Portos

JBS Terminais destaca resultados expressivos em seu primeiro ano de operação em Itajaí

A JBS Terminais, negócio da JBS S.A., celebra conquistas significativas em seu primeiro ano de operação no Porto de Itajaí, em Santa Catarina. Em apenas doze meses, a empresa consolidou resultados expressivos, retomou a movimentação de contêineres após quase dois anos de paralisação e alcançou marcos importantes para o setor portuário brasileiro.

Desde o início das operações, a JBS movimentou mais de 300 mil TEUs, sendo 262 mil apenas em 2025, atendendo cerca de 2.400 clientes, entre eles grandes nomes como JBS/Seara, Berneck, Aurora, Mow Brazil, Pallets Castillo, Britânia, Comexport, Mexichem, Capital Trade e Benteler. Entre as operações de grande porte, destaca-se a importação de mais de 7.200 veículos da BYD.

O resultado financeiro também evidencia a força da operação: já foram investidos mais de R$ 130 milhões no terminal, e o lucro líquido acumulado neste ano atingiu R$ 60 milhões, superando em 12% o orçamento previsto.

O crescimento da empresa está apoiado em medidas estruturantes. A unificação das áreas operacionais, autorizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Antaq, ampliou a eficiência logística e trouxe mais estabilidade às operações. Além disso, a duplicação da capacidade de atracação, agora com quatro berços disponíveis, permite ao terminal receber até três navios de grande porte simultaneamente, consolidando Itajaí como referência na movimentação de cargas.

O contrato transitório de arrendamento foi prorrogado em 29 de setembro pelo Ministério de Portos e Aeroportos, garantindo a continuidade das operações e reforçando o papel estratégico da JBS no Porto de Itajaí.

De acordo com Aristides Russi Junior, CEO da JBS Terminais:
“Conseguimos restabelecer a confiança no terminal e mostrar que Itajaí pode voltar a ocupar um lugar de destaque no cenário portuário brasileiro. A unificação das áreas trouxe mais previsibilidade e eficiência para nossos clientes, ao mesmo tempo em que reforça nosso compromisso de gerar desenvolvimento econômico para a cidade, para Santa Catarina e para o país. Esse avanço também se reflete na geração de empregos: hoje somos mais de 300 colaboradores diretos e mais de 1.000 postos de trabalho indiretos ligados às atividades do terminal. Quero destacar o excelente trabalho da nossa equipe, que tem sido essencial para atingirmos esses resultados e superarmos desafios desde o início das operações.”

O primeiro ano de operação demonstra a consolidação de uma gestão eficiente e orientada para resultados, reforçando a posição da JBS Terminais como um parceiro estratégico para clientes e para o desenvolvimento do Porto de Itajaí.

Sobre a JBS:

Com 70 anos de história, a JBS S.A. é uma multinacional brasileira, reconhecida como uma das líderes globais da indústria de alimentos. Com sede em São Paulo, a Companhia está presente em mais de 20 países, empregando mais de 280 mil colaboradores que seguem rigorosas diretrizes de sustentabilidade, inovação, qualidade e segurança alimentar.

O portfólio diversificado da JBS inclui carnes in natura, congelados, pratos prontos e marcas reconhecidas nacional e internacionalmente, como Friboi, Seara, Doriana, Massa Leve, Pilgrim’s Pride, Swift Prepared Foods, entre outras. A Companhia também atua em negócios correlacionados, como couro, biodiesel, colágeno, embalagens metálicas, transportes e soluções em gestão de resíduos, promovendo a sustentabilidade em toda a cadeia de valor.

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA
IMAGEM: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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Negócios

JBS está preparada para provável virada do ciclo pecuário no Brasil, diz diretor

A JBS, maior produtora global de carnes, está preparada para uma provável virada do ciclo pecuário no Brasil, o que poderia implicar em uma menor oferta de bovinos para abate após um período de maior produção, disse Eduardo Pedroso, diretor-executivo de Originação da Friboi JBS, nesta quarta-feira.

Em entrevista a jornalistas durante evento em São Paulo, ele lembrou que nos últimos 24 meses houve um “aumento significativo” do desfrute do rebanho nacional, resultando em uma sobreoferta “muito grande”, permitindo maior processamento nas indústrias do Brasil.

