Comércio Exterior

China suspende frigoríficos brasileiros após detectar substância proibida em carne bovina

A China suspendeu as importações de carne bovina brasileira de três frigoríficos após identificar resíduos de acetato de medroxiprogesterona, substância vetada pelo país asiático em animais destinados ao abate. A decisão foi tomada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e já está em vigor.

Frigoríficos brasileiros afetados pela suspensão

As unidades desabilitadas para exportação ao mercado chinês pertencem às empresas:

  • JBS, em Pontes e Lacerda (MT);
  • PrimaFoods, localizada em Araguari (MG);
  • Frialto, em Matupá (MT).

Segundo registros do sistema chinês Ciferquery SingleWindow, utilizado para controle de empresas autorizadas a exportar alimentos ao país, a suspensão passou a valer na quarta-feira, dia 20.

Até a publicação da medida, as empresas e o Ministério da Agricultura não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso.

China aponta presença de hormônio proibido

De acordo com informações encaminhadas ao governo brasileiro, o motivo da suspensão foi a detecção de resíduos hormonais em cargas de carne bovina exportadas pelas plantas frigoríficas.

O composto identificado, o acetato de medroxiprogesterona, é um hormônio sintético utilizado em medicamentos veterinários para controle reprodutivo de animais. No entanto, a legislação chinesa proíbe o uso da substância em animais de corte destinados ao consumo humano.

Governo brasileiro foi comunicado por Pequim

A decisão da autoridade sanitária chinesa foi comunicada ao Ministério da Agricultura por meio da adidância agrícola brasileira em Pequim. O aviso foi enviado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), responsável pelo acompanhamento sanitário das exportações.

Apesar disso, as suspensões ainda não haviam sido registradas no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF) até a divulgação do caso.

Número de frigoríficos suspensos sobe para quatro

Com a nova medida, sobe para quatro o número de frigoríficos brasileiros impedidos de exportar carne bovina para a China por suspeita de presença da substância proibida.

Em abril, o país asiático já havia suspendido as compras da Frigosul, localizada em Várzea Grande (MT), após a identificação do mesmo composto em um lote de carne bovina congelada desossada.

A China é atualmente um dos principais destinos da carne bovina brasileira, e decisões sanitárias como essa costumam gerar impacto direto no setor exportador e no agronegócio nacional.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mattes/Wikimedia Commons

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Comércio Exterior

China libera frigoríficos brasileiros e retoma importação de carne bovina

A China voltou a autorizar a importação de carne bovina brasileira produzida por três frigoríficos que estavam suspensos desde março de 2025. A decisão reabre espaço para exportações ao principal mercado consumidor do produto no exterior.

Segundo o Ministério da Agricultura, a medida foi anunciada após reunião entre o ministro André de Paula e representantes da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), em Pequim.

Frigoríficos retomam acesso ao mercado chinês

Com a nova liberação, três unidades brasileiras voltam a ficar habilitadas para exportar carne bovina para a China. As empresas autorizadas são:

  • Frisa Frigorífico Rio Doce, em Nanuque (MG);
  • Bon-Mart Frigorífico, em Presidente Prudente (SP);
  • JBS S/A, em Mozarlândia (GO).

A atualização já aparece na plataforma oficial de registro de empresas exportadoras da China, conhecida como Cifer. A retomada das importações passou a valer oficialmente em 19 de maio.

Suspensão ocorreu após auditorias sanitárias

Os frigoríficos estavam impedidos de vender ao mercado chinês desde março do ano passado. Na época, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes informou que a suspensão ocorreu após auditorias remotas realizadas pelas autoridades chinesas.

As inspeções identificaram inconsistências relacionadas aos requisitos exigidos pela China para o cadastro de estabelecimentos estrangeiros aptos a exportar produtos de origem animal.

Brasil amplia presença nas exportações de carne

Atualmente, 66 frigoríficos brasileiros possuem autorização para exportar carne bovina brasileira ao mercado chinês, conforme dados da GACC.

Durante o encontro em Pequim, autoridades sanitárias da China também comunicaram o início da certificação eletrônica para produtos cárneos a partir do próximo mês. A medida deve modernizar processos e agilizar operações comerciais entre os dois países.

