Logística

TCP conclui ampliação da ferrovia no Terminal de Contêineres de Paranaguá e eleva capacidade operacional

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, e a Brado Logística finalizaram, em julho, as obras de expansão da infraestrutura ferroviária dentro do terminal paranaense. A modernização deve aumentar em cerca de 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

Nova linha férrea amplia transporte de contêineres

Com a implantação de uma terceira linha ferroviária e de uma nova área de manobras, o terminal passa a ampliar sua capacidade anual de transporte de contêineres cheios de 55 mil para aproximadamente 66 mil unidades.

O ramal ferroviário conecta o Porto de Paranaguá aos municípios de Ortigueira, Cambé e Cascavel, importantes polos de produção de papel, celulose e carne de frango, fortalecendo o escoamento da produção para o mercado externo.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o investimento representa um ganho relevante de produtividade para os clientes atendidos por esses corredores logísticos.

Infraestrutura fortalece logística do Paraná

Para a Brado Logística, a entrega da obra marca uma nova fase para o transporte multimodal no estado. De acordo com Vinicius Cordeiro, gerente executivo Comercial e de Novos Negócios da empresa, a expansão amplia as conexões entre produtores e mercados nacionais e internacionais, oferecendo uma alternativa mais eficiente e sustentável para o transporte de cargas.

O executivo destaca que a melhoria é especialmente importante para o agronegócio e para o setor industrial paranaense, que demandam soluções logísticas capazes de acompanhar o crescimento da produção e ampliar a competitividade das exportações.

Operação ferroviária ganha mais agilidade

A TCP é o único terminal portuário da região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio de operações. Com a expansão, foram adicionados 757 metros de trilhos, incluindo a terceira linha e uma nova área destinada às manobras ferroviárias.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo a movimentação de um trem por vez durante as operações de carga e descarga. Agora, será possível realizar o atendimento simultâneo de dois trens enquanto uma terceira composição deixa o terminal, aumentando a fluidez operacional.

Menos impactos no trânsito da Avenida Portuária

Outra mudança importante ocorre na circulação ferroviária dentro de Paranaguá. Anteriormente, os trens precisavam ser divididos em duas composições menores para atravessar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas ocasiões.

Com a nova configuração, os trens poderão cruzar a via em composição completa, reduzindo o número de bloqueios, diminuindo o tempo de espera para motoristas e garantindo maior fluidez tanto para o transporte ferroviário quanto para o tráfego urbano.

Investimentos somam R$ 500 milhões nos últimos cinco anos

A ampliação faz parte de um plano de modernização da TCP, que investiu aproximadamente R$ 500 milhões em infraestrutura e ampliação da capacidade operacional nos últimos cinco anos.

Para acompanhar o aumento da movimentação ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG, todos eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos. A iniciativa reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono relacionadas à operação desses equipamentos.

Além disso, a empresa incorporou novos Terminal Tractors (TTs) e promoveu adaptações no gate de acesso para atender à terceira linha ferroviária e melhorar o fluxo interno de cargas.

Brado reforça investimentos para ampliar eficiência

A Brado Logística também realizou aportes em equipamentos e componentes ferroviários essenciais para a expansão da infraestrutura. Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos e de três aparelhos de mudança de via (AMVs), que ampliam a capacidade de manobras, reduzem o tempo de espera das composições e aumentam a produtividade do terminal.

Segundo a empresa, os investimentos elevam a confiabilidade da operação e oferecem maior capacidade de resposta ao crescimento da demanda por transporte ferroviário.

Para Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP, a ampliação fortalece a integração entre os modais de transporte, aumenta a eficiência das operações e contribui para tornar a cadeia logística do comércio exterior brasileiro mais competitiva.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Paranaguá amplia exportações e registra alta de 86% no envio de cargas de outros estados

O Porto de Paranaguá segue fortalecendo sua posição como um dos principais corredores de exportação do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que os terminais paranaenses embarcaram 9,62 milhões de toneladas de mercadorias originadas em outros estados durante o primeiro semestre de 2026.

O volume representa um crescimento de 9,9% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 8,75 milhões de toneladas.

Volume de cargas quase dobrou em oito anos

Na comparação com 2018, o desempenho evidencia uma expansão ainda mais expressiva. Em oito anos, a quantidade de produtos de outras unidades da Federação exportados pelo Porto de Paranaguá aumentou 85,8%, passando de 5,17 milhões para 9,62 milhões de toneladas.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os resultados refletem a consolidação do Paraná como um dos principais eixos logísticos do país, ampliando sua importância no escoamento da produção nacional para o mercado externo.

