Portos

Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado

O Porto de Paranaguá, no Paraná, realizou neste domingo (11) a primeira conexão de um terminal privado ao Moegão, sistema projetado para modernizar o recebimento ferroviário de granéis vegetais. A estrutura conectada pertence à ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo terminal PAR 25.

A operação ocorreu durante a manhã e mobilizou dezenas de profissionais. Para executar o trabalho, foi necessário interditar temporariamente a Avenida Portuária, permitindo a movimentação dos equipamentos utilizados na instalação da estrutura metálica.

Moegão recebe investimento de R$ 700 milhões

Considerado a maior obra pública portuária em andamento no Brasil e a maior do Paraná, o Moegão recebe investimentos de aproximadamente R$ 700 milhões. O projeto prevê a concentração do descarregamento de produtos agrícolas transportados por trens em uma única estrutura, facilitando o encaminhamento das cargas aos terminais de exportação.

Segundo Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, o empreendimento representa uma transformação na logística de recebimento de mercadorias destinadas ao mercado internacional. A iniciativa, somada à implantação do novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, deverá ampliar a competitividade do porto e permitir o atendimento a navios de maior porte.

A conexão do terminal da ALTP ao Moegão envolveu o içamento de uma estrutura metálica de 55 metros de comprimento e aproximadamente 35 toneladas.

Para realizar a operação, foi utilizado um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas e alcançar 48 metros de altura. O içamento levou cerca de duas horas, enquanto a etapa de fixação exigiu outras quatro horas de trabalho.

A estrutura foi integrada à galeria central do Moegão, que possui 1,7 quilômetro de extensão e reúne mais de 4 mil metros de correias transportadoras. O sistema conduzirá os grãos e farelos descarregados dos vagões até os terminais portuários.

A previsão é que os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste de Paranaguá estejam conectados ao complexo até outubro de 2027.

Capacidade ferroviária poderá chegar a 24 milhões de toneladas por ano

Com a entrada em operação, o Moegão deverá ampliar significativamente a capacidade de recebimento ferroviário de grãos e farelos no Porto de Paranaguá.

A estrutura foi projetada para elevar o volume anual de pouco mais de 5 milhões de toneladas, atualmente recebidas por ferrovia, para até 24 milhões de toneladas. A expectativa é alcançar um ganho de eficiência operacional de 63%.

O complexo contará com três linhas férreas independentes, permitindo o recebimento simultâneo de até 180 vagões. Cada linha poderá descarregar três vagões ao mesmo tempo, com capacidade operacional estimada em até 900 vagões por dia, ante os cerca de 550 movimentados atualmente.

O projeto também considera futuras mudanças na infraestrutura ferroviária, incluindo a ampliação da Ferroeste, com um ramal previsto a partir de Mato Grosso do Sul, e a reestruturação da Malha Sul.

Centralização das operações deve reduzir impactos no trânsito

Atualmente, os vagões são direcionados individualmente aos terminais portuários, exigindo manobras das composições ferroviárias. Esse modelo pode provocar interrupções no trânsito da região portuária por mais de 40 minutos.

Com o Moegão, o recebimento será centralizado, reduzindo a necessidade de dividir as composições e diminuindo de 16 para cinco o número de passagens de nível, onde os trilhos cruzam as vias urbanas.

A expectativa é que os bloqueios de trânsito passem a ocorrer apenas durante a passagem dos trens, com duração média estimada entre 10 e 15 minutos.

A implantação do sistema representa um avanço na infraestrutura logística de Paranaguá, com potencial para ampliar a eficiência do transporte ferroviário, melhorar o fluxo de cargas destinadas à exportação e reduzir os impactos das operações portuárias sobre a mobilidade urbana.

Fonte: Com informações do PortalPortuario

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Portal Portuário

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Portos

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 8,3 bilhões para projetos navais e portuários

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou a prioridade para R$ 8,3 bilhões em financiamentos destinados a 26 projetos dos setores naval e portuário no Brasil. A decisão foi tomada na quinta-feira (8), durante a 64ª reunião do Conselho Diretor. As iniciativas estão distribuídas por nove estados brasileiros e podem gerar 6.530 empregos diretos.