A China segue como um dos principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro, especialmente no setor de exportação de carne bovina.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Internacional

Guerra no Oriente Médio pressiona custos da carne, afirma CEO da JBS em Nova York

O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou nesta quarta-feira, durante o Summit Valor Brazil-USA 2026, em Nova York, que a guerra no Oriente Médio vem elevando os custos em toda a cadeia de produção de carnes e proteínas.

Segundo o executivo, os impactos chegam desde embalagens plásticas até fertilizantes e fretes logísticos, pressionando os custos operacionais da indústria alimentícia mundial.

JBS aposta em diversificação geográfica para reduzir impactos

Durante o painel, Tomazoni explicou que a companhia tem conseguido minimizar os efeitos do cenário internacional por meio da sua presença global e da diversificação de mercados.

De acordo com ele, a estratégia permite equilibrar dificuldades regionais e manter o abastecimento em diferentes países.

“O grande fornecedor do Oriente Médio é o Brasil. Não tivemos ruptura de abastecimento, mas foi necessário reorganizar a estratégia logística, utilizando novos portos e transporte interno para garantir a entrega ao cliente final”, destacou o executivo.

A empresa também reforçou o foco em segurança alimentar e na otimização da infraestrutura para enfrentar períodos de instabilidade geopolítica.

Alta da demanda compensou aumento nos custos

Apesar do avanço das despesas operacionais, o CEO da JBS afirmou que o crescimento da demanda global por proteína animal ajudou a compensar os custos adicionais registrados nos últimos meses.

Segundo Tomazoni, a companhia manteve seus investimentos e operações sem alterar o planejamento estratégico de médio e longo prazo.

A Seara, controlada pela JBS, segue entre os principais negócios do grupo no Brasil, incluindo operações relevantes em Santa Catarina.

Mercado americano enfrenta baixa oferta de animais

Ao comentar o cenário dos Estados Unidos, Tomazoni afirmou que o país vive dificuldades específicas relacionadas à baixa oferta de animais para abate.

Além do ciclo pecuário natural, a seca em algumas regiões americanas também vem pressionando a produção, fator que contribui para manter os preços da carne elevados.

Segundo o executivo, esse cenário reduz as chances de queda nos preços ao consumidor, tema frequentemente citado pelo presidente Donald Trump.

“O preço da carne depende diretamente da relação entre oferta e demanda”, ressaltou.

Redução de tarifas pode beneficiar Brasil e EUA

Tomazoni também defendeu a discussão sobre redução tarifária para a carne brasileira no mercado americano. Na avaliação dele, Brasil e Estados Unidos possuem mercados complementares no setor de proteína animal.

O executivo destacou ainda que a produção de carnes exige planejamento de longo prazo, o que diferencia o segmento de outras cadeias industriais.

JBS amplia presença e faturamento nos Estados Unidos

Durante o evento, mediado pelo jornalista Lauro Jardim, o CEO apresentou números das operações da JBS no mercado americano.

Segundo ele, a empresa atua há cerca de 20 anos nos EUA, onde concentra mais de 52% do faturamento global, superando US$ 40 bilhões em receita.

Atualmente, a companhia está presente em 31 estados americanos, conta com aproximadamente 78 mil colaboradores e possui uma rede de cerca de 10 mil fornecedores no país.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Estela Benetti

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Economia

Economia da China no Ano do Cavalo: crescimento sustenta ritmo ou pressiona o Brasil?

Enquanto o Brasil celebra o Carnaval, a China inicia o Ano do Cavalo de Fogo, reacendendo debates sobre os rumos da economia da China em 2026 e seus reflexos no cenário global. Analistas avaliam se a segunda maior economia do planeta terá força para acelerar ou se continuará enfrentando obstáculos estruturais — com impactos diretos sobre o Brasil.

Crescimento chinês esbarra em desequilíbrio estrutural

Apesar de ter registrado expansão de 5% no último ano, dentro da meta oficial, o país asiático convive com um problema persistente: o descompasso entre oferta e demanda.

O índice de preços ao produtor acumula 40 meses consecutivos de queda, sinalizando excesso de capacidade industrial. Já o índice de preços ao consumidor avançou apenas 0,2% em janeiro na comparação anual. Paralelamente, as vendas no varejo seguem no ritmo mais fraco desde a crise provocada pela pandemia em 2020.

O diagnóstico é claro: a demanda interna chinesa permanece enfraquecida.

