Portos

Maior porto de SC anuncia pacote de obras por terra, mar e ar com investimento de R$ 40 milhões

Berço recuperado, BR-280 ampliada e poeira controlada: os planos para o futuro do Porto de São Francisco do Sul

Mais de R$ 40 milhões estão previstos para serem investidos no Porto de São Francisco do Sul, o maior de Santa Catarina.

Entre as melhorias anunciadas em aniversário de 70 anos do porto, destacaram-se a obra da terceira faixa na BR-280, orçada em R$ 12,5 milhões, a  recuperação do Berço 201, em R$ 18 milhões, e o sistema de despoeiramento do corredor de exportação, em R$ 11 milhões.

Entenda o pacote de obras no Porto de São Francisco do Sul

Os projetos agem em diferentes frentes. Em terra, a obra da terceira faixa na BR-280, que já foi  autorizada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) visa facilitar o acesso ao terminal, desafogando o trânsito de caminhões  a partir do entroncamento com a SC-415.

No mar, o projeto de recuperação do Berço 201 possibilitará que o cais volte a receber navios de até 225 metros de comprimento, acima do limite atual de 200 metros.

No ar, o sistema de despoeiramento do corredor de exportação, vai retirar a poeira das correias transportadoras proveniente da movimentação dos grãos.

O Porto de São Francisco de Sul está localizado na Baía Babitonga, a 40 km da cidade de Joinville.

O sistema portuário, atualmente, é responsável  por 80% da soja exportada por Santa Catarina e por metade de todo aço importado no Brasil, estando na lista dos dez portos mais importantes do país em movimentação de carga geral.

Fonte: ND+

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Internacional, Logística, Portos

Haveria uma crise operacional em Manzanillo

O porto de Manzanillo, no estado de Colima, atravessa um dos seus momentos mais delicados em 2025 até agora.

Considerado o principal ponto marítimo do país em volume de carga, o porto sofreu entre maio e junho uma crise operacional provocada por um conflito trabalhista, o qual interrompeu parcialmente suas atividades e deixou uma marca visível em suas estatísticas.

Durante o mês de maio, Manzanillo registrou a movimentação de 298.923 contêineres de 20 pés (TEU); seu número mensal mais baixo do ano. Pela primeira vez em 2025, o volume operado caiu abaixo dos 300 mil TEU, o que contrasta com os 337.670 movimentos registrados em março, seu pico máximo até agora. Essa queda de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior reflete claramente o impacto direto das paralisações operacionais.

Conflito trabalhista
O conflito eclodiu em 12 de maio, quando trabalhadores da alfândega iniciaram uma série de protestos por supostos abusos trabalhistas e demissões injustificadas. Embora as manifestações tenham durado apenas quatro dias, foram suficientes para afetar a operação geral do terminal. Em 20 de maio, o porto operava com apenas cinco inspetores ativos. Em resposta, a Contecon Manzanillo e a Agência Nacional de Aduanas do México (ANAM) anunciaram, em 12 de junho, uma medida emergencial: ampliar temporariamente o horário de atendimento para 24 horas por dia, a fim de lidar com os picos de demanda acumulada.

Em nível nacional, Manzanillo mantém a liderança no número de operações portuárias, com 1,59 milhão de movimentos entre janeiro e maio. No entanto, outros portos começam a aproveitar suas fragilidades. Lázaro Cárdenas reporta um crescimento de 12,9% nas operações acumuladas e Ensenada cresce 6,2%. Em contraste, Manzanillo apresenta uma contração anual de 1%, superando apenas Veracruz, que caiu 4,6%.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio Exterior, Logística, Portos

Porto do Pecém inaugura rota direta para a China e acelera comércio entre Brasil e Ásia

Com a nova rota direta para a China, Porto do Pecém reduz tempo de transporte e impulsiona a economia do Nordeste

O Porto do Pecém, no Ceará, é o mais movimentado da Região Nordeste do Brasil, com cerca de 20 milhões de toneladas de carga por ano. Desde abril, uma nova rota direta entre o Pecém e a China tem proporcionado uma grande redução no tempo de transporte entre os dois países.