Os recursos previstos contemplam obras de infraestrutura portuária, construção de embarcações e iniciativas voltadas ao transporte aquaviário, com foco no fortalecimento da logística e da indústria nacional.

Infraestrutura portuária concentra R$ 4,28 bilhões

Três projetos de infraestrutura portuária reúnem R$ 4,28 bilhões do total aprovado. O maior investimento é destinado ao Terminal Mar Azul, localizado na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul (SC), com previsão de R$ 1,9 bilhão.

O terminal será voltado à movimentação de produtos siderúrgicos e fertilizantes e tem potencial para criar 1.800 postos de trabalho diretos.

Outra iniciativa contemplada é a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná, que receberá R$ 1,26 bilhão em financiamento prioritário. A estimativa é de geração de 250 empregos diretos.

Já no Espírito Santo, o projeto da Hanseatic Global Terminals Aracruz prevê investimentos de R$ 1,12 bilhão para operações com contêineres e carga geral. A expectativa é de criação de 243 empregos diretos.

Aprovação abre caminho para análise dos financiamentos

A definição de prioridade pelo Conselho Diretor do FMM representa uma etapa inicial para viabilizar os investimentos. Após essa decisão, os projetos seguem para avaliação dos agentes financeiros responsáveis.

A efetiva contratação dos empréstimos e a liberação dos recursos dependem do atendimento aos requisitos e às condições estabelecidas para cada operação.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos contribuem tanto para ampliar a capacidade logística do país quanto para estimular a produção industrial brasileira.

“Além de fortalecerem a indústria naval brasileira, são projetos que conectam a produção aos mercados e criam oportunidades de emprego e desenvolvimento nas regiões”, afirmou o ministro.

Projetos contemplam nove estados brasileiros

A carteira aprovada pelo Fundo da Marinha Mercante abrange empreendimentos no Amazonas, Pará, Espírito Santo, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, a variedade de iniciativas permite atender às particularidades econômicas e logísticas de diferentes regiões.

O secretário ressaltou que o fundo financia desde embarcações utilizadas no transporte fluvial até rebocadores, estaleiros e estruturas portuárias, contribuindo para o desenvolvimento das cadeias produtivas.

Navegação interior recebe previsão de R$ 383,1 milhões

Entre os projetos aprovados está a construção de cinco embarcações do modelo Ultratug Pulp-Logship, da Unes Navegação Brasil. O investimento previsto é de R$ 383,1 milhões.

As embarcações serão utilizadas no transporte de celulose e madeira pela Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. A iniciativa busca atender às demandas logísticas da cadeia produtiva regional e ampliar a capacidade de movimentação dessas mercadorias.

Fundo acumula R$ 115,4 bilhões em projetos desde 2023

Até setembro de 2026, o volume de projetos aprovados pelo FMM desde 2023 alcançou R$ 115,4 bilhões, sem incluir as deliberações da 64ª reunião do Conselho Diretor.

Os valores anuais registraram crescimento ao longo do período. Em 2023, foram aprovados R$ 13,8 bilhões. No ano seguinte, o total subiu para R$ 30,9 bilhões, chegando a R$ 31,8 bilhões em 2025.

Em 2026, até setembro, as aprovações somaram R$ 38,9 bilhões, aproximadamente 182% acima do montante registrado em 2023.

Próxima reunião do Conselho Diretor será em dezembro

A 65ª reunião ordinária do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante está programada para 10 de dezembro de 2026.

Os interessados em apresentar novos projetos para avaliação nessa sessão devem observar o prazo de recebimento das propostas, que termina em 12 de outubro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

TCP bate recorde histórico e movimenta 152 mil TEUs em setembro

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) alcançou um novo recorde de movimentação em setembro. A empresa operou 152.347 contêineres de 20 pés, medida conhecida como TEU, no período. O resultado é o maior já registrado pelo terminal em um único mês e representa uma alta de 2,5% sobre o recorde anterior, de 148.690 TEUs, registrado em outubro de 2025.

O desempenho também reforçou o crescimento das operações portuárias em Paranaguá ao longo de 2026, impulsionado pelo aumento da demanda e pela capacidade operacional do terminal.

TCP registra dois recordes diários em setembro

Além da marca mensal, o terminal paranaense atingiu dois recordes em operações realizadas em dias específicos.

