Informação

Mercosul moderniza mecanismo de desabastecimento e agiliza redução de imposto para empresas

Os países integrantes do Mercosul aprovaram uma atualização no mecanismo regional de desabastecimento, medida que promete reduzir a burocracia e agilizar o acesso das empresas a insumos e produtos quando houver escassez de oferta dentro do bloco.

A decisão foi tomada durante as reuniões preparatórias para a Cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai. A proposta foi apresentada pelo Brasil durante sua Presidência Pro Tempore do bloco, no segundo semestre de 2025, e busca tornar o processo mais eficiente para os setores produtivos.

Resolução amplia prazo para redução temporária do imposto de importação

A nova Resolução GMC nº 26/26 substitui a norma anterior (Resolução GMC nº 49/19) e traz mudanças importantes no funcionamento do mecanismo de desabastecimento.

Entre as principais novidades está a ampliação do período de validade das medidas, que passa de 12 para 24 meses. Na prática, quando um produto não for fabricado ou estiver disponível em quantidade insuficiente no Mercosul, poderá haver redução temporária da alíquota do Imposto de Importação para 0%.

Com o prazo maior, as empresas terão menos necessidade de solicitar renovações frequentes, reduzindo custos administrativos e aumentando a previsibilidade para suas operações.

Processos eletrônicos prometem mais rapidez nas análises

Outra mudança prevista na nova regulamentação é a redução dos prazos para análise dos pedidos apresentados pelos Estados Partes, tornando mais ágil a liberação das solicitações.

Além disso, o Mercosul passará a utilizar um sistema eletrônico para tramitação dos processos, substituindo etapas burocráticas e tornando a gestão dos pedidos mais rápida e eficiente.

Medida fortalece ambiente de negócios no bloco

Segundo o bloco, a modernização do mecanismo está alinhada às iniciativas de desburocratização, melhoria do ambiente de negócios e aumento da eficiência administrativa. A expectativa é que a atualização facilite o acesso das empresas aos insumos necessários para manter a produção, especialmente em situações de insuficiência de oferta regional.

Antes de entrar em vigor, a Resolução GMC nº 26/26 ainda deverá ser incorporada à legislação interna de cada um dos países membros do Mercosul, conforme as normas estabelecidas pelo bloco.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Informação

Aprendendo a Exportar lança módulo sobre União Europeia para orientar empresas brasileiras

Empresas interessadas em ampliar sua presença no mercado internacional passam a contar com um novo conteúdo na plataforma Aprendendo a Exportar. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou um módulo dedicado à União Europeia, reunindo informações práticas para quem pretende exportar ao bloco econômico.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o material foi criado para esclarecer as oportunidades geradas pelo Acordo Mercosul-União Europeia e orientar empresários sobre os principais procedimentos necessários para acessar um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Conteúdo atende empresas de todos os portes

O novo módulo foi estruturado para apoiar negócios de diferentes segmentos e tamanhos, com atenção especial às micro, pequenas e médias empresas. O objetivo é facilitar a compreensão das exigências do mercado europeu e contribuir para que mais empresas brasileiras ingressem no comércio exterior.

De acordo com a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o acesso a informações confiáveis é um dos fatores essenciais para ampliar a participação das empresas brasileiras nas exportações.

Ela destaca que atuar no mercado internacional exige planejamento e conhecimento sobre normas, procedimentos e exigências específicas de cada destino. Segundo a secretária, a plataforma concentra essas informações de forma acessível e agora passa a oferecer um conteúdo voltado exclusivamente ao acordo entre Mercosul e União Europeia.

Plataforma reúne orientações práticas para exportadores

O material foi elaborado em linguagem simples e objetiva, voltada a empresários, empreendedores e profissionais da área de comércio internacional. Entre os temas abordados estão acesso ao mercado, regras de origem, adequação de produtos às normas europeias, requisitos técnicos e sanitários, compras governamentais, propriedade intelectual, indicações geográficas, sustentabilidade e mecanismos de apoio às exportações.

Além disso, o módulo disponibiliza referências para estudos, ferramentas oficiais e bases de dados brasileiras e europeias, auxiliando as empresas na identificação de novas oportunidades de negócios.

Plataforma soma quase 20 anos de atuação

Com a novidade, o MDIC amplia o conteúdo da plataforma Aprendendo a Exportar, iniciativa que integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) e tem como foco incentivar a participação de empresas brasileiras no mercado internacional.

