Exportação

JBS destaca mercado interno e diversificação das vendas de carne bovina

A JBS atribuiu parte do desempenho da operação brasileira no segundo trimestre de 2026 à força do mercado interno e à estratégia de diversificação dos destinos da carne bovina. A companhia afirmou que vem ajustando a distribuição dos volumes entre o consumo doméstico e as exportações para aproveitar as melhores oportunidades comerciais e preservar as margens.

Entre abril e junho, a operação brasileira registrou receita de US$ 4,585 bilhões, avanço de 28% sobre os US$ 3,581 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

O EBITDA ajustado alcançou US$ 269 milhões pelo IFRS, com margem de 5,9%. Segundo a empresa, esse foi o melhor resultado para um segundo trimestre da operação no Brasil.

JBS amplia estratégia comercial no Brasil

A companhia informou que a estratégia comercial tem como foco aumentar o valor obtido com cada animal abatido, combinando diferentes canais de distribuição e mercados consumidores.

Entre as iniciativas destacadas estão o fortalecimento do portfólio voltado ao churrasco e a ampliação das ações comerciais junto a grandes redes varejistas.

Para a JBS, a presença consolidada no mercado brasileiro de carne bovina, associada a marcas conhecidas e relações de longo prazo com clientes, representa uma vantagem competitiva.

Durante a teleconferência de resultados, o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, afirmou que a empresa passou por uma reorganização operacional e espera colher os efeitos das mudanças implementadas.

“Apesar de operarmos em um ambiente desafiador, reorganizamos nossa estrutura operacional e estamos muito confiantes nos resultados dessas mudanças”, afirmou o executivo.

Exportações também impulsionam resultado

Embora o mercado doméstico tenha sido um dos destaques, a operação brasileira também se beneficiou da demanda internacional por carne bovina.

A JBS avaliou que a oferta mais restrita em diferentes regiões do mundo contribuiu para manter o mercado externo aquecido durante o trimestre.

A estratégia da empresa é aproveitar essa dinâmica sem concentrar excessivamente as vendas em um único destino. Dessa forma, os volumes podem ser direcionados para os mercados que apresentem melhores condições de retorno.

China segue entre os principais mercados

A China continua sendo um destino relevante para a carne bovina brasileira, mas a JBS afirmou que pretende manter uma distribuição equilibrada entre o país asiático, outros compradores internacionais e o consumidor brasileiro.

Segundo a companhia, as mudanças recentes nos fluxos globais de comércio reforçam a necessidade de flexibilidade para escolher os mercados mais atrativos em cada momento.

“A China continua sendo um destino importante. As recentes mudanças nos fluxos comerciais reforçam a importância de manter uma exposição equilibrada entre os mercados de exportação e o mercado doméstico”, afirmou a empresa.

A diversificação, segundo a JBS, permite adaptar a estratégia comercial às mudanças nos preços, na demanda e nas condições de negociação de cada mercado.

Oferta global de carne bovina permanece limitada

Para Gilberto Tomazoni, os fundamentos do mercado global de carne bovina continuam positivos, apesar das diferenças entre as regiões.

O executivo destacou que a oferta permanece restrita em diversos países, enquanto a demanda segue resiliente. A presença internacional da JBS permite direcionar produtos para os mercados que oferecem melhores oportunidades de rentabilidade.

A empresa considera que essa combinação entre oferta limitada e demanda firme cria um ambiente favorável para companhias capazes de redistribuir seus volumes de acordo com as condições de cada mercado.

Maior disponibilidade de gado favorece operação brasileira

Outro fator apontado pela JBS foi a melhora na disponibilidade de gado no Brasil durante o segundo trimestre.

A companhia afirmou que trabalha para elevar o valor capturado por animal por meio da integração entre a produção industrial, a área comercial e os diferentes canais de distribuição.

O desempenho ocorreu mesmo com os preços do gado em níveis elevados. Ainda assim, a operação brasileira alcançou o maior EBITDA já registrado para um segundo trimestre, de US$ 269 milhões pelo IFRS.

Na avaliação da empresa, a combinação entre maior oferta de animais, demanda externa consistente e uma política comercial mais disciplinada ajudou a sustentar os resultados no período.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Negócios

Wesley Batista Filho será o novo CEO global da JBS a partir de 2027

A JBS anunciou na segunda-feira (10) que Wesley Batista Filho assumirá o cargo de CEO global da companhia em janeiro de 2027. A mudança faz parte de um processo planejado de sucessão no comando de uma das maiores empresas de alimentos do mundo.

Batista Filho substituirá Gilberto Tomazoni, que está à frente da JBS desde dezembro de 2018 e passará a ocupar novas funções no Conselho de Administração da companhia.

