Internacional

União Europeia e Brasil negociam fim de embargo à carne bovina durante encontro do G7

A União Europeia e o Brasil iniciaram tratativas para encontrar uma solução para o impasse envolvendo a suspensão das exportações de carne bovina brasileira ao bloco europeu. A medida, prevista para entrar em vigor em setembro, está sendo discutida paralelamente à realização da cúpula do G7, na França.

A informação foi confirmada pelo presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, que participa do encontro ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o diálogo entre as partes representa um caminho construtivo para resolver divergências comerciais.

Questões sanitárias motivaram a decisão europeia

A restrição foi anunciada pouco depois da implementação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, iniciada em maio. Na ocasião, autoridades europeias retiraram o Brasil da lista de países autorizados a vender carne bovina ao mercado europeu.

De acordo com representantes do bloco, a decisão ocorreu após alegações de que o país não teria cumprido integralmente as normas relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção pecuária.

Antonio Costa destacou que o cumprimento dos padrões sanitários é indispensável para o acesso ao mercado europeu. Ele ressaltou, porém, que as negociações estão sob responsabilidade da Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia.

Lula deve tratar do tema com Ursula von der Leyen

A expectativa é que o presidente Lula aproveite sua participação no encontro internacional para discutir a retirada do embargo às exportações brasileiras. Uma reunião bilateral com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está sendo considerada para esta terça-feira, embora ainda não tenha sido oficialmente confirmada.

O Brasil participa da reunião do G7 na condição de convidado. O grupo é formado por Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Japão, Canadá e Itália.

Presença brasileira ganha destaque na cúpula

Esta é a décima participação do Brasil em encontros de líderes do G7. Para Antonio Costa, a presença brasileira é estratégica diante dos desafios globais debatidos pelo grupo.

Segundo ele, temas como inteligência artificial, desenvolvimento sustentável, parcerias internacionais e desequilíbrios macroeconômicos exigem cooperação ampla entre diferentes países, tornando a participação brasileira relevante para as discussões.

Lula foi o primeiro chefe de Estado a chegar ao Hotel Royal, em Évian-les-Bains, cidade alpina francesa que recebe o encontro até quarta-feira sob forte esquema de segurança.

Lula e Macron discutem agenda internacional

Durante a programação, Lula manteve uma reunião de quase uma hora com o presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula. Integrantes do governo brasileiro informaram que não houve solicitação por parte do Brasil para uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Oriente Médio domina debates entre líderes

A situação no Oriente Médio ganhou destaque logo antes da abertura oficial do encontro. Donald Trump anunciou um acordo para encerrar o conflito iniciado no final de fevereiro, informação posteriormente confirmada por autoridades iranianas. O entendimento também prevê a reabertura do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o comércio internacional de petróleo.

Em entrevista à televisão francesa, Macron afirmou que a retomada da navegação no estreito é uma prioridade imediata. O presidente francês, contudo, criticou a possibilidade de cobrança de taxas por embarcações que utilizem a passagem marítima, medida que, segundo relatos, estaria sendo considerada pelo Irã.

Macron também declarou que países europeus poderiam enviar embarcações em até três dias para remover minas instaladas durante o conflito e garantir a segurança da navegação.

Já Trump minimizou a necessidade de apoio internacional para a reabertura da rota, embora tenha admitido que a participação de navios franceses poderia ser útil caso fosse necessária assistência adicional.

Guerra na Ucrânia e economia global também estão na pauta

Além das tensões no Oriente Médio, os líderes do G7 devem concentrar suas discussões na guerra da Ucrânia. Outros temas previstos na agenda incluem minerais críticos, regulação da internet, comércio internacional e os desafios da economia global.

As reuniões seguem até quarta-feira e devem resultar em posicionamentos conjuntos sobre algumas das principais questões geopolíticas e econômicas da atualidade.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Belli/Valor

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Indústria

Integração produtiva fortalece competitividade da indústria brasileira no mercado internacional

Diante de um ambiente econômico cada vez mais conectado e competitivo, a integração produtiva internacional vem se consolidando como uma alternativa para ampliar a presença da indústria brasileira nos mercados globais. A busca por parceiros estrangeiros capazes de fornecer insumos, tecnologia e serviços complementares tem sido apontada como uma estratégia para elevar a competitividade das empresas.