Operada pela MSC, a rota agora transporta cerca de 1,2 mil contêineres anualmente, de acordo com Max Quintino, diretor da autoridade portuária do Pecém.

A expectativa é que o volume movimentado cresça 10%, beneficiando o comércio bilateral e impulsionando a economia local.

Impacto econômico e logístico da nova rota

Antes da inauguração dessa rota direta, as mercadorias chinesas passavam por uma longa jornada pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, até o Porto de Santos, em São Paulo, antes de seguir para o Nordeste. Agora, a nova rota atravessa o Canal do Panamá, encurtando a viagem em cerca de 30 dias e reduzindo significativamente os custos logísticos. [Grifar] Isso tem um impacto direto na eficiência das entregas, beneficiando produtores e empresários brasileiros que dependem de importações rápidas.

Entre os produtos importados via Pecém estão aço, máquinas, materiais elétricos e plásticos. Já as exportações incluem pedras ornamentais, castanhas, cera de carnaúba, frutas, carnes, calçados e têxteis. A nova rota também tem o efeito de reduzir o tempo de envio do Ceará para a China em aproximadamente 14 dias, o que reforça ainda mais o comércio entre as duas regiões.

Infraestrutura e crescimento do Porto do Pecém

O Pecém não é apenas um porto, mas um complexo industrial que inclui uma zona de processamento de exportações e fábricas de grande porte. Em 2025, os primeiros quatro meses registraram um crescimento de 37% no transporte de contêineres e uma alta de 12,4% na movimentação total de cargas em relação ao ano anterior. Segundo André Magalhães, diretor comercial do complexo, isso demonstra a capacidade de o porto atender a uma demanda crescente e ampliar sua participação no comércio global.

A nova rota inclui escalas nos portos chineses de Yantian, Ningbo, Xangai e Qingdao, o que beneficia diretamente empresas brasileiras de logística que aumentam suas importações do país asiático. Tiago Abreu, diretor-geral da CTI Fracht no Ceará, destaca que a nova rota, que evita transbordos e congestionamentos portuários, facilita operações logísticas mais rápidas e confiáveis.

Impactos no comércio de frutas e outros produtos

O melão, exportado pela Fazenda Formosa, no Rio Grande do Norte, foi a primeira fruta brasileira autorizada para exportação à China. Luiz Barcelos, proprietário da fazenda, acredita que o novo trajeto pode levar à transferência do embarque para o Pecém, pois a redução no tempo de transporte preserva a qualidade do produto e diminui custos logísticos, o que beneficia os exportadores.

No gabinete da direção portuária do Pecém, é possível encontrar símbolos recebidos de delegações chinesas, como uma pintura da Rota Marítima da Seda e o caractere chinês para “felicidade”. Segundo Max Quintino, o objetivo é atrair mais empresas chinesas para a construção e operação do porto, além de aprimorar a eficiência da nova rota e dos serviços de importação e exportação entre os dois países.

Fonte: Exame

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Logística

Em ampliação de serviços logísticos, VLI inaugura solução para descarga de vagões com insumos para fertilizantes em Uberaba (MG)

A VLI, companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, inaugurou uma nova modalidade de serviços ferroviários na qual oferece toda sua expertise para a execução de operações mais eficientes de descarga de vagões dentro dos complexos industriais de seus clientes. A primeira experiência com este novo modelo de negócio teve início neste mês de maio, com a companhia assumindo a operacionalização do descarregamento dos fluxos de rocha fosfática e enxofre dentro da planta industrial da Mosaic, uma das maiores produtoras globais de fertilizantes, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. E logo no primeiro mês de implementação, foram registrados incrementos de performance de 10% em relação aos resultados operacionais verificados para estas commodities em relação aos meses anteriores.

