Evento

Desafios e oportunidades na mudança global: o papel do Brasil no mundo vai permear a Logistique e Logistique Summit 2025

A rivalidade crescente entre os Estados Unidos e a China tem gerado um impacto significativo em todas as economias, e o Brasil, apesar dos desafios, se destaca como um potencial protagonista nesse cenário. A desinflação global, por exemplo, pode resultar na redução dos preços de combustíveis e insumos agrícolas, beneficiando o robusto mercado de commodities brasileiro. 

No entanto, essa situação apresenta um paradoxo: enquanto alguns setores enfrentam dificuldades, outros podem se beneficiar substancialmente. Especialistas acreditam que o Brasil poderá lidar com essa crise de forma mais resiliente do que muitas economias desenvolvidas, principalmente devido à sua forte produção agropecuária.

Em um mundo marcado por profundas transformações econômicas e tensões geopolíticas, o Logistique Summit surge como um espaço de reflexão e oportunidade para o Brasil como parte da feira Logistique 2025. O evento, que acontecerá de 12 a 14 de agosto no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú, promete reunir líderes do setor de logística, comércio exterior e relações internacionais para discutir as novas dinâmicas que moldam a economia global.

Leonardo Rinaldi, CEO da Logistique, ressalta a importância do momento: “Enquanto o mundo navega por águas turbulentas, o Brasil poderá se posicionar como um player estratégico em um tabuleiro econômico em constante mudança. O país terá a oportunidade de reforçar sua presença no mercado global, explorando seu potencial e aproveitando lacunas abertas por outras nações.”

Um evento estratégico para o setor

A edição deste ano da Logistique e Logistique Summit promete ser uma das mais significativas, com a expectativa de atrair mais de 200 expositores e 16 mil visitantes. Neste contexto, o evento abordará temas cruciais como macroeconomia, geopolítica, alianças econômicas, sustentabilidade e inovação. A previsão é de um crescimento de 60% em relação ao ano anterior, refletindo a crescente relevância do setor.

A mudança de localização do evento, que ocorreu no ano passado ao ser transferido de Joinville para Balneário Camboriú, foi uma estratégia acertada. A nova sede está situada próxima ao maior entrelaçamento rodoviário do Sul do Brasil e a menos de 200 quilômetros dos principais aeroportos da região, o que facilita a logística e o acesso a mercados.

Cenário favorável para o comércio exterior

Balneário Camboriú está no centro da região Sul, que exportou mais de US$ 56,9 bilhões e registrou uma corrente de comércio de US$ 123,3 bilhões no ano passado. Para 2025 a expectativa é de que as vendas externas brasileiras cresçam até 20%. A produção industrial em SC continua avançando acima da média nacional e desponta com a maior alta do país no acumulado do ano. Em fevereiro, o setor no Estado cresceu 8,1% e as exportações brasileiras, 16%.

A economia de Santa Catarina também cresceu 5,7% no ano passado e liderou a alta no País, segundo estatísticas do Banco Central (BC). Esse indicador de atividade econômica do BC funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). A média brasileira foi de 3,8%. Isso impacta diretamente no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense de 2024, que tem a segunda maior projeção de crescimento da década. A estimativa é de 5,3%, ficando atrás apenas de 2021

“Com um crescimento expressivo previsto para 2025 e uma nova localização já aprovada pelos mercados, a Logistique promete ser um evento imperdível para empresários e profissionais do setor”, conclui Leonardo Rinaldi. O Logistique Summit não apenas reforça a importância do Brasil no cenário global, mas também se posiciona como um catalisador para o desenvolvimento e a competitividade das empresas participantes.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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Internacional, Mercado Internacional

União Europeia adota novo pacote de sanções contra a Rússia

Medidas tem foco no petróleo russo e pretendem intensificar pressão econômica

União Europeia adotou nesta sexta-feira, 18, um novo pacote de sanções contra a Rússia, com medidas como a redução no preço máximo do petróleo russo que pode ser exportado, informaram fontes oficiais.