Mas há sinais de uma menor oferta no próximo ano no Brasil, maior exportador global de carne bovina, em momento em que outros países, como os Estados Unidos, enfrentam uma escassez de animais para abate.

“Realmente a iminência da virada do ciclo pecuário vem com alguns desafios. No nosso caso, estamos nos preparando com parcerias, contratos e relacionamento muito próximo de pecuaristas (no Brasil), para que o nosso volume seja preservado”, disse Pedroso.

Ele comentou que, cada vez mais, a JBS trabalha com contratos a termo no Brasil.

“Antigamente, a gente comprava o boi quando ele estava gordo, hoje a gente compra o boi muitas vezes na barriga da mãe, com meses ou anos de antecedência. Essa relação (com o pecuarista) evoluiu muito, o nível de profissionalização da relação da indústria e produtor está em outro patamar.”

Após um crescimento esperado de cerca de 3% em 2025 ante 2024, seguido de um salto de mais de 16% entre 2023 e 2024, os abates de bovinos no Brasil deverão cair mais de 9% em 2026 na comparação com este ano, para 37,1 milhões de cabeças, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira pela consultoria Datagro.

A queda nos abates ocorreria após um forte movimento de abate de matrizes, que geralmente é seguido por retenção de fêmeas para a produção de bezerros.

Mudanças como essas geralmente impactam os preços da arroba do boi gordo. O mercado atual está “equilibrado”, com as cotações oscilando entre R$330 e R$290, segundo dados da Datagro no evento promovido pela consultoria.

O executivo lembrou que o ciclo pecuário é inerente à atividade, que registra movimentos de retenção de fêmeas em uma época do ciclo e outra de “liquidação” dos animais.

Ele comentou que isso geralmente traz oscilação de preços, mas destacou também que a incorporação de tecnologias e manejos tem amenizado os efeitos do ciclo de baixa.

“O que a gente observa de oportunidades com o advento da integração lavoura-pecuária, incorporação de tecnologia no campo, redução da idade de abate, incremento da produtividade…, os impactos do ciclo podem ser suavizados, e é isso que a gente imagina que deve acontecer”, afirmou ele, admitindo que o Brasil está “entrando em momento de provável retenção de matrizes.”

Roberto Perosa, presidente da associação das indústrias de carne do Brasil, a Abiec, disse a jornalistas durante o evento que não acredita “em toda esta queda” projetada nos abates para o ano que vem.

“Acho que o mercado continuará equilibrado, a previsão dos especialistas para este ano era de uma queda de abates, e estamos crescendo o abate.”

Ele destacou fatores como os citados pelo executivo da JBS, incluindo a melhoria genética do rebanho, que resulta em mais produção.

Perosa disse também não acreditar em queda no consumo interno de carne bovina no Brasil, citando que 2026 é ano eleitoral, com possíveis movimentos que fortaleçam a demanda.

“Acho que vai ter este estímulo, com o pleno emprego e o aumento da renda da população, acho que o consumo de carne bovina pode se manter estável ou inclusive crescer no ano que vem.”

Fonte: Reuters

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Internacional

Missão chinesa visitará Rio Grande do Sul após surto de gripe aviária, diz presidente da JBS

Uma delegação chinesa deverá visitar o Estado do Rio Grande do Sul para verificar as condições sanitárias do local, depois que um surto de gripe aviária relatado pelas autoridades desencadeou proibições comerciais, de acordo com Gilberto Tomazoni, presidente-executivo da JBS.

Ao falar em um evento do setor nesta quarta-feira, Tomazoni disse que a China pode retomar a compra de produtos avícolas brasileiros, mas acrescentou que as negociações ainda estão pendentes após um surto de gripe aviária em uma granja comercial de frangos no Rio Grande do Sul em maio.

Fonte: Reuters

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Negócios

JBS lucra US$ 528,1 mi no 2T, alta de 60%, apesar do ambiente desafiador nos EUA

A companhia divulgou seus resultados pela primeira vez após listar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York

A JBS (BDR: JBSS32), maior empresa de carnes do mundo, anunciou nesta quarta-feira um salto no lucro do segundo trimestre e uma receita trimestral recorde de cerca de US$ 21 bilhões, apesar de um ciclo da pecuária bovina nos EUA ainda desafiador e das tensões geopolíticas globais, de acordo com um comunicado ao mercado.