Mato Grosso do Sul lidera embarques pelo terminal paranaense

Entre os estados que mais utilizam a estrutura portuária, o Mato Grosso do Sul ocupa a primeira posição, com 4,05 milhões de toneladas exportadas no primeiro semestre deste ano.

Na sequência aparecem São Paulo, com 2,09 milhões de toneladas, e Mato Grosso, responsável por 1,83 milhão de toneladas embarcadas. O porto também atende produtores de Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins.

Valor das exportações supera US$ 7 bilhões

Além do crescimento em volume, as operações registraram avanço financeiro. As cargas provenientes de outros estados movimentaram US$ 7,26 bilhões entre janeiro e junho de 2026, resultado 14,8% superior aos US$ 6,32 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

Entre os principais produtos exportados estão a soja, responsável por mais da metade do total embarcado, com 4,88 milhões de toneladas. Também tiveram destaque o farelo de soja, açúcar, óleo de soja, carnes bovina e de aves e milho.

Investimentos ampliam capacidade e consolidam referência nacional

O avanço na movimentação acompanha os investimentos realizados pela Portos do Paraná para aumentar a capacidade operacional do complexo portuário e atender ao crescimento da demanda por logística portuária.

O reconhecimento também se reflete em premiações. O Porto de Paranaguá já foi eleito seis vezes o melhor porto do Brasil em avaliação promovida pela Secretaria Nacional de Portos, que considera critérios como eficiência operacional, qualidade da gestão administrativa e transparência.

FONTE: Maringá Post
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portos do Paraná

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Portos

Portos do Paraná registram recorde histórico de movimentação no primeiro semestre de 2026

Os Portos do Paraná alcançaram um marco inédito no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os terminais de Paranaguá e Antonina movimentaram 34,44 milhões de toneladas de cargas, o maior volume já registrado para o período. O resultado representa um crescimento de 0,6% em comparação com os seis primeiros meses de 2025, de acordo com dados divulgados pela administração portuária.

Soja impulsiona crescimento das exportações

A soja foi o principal destaque entre os produtos exportados e teve papel decisivo no desempenho dos portos paranaenses. No acumulado do semestre, foram embarcadas 9,47 milhões de toneladas do grão, um avanço de 21% em relação às 7,86 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ano passado.

Outro segmento que apresentou expansão foi o de cargas conteinerizadas, que totalizou 8,7 milhões de toneladas, alta de 8,9% na comparação anual. No primeiro semestre de 2025, esse volume havia sido de 8 milhões de toneladas.

Exportações avançam e importações recuam

As exportações pelos portos do estado somaram 22,30 milhões de toneladas entre janeiro e junho, crescimento de 4,9% frente às 21,27 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Já as importações alcançaram 12,1 milhões de toneladas, resultado inferior às 12,9 milhões de toneladas movimentadas no primeiro semestre do ano anterior.

Farelo de soja mantém relevância na pauta exportadora

O farelo de soja permaneceu como o segundo principal granel sólido exportado pelos portos paranaenses. Foram embarcadas 3,39 milhões de toneladas, volume praticamente estável em relação às 3,42 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Considerando conjuntamente as exportações de soja e farelo de soja, o volume chegou a 12,86 milhões de toneladas, correspondendo a 57,6% de tudo o que foi exportado pelos terminais. Com esse desempenho, o Porto de Paranaguá mantém a segunda colocação nacional nas exportações desses produtos.

Movimentação de veículos dispara no semestre

Outro destaque foi o crescimento da movimentação de veículos, que avançou 66% em relação ao primeiro semestre de 2025. Ao todo, passaram pelos portos 84,8 mil unidades, frente às 51,1 mil registradas no mesmo período do ano anterior.

O resultado já representa aproximadamente 80% de toda a movimentação de veículos registrada ao longo de 2025, indicando um ritmo acelerado de crescimento.