“A UE acaba de aprovar um dos pacotes de sanções mais duros contra a Rússia”, comemorou a ministra das Relações Exteriores da UE, Kaja Kallas.

Segundo Kallas, “toda sanção enfraquece a capacidade da Rússia de travar uma guerra. A mensagem é clara: a Europa não recuará em seu apoio à Ucrânia”.

Este pacote de sanções encontrou até agora oposição da Eslováquia, cada vez mais próxima de Putin, e com temor dos efeitos internos de tais medidas, embora o país tenha recebido garantias da UE.

O novo conjunto de medidas determina uma redução no preço máximo do petróleo russo exportado para países terceiros ao redor do mundo, para 15% abaixo do valor de mercado.

Esse teto é uma iniciativa do G-7 que visa limitar a quantidade de dinheiro que a Rússia ganha com a exportação de petróleo.

Com o novo pacote de medidas restritivas, a UE adicionou cerca de 70 embarcações à lista de sanções por pertencerem à chamada “frota fantasma”, usada pela Rússia para contornar restrições adotadas anteriormente.

Assim, o número de embarcações incluídas na lista de sanções passa a ser de 419.

Essa “frota fantasma”, geralmente composta por embarcações obsoletas e não registradas, opera principalmente no Mar Báltico e com tripulações inexperientes.

O pacote de medidas acordado na sexta-feira também inclui sanções contra uma refinaria de petróleo de propriedade russa na Índia e dois bancos chineses.

Essas sanções foram acordadas pelos representantes permanentes dos países da UE em Bruxelas e devem ser adotadas formalmente em nível ministerial nesta sexta-feira.

Fonte: Estadão

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Negócios

Empresários veem dificuldade maior em negociar tarifaço após operação da PF

Avaliação é de que a ação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro podia ser evitada diante das tensões já existentes entre o governo brasileiro e Donald Trump

Empresários diretamente envolvidos nos debates com o governo para formular uma estratégia de negociação do tarifaço imposto por Donald Trump relataram à CNN que a operação da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (18), amplia as dificuldades do Brasil em negociar com os Estados Unidos para que a medida seja revista pela Casa Branca.

A avaliação é de que a soberania brasileira e a autonomia dos Poderes nacionais são inegociáveis e não devem ser colocadas à mesa com os americanos em nenhum momento.

No entanto, consideram que a ação foi desnecessária e poderia ter sido evitada ou adiada, diante das dificuldades enfrentadas pelo Brasil nas tratativas com Trump.

Um desses empresários apontou ser “complicadíssimo” prosseguir com as negociações, que envolvem três frentes de tensão simultâneas. Segundo ele, são elas:

  • A pressa — considerada excessiva — para condenar Bolsonaro;
  • O presidente Lula provocar Trump constantemente, gerando entre os empresários a sensação de que busca recuperar popularidade com o episódio e incentiva seus aliados a adotarem a mesma postura;
  • O interesse dos Estados Unidos em evitar a criação de um precedente, pois, se o Brasil tiver êxito nesse embate, poderia servir de exemplo para outros países.

Outro empresário avaliou que a operação de hoje poderá ter efeito reverso sobre o STF (Supremo Tribunal Federal), ao dar repercussão mundial às alegações da defesa de Bolsonaro sobre o processo jurídico e fomentar dúvidas quanto à imparcialidade da Corte nesse julgamento.

A percepção entre as fontes ouvidas pela CNN é de que, pela forma como os fatos estão se desenrolando, Trump será “implacável” com o Brasil e não cederá em nada.

Um sinal nesse sentido, segundo um dos negociadores, poderá ser o endurecimento da posição dos Estados Unidos quanto à exigência empresarial de suspender ou rever a nova tarifa.

Diante do cenário de maior dificuldade, as críticas à condução das negociações por parte do governo aumentaram após a operação.

Representantes do setor privado também relataram receio de serem usados como instrumento político pelo governo em uma negociação que deveria ser prioritariamente estatal.

Caso a negociação fracasse, temem que o governo transfira a responsabilidade ao setor privado.

