Comércio, Comércio Exterior, Portos

Novo recorde na movimentação de contêineres no Porto de Santos

Volume total movimentado no primeiro semestre foi de 88,3 milhões de toneladas, um aumento de 7,8%

O Porto de Santos alcançou um novo recorde histórico na movimentação de contêineres no primeiro semestre de 2025. Ao todo, foram movimentados 2,8 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o que representa um crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 2,6 milhões de TEUs. Além do desempenho expressivo, o Porto também ampliou sua participação na corrente comercial brasileira, atingindo 29,9% em junho, o maior percentual dos últimos quatro anos. Na sequência, aparecem o Porto de Paranaguá (7,7%), o Porto de Itaguaí (5%) e o Aeroporto de Guarulhos.

O volume total movimentado no primeiro semestre foi de 88,3 milhões de toneladas, desempenho próximo ao recorde histórico de 89,1 milhões registrado em 2022. O resultado representa o segundo melhor da história do Porto de Santos. No detalhamento por tipo de operação, os desembarques alcançaram 22,84 milhões de toneladas, com crescimento de 1,2% em relação ao mesmo período de 2024. Já os embarques somaram 65,49 milhões de toneladas.

O mês de junho também registrou recorde mensal de contêineres: 511,2 mil TEUs, alta de 16,3% em relação ao mesmo mês de 2024. No total, foram movimentadas 16,04 milhões de toneladas, sendo o segundo melhor resultado para o mês. O fluxo de importações e cabotagem cresceu 3%, com 4,19 milhões de toneladas, enquanto os embarques somaram 11,84 milhões.

A soja (grãos e farelo) é a principal carga movimentada no porto, com 29,61 milhões de toneladas, alta de 2,6%. Em seguida, aparecem o açúcar (8,83 milhões) e a celulose, que vem crescendo de forma consistente (4,71 milhões, com um aumento de 21,4%).

Fonte: Modais em Foco

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Logística

Logística moderna é chave para a competitividade

Estudos apontam que a logística estratégica pode reduzir os custos

Apesar de investir R$ 538 bilhões por ano em logística, o agronegócio brasileiro ainda enfrenta gargalos que comprometem sua eficiência e competitividade. Segundo Joelma Vieira, Head de Logística na Senior Sistemas, a falta de armazenagem adequada e a dependência do transporte rodoviário elevam os custos logísticos para até 40% do valor final dos produtos.

O país consegue armazenar apenas entre 60% e 70% da produção agrícola, sendo que só 20% dessa capacidade está nas fazendas. Isso obriga os produtores a escoar as safras simultaneamente, gerando congestionamentos e perdas comerciais. Além disso, o excesso de burocracia e a falta de rastreabilidade agravam os atrasos, especialmente nos picos de safra.

A adoção de tecnologias logísticas, como sistemas TMS e WMS, tem mudado esse cenário. Empresas que investem em digitalização já alcançam reduções de até 85% no tempo de liberação de veículos e de 30% nas perdas por vencimento de produtos. “No setor de defensivos agrícolas, químicos, sementes e fertilizantes, um dos clientes da multinacional de tecnologia que utiliza sistemas integrados já gerencia mais de 47 centros de distribuição, processando 36 mil notas fiscais de entrada e 126 mil de saída, com rastreabilidade total. No setor de biodiesel, sistemas de gestão de pátio administram 14 mil agendamentos mensais, chegando a 30 mil durante a safra”, comenta.

Estudos apontam que a logística estratégica pode reduzir os custos em até 15% e melhorar o nível de serviço em até 30%. Com isso, fica claro que a transformação digital deixou de ser uma escolha e passou a ser um passo essencial para o futuro do agro.

Fonte: AgroLink

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Portos

Maersk tem pedido liminar negado na Justiça após questionar leilão do Tecon Santos 10

A primeira instância da Justiça Federal indeferiu o pedido da Maersk Brasil para retroceder o processo do megaterminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos (SP), que atualmente tramita no TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo o juiz Paulo Cezar Neves Júnior, da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, a questão concorrencial do leilão – proposto para ocorrer em duas fases – foi previamente analisada pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Para o magistrado, não há necessidade de nova audiência pública, uma vez que duas já foram realizadas.