Fertilizantes lideram entre as importações

Entre os produtos importados, os fertilizantes permaneceram na liderança. No primeiro semestre de 2026, os portos paranaenses receberam 4,73 milhões de toneladas do insumo, reforçando sua importância para o abastecimento do agronegócio brasileiro.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Moegão alcança 95% das obras e prepara Porto de Paranaguá para ampliar transporte ferroviário de grãos

As obras do Moegão, considerado o maior investimento portuário atualmente em execução no Brasil, entraram na fase final e já atingiram 95% de conclusão. O marco foi alcançado após a instalação do último dos 54 módulos metálicos que compõem o sistema aéreo de transporte de grãos e farelos vegetais.

O empreendimento reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões, financiados com recursos da Portos do Paraná e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e promete transformar a logística ferroviária do Porto de Paranaguá.

Sistema de transporte está praticamente concluído

Os módulos metálicos formam uma estrutura de aproximadamente 1,7 quilômetro de extensão, onde já foram instalados mais de 4 mil metros de correias transportadoras.

O sistema foi projetado exclusivamente para o Moegão e contará com três linhas independentes de esteiras, capazes de operar simultaneamente. O objetivo é transportar os produtos descarregados dos vagões diretamente até os terminais de exportação, aumentando a agilidade das operações.

Além das galerias metálicas, a construção da moega já foi finalizada, assim como o Sistema de Prevenção e Combate a Incêndio (SPCI), essencial para a segurança operacional. Também está pronta a torre de elevadores responsável por conduzir os grãos até as esteiras aéreas.

Grande parte dos equipamentos já foi instalada, incluindo estruturas localizadas em áreas subterrâneas que chegam a 14 metros de profundidade, equivalente à altura de um edifício de quatro pavimentos.

Projeto deve elevar em 63% a eficiência operacional

Segundo a Portos do Paraná, o Moegão reúne soluções inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar o recebimento das cargas transportadas por trem em um único ponto antes do embarque nos navios.

Com a nova estrutura, a capacidade diária de recebimento passará dos atuais 550 vagões para até 900 vagões descarregados em 24 horas, um aumento estimado de 63% na eficiência operacional.

Além disso, a movimentação anual de cargas pelo modal ferroviário poderá alcançar 24 milhões de toneladas, frente às pouco mais de cinco milhões de toneladas registradas atualmente.

Estrutura foi planejada para atender expansão ferroviária

O investimento também busca preparar o Porto de Paranaguá para o crescimento da malha ferroviária previsto nos próximos anos.

A infraestrutura foi dimensionada para absorver o aumento do fluxo de cargas com a futura ampliação da Ferroeste, incluindo o novo ramal previsto para o Mato Grosso do Sul, além da modernização da Malha Sul.

A expectativa é que o porto esteja apto a atender à demanda crescente sem comprometer a eficiência logística.

Onze terminais serão integrados ao novo sistema

O Moegão atenderá os 11 terminais que integram o Corredor de Exportação Leste (Corex), responsável pelo armazenamento e embarque de grãos destinados ao mercado internacional.

Cada terminal fará sua ligação ao sistema por meio das torres de transferência, processo que algumas empresas já iniciaram.

Obras entram na etapa final

As equipes seguem atuando simultaneamente em diferentes frentes de trabalho.

Entre os serviços em andamento estão a conclusão da linha férrea, a construção dos prédios administrativos e de manutenção e a implantação da subestação de energia exclusiva que abastecerá toda a operação do complexo.

A previsão é que os últimos trechos de trilhos sejam concluídos até o fim de julho.

Novo traçado ferroviário reduzirá manobras e trânsito na região portuária

Um dos principais ganhos do projeto será a reorganização da operação ferroviária.

O complexo contará com três linhas independentes, permitindo o descarregamento simultâneo de três vagões em cada uma delas, sem necessidade de dividir as composições para atender diferentes terminais.

Atualmente, esse processo exige diversas manobras, provocando bloqueios frequentes nas ruas da região portuária.

Com o novo sistema, o número de cruzamentos ferroviários utilizados será reduzido de 16 para apenas cinco. Dessa forma, as interrupções no trânsito ocorrerão somente durante a passagem dos trens, normalmente entre 10 e 15 minutos.

Outro diferencial é o formato em “pera” adotado no projeto ferroviário, implantado em uma área de aproximadamente 600 mil metros quadrados. A configuração permite entrada e saída dos trens por dois acessos distintos, melhorando a circulação das composições e reduzindo gargalos logísticos.

Projeto também traz benefícios ambientais

Além dos ganhos operacionais, o Moegão incorpora soluções voltadas à sustentabilidade.