Em 17 de setembro, a movimentação ferroviária registrou o maior volume diário da história, com 488 transações de contêineres. Quatro dias depois, em 21 de setembro, a movimentação geral chegou a 10.640 TEUs em apenas 24 horas, estabelecendo outro recorde.

Para Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, os números refletem a combinação entre infraestrutura, tecnologia e desempenho das equipes.

“O resultado de setembro demonstra a capacidade e a eficiência do Terminal para atender ao crescimento da demanda do mercado. Essa conquista reflete a dedicação de cada colaborador, aliada à infraestrutura e à tecnologia de ponta da operação, e representa um passo importante em direção à projeção de movimentação anual da companhia.”

Movimentação de contêineres cresce 4% no ano

De janeiro a setembro, a TCP movimentou 1,279 milhão de TEUs, volume 4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram operados 1,228 milhão de TEUs.

Nas operações terrestres, o fluxo de veículos pelo gate rodoviário aumentou 3%, alcançando 489 mil transações.

O transporte sobre trilhos também apresentou crescimento. A ferrovia que atende o terminal e conecta Paranaguá a cidades como Ortigueira, Cambé e Cascavel registrou 1.010 encostes de trens no período, alta de 3%.

Já o volume de cargas cheias transportadas por ferrovia teve expansão mais expressiva, de 25%. Foram 1,210 milhão de toneladas movimentadas em 2026, contra 964 mil toneladas no ano anterior.

A TCP também mantém a posição de maior concentradora de serviços marítimos semanais regulares do Brasil, com 22 linhas marítimas em sua programação. Até setembro, 760 navios haviam atracado no terminal.

Exportações de cargas cheias chegam a 6,3 milhões de toneladas

Entre janeiro e setembro, as exportações de cargas cheias pelo terminal somaram 6,363 milhões de toneladas, crescimento de 6% na comparação com as 6,023 milhões de toneladas registradas em 2025.

O segmento de carnes e congelados foi o principal destaque. O setor movimentou 2,973 milhões de toneladas, alta de 8% em relação ao ano anterior. O volume corresponde a 47% de todas as cargas exportadas pelo terminal no período.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a estrutura destinada ao armazenamento de produtos refrigerados tem sido aproveitada pelos exportadores.

“Os exportadores estão aproveitando ao máximo a infraestrutura para armazenagem de carnes e congelados do Terminal, que, em 2026, registrou um forte avanço nas exportações de carne de frango e suína, ao passo que a carne bovina se manteve estável para o período.”

TCP amplia capacidade para contêineres refrigerados

A movimentação de contêineres refrigerados cresceu 6% em 2026, chegando a 112.315 unidades até setembro.

O Terminal de Contêineres de Paranaguá possui atualmente o maior pátio do Brasil destinado à armazenagem desse tipo de carga, com capacidade para 5.280 contêineres conectados à rede elétrica.

As obras de expansão já estão em andamento e devem elevar a capacidade para 6 mil tomadas até o fim de 2027.

Além das carnes e produtos congelados, outros segmentos relevantes apresentaram crescimento nas exportações. O setor de madeira e produtos florestais avançou 6%, com 1,064 milhão de toneladas embarcadas.

Na sequência, o segmento de papel e celulose registrou alta de 10%, totalizando 824 mil toneladas exportadas.

Importações avançam 5% até setembro

As importações também apresentaram desempenho positivo. A movimentação de cargas importadas pela TCP cresceu 5% e atingiu 2,440 milhões de toneladas nos nove primeiros meses do ano.

O setor automotivo foi responsável pelo desembarque de 454 mil toneladas, volume 7% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Outro destaque foi o segmento de bens de consumo, que cresceu 17%. A movimentação passou de 144 mil toneladas para 168 mil toneladas no período.

De acordo com Fabio Mattos, a expansão do setor automotivo está relacionada à chegada de veículos elétricos, autopeças e componentes destinados principalmente ao abastecimento da indústria da Região Metropolitana de Curitiba.