A empresa contestou as regras do leilão aprovado pelo órgão regulador e solicitou que a Justiça Federal suspendesse liminarmente a determinação da ANTAQ que estruturou o modelo da licitação em duas etapas. Na decisão sobre a liminar, o juiz lembrou que, em 2022, foi realizada uma consulta pública sobre o tema, ocasião em que a discussão sobre a questão concorrencial do leilão foi tratada. 

De acordo com o magistrado, o tema também foi analisado e debatido por meio de um GT (Grupo de Trabalho) da ANTAQ, criado para estudar e elaborar um parecer sobre os aspectos concorrenciais do projeto. “Os achados do GT, materializados no Parecer Técnico nº 1 (Anexo 7 – SEI 2609560), dão dimensão da intensidade com que a questão concorrencial relativa ao mercado relevante do projeto foi debatida”, destacou.

O juiz também lembrou que, em janeiro deste ano, o poder concedente “informou acerca da revisão dos estudos do arrendamento do Tecon Santos 10 e de sua aptidão para nova audiência pública, assim como solicitou expressamente que fosse realizada nova análise concorrencial”, conforme consta na decisão.

A resposta do Judiciário ao pedido de liminar da Maersk, publicada nesta terça-feira (21), já era esperada pelos interessados no certame do Tecon Santos 10. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, vem reafirmando publicamente que respeita o entendimento da ANTAQ e aguarda decisão técnica do TCU sobre o tema.

Até o momento, não há qualquer análise apresentada pelos técnicos do tribunal de contas no processo que avalia os atuais estudos apresentados pelo governo para a licitação do terminal de contêiner.

O governo federal e a agência reguladora se tornaram alvo de críticas por vedarem na primeira fase do certame – conforme proposto no projeto – a participação de grandes empresas que já operam terminais de contêineres no Porto de Santos. O TCU realizará no dia 31 de julho, das 13h30 às 18h, um painel de referência sobre a concessão do terminal de contêineres.

Fonte: Agência Infra

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Logística, Tecnologia

Mega operação logística da BYD! Desembarca mais de 2 mil veículos em tempo recorde no Brasil

A cidade de Itajaí, em Santa Catarina, foi palco de um feito inédito para o setor: a desova e movimentação de mais de dois mil veículos da BYD, a gigante chinesa que vem transformando o mercado automotivo global e brasileiro.

A complexidade da carga em contêineres e a agilidade necessária para o processo foram superadas por uma empresa local, consolidando a região como um polo estratégico para a distribuição de carros no país.

A gigante logística em ação: dois mil veículos da BYD desembarcam em Itajaí

operação logística que movimentou mais de dois mil veículos da BYD em Itajaí é um testemunho da capacidade e infraestrutura do setor no Sul do Brasil.

O processo, liderado pela Tecadi, uma das principais operadoras logísticas da região, começou com a chegada de mais de 665 contêineres no Porto de Itajaí, todos vindo diretamente da China. A dimensão da carga em contêineres já indicava a grandiosidade do desafio.

Desde o final de junho, quando a carga aportou, a operação não parou. Funcionando 24 horas por dia, a equipe da Tecadi orquestrou um verdadeiro balé de veículos e equipamentos.

O processo incluiu o transporte rodoviário dos contêineres do porto até o centro logístico da empresa em Itajaí, o descarregamento minucioso de cada veículo de dentro dos contêineres usando empilhadeiras especializadas e, por fim, o armazenamento seguro antes da distribuição para todo o território nacional.

Essa agilidade é crucial para que os veículos da BYD cheguem rapidamente às concessionárias e, consequentemente, aos consumidores brasileiros.

Rafael Dagnoni, co-fundador da Tecadi, destacou a importância do feito: “Esta operação marca um novo marco para a empresa, reforçando a confiança de grandes marcas globais na nossa infraestrutura e demonstrando nossa capacidade de executar operações complexas com agilidade, tecnologia e alinhamento com princípios de sustentabilidade e inovação.”

