Internacional

Houthis anunciam bloqueio naval contra a Arábia Saudita e elevam tensão no Mar Vermelho

Os Houthis, grupo armado que controla parte do Iêmen, anunciaram nesta segunda-feira (20) a imposição de um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. A decisão aumenta a tensão no Oriente Médio e ocorre em meio à escalada do confronto envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados na região.

Em comunicado, o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, afirmou que a medida entra em vigor imediatamente e classificou a ação como uma resposta ao que chamou de bloqueio imposto por Riad ao povo iemenita ao longo dos últimos 12 anos. Segundo ele, o embargo segue o princípio de “olho por olho” e é uma reação às restrições terrestres, marítimas e aéreas impostas pela Arábia Saudita.

ONU demonstra preocupação com possível agravamento da crise

Poucas horas após o anúncio, um porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou preocupação com a decisão dos Houthis, alertando que a medida pode ampliar ainda mais a instabilidade no Oriente Médio e provocar um conflito regional de maiores proporções.

Estreito de Bab el-Mandeb permanece sob ameaça

Nos últimos dias, os Houthis já vinham sinalizando a possibilidade de fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte de petróleo e mercadorias entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico.

Na quinta-feira (16), fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o grupo preparava o bloqueio da passagem caso os Estados Unidos realizassem ataques contra a infraestrutura energética do Irã. A ofensiva americana ocorreu na noite de domingo (19), quando bombardeios atingiram diversos pontos na cidade portuária de Bushehr, onde está localizada a única usina nuclear civil iraniana, segundo a agência estatal Irna.

Também nesta segunda-feira, o governo iraniano solicitou que a agência nuclear da ONU condenasse os ataques americanos, alegando que a usina nuclear de Darkhovin, ainda em construção, também foi alvo das ações militares.

Preparativos militares incluem mísseis e drones

De acordo com fontes iranianas e pessoas próximas ao movimento iemenita, a possibilidade de interromper o tráfego no Estreito de Bab el-Mandeb teria sido discutida entre representantes do Irã e lideranças dos Houthis.

As mesmas fontes afirmam que o grupo já concluiu os preparativos para possíveis ataques contra embarcações comerciais, posicionando mísseis e drones próximos à passagem marítima. Segundo os relatos, integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), presentes no Iêmen, participariam da definição do momento de uma eventual operação.

Impacto pode atingir o mercado global de petróleo

Caso os Houthis coloquem em prática as ameaças, o comércio internacional poderá enfrentar novos desafios. Com o Estreito de Ormuz já fechado, uma interrupção da navegação em Bab el-Mandeb afetaria simultaneamente duas das principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio, elevando os riscos para o abastecimento mundial e para os custos da logística marítima.

Escalada amplia tensão entre Irã, EUA e Arábia Saudita

O Irã considera os Houthis parte do chamado “Eixo da Resistência”, aliança que também reúne o Hezbollah, no Líbano, e grupos armados xiitas do Iraque. Embora os rebeldes iemenitas ainda não tenham ingressado formalmente no confronto entre Teerã e Washington, os Estados Unidos acusam o governo iraniano de fornecer armas, recursos financeiros e treinamento ao grupo — acusação rejeitada por Teerã.

Na semana passada, o líder dos Houthis, Abdul Malik al-Houthi, já havia advertido que instalações petrolíferas e estruturas estratégicas da Arábia Saudita poderiam ser atacadas caso o reino apoiasse militarmente os Estados Unidos contra o Irã.

Além disso, na segunda-feira (13), o grupo lançou mísseis contra território saudita após acusar Riad de bombardear um aeroporto sob seu controle, rompendo uma trégua que durava quatro anos entre as partes.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Internacional

EUA intensificam ataques ao Irã e elevam tensão no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira (20) o nono dia consecutivo de ataques contra o Irã, ampliando a escalada militar no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a segurança no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, após autoridades iranianas relatarem a explosão e a paralisação de dois petroleiros na região.