Criada há quase duas décadas, a plataforma já ultrapassou a marca de 10 milhões de acessos e se consolidou como uma referência para empreendedores que desejam iniciar ou expandir suas atividades de exportação. Todo o conteúdo é gratuito e pode ser consultado sem necessidade de cadastro ou login.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suno Research

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Comércio Internacional

Brasil e Panamá iniciam negociações para novo acordo comercial bilateral

Brasil e Panamá oficializaram o início das negociações para um novo acordo comercial bilateral, com o objetivo de fortalecer as relações econômicas, ampliar o fluxo de comércio exterior e estimular novos investimentos entre os dois países.

O anúncio foi feito por meio de uma declaração conjunta, na qual os governos reafirmam os históricos laços de amizade e cooperação, além do compromisso com o avanço da integração econômica regional.

Negociações serão conduzidas no âmbito do Acordo de Complementação Econômica

As tratativas ocorrerão com base no Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 76 MERCOSUL–Panamá, buscando a construção de um acordo amplo, equilibrado e alinhado às prioridades comerciais de ambas as nações.

A decisão dá continuidade aos entendimentos iniciados durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Panamá, em janeiro de 2026, quando foram assinados os termos de referência que estabeleceram as bases para o início das negociações.

Meta é concluir o acordo até a cúpula do MERCOSUL em 2027

Os dois governos manifestaram a intenção de conduzir as negociações de forma ágil e colaborativa, com a expectativa de finalizar o acordo durante a Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, prevista para julho de 2027, na Argentina.

A proposta é consolidar um instrumento comercial que fortaleça a cooperação bilateral e amplie as oportunidades para empresas e investidores dos dois países.

Cooperação econômica e desenvolvimento sustentável estão entre os objetivos

Na declaração conjunta, Brasil e Panamá reforçam o compromisso de aprofundar os vínculos econômicos e comerciais, promovendo ações que favoreçam o desenvolvimento sustentável, a geração de oportunidades e a prosperidade das duas sociedades.

O documento também destaca a importância de manter um ambiente de negócios com regras claras, previsibilidade jurídica e benefícios mútuos, criando condições favoráveis para a expansão das relações comerciais.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Aduana News

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Negócios

MERCOSUL e Japão iniciam negociações para acordo de parceria econômica e livre comércio

Os países que integram o MERCOSUL e o governo do Japão oficializaram o início das negociações para um Acordo de Parceria Econômica (APE). O anúncio foi realizado durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, realizada em Assunção, no Paraguai.

A iniciativa reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros do bloco sul-americano, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e ampliar a integração econômica com o país asiático.

Parceria busca fortalecer comércio e investimentos

O avanço das negociações é resultado dos entendimentos desenvolvidos no âmbito da Parceria Estratégica entre o MERCOSUL e o Japão, lançada em dezembro de 2025. Desde então, representantes das duas partes realizaram encontros em janeiro e março de 2026 para definir as bases do futuro acordo.

Caso seja concluído, o Acordo de Parceria Econômica criará uma área de livre comércio que reunirá aproximadamente 400 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado estimado em US$ 7 trilhões.

Japão está entre os principais parceiros comerciais do MERCOSUL

O Japão figura entre os dez maiores parceiros comerciais do MERCOSUL. Em 2025, a corrente de comércio entre as partes alcançou US$ 13,7 bilhões, reforçando a importância econômica da relação bilateral.

Além dos laços comerciais, o bloco sul-americano abriga a maior comunidade japonesa fora do território japonês, fator que também contribui para o fortalecimento das relações entre os dois lados.

Objetivo é ampliar acesso a mercados e integrar cadeias produtivas

Durante as negociações, os participantes pretendem ampliar o acesso aos mercados de bens agrícolas e bens não agrícolas, além de incentivar a cooperação econômica, os investimentos bilaterais e a integração das cadeias produtivas entre o MERCOSUL e o Japão.

Segundo os governos envolvidos, o acordo representa um passo estratégico para aprofundar a cooperação econômica, comercial e institucional, tendo como base princípios compartilhados, como a democracia, os direitos humanos e o multilateralismo.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FSA

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona empresas brasileiras de médio porte rumo às exportações

A entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia está acelerando os planos de internacionalização de empresas brasileiras de médio porte. Após o comércio entre Brasil e Europa atingir a marca histórica de US$ 100 bilhões em 2025, companhias de diversos segmentos intensificam investimentos para ampliar sua presença no mercado europeu.