A companhia, que divulgou seus resultados pela primeira vez após listar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York, registrou lucro líquido de US$ 528,1 milhões no segundo trimestre, uma alta de 60,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os resultados foram impulsionados principalmente pelo desempenho da subsidiária do segmento de frangos Pilgrims Pride nos EUA e pela resiliência de seus negócios de alimentos processados Seara no Brasil, afirmou a JBS.

Em entrevista à Reuters, o CEO Global Gilberto Tomazoni destacou a fraqueza de seus negócios com carne bovina nos EUA, que representam cerca de um terço das vendas da empresa, onde o boi ficou mais caro para os frigoríficos.

Mas, embora essa unidade tenha apresentado margens negativas, outros segmentos da empresa mostraram força, incluindo as operações de carne bovina brasileira e australiana.

“Vivemos um momento desafiador em alguns dos nossos negócios… entregar margem (de 8,4%) dentro do contexto que temos aí… Estamos satisfeitos…”, afirmou ele, citando a margem Ebitda ajustada do segundo trimestre, que teve uma queda anual de 1,5 ponto percentual.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado foi de US$1,75 bilhão, queda de 7,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a receita líquida atingiu US$20,998 bilhões, avanço de 8,9% versus um ano antes.

O negócio de carne bovina na América do Norte teve Ebitda ajustado negativo de US$233 milhões. Por outro lado, a Pilgrim´s registrou US$817,7 milhões no mesmo indicador, no segundo trimestre.

A tarifa americana de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo carne bovina, também está pesando sobre frigoríficos em geral.

Tomazoni afirmou que a JBS responde por cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina para os EUA, onde também opera diversas fábricas. O Brasil exportou 180 mil toneladas de carne bovina in natura para os EUA no primeiro semestre.

Por causa da tarifa, Tomazoni afirmou que algumas fábricas da JBS no Brasil interromperam brevemente a produção. Posteriormente, retomaram as atividades para redirecionar alguns produtos para outros mercados.

“O mais importante é que nossa plataforma foi construída levando em conta que esses fatores acontecem”, disse ele, referindo-se a obstáculos como barreiras comerciais e sanitárias.

“Está ruim nos EUA, está bom no Brasil, está bem na Austrália, e o frango está em momento excelente,” disse ele referindo-se ao resultado da Pilgrim’s e da Seara, que apesar da gripe aviária entregou uma margem ajustada acima de 18%.

Um surto de gripe aviária no Brasil em maio também criou problemas, pois interrompeu parte das exportações de empresas do país sul-americano, o maior exportador mundial de frango, devido a embargos sanitários.

Saiba mais:

“A China não abriu ainda”, disse Tomazoni, citando o principal importador do Brasil, embora outros países já tenham regularizado suas compras. Segundo ele, não há mais razões sanitárias para os mercados estarem fechados.

Tomazoni lembrou que a União Europeia também é um dos poucos destinos que ainda não retomaram as importações de carne de frango, mas ele tem expectativa de uma reabertura em breve.

“A expectativa é que isso se resolva… eu espero que nas próximas semanas.”

Fonte: InfoMoney

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Negócios

JBS deve reforçar estratégia de diversificação diante de questões tarifárias, diz CEO

Questões tarifárias e geopolíticas do mundo atual mostram que a JBS, maior produtora global de carnes, está no caminho certo em sua estratégia de diversificar por regiões e proteínas, algo que deve ser reforçado em um contexto em que a carne bovina do Brasil recebe uma taxa de 50% do governo dos Estados Unidos, disse o CEO da companhia, nesta segunda-feira.

“Essa estratégia de diversificação foi construída pensando nos ciclos de commodities, pensando nos problemas sanitários, geopolíticos e nos problemas tarifários. Quando vejo isso acontecendo, vejo que temos de reforçar ainda mais esta plataforma, temos de enfatizar, crescer mais, diversificar mais…”, disse Gilberto Tomazoni, durante congresso da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Segundo ele, esta é a única forma de uma empresa que tem 280 mil trabalhadores se manter crescendo mesmo com dificuldades.