O aumento das hostilidades ocorre após o colapso de um acordo de cessar-fogo firmado há cerca de um mês, reacendendo os confrontos e aumentando os riscos para o comércio internacional de energia.

Irã afirma ter atingido bases e instalações militares dos EUA

A Guarda Revolucionária Islâmica informou que lançou mísseis balísticos contra alvos militares americanos em diferentes países da região. Segundo o comunicado, foram atingidas aeronaves dos EUA no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de instalações militares no campo de Al-Adiri e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. O grupo também afirmou ter atacado posições americanas na Síria.

Em meio aos ataques, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas durante a manhã. Já o Exército do Kuwait declarou ter interceptado drones considerados hostis durante a ofensiva iraniana.

Washington anuncia nova ofensiva militar

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou o início de uma nova etapa da operação militar, afirmando que os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade do Irã de realizar ações contra embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. O órgão, no entanto, não divulgou detalhes sobre os alvos atingidos.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, mísseis americanos atingiram diversas cidades durante a madrugada, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as operações militares continuarão enquanto o Irã representar uma ameaça à navegação internacional.

Segundo Rubio, o Estreito de Ormuz é uma hidrovia de interesse global e os Estados Unidos manterão sua resposta militar sempre que embarcações comerciais forem alvo de ataques. Apesar disso, o governo americano declarou permanecer aberto a uma solução diplomática.

Estreito de Ormuz concentra preocupação do mercado global

As tensões também afetam diretamente a infraestrutura da região. O governo do Kuwait informou que uma usina de dessalinização foi atingida pelo segundo dia consecutivo, provocando um incêndio em uma instalação considerada essencial para o abastecimento de água.

Enquanto isso, o órgão britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou ter recebido um relato sobre uma embarcação em chamas próxima à costa de Omã, embora a causa do incidente ainda não tenha sido confirmada.

A Guarda Revolucionária iraniana declarou que dois petroleiros ficaram imobilizados após explosões enquanto navegavam por uma rota ao sul do estreito, considerada insegura por Teerã. Segundo o governo iraniano, as embarcações teriam sido orientadas pelas forças americanas a utilizar esse trajeto.

As autoridades iranianas não divulgaram informações sobre os navios, como bandeira, nacionalidade da tripulação ou existência de vítimas.

Em novo comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que o Estreito de Ormuz continuará oferecendo riscos enquanto os ataques americanos persistirem, alertando para possíveis impactos no transporte de petróleo, gás natural e produtos petroquímicos.

Fluxo de navios diminui e petróleo sobe no mercado internacional

Dados da LSEG apontam que apenas quatro embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz no domingo, metade do volume registrado no dia anterior. Desde a última sexta-feira (17), ao menos três navios-tanque de derivados e um superpetroleiro ingressaram na região para operações de carregamento.

A instabilidade também repercutiu no mercado internacional, com os preços do petróleo avançando cerca de 2% nesta segunda-feira e superando a marca de US$ 90 por barril.

Conflito amplia número de vítimas militares

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram a morte de mais um militar durante uma operação no norte do Iraque. Segundo o CENTCOM, o soldado participava da detonação controlada de munições remanescentes de um drone iraniano abatido.

Anteriormente, Washington havia informado a morte de dois militares na Jordânia e o desaparecimento de um terceiro. No domingo, o comando americano comunicou que restos mortais não identificados foram encontrados no local do ataque e seguem em processo de identificação.

Com a atualização, o número de militares americanos mortos desde o início do conflito chegou a 17, enquanto mais de 420 soldados ficaram feridos.

A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã com o objetivo declarado de enfraquecer os programas nuclear e de mísseis de Teerã. Desde então, o conflito já deixou milhares de mortos, principalmente em território iraniano e no Líbano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/CENTCOM

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Comércio Exterior

Irã lidera compras de produtos brasileiros no Oriente Médio em meio à tensão no Golfo

O Irã assumiu a liderança entre os principais destinos das exportações brasileiras no Oriente Médio, superando tradicionais parceiros comerciais como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. O avanço das vendas ocorre justamente em um momento de aumento das tensões militares entre Estados Unidos e Irã, que elevam as incertezas sobre a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio marítimo mundial.

