Logística, Portos

Portos brasileiros batem recorde de movimentação em março, com 113,7 milhões de toneladas

Em março de 2025, os portos brasileiros movimentaram 113,7 milhões de toneladas de cargas, o que representa um crescimento de 5,49% em comparação com o mesmo período do ano passado. O número é recorde para o mês.

Segundo os dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), no primeiro trimestre do ano foram movimentados 303,8 milhões de toneladas (-1,92%).

Ao longo do terceiro mês do ano, a navegação por longo curso foi responsável pela movimentação de 80,8 milhões de toneladas de cargas, um aumento de 7,85% frente a março de 2024.

A movimentação da cabotagem atingiu 24,2 milhões de toneladas, uma queda de 2,17%, e a navegação interior movimentou 8,4 milhões de toneladas, uma alta de 9,92%.

Cargas

A movimentação de carga geral aumentou 8,67%, chegando a 5,6 milhões e a de granéis sólidos cresceu 7,25% no terceiro mês do ano, em relação ao mesmo período de 2024, atingindo uma movimentação de 67,8 milhões de toneladas de cargas. Por sua vez, granéis líquidos movimentaram 27,5 milhões de toneladas, uma alta de 3,22%

A movimentação de contêiner foi de 12,6 milhões de toneladas, se mantendo estável no mês de março, com crescimento de 0,16% – isso representa 1,2 milhão de TEUs. Desse total, 8,6 milhões de toneladas foram movimentadas em longo curso e 3,9 milhões por cabotagem.

Portos Públicos

Os portos públicos movimentaram 40,1 milhões de toneladas de cargas em março de 2025. O número representa aumento de 1,96% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre os 20 portos públicos que mais movimentam no país, o com maior crescimento percentual no terceiro mês do ano foi o Porto de Santana (AP). O aumento foi de 47,33%, em comparação com março de 2024, e a movimentação atingiu 0,4 milhão de toneladas.

Terminais Privados

Nos terminais autorizados houve um crescimento de 7,52% na movimentação em relação a março do ano passado. O setor movimentou 73,5 milhões de toneladas de cargas.

Entre os 20 TUPs que mais movimentaram em março, o com o maior crescimento de movimentação, comparado ao mesmo mês do ano passado, é o Terminal Marítimo Ponta Ubu (ES) com uma alta de 44,90%. O terminal movimentou 1,2 milhão de toneladas de cargas.

Fonte: Datamar News

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Investimento, Logística

Planos em andamento para ligação de transporte China-Brasil

Projeto criará uma alternativa mais rápida às rotas de transporte atuais, reduzindo os custos.

Os planos estão mais uma vez avançando para desenvolver um importante corredor de transporte que permitirá o escoamento de mercadorias entre o Brasil e a China de forma mais rápida, atravessando o Oceano Pacífico.

Quando concluído, o projeto criará uma alternativa mais ágil às rotas de transporte marítimo atuais pelo Atlântico, reduzindo significativamente o tempo e os custos de transporte para as exportações agrícolas do Brasil, como soja, carne bovina e grãos.

Embora a ideia de criar uma rota mais rápida pelo Pacífico para o comércio Brasil-China esteja em discussão desde 2014, a proposta inicial previa a passagem pelo Chile. O desenvolvimento do Porto de Chancay e de outras infraestruturas nos últimos anos abriu caminho para uma nova rota via Peru.

Este é um dos diversos projetos em andamento entre Brasil e China, à medida que a cooperação entre os dois países se aprofunda.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, está em uma visita de cinco dias à China, que coincide com a quarta reunião ministerial do Fórum China-CELAC em Pequim, na terça-feira. O fórum visa fomentar a cooperação entre a China e a América Latina, conectando o país asiático à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

No mês passado, uma delegação chinesa composta por autoridades e especialistas do Ministério dos Transportes e do China State Railway Group realizou um estudo de viabilidade de uma semana para avaliar o potencial de um corredor que cruzaria quatro estados brasileiros e conectaria o Brasil ao Porto de Chancay por meio de rodovias, ferrovias e hidrovias. João Villaverde, secretário de Coordenação Institucional do Ministério do Planejamento do Brasil, anunciou a visita nas redes sociais em meados de abril.