A VLI já realizava as movimentações de ambas as cargas para a Mosaic por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) sem, no entanto, executar as operações de descarregamento. Para a rocha fosfática, a companhia vinha executando somente o transporte entre duas plantas industriais deste cliente entre Catalão (GO) e Uberaba (MG). Já para enxofre, o serviço se restringia até então ao fluxo desde o Terminal Integrador Luiz Antônio Mesquita (Tiplam), na Baixada Santista, também com destino ao complexo instalado na cidade do Triângulo Mineiro. Agora, além destes transportes, a VLI incluiu às suas entregas os serviços de recebimento, manobra e abertura dos vagões, a limpeza das correias transportadoras dos produtos e a manutenção das vias permanentes instaladas nas dependências industriais da Mosaic, que os vinha executando “in-house”. Para assumir o novo escopo, alinhado ao foco estratégico da Mosaic em inovação logística e no fortalecimento de seu core business, a VLI realizou a contratação de 89 profissionais.

Ao disponibilizar sua expertise para este tipo de operações, a VLI não apenas alivia a demanda operacional do cliente, como também aumenta sua participação no mercado de fertilizantes. “Esta operação mostra uma VLI capaz de coordenar a cadeia logística dos nossos clientes de ponta a ponta. A cocriação de soluções como esta é um dos focos da companhia, com ganhos mútuos. Por um lado, os clientes podem se dedicar integralmente ao seu core, sem que precisem se ocupar de nenhuma etapa do transporte. Por parte da VLI, os ganhos vêm em forma de maximização do ciclo de vagões e locomotivas, bem como de receita complementar para a companhia, com a oferta de novos serviços”, afirma Carolina Hernandez, diretora-executiva Comercial da VLI.

O Brasil é um importante consumidor global de fertilizantes, sendo o quarto maior do mundo. O país importa grande parte dos fertilizantes que utiliza, mas tem aumentado sua produção interna buscando reduzir essa dependência. Por isso mesmo, oferece grandes oportunidades de otimização e ganho de escala que a ferrovia pode oferecer. Atualmente, 85% desse fluxo logístico ainda é feito por via rodoviária. “Prova deste potencial são os ganhos operacionais que proporcionamos à Mosaic logo no primeiro mês da implantação destes novos serviços e nosso horizonte é que possamos captar volumes que podem chegar a 17% ainda em 2025”, complementa Carolina.

A VLI é a principal empresa atuante no transporte ferroviário de insumos para fertilizantes no Brasil, movimentando cerca de 10 milhões de toneladas anualmente. A companhia tem um papel fundamental nos fluxos de insumos importados, desde os terminais portuários localizados nos Corredores Leste, Norte e Sudeste até os clientes que os beneficiam para entrega ao produtor rural.

Corredor Sudeste da FCA

O corredor Sudeste da Ferrovia Centro-Atlântica é um sistema logístico de alta eficiência, que atende fluxos de importação e de exportação por meio do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita, o Tiplam. Sua área de cobertura abrange estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal, movimentando açúcar, grãos e fertilizantes, majoritariamente.

A estrutura do corredor também inclui dois terminais integradores, em Uberaba (MG) e Guará (SP), onde é feito o transbordo da carga para o sistema ferroviário. Além da alta eficiência ofertada aos clientes, o Tiplam também gera impactos positivos na região da Baixada Santista, uma vez que todos os seus fluxos de exportação são feitos por ferrovia, contribuindo para o trânsito e o ambiente da região, uma vez que o modal ferroviário é até nove vezes menos intensivo que o rodoviário na emissão de CO² na atmosfera.

Fonte: Datamar News

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Portos

Integração estratégica: Porto de Imbituba recebe comitiva da FIESC

No dia 1º de julho, o Porto de Imbituba recebeu a visita institucional da comitiva da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). O grupo foi liderado pelo Presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, e contou com a presença de outros diretores e convidados. A Autoridade Portuária foi representada pelo diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

A programação teve início com uma apresentação institucional, na qual foram detalhados o funcionamento e os projetos da Autoridade Portuária. Na sequência, os visitantes realizaram uma visita guiada ao cais, onde puderam acompanhar, in loco, as operações portuárias em andamento.