Wesley Batista Filho assume comando global da JBS

Com 15 anos de trajetória na JBS, Batista Filho atualmente é responsável pela JBS USA, principal plataforma da empresa em receita. A experiência acumulada em diferentes áreas e mercados do grupo foi um dos elementos do processo de sucessão anunciado pela companhia.

Filho de Wesley Batista, um dos controladores da JBS, e neto de José Batista Sobrinho, fundador da empresa, o executivo construiu sua carreira principalmente dentro do próprio grupo. Documentos apresentados pela companhia à Securities and Exchange Commission (SEC) confirmam os vínculos familiares.

Antes de chegar ao comando global, Batista Filho ocupou posições de liderança em operações de carne bovina, aves, suínos e alimentos de valor agregado. Também atuou em mercados como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Uruguai e Paraguai.

Carreira começou como trainee nos Estados Unidos

A trajetória de Batista Filho na JBS começou em 2011, como trainee na operação de carne bovina em Greeley, no Colorado. Depois, passou pela área de exportações em São Paulo e assumiu posições de comando nas operações de carne bovina do Uruguai e do Paraguai.

Entre 2014 e 2015, presidiu a JBS Canadá. Em seguida, retornou aos Estados Unidos para liderar a JBS USA Fed Beef, operação que esteve entre as maiores plataformas do grupo naquele período.

Em 2018, assumiu o comando da JBS Brasil. Dois anos depois, passou também a liderar a Seara, acumulando a gestão dos dois principais negócios brasileiros em uma fase de expansão da companhia em produtos de maior valor agregado.

Em 2022, Batista Filho tornou-se presidente global de Operações. A função ampliou sua atuação sobre as operações da JBS na América do Norte, América do Sul, Oceania e Europa.

Desde 2023, o executivo está à frente da JBS USA, que reúne mais de 60 unidades de produção e aproximadamente 70 mil funcionários distribuídos por 31 estados americanos.

Operação nos EUA tem papel estratégico

A experiência de Batista Filho no mercado americano ganha relevância no processo de sucessão. As operações da JBS nos Estados Unidos representam mais da metade da receita global da companhia.

Sob sua liderança estão negócios relacionados a carne bovina, suínos, aves, alimentos preparados e outros produtos alimentícios.

Ao comentar a nomeação, o futuro CEO afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido por Tomazoni. Entre as prioridades citadas estão as equipes, os clientes, os produtores parceiros, a excelência operacional e a geração de valor para os acionistas.

Tomazoni, por sua vez, ressaltou a experiência acumulada pelo sucessor dentro da própria JBS. Segundo ele, Batista Filho iniciou a carreira nas operações da companhia e, posteriormente, passou pelo comando da JBS Brasil, da Seara e dos negócios nos Estados Unidos.

Gilberto Tomazoni deixa CEO e vai para o Conselho

Tomazoni continuará como CEO global durante os próximos cinco meses, período em que deverá conduzir a transição para o novo comando. Depois, assumirá a vice-presidência do Conselho de Administração da JBS e atuará como senior advisor da companhia.

O executivo também permanecerá como presidente do conselho da Pilgrim’s Pride e passará a comandar o Instituto J&F.

Antes de ingressar na JBS, Tomazoni teve uma carreira de 27 anos na Sadia, onde começou como estagiário e chegou ao cargo de CEO. Depois, trabalhou por três anos na Bunge Alimentos, ocupando posições de liderança nas áreas de Alimentos e Ingredientes e nas operações da América do Sul e Central.

Tomazoni comandou expansão e diversificação da JBS

Tomazoni chegou à JBS em 2013, inicialmente como presidente global do negócio de aves. Mais tarde, assumiu a presidência da Seara, tornou-se presidente global de Operações e, em 2017, passou a ocupar o cargo de COO global.

Em dezembro de 2018, foi nomeado CEO global da JBS.

Durante os oito anos em que esteve no principal cargo executivo, a receita da companhia cresceu 73%, passando de US$ 49,7 bilhões para US$ 86,2 bilhões, segundo dados divulgados pela própria empresa.

A gestão também foi marcada pela expansão para diferentes categorias de proteínas, pelo fortalecimento do portfólio de marcas e pelo aumento da participação em produtos de maior valor agregado.

Nesse período, a JBS conquistou grau de investimento e concluiu a listagem de suas ações na Bolsa de Nova York. A companhia também ampliou investimentos em biotecnologia e diversificou sua atuação geográfica e seus negócios.

Nova etapa na liderança da companhia

Além da experiência executiva, Tomazoni possui atuação em conselhos de administração. Ele integra o Conselho de Administração da JBS N.V. e preside há 13 anos o conselho da Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS e uma das maiores produtoras de aves do mundo.