No caso dos bens de consumo, o crescimento é associado à estrutura de armazenagem da TCP. O terminal possui um armazém alfandegado com mais de 9 mil metros quadrados, além de serviços voltados às necessidades dos importadores.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: TCP

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Portos

Porto de Paranaguá amplia importação de veículos com chegada de quatro novas marcas

O Porto de Paranaguá ampliou em 2026 a participação no mercado brasileiro de movimentação de veículos com a chegada de quatro novas marcas estrangeiras. Jaecoo, Omoda, GWM e Jetour passaram a utilizar o terminal paranaense para importar veículos elétricos e eletrificados destinados ao mercado brasileiro.

A entrada das novas montadoras reforça a posição de Paranaguá como uma das principais alternativas logísticas do país para o transporte de cargas rolantes, segmento que inclui veículos movimentados em navios do tipo Ro-Ro.

As quatro marcas começaram as operações a partir do segundo semestre. Elas se juntam às empresas que já utilizavam a estrutura do porto, como Audi, Renault, Fiat, GM e Volkswagen, além da Geely, que iniciou suas movimentações em 2025.

Movimentação de veículos cresce em Paranaguá

A chegada das novas marcas ocorre em um momento de forte expansão da movimentação de veículos no terminal.

Entre janeiro e agosto de 2026, Paranaguá movimentou 107,1 mil veículos, considerando operações de importação e exportação. O volume já supera o total registrado durante todo o ano de 2025, quando foram movimentados 106,7 mil veículos.

Na comparação entre os oito primeiros meses de 2026 e o mesmo período de 2025, quando 67,8 mil veículos passaram pelo porto, o crescimento chegou a 58%.

Considerando especificamente as importações, o aumento nos primeiros oito meses do ano alcançou 382% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Novas marcas começam desembarques no segundo semestre

Os primeiros veículos da Jaecoo e da Omoda chegaram ao Porto de Paranaguá em agosto.

Na primeira semana de setembro, foi a vez de GWM e Jetour iniciarem os desembarques.

Somente essas duas últimas operações resultaram na recepção de mais de 7 mil automóveis.

A ampliação do número de montadoras atendidas aumenta a diversidade de cargas movimentadas pelo terminal e abre espaço para uma expansão ainda maior das operações de veículos nos próximos meses.

China lidera origem dos veículos importados

Paranaguá também se destaca no cenário nacional de importação de veículos.

Segundo dados do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne informações sobre o comércio exterior, o porto paranaense aparece atrás apenas do Porto de Vitória no volume de importações, considerando o critério utilizado pela plataforma, que contabiliza as cargas em toneladas, e não em número de unidades.

Em 2026, a movimentação de veículos no Porto de Paranaguá alcançou 137 mil toneladas nesse indicador.

A China responde pela maior parcela dos veículos importados pelo terminal, com 63% do total. O México aparece na segunda posição, com 30,6%, seguido pela Alemanha, com 2,5%.

Nas exportações, a Argentina é o principal destino, responsável por 49,9% das cargas. Na sequência aparecem Colômbia, com 21,8%, e México, com 10,1%.

Estrutura permite receber dois navios Ro-Ro ao mesmo tempo

A infraestrutura especializada é um dos fatores que favorecem a operação de veículos no Porto de Paranaguá.

O berço 219 é destinado exclusivamente a embarcações do tipo Ro-Ro (Roll-On/Roll-Off), utilizadas para transportar cargas que entram e saem dos navios sobre rodas.

O berço 215 possui estrutura multipropósito e também pode receber esse tipo de carga. Dessa forma, o porto tem condições de operar simultaneamente dois navios carregados com veículos.

Localização facilita distribuição para Sul e Sudeste

A localização geográfica do Paraná é outro fator considerado estratégico pelas montadoras.

Aproximadamente 70% do mercado brasileiro de veículos está concentrado nas regiões Sul e Sudeste, o que torna a posição do Porto de Paranaguá relevante para a distribuição dos automóveis importados.

A operação também conta com equipes especializadas. Segundo a administração portuária, mais de 100 mil veículos movimentados em 2026 não registraram danos.

A produtividade operacional também é destacada: as equipes conseguem retirar, em média, mais de 270 veículos por hora dos navios Ro-Ro.

Outro ganho logístico está na distância entre o píer e os pátios de armazenagem. As áreas ficam a aproximadamente 900 metros do berço dedicado às embarcações Ro-Ro, reduzindo o deslocamento dos veículos dentro da operação.