“Receber a comitiva da FIESC é uma grande honra para o Porto de Imbituba. Esta visita marca uma importante aproximação entre o setor portuário e a indústria catarinense, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento integrado e sustentável do estado”, destacou Christiano Lopes.

“É uma alegria estar no Porto de Imbituba. Santa Catarina tem a vantagem de contar com cinco portos, o que nos torna o segundo estado em movimentação de contêineres no país”, destaca Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC.

“As cidades portuárias, como Imbituba, crescem acima da média, mostrando que o porto é um verdadeiro motor de desenvolvimento regional. Com a conclusão da BR-285, o Sul terá ainda mais potencial logístico. Parabéns à gestão do porto. A FIESC segue ao lado de iniciativas que fortalecem nossa indústria e economia”, completa Aguiar.

A visita reforça o papel estratégico do Porto de Imbituba como elo entre a produção industrial de Santa Catarina e os mercados nacionais e internacionais.

Fonte: Porto de Imbituba

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Portos

Porto de Imbituba inicia temporada de monitoramento de cetáceos

SCPAR Porto de Imbituba deu início às atividades do Programa de Monitoramento de Cetáceos e nesta última semana de junho ocorreu o treinamento prático e teórico das equipes de campo para aprimoramento da atividade durante a temporada. A observação terrestre inicia no dia 1º de julho e segue até o dia 30 de novembro.

As equipes de campo irão realizar diariamente o monitoramento terrestre através de dois pontos de observação, que utilizam a metodologia de ponto fixo para fazer as avistagens dos grupos de baleias francas. Ao longo da temporada ainda serão realizados sobrevoos para verificar quantas baleias francas estão presentes no litoral sul de Santa Catarina, momento em que é feita a fotografia de cada mamífero e também observado os locais de maior concentração dos grupos.

As perspectivas são boas para este ano, já que o monitoramento terrestre ocorre em dois pontos: a equipe principal conta com três observadores com visão para a enseada do Porto de Imbituba e outra equipe com dois observadores fica na enseada da praia da Ribanceira. Além do acompanhamento por terra, estão previstos ainda a realização de três sobrevoos para censo e fotoidentificação ao longo de toda APA (Área de Proteção Ambiental) da Baleia Franca.

Ao longo da temporada, a SCPAR Porto de Imbituba também realizará o Procedimento Interno de Boas Práticas, que busca informar e conscientizar os comandantes e tripulações das embarcações sobre a possível presença destes mamíferos marinhos nas áreas de navegação. A ação é feita por meio de vídeo educativo em inglês, entrega de folhetos e cartazes nos navios para conscientização ambiental, além da emissão de avisos e alertas para cuidados redobrados, caso constatada a presença de baleias durante as manobras dos navios.

“A região costeira de Imbituba é o principal ponto de aproximação desses mamíferos marinhos, então é de extrema importância a realização do monitoramento para garantir a conservação e a segurança da espécie, concomitante com as operações portuárias”, afirma Christiano Lopes, diretor-presidente do Porto de Imbituba.

“As baleias francas foram caçadas durante séculos ao longo de toda a costa brasileira, chegando ao ponto de não ocorrer mais avistagem desses animais na costa catarinense por alguns anos. Atualmente podemos observar que a população destes mamíferos marinhos vem crescendo ano após ano”, destaca Paulo Márcio de Souza, gerente do departamento de saúde, segurança e meio ambiente do Porto de Imbituba.

“Imbituba foi a última armação baleeira a ser fechada no litoral catarinense e de certa forma temos uma dívida com esses magníficos animais, então o programa de monitoramento de cetáceos é uma forma de compensar também tudo o que foi feito no passado e é realizado com muito carinho e cuidado pelo porto de Imbituba”, completa Souza.