Exportações para o Irã crescem 140% em junho

Dados do comércio exterior mostram que as exportações do Brasil para o Irã saltaram de US$ 129,9 milhões, em junho de 2025, para US$ 311,6 milhões em junho deste ano, uma alta de 140%.

No acumulado do primeiro semestre, as vendas também avançaram. O volume exportado passou de US$ 1,15 bilhão para US$ 1,33 bilhão na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre os principais produtos embarcados estão soja, farelo de soja, milho em grão e carne de frango, itens essenciais para a alimentação humana e animal.

Irã supera tradicionais parceiros da região

Com mais de 90 milhões de habitantes, o Irã já figura há anos entre os mercados relevantes para o agronegócio brasileiro. No entanto, historicamente, os maiores compradores da região eram os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.

Em 2026, os iranianos ocuparam a primeira posição entre os países do Golfo em abril e voltaram a liderar as compras em junho, consolidando um crescimento expressivo nas importações de produtos brasileiros.

Conflito no Golfo aumenta preocupação dos exportadores

Apesar do bom desempenho comercial, a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã gera preocupação entre exportadores brasileiros.

Os recentes ataques militares na região e as ameaças ao tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz levantam dúvidas sobre a logística das próximas exportações, especialmente das cargas que deverão ser embarcadas nos próximos meses.

Entre as principais preocupações do setor estão possíveis alterações nas rotas marítimas, aumento dos custos de frete e seguro, além da definição de quais portos permanecerão operando com segurança.

Exportações de milho entram em período decisivo

Segundo Jean Carlos Budziak, responsável pela área de inteligência de mercado da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), o aumento das tensões coincide com o início da temporada de embarques da segunda safra de milho brasileira.

Mesmo diante das incertezas, o especialista acredita que a demanda por alimentos deverá ser mantida.

Na avaliação dele, produtos ligados à segurança alimentar costumam sofrer menos impacto em períodos de conflito, já que continuam sendo essenciais para abastecer a população e a produção pecuária.

Farelo de soja impulsiona vendas brasileiras

Entre os produtos exportados, o destaque foi o farelo de soja, cujas vendas ao Irã cresceram cerca de cinco vezes na comparação entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026.

O produto é utilizado principalmente na alimentação de bovinos e aves. Segundo especialistas, o aumento da demanda pode estar relacionado à necessidade de reduzir etapas de processamento em um cenário de guerra, tornando o farelo uma alternativa mais prática do que grãos como soja e milho.

Demanda por alimentos deve continuar

Embora o cenário geopolítico permaneça incerto, exportadores brasileiros avaliam que a necessidade de abastecimento dos países do Oriente Médio continuará sustentando as compras de alimentos.

A expectativa do setor é que, mesmo com possíveis impactos logísticos provocados pelo conflito, a demanda por produtos agrícolas brasileiros permaneça elevada nos próximos meses.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Irã amplia ameaça a rotas marítimas após bloqueio dos EUA e mantém Estreito de Ormuz fechado

A crise entre Irã e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (15). Após o fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã e a retomada do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que poderá atingir outros corredores marítimos estratégicos utilizados por Washington e seus aliados.

Em comunicado divulgado pela agência estatal IRNA, a corporação declarou que “as exportações regionais de energia serão compartilhadas por todos ou negadas a todos”, reforçando o tom de retaliação diante das recentes ações militares e econômicas dos EUA.

Bab el-Mandeb pode se tornar novo foco do conflito

Especialistas avaliam que o governo iraniano pode recorrer aos Houthis, grupo aliado no Iêmen, para ampliar a pressão sobre o Ocidente. A possibilidade envolve o fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb, passagem que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é considerada uma das principais rotas do comércio marítimo global e das exportações de petróleo da Arábia Saudita.