As galerias metálicas contam com equipamentos que minimizam a dispersão de poeira durante o transporte dos grãos, enquanto a moega possui sistemas de captação do material particulado gerado no descarregamento dos vagões.

Os resíduos recolhidos retornam ao processo operacional, reduzindo perdas de carga e contribuindo para a melhoria da qualidade do ar na área portuária.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Moegão recebe visita técnica de engenheiros do IEP e reforça importância para o Porto de Paranaguá

Profissionais do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizaram uma visita técnica às instalações da Portos do Paraná para conhecer de perto o Moegão, considerado a maior obra portuária atualmente em execução no Brasil. O empreendimento é um dos principais investimentos voltados à modernização do corredor de exportação do Porto de Paranaguá.

A comitiva buscou acompanhar os aspectos técnicos do projeto, sua estrutura operacional e as soluções de engenharia empregadas na construção.

Engenheiros conheceram detalhes do projeto

O grupo, formado por 17 engenheiros, foi recebido na sede administrativa da Portos do Paraná, no Palácio Taguaré, onde participou de uma apresentação conduzida pelo diretor de Engenharia e Manutenção, Victor Kengo.

Durante o encontro, foram apresentados os principais dados da obra, seu planejamento e os desafios de execução. Após a exposição, os visitantes seguiram para o canteiro do Moegão, empreendimento que reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões.

Segundo o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Nelson Gomez, a visita permitiu conhecer de perto a dimensão da estrutura e compreender as soluções técnicas adotadas na execução do projeto.

Estrutura e tecnologia chamam atenção dos visitantes

A gerente de Engenharia da Portos do Paraná, Bruna Calloni, destacou que o complexo está em fase final de construção e reúne características consideradas inovadoras no cenário portuário mundial.

De acordo com ela, a experiência e o conhecimento técnico dos integrantes da comitiva tornam o reconhecimento ainda mais significativo. Os engenheiros elogiaram tanto a dimensão da obra quanto a organização dos processos de engenharia e gestão adotados durante sua execução.

Obra deve fortalecer logística e economia do Paraná

Além de presidir o IEP, Nelson Gomez também atua como vice-presidente do Movimento Pró-Paraná e ressaltou a relevância do empreendimento para o desenvolvimento logístico do estado.

Na avaliação do engenheiro, o Moegão se destaca pela qualidade técnica da construção, pelo elevado volume de materiais empregados e pela integração entre os sistemas mecânicos, elétricos e de automação. Ele também destacou o cumprimento do orçamento previsto, fator considerado um diferencial em projetos de grande porte.

Quando entrar em operação, o Moegão deverá ampliar a eficiência logística do Porto de Paranaguá, contribuindo para otimizar o fluxo de cargas, reduzir gargalos operacionais e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves / GCOM Portos do Paraná

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Portos

Porto de Paranaguá investe R$ 81,3 milhões em subestação para ampliar infraestrutura energética

O Porto de Paranaguá está investindo R$ 81,3 milhões na construção de uma moderna subestação de energia que irá reforçar a capacidade elétrica do complexo portuário e atender aos projetos de crescimento previstos para os próximos 30 anos.

A estrutura terá potência instalada de 60 megawatts (MW) e será conectada à rede em 138 quilovolts (kV). A execução ficará sob responsabilidade do Consórcio ETR, que terá prazo de até dois anos para concluir a obra.

Capacidade atenderá demanda equivalente a até 60 mil residências

Quando entrar em operação, a nova subestação terá capacidade de fornecimento de energia comparável ao consumo mensal de cerca de 30 mil a 60 mil residências, considerando uma média entre 150 e 250 kWh por imóvel.

Segundo a Portos do Paraná, o investimento foi dimensionado para acompanhar a expansão das atividades do terminal e garantir maior segurança no abastecimento elétrico das operações portuárias.

Projeto contempla futuras ampliações do complexo portuário

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a infraestrutura foi planejada para suportar os novos empreendimentos previstos para o porto, entre eles a construção dos futuros píeres em T e em F, considerados estratégicos para o aumento da capacidade operacional.

Ligação direta com a Copel deve aumentar eficiência

Um dos principais benefícios do projeto será a conexão direta da subestação com a rede principal da Copel, eliminando a necessidade de fornecimento por meio de subestações intermediárias. A medida tende a aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e reduzir perdas no abastecimento.