“Este é o início de uma relação técnica para estudos aprofundados, especialmente em ferrovias, que giram em torno desses pilares estratégicos”, afirmou Villaverde.

A iniciativa do Corredor Bioceânico Brasil-Peru retoma um plano inicialmente apresentado em 2014 para ligar o Brasil a terminais portuários no Oceano Pacífico. A ideia ganhou novo fôlego em novembro de 2024.

“Será algo extraordinário, no sentido do desenvolvimento econômico para o interior do Brasil, para as regiões mais pobres”, afirmou a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ao portal CartaCapital no sábado.

Tebet, que integra a comitiva de Lula nesta semana, disse ter se reunido com representantes do China State Railway Group e os considerou “muito interessados” em ajudar o Brasil a expandir sua malha ferroviária pelo país.

Até o momento, não há comentários disponíveis por parte do Ministério dos Transportes da China ou do China State Railway Group.

O novo corredor proposto, se construído, poderá reduzir em até 10 mil quilômetros a distância que as mercadorias percorrem do Brasil até a China, ao permitir o transporte direto pelo Oceano Pacífico, evitando a rota mais longa pelo Atlântico, contornando o Cabo da Boa Esperança, na ponta sul do continente africano, ou passando pelo Canal do Panamá.

“O Peru é a porta natural do Brasil para o Pacífico, e há duas rotas principais”, afirmou Alejandro Indacochea, presidente do escritório de advocacia Indacochea Asociados e professor fundador da Centrum Business School da Pontifícia Universidade Católica do Peru.

A primeira rota utiliza uma rodovia interoceânica já existente que conecta as principais zonas industriais do Brasil à região de Madre de Dios, no Peru. Dali, as mercadorias seguem até o Porto de Matarani e depois para o Porto de Chancay, de onde são enviadas diretamente para Xangai.

A segunda rota proposta envolve uma ligação ferroviária entre Cruzeiro do Sul (Brasil) e Pucallpa (Peru), cidades separadas por 100 km de densa floresta amazônica.

Ator estratégico

“Essa estratégia de infraestrutura reduzirá os custos logísticos e o tempo de transporte de cargas, tornando os produtos brasileiros mais competitivos nos mercados asiáticos”, disse Robson Cardoch Valdez, professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa. “Ela também reforça o papel do Brasil como ator-chave nas conexões comerciais entre o Atlântico e o Pacífico.”

“O Peru e o Brasil compartilham uma longa fronteira através da Amazônia, com uma região de tríplice fronteira única… onde a Bolívia encontra os dois países. Mas a Amazônia ainda não está totalmente integrada ao restante do Peru e do Brasil”, disse Indacochea. “Essa nova ligação ferroviária proporcionaria acesso direto ao megaporto de Chancay para o transporte de mercadorias à Ásia.”

O recentemente concluído Porto de Chancay, construído com US$ 3,5 bilhões investidos pelo grupo estatal chinês COSCO Shipping, reduz em até 20 dias o tempo de transporte até a China e corta os custos logísticos em pelo menos 20%. A instalação deve gerar US$ 4,5 bilhões em receita anual e criar mais de 8 mil empregos no Peru.

O Brasil é o maior parceiro comercial da China há 14 anos, sendo o primeiro país latino-americano a ultrapassar US$ 100 bilhões em comércio bilateral anual.

Segundo Valdez, o projeto do Corredor Bioceânico Brasil-Peru impulsionará as economias do Norte e Nordeste do Brasil por meio do projeto da ferrovia Leste-Oeste e criará benefícios indiretos com o papel ampliado do Porto Sul, na Bahia.

“O Brasil pode esperar retornos substanciais desse investimento, tanto direta quanto indiretamente”, afirmou Valdez. “Por exemplo, teremos acesso mais rápido aos mercados asiáticos e aumento no fluxo de exportações agrícolas e minerais brasileiras, especialmente da região Centro-Oeste, rica em matérias-primas.”