Embora o tratado elimine tarifas para cerca de 92% das exportações do Mercosul, conquistar espaço na União Europeia exige adequação a rigorosos padrões regulatórios, sanitários, ambientais e de rastreabilidade.

Exigências técnicas continuam sendo o principal desafio

Apesar das vantagens comerciais proporcionadas pelo acordo, as empresas precisam atender às normas sanitárias e fitossanitárias da União Europeia, além das regras previstas pelo Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR).

Especialistas avaliam que cumprir esses requisitos deixou de representar um diferencial competitivo e passou a ser uma condição indispensável para acessar o mercado europeu.

Empresas investem em certificações para conquistar espaço na Europa

A catarinense Peach Up, fabricante de cosméticos, acaba de concluir o processo de certificação que permite comercializar seus produtos nos 27 países da União Europeia.

Segundo a fundadora da empresa, Lu Soares, a aprovação exigiu cerca de nove meses de trabalho e diversas adaptações técnicas, incluindo mudanças na formulação do principal produto, comprovação da segurança dos materiais utilizados nas embalagens e a contratação de um responsável técnico sediado na Europa.

Antes da autorização europeia, a empresa buscou a certificação da Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, considerada uma etapa importante para fortalecer a credibilidade internacional da marca.

Com a nova autorização, a Peach Up iniciou a busca por distribuidores no continente e prevê os primeiros embarques nos próximos meses. A expectativa é reduzir aproximadamente 30% dos custos tributários com o novo acordo comercial.

Setor de cosméticos aposta na redução da burocracia

Outra empresa que amplia sua atuação internacional é a cearense Labotrat, que já concluiu todo o processo regulatório necessário para operar na Europa.

Segundo a companhia, o maior benefício do acordo está na simplificação dos procedimentos de habilitação comercial, que atualmente podem levar de três meses a um ano.

Além da redução da burocracia, a empresa projeta queda de cerca de 10% no preço final de seus produtos para os consumidores europeus e menor custo de produção com a eliminação das tarifas sobre máquinas, equipamentos e insumos químicos importados da Europa.

Após embarcar seu primeiro contêiner para o continente, a Labotrat iniciou operações em Portugal e já prepara sua expansão para o mercado espanhol.

Cacau brasileiro também amplia presença internacional

No setor de alimentos, a baiana Amma Chocolate retomou as exportações de cacau orgânico para França, Espanha e Dinamarca, após a interrupção das vendas durante a pandemia.

A empresa possui certificação europeia de produto orgânico, que exige rastreabilidade completa da cadeia produtiva e produção em sistemas agroflorestais.

Além da expectativa de redução tributária entre 5% e 15%, a companhia acredita que o acordo facilitará a importação de equipamentos utilizados na produção industrial.

Rastreabilidade ganha importância nas exportações

Para a GS1 Brasil, entidade responsável pelos padrões globais de identificação de produtos, o acordo fortalece a necessidade de rastreabilidade, transparência e padronização em toda a cadeia produtiva.

A instituição destaca que empresas de médio porte tendem a enfrentar maiores desafios de adaptação, principalmente por possuírem estruturas menores para lidar com exigências regulatórias internacionais.

Entre os cerca de 61 mil associados da entidade, aproximadamente um quarto é formado por empresas de médio porte. Para apoiar esse público, a GS1 prepara materiais técnicos voltados às novas exigências do mercado europeu.

ESG passa a ser requisito para acesso ao mercado europeu

Na avaliação de especialistas, as normas relacionadas a ESG, sustentabilidade e origem dos produtos deixaram de representar apenas uma estratégia de marketing.

Segundo Camila Nicolau, advogada especializada no agronegócio, o cumprimento das exigências ambientais passou a funcionar como uma verdadeira barreira comercial para empresas que desejam exportar.

Ela observa que pequenos e médios negócios também enfrentam desafios financeiros para realizar as adaptações necessárias, cenário que pode aumentar a pressão sobre o setor.

Além das adequações ambientais, especialistas recomendam investimentos em certificações sanitárias, revisão de contratos internacionais, rotulagem adequada e registro de marcas em todos os países da União Europeia.

Indústria brasileira amplia investimentos para crescer na Europa

A fabricante de equipamentos para o setor alimentício Prática também reforçou sua estratégia internacional.

Após inaugurar um escritório em Colônia, na Alemanha, a empresa pretende abrir capital na Bolsa de Madri até o fim de 2026.