Estímulos evitam crise maior no setor imobiliário

Para conter riscos sistêmicos, o governo adotou pacotes robustos de incentivo. Segundo Lucas Sigu Souza, da Ciano Investimentos, as medidas praticamente eliminaram a chance de um colapso em cadeia no setor imobiliário chinês, que atravessa forte retração.

Ainda assim, estabilização não significa retomada. Marianna Costa, da Mirae Asset, avalia que o modelo baseado na expansão imobiliária perdeu força. Há sinais de acomodação, mas não de um novo ciclo consistente de crescimento.

Os números reforçam o cenário desafiador:

  • Investimento imobiliário caiu 17,2%;
  • Cerca de 80 milhões de imóveis permanecem encalhados;
  • Vendas de novas propriedades atingiram o menor nível em mais de 15 anos;
  • Preços de imóveis usados registraram forte queda.

Com famílias impactadas pela desvalorização patrimonial e governos locais pressionados por perda de arrecadação, o setor continua sendo um dos principais focos de atenção.

Exportação de deflação e impactos globais

Com o consumo doméstico cerca de 20 pontos percentuais abaixo da média mundial — e investimentos financiados por dívida acima desse patamar — a alternativa tem sido direcionar o excedente produtivo ao exterior.

Esse movimento caracteriza a chamada exportação de deflação: ao ampliar as vendas externas com preços mais baixos, a China pressiona o valor de bens industriais no mercado internacional.

Como a economia da China afeta o Brasil

Os efeitos sobre o Brasil são ambíguos.

Indústria brasileira sob pressão

Segmentos como siderurgia e metalurgia tendem a enfrentar maior concorrência com produtos chineses mais baratos. Por outro lado, a importação de insumos a preços reduzidos pode gerar efeito desinflacionário em diversos setores.

Commodities: cautela no radar

No setor mineral, a fraqueza da construção civil chinesa limita a demanda por aço e minério de ferro, mantendo preços pressionados.

Entretanto, há um contraponto relevante: a transição energética e o avanço da indústria de veículos elétricos podem sustentar a procura por minério e aço. Nesse contexto, empresas como a Vale podem não registrar forte expansão de receitas vindas da China, mas também não necessariamente enfrentar uma retração abrupta, caso o PIB chinês se mantenha estável.

Agronegócio e frigoríficos

No agronegócio brasileiro, o cenário tende a ficar mais competitivo. A China, como compradora dominante de diversas commodities agrícolas, pode intensificar a pressão por preços mais baixos.

Além disso, o avanço da produção interna chinesa de aves e suínos pode afetar exportadores de carne bovina. Empresas como JBS, BRF e Minerva podem enfrentar maior competição, especialmente se a oferta doméstica chinesa crescer.

Investir na China: oportunidade ou armadilha?

Para investidores brasileiros interessados em exposição à Ásia por meio de ETFs ou BDRs, especialistas recomendam seletividade.

Os ativos chineses apresentam valuations descontados, mas carregam riscos estruturais e geopolíticos. A possibilidade de novas tarifas comerciais e incertezas políticas adiciona volatilidade ao cenário.

A preferência, segundo analistas, deve recair sobre setores como tecnologia e financeiro, evitando exposição relevante ao mercado imobiliário. Há ainda o risco de “value trap”, caso a transição para um modelo baseado em consumo demore mais que o esperado.

Perspectiva para 2026

O consenso entre especialistas aponta que a China conseguiu evitar um choque sistêmico, mas ainda está distante de resolver seu desequilíbrio estrutural.

Se a economia chinesa mantiver crescimento moderado, os impactos sobre o Brasil serão mais graduais. Contudo, a combinação de demanda interna fraca, excesso de capacidade industrial e tensões comerciais exige cautela tanto de empresas exportadoras quanto de investidores.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Negócios

Mercado halal intensifica disputa entre JBS e MBRF no Oriente Médio

A concorrência histórica entre JBS e MBRF, controladas pelas famílias Batista e Molina, ganhou um novo e estratégico palco: o mercado halal do Oriente Médio. A região, impulsionada pelo crescimento acelerado da população muçulmana, tornou-se uma das principais fronteiras globais de expansão para a indústria de carnes, atraindo investimentos crescentes das gigantes brasileiras do setor.

Consumo muçulmano impulsiona demanda por carnes halal

Embora JBS e Sadia atuem no Oriente Médio há décadas, o peso econômico da região mudou de patamar. A população muçulmana cresce em ritmo duas vezes superior à média global, o que tende a ampliar de forma consistente a demanda por alimentos halal, produzidos de acordo com as regras do Islã, do abate ao processamento.