Uma autoridade houthi afirmou no início da semana que o grupo está preparado para bloquear a navegação na região caso os ataques sauditas ao Iêmen continuem. Segundo a declaração, uma interrupção dessa rota poderia elevar o preço do petróleo para até US$ 200 por barril.

Houthis retomam ataques e ampliam riscos ao comércio internacional

A tensão aumentou após forças houthis lançarem mísseis contra a Arábia Saudita, acusando o país de bombardear um aeroporto sob controle do grupo. O episódio rompe uma trégua que havia durado quatro anos entre as partes.

Desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, os Houthis intensificaram ataques contra embarcações comerciais no Mar Vermelho, alegando que os alvos mantinham vínculos com Israel. As ações provocaram impactos relevantes nas cadeias globais de abastecimento e no transporte marítimo internacional.

EUA ampliam ofensiva militar contra posições iranianas

Enquanto isso, as Forças Armadas dos EUA anunciaram uma nova fase de operações militares com o objetivo de reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações no Estreito de Ormuz.

Segundo Washington, sete navios comerciais foram atingidos na última semana, deixando mortos, desaparecidos e feridos entre as tripulações.

Na noite de terça-feira (14), o Comando Central dos EUA informou que realizou ataques durante aproximadamente sete horas contra dezenas de alvos militares próximos ao estreito e em áreas costeiras do Irã.

Já o governo iraniano afirmou que os bombardeios norte-americanos deixaram ao menos 30 civis mortos nos últimos dias no sul do país.

Teerã mantém bloqueio de Ormuz e relata ataques a bases dos EUA

A Guarda Revolucionária declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até o que chamou de “fim dos males dos Estados Unidos”. Antes da escalada do conflito, cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás passavam diariamente pela região.

Além disso, o IRGC informou ter realizado ataques contra instalações militares e logísticas ligadas à Quinta Frota dos EUA, no Bahrein, além de ações em Mina Abdullah, no Kuwait, e contra uma base norte-americana em Azraq, na Jordânia.

Autoridades do Kuwait confirmaram que um incêndio provocado por ataques foi controlado, embora não tenham informado se o local corresponde ao citado pelos militares iranianos.

Na Jordânia, a defesa aérea anunciou a interceptação de três mísseis balísticos lançados a partir do território iraniano durante a madrugada desta quarta-feira.

Trump ameaça ampliar ofensiva contra setor energético iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá ordenar ataques contra instalações do setor energético e infraestrutura do Irã caso Teerã não retome as negociações diplomáticas.

Durante entrevista à Fox News, Trump declarou que os alvos ligados à energia seriam atingidos caso não haja um acordo entre os dois países. Segundo ele, negociadores norte-americanos seguem em contato com representantes iranianos para buscar uma solução diplomática.

O presidente também recuou da proposta anunciada anteriormente de criar uma taxa de 20% sobre o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. Em substituição, afirmou que pretende buscar acordos de investimento com países do Golfo.

Petróleo reage à crise no Oriente Médio

A intensificação do conflito voltou a pressionar o mercado internacional. Os preços do petróleo Brent e do WTI registraram nova alta nesta quarta-feira (15), após já acumularem valorização de cerca de 2% na sessão anterior.

O avanço das cotações reflete a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento de petróleo diante das restrições impostas no Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais estratégicos para o abastecimento energético mundial.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Trump anuncia pedágio de 20% no Estreito de Ormuz e restabelece bloqueio a portos iranianos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) a criação de um pedágio de 20% sobre as cargas que transitarem pelo Estreito de Ormuz, além da retomada do bloqueio direcionado aos portos do Irã.

A decisão foi divulgada por meio de uma publicação na rede social Truth Social. Na mensagem, Trump afirmou que a passagem marítima continuará aberta ao tráfego internacional, mas declarou que os Estados Unidos passarão a atuar como “guardiões” da rota, justificando a cobrança como forma de compensar os custos com a segurança da região.