Essa confiança da BYD em um operador brasileiro sublinha a importância estratégica de Itajaí na cadeia de suprimentos da montadora.

Carga em contêineres: o desafio e a eficiência na desova dos veículos BYD

A movimentação de veículos automotores em carga em contêineres é um processo logístico que exige expertise e equipamentos específicos.

Diferente do transporte em navios roll-on/roll-off (que permite aos veículos rodarem para dentro e para fora do navio), o método em contêineres, embora mais complexo na desova, oferece vantagens em termos de segurança e proteção da carga contra intempéries e avarias durante o transporte marítimo.

Para a BYD, que vem expandindo rapidamente sua presença no mercado brasileiro, essa operação logística eficiente é vital.

Ela garante que os dois mil veículos da BYD desembarquem em perfeitas condições e estejam prontos para a distribuição. Melissa Toresin, supervisora de importação e exportação da BYD Auto do Brasil, elogiou o sucesso e a agilidade da movimentação dos veículos, ressaltando a “excelência operacional” da empresa parceira.

Essa colaboração é fundamental para o cumprimento dos prazos e para a satisfação da demanda crescente pelos carros eletrificados da marca.

Itajaí: o polo logístico que atrai gigantes como a BYD

A escolha de Itajaí para essa monumental operação logística não foi por acaso. A cidade e seu porto consolidaram-se como um dos principais hubs logísticos do Brasil, especialmente para o Sul e Sudeste do país.

Com operadoras logísticas proeminentes, infraestrutura robusta e uma localização estratégica, Itajaí oferece as condições ideais para movimentações de grande volume e alta complexidade.

A Tecadi, com mais de 18 anos de experiência e uma estrutura moderna que inclui mais de 300.000 m² de área de armazenagem e uma frota de mais de 460 veículos, demonstra a capacidade local para atender às necessidades de empresas do porte da BYD.

A capacidade de operar 24 horas por dia, sete dias por semana, entre os portos, é um diferencial que garante a fluidez necessária para a operação logística de volumes tão expressivos.

O sucesso na desova dos dois mil veículos da BYD é um testemunho da crescente importância de Itajaí no cenário logístico nacional, reforçando seu papel como porta de entrada para a chegada de veículos, especialmente os elétricos e híbridos que desenham o futuro da mobilidade no Brasil.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Comércio

Regulamentação da cabotagem traz mais competitividade ao modal, diz FIESC

Decreto assinado no último dia 16 visa estimular o transporte marítimo de cargas domésticas entre portos brasileiros; Federação destaca que planejamento intermodal precisa incluir centros logísticos e investimento no acesso aos portos

O decreto que regulamenta as operações de cabotagem entre portos brasileiros, assinado no último dia 16, traz mais segurança jurídica e flexibilidade para as operações, na avaliação da Federação das Indústrias de SC (FIESC).

Entre os pontos positivos da regulamentação da chamada BR do Mar está a flexibilização de aluguel de embarcações, que tem potencial para elevar a concorrência e a oferta de linhas de navegação, permitindo diminuir a utilização de caminhões para grandes distâncias.

Para o presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano, a regulamentação estimula a cabotagem, sendo uma alternativa de curto prazo para contribuir para a diversificação da matriz de transporte no Brasil, que é predominantemente rodoviária.

A entidade defende que a nova regulamentação poderá trazer mais competitividade para a cabotagem. Hoje, o modal é competitivo para distâncias acima de 1.220 km entre a origem e o destino. Entre os benefícios do modal, a Federação destaca a diminuição dos acidentes nas rodovias, o consumo até oito vezes menor combustível que o caminhão, a menor emissão de CO2 – apenas 2,4% na comparação com um caminhão transportando a mesma quantidade de carga – e a redução da necessidade de investimentos na conservação e manutenção das rodovias. Além disto representa índices próximos de zero em ocorrências de roubo de cargas, menor risco de avarias e redução de custo na contratação de seguro. 