Para viabilizar a conexão, será necessária a modernização da rede elétrica, com a instalação de novos postes ao longo de aproximadamente quatro quilômetros de vias urbanas.

Com a nova estrutura, o Porto de Paranaguá reforça sua infraestrutura energética e cria condições para sustentar o crescimento da movimentação de cargas e dos investimentos previstos para as próximas décadas.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias após investir R$ 650 milhões em infraestrutura

O Porto de Paranaguá reforçou a necessidade de ampliar os investimentos na infraestrutura ferroviária para garantir maior eficiência logística e preservar a competitividade do agronegócio brasileiro. A avaliação foi apresentada durante o lançamento do Movimento Agroportos, realizado em Curitiba, em meio à apresentação dos principais investimentos executados pelo terminal nos últimos anos.

Segundo a administração portuária, o complexo já recebeu mais de R$ 650 milhões em investimentos e está preparado para ampliar sua capacidade operacional. No entanto, a expansão depende da modernização dos modais de transporte que atendem o porto.

Investimentos fortalecem operação portuária

Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destacou as iniciativas adotadas para aumentar a eficiência do terminal e reduzir os impactos do chamado Custo Brasil sobre a logística nacional.

Entre os principais projetos está a construção do Moegão, considerada uma das maiores obras de infraestrutura portuária em andamento no país. O empreendimento, que já alcançou cerca de 95% de execução, recebeu investimentos superiores a R$ 650 milhões.

Garcia também ressaltou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro do Brasil a ter todas as áreas arrendáveis regularizadas por meio de contratos de longo prazo, proporcionando maior segurança jurídica aos operadores privados.

Arrendamentos ampliam segurança para investidores

A regularização das áreas portuárias foi realizada por meio de leilões públicos promovidos na B3 desde 2019. Segundo a Portos do Paraná, o modelo oferece maior previsibilidade para empresas interessadas em investir na expansão das operações, além de estabelecer contratos que garantem direitos e obrigações para ambas as partes.

A medida é apontada como um dos fatores que impulsionaram novos aportes no complexo portuário.

Ferrovias são consideradas essenciais para o crescimento

Apesar dos avanços na infraestrutura portuária, a administração do terminal avalia que o desenvolvimento da malha ferroviária será decisivo para aproveitar plenamente a nova capacidade instalada.

Luiz Fernando Garcia destacou que o encerramento da concessão da Malha Sul, previsto para 2027, representa uma oportunidade para discutir novos investimentos no transporte ferroviário, considerado estratégico para o funcionamento do Moegão em sua capacidade máxima.

Ele também lembrou que as concessões rodoviárias realizadas no Paraná devem atrair aproximadamente R$ 90 bilhões em investimentos, reforçando a necessidade de integração entre os diferentes modais logísticos.

Custo logístico preocupa setor portuário

Durante os debates, Garcia afirmou que o principal desafio para o agronegócio continua sendo o custo do transporte das cargas até os portos.

Segundo ele, manter vantagens operacionais e comerciais é fundamental para preservar a atratividade de Paranaguá diante da concorrência de outros terminais brasileiros.

Na avaliação do executivo, a melhoria da logística é indispensável para ampliar a eficiência e evitar a migração de cargas para portos concorrentes.

Gestão do porto recebe reconhecimento

Também presente no evento, o secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, Alex Sandro de Ávila, destacou a gestão desenvolvida pela Portos do Paraná.

Ele ressaltou que as iniciativas de requalificação das áreas portuárias e os processos de arrendamento aumentaram a capacidade de investimento no terminal, fortalecendo sua posição no escoamento da produção agrícola.

Segundo Ávila, a experiência do Sul do país pode servir como referência para projetos de expansão da infraestrutura portuária nas regiões Norte e Nordeste.

Sustentabilidade também integra estratégia do Porto de Paranaguá

Além dos investimentos em infraestrutura, a administração do terminal destacou os avanços na área ambiental. O Porto de Paranaguá foi o primeiro porto público brasileiro a conquistar a certificação internacional EcoPorts, reconhecimento concedido a portos que adotam boas práticas de gestão ambiental e sustentabilidade.

A combinação entre modernização da infraestrutura, segurança jurídica e gestão ambiental é apontada pela autoridade portuária como um dos pilares para ampliar a competitividade do terminal nos próximos anos.