O tema estará em pauta no seminário “Integração do Sistema Produtivo pela Complementaridade Industrial”, promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), por meio de seu Conselho de Comércio Exterior. O evento será realizado de forma online no dia 16 de junho, às 9h.

Evento discutirá oportunidades para ampliar negócios internacionais

O webinar contará com a participação de Mario Roberto Branco, representante da ABINEE/ALAINEE, e de Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

A proposta do encontro é apresentar como os mecanismos de complementaridade industrial podem contribuir para fortalecer empresas, ampliar o acesso a novos mercados e impulsionar processos de internacionalização empresarial.

Compartilhamento de tecnologia e produção gera ganhos competitivos

A complementaridade industrial permite que empresas localizadas em diferentes países atuem de forma integrada em suas cadeias produtivas. Nesse modelo, etapas de fabricação, conhecimento técnico e tecnologias são compartilhadas, promovendo ganhos de escala, aumento da produtividade e maior eficiência operacional.

Esse tipo de cooperação já está presente em diversos acordos comerciais internacionais e vem ganhando relevância nas negociações envolvendo o Mercosul, a União Europeia e os países integrantes da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração).

Seminário é voltado para empresários e profissionais de comércio exterior

Além de abordar tendências e oportunidades do comércio internacional, o evento buscará esclarecer como empresas podem aproveitar instrumentos de integração produtiva para expandir sua atuação além das fronteiras nacionais.

A participação é gratuita e destinada a empresários, executivos, gestores e profissionais interessados em comércio exterior, desenvolvimento industrial e estratégias de inserção internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Indústria de lácteos teme perda de competitividade com importações e acordo Mercosul-UE

A indústria brasileira de lácteos acompanha com atenção o aumento das importações e os possíveis efeitos da implementação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Representantes do setor avaliam que a combinação desses fatores pode ampliar a concorrência no mercado interno e pressionar ainda mais a rentabilidade das empresas nacionais.

Para Angelo Sartor, CEO da RAR Agro & Indústria, o cenário já apresenta desafios relevantes, especialmente devido ao crescimento da entrada de produtos vindos dos países do Mercosul, que vêm ganhando espaço no mercado brasileiro nos últimos anos.

Atualmente, as importações de leite em pó e queijos representam cerca de 8% do consumo nacional. Segundo o executivo, esse volume tem influência direta na formação de preços e afeta toda a cadeia produtiva.

Maior oferta pressiona preços pagos à indústria e ao produtor

De acordo com a avaliação do setor, o aumento da presença de produtos importados amplia a oferta disponível no mercado brasileiro, contribuindo para a redução dos preços recebidos tanto pelas indústrias quanto pelos produtores rurais.

A situação ganhou novos contornos após a identificação de práticas de dumping em importações de leite em pó provenientes da Argentina e do Uruguai. Apesar da comprovação das irregularidades, não houve adoção de medidas restritivas por parte do governo.

Na visão de Sartor, a decisão ajuda a evitar aumentos para o consumidor final, mas acaba comprometendo a rentabilidade da produção nacional, especialmente em um momento de custos elevados para o setor agroindustrial.

Acordo Mercosul-União Europeia amplia preocupação

A apreensão das empresas também está relacionada ao avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Desde maio, algumas tarifas de importação para produtos lácteos europeus começaram a ser reduzidas gradualmente.

No segmento de queijos especiais, por exemplo, a alíquota caiu de 28% para 25,2% e seguirá em trajetória de redução até ser eliminada completamente dentro de dez anos.

Embora o prazo seja considerado longo, empresários do setor afirmam que o planejamento industrial exige visão de longo prazo. Projetos de expansão, construção de fábricas e modernização de unidades podem levar vários anos entre aprovação e operação efetiva.

Queijos premium devem enfrentar concorrência mais intensa

A principal preocupação está concentrada nos produtos de maior valor agregado, segmento no qual empresas brasileiras têm investido para ampliar margens e diferenciar sua oferta.

Entre os itens considerados mais vulneráveis estão os queijos tipo grana, manteigas especiais, creme de leite premium e outros derivados de alto padrão.

Segundo Sartor, os produtores europeus contam com vantagens competitivas importantes, como maior escala de produção, tradição consolidada e programas de subsídios oferecidos pelos governos da União Europeia.