Desafios

A despeito do potencial da cabotagem no Brasil, a FIESC explica que ainda restam desafios a serem superados. Em sua Agenda da Infraestrutura, a Federação destaca a necessidade de um planejamento adequado e integrado das cadeias logísticas de suprimento e distribuição da produção catarinense, com a criação de centros integrados de logística que permitam ganhos de escala e eficiência nos transbordos de operações intermodais. “Por ser um transporte intermodal, a cabotagem precisa ser pensada num contexto maior, de planejamento de corredores logísticos integrados. O Plano Estadual de Logística (PELT) terá um papel fundamental para a adoção do modal”, explica Martorano.

Na avaliação da FIESC, para que a cabotagem cumpra seu papel para reduzir custos de frete e auxiliar na redução de emissões de gases do efeito estufa, os terminais portuários terão de estar melhor preparados para a eficiência e fluidez destas operações.

Para a indústria, a cabotagem também representa uma alternativa para reduzir custos e emissões. Com a possibilidade de receber insumos a custos menores, também é um fator relevante para a indústria de transformação, assim como entregar produtos de maior valor agregado aos maiores mercados consumidores brasileiros. 

Até o momento, as soluções logísticas porta a porta têm sido a opção mais viável para a indústria, com os operadores logísticos intermodais ampliando a oferta de serviços, conforme apurado pela Revista Indústria e Competitividade.

A expectativa do governo federal é de que o programa BR do Mar (Lei 14.301/2022), reduza o custo do frete em cerca de 15% e represente uma economia de até R$ 19 bilhões anuais nos custos logísticos. Estimativas da Infra S.A. apontam que um eventual aumento de 60% no transporte por cabotagem de carga conteinerizada pode representar 530 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano a menos na atmosfera, quando comparado com o modo de transporte rodoviário.

Atualmente, a cabotagem representa 11% da carga total transportada por navios e o Plano Nacional de Logística (PNL) projeta um crescimento de 15% nos próximos 10 anos, devido à tendência de redução de custos. O valor médio do frete de uma tonelada transportada por cabotagem é 60% menor que o transporte rodoviário e 40% menor que o ferroviário.

O modal em SC

Em 2024, Santa Catarina ocupou a segunda posição na movimentação de contêineres (TEUs) via cabotagem no país, com 14,2% do total operado no Brasil. Entre os principais produtos movimentados estão plásticos e suas obras, carnes e miudezas de frango, polímeros de etileno, papel e cartão kraft e madeira serrada. Dados da Antaq apontam que a Portonave lidera a movimentação de contêineres via cabotagem com 54,4% do total em SC. O Porto Itapoá está na segunda posição, com 35,5% do total, seguido por Imbituba (8,9%) e Itajaí (1,1%).

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressalta que dispositivos importantes relacionados à plena execução do novo Marco Legal da Cabotagem ainda deverão ser regulamentados neste ano e defende a participação do setor industrial nas Consultas Públicas. A CNI argumenta que a presença no debate é importante para garantir que o texto proposto nas portarias esteja alinhado não apenas às necessidades do setor transportador, como da indústria naval brasileira e dos usuários do transporte por cabotagem.

Fonte: FIESC

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Evento

Desafios e oportunidades na mudança global: o papel do Brasil no mundo vai permear a Logistique e Logistique Summit 2025

A rivalidade crescente entre os Estados Unidos e a China tem gerado um impacto significativo em todas as economias, e o Brasil, apesar dos desafios, se destaca como um potencial protagonista nesse cenário. A desinflação global, por exemplo, pode resultar na redução dos preços de combustíveis e insumos agrícolas, beneficiando o robusto mercado de commodities brasileiro. 

No entanto, essa situação apresenta um paradoxo: enquanto alguns setores enfrentam dificuldades, outros podem se beneficiar substancialmente. Especialistas acreditam que o Brasil poderá lidar com essa crise de forma mais resiliente do que muitas economias desenvolvidas, principalmente devido à sua forte produção agropecuária.

Em um mundo marcado por profundas transformações econômicas e tensões geopolíticas, o Logistique Summit surge como um espaço de reflexão e oportunidade para o Brasil como parte da feira Logistique 2025. O evento, que acontecerá de 12 a 14 de agosto no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú, promete reunir líderes do setor de logística, comércio exterior e relações internacionais para discutir as novas dinâmicas que moldam a economia global.