Para atender às exigências europeias, a companhia investiu aproximadamente 150 mil euros na certificação de uma linha de fornos rápidos, incluindo testes de compatibilidade eletromagnética e desenvolvimento de novos fornecedores.

Com faturamento de R$ 460 milhões no último ano, a empresa destaca que as operações internacionais já representam entre 25% e 30% da receita total, enquanto as vendas para o mercado europeu cresceram 73% no período.

A expectativa do setor é que a implementação gradual do acordo Mercosul-União Europeia fortaleça ainda mais as exportações brasileiras, reduzindo custos, ampliando a competitividade e estimulando novos investimentos em inovação, qualidade e sustentabilidade.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Tecnologia

Acordo Mercosul-UE impulsiona exportação de tecnologia brasileira para a indústria da moda

A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia abre novas oportunidades para empresas brasileiras que atuam na cadeia da moda. Mais do que ampliar as exportações de roupas, calçados e produtos manufaturados, o tratado cria um ambiente favorável para a venda de tecnologia, automação industrial, rastreabilidade e soluções voltadas à eficiência produtiva.

Com acesso facilitado a um dos maiores mercados consumidores do mundo, o Brasil passa a fortalecer também sua posição como fornecedor de inovação para a indústria têxtil internacional.

Mercado europeu amplia espaço para soluções brasileiras

Em vigor desde 1º de maio, o acordo reduziu ou eliminou tarifas sobre mais de 5 mil categorias de produtos, o equivalente a 54,3% das linhas tarifárias contempladas. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras destinadas à União Europeia passaram a entrar no bloco com tarifa de importação zerada já nesta primeira fase.

O tratado conecta o Brasil a um mercado formado por mais de 700 milhões de consumidores e cria novas possibilidades para empresas que desenvolvem tecnologias voltadas à produtividade e à transformação digital da indústria.

Além da redução de custos comerciais, o cenário favorece fornecedores capazes de entregar soluções alinhadas às exigências de sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência operacional.

Indústria da moda movimenta US$ 190 bilhões por ano

A oportunidade é considerada estratégica diante da dimensão do setor europeu. Dados da Euratex apontam que a indústria de têxtil e vestuário da União Europeia movimenta cerca de US$ 190 bilhões por ano, reúne aproximadamente 1,2 milhão de trabalhadores e quase 200 mil empresas distribuídas pelos 27 países do bloco.

Ao mesmo tempo em que enfrenta forte concorrência de fabricantes asiáticos, o mercado europeu busca acelerar processos de digitalização e atender normas ambientais cada vez mais rigorosas, ampliando a demanda por tecnologias capazes de otimizar a produção.

Tecnologia brasileira ganha protagonismo

Nesse contexto, empresas brasileiras especializadas em soluções para a indústria da moda enxergam espaço para ampliar sua presença internacional.

A Audaces, multinacional de origem ítalo-brasileira fundada em Santa Catarina, atua hoje em mais de 120 países desenvolvendo softwares, equipamentos, inteligência artificial e sistemas de automação para integrar todas as etapas da produção de vestuário, desde o desenvolvimento das coleções até o corte das peças.

Segundo o CEO global da empresa, Matheus Fagundes, o novo ambiente comercial favorece não apenas a exportação de produtos, mas também de conhecimento e inovação.

A companhia afirma que suas soluções permitem reduzir em até 20% o desperdício de matéria-prima, além de aumentar a produtividade e oferecer maior precisão aos processos industriais.

Brasil busca ampliar presença global

Criada em 1992, a Audaces tornou-se uma das principais fornecedoras de tecnologia para o setor de confecção no Brasil. Atualmente, sete em cada dez peças produzidas no país utilizam alguma solução desenvolvida pela empresa durante o processo produtivo.

Com mais de 100 mil profissionais utilizando diariamente suas plataformas, a companhia estabeleceu uma meta ambiciosa: conquistar até 70% do mercado global de tecnologias multiplataforma para a indústria da moda até 2030.

Para atingir esse objetivo, a empresa pretende investir cerca de R$ 1 bilhão até o fim da década em pesquisa, desenvolvimento, novos produtos, expansão internacional, marketing e ampliação de participação de mercado.

Sustentabilidade e rastreabilidade se tornam diferenciais

O acordo entre Mercosul e União Europeia também eleva o nível de exigência para empresas que desejam exportar ao bloco europeu.