A estimativa da empresa é que, com a redução gradual das tarifas, determinados produtos importados possam chegar ao mercado brasileiro com custos cerca de 20% inferiores aos da produção nacional, reduzindo significativamente a competitividade das indústrias locais.

Vinhos e lácteos estão entre os setores mais expostos

Na avaliação do executivo, os maiores impactos da abertura comercial deverão ser sentidos justamente em áreas onde a Europa possui forte tradição produtiva.

Além dos laticínios, o mercado de vinhos também é apontado como um dos mais suscetíveis à concorrência internacional nos próximos anos.

Embora reconheça que o acordo comercial traz benefícios para diversos segmentos da economia brasileira, especialmente para as cadeias de proteínas animais, Sartor acredita que lácteos e vinhos estarão entre os setores mais desafiados pelo novo cenário.

Estratégia aposta em diferenciação e eficiência

Diante das mudanças previstas para o mercado, a estratégia adotada pela empresa tem sido focar em produtos de maior valor agregado e em consumidores que valorizam atributos como qualidade, origem e processos produtivos diferenciados.

Ao mesmo tempo, os investimentos em ampliação da capacidade industrial têm sido conduzidos com cautela. Segundo a companhia, a prioridade atual é aumentar a eficiência operacional e aproveitar melhor a estrutura já existente, diante de um cenário de competição crescente e margens mais pressionadas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNA

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Importação

Brasil mantém isenção tarifária para principais produtos importados dos Estados Unidos

Mesmo diante das críticas dos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais, o Brasil não aplica tarifas adicionais sobre os dez principais produtos importados do mercado norte-americano em 2026.

A discussão ganhou força após a conclusão de uma investigação conduzida pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), que recomendou a imposição de uma nova taxa de 25% sobre produtos brasileiros. O processo, iniciado em 2025, teve como argumento inicial a alegação de que o Brasil adotaria medidas protecionistas capazes de limitar o acesso de exportadores norte-americanos ao mercado nacional.

Na época, integrantes da gestão de Donald Trump também sustentavam que os Estados Unidos registravam déficit comercial na relação com o Brasil. No entanto, dados do comércio bilateral mostram que o saldo tem sido desfavorável ao lado brasileiro desde 2009. Além disso, os produtos mais importados dos EUA entram no país sem cobrança de tarifas adicionais.

Por outro lado, os Estados Unidos mantêm tarifas sobre quatro dos dez principais produtos brasileiros adquiridos pelo mercado norte-americano.

Estudo analisou principais produtos da balança comercial Brasil-EUA

O levantamento realizado pelo Poder360 avaliou os 20 produtos com maior relevância na balança comercial Brasil-EUA. A análise considerou os dez itens mais importados pelo Brasil e os dez mais comprados pelos Estados Unidos entre janeiro e maio de 2026.

As informações utilizadas têm como base dados da USITC (Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos) e da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, sistema que estabelece regras tarifárias padronizadas para os países integrantes do bloco econômico.

Governo dos EUA altera foco das justificativas

O relatório final divulgado pelo USTR apresentou uma mudança significativa em relação às alegações iniciais da investigação. Em julho de 2025, o governo norte-americano apontava o suposto protecionismo brasileiro e barreiras tarifárias como principais motivos para a apuração.

Já no documento mais recente, as justificativas passaram a concentrar-se em temas como alegações relacionadas ao uso de trabalho forçado, impactos do Pix, regulamentação das redes sociais e ações consideradas insuficientes no combate ao desmatamento.

As referências a protecionismo e déficit comercial deixaram de ocupar posição central no relatório. Entre os poucos aspectos tarifários mencionados estão os acordos comerciais com Índia e México, que oferecem condições preferenciais de importação e, segundo a avaliação norte-americana, poderiam prejudicar exportadores dos EUA. Também foi citada a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil sobre o etanol importado.

Especialista vê estratégia de negociação na postura norte-americana

Para o ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, a mudança de discurso atende a interesses estratégicos dos Estados Unidos. Segundo ele, mesmo diante do déficit brasileiro na relação comercial, Washington pode utilizar determinadas narrativas para ampliar sua capacidade de negociação em setores considerados prioritários.