Estreito de Ormuz seguirá aberto ao comércio internacional

Segundo o presidente norte-americano, apenas embarcações e clientes ligados ao Irã serão afetados pelo bloqueio restabelecido. Os demais países continuarão com acesso livre ao Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas do comércio global de petróleo.

Trump afirmou que os Estados Unidos serão reconhecidos como “o guardião do Estreito de Ormuz” e, por esse motivo, receberão o equivalente a 20% do valor de toda a carga transportada pela via marítima. De acordo com ele, a cobrança serviria para cobrir os gastos necessários à proteção de uma das regiões mais sensíveis do cenário geopolítico mundial.

Trump volta a criticar o Irã e ameaça novas ações

Em entrevista concedida à Fox News também nesta segunda-feira (13), Trump voltou a elevar o tom contra o governo iraniano. O republicano afirmou que os Estados Unidos responderão “com muita força” após, segundo ele, o Irã não cumprir um acordo previamente negociado entre os dois países.

O presidente declarou ainda que Washington intensificou as ações militares sempre que drones iranianos foram lançados e alegou que um entendimento considerado fechado acabou sendo rompido por Teerã.

Tensão aumenta após ofensiva militar dos EUA

As declarações de Trump ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã. No último fim de semana, as Forças Armadas dos Estados Unidos ampliaram o número de ataques contra alvos iranianos, elevando a preocupação com uma possível escalada do conflito na região.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o transporte internacional de petróleo e gás natural, tornando qualquer medida envolvendo a rota um fator de impacto para o mercado de energia e para a economia global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Internacional

Estreito de Ormuz: ONU cobra retomada da liberdade de navegação e fim das hostilidades

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo para que os confrontos no Golfo Pérsico sejam interrompidos imediatamente e defendeu o restabelecimento da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

A manifestação foi divulgada por meio do porta-voz da organização, Stephane Dujarric, em meio ao aumento das tensões militares envolvendo Irã e Estados Unidos.

ONU pede retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos

De acordo com a organização, Guterres demonstrou preocupação com a intensificação dos confrontos e reforçou a necessidade de que Teerã e Washington retomem o diálogo diplomático para evitar um agravamento da crise.

O posicionamento ocorre após uma sequência de ataques envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz, bombardeios realizados pelos Estados Unidos em território iraniano e ofensivas do Irã contra alvos em países vizinhos. Em nota, a ONU destacou que as ações militares devem ser interrompidas.

Escalada militar pode gerar impactos globais

O secretário-geral também pediu que todas as partes envolvidas atuem com máxima contenção e adotem medidas para reduzir as tensões na região. Segundo ele, uma ampliação do conflito poderá provocar consequências graves para a população local, comprometer a segurança internacional e afetar diretamente a economia global.

Estreito de Ormuz é estratégico para o comércio mundial

Guterres ressaltou ainda que o Estreito de Ormuz desempenha papel fundamental no transporte marítimo internacional, sendo uma passagem essencial para o comércio de petróleo e outras mercadorias. Por isso, voltou a defender que Irã e Estados Unidos retomem as negociações com urgência, priorizando soluções diplomáticas para encerrar o impasse.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Tensão no Golfo Pérsico aumenta e ameaça entendimento entre EUA e Irã

A escalada da tensão no Golfo Pérsico voltou a elevar o risco de um confronto entre Estados Unidos e Irã. Segundo a emissora estatal iraniana Press TV, o governo iraniano afirmou que responderá a novos ataques com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, além de prometer retaliar em dobro contra alvos considerados inimigos.

Acordo firmado em junho perde força

A nova troca de ameaças acontece menos de um mês após os dois países assinarem, em 17 de junho, um memorando de entendimento. O documento previa o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, além do compromisso de não iniciar novas ações militares ou conflitos diretos entre as nações.

No entanto, durante a reunião de cúpula da Otan realizada nesta quarta-feira (8), em Ancara, na Turquia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo já não tem validade. “Não quero lidar com eles”, afirmou.