Pátios têm capacidade para até 14 mil veículos

As operações de armazenagem são realizadas pela Ascensus, empresa arrendatária dos terminais PAR 07 e PAR 12.

Os dois pátios somam aproximadamente 200 mil metros quadrados. A capacidade estática chega a 10 mil veículos, podendo alcançar até 14 mil unidades quando são utilizados espaços bloqueados, sem corredores intermediários para manobra.

O terminal funciona 24 horas por dia e recebe aproximadamente 2,3 mil caminhões-cegonha mensalmente.

Os veículos são transportados por esses caminhões tanto das montadoras para o porto quanto do terminal para as concessionárias.

A estrutura permite um giro de estoque de até 40 mil veículos por mês, equivalente a 480 mil unidades por ano.

Terminal também opera veículos em contêineres

Além dos embarques e desembarques convencionais realizados em navios Ro-Ro, o terminal de Paranaguá também possui estrutura para movimentar veículos transportados em contêineres fechados ou unidades do tipo flat rack.

A combinação entre infraestrutura especializada, localização estratégica, capacidade de armazenagem e expansão do número de montadoras atendidas reforça o papel do Porto de Paranaguá na logística automotiva brasileira, especialmente diante do crescimento das importações de veículos elétricos e eletrificados.

FONTE: Bem Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves – GCOM /Portos do Paraná

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Trafico

Receita Federal apreende 98,5 quilos de cocaína em terminal de Paranaguá

A Receita Federal apreendeu 98,5 quilos de cocaína durante uma operação realizada na tarde de quarta-feira (2), em um terminal privado de Paranaguá, no litoral do Paraná. A carga foi identificada com apoio de scanner, ações de inteligência e cruzamento de informações.

Cocaína estava escondida em cilindros de metal

A droga foi encontrada escondida dentro de roletes cilíndricos de metal, distribuída em 90 tabletes. Para confirmar a suspeita, os agentes precisaram utilizar furadeiras e perfurar as estruturas.

Após a identificação do material, o Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar o corte dos cilindros e permitir a retirada da droga.

Contêiner tinha destino na África do Sul

Segundo a Receita Federal, o contêiner com a cocaína tinha como destino o Porto de Durban, na África do Sul. O terminal é considerado o maior e mais movimentado porto de cargas e contêineres do continente africano.

A operação faz parte das ações de fiscalização e combate ao tráfico internacional de drogas realizadas em áreas portuárias.

Droga foi encaminhada à polícia

Depois da apreensão, os 98,5 quilos de cocaína foram entregues à polícia judiciária competente, que ficará responsável pelos procedimentos de investigação relacionados ao caso.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Portos

Portos do Paraná realiza audiência pública para arrendamento da área PAR05

A Portos do Paraná realizou uma audiência pública para discutir o projeto de arrendamento portuário da área PAR05, localizada no Porto de Paranaguá. Com 29,8 mil metros quadrados, o espaço será destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais.

A audiência faz parte da etapa preparatória para a elaboração do edital, conclusão dos estudos técnicos e posterior realização do leilão de arrendamento. O encontro também permitiu a apresentação do projeto, o recebimento de sugestões e o esclarecimento de dúvidas.

Projeto amplia estrutura do Porto de Paranaguá

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o PAR05 representa uma nova oportunidade de expansão da capacidade portuária e de atração de investimentos.

A sessão foi conduzida por Marcos Alfredo Bonoski, presidente da Comissão de Licitação de Áreas Portuárias (CLAP) e diretor administrativo e financeiro da Portos do Paraná.

Também participaram da audiência Bruna Pereira Veiga Nicolau, superintendente de governança da Portos do Paraná; Fernando Corrêa dos Santos, superintendente de projetos portuários e aquaviários da Infra S.A.; e Thilo Martin Zindel, coordenador de projetos portuários e aquaviários da empresa.

Consulta pública sobre o PAR05

A Consulta Pública do PAR05 recebeu contribuições até as 23h59 de 21 de agosto de 2026. Os interessados puderam apresentar sugestões para aperfeiçoar as minutas do edital de licitação, do futuro contrato de arrendamento, dos documentos técnicos e dos anexos.