Barral afirma que existe uma diferença entre a necessidade de avanços estruturais na economia brasileira e as críticas feitas pelos EUA no âmbito bilateral. Na avaliação do especialista, a acusação de protecionismo costuma ser utilizada de forma seletiva para fortalecer posições de negociação.

O economista destaca ainda que a comparação entre países não deve ser feita apenas com base nas tarifas nominais. Segundo ele, os Estados Unidos também adotam mecanismos de proteção em áreas consideradas sensíveis, utilizando instrumentos regulatórios, exigências de segurança nacional e políticas setoriais específicas.

Para Barral, a análise da política comercial internacional deve considerar o conjunto de ferramentas utilizadas por cada país, e não apenas os percentuais de tarifas aplicados sobre produtos importados.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Carne brasileira: governo busca reverter veto da União Europeia antes de entrada em vigor

O governo federal intensificou as negociações para tentar reverter a decisão da União Europeia que retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. A medida está relacionada às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária e deve passar a valer em 3 de setembro.

Segundo informações divulgadas pela TV Globo, o Ministério das Relações Exteriores mantém diálogo com representantes europeus na tentativa de encontrar uma solução antes da implementação das restrições.

Governo e setor produtivo buscam alternativas

Além da atuação diplomática, o Ministério da Agricultura e representantes do setor privado trabalham para apresentar as garantias sanitárias exigidas pelas autoridades europeias. Entre as iniciativas em discussão estão visitas técnicas presenciais a propriedades rurais e sistemas de produção animal para comprovar a adequação às normas do bloco.

O objetivo é, ao menos, reduzir os impactos da decisão ou obter uma flexibilização parcial das exigências enquanto as adequações são avaliadas.

Exportações de carne e outros produtos serão afetadas

A nova regulamentação foi publicada pela União Europeia na última sexta-feira (5). Na relação divulgada em 2024, o Brasil aparecia entre os países autorizados a exportar carne bovina, carne de frango, carne equina, além de produtos como tripas, pescado e mel.

Com a atualização da lista, esses produtos deixam de ter acesso ao mercado europeu até que o país comprove o atendimento integral das exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

Entenda o motivo da restrição

De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou informações suficientes para demonstrar o cumprimento das regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

Essas substâncias são utilizadas para prevenir e tratar doenças em rebanhos, mas algumas também podem atuar como promotoras de crescimento. A União Europeia adota regras rigorosas sobre o tema como forma de reduzir os riscos associados à resistência bacteriana em seres humanos.

Brasil poderá voltar à lista de exportadores

Quando a decisão foi anunciada, em maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil poderá ser reintegrado à lista de países habilitados assim que comprovar o cumprimento dos requisitos exigidos.

Na ocasião, o governo brasileiro declarou ter recebido a medida com surpresa e informou que buscaria negociações para evitar prejuízos ao comércio com o mercado europeu.

Acordo Mercosul-União Europeia não deve ser afetado

Apesar das restrições impostas às exportações de produtos de origem animal, a decisão não interfere diretamente no acordo entre Mercosul e União Europeia. A medida é considerada uma regulamentação sanitária específica, aplicada pelo bloco para garantir padrões de segurança alimentar.

Enquanto o Brasil enfrenta o processo de adequação, países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a exportar seus produtos para o mercado europeu.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Banco de Imagens

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Logística

Corredor Bioceânico: Receita Federal intensifica preparação aduaneira com expedição técnica internacional

A Receita Federal promoveu uma expedição técnica ao longo do Corredor Bioceânico entre os dias 30 de maio e 8 de junho, com o objetivo de aprimorar o planejamento das operações aduaneiras e logísticas ligadas ao projeto de integração regional.

A ação reuniu oito servidores especializados em áreas estratégicas, incluindo comércio exterior, repressão aduaneira, inteligência e relações internacionais.

Missão percorre quatro países da rota bioceânica

Durante a expedição, a equipe percorreu trechos da rota que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, visitando postos de fronteira, unidades alfandegárias, centros logísticos e portos localizados na costa do Oceano Pacífico.

O trabalho de campo teve como foco identificar desafios operacionais e oportunidades relacionadas à futura movimentação de cargas e ao aumento do fluxo comercial esperado com a consolidação do corredor.