O temor é que, ao final, o governo colha ganhos políticos internos enquanto atribui ao setor privado a culpa pelo insucesso da negociação — setor esse que, até o momento, enxerga uma sequência de erros e falta de estratégia por parte da equipe governamental.

Também há a percepção de que o governo caminha para responsabilizar Bolsonaro pelo eventual fracasso nas negociações.

Fonte: CNN Brasil

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Evento, Negócios

Evento debate novas oportunidades de negócios internacionais para micro e pequenas empresas

O encontro reuniu autoridades, empresários e especialistas no Rio de Janeiro

O Encomex (Encontro de Comércio Exterior) reuniu autoridades, empresários e especialistas no Rio de Janeiro. O evento debateu caminhos para micro e pequenas empresas atingirem o mercado internacional. Atualmente, o estado é responsável por 10% das exportações nacionais realizadas por pequenos negócios, segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Fonte: R7

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Comércio Exterior, Economia

África do Sul pede “liderança” a países do G20 em meio a ameaças tarifárias

Ameaça por Trump de impor tarifas de 10% sobre os países do Brics – dos quais oito são membros do G20 – aumentou os temores de fragmentação nos fóruns globais

África do Sul pediu aos países do G20 que forneçam liderança global e cooperativa para enfrentar os desafios, incluindo o aumento das barreiras comerciais, conforme os chefes de finanças do grupo se reúnem nesta quinta-feira (17) sob a sombra das ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O G20, que surgiu como um fórum de cooperação para combater a crise financeira global de 2008, há anos tem sido prejudicado por disputas entre os principais participantes, exacerbadas pela guerra da Rússia na Ucrânia e pelas sanções ocidentais contra Moscou.

A anfitriã África do Sul, sob o lema de sua presidência “Solidariedade, Igualdade, Sustentabilidade”, tem como objetivo promover uma agenda africana, com tópicos que incluem o alto custo do capital e o financiamento para ações contra as mudanças climáticas.

No discurso de abertura, o ministro das Finanças da África do Sul, Enoch Godongwana, disse que o G20 deve oferecer liderança global estratégica, cooperação e ação diante de desafios complexos.

“Muitos países em desenvolvimento, especialmente na África, continuam sobrecarregados pelas vulnerabilidades de dívidas altas e crescentes, espaço fiscal restrito e alto custo de capital que limita sua capacidade de investir em seu povo e em seu futuro”, disse ele.

“A necessidade de uma liderança cooperativa ousada nunca foi tão grande.”

No entanto, há dúvidas sobre a capacidade dos ministros das Finanças e dos presidentes de bancos centrais reunidos na cidade costeira de Durban de lidar com essas e outras questões em conjunto. O G20 tem como objetivo coordenar políticas, mas seus acordos não são vinculativos.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, não participará da reunião de dois dias, sua segunda ausência em um evento do G20 na África do Sul neste ano.

Bessent também não compareceu à reunião de fevereiro na Cidade do Cabo, onde várias autoridades de China, Japão e Canadá também estavam ausentes, embora Washington deva assumir a presidência rotativa do G20 no fim do ano.

Michael Kaplan, subsecretário interino de assuntos internacionais do Tesouro, representará os EUA nas reuniões.

Um delegado do G20, que pediu para não ser identificado, disse que a ausência de Bessent não é ideal, mas que os EUA estão participando de discussões sobre comércio, economia global e linguagem climática.

Os ministros das Finanças de Índia, França e Rússia também não participarão da reunião de Durban.

O presidente do banco central da África do Sul, Lesetja Kganyago, disse que a representação é o que mais importa.

“O que importa é: há alguém com um mandato sentado atrás da bandeira e todos os países estão representados com alguém sentado atrás da bandeira?”, disse Kganyago à Reuters.

As autoridades dos EUA têm falado pouco publicamente sobre seus planos para a presidência no próximo ano, mas uma fonte familiarizada com elas disse que Washington reduzirá o número de grupos de trabalho não financeiros e simplificará o cronograma da cúpula.

As políticas tarifárias de Trump têm impactado o comércio global, com taxas básicas de 10% sobre todas as importações para os EUA e tarifas de até 50% sobre aço e alumínio, 25% sobre automóveis e possíveis taxas sobre produtos farmacêuticos.