Além da competitividade em custos, fabricantes precisarão demonstrar controle sobre a origem das matérias-primas, redução de desperdícios, conformidade ambiental e rastreabilidade dos processos produtivos.

Nesse cenário, plataformas digitais e sistemas integrados passam a desempenhar papel fundamental ao fornecer indicadores capazes de apoiar certificações, auditorias e o cumprimento das chamadas barreiras não tarifárias impostas pela legislação europeia.

Santa Catarina fortalece vocação em tecnologia para a moda

A trajetória da Audaces reflete uma transformação da economia catarinense, tradicionalmente ligada à produção de roupas e tecidos. Além da indústria têxtil, o estado vem consolidando um polo de empresas especializadas no desenvolvimento de tecnologias para o próprio setor de confecção.

A empresa mantém sua fábrica em Palhoça, na Grande Florianópolis, e inaugurou recentemente uma nova sede corporativa na capital catarinense, voltada à integração entre clientes, universidades, startups e parceiros de inovação.

Em 2025, a companhia também ampliou sua presença internacional com novos canais de distribuição na Colômbia, México e Índia, reforçando a estratégia de expansão global.

Inovação deve impulsionar competitividade internacional

Para especialistas do setor, o novo acordo comercial representa uma oportunidade para que o Brasil deixe de atuar apenas como exportador de produtos e passe a ganhar espaço como fornecedor de tecnologia para a indústria da moda.

A combinação entre inteligência artificial, automação, digitalização e processos sustentáveis tende a aumentar a competitividade das empresas brasileiras em mercados mais exigentes, consolidando o país como referência em soluções voltadas à transformação da cadeia global de vestuário.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Internacional

Cúpula do Mercosul reúne líderes no Paraguai com foco em acordo com a União Europeia

O Paraguai sedia a 68ª Cúpula do Mercosul em um momento de mudanças no cenário político da América do Sul e de expectativa por novos avanços na agenda comercial do bloco. A principal pauta do encontro é a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), além da possibilidade de abertura de novas negociações internacionais.

A programação acontece em Assunção. Nesta segunda-feira (29), os ministros das Relações Exteriores dos países-membros participaram de reuniões preparatórias. Já na terça-feira (30), será realizada a reunião dos chefes de Estado, ocasião em que o Paraguai transferirá a presidência rotativa do bloco ao Uruguai.

Presidentes confirmam participação no encontro

Estão confirmadas as presenças dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia), José Antonio Kast (Chile), Daniel Noboa (Equador) e Santiago Peña (Paraguai).

Lula deve permanecer poucas horas no país. Após participar da cúpula, retorna ao Brasil para acompanhar, no Palácio do Planalto, o lançamento do Plano Safra, previsto para o fim da tarde desta terça-feira.

Fortalecimento da direita muda cenário regional

A reunião acontece em um contexto de fortalecimento de governos conservadores na América Latina. Esse movimento tem reduzido o protagonismo de organismos de integração regional, como a Unasul e a Celac, enquanto o Mercosul permanece como principal espaço de articulação econômica entre os países sul-americanos.

O cenário político ganhou novos contornos com o avanço de lideranças de direita na região, ampliando o bloco de governos com perfil mais conservador e influenciando o ambiente das negociações diplomáticas.

Acordo Mercosul-UE continua no centro das discussões

O principal tema da cúpula continua sendo o acordo Mercosul-União Europeia, considerado estratégico para ampliar o comércio entre os dois mercados.

Embora o tratado esteja em vigor de forma provisória desde maio, sua implementação definitiva ainda depende da aprovação do Tribunal de Justiça e do Parlamento europeu. O processo enfrenta resistência de setores políticos e econômicos em alguns países da Europa.

A expectativa é de que as conversas em Assunção contribuam para acelerar esse processo e reforcem o compromisso dos integrantes do bloco com a ampliação das relações comerciais internacionais.

Japão pode iniciar negociações com o Mercosul

Outro tema aguardado durante a cúpula é o anúncio oficial da abertura das negociações para um futuro acordo comercial entre Mercosul e Japão.

A possibilidade ganhou força neste mês após o encontro entre o presidente Lula e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, realizado paralelamente à reunião do G7, em Évian-les-Bains, na França.

Caso seja confirmada, a negociação representará mais um passo na estratégia do Mercosul de diversificar mercados e ampliar sua presença no comércio global.