Avaliação busca melhorar eficiência e segurança

Entre os principais pontos analisados estão a infraestrutura logística, os procedimentos de controle aduaneiro, os tempos de travessia nas fronteiras, a gestão de riscos e os mecanismos de cooperação entre os países envolvidos.

As informações coletadas servirão de base para fortalecer o planejamento institucional da Receita Federal, contribuindo para a modernização dos processos e para a adaptação às novas demandas de transporte e comércio internacional.

Integração e modernização das fronteiras

A iniciativa reforça a estratégia da Receita Federal de ampliar a integração entre os órgãos de controle e os parceiros internacionais, buscando equilibrar agilidade logística, segurança aduaneira e facilitação do comércio exterior.

Com a expectativa de crescimento das operações no Corredor Bioceânico, a expedição representa mais um passo na preparação das estruturas de fiscalização e controle para acompanhar a expansão das rotas comerciais na América do Sul.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Agronegócio

Acordo Mercosul-Canadá avança e pode ampliar exportações do agronegócio brasileiro

As tratativas para um acordo comercial entre Mercosul e Canadá avançaram durante a mais recente rodada de negociações realizada em Toronto. O encontro resultou em progressos em cinco capítulos considerados essenciais para a ampliação das relações econômicas entre os dois mercados.

Os avanços envolvem temas como barreiras tarifárias, regras de origem, medidas sanitárias e fitossanitárias, facilitação de comércio e acesso a insumos produtivos. O cenário é visto como positivo para o fortalecimento das trocas comerciais e para a expansão das exportações do bloco sul-americano.

Agronegócio brasileiro pode ser um dos principais beneficiados

Entre os setores com maior potencial de ganho está o agronegócio brasileiro, especialmente devido às discussões relacionadas às exigências sanitárias e fitossanitárias.

Essas normas são determinantes para a entrada de produtos agropecuários em mercados internacionais e influenciam diretamente a comercialização de itens como carne bovina, frango, grãos e frutas.

Com a possível conclusão do acordo, exportadores brasileiros poderão ter acesso facilitado ao mercado canadense, considerado um dos mais relevantes devido ao seu elevado poder de consumo.

Redução de tarifas pode aumentar competitividade das commodities

O Canadá mantém demanda constante por produtos alimentícios, proteínas animais e commodities agrícolas. Nesse contexto, um entendimento comercial entre os blocos pode reduzir ou até eliminar tarifas aplicadas atualmente sobre diversos produtos exportados pelo Mercosul.

A medida beneficiaria especialmente as vendas externas de soja, carnes e produtos processados, ampliando a competitividade dos produtores brasileiros em um mercado estratégico da América do Norte.

Carne bovina e frango estão entre os produtos mais impactados

As negociações também concentram atenção nas tarifas que incidem sobre a carne bovina brasileira e a carne de frango. Atualmente, esses encargos são considerados obstáculos relevantes para o aumento da participação brasileira no mercado canadense.

Caso haja redução ou eliminação dessas barreiras, os exportadores nacionais poderão competir em condições mais favoráveis com fornecedores já consolidados, como Estados Unidos e Austrália, ampliando oportunidades para o setor pecuário brasileiro.

Expectativa é de fortalecimento do comércio internacional

O avanço das negociações reforça a perspectiva de um acordo capaz de impulsionar o comércio exterior, diversificar mercados e criar novas oportunidades para produtores e empresas dos países integrantes do Mercosul.

Além de ampliar o fluxo comercial, o entendimento pode contribuir para reduzir custos de importação de insumos agrícolas e fortalecer a integração econômica entre os dois blocos.

FONTE: Space Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Space Money

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Logística

Corredor Bioceânico: Receita Federal realiza expedição para aprimorar logística e controle aduaneiro

A Receita Federal iniciou uma expedição técnica ao longo do Corredor Bioceânico com o objetivo de fortalecer o planejamento operacional e a preparação aduaneira para o aumento do fluxo de mercadorias na rota internacional que conecta o Brasil ao Oceano Pacífico.

A missão ocorre entre os dias 30 de maio e 8 de junho e reúne oito servidores especializados em áreas estratégicas, como comércio exterior, repressão aduaneira, inteligência e relações internacionais.