“O Programa de Monitoramento das Baleias Francas tem como objetivo principal o desenvolvimento das atividades portuárias de forma harmoniosa com o meio ambiente, respeitando o período reprodutivo dessa espécie tão especial em nossa região”, destaca Camila Amorim, Oceanógrafa da SCPAR Porto de Imbituba.

Fonte: Portal Portuário

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Logística, Portos

Inédita no país, concessão de dragagem terá edital publicado em julho

Operação do canal de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina será privada; Antaq deve aprovar em 11 de julho e Ministério prevê disputa em leilão

O edital definitivo da primeira concessão de dragagem do país, que engloba todo o canal de acesso aquaviário aos portos de Paranaguá (PR) e Antonina (PR), deve ser publicado até o dia 15 de julho.

A informação foi dada pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila, em entrevista à CNN. O edital será analisado em reunião de diretoria da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) no dia 11 de julho.

De acordo com Ávila, o Ministério de Portos e Aeroportos decidiu acatar todas as determinações e recomendações feitas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Com base em conversas com empresas interessadas, o secretário aposta em pelo menos duas ofertas no certame.

“Nada indica que será leilão de uma [proposta] só. Acreditamos que haverá disputa”, diz Ávila.

O edital vai prever exigência de participação mínima de 15%, nos consórcios, de empresas especializadas em dragagem.

Para o secretário, o mais provável é que se formem consórcios entre empresas de dragagem e operadoras de terminais portuários no Paraná.

Na primeira categoria, ele afirma ter percebido o interessa da brasileira DTA Engenharia, da holandesa Van Oord e da belga Jan de Nul.

Com a publicação do edital, a tendência é realizar efetivamente o leilão entre o fim de agosto e o início de setembro. O ministério conversa com a B3, em São Paulo, sobre possíveis datas.

O segundo bloco de arrendamentos portuários de 2025, com pouco mais de R$ 1 bilhão de investimentos previstos, será oferecido no mesmo leilão.

O bloco contempla os terminais de granéis sólidos VCD29, em Vila do Conde (PA), e POA26, em Porto Alegre; o terminal de apoio logístico offshore RDJ07, no Rio de Janeiro; e o terminal de passageiros TMP, em Maceió.

Ineditismo

A concessão do canal de acesso aquaviário ao complexo portuário de Paranaguá e Antonina será a primeira do gênero no Brasil e na América Latina.

O complexo é o maior do país na movimentação de soja (grãos, farelo e óleo) e responde pela descarga de 33% dos fertilizantes importados pelo Brasil.

Também tem um dos maiores investimentos chineses no setor portuário brasileiro, com a China Merchants, que opera o Terminal de Contêineres de Paranaguá.

A intenção é agilizar uma série de obras e intervenções que costumam se arrastar por anos, em meio à dificuldade com órgãos de controle e recursos judiciais, quando realizadas pelo poder público.

A futura concessionária será responsável pela gestão do ativo por 25 anos e fará investimentos de R$ 1,2 bilhão.

O canal de acesso de um porto é a via pela qual as embarcações trafegam até atracar nos berços para carregar ou descarregar suas mercadorias.

Além da dragagem de manutenção, ela precisará fazer o aprofundamento do calado de 13,5 metros para 15,5 metros. Isso permitirá a chegada de navios maiores aos portos paranaenses.

A futura concessionária também executará investimentos e melhorias em sinalização, balizamento náutico e implantação de um novo sistema de monitoramento e controle de tráfego de embarcações.

Entre os ajustes determinados ou recomendados pelo TCU estão uma mudança no compartilhamento de risco de demanda e o estabelecimento de desconto máximo de 12,79% sobre as tarifas de referência que serão aplicadas sobre as cargas.

No leilão, se um grupo apresentar oferta que alcance esse desconto máximo, o critério de disputa passa a ser o maior de valor de outorga.

