Exportação, Inovação, Logística, Negócios

Resultados da Missão de SC à Ásia incluem acordos para exportações, inovação e mobilidade logística

A missão oficial do Governo de Santa Catarina ao Japão e à China, realizada de 12 a 25 de junho, efetivou o Estado como protagonista em relações econômicas com o mercado asiático. Liderada pelo governador Jorginho Mello, a comitiva catarinense cumpriu uma agenda de alto nível com empresas, governos, instituições de pesquisa e organismos de cooperação internacional, com avanços concretos em frentes como exportações, infraestrutura logística, inovação tecnológica e mobilidade aérea. A missão foi organizada pela Secretaria Executiva de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos.

“A cada missão internacional dessas eu tenho mais certeza. O mundo inteiro quer comprar de Santa Catarina. Em todas as nossas visitas que fizemos, tanto em instituições públicas como privadas, ouvimos elogios sobre o que é produzido pelas empresas catarinenses. Tanto do nosso agronegócio, a carne catarinense consumida pelos japoneses e pelos chineses, como sobre a nossa indústria, pelos componentes que acabam integrando produtos de alta tecnologia feitos nesses países. Tenho certeza que podemos esperar mais exportações e mais investimentos em um futuro próximo”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Agendas com efeito imediato 

Entre os resultados imediatos da missão, destacam-se a assinatura de uma carta de intenções com o governo japonês para ampliar a exportação de grãos e desenvolver rotas logísticas estratégicas a partir do Porto de São Francisco do Sul; um protocolo com a Marubeni Corporation para investimentos em infraestrutura portuária; e o avanço nas negociações para a abertura do mercado japonês à carne bovina catarinense, que hoje já exporta suínos e aves ao país.

Durante o SC Day, realizado na Embaixada do Brasil em Tóquio, o potencial econômico catarinense foi apresentado a gigantes como Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo, Itochu, Marubeni, Seara Japan, BRF Japan, Nippon Ham, JERA e Yokorei. Foram discutidas oportunidades em áreas como proteína animal, energia, agroindústria, inovação e logística.

Aviação regional, ferrovias e datacenter para IA na pauta do governador 

Na China, o governador Jorginho Mello tratou da instalação de uma linha de montagem de aviões em SC, em parceria com uma das maiores fabricantes do país, em Harbin, além das visitas da delegação catarinense à CRRC e à CCCC, focadas no fortalecimento do plano ferroviário catarinense. Também foram iniciadas tratativas com a Power China para implantação de um grande data center em Lages, voltado à capacidade de atuação do estado no desenvolvimento da inteligência artificial (IA). 

Em Pequim, Jorginho Mello visitou a Nidec Global Appliance (ex-Embraco), que apresentou sua planta industrial. Na ocasião, a Invest SC iniciou tratativas para a instalação de fábrica em Joinville, de fornecedores interessados da cadeia da Nidec, ampliando a indústria de componentes.

O governador aproveitou a reunião com o vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), Zhao Zenglian, para reforçar o pedido de retomada das exportações de carne de frango de Santa Catarina ao mercado chinês, que enfrenta suspensão temporária desde a confirmação de um foco isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul.

Jorginho Mello destacou que Santa Catarina jamais registrou casos da doença em granjas comerciais, graças ao rigor do seu controle sanitário e apresentou os protocolos de biossegurança e o isolamento preventivo estabelecido entre SC e o RS. O governador convidou oficialmente as autoridades chinesas a visitarem o estado para conhecer de perto o sistema sanitário local. A comitiva chinesa respondeu positivamente.

Parcerias renovadas em agro, aquicultura e contenção de cheias

A missão à Ásia também incluiu a renovação do acordo de irmandade com a província japonesa de Aomori, firmado originalmente em 1980, e encontros com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) para atualização de projetos de contenção de cheias no Vale do Itajaí.

“Santa Catarina mostrou ao Japão e à China que é um Estado confiável, inovador e com vocação internacional. Cumprimos nossa missão com resultados concretos e caminhos abertos para novos investimentos e exportações. A liderança do governador Jorginho Mello foi decisiva para o sucesso de cada agenda”, destaca o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen.