O mercado global de alimentos halal já movimenta mais de US$ 2 trilhões por ano, com a proteína animal como principal segmento. Estimativas da Nielsen indicam que o consumo de carnes halal deve superar US$ 1,5 trilhão até 2027. Atualmente, mais de 1,9 bilhão de pessoas seguem a dieta islâmica tradicional.

Investimentos bilionários sinalizam mudança de estratégia

Dois movimentos recentes evidenciam a relevância crescente do Oriente Médio nas estratégias das companhias brasileiras. A MBRF prepara a abertura de capital da Sadia Halal, sua operação regional, prevista para 2027. Já a JBS vem investindo cerca de R$ 500 milhões em fábricas próprias e na expansão da marca Seara na Arábia Saudita e países vizinhos, com plano de dobrar a produção de frango no país até o fim deste ano.

Relatório do Bank of America aponta que o mercado formado por Oriente Médio e Norte da África (Mena) já importa volumes mensais de carne de frango semelhantes aos de toda a Ásia, excluindo o próprio Oriente Médio, somando cerca de 127 mil toneladas por mês.

Frango lidera consumo e comércio halal

Segundo o banco, a dimensão e o ritmo de crescimento do mercado Mena explicam o interesse crescente dos grandes produtores globais de proteína. A disputa se concentra principalmente em frango e alimentos processados, que dominam o consumo cotidiano e o comércio internacional halal, embora a carne bovina também faça parte da dieta local.

Arábia Saudita é o principal mercado da região

Dentro desse cenário, a Arábia Saudita desponta como o mercado mais estratégico. Com consumo elevado per capita, demografia favorável e uma política clara de segurança alimentar, o país se tornou prioridade para JBS e MBRF.

Durante a inauguração de uma nova área produtiva da JBS, o vice-ministro da Agricultura saudita, Suleiman Al-Khatib, afirmou que o consumo anual de frango no país varia entre 45 e 50 quilos por habitante, um dos mais altos do mundo. Segundo ele, investimentos estrangeiros são fundamentais para garantir o abastecimento futuro.

Documentos oficiais do governo saudita reforçam essa diretriz. A estratégia industrial do país classifica o setor de alimentos como prioritário e prevê a atração de US$ 20 bilhões em investimentos até 2035. O mercado doméstico de alimentos já supera US$ 50 bilhões por ano.

Estratégias distintas para ganhar espaço

Apesar do objetivo comum de ampliar presença no mercado halal, as estratégias das duas empresas partem de pontos diferentes. A JBS adotou uma postura mais agressiva a partir de 2021, quando anunciou um plano de investimentos de US$ 85 milhões na região. O grupo adquiriu fábricas em Dubai e Dammam e, posteriormente, iniciou a construção de uma planta em Jeddah, seu primeiro projeto greenfield no Oriente Médio.

Antes focada no fornecimento para o food service, a companhia passou a mirar diretamente o consumidor final, intensificando a divulgação da marca Seara, ampliando o portfólio com produtos adaptados ao paladar local e investindo em marketing e patrocínios culturais.

A fábrica de Jeddah, inaugurada em 2025, já opera próxima da capacidade máxima e foi projetada para dobrar de tamanho, atendendo não apenas o mercado saudita, mas também países do Golfo, como Emirados Árabes, Omã e Kuwait. Em janeiro, a JBS anunciou oficialmente a duplicação da capacidade produtiva da unidade.

JBS ainda constrói presença regional

Apesar dos investimentos, o Oriente Médio ainda representa uma fatia reduzida do faturamento global da JBS. Entre janeiro e setembro de 2025, a empresa registrou US$ 361 milhões em receitas nas chamadas “regiões menores”, que incluem Oriente Médio e África, o equivalente a apenas 0,6% das vendas totais no período.

Os números indicam que a companhia ainda está estruturando sua presença em um mercado considerado estratégico para o futuro.

Sadia tem relação histórica com o consumidor árabe

No caso da MBRF, a presença no Oriente Médio é marcada por décadas de relacionamento. A Sadia chegou à região nos anos 1970 e construiu uma conexão tão forte que, por muito tempo, foi percebida por parte dos consumidores como uma marca local.