Fonte: CNN Brasil


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Portos

Portos do norte da Europa estariam em crise

Os principais portos do norte da Europa enfrentam um dos congestionamentos mais graves dos últimos anos, segundo a Kuehne+Nagel.

Paolo Montrone, diretor global de comércio logístico marítimo, alertou que a situação pode se estender por vários meses. Os navios não chegam nos horários programados, o que gera acúmulo em terminais já saturados, explicou o executivo.

Greves e insatisfação trabalhista afetaram os cronogramas das alianças marítimas, complicando ainda mais a operação portuária. Além disso, mudanças recentes nas alianças entre transportadoras aumentaram a incerteza quanto à rotação e frequência dos navios.

A logística terrestre também está sob pressão devido a fatores externos, indicou Montrone. O baixo nível do rio Reno afetou as barcaças e forçou o desvio de carga para trens e caminhões.

Essas redes terrestres já operam próximas do limite, o que agrava ainda mais a situação logística na região. Para Montrone, o problema não é conjuntural, mas estrutural, e requer medidas urgentes de planejamento estratégico.

Ele recomenda diversificar os corredores logísticos, mesmo que isso implique custos mais altos, incluindo opções em portos do sul da Europa. Rotas intermodais pelo Adriático e pela Europa Oriental podem oferecer algum alívio no curto e médio prazo.

Também sugere mudar a estratégia de estoques, abandonando o modelo “just-in-time” para cargas críticas. Preparar-se para prazos de entrega mais longos será essencial para evitar maiores interrupções, concluiu. “É hora de agir antes que a disrupção se torne paralisia”, alertou.

A crise atual nos portos do norte reflete uma vulnerabilidade crescente na cadeia logística global que não pode ser ignorada.

Fonte: Todo Logística News

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Investimento, Portos

Investimento de R$ 589 milhões acelera expansão do Porto de Paranaguá (PR) e eleva capacidade para 2 milhões de toneladas de granéis líquidos por ano

A Liquipar Operações Portuárias oficializou na última terça-feira (24) um investimento de R$ 589 milhões para a expansão do Terminal PAR50, localizado no Porto de Paranaguá (PR). O plano de investimento contempla a construção de um novo píer, dragagem da área de acesso aquaviário, ampliação do parque de tancagem e modernização completa dos sistemas operacionais. Ao término das obras, a capacidade do terminal será ampliada para 2 milhões de toneladas por ano de granéis líquidos, posicionando Paranaguá como um dos principais hubs logísticos do país para o escoamento de combustíveis, produtos químicos, óleos vegetais e insumos agrícolas.

“Este investimento reforça nosso compromisso com o desenvolvimento logístico do Brasil. Estamos gerando empregos, fortalecendo a infraestrutura estadual e contribuindo com a economia regional. Paranaguá se consolida como um polo estratégico nacional para o abastecimento de granéis líquidos”, destacou Juliano Antunes, CEO da Liquipar.

A cerimônia, realizada no próprio terminal, contou com a presença do prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, e do CEO da Liquipar, Juliano Antunes, onde simbolicamente firmaram um compromisso para o início do processo de licenciamento junto ao município.

Geração de empregos e impacto socioeconômico

A expansão deverá gerar cerca de 500 empregos diretos e indiretos durante a fase de obras, além de dezenas de vagas permanentes após o início da nova operação. O impacto vai além da empregabilidade, promovendo o aquecimento da economia local, o fortalecimento de negócios da região e o aumento da arrecadação municipal.

Desde que assumiu a gestão do Terminal PAR50, em março de 2024, a Liquipar já investiu R$ 33,7 milhões na recuperação estrutural da antiga Alcopar, além de melhorias operacionais e reforços na segurança. Também foram pagos R$ 7 milhões em outorgas e tarifas à autoridade portuária. Ainda estão previstos R$ 25 milhões para a modernização do terminal químico, anteriormente operado pela União-Vopak.