Fonte: China Daily




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Logística, Portos, Sustentabilidade

Porto de Santos e Associação Comercial de São Paulo firmam parceria para impulsionar logística sustentável

A Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) assinaram nesta quinta-feira (8) um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para desenvolver o projeto “Consolidação do Porto de Santos Concentrador de Contêineres”. A assinatura ocorreu na sede da entidade em São Paulo, na presença dos presidentes Anderson Pomini, da APS, e Roberto Mateus Ordine, da ACSP.

Com vigência de 24 meses e possibilidade de prorrogação, a iniciativa busca ampliar a competitividade do porto, otimizar operações logísticas e reduzir emissões de carbono, alinhando-se a corredores marítimos sustentáveis globais. O acordo prioriza a racionalização de processos portuários, como a redução de custos e tempos de trânsito de mercadorias em contêineres.

“Não existe Porto de Santos sem comércio. Daí a importância de buscarmos essa parceria para que a principal janela de conexão do Brasil com o mundo trabalhe em sinergia com as demandas e necessidades do setor privado”, analisa Pomini.

Para Ordine, o primeiro resultado do acordo é a aproximação e compartilhamento de informações. “Pretendemos estabelecer uma via de mão dupla com a Autoridade Portuária, entendendo melhor as operações do complexo e mantendo um canal para levar as reivindicações dos nossos associados aos gestores do Porto”, afirma o presidente da ACSP.

Metas

Entre as metas estão o aumento da capacidade logística, a medição precisa de emissões de gases de efeito estufa em rotas terrestres e aquaviárias, e a promoção de tecnologias verdes, como energia limpa e equipamentos sustentáveis.

O objetivo é consolidar o Porto de Santos como um hub estratégico de contêineres, conectado a portos internacionais e de cabotagem. A APS atuará como facilitadora no diálogo com órgãos governamentais, além de disponibilizar informações relevantes e participar de eventos técnicos organizados pela ACSP.

Já a associação, por meio do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (COMUS), focará na organização de fóruns setoriais, coleta de dados operacionais entre associados e identificação de desafios logísticos. Todas as ações seguirão um plano de trabalho conjunto, com cronograma e indicadores de resultados supervisionados por um comitê gestor.

Como testemunhas, também participaram da cerimônia o diretor de Operações da APS, Beto Mendes, o gerente de Planejamento Logístico, Ricardo Maeshiro, e o superintendente de Operações Portuárias, Márcio Kanashiro. Pela ACSP, estiveram presentes o superintendente geral, Marcos Antônio de Barros, e o coordenador do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos de São Paulo (COMUS), José Cândido Senna.

Fonte: Datamar News

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Logística, Portos

Porto de Itajaí ganha nova linha com conexão ao Mercosul

O Porto de Itajaí ganhará, nos próximos 30 dias, uma nova linha regular de contêineres com foco na integração logística do Mercosul. A chamada Linha Puma, é do armador Mercosul Line, subsidiária do grupo CMA CGM, ira operada nos berços 1 e 2,  área arrendada (JBS), e conectará terminais estratégicos ao longo da costa leste da América do Sul.

A operação representa mais um marco na retomada das atividades do Porto de Itajaí, intensificada após a reestruturação promovida pelo Governo Federal. O superintendente, João Paulo Tavares Bastos, explica que a nova linha simboliza crescimento.

“O Porto está bombando após a retomada pelo Governo Federal. Com esta nova linha, vamos ampliar o faturamento, a arrecadação e trazer mais investimentos para a cidade”, afirmou.

Com a chegada da Linha Puma, o Porto de Itajaí fortalece sua malha logística e amplia a conectividade com os países do bloco econômico sul-americano, contribuindo para a competitividade do comércio exterior.