A delegação oficial incluiu os secretários estaduais Kennedy Nunes (Casa Civil), Carlos Chiodini (Agricultura e Pecuária), Edgard Usuy (Ciência, Tecnologia e Inovação), Mário Hildebrandt (Proteção e Defesa Civil), Bruno Oliveira (Comunicação), Beto Martins (Portos, Aeroportos e Ferrovias) e Danieli Porporatti (Gabinete do Governador); além dos presidentes Celles Regina de Mattos (CIDASC) e Renato Lacerda (InvestSC).

Também fizeram parte da missão os prefeitos Adriano Silva (Joinville) e Egídio Ferrari (Blumenau), o senador Jorge Seif, os presidentes Hélio Dagnoni (Fecomércio SC), Ariel Verdi (AFEIESC), Diego Brites Ramos (ACATE), além de representantes da Portonave, Porto de Itapoá e do setor produtivo catarinense.

:: Resumo dos principais Resultados da Missão Ásia realizada pelo Governo de SC

Exportações
Carta de Intenções com o Japão para exportações de grãos via Porto de São Francisco do Sul

Agroindústria
Reforço nas negociações para abertura do mercado japonês à carne bovina catarinense

Carne de frango
Reunião com GACC (China) e pedido formal de retomada das exportações de frango; SC apresentou protocolos sanitários e convidou missão técnica chinesa ao Estado

Infraestrutura portuária
Protocolo de investimentos com Marubeni Corporation para modernização portuária

Tecnologia e IA
Tratativas com Power China para instalação de data center em Lages

Indústria de componentes
Início das tratativas para a instalação de outros fabricantes da cadeia de fornecedores da Nidec Global Appliance, em Joinville

Aviação regional
Avanço em negociação para instalação de linha de montagem de aviões para voos regionais em SC

Logística ferroviária
Diálogos com CRRC e CCCC para fornecimento de trens e parceria em ferrovias

Relações bilaterais
Renovação do acordo de irmandade com a Província de Aomori, Japão

Cooperação internacional
Reunião com JICA para retomada de projetos de contenção de cheias no Vale do Itajaí

Diplomacia econômica
Realização do SC Day com 11 conglomerados asiáticos e abertura para novos negócios

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Logística, Portos

TCP anuncia novo serviço semanal de cabotagem

No final de junho, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, anunciou a inclusão em seu portfólio do serviço Puma, uma nova linha semanal de cabotagem. Operada pelo armador Mercosul Line, a rota teve sua atracação inaugural neste domingo (22), marcando o início de uma conexão estratégica que integra os portos de Buenos Aires, Montevidéu, Mar del Plata, Itajaí, Paranaguá e Santos.

Composta por duas embarcações, a nova linha fortalece a posição da TCP como um importante hub logístico na América do Sul, trazendo mais uma opção de rota para o escoamento das cargas dos clientes do Terminal. O navio Mercosul Santos, com 210 metros de comprimento, 30 metros de largura, capacidade para quase 2.500 TEUs e, aproximadamente, 500 tomadas reefer, foi o primeiro a atracar na TCP. A expectativa é que o serviço Puma movimente, em média, mais de 1.700 TEUs por escala.

Entre os principais produtos que devem ser movimentados nesta rota, tanto para exportação quanto para importação, estão os do setor automotivo, equipamentos e peças mecânicas, laticínios, plásticos, borrachas, cobre, zinco e alumínio.

A gerente comercial de armadores da TCP, Carolina Brown, afirma que a nova linha representa um avanço estratégico para a logística nacional. “Com essa nova conexão, fortalecemos a integração entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai, oferecendo uma rota eficiente e sustentável para o transporte de cargas. É uma solução que amplia as possibilidades logísticas dos nossos clientes e reforça o papel de Paranaguá como elo fundamental no comércio sul-americano”, destaca.

A cabotagem, utilizada para o transporte de contêineres entre portos de diferentes regiões de um mesmo país, é uma alternativa econômica e segura, que reduz os riscos de avarias, além de emitir menos gases de efeito estufa em comparação com outros modais. No caso do serviço Puma, há ainda o diferencial da conexão direta com países do Mercosul, promovendo uma integração logística com os países vizinhos.

