipada, fazendo paradas desnecessárias, que podem gerar filas ou lentidão no tráfego. O mesmo sistema controla a destinação dos caminhões aos terminais exportadores, evitando impactos no trânsito da região portuária.

“Os caminhões têm um horário programado para chegar a Paranaguá, evitando o acúmulo de veículos na região portuária”, declarou o assessor especialista da Diretoria de Operações Portuárias, Alessandro Conforto. O pátio conta com estrutura de apoio aos motoristas, como banheiros com chuveiros e cantinas.

Em 2025, a commodity que mais movimentou o Pátio de Triagem foi a soja em grão. Mais de 61% dos caminhões (306.801) que acessaram a unidade estavam carregados com o produto. O farelo de soja ficou em segundo lugar, com 24,5% (122.647 caminhões), seguido pelo milho (69.978 caminhões). Os meses de março e julho registraram os maiores volumes de veículos.

“Tivemos uma safra recorde de soja e milho no país, o que aumentou a movimentação de caminhões até o porto. No entanto, foram as estratégias logísticas no Pátio de Triagem que permitiram uma operação mais ágil até o embarque das cargas”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Outro fator responsável pelo movimento mais intenso no pátio foi a maior capacidade de embarque dos navios em uma única operação, em razão do aumento do calado operacional — distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação. Em setembro de 2025, houve um aumento do calado operacional nos berços de granéis sólidos, que passou de 13,1 metros para 13,3 metros. A ampliação permitiu um crescimento médio de até 1,5 mil toneladas por navio.

Segurança

Devido ao grande fluxo de veículos carregados com diversos tipos de granéis sólidos vegetais, a Portos do Paraná investe em segurança e participa de diversas operações. A mais recente foi uma ação integrada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR), com cães farejadores, realizada no início de dezembro.

“Nós garantimos a qualidade dos produtos, a segurança das operações e a conformidade da qualidade dos grãos, conforme normativas do Ministério da Agricultura”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

As vistorias e avaliações técnicas realizadas no Pátio de Triagem são fundamentais para garantir a qualidade dos produtos embarcados. “100% das cargas que transitaram no Pátio de Triagem e foram embarcadas estavam dentro dos padrões de qualidade requeridos pelos clientes”, pontuou Vieira.

Homenagem

Em agosto de 2025, o Pátio de Triagem recebeu a identificação com o nome oficial da unidade, que passou a ser denominada Dr. Mario Marcondes Lobo Filho, conforme a Lei Estadual nº 21.880, de 27 de fevereiro de 2024.

A homenagem é dedicada ao advogado parnanguara que ocupou cargos de destaque na administração da empresa pública Portos do Paraná. Mariozinho Lobo, como era conhecido, atuou como diretor administrativo e financeiro entre 2003 e 2007 e, posteriormente, como superintendente — função equivalente ao atual cargo de diretor-presidente — entre 2010 e 2011.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Cláudio Neves/Portos do Paraná

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