Leonardo Rinaldi, CEO da Logistique, ressalta a importância do momento: “Enquanto o mundo navega por águas turbulentas, o Brasil poderá se posicionar como um player estratégico em um tabuleiro econômico em constante mudança. O país terá a oportunidade de reforçar sua presença no mercado global, explorando seu potencial e aproveitando lacunas abertas por outras nações.”

Um evento estratégico para o setor

A edição deste ano da Logistique e Logistique Summit promete ser uma das mais significativas, com a expectativa de atrair mais de 200 expositores e 16 mil visitantes. Neste contexto, o evento abordará temas cruciais como macroeconomia, geopolítica, alianças econômicas, sustentabilidade e inovação. A previsão é de um crescimento de 60% em relação ao ano anterior, refletindo a crescente relevância do setor.

A mudança de localização do evento, que ocorreu no ano passado ao ser transferido de Joinville para Balneário Camboriú, foi uma estratégia acertada. A nova sede está situada próxima ao maior entrelaçamento rodoviário do Sul do Brasil e a menos de 200 quilômetros dos principais aeroportos da região, o que facilita a logística e o acesso a mercados.

Cenário favorável para o comércio exterior

Balneário Camboriú está no centro da região Sul, que exportou mais de US$ 56,9 bilhões e registrou uma corrente de comércio de US$ 123,3 bilhões no ano passado. Para 2025 a expectativa é de que as vendas externas brasileiras cresçam até 20%. A produção industrial em SC continua avançando acima da média nacional e desponta com a maior alta do país no acumulado do ano. Em fevereiro, o setor no Estado cresceu 8,1% e as exportações brasileiras, 16%.

A economia de Santa Catarina também cresceu 5,7% no ano passado e liderou a alta no País, segundo estatísticas do Banco Central (BC). Esse indicador de atividade econômica do BC funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). A média brasileira foi de 3,8%. Isso impacta diretamente no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense de 2024, que tem a segunda maior projeção de crescimento da década. A estimativa é de 5,3%, ficando atrás apenas de 2021

“Com um crescimento expressivo previsto para 2025 e uma nova localização já aprovada pelos mercados, a Logistique promete ser um evento imperdível para empresários e profissionais do setor”, conclui Leonardo Rinaldi. O Logistique Summit não apenas reforça a importância do Brasil no cenário global, mas também se posiciona como um catalisador para o desenvolvimento e a competitividade das empresas participantes.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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Internacional, Logística

Primeiro passo para constituir um corredor fluviomarítimo entre Punta Quilla e La Plata

Representantes de entidades públicas e empresas privadas confirmaram seu interesse em desenvolver um serviço quinzenal

Ontem, com a coordenação da Associação Intermodal da América do Sul (AIMAS), foi dado um passo decisivo rumo à criação de um corredor logístico entre o Porto Punta Quilla (Santa Cruz) e o Porto La Plata (Buenos Aires), integrando caminhão, porto, navio, porto e caminhão em uma operação intermodal de cabotagem.

Nesse contexto, foi realizado um encontro virtual com a participação do presidente do Consórcio de Gestão do Porto La Plata, José María Lojo; do coordenador da Unidade Executora Portuária de Santa Cruz (UNEPOSC), Walter Uribe; do administrador do Porto Punta Quilla, Ricardo Rodríguez; dos diretores da TECNOMyL S.A., Aníbal e Pablo Mocchi; e do importador Paulino Rossi.

Também participaram Harry Woodley, idealizador do projeto de transporte marítimo La Mimosa; o consultor e capitão marítimo Gustavo Deleersnyder; Milton Cogut, da MissionLine Logistics; o presidente da Cooperativa de Transporte de Puerto Santa Cruz, Cristian Saldivia; o gerente Operacional Comercial da DEFILAP (Depósito Fiscal La Plata), Martín Giménez; o gerente da Transportes Petrel de Río Grande, Mario Baldini; e o empresário Iván Vertki, da Serviços Integrados Patagônicos.