Diante de um problema em um segmento em determinado país, se o caixa é afetado, outra região da companhia pode compensar e gerar investimentos, exemplificou ele.

“Vejo que tomamos uma decisão acertada lá atrás”, afirmou Tomazoni, referindo-se à estratégia da JBS.

Durante o evento, ele não detalhou os impactos das tarifas dos EUA que afetam também a carne bovina do Brasil, maior exportador global de carne bovina.

A JBS tem a maior parte de suas receitas provenientes da operação nos EUA, mas a empresa também tem importantes plataformas no Brasil e Austrália, entre outros países, como o México.

BARREIRAS AMBIENTAIS?

O executivo afirmou que a pecuária do Brasil enfrenta desafios que vão além das tarifas dos EUA, como as normas ambientais da União Europeia sobre emissões de metano na pecuária, as quais estão erradas, na avaliação do CEO.

“Obviamente essas regulações… estamos falando aqui de tarifas, mas tem outras barreiras que às vezes são mais importantes em impedir que você venda do que propriamente as tarifas em alguns casos”, disse.

Ele citou que tais normas podem ser consideradas um protecionismo.

Tomazoni apontou para um “caso simples” que afeta profundamente o negócio da JBS, que é a “questão” de como a União Europeia faz o calculo das emissões de carbono da pecuária.

“Está errado, eles simplesmente só contemplam emissões, não contemplam as capturas, o ruminante é um animal extraordinário, pega carbono e fibras e transforma em proteínas, se a fibra que ele comeu, a gramínea fez fotossíntese, pegou carbono do ar, sequestrou carbono na folha, estocou no solo nas raízes…”, afirmou.

Ele admitiu que o metano emitido na pecuária “polui”, mas disse que os dejetos dos animais podem ser utilizados com fertilizantes, dentro de um processo de uma economia circular sustentável.

Tomazoni destacou os sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta no Brasil, que também capturam carbono.

O presidente da JBS disse que o Brasil deverá levar tais exemplos para serem discutido na COP30, para que importadores como os europeus possam reconhecer as potencialidades do Brasil como produtor de bioenergia e alimentos.

Fonte: Reuters

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Portos

Antaq libera uso das áreas públicas do porto pra JBS movimentar contêineres

Liberação atende pedido pra alavancar operações; Intersindical teme fim de espaço pra carga geral

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou o adensamento das áreas públicas do Porto de Itajaí para a movimentação de contêineres pela JBS Terminais. O pedido feito pela empresa em fevereiro teve decisão favorável pela Antaq no mês passado. Em manifesto nesta semana, a Intersindical dos trabalhadores portuários demonstrou preocupação com os impactos da medida às operações de carga geral.

O adensamento portuário permite a expansão da área física do porto, visando aumentar a capacidade de movimentação e armazenagem de cargas. Em Itajaí, o projeto prevê o uso da área B (berços 3 e 4) do cais público, a conexão do Recinto Alfandegado Contíguo (RAC) à área primária do porto e a demolição do armazém 3 do pátio público, entre outras adequações, num investimento imediato de R$ 23 milhões pela JBS.

Conforme a Antaq, o adensamento abrange área de 61.340,33 m², dos quais 13.340,33 m² são da área B do cais público, mais 48 mil m² que incluem trechos de área primária (31 mil m²) e retroárea (17 mil²). No total, o contrato da empresa somaria 141.286,75 m². Na prática, a JBS “dominaria” o porto, sem a atual divisão de áreas pública e arrendada dentro do mesmo terminal.

A empresa alega que o adensamento trará ganhos operacionais, vai reduzir custos e melhorar o aproveitamento da infraestrutura. O uso da área pública aumentaria a capacidade de armazenamento em 2100 TEUs (unidade de contêiners de 20 pés), elevando a armazenagem do porto para 10.047 TEUs. A ampliação também atenderia a projeção de movimentação de contêineres, de 44.100 para 49.335 TEUs por mês.