Fonte: Porto de Itajaí 

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Comércio, Investimento, Logística

Maersk prevê R$ 30 bilhões em investimentos no Brasil e mira expansão em Santos

Uma das maiores empresas de transporte de contêineres do mundo, navegando com mais de 700 navios em 135 países, a Maersk prevê investimentos de R$ 30 bilhões na América Latina, principalmente no Brasil, nos próximos dez anos. A empresa também comanda terminais, por meio da APM Terminals, e quer empenhar a maior parte desse dinheiro no Porto de Santos, visando aumentar a capacidade para contêineres no cais santista. Para isso, porém, seus executivos acreditam que é necessário destravar investimentos, ampliando as áreas de arrendamento no complexo santista.

A Tribuna acompanhou na última quinta (8) uma reunião com autoridades e empresários do Brasil na sede da Maersk, em Copenhague, na Dinamarca.

Executivos da empresa confirmaram que pretendem participar da licitação do mega terminal Tecon Santos 10, que deve ser leiloado ainda este ano, no cais do Saboó. Ainda não se sabe o modelo da licitação e se haverá restrições na participação, o que a armadora critica. A Maersk tem participação em três terminais no Brasil (BTP, em Santos; Pecém, no Ceará; e Itapoá, em Santa Catarina)
e está construindo um (Suape, Pernambuco).

“No momento em que a gente constrói um Tecon Santos 10, passa a ter um terminal moderno, com tecnologia, funcionando como hubport. Isso gera um ganho de competitividade que todos os outros terminais serão forçados a vir atrás. É nisso que a gente ganha dinheiro, em gerar eficiência logística ao nosso cliente, que é o setor produtivo brasileiro”, explica o diretor da área de Relações Governamentais da Maersk, Felipe Campos. Ele acredita que a demora nos investimentos pode fazer o Porto de Santos ficar para trás na comparação com outros complexos.

Para A Tribuna, a diretora de Parcerias Globais e Capacitação, Assuntos Públicos e Regulatórios da Maersk, Concepción Boo Arias, ressaltou que a APM Terminals opera seis dos dez terminais portuários com maior produtividade no mundo, segundo o Banco Mundial. “Gostaríamos de fazer do Tecon Santos 10 o número sete, colocando-o entre os mais eficientes do mundo. Seria estratégico para nós, mas, sobretudo, para os exportadores brasileiros. É uma oportunidade incrível”.

Assinatura

A visita à Maersk faz parte da missão internacional promovida pelas frentes parlamentares da Ligação Seca Santos-Guarujá e de Portos e Aeroportos da Câmara dos Deputados, presididas pelo deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), com apoio do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI). Na ocasião, a Maersk formalizou a assinatura de adesão ao IBI como associada.

“Infraestrutura é o coração do que nós fazemos no Brasil e no mundo. Nós achamos que o Brasil tem um potencial enorme de jogar um papel predominanteem toda a região. É muito importante o desenvolvimento das infraestruturas portuárias, da logística do país, e nós estamos totalmente dispostos a sermos parceiros”, disse Concepción, após a assinatura.

Diretor-presidente do IBI, Mário Povia explica que a Maersk trabalha com verticalização e solução logística, além de cabotagem (com a Aliança). “Tudo isso está muito dentro do propósito do Instituto. E ter a Maersk associada, dentro de um contexto de pertencimento, ou seja, de trazer todo mundo para discutir, é fantástico. É um grande agregado que a gente passa a ter”.

Para Paulo Alexandre Barbosa, a adesão da Maersk ao IBI vai ao encontro de levar mais investimentos para o Brasil. “Temos nesse momento a discussão do Tecon Santos 10 e outras discussões no Porto de Santos onde a participação de empresas desse porte é muito importante. Quanto maior for a participação no leilão, melhor o resultado. Participação ampla e irrestrita”.

A comitiva também visitou nesta quinta-feira o museu que conta a história da Maersk, na sede da empresa, e depois foi ao Parlamento dinamarquês, onde houve reunião com o presidente da Comissão de Transportes do Parlamento, Rasmus Horn.

O assunto com Horn se concentrou no principal objetivo da missão, que começou na última segunda-feira e terminou na quinta: estudar as tecnologias e soluções aplicadas no projeto do túnel imerso Fehmarnbelt, que está em construção entrea Alemanha e a Dinamarca e terá 18 quilômetros.