Os protagonistas da cadeia logística, que representam entidades públicas e empresas privadas, participaram ativamente de uma mesa de videoconferência convocada e organizada pela AIMAS. Em suas intervenções, confirmaram o interesse em desenvolver um serviço com frequência quinzenal.

De acordo com os depoimentos fornecidos, estimou-se que, ao coordenar de forma intermodal as ações de todos os envolvidos — incluindo os clientes — será possível movimentar no mínimo 6.000 pallets por vez e por sentido, por meio de operações coordenadas entre caminhões, contêineres e navios.

O interesse da fabricante de produtos fitossanitários TECNOMyL S.A. em aprimorar sua gestão logística — entre sua planta em Río Grande e a zona agrícola desde Patagones até o Norte —, somado ao fluxo de importação de insumos para a mesma planta, impulsionou a exploração técnica de um “atalho” que combine caminhão com navio em Punta Quilla.

Sincronização intermodal

Para o avanço do projeto, foi fundamental a análise técnica sob uma perspectiva intermodal, além do comprometimento do idealizador do projeto de transporte marítimo La Mimosa e do interesse dos responsáveis pelos Portos de La Plata e Punta Quilla.

Esses fatores facilitaram que a AIMAS, junto com seus parceiros e aliados, convocasse cada um dos protagonistas dos elos da cadeia logística entre Río Grande, sul de Santa Cruz e La Plata.

Durante a reunião virtual, todos os participantes — transportadoras, operadores portuários, gerentes de depósitos fiscais, empresários do setor naval, de contêineres e clientes embarcadores — manifestaram interesse direto na operação do corredor intermodal.

As vozes dos dois portos e de suas comunidades portuárias concordaram em “começar com o que temos e com as normas disponíveis”. Essa postura indica que, nos próximos dias, terão início reuniões parciais e coletivas para definir questões técnicas e operacionais que possibilitem a formalização de acordos institucionais e comerciais.

Cabe destacar que Jorge de Mendonça e Antonio Martino, diretores da AIMAS, junto com um painel de associados, participaram do diálogo com os protagonistas do encontro, que foi moderado pelo jornalista Darío Ríos, diretor do portal serindustria.com.ar.

Fonte: Ser Industria

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Logística

ANTT atualiza piso mínimo de frete rodoviário com reajustes médios de 0,82% a 3,55%

A diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou nesta quinta-feira (17) nova tabela com preços mínimos de frete rodoviário, com reajustes médios que vão de 0,82% a 3,55%. Segundo o relator do processo, diretor Lucas Asfor, a atualização tem como base o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado de dezembro a maio, em 3,28%, e o preço do óleo diesel S10, em R$ 6,02, de acordo com a tabela disponibilizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A lei prevê que a agência reguladora deve reajustar a tabela até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano. Os impactos médios no valor final de piso mínimo de frete vão de aumentos de 0,82% para operações de alto desempenho com contratação somente do veiculo automotor de cargas a 3,55% para operações do tipo carga lotação.

A ANTT também aprovou a segunda versão do AIR (Relatório de Análise de Impacto Regulatório) do projeto “ESG Cargas: Ambiental, Social e Governança no Transporte Rodoviário de Cargas”. Segundo a agência, a iniciativa propõe a criação do Selo ESG Cargas, um instrumento de reconhecimento público aos transportadores que se destacam por adotar práticas sustentáveis, responsáveis e transparentes na atividade.

Para ter o selo, os transportadores devem comprovar aderência aos critérios de três dimensões fundamentais: ambiental, social e governança (ESG). A proposta ainda será submetida à audiência pública. Ainda na reunião, os diretores aprovaram os regimentos internos dos Comitês de Desenvolvimento de Sustentabilidade de Ferrovias e de Rodovias.

Transporte internacional
A ANTT também deu aval a abertura de consulta pública, entre os dias 28 de julho e 11 de setembro, sobre o projeto de Consolidação e Aperfeiçoamento do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário coletivo Internacional de Passageiros. De acordo com o relator, Lucas Asfor, a proposta pretende flexibilizar a prestação dos serviços reguladores internacionais para possibilitar atendimento mais dinâmico e eficiente, aumentar o interesse de empresas transportadoras na prestação de serviço internacional e reduzir a discricionariedade na atuação dos agentes internos.