Essa trajetória explica por que a operação halal se tornou a principal aposta internacional do grupo. Em 2025, a empresa estruturou a Sadia Halal, reunindo fábricas e centros de distribuição na Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Omã e Qatar. A nova companhia tem valor estimado em US$ 2 bilhões e planeja abrir capital na bolsa de Riade em 2027.

Joint venture reforça alinhamento com Visão 2030

A Sadia Halal será uma joint venture entre a MBRF e a Halal Products Development Company (HPDC), ligada ao fundo soberano saudita PIF, que poderá elevar sua participação para até 40%. A presença do PIF transforma a operação em um ativo estratégico para o governo saudita, alinhado à Visão 2030, plano que busca diversificar a economia e reduzir a dependência do petróleo.

Diferentemente da JBS, o Oriente Médio já tem peso relevante para a MBRF. As operações que darão origem à Sadia Halal geraram US$ 2,1 bilhões em receita líquida nos últimos 12 meses, o equivalente a 7,3% da receita consolidada do grupo.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração João Brito

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Exportação

Vietnã autoriza novos frigoríficos brasileiros da JBS a exportar carne bovina

O Vietnã incluiu mais duas unidades brasileiras na lista de empresas autorizadas a exportar carne bovina para o país. Os frigoríficos da JBS localizados em Naviraí (MS) e Senador Canedo (GO) receberam a liberação nesta segunda-feira (15/12). Com a decisão, o Brasil passa a ter quatro plantas habilitadas para atender o mercado vietnamita, todas pertencentes à companhia, somando-se às unidades de Mozarlândia e Goiânia, ambas em Goiás.

Setor cobra mais agilidade nas liberações
Apesar do avanço, a lentidão no processo de habilitação segue gerando insatisfação entre os frigoríficos brasileiros. Desde março, aproximadamente 100 plantas já encaminharam a documentação exigida e continuam aguardando aval das autoridades sanitárias do Vietnã. A expectativa do setor é elevada, já que o país asiático representa um mercado potencial de cerca de 300 mil toneladas por ano, volume próximo a 10% das exportações brasileiras de carne bovina.

Acordo bilateral abriu mercado, mas efeitos ainda são limitados
O acesso do Brasil ao mercado vietnamita foi formalizado em março de 2025, dentro de um acordo bilateral que também permitiu a entrada da tilápia vietnamita no mercado brasileiro. A medida, no entanto, enfrentou resistência da piscicultura nacional, que manifestou preocupação com o impacto da concorrência externa.

JBS anuncia investimentos estratégicos no Vietnã
Na mesma ocasião, a JBS anunciou um investimento de US$ 100 milhões para a construção de duas unidades industriais no Vietnã. O plano prevê o processamento de carne bovina, suína e de aves, com uso de matéria-prima brasileira, voltado tanto ao abastecimento do mercado local quanto à exportação para outros países do Sudeste Asiático.

Abrafrigo alerta para concentração das exportações
O tema já havia sido debatido em novembro, durante entrevista de Paulo Mustefaga, presidente executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), ao programa Pecuária e Mercado. Segundo ele, embora o acordo com o Vietnã tenha sido bem recebido após a missão presidencial, os resultados práticos ainda são restritos. Até o momento, apenas uma empresa brasileira opera efetivamente no mercado vietnamita, o que reforça a necessidade de continuidade das negociações.

Mustefaga também chama atenção para os riscos da excessiva concentração das exportações. Atualmente, cerca de 60% das vendas externas de carne bovina brasileira têm como destino a China, o que aumenta a vulnerabilidade do setor diante de mudanças comerciais, barreiras sanitárias ou decisões políticas.

Diversificação de mercados é estratégica para o Brasil
Para a Abrafrigo, ampliar e efetivar novos acordos comerciais é essencial para reduzir riscos e garantir maior estabilidade, previsibilidade e segurança às exportações brasileiras de proteína animal, fortalecendo a competitividade do país no mercado internacional.

FONTE: Trading View
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Governo autoriza JBS a importar tilápia do Vietnã para o Brasil

O governo Lula autorizou a JBS a retomar a importação de tilápia do Vietnã, com a chegada de 700 toneladas do peixe ao Brasil. Ao todo, serão 32 contêineres, sendo o primeiro despachado em 6 de novembro e com desembarque previsto no Porto de Santos em 17 de dezembro.