A ideia é levar aprendizados para o projeto do túnel Santos-Guarujá, considerado a obra mais emblemática do Novo PAC. Com 1,5 km de extensão (sendo 870 metros submersos) e orçada em R$ 6 bilhões, a futura ligação entre Santos e Guarujá deve beneficiar tanto o transporte de cargas e passageiros quanto o deslocamento de ciclistas e pedestres.

O leilão está previsto para 1º de agosto.

Fonte:  A Tribuna

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Investimento, Portos

Porto de Itajaí deve receber R$ 689 milhões em investimentos

Recursos virão do caixa da Autoridade Portuária de Santos, responsável pela gestão do complexo após a federalização; Aporte inclui construção de píer para atracação de cruzeiros

O complexo portuário de Itajaí deverá receber R$ 689 milhões em investimentos até 2030 para ampliar a capacidade de atracação de navios de maior porte e também para um novo terminal de cruzeiros. A informação é de Anderson Pomini, diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, responsável pela administração do porto desde a federalização. Em reunião da Câmara de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Pomini detalhou quais as obras estão previstas no planejamento e os prazos em que estão estimadas.

Para o presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano, a entidade está animada com a perspectiva de realização dos investimentos, considerados essenciais. “Vamos incluir as obras previstas no Monitora FIESC e acompanhar de perto o andamento dos prazos e da execução dos projetos”, afirmou Martorano.

O diretor da APS afirmou que a obra da dragagem para aprofundamento do canal deverá receber investimentos de R$ 90 milhões, com prazo estimado para outubro de 2027. A readequação do Molhe de Navegantes deve consumir R$ 64 milhões, com prazo de conclusão em setembro de 2028, enquanto as obras na bacia de evolução estão previstas em R$ 68 milhões e devem encerrar em abril de 2027.

Também estão projetados recursos para a compra e instalação de novos equipamentos, como um novo scanner (R$ 12 milhões) e a readequação das subestações de energia e iluminação, com aporte estimado em R$ 20 milhões. Intervenções para a contenção da margem direita do canal ao longo da Avenida também estão previstas, com aporte de R$ 67 milhões, além de obras de adensamento do Recinto Alfandegado Contíguo, com investimento estimado em R$ 45 milhões. Já a retirada do navio Pallas, submerso há mais de 120 anos, deve consumir R$ 23 milhões.

Pomini destacou que R$ 300 milhões serão investidos até 2030 em um novo píer para receber navios de cruzeiro, o que traz uma perspectiva de ainda mais turistas para a cidade de Itajaí e o estado. O diretor da APS destacou ainda outros benefícios para o complexo portuário a partir da gestão federal. Ele citou, entre elas, a rígida governança e a necessidade de seguir a lei das estatais

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, afirmou que, em 2025, o faturamento atingiu R$ 64 milhões, um crescimento de 158% em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: FIESC

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Investimento, Logística

Rota da Celulose vai a leilão na 5ª com 4 concorrentes e R$ 10 bi em investimentos

O trecho contempla extensões das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395 e das federais BR-262 e BR-267

A Rota da Celulose, composta por rodovias federais e estaduais do Mato Grosso do Sul, vai a leilão nesta quinta-feira, 8, às 14 horas na sede da B3 em São Paulo. Após o ativo não receber propostas na primeira tentativa de concessão, em dezembro do ano passado, a expectativa é que quatro proponentes participem: BTG Pactual, KInfra, XP e Way Kinea.

O projeto prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos, sendo R$ 6,9 bilhões em capex e R$ 3,2 bilhões para despesas operacionais ao longo de 30 anos de contrato. Serão concedidos 870,3 quilômetros da Rota da Celulose, que ganhou esse nome por ser formada por rodovias importantes para a cadeia produtiva da celulose no Mato Grosso do Sul.

O trecho contempla extensões das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395 e das federais BR-262 e BR-267.

A empresa vencedora do certame será definida com base no maior desconto oferecido sobre a tarifa de pedágio.