As contribuições foram encaminhadas por meio do formulário disponibilizado pela Portos do Paraná.

Após o encerramento da consulta, as sugestões serão analisadas e respondidas. As propostas consideradas pertinentes poderão ser incorporadas aos documentos do projeto.

O processo ainda precisará passar pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU) antes de avançar para o leilão público na B3.

Área será usada para exportação e importação de cereais

O PAR05 está situado na Avenida Portuária, em frente ao Palácio Dom Pedro II, e foi projetado para atender operações de exportação de grãos e importação de cereais.

Entre os produtos previstos para exportação estão soja, milho e farelo. Nas operações de importação, o terminal deverá receber produtos como malte, cevada e trigo.

A expectativa é que o empreendimento aumente a capacidade de armazenagem do Porto de Paranaguá e contribua para uma maior especialização das operações de importação.

Estruturas terão capacidade para mais de 190 mil toneladas

Uma das áreas do PAR05 possui 15,4 mil metros quadrados. Nela, está prevista a construção de uma estrutura para armazenagem de grãos com capacidade estática de 153 mil metros cúbicos, equivalente a aproximadamente 115 mil toneladas.

A capacidade dinâmica do sistema deverá chegar a cerca de 2,2 milhões de toneladas por ano.

A segunda área possui 14,39 mil metros quadrados e receberá um complexo de armazenagem destinado à importação de cereais. O projeto prevê oito silos metálicos com 20 metros de altura.

A capacidade estática será de 97,7 mil metros cúbicos, o equivalente a aproximadamente 78,2 mil toneladas.

Arrendamento prevê R$ 581 milhões em investimentos

O critério previsto para a licitação é o maior valor de outorga, com lance mínimo de R$ 1.

O vencedor do processo deverá realizar R$ 581 milhões em investimentos. Parte dos recursos será destinada à infraestrutura de uso comum do porto até o terceiro ano do contrato.

O prazo de exploração da área será de 35 anos.

Leilões já somam mais de R$ 5 bilhões em investimentos

Desde 2019, a Portos do Paraná realizou oito leilões de áreas portuárias, todos na B3. Os contratos firmados a partir dessas disputas representam mais de R$ 5 bilhões em investimentos na infraestrutura portuária.

O Porto de Paranaguá também se tornou o primeiro do país a ter 100% das áreas destinadas ao setor privado regularizadas.

Os contratos de arrendamento incluem ainda recursos para obras de infraestrutura. Entre os projetos estão R$ 1,2 bilhão para a primeira fase do Píer em “T”, R$ 570 milhões para a primeira etapa do Píer em “F” e R$ 290 milhões destinados ao Píer em “L”.

Além dos investimentos, os oito leilões já geraram R$ 1,18 bilhão em valores de outorga para a Portos do Paraná, recursos que também serão destinados à melhoria da infraestrutura portuária.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Trafico

PF deflagra operação contra tráfico internacional de drogas no Porto de Paranaguá

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (19) a Operação Azimute para aprofundar as investigações sobre um esquema de tráfico internacional de drogas que utilizaria a estrutura logística do Porto de Paranaguá, no Paraná.

A apuração começou após a apreensão de aproximadamente 22 quilos de cocaína, realizada em novembro de 2025. A partir das informações obtidas naquele episódio, os investigadores avançaram na identificação de possíveis envolvidos e na dinâmica utilizada para o transporte da droga.

PF cumpre mandados em Paranaguá

Nesta nova etapa da operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Paranaguá.

As ordens judiciais foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba e tiveram como objetivo reunir novos elementos para esclarecer a atuação dos investigados e a possível utilização da infraestrutura portuária no esquema.

Durante o cumprimento das medidas, os agentes localizaram aproximadamente 11,7 quilos de uma substância semelhante à cocaína, o que resultou em uma prisão em flagrante.

Veículo e dinheiro também foram apreendidos

Além da droga, a ação da PF resultou na apreensão de um veículo, dinheiro em espécie e outros materiais considerados relevantes para o andamento da investigação.

O material recolhido deverá ser analisado pelos investigadores para auxiliar na identificação de outros envolvidos e no esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao tráfico de cocaína pelo Porto de Paranaguá.