Na liberação, a Antaq destacou o plano de investimentos da JBS para melhorias operacionais e logísticas. Segundo avaliação da Secretaria Nacional de Portos, além de gerar ganhos imediatos, o investimento antecipará parte das melhorias previstas para o arrendamento definitivo. A proposta também estaria alinhada ao modelo da futura concessão, que prevê um único operador no porto.

“O investimento proposto de R$ 23 milhões permitirá a modernização da infraestrutura portuária, incluindo pavimentação, melhorias na rede elétrica, atualização do sistema de vigilância e reforço da infraestrutura dos berços, elevando a segurança operacional e a eficiência das operações”, informou a secretaria em nota técnica no processo.

Não é prevista mudança na forma de remuneração no contrato de arrendamento da JBS, sendo mantido o pagamento conforme a movimentação de carga. A decisão também manteve a meta mínima de movimentação, de 44 mil TEUs, e pontuou que o adensamento não poderá prejudicar as operações de carga geral.

Preocupação dos trabalhadores portuários

A Intersindical dos Trabalhadores Portuários de Itajaí encaminhou manifesto à Secretaria Nacional de Portos na terça-feira, demonstrando preocupação com o adensamento das áreas públicas do porto para as operações de contêineres. O documento é assinado pelo presidente da Intersindical e do Sindicato dos Arrumadores, Ernando João Alves Júnior, o Correio.

Para ele, a movimentação de cargas conteinerizadas no porto inteiro coloca em risco a manutenção das operações de carga geral. Correio considerou que, embora a Antaq tenha determinado que o adensamento não atrapalhe a carga geral, o uso da área pública e a demolição do armazém 3 não vão contribuir pra demanda da operação de carga geral, afetando a categoria.

Para evitar prejuízo às operações, a Intersindical quer uma nova área para cargas gerais. A cobrança junto ao governo federal é que o investimento seja incluindo no edital do leilão do porto, previsto pra ser lançado no ano que vem.

“Requeremos que haja destinação de verbas por parte do Governo Federal para a aquisição de áreas que deverão servir à manutenção da carga geral, visto que já foi anunciado milhões em investimento no Porto de Itajaí, no que pese a aquisição de novas áreas não ter sido contemplada, entendemos dever ser tratado com prioridade”, defendeu Correio.

No manifesto, a entidade também cobrou a criação do pátio de estacionamento para os caminhões de contêineres. A falta do espaço provoca filas no acesso ao porto em dias de grande movimentação, impactando na mobilidade urbana. Com o adensamento, a JBS promete maior eficiência nas operações, com redução do tempo de espera, o que deve minimizar o tráfego de caminhões no entorno do porto.

Investimentos pra expansão e modernização do porto

O adensamento de áreas e melhorias na infraestrutura do Porto de Itajaí estão previstos nos investimentos anunciados pelo governo federal durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Itajaí, em maio. O pacote soma R$ 844 milhões em projetos de infraestrutura, modernização e ampliação da capacidade do complexo portuário.

No terminal peixeiro, o projeto de adensamento do RAC e entorno à área primária do porto tem investimento estimado em R$ 45 milhões e ampliará a capacidade operacional do porto. O RAC fica entre a rua Blumenau e a Caninana, com área de 25 mil m², e será integrado ao pátio principal no plano de expansão.

No porto, há projeto de R$ 20 milhões pra melhorias na rede elétrica e de iluminação, e compra de um novo scanner, no valor de R$ 12 milhões. Em processo de retomada das operações, a JBS projeta crescimento da movimentação nos próximos meses até a capacidade máxima atual, de 558 mil TEUs por ano. A empresa anunciou R$ 90 milhões em novos investimentos e duas novas linhas para o incremento das operações.

Grupo técnico vai discutir criação da Docas de Itajaí

A Secretaria Nacional de Portos criou o grupo técnico pra discutir a proposta de criação da empresa pública federal que será a Autoridade Portuária do Porto de Itajaí no lugar do Porto de Santos. A medida cumpre anúncio do ministro dos Portos, Sílvio Costa Filho, durante visita da comitiva presidencial na cidade, em maio.

O grupo tem 90 dias pra concluir o trabalho. Serão feitas análises técnicas, jurídicas, administrativas e financeiras sobre a criação da empresa e a proposta do modelo jurídico adequado. Também caberá ao grupo avaliar os impactos da nova empresa sobre as atividades portuárias e os atuais contratos do Porto de Itajaí.