Sua ameaça de impor tarifas adicionais de 10% sobre os países do Brics – dos quais oito são membros do G20 – aumentou os temores de fragmentação nos fóruns globais.

Além disso, a última vez que o G20 conseguiu emitir um comunicado coletivo foi em julho de 2024, concordando mutuamente com a necessidade de resistir ao protecionismo, mas sem mencionar a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Fonte: CNN Brasil


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Internacional, Negócios

Em encontro com Alckmin, FIESC defende negociações com EUA, sem retaliação

Presidente da entidade liderou grupo de industriais do setor metalmecânico que também discutiu assimetria competitiva na invasão chinesa de fixadores

O presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, liderou na tarde desta quarta-feira (16) comitiva de industriais do setor metalmecânico em reunião com o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e com a secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres.

No encontro, Aguiar defendeu o diálogo para tentar reverter os impactos do chamado tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump. “Retaliar seria o pior encaminhamento, pois ampliaria os prejuízos para a indústria brasileira. Além de tentar reduzir as tarifas, precisamos buscar alternativas como a prorrogação do prazo de início da aplicação, para que as empresas tenham fôlego para se reorganizar e buscar novos mercados”, disse Aguiar.

“As palavras de ordem agora são negociar, negociar e negociar. Mesmo que as tarifas não voltem aos patamares anteriores, precisamos chegar a um nível que permita manter a relevância daquele mercado como destino das exportações catarinenses e brasileiras”, resumiu o presidente da FIESC.

As indústrias catarinenses pretendem atuar em sintonia com seus clientes norte-americanos, que podem pressionar o governo dos Estados Unidos, demonstrando os impactos das tarifas que serão pagas pelos consumidores de lá. “O ministro conhece os números e tem total clareza sobre a importância do tema. Reforçamos a diversidade industrial catarinense, onde as tarifas terão graves consequências, já que os Estados Unidos são o principal destino de nossas exportações”, afirmou Aguiar.

No encontro, a Federação catarinense também destacou a necessidade de o governo federal incluir produtos semiacabados de aço e alumínio nas estratégias de defesa dos interesses brasileiros no comércio internacional, buscando isonomia tributária. “Hoje existe uma invasão de produtos chineses, porque o parafuso vindo da China chega ao preço dos insumos pagos pelos fabricantes brasileiros”, disse Aguiar, lembrando que há importantes empresas do setor no estado, gerando elevado número de empregos.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

CNI defende esgotar negociação com EUA antes de recorrer à retaliação imediata

Presidente da instituição, Ricardo Alban, reiterou pedido de adiamento do início da taxação em reunião no MDIC

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu o caminho das negociações com os Estados Unidos antes de recorrer à retaliação imediata.

“Antes (de retaliar), é preciso esgotar toda e qualquer possibilidade de negociação”, alertou Ricardo Alban.

O posicionamento é consenso no setor e foi definido em reunião virtual ontem (14) entre todos os presidentes de federações da indústria.

Alban participa de encontro entre empresários e autoridades no Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para discutir a estratégia de resposta do país às medidas da Casa Branca, com a presença dos ministros Geraldo Alckmin (MDIC), Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).

Indústria reitera pedido para adiar início da taxação

O dirigente também reforçou o pedido para que o governo articule juntos aos Estados Unidos uma ampliação de 90 dias para o começo da vigência da nova tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros.

“Estamos falando aqui só de perde-perde. Não tem ganha-ganha. Perde a indústria, perde a economia, perde o social. Gostaríamos de colocar na mesa um adiamento de 90 dias no prazo para início da vigência (da tarifa)”, pontuou Alban. “Queremos colocar a discussão de acordos setoriais e bilaterais. Discutir bitributação”, completou.

A estimativa preliminar da indústria é de uma perda de pelo menos 110 mil postos de trabalho, caso a medida entre em vigor nos termos anunciados, além de forte impacto sobre o PIB.

Alckmin, destacado pelo Palácio do Planalto para encabeçar as negociações com os americanos, destacou que o governo vai trabalhar para reverter as novas tarifas, consideradas por ele “completamente inadequadas”.