Para Tomazoni, o conhecimento de Batista Filho sobre as operações da empresa, especialmente sua experiência nos Estados Unidos, contribui para a continuidade da estratégia da companhia.

A sucessão na JBS acontece pouco mais de um ano após a conclusão da estrutura que levou as ações da empresa à Bolsa de Nova York. A mudança também coloca um integrante da terceira geração da família fundadora no comando executivo global da companhia.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/JBS

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Comércio

Alta do whey protein trava negócios e impulsiona mercado de colágeno no Brasil

A disparada no preço do whey protein começa a provocar efeitos em diferentes segmentos da indústria de alimentos e suplementos no Brasil. O aumento da procura por proteínas em meio à popularização das canetas emagrecedoras e dos medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, elevou a pressão sobre uma matéria-prima que já enfrenta restrições de oferta.

O impacto chegou ao mercado de suplementos. Segundo apuração do InvestNews, o processo de venda da Growth, considerada uma das maiores empresas brasileiras do setor, está paralisado diante da forte volatilidade no custo do whey.

A matéria-prima chegou a quase triplicar de preço no mercado internacional, dificultando a avaliação de empresas cujo desempenho depende diretamente das margens obtidas com produtos à base de proteína do soro do leite.

Preço do whey interrompe negociações no setor

A Growth entrou no radar para uma possível venda no ano passado. Em agosto, a Merama, holding latino-americana de marcas de consumo, contratou o Goldman Sachs para conduzir o processo, que tinha uma avaliação inicial de R$ 4 bilhões.

Com a escalada dos custos do whey, porém, as negociações foram interrompidas e permanecem “on hold”, expressão utilizada pelo mercado financeiro para processos temporariamente suspensos.

A situação também afeta o Grupo Supley, concorrente da Growth e proprietário das marcas Max Titanium, Probiótica e Dr. Peanut. A companhia havia contratado o Itaú BBA, em 2024, para analisar alternativas de captação, incluindo uma eventual abertura de capital, mas nenhuma operação foi concluída até agora.

A alta e a instabilidade da principal matéria-prima do setor reduziram o interesse de potenciais compradores. Mesmo empresas com faturamento bilionário passaram a enfrentar maior dificuldade para serem avaliadas, já que a oscilação do whey interfere diretamente nas margens e nas perspectivas futuras do negócio.

Empresas menores atraem compradores

Diante do cenário, investidores financeiros e estratégicos passaram a olhar com mais atenção para empresas menores de suplementos, em operações nas quais a marca e a rede de distribuição têm peso maior do que a escala industrial.

Um exemplo foi a aquisição de uma participação na Dux pelo fundo XP Private Equity II, da XP Asset, por R$ 250 milhões. A operação ocorreu no ano passado, antes de a atual crise de oferta do whey ganhar maior intensidade.

Outro movimento foi a compra da Bold, fabricante de barras de proteína, pelo Grupo Ferrero, proprietário da Nutella, em março.

Nesses negócios, a exposição à alta do whey tende a ser menor porque o valor da operação está mais associado à força da marca e à distribuição do que à capacidade produtiva da indústria.

Danone aumenta produção para atender demanda

Enquanto parte do mercado enfrenta dificuldades, a Danone adotou uma estratégia diferente e decidiu ampliar sua capacidade industrial no Brasil.

A companhia francesa está expandindo as fábricas de Poços de Caldas, em Minas Gerais, para acompanhar o crescimento do consumo de alimentos ricos em proteína.

O CEO da operação brasileira, Tiago Santos, afirmou à Folha de S.Paulo que pretende fazer com que as vendas no país avancem em ritmo superior ao crescimento registrado pela matriz.

Um dos principais produtos beneficiados por essa tendência é o YoPRO, bebida láctea que combina whey protein e caseína. O produto já ocupa a segunda posição entre os mais vendidos da Danone no Brasil, atrás apenas do iogurte tradicional da companhia e à frente de marcas como Activia e Danoninho.

Mercado de suplementos movimenta bilhões

O crescimento do consumo ajuda a dimensionar o tamanho da oportunidade. De acordo com a Brasnutri, com dados da Euromonitor, o mercado brasileiro de suplementos alimentares movimentou aproximadamente R$ 7,6 bilhões em 2025.

O resultado representa uma alta de 15% em relação ao ano anterior. A projeção da entidade indica que o setor poderá alcançar R$ 13,8 bilhões em faturamento até 2030.

O Brasil já aparece entre os maiores mercados globais de suplementos esportivos, ocupando a quinta posição. Em whey protein, o país é o quarto maior mercado mundial, enquanto em creatina está na terceira colocação.