Com todas as análises concluídas, o texto final do trabalho servirá como base para a criação da Medida Provisória (MP) que criará a autoridade portuária do Porto de Itajaí, vinculada ao Ministério dos Portos. Com a criação de nova empresa, o complexo portuário contará com gestão própria e autonomia na administração dos recursos.

Fonte: Diarinho

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Economia, Negócios

JBS nada contra a maré negativa das bolsas globais na sexta-feira 13 e estreia com alta em Nova York

Mesmo em um dia de perdas nos mercados internacionais, papeis da companhia se valorizaram no primeiro pregão da dupla listagem. Próxima meta é a “reprecificação”, para ser avaliada como a concorrência

Sexta-feira, 13, e uma onda negativa nas bolsas globais nesta sexta-feira. Nada disso estragou o “churrasco brasileiro” da JBS em sua estreia americana.

No primeiro dia oficialmente negociando ações na NYSE (New York Stock Exchange), a maior bolsa de valores do mundo, a ação da companhia da família Batista chegou a subir mais de 2% e no fim do dia fechou cotada a US$ 13,87, com alta de 0,22.

A empresa destacou, entretanto, o volume de negociações, que superou os US$ 285 milhões em volume, somando o pregão dda NYSE e os BDRs, na B3, valor correspondente a 4,5 vezes a média diária dos últimos 12 meses na bolsa brasileira.

A ação iniciou o pregão na manhã cotada a US$ 13,65 cada, dando um valor de mercado à empresa de US$ 15 bilhões.

Ao mesmo tempo, os mercados globais caíam em uníssono, refletindo as tensões vindas do Oriente Médio após um bombardeio de Israel na cidade de Teerã, capital do Irã.

Nos Estados Unidos, os índices Nasdaq, S&P 500, Dow Jones e o Russell Index recuavam, respectivamente,1,2%, 1,1%, 1,8% e 1,8%. O próprio NYSE Composite desvalorizava 1,25%. Na Europa, o Euro Stoxx 50 havia registrado queda de 1,31%.

Se encerra a saga pela dupla listagem, que se arrasta já há alguns anos, a estreia em NY inicia outra: a reprecificação da JBS perante os pares internacionais, principalmente a Tyson Foods. Hoje, o market cap da concorrente da JBS é de US$ 19 bilhões.

Um relatório do banco BTG Pactual, assinado por Thiago Duarte, afirmou que essa aproximação deve acontecer lentamente nos próximos anos. Hoje, o desconto entre as empresas é de 3,9 vezes, segundo Duarte.

“Considerando nossa expectativa de Ebit (lucro antes de juros e impostos) de R$ 22 bilhões, fechar a lacuna com a Tyson implicaria em um adicional de R$ 86 bilhões em valor patrimonial, ou seja, quase 100% de valorização”, disse.

O preço de US$ 13,65 na estreia confirma o início do movimento de reprecificação mencionado no relatório. Mas, segundo o BTG, há ainda espaço para a ação dobrar de valor se o mercado passar a ver a JBS como vê a Tyson, especialmente em termos de múltiplos e estabilidade de lucros.

Essa trajetória deve ser sustentada, segundo o analista, pela inclusão da JBS nos principais índices de ações nos EUA. O primeiro deve ser o Russell, algo que pode acontecer ainda em 2026.

Wesley Batista, um dos controladores da empresa, já sinalizou que a meta é integrar o S&P 500, índice que reúne um clube restrito das maiores empresas dos Estados Unidos.

“O S&P 500 é um marco. É lógico que tem um processo a ser feito, mas acreditamos que vamos estar lá e vamos celebrar muito”, disse o empresário, acionista e membro do conselho da JBS, em uma entrevista recente à CNN Money.

“Hoje tem um volume muito grande de dinheiro de fundos que, se você não estiver lá, você não acessa”, acrescentou.

Em um comunicado enviado à imprensa pela JBS, Guilherme Cavalcanti, CFO da companhia, destacou a importância estratégica da operação, e disse que a presença na NYSE é um “passo fundamental para otimizar a estrutura de capital e diversificar a base de investidores”.