A Operação Azimute dá continuidade às diligências iniciadas após a apreensão realizada em 2025 e busca aprofundar a apuração sobre a possível utilização da logística portuária para o transporte internacional de entorpecentes.

FONTE: Polícia Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Polícia Federal

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Trafico

Receita Federal apreende 16,5 quilos de cocaína em contêiner no Porto de Paranaguá

A Receita Federal apreendeu 16,5 quilos de cocaína durante uma operação realizada na manhã de sexta-feira (14), em um terminal privado de Paranaguá, no litoral do Paraná. A droga estava dividida em 15 tabletes e foi encontrada com o auxílio de um scanner e do cão de faro Falcon.

Cocaína estava escondida em contêiner refrigerado

Os agentes localizaram os entorpecentes escondidos no condensador de um contêiner refrigerado que transportava legalmente uma carga de frango congelado.

A estrutura utilizada para ocultar a droga chamou a atenção durante a fiscalização e levou à localização dos 15 tabletes de cocaína.

Carga tinha destino internacional

Segundo a apuração, o contêiner faria um transbordo no Porto de Valência, na Espanha. O terminal espanhol seria utilizado como escala antes do prosseguimento da viagem marítima.

O destino final da carga era o Porto de Mersin, no sul da Turquia. De lá, o contêiner seguiria posteriormente para o Iraque.

A rota internacional e a forma de ocultação da droga fazem parte da investigação sobre o transporte do tráfico internacional de drogas.

Droga foi encaminhada à polícia

Após a apreensão, a cocaína apreendida foi entregue à autoridade de polícia judiciária competente, que ficará responsável pelos procedimentos de investigação e demais medidas legais relacionadas ao caso.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Portos

Porto de Paranaguá se prepara para receber supernavios e prevê modernização até 2050

O Porto de Paranaguá deverá passar por uma série de transformações nas próximas décadas, com investimentos voltados à infraestrutura, à logística e à modernização das operações. O Ministério de Portos e Aeroportos aprovou a atualização do Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, que estabelece diretrizes e projeções para o desenvolvimento da estrutura até 2050.

A nova versão substitui o plano publicado em 2018 e amplia o olhar sobre o complexo, incorporando tanto as operações públicas quanto os terminais privados. O documento também estabelece uma estratégia de longo prazo para integrar infraestrutura portuária, transporte, tecnologia e comércio exterior.

Novo plano amplia integração entre setor público e privado

Uma das principais mudanças em relação ao planejamento anterior é a adoção de uma visão mais abrangente sobre a gestão do complexo logístico.

Enquanto o plano de 2018 tinha maior concentração na expansão da infraestrutura portuária, a versão atual prioriza a gestão integrada e tecnológica da cadeia logística.

O novo documento também incorpora as diretrizes da Portaria MInfra nº 61/2020, que determina a inclusão dos Terminais de Uso Privado (TUPs) no planejamento portuário. A proposta é melhorar a coordenação do fluxo de cargas que passam pelo Paraná.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) também consolida um modelo de governança híbrida, combinando a manutenção de equipamentos públicos de uso comum com a participação da iniciativa privada na operação e nos investimentos.

Moegão será peça central da logística ferroviária

Entre os principais projetos do novo planejamento está o Moegão, considerado uma das obras estratégicas para aumentar a eficiência do transporte ferroviário de cargas.

Com investimento estimado em R$ 600 milhões, o projeto pretende concentrar a descarga de trens no porto e reduzir a quantidade de manobras necessárias para encaminhar os produtos aos diferentes terminais.

A mudança também deve diminuir os impactos da circulação ferroviária sobre o trânsito urbano de Paranaguá. O projeto prevê a redução de 16 para cinco passagens em nível na área urbana.

Outro ganho esperado está na capacidade de recebimento de cargas agrícolas por ferrovia. A estrutura deverá elevar o atendimento de 550 para 900 vagões por dia, com possibilidade de descarregar até 180 vagões simultaneamente.

Em abril de 2026, a obra havia alcançado 95% de execução. A entrada em operação, entretanto, depende da conexão com os terminais privados, prevista para ocorrer a partir de 2027.

Paranaguá mira os maiores navios do mundo

Outro destaque do Plano Mestre de Paranaguá é a preparação do porto para receber embarcações de grandes dimensões.