Com a inclusão da nova linha, a TCP passa a contar com três linhas dedicadas à cabotagem, totalizando 25 serviços marítimos em seu portfólio, consolidando o Terminal como o maior concentrador de escalas marítimas do país. Essa ampla malha de conexões garante uma cobertura global para exportadores e importadores que operam a partir de Paranaguá.

Fonte: Datamar News

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Logística

Aqui, a segurança vai na frente!

No setor logístico, segurança não é um diferencial. É a base de tudo.

Garantir que uma carga chegue ao seu destino dentro do prazo e em perfeitas condições envolve muito mais do que transporte e armazenagem . Requer planejamento, controle e uma estrutura sólida de prevenção e resposta. Na GH Solucionador Logístico, todo o processo é construído com foco na redução de riscos operacionais, desde a entrada da carga até a entrega final.

Gerenciamento de Risco em cada etapa

Cada operação começa com uma análise detalhada. Antes mesmo da carga sair, é feito um levantamento de riscos da viagem, levando em conta a rota, o tipo de produto transportado, o destino e outros fatores externos.

Esse trabalho é reforçado por um sistema de monitoramento 24 horas, que garante rastreabilidade em tempo real e tomada de decisões ágeis em caso de desvios ou imprevistos.

Toda a frota é equipada com tecnologia embarcada, permitindo o controle de trajeto, velocidade, paradas e padrões de condução. Esse acompanhamento não apenas aumenta a segurança da operação, como também melhora a performance da equipe em campo.

Nos armazéns, a segurança também é prioridade. As cargas são organizadas com base em critérios técnicos, respeitando protocolos específicos para cada tipo de mercadoria. Além disso, a GH possui infraestrutura de armazenagem com controle de acesso, rotinas preventivas e sistemas de vigilância.

Investir em protocolos preventivos e capacitação contínua dos times é parte da rotina. O foco é antecipar riscos e manter a operação sob controle, com menos ocorrências e mais eficiência para o cliente.

Empresas que contratam a GH sabem que contam com um operador que atua com responsabilidade em cada detalhe. A segurança da carga é tratada como parte central do serviço, não como um extra. Ao integrar tecnologia, gestão de risco e equipes capacitadas, a GH entrega mais do que logística: oferece confiança operacional e proteção ao negócio.

GH Solucionador Logístico. O seu melhor caminho.

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Comércio, Portos

Porto de Santos bate novo recorde com 16,6 milhões de toneladas de cargas em um mês

Foi a maior movimentação mensal da história do complexo portuário santista para o mês de maio

O Porto de Santos registrou a maior movimentação mensal de sua história em maio de 2025, com 16,6
milhões de toneladas de cargas processadas. O volume representa um crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, consolidando, também, a melhor performance já alcançada para o mês de maio. As informações são da Autoridade Portuária de Santos (APS).

Dentre os segmentos que impulsionaram o desempenho, destacam-se os granéis sólidos (+5,3%), com aumento significativo do embarque de soja em grãos (+12,6%) e farelo de soja (+6,9%). Já a carga geral conteinerizada alcançou 477 mil TEU (medida padrão de um contêiner de 20 pés), a melhor marca para o mês de maio (+7,5%).

No acumulado do ano, a movimentação de contêineres também registra números recordes, chegando a 2,29 milhões de TEU (+6%). Já os granéis líquidos apresentaram aumento de 2,3% sobre maio de 2024, com 1,6 milhão de toneladas e destaque para o crescimento do embarque de óleo combustível (+51,3%) e sucos cítricos (+11,8%).

“Este recorde histórico em maio reflete a excelência da gestão portuária e a robustez da nossa logística. Cada tonelada movimentada é fruto de planejamento estratégico, investimentos em eficiência operacional e parcerias sólidas com o setor privado”, comenta Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos.