“Estamos preparados para este novo capítulo, com uma gestão financeira sólida e um plano estratégico claro para continuar crescendo de forma sustentável e rentável”, disse Cavalcanti no documento.

Outro fator que pode destravar esse valor, segundo Thiago Duarte, do BTG, é a própria operação da JBS, na medida em que a companhia cresce suas linhas de alimentos processados.

Ele relembra que a Tyson, por exemplo, viu suas ações subirem de forma significativa após a aquisição da Hillshire, em 2014, quando dobrou sua exposição a esse tipo de linha de negócio.

“Os investidores geralmente estão dispostos a pagar múltiplos mais altos para empresas com maior exposição a alimentos preparados, pois oferecem poder de precificação e margens maiores e mais estáveis. Os resultados da Tyson validam essa lógica”, resumiu Duarte, do BTG. Nos últimos seis anos, esse segmento foi responsável por 19% da receita da Tyson, mas 37% do seu Ebit.

Por mais que a JBS não divulgue esses números na vírgula, o analista do BTG Pactual calcula que essa divisão represente hoje de 10% a 15% da receita total, um pouco abaixo da Tyson, por enquanto.

“Apesar de ter uma participação menor em produtos processados, a JBS conseguiu gerar lucratividade e estabilidade de lucros comparáveis, provavelmente graças à sua diversificação global mais ampla”, finalizou o analista.

A ação da Tyson Foods, por sua vez, recuava mais de 1% nesta sexta-feira, 13.

Fonte: AG Feed

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Portos

Porto de Itajaí retoma suas operações de mãos dadas com a JBS Terminais

Uma nova fase para a cidade que respira sucesso. E para o terminal que está pronto para continuar conectando mundos!

Em nove meses, o Terminal retomou a confiança do setor logístico. A JBS Terminais assumiu o leme após quase dois anos de paralisação, trazendo de volta a movimentação, a geração de empregos e a conexão com os grandes fluxos globais.

Hoje, a JBS Terminais é um dos principais operadores logísticos do Sul do Brasil, com estrutura alfandegada e soluções integradas em movimentação de cargas conteinerizadas. O terminal combina tecnologia, sustentabilidade e eficiência operacional, atuando como elo de conexão entre o Brasil e as principais rotas globais do comércio exterior.

 Desde que assumiu este grande desafio, a companhia retomou a operação em tempo recorde, com a primeira atracação em apenas um mês e o alfandegamento completo em menos de 90 dias. Atualmente, já são oito serviços regulares com escalas semanais. A estrutura recebeu, recentemente, a maior operação Ro-Ro do país: mais de 7,2 mil veículos eletrificados, vindos da China numa só viagem, desembarcados com alta eficiência e baixo impacto ambiental.

Com localização estratégica, a JBS Terminais é um operador completo e alinhado com as exigências do novo comércio exterior. “Nosso compromisso é de longo prazo. A JBS decidiu investir em terminais para resolver gargalos logísticos e encontrou em Itajaí essa primeira oportunidade, uma cidade promissora e um povo acolhedor e comprometido com o desenvolvimento e o progresso”, resume Aristides Russi Júnior, CEO da JBS Terminais.

Ao celebrar os 165 anos de Itajaí, a JBS se orgulha de estar ao lado da cidade, reativando sua vocação portuária e impulsionando o desenvolvimento sustentável de Santa Catarina.

Fonte: Diarinho

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Negócios

JBS estreia BDRs na bolsa nesta segunda (9) após processo de dupla listagem

Na mesma semana, a empresa terá suas ações também negociadas na bolsa de Nova York

A JBS terá suas ações negociadas por meio dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs) a partir de segunda-feira (9) na B3, em mais uma etapa do processo de dupla listagem realizado pela companhia.

A negociação na bolsa de valores brasileira ocorre de forma semelhante àquela feita com as ações, sendo que a distribuição de dividendos pela empresa será destinado aos detentores dos BDRs.

Já a partir da quinta-feira (12), a JBS também começará a negociar suas ações na bolsa de Nova York.

A dupla listagem de ações nos Estados Unidos e no Brasil foi aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no dia 30 de maio, em movimento que busca “destravar” valor da companhia e adequar a estrutura de capital ao perfil da empresa, maior produtora global de carnes.