Participantes

BTG Pactual, KInfra, XP e Way Kinea apresentaram propostas na última segunda-feira para participar do leilão da quinta-feira. O grupo de construtoras Way Brasil já atua no Mato Grosso do Sul com a concessão da MS-306. Ano passado, se uniu a gestora Kinea para arrematar a Rota do Zebu (BR-262/MG). As empresas desbancaram o BTG Pactual, que participou da disputa por meio de um fundo.

No mesmo modelo de atuação por meio de fundo, o BTG competiu por outros ativos no ano passado, como a Rota dos Cristais (BR-040/GO/MG) e a Rota Verde (BRs-060/452/GO). Esse segundo contou também com a participação da XP, mas quem saiu vencedor foi o consórcio formado pela Aviva e Tecpav Tecnologia e Pavimentação. Com isso, a Rota da Celulose marcaria primeira vitória do BTG e da XP em um leilão rodoviário.

Já a KInfra opera a Rodovia do Aço. A concessão soma 200,4 quilômetros de extensão da BR-393 (Rodovia Lúcio Meira), da divisa entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro ao entroncamento com a BR-116 (Via Dutra), em Volta Redonda, na região Sul Fluminense.

Projeto

Após a falta de interessados na primeira tentativa de leiloar a Rota da Celulose, foram feitos alguns ajustes no edital. Entre eles, um modelo econômico-financeiro que reduz os investimentos obrigatórios durante os primeiros quatro anos de operação, uma das demandas apresentadas pela iniciativa privada. A projeção de receita dos 20 anos de operação também foi alterada.

A futura concessionária deverá duplicar 115 km de rodovias, construir 457 km de acostamentos e 245 km de terceiras faixas, além de 12 km de vias marginais. Serão implantados 38 km de contornos urbanos, 25 acessos, 22 passagens de fauna e 20 alargamentos de pontes. Estão contempladas ainda obras de arte especiais, que são estruturas como pontes e passarelas, totalizando 3.780 m².

Fonte: InfoMoney

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Logística, Portos

CEO da JBS Terminais anuncia ao vivo nova linha para Itajaí

Linha Puma vai conectar o Porto de Itajaí a outros do Mercosul

Aristides Russi Júnior, CEO da JBS Terminais, anunciou ao vivo, nesta quarta-feira, durante o programa Diz aí!, a chegada de uma nova operação de contêineres para os berços 1 e 2 do Complexo Portuário de Itajaí.

Ele acredita que, em 30 dias, a nova linha estará operando na cidade. “Eu quero anunciar em primeira mão mais uma linha que se chama Puma, um serviço da Mercosul CMA CGM. Vamos ter a oitava transação semanal em Itajaí, o sétimo serviço semanal entrando em Itajaí. A gente praticamente dobrou o número de serviços semanais e óbvio que agora é uma questão de ramp-up crescendo a movimentação”, disse Aristides durante a entrevista.

Desde que a JBS assumiu o porto, a empresa mantém seis linhas semanais, sendo que uma dessas faz duas escalas por semana, totalizando sete operações semanais. Apesar das seis linhas semanais, a movimentação nos berços ainda não atingiu os 44 mil TEUs previstos no contrato de arrendamento provisório com o Porto de Itajaí. “Eu posso falar com propriedade, quando o porto acabou tendo essa interrupção, eu estava em uma outra empresa. Para vocês terem uma ideia, óbvio que a movimentação estava um pouco maior do que a gente estava fazendo, porém em termos de linha, naquela época de 2021/22, já começou o arrefecimento, digamos assim, a desmobilização, a antiga APM tinha quatro linhas, hoje nós estamos com seis linhas, a linha do Golfo acabou de chegar”, explicou, justificando que a movimentação está em pleno crescimento.