Os destaques positivos ainda incluem o crescimento nos desembarques de enxofre (141,8 mil toneladas, +29,9%), soda cáustica (129,7 mil toneladas, +65,3%) e trigo (126,1 mil toneladas, +12,8%). O fluxo de navios também reflete a dinâmica de expansão portuária, com 495 atracações em maio (+4,9% ante 2024).

Nacional

No ano (janeiro a maio), o porto aumentou sua relevância na logística nacional, respondendo por 29,8% da corrente comercial brasileira — alta frente aos 29,3% de 2024. A China, com 29,3% das transações com o exterior em 2025, mantém-se como o maior parceiro comercial do Porto.

Apesar do cenário positivo, alguns segmentos apresentaram quedas pontuais, como açúcar (–7,2% nos embarques) e café (–21,4%), “reflexo de ajustes sazonais e de mercado”, diz a APS.

Fonte: A Tribuna



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Tecnologia

Tecnologia e interoperabilidade permitem nova abordagem na segurança logística

A adoção de tecnologias passivas e soluções de interoperabilidade tem ganhado espaço no setor logístico como estratégia para fortalecer a segurança no transporte de cargas.

A adoção de tecnologias passivas e soluções de interoperabilidade tem ganhado espaço no setor logístico como estratégia para fortalecer a segurança no transporte de cargas. A Fractal, especializada em soluções de controle de violação e integridade logística, defende que o uso de lacres inteligentes com RFID e NFC, aliados à interoperabilidade de dados, amplia o controle sobre a cadeia de custódia sem depender de rastreadores ou fontes de energia.

Conforme informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP), o Brasil registrou mais de 7,2 mil casos de roubo de cargas em 2024 (APISUL, 2024). Esse cenário reforça a necessidade de adoção de tecnologias que atuem na prevenção de violações e na integridade das cargas.

Mary Anne Amorim, cofundadora e CCO da Fractal, explica que “a proposta da tecnologia passiva é garantir a integridade da carga sem depender de dispositivos ativos, como rastreadores com bateria. O lacre eletrônico é de uso único, sem fonte de energia, e utiliza RFID para longas distâncias e NFC para curta distância, garantindo a leitura e validação em qualquer ponto da operação”.

Ainda segundo Amorim, uma das principais características do lacre passivo é não exigir logística reversa. “Como é de uso único, o lacre não precisa ser recolhido ao final da operação, o que reduz custos operacionais e simplifica o processo. Essa solução foi desenvolvida justamente para oferecer ao mercado uma alternativa mais acessível, sem abrir mão da eficácia no controle de violações”.

Além do controle físico da integridade, afirma Amorim, “a interoperabilidade permite que os dados dos lacres sejam integrados a sistemas de gestão, ERPs e plataformas de rastreamento já utilizados pelos operadores logísticos. Essa integração proporciona visibilidade sobre eventos como abertura não autorizada, rompimento ou desvio de rota. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o Brasil registrou mais de 6 mil casos de roubo de cargas em 2023, conforme informações do SINESP (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública)“.

A expectativa é que a expansão dessas tecnologias contribua para a redução de perdas e fortalecimento da segurança logística em diferentes setores.

Fonte: Estado de Minas

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Internacional, Logística, Mercado Internacional

Panamá: o polo logístico mais importante da América Latina

O Panamá continua se destacando como o hub logístico mais importante da América Latina, impulsionado por sua infraestrutura portuária, conectividade multimodal e pela Zona Livre de Colón.

Em 2024, o país movimentou mais de 9,5 milhões de TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), um aumento de 15,1% em relação a 2023, segundo a Autoridade Marítima do Panamá (AMP). Esse desempenho mantém o país entre os dez principais centros logísticos do mundo.

Modelo logístico 360°

Nesse contexto, a Interborders — empresa especializada em comércio exterior, logística e aduanas — anunciou a abertura de sua sede corporativa na Cidade do Panamá. A nova base, localizada em Costa del Este, faz parte de um investimento anual estimado em US$ 200.000 e complementa a operação já existente em Colón, onde a empresa possui armazém próprio.

Com essa expansão, a Interborders fortalece sua oferta de serviços logísticos integrados, incluindo armazenagem, distribuição e operações multimodais.