Por que o whey protein ficou tão caro?

O whey protein é obtido a partir do soro do leite, um subproduto da fabricação de queijo. O líquido contém proteínas do leite, principalmente whey e caseína, mas precisa passar por processos industriais de filtragem e concentração para se transformar no suplemento consumido atualmente.

Durante muito tempo, o soro tinha baixo valor comercial e, em alguns casos, chegava a ser descartado. A evolução do processamento transformou esse material em uma matéria-prima de alto valor para a indústria de alimentos e suplementos.

O problema atual está na relação entre oferta e demanda. O consumo de whey cresceu rapidamente, mas a produção de leite e queijo não acompanhou na mesma velocidade.

Como o soro depende da fabricação de queijo, ampliar significativamente a oferta de whey exige aumentar também a produção de queijo. Isso pode gerar excedentes em um mercado que não necessariamente apresenta a mesma expansão.

Concentrado de whey quase triplica de preço

O desequilíbrio entre oferta e procura provocou uma forte valorização da matéria-prima.

Segundo a consultoria Vesper, o whey protein concentrado 80%, uma das versões mais utilizadas pela indústria, ultrapassou US$ 13 por libra, equivalente a 453,5 gramas, nos Estados Unidos. O valor representa quase o triplo do registrado um ano antes.

O whey isolado, que possui concentração ainda maior de proteína, também teve alta expressiva e avançou cerca de 50% no mesmo período.

A indústria de laticínios dos Estados Unidos vem reagindo ao cenário com investimentos estimados em US$ 11 bilhões até 2028 para aumentar a produção. Os efeitos sobre a oferta, entretanto, devem aparecer somente posteriormente.

Colágeno ganha espaço como alternativa

A crise do whey também abriu uma oportunidade para outro mercado de proteínas: o colágeno.

Grandes frigoríficos brasileiros, como JBS e MBRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, vêm investindo centenas de milhões de reais para transformar o colágeno em um ingrediente de maior valor agregado.

A matéria-prima é obtida a partir de subprodutos do abate bovino e do couro. Assim como ocorreu com o soro do leite, um material que antes tinha baixo aproveitamento passou a ser valorizado pela indústria de alimentos e ingredientes funcionais.

O colágeno também apresenta uma vantagem industrial: pode ser incorporado com facilidade a diferentes produtos, incluindo bebidas funcionais, alimentos saudáveis e produtos com alto teor de proteína.

JBS e MBRF ampliam produção de colágeno

A JBS criou a Genu-in em 2022, dentro de um plano de investimentos de R$ 400 milhões. A fábrica de colágeno em Presidente Epitácio, no interior de São Paulo, já opera próxima do limite e tem uma nova expansão em preparação.

A MBRF, por sua vez, investiu R$ 312,5 milhões na compra de 50% da Gelprime, que possui uma fábrica em Londrina, no Paraná. A companhia prevê ainda aplicar R$ 187,5 milhões na expansão da unidade.

O objetivo é dobrar a capacidade de produção até 2030 e transformar a unidade em um dos maiores complexos mundiais de colágeno e gelatina.

Proteína vira oportunidade em diferentes mercados

A lógica econômica ajuda a explicar os investimentos. Os peptídeos de colágeno podem apresentar margens próximas de 30%, enquanto a atividade tradicional de proteína animal trabalha com margens de apenas um dígito.

JBS e MBRF identificam o avanço dos medicamentos GLP-1 como um dos fatores que impulsionam a procura por produtos proteicos.

A diferença é que o colágeno não depende da cadeia de produção de queijo para ser obtido. Com isso, enquanto a oferta limitada de whey pressiona fabricantes de suplementos e trava algumas negociações no setor, o colágeno aparece como uma alternativa com potencial de crescimento dentro da nova onda de consumo de proteínas e alimentos funcionais.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração João Brito

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Agronegócio

Mercado de frango no Brasil enfrenta excesso de oferta e pressiona margens das produtoras

O mercado de frango no Brasil deve enfrentar um cenário de maior pressão sobre a rentabilidade das empresas do setor durante o segundo semestre de 2026. A avaliação é do JPMorgan, que aponta que o excesso de oferta da proteína, aliado ao consumo interno enfraquecido, tende a reduzir as margens de gigantes como JBS e BRF.

A análise foi divulgada nesta quarta-feira (5) após o banco realizar conversas com mais de dez pequenos e médios produtores e exportadores de aves. De acordo com os entrevistados, a expectativa é de queda na lucratividade nos próximos meses, refletindo o desequilíbrio entre oferta e demanda, além da desvalorização das carnes bovina e suína.