Fonte: Agência Infra

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Comércio, Logística

Movimentação de Cargas no Porto de São Francisco, no Brasil, Sobe para 8,8 Milhões de Toneladas no 1º Semestre de 2025

Movimentação de cargas no Porto de São Francisco no primeiro semestre do ano manteve a tendência de crescimento observada desde 2023. Entre janeiro e junho, passaram pelo terminal no norte de Santa Catarina 8,8 milhões de toneladas.

As exportações representaram 54% (4,7 milhões de toneladas), impulsionadas pelo embarque de grãos, que totalizaram 4,4 milhões de toneladas — sendo 3,4 milhões de toneladas de soja e 1 milhão de toneladas de milho.

As importações somaram 4,1 milhões de toneladas (46%), com destaque para 2,3 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos vindos da China e 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes provenientes do Oriente Médio, principalmente Egito, Omã e Irã.

No mesmo período do ano passado, o porto movimentou 8,7 milhões de toneladas.

“O Porto de São Francisco continua exercendo um papel fundamental como um dos principais corredores logísticos do sul do Brasil. O crescimento dos últimos anos exige uma gestão alinhada aos interesses dos operadores que utilizam o porto para desenvolver seus negócios de importação e exportação”, afirmou o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (Spaf), Beto Martins.

Segundo o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o crescimento é resultado de uma gestão técnica aliada ao desempenho eficiente dos operadores portuários e demais trabalhadores do terminal.

“Nos últimos dois anos, alcançamos os maiores volumes de carga da história do Porto: 16,8 milhões de toneladas em 2023 e 17 milhões de toneladas em 2024. Pensávamos que havíamos chegado ao limite, mas esse aumento no primeiro semestre mostra que todos os investimentos em infraestrutura feitos nos últimos meses estão contribuindo para esse crescimento contínuo”, disse Vieira.

Ele destacou que, nos últimos dois anos, melhorias estruturais aumentaram a competitividade do porto. “Além da abertura de uma nova via de acesso, investimos R$200 milhões em infraestrutura portuária, incluindo um novo parque tecnológico e modernização de equipamentos.”

Nos próximos meses, serão investidos mais R$324 milhões no aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, R$18 milhões na restauração do Berço 201 e R$12,5 milhões na quarta faixa da BR-280 que leva ao porto.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Logística, Portos

Porto privado em SC tem avanço no movimento de cargas; quantos contêineres são transportados

Dados portuários foram atualizados até maio

O Porto Itapoá mantém o ritmo de crescimento na movimentação de cargas e chegou 337 mil contêineres no ano, até maio. O avanço é de 32,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em outra modalidade de medição, foram 6,7 milhões de toneladas movimentadas, em expansão de 26,5%, também em relação aos primeiros cinco meses do ano passado. Os dados são do painel estatístico da Antaq, a agência de regulação do setor.

O terminal de uso privado está em operação desde 2011 e faz parte do complexo portuário da baía da Babitonga, formado também pelos portos de São Francisco do Sul. Itapoá terá outro porto, também privado, a ser instalado pelo Coamo Agroindustrial Cooperativa – o empreendimento está em fase de licenciamento. No ano passado, o Porto Itapoá movimentou 13,6 milhões de toneladas, em crescimento de 16% na comparação com 2023. Em contêineres, foram 660 mil movimentados em 2024.

Conjunto de fatores explica a expansão no terminal. O porto conta com maior estrutura em tomadas reefer, usada em contêineres refrigerados. São 3.972 dispositivos em operação. A navegação de cabotagem tem ajudado na movimentação, com crescimento de 18%.  Em mais exemplos dos motivos pela expansão na movimentação, está o aumento na média de navios que utilizam o terminal, passando de 53 por mês para 60 e o avanço de 11% no indicador de movimento por hora.

Nos próximos meses, começa a obra de dragagem do canal externo da baía da Babitonga, com aumento do calado e capacidade de acesso de cargueiros de maior porte, o que também deverá ampliar a movimentação de cargas em Itapoá e São Francisco do Sul.

Fonte: NSC Total

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