“Estamos marcando um marco ao nos posicionarmos entre os grandes nomes do setor logístico regional”, afirmou Lucas Bianchi, CEO da empresa.

Presente na Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos e Panamá, a empresa projeta crescimento constante de sua carteira de clientes e um investimento total de US$ 700.000 no Panamá durante 2025. A expectativa é alcançar um volume mensal de 900 TEUs e superar a marca de cem clientes regulares.

Geração de empregos e projeção regional

A abertura da sede na capital panamenha também reflete o compromisso com o desenvolvimento de talentos locais. A Interborders mantém abertas vagas para diferentes posições, com candidaturas recebidas pelo e-mail rrhh@interborders.com.

A Cidade do Panamá se consolida como centro estratégico para decisões regionais, complementando a operação em Colón e facilitando o atendimento a diversos perfis de clientes na América Latina e no Caribe.

Simpósio e visão de futur

A empresa organizou o simpósio “Estratégia Logística: Inteligência Artificial, Conflitos e Portos”, que abordou temas como instabilidade geopolítica, digitalização e o uso de IA. Participaram especialistas como Miguel Vallejos, Jorge Barnett Lawton e Yohane Mavel López, que destacaram a resiliência e a adaptabilidade como elementos-chave do sucesso logístico atual.

Com isso, a Interborders avança em seu objetivo de se tornar um provedor líder em soluções logísticas personalizadas em toda a região, promovendo eficiência, inovação e sustentabilidade a partir de um dos eixos centrais do comércio mundial.

Fonte: Todo Logística News

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Portos

Portos enfrentam congestionamento crescente com 40% dos navios atrasados

Portos ao redor do mundo estão enfrentando um aumento acentuado no congestionamento, com atrasos crescendo até 300% em junho de 2025, segundo dados recentes da Tradlinx.

Principais centros marítimos como Singapura, Cidade do Cabo e Roterdã estão entre os mais afetados, enfrentando longas filas de navios e sérios desafios operacionais.

Os dados revelam que 96% dos principais portos de contêineres estão atualmente lidando com interrupções operacionais, com tempos médios de espera de navios ultrapassando 10 dias em algumas localidades.

Essa é a pior situação de congestionamento portuário global desde a pandemia da COVID-19, com apenas 58,7% dos navios chegando no prazo.

A Tradlinx atribui o agravamento da situação a uma combinação de fatores, incluindo greves trabalhistas, condições climáticas adversas e gargalos persistentes na cadeia de suprimentos.

Em Singapura, por exemplo, o porto tem registrado um acúmulo rápido de navios, levando algumas transportadoras a desviar cargas para outros destinos. Da mesma forma, a Cidade do Cabo sofre com lentidão causada por condições climáticas, enquanto Roterdã enfrenta um acúmulo de embarcações e congestionamento nos pátios.

Os atrasos estão provocando efeitos em cascata nas redes de comércio global, com exportadores enfrentando custos mais altos e maior incerteza. Transportadoras têm ajustado cronogramas, pulado escalas e aplicado sobretaxas, prejudicando ainda mais a confiabilidade da cadeia de suprimentos.

O congestionamento também está afetando cargas a granel e gerais, gerando preocupações sobre impactos mais amplos na gestão de estoques e nos prazos de produção.

Embora alguns portos tenham adotado medidas para aliviar o congestionamento — como ampliar o horário de funcionamento dos portões e usar equipamentos adicionais —, a Tradlinx alerta que a recuperação deve ser gradual, dada a magnitude da interrupção.

Fonte: Port Technology

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Logística

Rio São Francisco terá nova hidrovia para transporte de cargas ao NE

O Rio São Francisco terá uma nova hidrovia para transporte de cargas do Sudeste (a partir de Pirapora-MG) para o Nordeste (a Juazeiro-BA e Petrolina-PE).

O projeto prevê a utilização dos 1.371 km de extensão navegáveis com uma projeção de movimentar cinco milhões de toneladas.

Entre as cargas previstas, estão insumos agrícolas, gesso, gipsita, calcário, grãos, bebidas, minério e sal.

O ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, afirmou que a hidrovia será muito estratégica para o desenvolvimento da região. Neste mês de junho, ele disse que iria assinar a delegação das obras à Companhia das Docas do Estado da Bahia. Na sequência, estão previstos os estudos técnicos.

No percurso, o Velho Chico passa pelo Distrito Federal, por Goiás, pela Bahia, por Sergipe, Alagoas e Pernambuco. São 505 municípios e mais de 11,4 milhões de pessoas que, de alguma forma, se relacionam com um dos principais rios brasileiros.

Três etapas

O projeto foi dividido em três etapas. Na primeira, as ações vão se concentrar em um trecho de 604 quilômetros navegáveis, de Juazeiro a Petrolina, passando por Sobradinho (BA) e chegando em Ibotirama (BA).

As cargas poderão ser escoadas por rodovias até o Porto de Aratu-Candeias, na Baía de Todos os Santos (BA).

A segunda etapa abrangerá o trecho entre Ibotirama e Bom Jesus da Lapa e Cariacá – municípios baianos – com 172 quilômetros navegáveis. Nesse trecho, haverá conexão, via malha ferroviária, até os Portos de Ilhéus (BA) e Aratu-Candeias.

Já a terceira etapa aumentará a hidrovia em 670 quilômetros e ligará Bom Jesus da Lapa e Cariacá a Pirapora.

Navegabilidade

Em janeiro deste ano, o governo já havia anunciado que iria trabalhar em ações para expandir a navegabilidade nas hidrovias brasileiras. Outras obras no horizonte ainda neste ano são a realização de dragagens nas hidrovias do Tapajós e São Francisco e a manutenção do Madeira, Parnaíba e Paraguai (tramo Sul).

No Rio Grande do Norte, por exemplo, será realizada a proteção de dolfins (estrutura utilizada para auxiliar na amarração e atracação de navios) da Ponte Newton Navarro, para ampliar a segurança das embarcações e das pessoas que circulam no local.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o país tem hoje 12 mil km de hidrovia navegáveis, com o potencial de alcançar 42 mil km.

Fonte: Portos e Navios

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Comércio, Logística

Portos de SC movimentam 1 em cada 5 contêineres no país

Dados da Antaq divulgados pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias indicam que portos de SC cresceram acima da média nacional no primeiro quadrimestre de 2025

Os portos de SC movimentam 20% do mercado nacional de contêineres, ou seja: a cada cinco contêineres, um passa pelo estado. Com este número, Santa Catarina lidera a movimentação no Sul do país, na frente do Paraná (com 10,1%) e Rio Grande do Sul (com 6,21%).

Na movimentação total de cargas, o crescimento catarinense no primeiro quadrimestre de 2025 foi o maior, com 7,93% a mais do que o mesmo período de 2024, superando o índice nacional (que teve queda de 1,1%).

Os dados foram apurados pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, conforme informações da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Quais portos de SC se destacaram

Na movimentação total de contêineres, passaram pelos portos catarinenses até o mês de abril 949,1 mil TEUs, que significam 10,2 milhões de toneladas e crescimento de 16% e 19,2%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2024. Veja o ranking:

  • Porto Itapoá – lidera a movimentação com 489,8 mil TEUs e terceiro maior movimento do Brasil;
  • Portonave – 348,1 TEUs (quarto maior movimento do país);
  • Porto de Itajaí  – 73,6 mil TEUs;
  • Porto de Imbituba – 37,4 mil TEUs.

O primeiro quadrimestre de 2025 também registrou uma movimentação total de cargas nos portos de SC de 21,8 milhões de toneladas. Veja quanto cada porto catarinense movimentou no total:

  1. Porto de São Francisco do Sul  – 5,7 milhões de toneladas
  2. Porto Itapoá  – 5,4 milhões de toneladas
  3. Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul – 3,4 milhões de toneladas
  4. Portonave  – 3,3 milhões de toneladas
  5. Imbituba – 2,3 milhões de toneladas
  6. Porto de Itajaí  – 858,3 mil toneladas
  7. Demais Terminais Portuários Privados (TUPs) – 178,6 mil toneladas

Fonte: ND +

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Agricultura

Déficit de armazenagem de grãos no Brasil alcança 120 milhões de toneladas

Setor produtivo aponta dificuldades no acesso ao crédito, concentração de infraestrutura e alerta para impactos na qualidade, rentabilidade e soberania alimentar

O déficit de armazenagem de grãos no Brasil atingiu 120 milhões de toneladas, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). O cenário tem gerado preocupação no setor agrícola quanto ao risco de perdas, redução da qualidade dos grãos e queda na rentabilidade dos produtores.