Irã acusa EUA de romper cessar-fogo

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, responsabilizou os Estados Unidos por descumprirem o cessar-fogo firmado entre os dois países.

De acordo com a Press TV, a crise se intensificou após forças norte-americanas realizarem ataques contra bases costeiras e instalações não militares nas províncias iranianas de Hormozgan, no sul do país, e Khuzistão, no sudoeste.

Ataques e retaliações ampliam a crise

Em resposta às ações militares dos Estados Unidos, autoridades iranianas informaram ter lançado mísseis e drones contra 85 alvos militares norte-americanos localizados no Bahrein e no Kuwait.

Ainda segundo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os ataques atingiram instalações no Porto Salman, onde está localizada a área da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, além da Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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Internacional

EUA retomam sanções ao petróleo iraniano após ataques a navios no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos voltaram a impor restrições às transações envolvendo o petróleo iraniano, elevando a tensão entre Washington e Teerã poucas semanas após a assinatura de um acordo que previa o fim das hostilidades e a flexibilização das sanções econômicas.

A decisão ocorre em meio a novos incidentes no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, onde embarcações comerciais foram alvo de ataques nos últimos dias.

Ataques a navios aumentam tensão na região

Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, três embarcações foram atingidas em um intervalo de 24 horas durante a travessia pelo Estreito de Ormuz.

O Qatar e a Arábia Saudita atribuíram dois dos ataques ao Irã. Entre os navios atingidos estão o petroleiro saudita Wedyan e o navio transportador de gás natural liquefeito Al-Rakayyat, de bandeira catariana.

A Arábia Saudita classificou os episódios como uma ameaça à segurança da navegação internacional e ao abastecimento global de energia.

Além desses casos, a UKMTO informou que um petroleiro foi atingido por um projétil de origem desconhecida e outro navio sofreu um ataque com drone. Não houve registro de vítimas nem de danos ambientais relacionados a esses incidentes.

Tesouro dos EUA revoga flexibilização das sanções

Em resposta ao aumento das tensões, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a proibição de novas transações envolvendo hidrocarbonetos provenientes do Irã a partir de terça-feira.

A medida representa a retomada das sanções que haviam sido suspensas após o protocolo firmado em 17 de junho entre os dois países.

O entendimento previa o encerramento do conflito iniciado em 28 de fevereiro, a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação internacional e a suspensão das restrições norte-americanas sobre as exportações de petróleo iraniano.

Acordo de cessar-fogo enfrenta novos desafios

Mesmo após a assinatura do protocolo, episódios de instabilidade continuaram sendo registrados na região.

No fim de junho, os Estados Unidos acusaram o Irã de atacar duas embarcações comerciais. Na sequência, realizaram bombardeios contra alvos iranianos, antes de ambas as partes concordarem novamente com a interrupção das hostilidades.

Apesar do cessar-fogo, Teerã mantém a posição de que a navegação no Estreito de Ormuz não retornará às condições anteriores ao conflito. O governo iraniano também advertiu que poderá reagir contra embarcações que desrespeitem as rotas autorizadas ao longo de seu litoral.

Cerimônias em homenagem a Ali Khamenei ocorrem em meio à crise

O aumento das tensões coincide com as cerimônias fúnebres realizadas pelo governo iraniano em homenagem ao líder Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques atribuídos à ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos.

As homenagens, iniciadas no último sábado, têm duração prevista de seis dias. O corpo foi levado ao Iraque para procissões religiosas nas cidades sagradas de Najaf e Kerbala, importantes centros de peregrinação para os muçulmanos xiitas.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha a evolução da crise, diante dos riscos para a estabilidade regional e para o mercado global de petróleo.

FONTE: RTP Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Irã acusa EUA de violar acordo após retomada de sanções sobre petróleo

O governo do Irã afirmou que os Estados Unidos descumpriram um acordo firmado entre os dois países ao restabelecer sanções relacionadas às exportações de petróleo iraniano. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, a medida contraria o memorando firmado em Islamabad, criado para viabilizar o encerramento das hostilidades entre as partes.