Fonte: Diarinho



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Logística, Portos, Tributação

Do frete marítimo a portos: como a guerra tarifária afeta a logística no Brasil

Disputa entre EUA e China já impacta os estoques de cadeias globais, com efeitos nos preços do transporte e riscos de desabastecimento, relatam executivos à Bloomberg Línea

Do preço do frete marítimo à capacidade nos portos, a cadeia logística global vive um cenário de fortes incertezas, diante do vaivém de imposição de tarifas comerciais ao redor do mundo e, em particular, nas maiores economias.

Nesse cenário, empresas brasileiras que atuam com comércio exterior devem enfrentar desafios para garantir abastecimento e escoamento de mercadorias, segundo avaliação de executivos.

Um dos principais custos da cadeia logística global, o frete marítimo vem sofrendo oscilações significativas de preços desde a pandemia. Com a guerra tarifária, os preços sobem ainda mais.

Segundo levantamento da MTM Logix, obtido com exclusividade pela Bloomberg Línea, no início de 2024 o frete do contêiner (40 pés) da China para o Brasil girava em torno de US$ 1.200 em média. Atualmente, esse valor já atinge de US$ 3.500a US$ 4.000, a depender do tipo de contrato (à vista ou de longo prazo).

Nos chamados “mercados secundários” (menos demandados), o Brasil se torna mais caro em relação a outros países da região: na rota China-Guatemala, por exemplo, o frete médio gira em torno de US$ 4.000, enquanto a rota Brasil-Guatemala — significativamente mais curta – custa cerca de US$ 6.000.

“Temos visto ciclos no setor de logística cada vez mais curtos, com grandes oscilações. Devemos ter uma aceleração da demanda por composição de estoques baseada em incertezas globais, fazendo com que as cadeias fiquem pressionadas”, afirmou o CEO da MTM Logix, Mario Veraldo.

Segundo o executivo, o setor de logística global vive um momento de grande incerteza.

“Quando a previsão de demanda é mais linear, a capacidade de planejamento é maior. Hoje, as empresas não conseguem se planejar.”

Ele relatou que os Estados Unidos já estão comprando menos da Ásia. Diante dessa mudança, houve um aumento significativo de demanda por transporte no Sudeste Asiático, como, por exemplo, em países como Vietnã e Tailândia, onde o preço do frete já começou a subir.

O especialista ressaltou que as capacidades de portos, rodovias e ferrovias são estáticas, diferentemente de navios e aviões, que são mais fáceis de reacomodar.

“Diante dos efeitos da guerra comercial, o setor está em compasso de espera, tentando identificar soluções pontuais para problemas que não são derivados de demanda, mas de picos inesperados para evitar os efeitos das tarifas.”

Os gargalos nos portos brasileiros, com destaque para o Porto de Santos – considerado o principal do Hemisfério Sul –, são apontados como um dos maiores desafios do setor de logística no Brasil.

Log-In Logística Intermodal, maior empresa de cabotagem do país, com nove navios próprios, tem limitações para crescer em um cenário de expansão significativa da demanda portuária, contou o vice-presidente de navegação da companhia, Marcus Voloch.

“Se a economia brasileira crescesse 10%, o volume de carga não conseguiria acompanhar, porque não tem onde colocar [esses volumes]. Se o país crescer 2% ou 3%, o setor vai levando, mas, se houver um crescimento brusco, a infraestrutura não dá conta”, afirmou o executivo em entrevista à Bloomberg Línea.

Voloch afirmou que o setor de cabotagem cresceu um pouco abaixo de 10% em 2024, enquanto a Log-In registrou um crescimento de 19,5%, com receita recorde de R$ 2,3 bilhões, puxado principalmente por aumento de capacidade (de navios) e por carga internacional (“feeder”).

Em volumes de contêineres, a companhia registrou um avanço de 55% em relação a 2023.

Para 2025, a empresa projeta um crescimento mais moderado, em linha com a expectativa de avanço do setor. “Esperamos crescimento de um dígito alto na cabotagem neste ano. A Log-In deve crescer com o mercado, talvez um pouco acima, mas não o dobro como foi no ano passado”, avaliou.

Em sua visão, o país tem renda limitada para crescer dois dígitos em 2025. “No ano passado, foi surpreendente ver o mercado crescer quase 10%. A economia está patinando.”