O país conta atualmente com capacidade de armazenar cerca de 70% de sua produção, percentual abaixo da meta de segurança recomendada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que indica capacidade de armazenamento equivalente a pelo menos 130% da produção anual.

Mesmo com recursos disponibilizados pelo Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), produtores de pequeno e médio porte relatam dificuldades no acesso ao crédito. Representantes do setor afirmam que os principais obstáculos incluem restrições impostas pelas instituições financeiras e excesso de burocracia na liberação dos financiamentos.

Dados do setor apontam que apenas 15% da capacidade de armazenagem está localizada dentro das propriedades rurais. O restante concentra-se em armazéns de cooperativas, tradings e grandes operadores logísticos. Essa configuração gera custos adicionais para os produtores, especialmente para culturas como o milho, que possui menor valor agregado e maior volume por hectare.

Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq)estima a necessidade de investimentos de R$ 15 bilhões por ano apenas na ampliação da capacidade de armazenagem. A medida é considerada essencial para acompanhar o crescimento da produção nacional, que para a safra 2024/2025 está projetada em 322 milhões de toneladas de grãos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No estado do Mato Grosso, a situação é considerada crítica. Dados da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) indicam que a produção de soja e milho deve atingir 97,28 milhões de toneladas em 2025, ante 86,26 milhões em 2024. No mesmo período, a capacidade de armazenagem avançou de 50,8 para 52,2 milhões de toneladas, crescimento considerado insuficiente frente à expansão da produção.

Representantes do setor destacam que a limitação da infraestrutura de armazenagem contribui para a prática recorrente de estocagem de grãos a céu aberto, especialmente no Centro-Oeste, aumentando o risco de perdas por exposição às intempéries. A concentração da infraestrutura nas mãos de grandes empresas também é apontada como um fator que reduz a autonomia do produtor rural.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforça que o nível atual de armazenagem, inferior ao necessário, compromete a segurança alimentar, a estabilidade de preços internos e a eficiência no escoamento da produção agrícola.

No Mato Grosso, mais de 50% da capacidade de armazenagem está sob controle de tradings, segundo a Aprosoja MT. Especialistas do setor defendem a necessidade de políticas públicas específicas que facilitem o acesso ao crédito rural, reduzam as taxas de juros e simplifiquem os processos para a construção de silos nas propriedades.

Estudos da Abimaq apontam que a ampliação da capacidade de armazenagem é fundamental para melhorar a qualidade dos grãos destinados à exportação, garantir maior poder de negociação aos agricultores e reduzir a dependência de prazos e preços impostos pelo mercado.

A Aprosoja MT tem intensificado esforços para estimular a construção de armazéns nas fazendas, mas o ritmo de expansão ainda é considerado insuficiente para atender à demanda. O setor também destaca a limitação da cadeia de fornecedores e prestadores de serviços especializados na construção de silos.

Além das preocupações comerciais, representantes do agronegócio avaliam que a situação atual representa um risco estratégico para o país. A concentração da armazenagem em poucos agentes e a falta de capacidade suficiente podem gerar vulnerabilidades em caso de interrupções logísticas, como problemas em portos ou impactos decorrentes de crises internacionais.

O setor produtivo tem solicitado ao governo federal uma reformulação da política nacional de armazenagem, com foco na ampliação da infraestrutura nas propriedades rurais, revisão das condições de financiamento e estímulo direto ao setor de construção de armazéns. O objetivo é mitigar os riscos associados à atual limitação estrutural e garantir maior competitividade para o agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Fonte: Tecnologística

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