Equipe percorre rota entre quatro países

Durante a expedição, os representantes da Receita Federal visitarão estruturas localizadas em Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, incluindo postos de fronteira, unidades aduaneiras, centros logísticos e portos situados na costa do Pacífico.

A proposta é avaliar, diretamente em campo, as condições operacionais da rota e identificar desafios que poderão surgir com a ampliação das atividades comerciais e do transporte internacional de cargas.

Infraestrutura e fluxo de mercadorias estão entre os focos

A análise contempla diversos aspectos considerados fundamentais para o funcionamento do corredor logístico. Entre eles estão a qualidade da infraestrutura disponível, os procedimentos de fiscalização, os tempos de travessia nas fronteiras e os mecanismos de gestão de risco.

A equipe também observará oportunidades para ampliar a facilitação do comércio internacional, fortalecer a integração entre os países envolvidos e aprimorar a cooperação entre órgãos responsáveis pelo controle aduaneiro.

Planejamento busca preparar fronteiras para expansão comercial

Segundo a Receita Federal, as informações obtidas durante a expedição servirão de base para o desenvolvimento de estratégias voltadas ao crescimento esperado das operações de importação e exportação ligadas ao Corredor Bioceânico.

A iniciativa faz parte dos esforços para modernizar a atuação nas fronteiras, garantindo maior eficiência logística sem abrir mão da segurança no controle de cargas e da fiscalização aduaneira.

Integração e segurança são prioridades

Com a realização da missão técnica, a Receita Federal reforça sua estratégia de atuação integrada nas regiões de fronteira, buscando equilibrar agilidade logística, segurança aduaneira e cooperação internacional.

A expectativa é que o trabalho contribua para a construção de um ambiente mais eficiente para o comércio exterior, acompanhando a importância crescente do Corredor Bioceânico como alternativa para o escoamento da produção brasileira rumo aos mercados internacionais.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Investimento

Investimentos no Paraguai atraem setor moveleiro de São Bento do Sul

Empresários ligados ao setor moveleiro de São Bento do Sul participaram de um encontro promovido pela Associação Regional da Empresa Moveleira (Arpem) para conhecer oportunidades de investimento no Paraguai e analisar o cenário econômico da América do Sul. O evento ocorreu durante a reunião mensal da entidade, realizada no restaurante Alpenbier, reunindo lideranças empresariais interessadas em ampliar mercados e explorar possibilidades de internacionalização.

Debate aborda expansão de negócios no Mercosul

A palestra foi conduzida por Jonathan Roger Linzmeyer, diretor da CN Mercosul e diretor internacional da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai (CEBRAS). Durante a apresentação, ele compartilhou experiências práticas sobre a gestão de empresas no país vizinho e destacou aspectos que vêm atraindo cada vez mais investidores brasileiros.

Segundo o presidente da Arpem, Daniel Lutz, a iniciativa proporcionou informações estratégicas relevantes para o fortalecimento da indústria moveleira da região.

“Recebemos uma visão prática sobre a atuação empresarial no Paraguai, conhecendo melhor as diferenças entre os mercados e as vantagens oferecidas pelo país. São informações importantes para ampliar o conhecimento dos nossos associados”, destacou.

Paraguai fortalece posição como polo industrial

Ao comparar os ambientes de negócios do Brasil e do Paraguai, Linzmeyer explicou que o crescente interesse de empresas brasileiras pelo país não está relacionado apenas à redução de custos operacionais. Fatores como logística, segurança jurídica e incentivos tributários têm contribuído para consolidar o Paraguai como uma importante plataforma industrial dentro do Mercosul.

Os indicadores econômicos apresentados reforçam esse cenário. A expectativa é que o Paraguai registre crescimento de 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, após expansões estimadas em 4,7% em 2024 e 6% em 2025. Além disso, o país mantém uma das menores taxas de inflação da região, projetada em 3,5%, respaldada por uma rígida política de responsabilidade fiscal.

Sistema tributário simplificado é um dos principais atrativos

Entre os diferenciais destacados está o modelo tributário conhecido como “Triple 10”, que estabelece alíquotas de 10% para o Imposto de Renda Empresarial (IRE), Imposto de Renda Pessoa Física (IRP) e Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

Outro benefício apontado é a isenção de impostos sobre rendimentos obtidos no exterior, fator que tem aumentado o interesse de empresários que buscam expandir suas operações para outros mercados.