O complexo foi responsável pela primeira concessão brasileira de um canal de acesso aquaviário, com contrato assinado em março deste ano. O acordo prevê investimentos privados de aproximadamente R$ 1,23 bilhão em atividades como dragagem, derrocagem e sinalização náutica.

A estratégia busca preparar o canal para receber os chamados Ultra Large Container Vessels (ULCV), navios porta-contêineres que podem chegar a 400 metros de comprimento.

Com o aprofundamento do canal previsto para ser concluído até 2032, o Porto de Paranaguá pretende ampliar sua capacidade de receber grandes embarcações e fortalecer a posição do Paraná nas rotas internacionais de comércio.

A modernização também é vista como uma forma de preservar a competitividade do complexo diante do crescimento do tamanho dos navios utilizados pelas companhias marítimas.

Chuva e congestionamentos ainda são desafios

Apesar dos projetos de expansão, o plano identifica obstáculos que continuam afetando a eficiência do complexo.

Durante os períodos mais intensos da safra, o tempo de espera para atracação pode chegar a 23 dias. As condições climáticas são apontadas entre os fatores que contribuem para as interrupções nas operações, já que a região registra mais de 100 dias de chuva por ano.

A movimentação de granéis vegetais é particularmente afetada pelas paralisações provocadas pelo clima, devido às características das operações a céu aberto.

Outro ponto de atenção é a dependência do transporte rodoviário. Cerca de 80% das cargas que entram ou saem do complexo utilizam as estradas, aumentando a pressão sobre a BR-277, principal ligação terrestre com o porto.

O plano aponta a necessidade de melhorias na infraestrutura da Serra do Mar e de uma maior participação do transporte ferroviário na matriz logística.

Concessão ferroviária será decisiva para o Moegão

O futuro da conexão ferroviária também está entre os pontos considerados estratégicos.

O contrato de concessão da ferrovia vence em fevereiro de 2027. Segundo o planejamento, a renovação ou uma nova licitação do trecho será importante para garantir que o sistema ferroviário consiga operar de acordo com a capacidade projetada para o Moegão.

A integração entre ferrovia, terminais e infraestrutura portuária é considerada fundamental para reduzir gargalos, diminuir conflitos com o trânsito urbano e aumentar a eficiência do escoamento de cargas.

Porto terá espaço específico para cruzeiros

No segmento de turismo, o Plano Mestre prevê estudos para a implantação de um Terminal Marítimo de Passageiros dedicado.

A proposta é separar as operações de passageiros das atividades de movimentação de cargas, permitindo que os navios de cruzeiro sejam recebidos de maneira mais organizada sem interferir nos berços utilizados pelo transporte comercial.

A iniciativa faz parte da estratégia de longo prazo para ampliar a estrutura do complexo e atender, de forma independente, às diferentes demandas do Porto de Paranaguá e Antonina.

FONTE: Tribuna Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves | Portos do Paraná

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Trafico

Receita Federal apreende 36,5 quilos de cocaína em contêiner no Porto de Paranaguá

A Receita Federal apreendeu 36,5 quilos de cocaína durante uma operação realizada na manhã de terça-feira (11), em um terminal privado de Paranaguá, no litoral do Paraná. A ação resultou na localização de 30 tabletes de droga escondidos em um contêiner.

A carga ilícita foi identificada com o apoio de um scanner de inspeção e do cão de faro Falcon, utilizado durante a fiscalização.

Droga estava escondida em contêiner refrigerado

Segundo a Receita Federal, os tabletes de cocaína foram encontrados dentro do condensador de um contêiner refrigerado. O equipamento transportava uma carga legal de frango congelado.

O contêiner tinha como destino final o Porto de Antuérpia, na Bélgica. A estratégia de ocultação da droga buscava utilizar uma estrutura do equipamento para dificultar sua identificação durante o transporte internacional.

Carga foi encaminhada à polícia

Após a conclusão da fiscalização, os 36,5 quilos de cocaína foram entregues à polícia judiciária competente, que dará prosseguimento às providências relacionadas à ocorrência.

A atuação da Receita Federal integra as ações de fiscalização aduaneira realizadas nos portos brasileiros para identificar cargas ilícitas e impedir o envio de drogas ao exterior.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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