Ele reiterou que EUA têm superávit na relação com o Brasil há 15 anos e a tarifa média dos produtos que os norte-americanos exportam para o nosso país é de 2,7%. “Temos uma importante complementariedade econômica. É importante conversarmos com os parceiros americanos no setor industrial para mostrarmos que a medida encarece também os produtos deles”, acrescentou Alckmin.

É preciso objetividade e pragmatismo, diz CNI

Ricardo Alban alertou que é preciso objetividade e pragmatismo por parte do governo e do setor privado na negociação. “O que não queremos neste momento é perder a razão. É importante essa parceria. É muito difícil o setor industrial encontrar alternativas de médio prazo para substituir esse mercado dos EUA”, afirmou.

Uma comitiva de empresários e representantes de associações industriais participa da reunião, incluindo o presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Josué Gomes da Silva; o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso; a presidente-executiva da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Janaína Donas; o presidente emérito da Associação Brasileira Indústria Têxtil e de Confecções (Abit); Fernando Pimentel; o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira; o CEO da Tupy, Rafael Lucchesi; o CEO da Embraer, Francisco Gomes, entre outros.

Com a palavra, o presidente da CNI, Ricardo Alban:

Fonte: Portal da Indústria

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Evento, Logística

Logistique 2025 vem para atender um mercado em constante renovação

Edição deste ano de um dos maiores eventos de logística e comércio exterior do Brasil acontece de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú

O mercado se prepara para mais uma edição de um dos mais importantes eventos empresariais do Brasil, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú. A Logistique é um evento setorial estratégico voltado para as áreas de logística, abrangendo a cadeia completa; comércio exterior e relações internacionais, já consolidado nos mercados regional e nacional.

A expectativa é reunir mais de 200 expositores e 16 mil visitantes em torno da feira de logística e do Logistique Summit, uma conferência com a abordagem de temas relacionados à macroeconomia, geopolítica, alianças econômicas, sustentabilidade, infraestrutura, inovação, entre outros estratégicos nos meios econômico e empresarial. O crescimento com relação a edição do ano passado é de 60%.

Leonardo Rinaldi, diretor geral da Logistique, destaca a importância do evento, principalmente no momento em que o comércio global e as relações internacionais enfrentam desafios devido às políticas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, que é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. 

“A decisão do governo dos EUA em impor tarifas recíprocas reacende o debate sobre os rumos do comércio global e abre a possibilidade de parcerias bilaterais do Brasil com novos mercados emergentes, o que vai acabar favorecendo o setor produtivo interno”, pontua Leonardo. “Nesse contexto entra a Logistique Summit, fomentando debates relacionados aos setores logístico, da navegação e do comércio exterior com palestrantes altamente capacitados”, completa.

Localização estratégica

A primeira edição da Logistique foi realizada em Joinville no ano de 2019, permanecendo no Norte de Santa Catarina até 2023. A mudança estratégica ocorreu no ano passado com a transferência do evento para Balneário Camboriú, epicentro da logística no Sul do Brasil. 

O Expocentro Júlio Tedesco está localizado praticamente ao lado do maior entroncamento rodoviário do Sul do País, no raio de 200 quilômetros dos portos e terminais catarinenses [Imbituba, Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Itapoá] e dos principais aeroportos do Sul do Brasil: Florianópolis, Curitiba, Navegantes e Joinville.

Outro diferencial é que Balneário Camboriú está no centro da região Sul, que exportou mais de US$ 56,9 bilhões e registrou uma corrente de comércio de US$ 123,3 bilhões no ano passado. Para 2025 a expectativa é de que as vendas externas brasileiras cresçam até 20%. Outro fator que contribui para que a Logistique seja realizada em Santa Catarina é que a produção industrial no estado continua avançando acima da média nacional e desponta com a maior alta do país no acumulado do ano. 