FONTE: O Presente Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Concessão de canais portuários amplia eficiência logística e fortalece competitividade das exportações brasileiras

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) está avançando na implantação de um programa de concessão de canais de acesso portuário, iniciativa que busca elevar a eficiência da logística nacional e ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

A proposta reúne investimentos em dragagem, manutenção permanente, sinalização náutica, gestão do tráfego aquaviário e concessões específicas para os canais de navegação. O objetivo é permitir a operação de embarcações maiores, aumentar a segurança da navegação e preparar os portos brasileiros para acompanhar o crescimento do comércio marítimo global.

Segundo o ministro Tomé Franca, a modernização dos canais proporciona maior previsibilidade às operações, reduz custos logísticos e fortalece a capacidade de exportação do país.

Canais de acesso são essenciais para a operação dos portos

Embora pouco conhecidos fora do setor portuário, os canais de acesso desempenham papel estratégico na movimentação de cargas. São eles que determinam a profundidade disponível para os navios e, consequentemente, o tamanho das embarcações que podem operar em cada porto.

Quando o canal não possui profundidade suficiente, os navios precisam reduzir a carga transportada ou aguardar condições favoráveis de maré para navegar com segurança. Esse cenário compromete a produtividade das operações e aumenta os custos do transporte marítimo.

A necessidade de modernização tornou-se ainda mais evidente com a evolução da frota mundial de navios porta-contêineres, que hoje alcançam cerca de 400 metros de comprimento e capacidade para transportar aproximadamente 14 mil TEUs — quase o triplo da capacidade das embarcações utilizadas há cerca de duas décadas.

Maior profundidade reduz custos logísticos

A profundidade dos canais define o calado operacional, ou seja, o limite de profundidade necessário para que uma embarcação navegue sem risco de tocar o fundo.

Quanto maior o calado permitido, maior é o volume de carga embarcado em uma única viagem. Isso reduz o custo médio do transporte por tonelada ou por contêiner, tornando os produtos brasileiros mais competitivos nos mercados internacionais.

Os benefícios se estendem por toda a cadeia logística. Exportadores conseguem ampliar o volume transportado, operadores reduzem custos operacionais e os portos aumentam sua capacidade de movimentação.

Estudo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) aponta que os navios de grande porte transportam quase três vezes mais contêineres do que modelos utilizados há cerca de vinte anos, além de apresentarem menor consumo de combustível e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Investimentos ampliam capacidade dos portos brasileiros

O novo modelo de concessão teve início com o leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, realizado em outubro de 2025, considerado o primeiro desse tipo no Brasil.

O contrato prevê investimentos superiores a R$ 1 bilhão ao longo de 25 anos para administração, manutenção e exploração da infraestrutura aquaviária, incluindo canais de navegação, bacias de evolução e áreas de fundeio.

Outros projetos também avançam dentro do programa. O processo de concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), com previsão de investimentos acima de R$ 300 milhões.

Além disso, seguem em fase de estudos os projetos para os canais dos portos de Santos, Rio Grande e dos terminais administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Infraestrutura moderna fortalece o comércio exterior

A modernização dos canais portuários é considerada uma medida estratégica para acompanhar a expansão do transporte marítimo internacional. Com infraestrutura mais eficiente, os portos brasileiros poderão receber embarcações de maior porte, aumentar a capacidade operacional e reduzir gargalos logísticos.

A expectativa do governo é que o programa contribua para diminuir os custos de exportação, ampliar a competitividade da produção nacional e consolidar o Brasil como um importante operador no comércio marítimo global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto de Paranaguá investe R$ 81,3 milhões em nova subestação de energia para ampliar capacidade

O Porto de Paranaguá anunciou um investimento de R$ 81,3 milhões na construção de uma nova subestação de energia, projeto considerado estratégico para sustentar a expansão do complexo portuário nas próximas décadas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (25).

A estrutura terá potência instalada de 60 megawatts (MW) e será conectada à rede em 138 quilovolts (kV). A execução ficará a cargo do Consórcio ETR, que terá prazo de dois anos para concluir a obra.

Capacidade atende ao consumo de até 60 mil residências

De acordo com a administração portuária, a capacidade da nova subestação equivale ao abastecimento de aproximadamente 30 mil a 60 mil residências, considerando um consumo médio mensal entre 150 e 250 kWh por imóvel.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o projeto foi desenvolvido para atender à demanda futura do porto e garantir suporte às obras de ampliação previstas.