Agenda bilateral ainda depende de confirmação

Em razão da rápida passagem de Lula por Assunção, a Presidência da República ainda não confirmou reuniões bilaterais durante o evento.

Mesmo assim, há expectativa de um encontro entre o presidente brasileiro e o presidente chileno, José Antonio Kast, que demonstrou interesse em conversar com Lula durante a cúpula.

FONTE: Folhapress
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DANIEL DUARTE/AFP/JC

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-Coreia do Sul segue travado e enfrenta resistência para avançar

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Coreia do Sul continua distante de uma conclusão, apesar do interesse demonstrado pelo país asiático em retomar as negociações. Considerada uma das iniciativas estratégicas para ampliar mercados e diversificar parceiros comerciais, a proposta enfrenta obstáculos internos e não deve registrar avanços significativos no curto prazo.

As tratativas estão praticamente paralisadas desde 2019, principalmente devido à falta de consenso entre segmentos da indústria brasileira, que demonstram preocupação com os possíveis impactos da abertura comercial.

Consulta pública avalia cenário para futuras negociações

Em abril deste ano, o governo federal abriu uma consulta pública para reunir contribuições sobre potenciais acordos comerciais internacionais. As manifestações recebidas estão sendo analisadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que deverá apresentar suas conclusões nos próximos meses.

Até o momento, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não sinalizou autorização para a retomada formal das negociações com os sul-coreanos.

Indústria teme aumento da concorrência de produtos coreanos

Um dos principais pontos de resistência envolve a possível ampliação da entrada de produtos manufaturados sul-coreanos no mercado brasileiro. Representantes da indústria avaliam que a elevada competitividade da economia asiática pode pressionar empresas nacionais e ampliar a concorrência em diversos setores.

Nos bastidores, integrantes do governo reconhecem que qualquer avanço dependerá da construção de um entendimento mais amplo com o setor privado, considerado peça-chave para viabilizar o acordo.

Embora as negociações oficiais estejam suspensas, Brasil e Coreia do Sul mantêm conversas técnicas voltadas à identificação de barreiras comerciais e possíveis entraves que precisariam ser solucionados antes de uma retomada formal das discussões.

Barreiras sanitárias também dificultam entendimento

Outro tema sensível nas negociações envolve o acesso de produtos agropecuários ao mercado sul-coreano. A Coreia do Sul mantém exigências sanitárias rigorosas para a importação de carnes, o que limita as exportações dos países do Mercosul.

Para Brasil, Argentina e Uruguai, a ampliação desse acesso é considerada fundamental. Avaliações dentro do bloco apontam que um acordo dificilmente avançará sem algum tipo de flexibilização dessas restrições.

Ao mesmo tempo, produtores rurais sul-coreanos também demonstram preocupação com o aumento da concorrência de produtos agrícolas vindos da América do Sul, cenário semelhante ao observado durante as negociações entre o Mercosul e a União Europeia.

Cenário global pode estimular retomada das conversas

Apesar das dificuldades, o governo brasileiro acredita que as mudanças recentes no comércio internacional podem criar condições mais favoráveis para uma aproximação futura.

Após o aumento das tensões comerciais provocado pelas políticas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos, diversos países passaram a buscar novos mercados e parceiros estratégicos. Nesse contexto, a expectativa é que a Coreia do Sul amplie seu interesse por acordos que reduzam a dependência de mercados tradicionais.

Mercosul amplia agenda de acordos internacionais

Nos últimos anos, o Mercosul intensificou as negociações com diversos países e blocos econômicos. Atualmente, estão em pauta tratativas com Canadá, Indonésia, México, Vietnã, Emirados Árabes Unidos, Líbano, Índia e a própria Coreia do Sul.

Diplomatas brasileiros avaliam que a conclusão de novos acordos pode aumentar a competitividade do bloco e ampliar sua participação no comércio internacional.

Para 2026, no entanto, as prioridades do Mercosul estão concentradas na conclusão das negociações com Canadá e Emirados Árabes Unidos.

Indústria vê negociações com países asiáticos com cautela

Segundo Constanza Biasutti, gerente de Comércio e Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ainda não existe consenso entre os setores industriais brasileiros para apoiar um acordo amplo com a Coreia do Sul.

Ela destaca que o alto grau de desenvolvimento industrial das economias asiáticas gera preocupações adicionais para a indústria nacional, especialmente em negociações que envolvem ampla liberalização comercial.