A economia de Santa Catarina também cresceu 5,7% no ano passado e liderou a alta no País, segundo estatísticas do Banco Central. Esse indicador de atividade econômica do BC funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). A média brasileira foi de 3,8%. Isso impacta diretamente no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense de 2024, que tem a segunda maior projeção de crescimento da década. A estimativa é de 5,3%, ficando atrás apenas de 2021

“Com um crescimento expressivo previsto para 2025, uma nova localização já aprovada pelos mercados da logística, comércio exterior e áreas correlatas e um impacto significativo no setor, a Logistique promete ser um evento imperdível para todos os empresários e profissionais da área”, diz Leonardo. Ele acrescenta que a expectativa é de que a Logistique continue crescendo e se consolide cada vez mais entre os eventos de logística do país, impulsionando o desenvolvimento e a competitividade das empresas participantes e promovendo a infraestrutura e diferenciais logísticos do Sul do Brasil.

TEXTO E FOTOS: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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Negócios, Sustentabilidade

“A sustentabilidade está no DNA da Siemens”

Márcia Sakamoto expõe o modelo que posiciona a empresa como referência regional.

Em um cenário global onde a sustentabilidade se tornou uma prioridade urgente, a Siemens Brasil se destaca como um referencial de transformação profunda e integral. Com uma abordagem estratégica que articula inovação, eficiência energética, equidade e circularidade, a empresa promove um modelo industrial comprometido com o desenvolvimento sustentável — tanto ambiental quanto socialmente.

Diretamente de sua sede em São Paulo, Márcia Sakamoto, especialista em Sustentabilidade e Relações Governamentais da Siemens Brasil, participou da série de entrevistas realizada pelo portal serindustria.com.ar sob o título Indústria e Desenvolvimento Sustentável. Nesse contexto, ela detalhou como a empresa internacional integra os critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) no coração de suas operações, em sua cultura organizacional e em sua visão de longo prazo.

“Em uma trajetória guiada pela inovação, responsabilidade e ações estratégicas, a Siemens se destaca por adotar metas ambiciosas que orientam seu caminho rumo a um futuro verdadeiramente mais sustentável”, afirma Sakamoto. Essa direção se materializa em uma arquitetura corporativa denominada DEGREE, uma estrutura que define seis campos de ação fundamentais: descarbonização, ética, governança, uso eficiente de recursos, equidade e empregabilidade.

“O DEGREE não apenas orienta as decisões corporativas, mas também proporciona uma visão holística da sustentabilidade, integrando compromissos ambientais com impactos sociais e humanos”, assegura.

Redução de emissões e energias renováveis
A abordagem vai além de declarações institucionais. Em 2024, a Siemens Brasil alcançou uma redução de 68% nas emissões de CO₂ — um resultado que supera a média global do grupo (60%) e antecipa o cumprimento da meta original de 2025, fixada em 55%. “Nossos esforços estão direcionados para alcançar o net zero até 2030, que é a meta global”, destaca a executiva. Esse avanço se baseia, entre outras medidas, no uso de eletricidade 100% proveniente de fontes renováveis em todas as suas instalações, na ampliação da infraestrutura para carregamento de veículos elétricos, na substituição do gás liquefeito de petróleo por energia elétrica e na adaptação progressiva das cozinhas e processos industriais para soluções elétricas.

A sustentabilidade também se reflete na relação com o meio ambiente. A Siemens Brasil preserva uma área de 45 mil metros quadrados de Mata Atlântica dentro de sua sede em São Paulo, habitat de dezenas de espécies nativas de flora e fauna. Esse compromisso se complementa com uma estratégia de gestão de recursos baseada no ecodesign, na dissociação do uso de matérias-primas e na circularidade. “A empresa adota uma estratégia de uso eficiente de recursos em seus produtos, centrada em três pilares principais: ecodesign, dissociação do uso de recursos naturais e circularidade”, explica Sakamoto.

Durante o exercício fiscal de 2024, 35% dos metais utilizados pela Siemens Brasil — principalmente ferro, cobre e alumínio — foram adquiridos de fontes recicladas, baseando-se em valores médios regionais e globais. A empresa planeja, até 2030, aplicar princípios de ecodesign em todas as famílias de produtos relevantes. Para destacar essas inovações, a Siemens desenvolveu o selo EcoTech, que identifica produtos com desempenho ambiental superior em termos de eficiência energética, circularidade e redução de emissões.