JBS figura entre as maiores empresas de alimentos do mundo. Com mais de 250 fábricas, conta com produção em 17 países, atende a mais de 300 mil clientes.

“Com a dupla listagem, buscamos uma estrutura corporativa que reflita melhor a nossa presença global e as nossas operações internacionais diversificadas, além de facilitar a implementação da nossa estratégia de crescimento e agregação de valor”, disse Guilherme Cavalcanti, CFO da JBS.

O que são BDRs

Os certificados de depósito de valores mobiliários, conhecidos no mercado como BDRs, são certificados representativos de ações de empresas estrangeiras, negociados no Brasil.

Dessa maneira, empresas estrangeiras conseguem estabelecer presença no mercado de capitais do Brasil e aumentar a visibilidade.

Os BDRs podem ser lastreados em ações negociadas no exterior emitidas por emissores estrangeiros, títulos representativos de dívida negociados no exterior e emitidos por emissores estrangeiros ou por companhias abertas brasileiras com registro na CVM, além de cotas de fundos de índice (ETFs) negociados no exterior.

Fonte: CNN Brasil


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Internacional, Investimento

JBS planeja investir US$ 135 milhões para construir fábrica de linguiça nos EUA

Unidade será em Perry, Iowa; anúncio ocorre às véspera do início das negociações de ações da empresa na bolsa de Nova York

A JBS, maior empresa de proteínas animais do mundo, anunciou nesta quinta-feira que planeja investir US$ 135 milhões para construir uma fábrica de produção de linguiças (e não salsichas, como foi informado inicialmente pela empresa) em Perry, município com pouco menos de 8 mil habitantes no Estado americano de Iowa. A companhia estima que criará 250 empregos na fase de construção e que a unidade vai gerar 500 novas vagas diretas de emprego. As obras desta que será a primeira fábrica de linguiça da companhia deverão começar no fim deste ano, e o início das operações está previsto para o segundo trimestre de 2026.

Segundo a JBS, a nova planta deverá produzir quase 60 mil toneladas de linguiça por ano, a partir do processamento de cerca de 500 mil suínos. “Esse investimento ressalta nosso compromisso com a América rural e nossa confiança na força do mercado dos Estados Unidos”, afirma Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA, em nota. A empresa brasileira fatura mais de R$ 400 bilhões por ano, e a maior parte dessa receita já é gerada nos EUA com carnes (bovina, suína e de frango) e alimentos processados.

Não por coincidência, o anúncio foi feito às vésperas do início das negociações das ações da JBS na bolsa de Nova York, movimento que já tem aval da SEC, a agência reguladora do mercado de capitais dos EUA, e que deverá ocorrer no dia 12 de junho. A dupla listagem de papéis da companhia em Nova York e na B3, no Brasil, foi aprovada em assembleia de acionistas da gigante na sexta-feira da semana passada. 

Além da criação de novas vagas de trabalho, com a nova fábrica a JBS USA informou que vai estender seus programas “Hometown Strong” e “Better Futures” para Perry. “Por meio do ‘Hometown Strong’, a empresa está investindo mais de US$100 milhões em comunidades rurais nos EUA e no Canadá, apoiando projetos como novos centros comunitários, moradias populares, melhorias em escolas, instalações esportivas, creches e parques”, informou a empresa. Já o “Better Futures”, por sua vez oferece mensalidade gratuita em faculdades comunitárias para colaboradores da JBS USA e seus filhos.

Investimentos no porto de Itajaí

Poucas horas depois de comunicar sua intenção de investir em Perry, a JBS informou que sua divisão JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões desde o início de sua concessão no porto de Itajaí, em Santa Catarina, em outubro do ano passado. Segundo a empresa, novos aportes de R$ 90 milhões estão programados, em tecnologia e infraestrutura. Entre outras melhorias, dois novos guindastes móveis serão instalados.

“Essa operação é, para nós, motivo de muita satisfação e de muita responsabilidade. Sabemos o quão importante esse porto é para o país”, afirmou o empresário Wesley Batista, um dos controladores da JBS, durante evento no porto que contou com a presença do presidente Lula.

Fonte: NP Agro

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