Produção segue acima da demanda

Segundo o relatório, o Brasil continua produzindo carne de frango em volume superior ao necessário para atender ao mercado. Neste ano, o alojamento de pintinhos cresceu 2,3% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o abate de frangos avançou 2,5%.

Apesar desse cenário, alguns produtores já começaram a enviar aves com menor peso para o mercado, movimento que pode indicar os primeiros sinais de ajuste na oferta.

Ainda assim, o JPMorgan destaca que os produtores não demonstram intenção de reduzir o alojamento de pintinhos. O motivo é a boa condição financeira de grande parte das empresas, sustentada pelos resultados positivos obtidos ao longo do ano passado.

Demanda doméstica continua enfraquecida

Outro fator que pesa sobre o setor é a fragilidade do consumo interno. O banco observa que os consumidores seguem enfrentando limitações financeiras, reduzindo o ritmo das compras.

Além disso, a queda nos preços das carnes bovina e suína aumenta a concorrência entre as proteínas e reduz parte da demanda por frango no mercado brasileiro.

Exportações ainda sustentam parte da rentabilidade

No mercado externo, as exportações de frango continuam apresentando desempenho favorável. A demanda permanece aquecida em regiões como Oriente Médio, México e outros países da América Latina, além da manutenção das compras chinesas de pés de frango.

Entretanto, o JPMorgan alerta que as margens internacionais tendem a perder força nos próximos meses. Entre os fatores apontados estão a valorização da moeda, o aumento dos custos de frete, as tensões geopolíticas, a redução dos embarques de carne de coxa desossada para o Japão e as incertezas sobre uma possível restrição europeia às importações após setembro.

Recuperação pode começar no fim do ano

Na avaliação de parte dos produtores consultados, a lucratividade do setor pode atingir seu ponto mais baixo durante o terceiro trimestre de 2026. Caso a oferta comece a se equilibrar com a demanda, a expectativa é de recuperação gradual das margens até o encerramento do ano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Rodolfo Buhrer

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Negócios

JBS firma parceria com empresa sul-coreana para ampliar presença no mercado asiático

A JBS anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a empresa sul-coreana Highland Foods Co., Ltd., marcando o início de uma parceria estratégica voltada à expansão dos negócios no mercado asiático. O acordo foi formalizado na terça-feira (28) e tem como foco ampliar a cooperação comercial entre as duas companhias, impulsionar a inovação e fortalecer a presença dos produtos da empresa brasileira na Coreia do Sul e em outros mercados considerados estratégicos.

A iniciativa representa mais um passo da JBS na ampliação de sua atuação internacional, especialmente em uma região com crescente demanda por proteína animal.

Assinatura ocorreu durante encontro empresarial Brasil-Coreia

A parceria foi oficializada durante a Mesa Redonda Empresarial Brasil-Coreia, realizada em São Paulo e promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em conjunto com a Federação das Indústrias da Coreia (FKI).

O documento foi assinado pelo presidente do Conselho de Administração da JBS, Jerry O’Callaghan, e pela fundadora e CEO da Highland Foods, Young Mi Youn.

Além do memorando firmado entre as duas empresas, o evento reuniu representantes dos setores público e privado e resultou na assinatura de outros cinco acordos envolvendo áreas como inovação, inteligência artificial, indústria farmacêutica e setor aeroespacial.

Highland Foods atua em 19 países

Fundada em 1999, a Highland Foods é especializada na importação, processamento, logística e distribuição de carnes bovina, suína, de frango e cordeiro.

A empresa mantém parcerias comerciais em 19 países, abrangendo mercados das Américas, Europa, Oceania e Sudeste Asiático. Em 2025, a companhia registrou faturamento de aproximadamente US$ 876,4 milhões, consolidando sua posição como uma das principais distribuidoras de proteínas na Coreia do Sul.

Parceria acompanha avanço das relações entre Brasil e Coreia do Sul

O anúncio ocorre em meio ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul, durante a visita oficial do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ao país.

Na segunda-feira (27), o presidente participou de encontros em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi anunciada a criação de um grupo de trabalho destinado a retomar as negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul, interrompidas desde 2019.

Mercado coreano pode abrir espaço para carne bovina brasileira

Durante a agenda bilateral, o governo brasileiro também informou que autoridades sanitárias da Coreia do Sul devem visitar o Brasil em agosto. A missão faz parte das negociações para viabilizar a abertura do mercado sul-coreano à carne bovina brasileira, medida considerada estratégica para ampliar as exportações do setor.