Atualmente, a Liquipar já disponibiliza ao mercado 38 mil m³ de capacidade instalada para líquidos inflamáveis e combustíveis. Em breve, entrará em operação uma nova estrutura voltada à armazenagem de líquidos não inflamáveis, com 32 mil m³ adicionais, ampliando a oferta e diversificando o portfólio logístico da companhia.

Ambiente regulatório mais eficiente

Durante a cerimônia, o prefeito Adriano Ramos anunciou oficialmente a extinção do Termo de Anuência Prévia (TAP), medida que reduz a burocracia para novos investimentos no município.

“A retirada da TAP representa um avanço significativo na melhoria do ambiente de negócios. Paranaguá se mostra hoje mais competitiva, segura e atrativa para investidores”, afirmou o prefeito.

Preparação para atender à crescente demanda

O Porto de Paranaguá vem apresentando crescimento contínuo na movimentação de granéis líquidos nos últimos anos. O investimento da Liquipar responde diretamente a essa tendência, com foco em tecnologia, eficiência e segurança.

“Nosso terminal está preparado para atender à crescente demanda nacional por combustíveis, óleos vegetais, químicos e fertilizantes. Atuamos com tecnologia de ponta, processos modernos e rigorosos padrões de segurança operacional”, reforçou Antunes.

Fonte: Datamar News

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Portos

Antaq libera uso das áreas públicas do porto pra JBS movimentar contêineres

Liberação atende pedido pra alavancar operações; Intersindical teme fim de espaço pra carga geral

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou o adensamento das áreas públicas do Porto de Itajaí para a movimentação de contêineres pela JBS Terminais. O pedido feito pela empresa em fevereiro teve decisão favorável pela Antaq no mês passado. Em manifesto nesta semana, a Intersindical dos trabalhadores portuários demonstrou preocupação com os impactos da medida às operações de carga geral.

O adensamento portuário permite a expansão da área física do porto, visando aumentar a capacidade de movimentação e armazenagem de cargas. Em Itajaí, o projeto prevê o uso da área B (berços 3 e 4) do cais público, a conexão do Recinto Alfandegado Contíguo (RAC) à área primária do porto e a demolição do armazém 3 do pátio público, entre outras adequações, num investimento imediato de R$ 23 milhões pela JBS.

Conforme a Antaq, o adensamento abrange área de 61.340,33 m², dos quais 13.340,33 m² são da área B do cais público, mais 48 mil m² que incluem trechos de área primária (31 mil m²) e retroárea (17 mil²). No total, o contrato da empresa somaria 141.286,75 m². Na prática, a JBS “dominaria” o porto, sem a atual divisão de áreas pública e arrendada dentro do mesmo terminal.

A empresa alega que o adensamento trará ganhos operacionais, vai reduzir custos e melhorar o aproveitamento da infraestrutura. O uso da área pública aumentaria a capacidade de armazenamento em 2100 TEUs (unidade de contêiners de 20 pés), elevando a armazenagem do porto para 10.047 TEUs. A ampliação também atenderia a projeção de movimentação de contêineres, de 44.100 para 49.335 TEUs por mês.

Na liberação, a Antaq destacou o plano de investimentos da JBS para melhorias operacionais e logísticas. Segundo avaliação da Secretaria Nacional de Portos, além de gerar ganhos imediatos, o investimento antecipará parte das melhorias previstas para o arrendamento definitivo. A proposta também estaria alinhada ao modelo da futura concessão, que prevê um único operador no porto.

“O investimento proposto de R$ 23 milhões permitirá a modernização da infraestrutura portuária, incluindo pavimentação, melhorias na rede elétrica, atualização do sistema de vigilância e reforço da infraestrutura dos berços, elevando a segurança operacional e a eficiência das operações”, informou a secretaria em nota técnica no processo.

Não é prevista mudança na forma de remuneração no contrato de arrendamento da JBS, sendo mantido o pagamento conforme a movimentação de carga. A decisão também manteve a meta mínima de movimentação, de 44 mil TEUs, e pontuou que o adensamento não poderá prejudicar as operações de carga geral.