Lei de Maquila amplia oportunidades para investidores

Outro tema abordado foi a atualização da Lei de Maquila, considerada uma das principais ferramentas de incentivo à instalação de indústrias no Paraguai. Recentemente modernizada pelo Congresso paraguaio, a legislação ampliou a segurança jurídica para investidores e passou a contemplar também atividades ligadas aos setores de serviços e tecnologia.

O regime permite importar máquinas, equipamentos e matérias-primas com isenção tributária, exigindo apenas o pagamento de um imposto de 1% sobre o valor agregado gerado no país no momento da exportação.

Dados do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai mostram que cerca de 65% das exportações realizadas dentro do sistema de Maquila têm o Brasil como destino final.

Missão empresarial busca aproximar empresários brasileiros

Durante o evento, Linzmeyer também anunciou uma nova missão empresarial ao Paraguai, programada para ocorrer entre os dias 22 e 25 de junho.

A iniciativa prevê uma imersão técnica com visitas a empresas, reuniões estratégicas e encontros institucionais voltados à geração de negócios e ao fortalecimento do relacionamento entre empresários brasileiros e paraguaios.

Segundo o diretor da CN Mercosul, a proposta é oferecer conhecimento prático sobre o mercado local e criar oportunidades de networking para empresas interessadas em expandir suas operações no Mercosul.

“O foco é apoiar empresários brasileiros que desejam investir, crescer e entender melhor o ambiente de negócios paraguaio. Além da troca de conhecimento, a missão proporcionará conexões importantes para futuras parcerias”, afirmou.

FONTE: A Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/A Gazeta

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Informação

Antidumping sobre leite em pó do Mercosul é aprovado, mas aplicação é suspensa pelo MDIC

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou a aprovação de direitos antidumping sobre as importações de leite em pó provenientes da Argentina e do Uruguai. Apesar da decisão favorável à aplicação da medida, sua implementação foi suspensa imediatamente por razões de interesse público.

A deliberação ocorreu durante reunião do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), realizada na última semana. Segundo o ministério, a suspensão tem caráter cautelar e permanecerá em vigor até a conclusão de uma análise específica sobre os possíveis impactos da cobrança.

Investigação identificou prática de dumping

A decisão foi baseada em parecer técnico elaborado pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom), órgão vinculado ao MDIC e responsável pela investigação iniciada em 2024.

O estudo concluiu que houve prática de dumping nas exportações de leite em pó originárias da Argentina e do Uruguai, caracterizada pela venda do produto no mercado brasileiro a preços considerados inferiores aos praticados em seus mercados de origem ou abaixo de valores de referência internacional.

Com base nessas conclusões, os ministérios que integram o Gecex aprovaram, por unanimidade, a aplicação dos direitos antidumping.

Suspensão busca avaliar impactos econômicos

Apesar da aprovação da medida comercial, o colegiado decidiu interromper temporariamente sua vigência para aprofundar a avaliação sobre seus efeitos na economia.

De acordo com o MDIC, será aberto um processo específico para analisar os potenciais reflexos da cobrança sobre o mercado interno, especialmente em relação aos preços dos alimentos e ao consumidor final.

A suspensão foi proposta pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), que apontou preocupações relacionadas ao possível aumento dos custos do leite em pó importado e seus impactos na inflação dos alimentos.

Análise de interesse público definirá próximos passos

Enquanto o estudo estiver em andamento, os direitos antidumping permanecerão suspensos. Somente após a conclusão da avaliação de interesse público o governo decidirá se a medida será efetivamente aplicada ou se continuará sem efeito.

O mecanismo de análise busca equilibrar a proteção da indústria nacional contra práticas consideradas desleais com os possíveis impactos econômicos para consumidores e setores que dependem do produto importado.

Debate envolve produção nacional e preços ao consumidor

A discussão sobre o antidumping no leite em pó ocorre em um momento de atenção aos custos dos alimentos e à competitividade da cadeia produtiva do leite no Brasil.

De um lado, produtores defendem medidas para combater práticas comerciais que possam prejudicar a indústria nacional. De outro, integrantes do governo avaliam os efeitos que restrições às importações podem provocar sobre os preços pagos pelos consumidores.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SBA1

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