Pegada de carbono e auditorias internacionais
A medição precisa da pegada de carbono é outro aspecto crítico. “O sistema de gestão ambiental é constantemente monitorado e verificado”, aponta Sakamoto. A Siemens utiliza ferramentas globais alinhadas ao GHG Protocol, garantindo relatórios transparentes e auditáveis. Cada procedimento, investimento e projeto em suas instalações passa por uma avaliação detalhada, desde o planejamento até a operação.

Essas ações são respaldadas por auditorias periódicas realizadas pela matriz alemã. Atualmente, a operação brasileira representa apenas 0,3% do total de carbono gerado pela Siemens no mundo. Esse compromisso foi reconhecido pelo Carbon Disclosure Project (CDP), que incluiu a Siemens na Lista A de Mudanças Climáticas desde 2023 — a categoria mais alta de desempenho ambiental.

Paralelamente, a empresa promove o uso eficiente de energia, água e outros recursos naturais por meio de certificações como ISO 14001 e ISO 50001. Um exemplo concreto é o projeto Anhanguera Green & Digital, onde sua planta em São Paulo foi transformada em um modelo de operação inteligente e sustentável.

Essa transformação incluiu a compra de energia renovável no mercado livre, a instalação de painéis solares, a reutilização de água da chuva para irrigação e sanitários, além da digitalização dos processos produtivos por meio de sensores e sistemas automatizados que otimizam consumos e reduzem desperdícios.

Graças ao monitoramento em tempo real de indicadores ambientais como energia, água e emissões, a Siemens conseguiu alcançar uma melhoria de 7% na eficiência energética em 2024. Além disso, um projeto piloto da Siemens Real Estate conseguiu reduzir em 16% o consumo energético ao ajustar automaticamente o uso do ar-condicionado conforme a ocupação real dos espaços.

Governança ESG e cultura organizacional
Além das ações técnicas, a sustentabilidade na Siemens é respaldada por uma estrutura de governança sólida, transversal e altamente especializada. “A sustentabilidade está no DNA da Siemens. Não é uma opção, mas uma parte integral e central das decisões estratégicas”, enfatiza Sakamoto.

Essa estratégia envolve desde o Conselho de Administração Global até embaixadores de sustentabilidade nas áreas operacionais. O Chief Sustainability Officer preside o Conselho de Sustentabilidade e lidera o Comitê Executivo de Sustentabilidade, enquanto os diretores globais e gerentes locais reportam avanços e desafios em cada uma das dimensões do modelo DEGREE. Essa arquitetura garante que os critérios ESG não sejam metas periféricas, mas princípios que impulsionam a tomada de decisões em todos os níveis.

Quanto aos desafios, a Siemens reconhece que a descarbonização de sua cadeia de valor — especificamente o escopo 3, que inclui fornecedores e parceiros — é um dos maiores obstáculos. Para enfrentá-lo, lançaram o programa Trilha Greenlight, voltado a disseminar boas práticas ESG e ajudar os fornecedores a construir seus próprios planos de sustentabilidade. Paralelamente, reforçam a capacitação constante de suas equipes: cada colaborador no Brasil recebe pelo menos 32 horas anuais de treinamento, com programas sobre sustentabilidade ambiental, inovação e transformação digital. “A Siemens investe continuamente em qualificação técnica”, ressalta Sakamoto.

Líderes e soluções tecnológicas sustentáveis
Durante 2024, a Siemens destinou globalmente 442 milhões de euros para formação corporativa. A sustentabilidade foi um dos eixos estratégicos desse investimento, com iniciativas como o programa Leading in Sustainability, projetado para líderes e áreas-chave, e o LEAP, focado no desenvolvimento de lideranças transformadoras. Também se estimula a inovação aplicada à eficiência de recursos e à transição ecológica por meio de comitês internos que desenvolvem soluções concretas em eficiência energética e descarbonização.