Caso avance, o processo poderá fortalecer ainda mais a presença da JBS e de outras empresas brasileiras no mercado asiático, ampliando as oportunidades para a cadeia nacional de proteína animal.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: JBS

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Portos

Pela primeira vez, JBS Terminais recebe operação simultânea de dois navios com mais de 300 metros de comprimento


A JBS Terminais registrou no último final de semana um marco em sua operação no Porto de Itajaí ao realizar, pela primeira vez, a movimentação simultânea de dois navios porta-contêineres com mais de 300 metros de comprimento. A operação reforça a capacidade operacional, a eficiência e a competitividade do terminal, consolidando sua posição entre os principais portos do país.


Os navios SAN AUGUSTIN MAERSK e NAVARINO atracaram simultaneamente no terminal, exigindo um planejamento integrado e alto desempenho das equipes operacionais. Juntas, as duas embarcações somaram mais de 2 mil movimentos, demonstrando a capacidade da infraestrutura e a eficiência das operações realizadas pela JBS Terminais.


O SAN AUGUSTIN MAERSK, de bandeira da Dinamarca, possui 333,2 metros de comprimento e 48,32 metros de boca (largura). Já o NAVARINO, de bandeira de Malta, mede 335,07 metros de comprimento e 42,84 metros de boca.


A operação representa um feito inédito para o Porto de Itajaí, que nunca havia registrado a movimentação simultânea de dois navios desse porte. O resultado evidencia a evolução da infraestrutura portuária e a capacidade da JBS Terminais de atender embarcações de grande porte com segurança, produtividade e eficiência.


O marco ocorre em um momento de forte crescimento do terminal. Em junho, a JBS Terminais registrou recorde de movimentação, com 45.458 TEUs, o maior volume mensal desde o início de suas operações no Porto de Itajaí. O desempenho reforça a retomada das atividades do complexo portuário e evidencia o aumento da confiança dos armadores e clientes na capacidade operacional do terminal.


A combinação entre infraestrutura, eficiência operacional e crescimento da demanda consolida a JBS Terminais como um importante hub logístico para o comércio exterior brasileiro, preparada para receber embarcações de grande porte e ampliar a competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

TEXTO E IMAGEM: JBS

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Exportação

Exportação de carne bovina para a China desacelera e frigoríficos brasileiros suspendem parte da produção

Frigoríficos brasileiros começaram a reduzir o ritmo de produção e a conceder férias coletivas a funcionários diante da expectativa de esgotamento da cota anual de importação de carne bovina da China. A medida afeta unidades em diferentes estados e deve impactar temporariamente o setor até a reabertura das compras pelo mercado chinês.

A previsão das empresas é que os importadores da China retomem os pedidos apenas em outubro, quando os embarques já poderão ser contabilizados na cota de 2027.

Cota chinesa reduz demanda por carne brasileira

Empresas como Frigol, Better Beef, Iguatemi Beef e Plena Alimentos anunciaram a suspensão parcial do abate de bovinos e da produção de carne. O objetivo é ajustar a oferta diante da queda na demanda do principal destino das exportações brasileiras do setor.

No fim de 2025, a China estabeleceu limites anuais de importação para fornecedores como Brasil, Austrália e Estados Unidos, em uma estratégia para fortalecer a produção interna. Para o Brasil, a cota foi fixada em 1,106 milhão de toneladas, abaixo das cerca de 1,7 milhão de toneladas exportadas pelo país no ano anterior.

As cargas dentro da cota pagam tarifa de 12%. Já os volumes que ultrapassam esse limite passam a sofrer uma tributação total de 67%, tornando as operações menos competitivas.

Embora ainda seja junho, exportadores acreditam que a cota esteja próxima do limite porque o governo chinês contabiliza os volumes conforme a data de chegada aos portos do país, e não pela data de embarque no Brasil.

Empresas adotam férias coletivas e reduzem abates

A Frigol informou que cerca de mil colaboradores da unidade de Água Azul do Norte (PA) entrarão em férias coletivas por 18 dias a partir de 1º de julho. A planta destinava aproximadamente 70% da produção ao mercado chinês.

Nas demais unidades, a empresa reduzirá o ritmo de abates em cerca de 20%. Mesmo após o retorno dos funcionários, a expectativa da companhia é operar entre 30% e 40% abaixo da capacidade anterior, devido à dificuldade de redirecionar toda a produção para outros mercados.

A Better Beef também anunciou mudanças nas operações. A unidade de Araçatuba (SP) terá as atividades suspensas entre 20 de julho e 10 de agosto. Enquanto isso, a planta de Rancharia passará a abastecer o mercado interno e outros destinos internacionais, como Estados Unidos, Chile e países do Oriente Médio.