“A subestação foi planejada para estruturar o Porto pelos próximos 30 anos, contemplando as expansões previstas para o futuro, como os píeres em T e em F”, afirmou.

Ligação direta com a Copel aumenta eficiência energética

Outro destaque do empreendimento é a conexão direta com a subestação principal da Copel, eliminando a necessidade de fornecimento por meio de subestações intermediárias. A expectativa é que essa configuração proporcione maior eficiência, confiabilidade e capacidade no fornecimento de energia ao terminal.

Para viabilizar a nova ligação elétrica, será necessário adaptar a infraestrutura da rede, incluindo a instalação de novos postes ao longo de cerca de quatro quilômetros de vias urbanas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: TCP

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Portos

Porto de Paranaguá assume vice-liderança nacional na movimentação de veículos

A Portos do Paraná ampliou em 63% a movimentação de veículos em 2026 e assumiu a vice-liderança nacional nas operações de importação e exportação desse tipo de carga. Entre janeiro e maio, o embarque e desembarque de carros, caminhões e outros veículos no Porto de Paranaguá alcançou 67,6 mil unidades, frente às 41,6 mil movimentadas no mesmo período de 2025. Os dados são do Centro de Estatísticas da Portos do Paraná.

“Nós tivemos uma nova operação iniciada no fim do ano passado, após a formação de uma joint venture entre duas montadoras. Com isso, a movimentação de veículos cresceu significativamente e alcançamos quase 48 mil veículos importados até este momento do ano”, destaca Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná.

A China é o principal país de origem e destino dos veículos movimentados pelo Porto de Paranaguá. O país respondeu por 54,8% das operações acumuladas em 2026. Na sequência aparecem México, com 23,4% de participação, Argentina, com 9,3%, Colômbia, com 4,4%, e Alemanha, com 2,3%.
 

Movimentação cresce em maio

O maior volume de movimentação de veículos em 2026 foi registrado em maio. No período, foram contabilizadas 19.789 importações e 5.217 exportações, totalizando mais de 25 mil veículos movimentados.

Até então, o maior volume mensal havia sido registrado em março, com 20,9 mil operações, sendo 15,8 mil importações e 5,1 mil exportações.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca que o Porto de Paranaguá possui características únicas no Brasil pela diversidade de cargas movimentadas. Líder na exportação de óleo de soja e carne de frango e na importação de fertilizantes, o porto também se consolida como um dos principais corredores de importação e exportação de veículos do país.

A localização estratégica e os investimentos contínuos em infraestrutura são fatores determinantes para essa evolução. “Os investimentos recentes ampliam a capacidade operacional dos nossos parceiros e tornam os portos do Paraná cada vez mais competitivos nesse ambiente”, afirma o diretor-presidente.

No acumulado de 2025, a Portos do Paraná movimentou 106.725 veículos, resultado de 31.421 importações e 75.304 exportações.

Volume movimentado cresce 151% em toneladas

A divulgação das informações de importação e exportação pelo Governo Federal, por meio do Comex Stat (sistema do Governo Federal que reúne informações sobre o comércio exterior), utiliza como base a movimentação em toneladas.

Nesse critério, a movimentação de veículos pelo Porto de Paranaguá alcançou 87,7 mil toneladas em 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram movimentadas 34,9 mil toneladas, o crescimento foi de 151%.

O resultado elevou a participação do Porto de Paranaguá para 14,71% das importações e exportações brasileiras de veículos em 2026, colocando o terminal na segunda posição do ranking nacional.

Com isso, Paranaguá superou o Porto de Santos, que acumula 14,66% de participação no mercado. O Porto de Vitória (ES) segue na liderança nacional desse segmento.

Em valores FOB (Free on Board; traduzido “Livre a Bordo”), que correspondem ao valor da mercadoria no momento do embarque, a movimentação de veículos pelo Porto de Paranaguá somou US$ 906,8 milhões em 2026.

Berço dedicado para veículos

As operações de embarque e desembarque de veículos são realizadas no berço 219, estrutura dedicada a esse tipo de carga.

Os veículos recebidos de outros países podem ser armazenados no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), na área pública do porto e nos dois terminais especializados em veículos. Toda a operação de embarque e desembarque é realizada por equipes especializadas que possuem o reconhecimento de realizar a movimentação das cargas com o menor índice de avarias em todo o país.

TEXTO E IMAGEM: Portos do Paraná

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