Em nota oficial, Teerã declarou que Washington será responsabilizado pelas consequências da decisão e ressaltou que adotará todas as ações consideradas necessárias para proteger seus interesses e sua segurança nacional.

EUA revogam licença para venda de petróleo iraniano

A decisão norte-americana foi confirmada por uma autoridade dos Estados Unidos, que informou a revogação da licença geral que autorizava temporariamente a comercialização de petróleo do Irã.

De acordo com o representante, a medida foi motivada pelos recentes episódios registrados no Estreito de Ormuz, classificados por Washington como “totalmente inaceitáveis”. O governo americano também alertou que as ações terão consequências, embora as negociações diplomáticas para um acordo definitivo entre os dois países permaneçam em andamento.

Suspensão das sanções havia sido anunciada em junho

Em junho deste ano, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento que previa a suspensão temporária das sanções sobre as exportações de petróleo iraniano.

A autorização, válida entre 21 de junho e 21 de agosto, permitia que o país comercializasse e entregasse petróleo para praticamente todos os mercados internacionais, incluindo compradores norte-americanos, sem sofrer penalidades durante esse período.

Com a revogação antecipada da licença, o cenário volta a gerar incertezas para o mercado internacional de energia.

Ataques a petroleiros elevaram tensão na região

A retomada das sanções ocorreu após relatos de ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Segundo relatório divulgado pela agência UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido), vinculada à Marinha britânica, três petroleiros informaram ter sido atingidos por projéteis de origem ainda desconhecida nos últimos dias.

Até o momento, o governo iraniano não comentou oficialmente os incidentes, e nenhuma organização assumiu a responsabilidade pelos ataques.

Mercado reage com alta no preço do petróleo

Após o anúncio da revogação da licença pelos Estados Unidos, os preços internacionais do petróleo registraram alta superior a 3%, refletindo as preocupações dos investidores com uma possível escalada das tensões no Oriente Médio e impactos sobre o abastecimento global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

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Comércio Internacional

Irã e Omã iniciam diálogo sobre gestão do Estreito de Ormuz em meio à redução do tráfego marítimo

Irã e Omã realizaram a primeira reunião do comitê conjunto criado para discutir questões relacionadas ao Estreito de Ormuz. O encontro aconteceu em Mascate e teve como foco os direitos dos países costeiros do Golfo e a futura administração estratégica da hidrovia.

A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, por meio da rede social X, nesta segunda-feira (29). Segundo ele, as discussões seguem as diretrizes do memorando de entendimento firmado neste mês entre Teerã e Washington.

De acordo com Gharibabadi, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Durante o encontro, os representantes analisaram temas pendentes relacionados ao estreito e debateram cinco eixos previstos no acordo, incluindo a gestão futura da rota marítima e os direitos soberanos dos países banhados pelo Golfo.

Movimento de navios segue abaixo do nível registrado antes do conflito

Apesar do início das negociações diplomáticas, o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz permanece reduzido. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler apontam que, entre os dias 25 e 28 de junho, 124 navios transportando commodities cruzaram a região. O volume corresponde, aproximadamente, ao que costumava ser registrado em apenas um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. O levantamento considera petroleiros, navios graneleiros e embarcações que transportam gás natural liquefeito (GNL) e gás liquefeito de petróleo (GLP). Os números, no entanto, não incluem navios porta-contêineres.

Responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção para o comércio internacional. Nos últimos dias, a região foi palco de novos episódios de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo ataques próximos à hidrovia e ações contra instalações militares norte-americanas em países do Golfo.

Embora integrantes do governo dos Estados Unidos tenham afirmado que a navegação permanece livre na região, operadores do transporte marítimo ainda enfrentam um cenário de insegurança, o que mantém elevados os riscos para embarcações e tripulações que transitam pelo estreito.

Fonte: Com informações da CNN Brasil, Reuters e Kpler

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Hwawon Ceci Lee / Anadolu via Getty Images

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