A empresa, que faturou cerca de R$ 3 bilhões no ano passado, esperava crescer aproximadamente 10% em 2026. Com as restrições nas compras chinesas, a projeção foi revista para um desempenho semelhante ao registrado em 2025.

Mato Grosso do Sul e outras regiões também são afetados

A Iguatemi Beef, instalada em Mato Grosso do Sul, colocará aproximadamente 650 dos 850 funcionários em férias coletivas durante julho. A unidade exporta entre 90% e 95% da produção, sendo que cerca de 80% tem como destino a China.

Segundo a empresa, a redução temporária dos abates ajudará a controlar custos em um cenário de demanda enfraquecida e preços elevados do gado. Parte da produção já foi direcionada antecipadamente para mercados como Estados Unidos, Reino Unido, Oriente Médio e o próprio mercado brasileiro.

A Plena Alimentos também confirmou férias coletivas para cerca de 1.500 colaboradores em plantas localizadas em Goiás e Tocantins, durante 21 dias úteis. Já a Astra Foods pretende ampliar o abastecimento do mercado regional com a carne que deixará de ser exportada nos próximos meses.

Grandes frigoríficos buscam reduzir impactos

As maiores empresas do setor contam com uma estrutura mais diversificada para enfrentar o cenário. A estratégia inclui ampliar as vendas para outros mercados internacionais e utilizar plantas instaladas em diferentes países.

No caso da Minerva Foods, unidades brasileiras devem reforçar o fornecimento aos Estados Unidos, enquanto operações na Argentina, Uruguai e Colômbia continuam atendendo a demanda chinesa.

Na JBS, o diretor da Friboi, Renato Costa, já havia informado anteriormente que a empresa deixaria de produzir determinados cortes destinados à China a partir da segunda quinzena de junho. Procurada, a companhia não confirmou se também adotará férias coletivas para parte dos funcionários. Minerva e MBRF optaram por não comentar o assunto.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images/Canva

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Comércio Exterior

China suspende frigoríficos brasileiros após detectar substância proibida em carne bovina

A China suspendeu as importações de carne bovina brasileira de três frigoríficos após identificar resíduos de acetato de medroxiprogesterona, substância vetada pelo país asiático em animais destinados ao abate. A decisão foi tomada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e já está em vigor.

Frigoríficos brasileiros afetados pela suspensão

As unidades desabilitadas para exportação ao mercado chinês pertencem às empresas:

  • JBS, em Pontes e Lacerda (MT);
  • PrimaFoods, localizada em Araguari (MG);
  • Frialto, em Matupá (MT).

Segundo registros do sistema chinês Ciferquery SingleWindow, utilizado para controle de empresas autorizadas a exportar alimentos ao país, a suspensão passou a valer na quarta-feira, dia 20.

Até a publicação da medida, as empresas e o Ministério da Agricultura não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso.

China aponta presença de hormônio proibido

De acordo com informações encaminhadas ao governo brasileiro, o motivo da suspensão foi a detecção de resíduos hormonais em cargas de carne bovina exportadas pelas plantas frigoríficas.

O composto identificado, o acetato de medroxiprogesterona, é um hormônio sintético utilizado em medicamentos veterinários para controle reprodutivo de animais. No entanto, a legislação chinesa proíbe o uso da substância em animais de corte destinados ao consumo humano.

Governo brasileiro foi comunicado por Pequim

A decisão da autoridade sanitária chinesa foi comunicada ao Ministério da Agricultura por meio da adidância agrícola brasileira em Pequim. O aviso foi enviado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), responsável pelo acompanhamento sanitário das exportações.

Apesar disso, as suspensões ainda não haviam sido registradas no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF) até a divulgação do caso.

Número de frigoríficos suspensos sobe para quatro

Com a nova medida, sobe para quatro o número de frigoríficos brasileiros impedidos de exportar carne bovina para a China por suspeita de presença da substância proibida.

Em abril, o país asiático já havia suspendido as compras da Frigosul, localizada em Várzea Grande (MT), após a identificação do mesmo composto em um lote de carne bovina congelada desossada.

A China é atualmente um dos principais destinos da carne bovina brasileira, e decisões sanitárias como essa costumam gerar impacto direto no setor exportador e no agronegócio nacional.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mattes/Wikimedia Commons

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Comércio Exterior

China libera frigoríficos brasileiros e retoma importação de carne bovina

A China voltou a autorizar a importação de carne bovina brasileira produzida por três frigoríficos que estavam suspensos desde março de 2025. A decisão reabre espaço para exportações ao principal mercado consumidor do produto no exterior.

Segundo o Ministério da Agricultura, a medida foi anunciada após reunião entre o ministro André de Paula e representantes da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), em Pequim.