Gargalos e oportunidades

De acordo com a MTM Logix, o modal marítimo é especialmente crítico para um país voltado à exportação de commodities e importação de manufaturados.

No caso do Brasil, os portos – tanto marítimos (de longo curso) quanto a cabotagem – enfrentam problemas de capacidade, eficiência e conexão terrestre, o que gera atrasos e custos extras.

Um desses sintomas é a formação de filas de navios para atracação nos principais portos. De acordo com a Centronave, associação que representa os armadores, os gargalos portuários causam prejuízo estimado de R$ 21 bilhões por ano no país, devido a atrasos e cancelamentos de embarques.

As perdas decorrem de fretes mais caros, sobreestadia de navios (conhecida como “demurrage”) e oportunidades de negócio desperdiçadas devido à lentidão no escoamento.

Diante dos gargalos nos portos do país, somente em março de 2025 o Brasil deixou de embarcar 637,7 mil sacas de café, o equivalente a cerca de 1.932 contêineres, segundo a MTM Logix.

Em um cenário potencial de aumento da demanda decorrente da guerra comercial, o Brasil teria dificuldades para absorver novas necessidades portuárias, relataram executivos.

Voloch afirmou que toda a frota da Log-In é de navios próprios e que a companhia poderia crescer por meio de terceiros (afretamento), embora isso custe caro no Brasil. No entanto, em sua avaliação, isso poderia mudar caso haja redirecionamento de embarcações globalmente com a guerra comercial.

Para o executivo, o Brasil acaba sendo um substituto natural para alguns produtos consumidos nos Estados Unidos.

“Pode ser que o país exporte mais soja e milho. Isso não é uma carga que vai refletir na cabotagem, mas pode trazer mais renda e PIB para o Brasil, indiretamente gerando mais demanda para nós”, disse. “Precisamos olhar além do curto prazo”, acrescentou.

Para Veraldo, da MTM Logix, o Brasil pode se beneficiar da guerra tarifária, uma vez que o mercado norte-americano não é capaz de produzir toda a manufatura de que necessita.

“Se há restrição para importar da China, eles precisam ter uma opção e o Brasil é uma alternativa viável e de qualidade, com cadeias importantes.”

Por outro lado, o executivo disse acreditar que a China deve buscar novos mercados para produtos antes exportados para os Estados Unidos.

“A indústria automotiva chinesa hoje tem muito poder de fogo, que será colocado em prática. Já vemos isso acontecer no México, por exemplo”, disse.

Fonte: Bloomberg Línea

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Logística, Portos

Porto de Pelotas recebe novas boias para reforço da sinalização náutica

Foram entregues 10 boias cegas e 4 boias luminosas, que serão utilizadas no balizamento da região

Nesta semana, o Porto de Pelotas recebeu um novo lote de equipamentos para reforço do sistema de sinalização náutica da hidrovia. Foram entregues 10 boias cegas e 4 boias luminosas, que serão utilizadas no balizamento da região. Os equipamentos integram o contrato de manutenção da sinalização náutica coordenado pela Portos RS.

As boias, produzidas em Polietileno de Alta Densidade (PEAD), foram adquiridas para substituir unidades danificadas devido à ação do tempo, às condições climáticas e ao tráfego de embarcações. As boias cegas não possuem espaço para acoplamento de lanternas, ao contrário das luminosas, que são equipadas com sinalização noturna.

O sistema de sinalização náutica dos portos públicos sob responsabilidade da Portos RS conta atualmente com 260 boias distribuídas ao longo de 345 km de extensão. Desde o início do contrato com a empresa especializada responsável pela execução dos serviços, já foram realizados 24 restabelecimentos de boias, 17 reposicionamentos, 16 reformas e a troca de 6 lanternas de sinalização.

Paralelamente à entrega dos novos equipamentos, uma vistoria com lancha rápida está sendo realizada no Guaíba para avaliar as condições atuais da sinalização e preparar a próxima campanha de manutenção preventiva.

Fonte: Correio do Povo

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