A liberação foi formalizada pelo Ministério da Agricultura, por meio do Despacho Decisório nº 379, em abril. O fluxo de importações estava suspenso desde 2024 e agora integra os compromissos comerciais firmados entre o presidente Lula e o primeiro-ministro vietnamita Pham Minh Chinh, durante a Cúpula Ampliada do Brics, incluindo tilápia, tra e basa vietnamitas e a expansão da compra de carne bovina brasileira pelo Vietnã.

Cooperação econômica entre Brasil e Vietnã

O embaixador vietnamita Bui Van Nghi destacou que a operação reforça a cooperação econômica bilateral e consolida o Vietnã como fornecedor de produtos agrícolas e aquícolas para a América Latina. A embaixada informou ainda que continuará apoiando empresas interessadas em expandir o comércio entre os dois países e inserir novos produtos sul-americanos no mercado vietnamita.

Preocupações do setor de aquicultura

Ao mesmo tempo, a tilápia foi incluída na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, provocando apreensão entre produtores nacionais. Representantes da aquicultura local temem insegurança jurídica e dificuldades no licenciamento. O Ministério do Meio Ambiente reforçou que a classificação é de caráter técnico e não interfere na produção comercial do peixe no país.

A operação evidencia a busca do governo por equilibrar segurança ambiental e expansão do comércio internacional, especialmente em setores estratégicos como a aquicultura.

FONTE: Pleno News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels

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Exportação

Brasil busca ampliar número de frigoríficos habilitados para exportar carne à Indonésia

O Brasil está em movimento para fortalecer sua presença no mercado asiático e ampliar a lista de frigoríficos autorizados a exportar carne bovina para a Indonésia. Uma missão com mais de 30 empresários brasileiros do setor está em Jacarta, capital do país, para negociar a habilitação de 40 novas plantas frigoríficas, o que pode dobrar o número atual de unidades aptas a vender para o mercado indonésio.

Expansão do mercado e aumento nas exportações

Atualmente, 38 frigoríficos brasileiros estão habilitados a exportar para a Indonésia, todos certificados dentro dos padrões halal, conforme a lei islâmica. O número representa um avanço expressivo desde 2019, quando apenas 11 plantas tinham autorização.

As exportações de carne bovina também refletem esse crescimento. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil enviou 16,7 mil toneladas ao país asiático, superando o total dos dois anos anteriores somados. O volume rendeu mais de US$ 76 milhões em negócios e consolidou o Brasil como o terceiro maior fornecedor da Indonésia, atrás apenas de Austrália e Índia.

Novas oportunidades comerciais e produtos com maior valor agregado

A recente abertura do mercado indonésio para carne com osso, miúdos e produtos industrializados amplia as perspectivas de exportação. Uma nova missão técnica deve ser enviada ainda em 2025 para auditoria e validação das plantas frigoríficas, acelerando o processo de habilitação.

A Indonésia, maior nação muçulmana do mundo com 270 milhões de habitantes, é vista pelo setor como um parceiro estratégico. O aumento da renda e do consumo de proteína animal no país impulsiona a demanda por carnes premium e processadas, segmento em que o Brasil busca se consolidar.

No entanto, o setor ainda enfrenta barreiras, como a tarifa de 30% sobre produtos industrializados, tripas e derivados bovinos — percentual que os empresários esperam ver reduzido em futuras negociações. Para carnes sem osso, com osso e miúdos, a taxa é de 5%.

Investimentos e parcerias estratégicas

Além das exportações, a Indonésia representa novas oportunidades de investimento. A JBS firmou um Memorando de Entendimento (MoU) com o fundo Danantara Indonesia, com o objetivo de criar uma plataforma local de produção sustentável de alimentos, voltada principalmente para proteínas. A iniciativa pretende transformar o país em um polo regional de referência global no setor alimentício.

Acordos bilaterais e cooperação internacional

Durante encontro oficial entre Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente indonésio Prabowo Subianto, foram assinados memorandos de entendimento voltados à cooperação em medidas sanitárias, fitossanitárias e certificação agrícola.

No Fórum Empresarial Brasil–Indonésia, Lula destacou o interesse em construir uma parceria equilibrada e duradoura.

“O Brasil não quer apenas vender para a Indonésia. Apostamos em uma parceria mutuamente benéfica. Como dois dos maiores produtores de bioenergia do mundo, podemos juntos criar um mercado global de biocombustíveis”, afirmou o presidente.