De acordo com a representante da CNI, acordos parciais costumam encontrar menor resistência, já que permitem selecionar setores e produtos específicos. Já tratados mais abrangentes exigem a abertura de grande parte do comércio bilateral, aumentando as preocupações de segmentos considerados mais vulneráveis à concorrência externa.

Japão encontra ambiente mais favorável

Enquanto as negociações com a Coreia do Sul enfrentam obstáculos, as consultas realizadas sobre um eventual acordo com o Japão têm apresentado receptividade mais positiva entre representantes da indústria brasileira.

Ainda assim, especialistas ressaltam que qualquer avaliação definitiva dependerá do início formal das negociações e da definição dos temas prioritários para cada uma das partes envolvidas.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Hidrovia Paraná-Tietê fortalece integração regional e impulsiona a logística brasileira

Com aproximadamente 2.400 quilômetros de extensão navegável, a Hidrovia Paraná-Tietê desempenha papel estratégico no transporte de cargas e na integração econômica do país. Ligando importantes áreas produtoras do Centro-Oeste aos polos industriais do Sudeste e às conexões logísticas do Sul, a rota se consolidou como um dos principais corredores de desenvolvimento do Brasil.

Além de facilitar o deslocamento de mercadorias, a hidrovia contribui para a redução dos custos operacionais, amplia a competitividade dos produtos brasileiros e fortalece o comércio entre diferentes regiões e países vizinhos.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a expansão da navegação interior está alinhada a uma visão de integração regional, eficiência logística e sustentabilidade como pilares do crescimento econômico.

Estrutura conecta três regiões estratégicas

Localizada entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a hidrovia é composta principalmente pelos trechos HN-900, no Rio Paraná, e HN-913, no Rio Tietê. Sua área de influência alcança cerca de 76 milhões de hectares, abrangendo uma das regiões mais produtivas do território nacional.

Ao longo desse corredor logístico estão distribuídos 12 terminais portuários, além de diversos centros industriais, turísticos e de distribuição que se desenvolveram graças ao potencial da navegação interior.

Escoamento da produção nacional ganha eficiência

A relevância da logística hidroviária está diretamente ligada ao transporte de produtos essenciais para a economia brasileira. Entre as principais cargas movimentadas estão soja, milho, cana-de-açúcar, combustíveis e minério de ferro.

A hidrovia atende especialmente áreas produtoras dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, conectando essas regiões ao Porto de Santos e a outros mercados estratégicos. No sentido contrário, a estrutura facilita o abastecimento do interior do país e fortalece as relações comerciais com países do Mercosul.

Atualmente, o sistema atende 286 municípios localizados nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, reforçando sua importância para a movimentação econômica nacional.

Sistema integrado amplia a capacidade de transporte

Dos 2.400 quilômetros navegáveis, cerca de 1.600 quilômetros estão distribuídos pelos rios Paraná, Paranaíba e Grande, sob gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Outros 800 quilômetros percorrem os rios Tietê, Piracicaba e São José dos Dourados, administrados pelo Governo de São Paulo.

Ao longo do trajeto, um conjunto de eclusas permite superar os desníveis provocados pelas barragens existentes na bacia hidrográfica. Essa infraestrutura garante a continuidade da navegação e favorece a integração com outros modais de transporte, fortalecendo o Corredor Sudeste de Logística, um dos mais importantes do país.

Investimentos ampliam navegabilidade da hidrovia

A modernização da Hidrovia Paraná-Tietê também tem recebido investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional. Entre as principais intervenções está a obra de derrocamento do canal de Nova Avanhandava, no Rio Tietê, com conclusão prevista para agosto.

O projeto conta com investimento de R$ 293,8 milhões e prevê o aprofundamento do canal em 3,5 metros ao longo de 16 quilômetros. A medida permitirá maior segurança operacional e a circulação de comboios maiores durante todo o ano, inclusive em períodos de seca.

De acordo com Tomé Franca, a obra representa um avanço estrutural para a logística nacional, contribuindo para a redução de custos e para o fortalecimento da competitividade brasileira por meio de um transporte mais eficiente e sustentável.

Já o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, destaca que os benefícios ultrapassam o setor logístico. Segundo ele, melhorias na infraestrutura hidroviária também favorecem o abastecimento, ampliam a mobilidade e incentivam o desenvolvimento econômico em regiões que dependem dos rios como principal meio de acesso.