Frigoríficos retomam acesso ao mercado chinês

Com a nova liberação, três unidades brasileiras voltam a ficar habilitadas para exportar carne bovina para a China. As empresas autorizadas são:

  • Frisa Frigorífico Rio Doce, em Nanuque (MG);
  • Bon-Mart Frigorífico, em Presidente Prudente (SP);
  • JBS S/A, em Mozarlândia (GO).

A atualização já aparece na plataforma oficial de registro de empresas exportadoras da China, conhecida como Cifer. A retomada das importações passou a valer oficialmente em 19 de maio.

Suspensão ocorreu após auditorias sanitárias

Os frigoríficos estavam impedidos de vender ao mercado chinês desde março do ano passado. Na época, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes informou que a suspensão ocorreu após auditorias remotas realizadas pelas autoridades chinesas.

As inspeções identificaram inconsistências relacionadas aos requisitos exigidos pela China para o cadastro de estabelecimentos estrangeiros aptos a exportar produtos de origem animal.

Brasil amplia presença nas exportações de carne

Atualmente, 66 frigoríficos brasileiros possuem autorização para exportar carne bovina brasileira ao mercado chinês, conforme dados da GACC.

Durante o encontro em Pequim, autoridades sanitárias da China também comunicaram o início da certificação eletrônica para produtos cárneos a partir do próximo mês. A medida deve modernizar processos e agilizar operações comerciais entre os dois países.

A China segue como um dos principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro, especialmente no setor de exportação de carne bovina.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Internacional

Guerra no Oriente Médio pressiona custos da carne, afirma CEO da JBS em Nova York

O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou nesta quarta-feira, durante o Summit Valor Brazil-USA 2026, em Nova York, que a guerra no Oriente Médio vem elevando os custos em toda a cadeia de produção de carnes e proteínas.

Segundo o executivo, os impactos chegam desde embalagens plásticas até fertilizantes e fretes logísticos, pressionando os custos operacionais da indústria alimentícia mundial.

JBS aposta em diversificação geográfica para reduzir impactos

Durante o painel, Tomazoni explicou que a companhia tem conseguido minimizar os efeitos do cenário internacional por meio da sua presença global e da diversificação de mercados.

De acordo com ele, a estratégia permite equilibrar dificuldades regionais e manter o abastecimento em diferentes países.

“O grande fornecedor do Oriente Médio é o Brasil. Não tivemos ruptura de abastecimento, mas foi necessário reorganizar a estratégia logística, utilizando novos portos e transporte interno para garantir a entrega ao cliente final”, destacou o executivo.

A empresa também reforçou o foco em segurança alimentar e na otimização da infraestrutura para enfrentar períodos de instabilidade geopolítica.

Alta da demanda compensou aumento nos custos

Apesar do avanço das despesas operacionais, o CEO da JBS afirmou que o crescimento da demanda global por proteína animal ajudou a compensar os custos adicionais registrados nos últimos meses.

Segundo Tomazoni, a companhia manteve seus investimentos e operações sem alterar o planejamento estratégico de médio e longo prazo.

A Seara, controlada pela JBS, segue entre os principais negócios do grupo no Brasil, incluindo operações relevantes em Santa Catarina.

Mercado americano enfrenta baixa oferta de animais

Ao comentar o cenário dos Estados Unidos, Tomazoni afirmou que o país vive dificuldades específicas relacionadas à baixa oferta de animais para abate.

Além do ciclo pecuário natural, a seca em algumas regiões americanas também vem pressionando a produção, fator que contribui para manter os preços da carne elevados.

Segundo o executivo, esse cenário reduz as chances de queda nos preços ao consumidor, tema frequentemente citado pelo presidente Donald Trump.

“O preço da carne depende diretamente da relação entre oferta e demanda”, ressaltou.

Redução de tarifas pode beneficiar Brasil e EUA

Tomazoni também defendeu a discussão sobre redução tarifária para a carne brasileira no mercado americano. Na avaliação dele, Brasil e Estados Unidos possuem mercados complementares no setor de proteína animal.

O executivo destacou ainda que a produção de carnes exige planejamento de longo prazo, o que diferencia o segmento de outras cadeias industriais.

JBS amplia presença e faturamento nos Estados Unidos

Durante o evento, mediado pelo jornalista Lauro Jardim, o CEO apresentou números das operações da JBS no mercado americano.

Segundo ele, a empresa atua há cerca de 20 anos nos EUA, onde concentra mais de 52% do faturamento global, superando US$ 40 bilhões em receita.

Atualmente, a companhia está presente em 31 estados americanos, conta com aproximadamente 78 mil colaboradores e possui uma rede de cerca de 10 mil fornecedores no país.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Estela Benetti

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