Com o cenário favorável e o interesse mútuo em ampliar as relações comerciais, o Brasil reforça sua posição como fornecedor estratégico de carne bovina e parceiro de longo prazo no mercado do sudeste asiático.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

EUA aumentam importação de carne bovina mesmo com tarifas, diz Wesley Batista

Os Estados Unidos não produzem carne suficiente para atender à demanda doméstica e, por isso, precisam recorrer cada vez mais às importações de carne bovina. A avaliação é do empresário Wesley Batista, membro da família controladora da JBS, em entrevista ao Financial Times.

Produção insuficiente e preços recordes

Segundo Batista, a produção americana não consegue acompanhar o consumo em meio ao aumento das dietas ricas em proteína. “Os EUA enfrentam o preço da carne bovina mais alto da história e precisam importar mais e mais porque a produção não é suficiente para sustentar a demanda”, afirmou.

Dados do Departamento do Trabalho dos EUA mostram que, em agosto, o preço médio da libra de carne moída chegou a US$ 6,32, um salto de 13% em um ano.

Importações crescem apesar do tarifaço

Mesmo após a decisão do presidente Donald Trump, em abril, de aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, as compras externas de carne pelos EUA subiram 30% no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No caso do Brasil, as exportações para os EUA avançaram 91% até julho, mas registraram queda em agosto, refletindo o impacto das sobretaxas.

Impacto limitado na JBS

Com nove unidades de produção nos EUA, a JBS mantém metade de sua receita global de US$ 77 bilhões no mercado americano. Por isso, as tarifas não têm afetado significativamente o grupo, já que grande parte da carne vendida no país é produzida localmente.

Proteína ganha espaço nas dietas

Batista também associou a alta demanda por proteína ao uso crescente de medicamentos para emagrecimento à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro.

“Ninguém sabe exatamente qual é o impacto desses novos remédios, mas algo está acontecendo, porque a proteína virou uma tendência”, disse o empresário.

Levantamento do International Food Information Council confirma a mudança no comportamento alimentar: 71% dos consumidores nos EUA disseram ter aumentado a ingestão de proteína em 2024, frente a 67% em 2023 e 59% em 2022.

Relação Brasil-EUA e negociações comerciais

De acordo com O Globo e Folha de S.Paulo, Wesley Batista foi recebido por Trump semanas antes de o presidente americano sinalizar publicamente abertura ao diálogo com Lula, na Assembleia Geral da ONU.

O empresário teria papel central na aproximação entre os dois governos, em meio às negociações brasileiras para reduzir tarifas e ampliar a lista de isenções — que poderia incluir justamente a carne bovina.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/J&F

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Investimento

JBS anuncia investimento de US$ 70 milhões na produção de frangos no Paraguai

A JBS confirmou um investimento de US$ 70 milhões na expansão da produção de frangos no Paraguai ao longo dos próximos dois anos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (2/10), durante visita do presidente paraguaio Santiago Peña à unidade da Seara em Dourados (MS).

Aquisição e modernização da Pollos Amanecer

A primeira etapa do aporte começou com a compra da Pollos Amanecer, empresa de frangos que mantém uma fábrica no distrito de Doctor Juan Eulogio Estigarribia (Campo 9), no departamento de Caaguazú.

Com obras de ampliação e modernização em andamento, a planta terá capacidade de processar 100 mil aves por dia, atendendo tanto o mercado interno quanto novos compradores internacionais. O complexo contará ainda com 28 granjas de material genético, incubatórios e uma fábrica de ração.

Expansão da capacidade produtiva

Atualmente, a unidade opera com frangos provenientes de 19 galpões, mas o plano de expansão prevê chegar a 139 galpões quando o projeto for concluído.

Segundo o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, o Paraguai reúne condições favoráveis para o avanço da avicultura. “Esse investimento fortalece nossa estratégia de competitividade e diversificação, além de acelerar a presença do Paraguai no mercado mundial de frangos”, destacou.

Impacto regional e cadeia de integração

Além do aporte direto da companhia, o plano de crescimento da Seara também prevê investimentos de produtores integrados da região, ampliando a geração de empregos e fortalecendo a cadeia produtiva.

Localizada em uma das áreas agrícolas mais importantes do país, a unidade tem acesso facilitado a grãos e está estrategicamente posicionada em um raio de 200 quilômetros das principais cidades paraguaias: Assunção, Ciudad del Este e Luque.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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