“Os colaboradores da Siemens desempenham um papel central na estratégia de sustentabilidade da empresa”, afirma Sakamoto, que também destaca o trabalho da Fundação Siemens, que canaliza ações de voluntariado e apoio social. Por meio dessa plataforma, os funcionários impulsionam projetos de educação e desenvolvimento sustentável, como o Conexão Aprendiz, que já impactou mais de 300 jovens em situação de vulnerabilidade.

No aspecto cultural, a Siemens promove a ética, a integridade e a conscientização sobre valores ambientais desde cedo. Programas como o EduComÉtica, que leva formação ética para escolas públicas, ou iniciativas como as doações às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, ampliam o impacto positivo da empresa além do âmbito produtivo.

Para Sakamoto, os valores pessoais dos líderes da Siemens influenciam diretamente a forma de abordar a agenda sustentável. “Temos uma visão otimista e de longo prazo sobre o papel da empresa e do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono e inclusiva”. Segundo sua visão, sustentabilidade e ética caminham juntas porque “só negócios limpos interessam à Siemens. Essa convicção orienta nossas decisões e nossas relações com clientes, parceiros e fornecedores”.

Transformação colaborativa
Em outubro de 2024, a Siemens Brasil apresentou, junto ao Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), o relatório Pictures of Transformation: um retrato do Brasil em 2035, que explora cenários futuros impulsionados pela digitalização e sustentabilidade. O objetivo é fomentar uma visão “future back” que inspire a construção de uma economia mais inclusiva, resiliente e verde. “O propósito é inspirar uma transformação positiva… estimulando debates colaborativos entre os setores público, privado e a sociedade civil”, ressalta Sakamoto.

Ao projetar o futuro da Siemens nos próximos dez anos, caso continue e aprofunde sua estratégia sustentável, a visão é clara. “Queremos continuar sendo uma referência em decisões éticas e responsáveis, com impacto positivo em toda a nossa cadeia produtiva e de valor”, enfatiza a especialista.

Com um caminho já traçado, a empresa pretende liderar o desenvolvimento de soluções tecnológicas sustentáveis em setores-chave, como biocombustíveis, hidrogênio verde, digitalização de redes, bioeconomia e economia circular. “Trabalhamos para que a atuação da empresa tenha impacto direto na consolidação do país como referência global em energia limpa e inovação tecnológica com valor ambiental agregado”, concluiu.

Fonte: Ser Indústria






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Internacional, Mercado Internacional

Brasil e Índia assinam memorando de cooperação em Propriedade Intelectual

Objetivo é promover o intercâmbio de experiências, boas práticas e conhecimento técnico entre os dois países

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) e do Department for Promotion of Industry and Internal Trade (DPIIT), do Ministério do Comércio e Indústria da Índia, assinaram nesta quarta-feira (9/7), memorando de cooperação em Propriedade Intelectual (PI).

A ideia é promover intercâmbio de experiências, de boas práticas e conhecimento técnico, para fortalecer os sistemas de PI do Brasil e da Índia, além de fomentar a inovação, a criatividade e o desenvolvimento tecnológico. O intercâmbio terá vigência de cinco anos.

O plano de trabalho, a ser assinado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), contará com participação do MDIC nas atividades desenvolvidas. Cada parte contará com um coordenador responsável pela implementação e monitoramento das ações, com reuniões de acompanhamento que poderão ocorrer virtualmente. As informações poderão ser compartilhadas livremente, desde que não haja restrições legais ou confidencialidade expressa.

Entre as áreas de cooperação previstas, destacam-se:

  • Cooperação em base de ados, inclusive sobre conhecimentos tradicionais.
  • Disseminação de conhecimento sobre PI para o público, empresas e instituições educacionais;
  • Programas de treinamento e intercâmbio de especialistas;
  • Compartilhamento de boas práticas com universidades, centros de P&D e PMEs;
  • Troca de informações sobre procedimentos de patentes, marcas, desenhos industriais e indicações geográficas;
  • Desenvolvimento de projetos de automação e modernização de sistemas de PI;
  • Cooperação em base de ados, inclusive sobre conhecimentos tradicionais.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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