Preocupação dos trabalhadores portuários

A Intersindical dos Trabalhadores Portuários de Itajaí encaminhou manifesto à Secretaria Nacional de Portos na terça-feira, demonstrando preocupação com o adensamento das áreas públicas do porto para as operações de contêineres. O documento é assinado pelo presidente da Intersindical e do Sindicato dos Arrumadores, Ernando João Alves Júnior, o Correio.

Para ele, a movimentação de cargas conteinerizadas no porto inteiro coloca em risco a manutenção das operações de carga geral. Correio considerou que, embora a Antaq tenha determinado que o adensamento não atrapalhe a carga geral, o uso da área pública e a demolição do armazém 3 não vão contribuir pra demanda da operação de carga geral, afetando a categoria.

Para evitar prejuízo às operações, a Intersindical quer uma nova área para cargas gerais. A cobrança junto ao governo federal é que o investimento seja incluindo no edital do leilão do porto, previsto pra ser lançado no ano que vem.

“Requeremos que haja destinação de verbas por parte do Governo Federal para a aquisição de áreas que deverão servir à manutenção da carga geral, visto que já foi anunciado milhões em investimento no Porto de Itajaí, no que pese a aquisição de novas áreas não ter sido contemplada, entendemos dever ser tratado com prioridade”, defendeu Correio.

No manifesto, a entidade também cobrou a criação do pátio de estacionamento para os caminhões de contêineres. A falta do espaço provoca filas no acesso ao porto em dias de grande movimentação, impactando na mobilidade urbana. Com o adensamento, a JBS promete maior eficiência nas operações, com redução do tempo de espera, o que deve minimizar o tráfego de caminhões no entorno do porto.

Investimentos pra expansão e modernização do porto

O adensamento de áreas e melhorias na infraestrutura do Porto de Itajaí estão previstos nos investimentos anunciados pelo governo federal durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Itajaí, em maio. O pacote soma R$ 844 milhões em projetos de infraestrutura, modernização e ampliação da capacidade do complexo portuário.

No terminal peixeiro, o projeto de adensamento do RAC e entorno à área primária do porto tem investimento estimado em R$ 45 milhões e ampliará a capacidade operacional do porto. O RAC fica entre a rua Blumenau e a Caninana, com área de 25 mil m², e será integrado ao pátio principal no plano de expansão.

No porto, há projeto de R$ 20 milhões pra melhorias na rede elétrica e de iluminação, e compra de um novo scanner, no valor de R$ 12 milhões. Em processo de retomada das operações, a JBS projeta crescimento da movimentação nos próximos meses até a capacidade máxima atual, de 558 mil TEUs por ano. A empresa anunciou R$ 90 milhões em novos investimentos e duas novas linhas para o incremento das operações.

Grupo técnico vai discutir criação da Docas de Itajaí

A Secretaria Nacional de Portos criou o grupo técnico pra discutir a proposta de criação da empresa pública federal que será a Autoridade Portuária do Porto de Itajaí no lugar do Porto de Santos. A medida cumpre anúncio do ministro dos Portos, Sílvio Costa Filho, durante visita da comitiva presidencial na cidade, em maio.

O grupo tem 90 dias pra concluir o trabalho. Serão feitas análises técnicas, jurídicas, administrativas e financeiras sobre a criação da empresa e a proposta do modelo jurídico adequado. Também caberá ao grupo avaliar os impactos da nova empresa sobre as atividades portuárias e os atuais contratos do Porto de Itajaí.

Com todas as análises concluídas, o texto final do trabalho servirá como base para a criação da Medida Provisória (MP) que criará a autoridade portuária do Porto de Itajaí, vinculada ao Ministério dos Portos. Com a criação de nova empresa, o complexo portuário contará com gestão própria e autonomia na administração dos recursos.

Fonte: Diarinho

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