Papel estratégico para o crescimento econômico

Ao conectar áreas agrícolas, polos industriais, centros consumidores e estruturas portuárias, a Hidrovia Paraná-Tietê reafirma sua importância para o desenvolvimento do país. Mais do que uma rota de transporte, o corredor hidroviário se tornou um elemento fundamental para a integração regional, a expansão do comércio e o fortalecimento da economia brasileira nos mercados nacional e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Comércio Exterior

Leite em pó: Argentina prepara ação na OMC contra medidas antidumping do Brasil

A aplicação de medidas antidumping pelo Brasil sobre o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai pode gerar um novo capítulo nas relações comerciais do Mercosul. O governo argentino estuda levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), questionando a legalidade e os critérios utilizados na investigação conduzida pelas autoridades brasileiras.

A decisão foi oficializada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) em 29 de maio, estabelecendo a cobrança de direito antidumping por até cinco anos. Apesar disso, a medida permanece temporariamente suspensa enquanto o governo avalia possíveis impactos sobre a inflação.

Retaliações comerciais também estão em análise

Além do acionamento da OMC, autoridades argentinas avaliam outras respostas comerciais ao Brasil. Segundo fontes ligadas às negociações, a medida brasileira pode afetar acordos em andamento entre os dois países e provocar uma revisão de decisões anteriormente favoráveis ao comércio bilateral.

Entre as alternativas estudadas está a retomada da sobretaxa aplicada sobre a importação de talheres de aço inoxidável brasileiros, suspensa em 2024 após solicitação do governo brasileiro. Na época, a tarifa adicional de 47% atingia fabricantes nacionais do setor.

As possíveis medidas estão sendo analisadas pelos ministérios da Economia e das Relações Exteriores da Argentina.

Exportações de leite têm peso estratégico para a Argentina

A reação argentina está diretamente relacionada à importância do setor lácteo para sua balança comercial. O Brasil é atualmente o principal comprador do leite em pó argentino, utilizado principalmente pela indústria alimentícia.

Os embarques do produto para o mercado brasileiro movimentam centenas de milhões de dólares por ano, tornando o segmento uma das principais fontes de receita das exportações agroindustriais argentinas.

Autoridades do país vizinho argumentam que a relação comercial entre as duas nações já é desfavorável à Argentina, especialmente devido à forte presença de produtos brasileiros de maior valor agregado, como veículos.

Questionamentos sobre os critérios da investigação

Na contestação que pretende apresentar à OMC, a Argentina deverá concentrar seus argumentos nos critérios técnicos adotados pelo Brasil durante a investigação antidumping.

Representantes do governo argentino consideram que houve falhas na metodologia utilizada para comparar os produtos analisados e afirmam que a decisão pode abrir precedentes para interpretações divergentes em futuras disputas comerciais.

O Uruguai, que também foi atingido pelas medidas, acompanha o caso e avalia a possibilidade de adotar medidas semelhantes perante os organismos internacionais.

Caso amplia tensões diplomáticas entre Brasil e Argentina

O episódio ocorre em um momento de distanciamento político entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei. Diplomatas dos dois países avaliam que a disputa comercial pode dificultar o andamento de negociações técnicas que vinham sendo conduzidas de forma relativamente estável.

Segundo interlocutores envolvidos nas discussões, decisões com forte impacto econômico tendem a aumentar a pressão sobre as relações diplomáticas e comerciais entre os parceiros do Mercosul.

Divergências surgem após acordo entre Mercosul e União Europeia

O impasse envolvendo o leite em pó ocorre poucos dias após outro atrito comercial dentro do Mercosul. A distribuição das cotas agrícolas previstas no acordo entre o bloco sul-americano e a União Europeia gerou disputas entre os países membros.

Utilizando o sistema “First-In, First-Out” (FIFO), Argentina e Uruguai registraram rapidamente suas exportações e esgotaram as cotas com tarifa reduzida para produtos como arroz e ovos.

A situação limitou o acesso de exportadores brasileiros aos benefícios iniciais do acordo e evidenciou diferenças operacionais entre os países na implementação das novas regras comerciais.

No caso do arroz, a totalidade da cota anual destinada ao Mercosul foi preenchida logo nas primeiras semanas de vigência do tratado. Já no segmento de ovos, produtores argentinos conseguiram ocupar integralmente a cota disponível para exportação ao mercado europeu, fortalecendo a posição do país no comércio internacional desses produtos.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Qu1m/Flickr/Creative Commons

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