Transporte

Estreito de Hormuz: cessar-fogo entra em colapso e novos ataques atingem navios petroleiros

O frágil cessar-fogo no Estreito de Hormuz chegou ao fim após uma nova onda de confrontos entre Estados Unidos e Irã nas últimas 24 horas. O agravamento da crise coincidiu com ataques a navios petroleiros próximos à costa de Omã, deixando marítimos desaparecidos e ampliando as preocupações com a segurança da navegação internacional.

Entre os incidentes registrados está o do navio-tanque Settebello, que sofreu um incêndio a cerca de 20 milhas náuticas do porto de Sohar, em Omã. Segundo informações da empresa especializada em segurança marítima Vanguard Tech, a embarcação enviou um pedido de socorro informando ter sido atingida por um míssil. O episódio resultou no desaparecimento de três tripulantes e deixou outro gravemente ferido.

Estados Unidos confirmam ataque ao petroleiro

Em comunicado, as forças militares norte-americanas confirmaram ter realizado uma ação contra o Settebello. De acordo com a versão oficial, aeronaves dos EUA utilizaram munições de precisão para atingir a casa de máquinas do navio após a embarcação supostamente desrespeitar orientações emitidas por militares responsáveis pela aplicação de um bloqueio relacionado ao Irã.

Dados do Comando Central dos Estados Unidos indicam que este foi o oitavo navio desativado por operações norte-americanas desde meados de abril.

Outros incidentes elevam preocupação com a segurança marítima

O novo episódio ocorre poucos dias após um caso semelhante envolvendo o petroleiro Marivex, atingido em 8 de junho. Na ocasião, um incêndio foi registrado após disparos contra a área de máquinas da embarcação. Os 24 tripulantes indianos foram posteriormente resgatados pela Marinha de Omã.

Nesta quinta-feira, surgiram ainda relatos de emergência envolvendo outro navio-tanque, o Jalveer, que emitiu sinal de socorro após um incêndio ser detectado enquanto permanecia ancorado em uma área de espera offshore próxima a Shinas, também em Omã.

Segundo a Vanguard, as chamas teriam atingido a sala de máquinas e a estrutura da chaminé da embarcação. O navio transportava 20 tripulantes, e operações de evacuação foram iniciadas com apoio das autoridades omanenses. Até o momento, a causa do incêndio não foi oficialmente confirmada.

IMO condena ataques contra embarcações comerciais

A Organização Marítima Internacional (IMO) manifestou preocupação com a escalada da violência e condenou o ataque registrado contra o Settebello.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, afirmou que qualquer ação que coloque em risco a vida dos marítimos e a segurança do transporte marítimo internacional é inaceitável.

De acordo com a IMO, desde 28 de fevereiro foram confirmados 43 ataques contra embarcações comerciais na região do Estreito de Hormuz, resultando em pelo menos 11 mortes de tripulantes.

Analistas apontam colapso total da trégua

O analista marítimo dinamarquês Lars Jensen, que acompanha diariamente a crise na região, avaliou que o cessar-fogo entrou em colapso completo. Segundo ele, forças norte-americanas realizaram ataques contra cerca de uma dúzia de alvos em território iraniano, incluindo áreas próximas a Teerã.

Em resposta, o Irã teria lançado ofensivas contra instalações localizadas no Kuwait, Jordânia e Bahrein. O governo iraniano também alegou ter atingido dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz, embora essas informações ainda não tenham sido verificadas de forma independente.

Crise ameaça transporte marítimo global

A deterioração da situação no Estreito de Hormuz, passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo e derivados, aumenta os riscos para o transporte marítimo internacional, gera preocupação entre armadores e pode impactar fluxos logísticos e energéticos em diversas regiões do mundo.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Internacional

Estreito de Ormuz tem menos de mil navios em 100 dias de guerra entre Irã, EUA e Israel

O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes do planeta para o transporte de energia, registrou a circulação de apenas 988 embarcações comerciais nos primeiros 100 dias do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Em condições normais, esse mesmo volume seria alcançado em aproximadamente uma semana.

A marca coincide com os 100 dias da guerra, completados em 7 de junho, e evidencia o impacto do conflito sobre uma rota responsável por parcela significativa do comércio global de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

Importância global do Estreito de Ormuz

Antes da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, o estreito respondia por cerca de 20% do consumo diário mundial de petróleo e por uma fatia relevante do comércio internacional de GNL. Além disso, aproximadamente um terço do transporte marítimo de fertilizantes passava pela região.

Após os ataques preventivos liderados por Estados Unidos e Israel contra o Irã e as posteriores retaliações de Teerã contra infraestruturas estratégicas no Golfo, o fluxo marítimo sofreu uma forte retração.

Navegação limitada e novas rotas marítimas

Mesmo após três meses de conflito, o trânsito de navios permanece restrito. Para atravessar a região, armadores passaram a buscar acordos diplomáticos ou negociar diretamente com autoridades iranianas.

Durante o período, algumas embarcações navegaram com os sistemas de identificação automática (AIS) desligados. Também surgiu uma rota alternativa dentro das águas territoriais iranianas, enquanto parte da frota continuou utilizando o corredor oficialmente recomendado pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Queda superior a 90% no movimento de embarcações

Dados da consultoria Kpler apontam que a movimentação de navios caiu mais de 90% em comparação com os níveis observados antes da guerra.

Entre 1º e 27 de fevereiro, a média diária era de 129 embarcações, número próximo ao histórico de 138 navios por dia. Já no centésimo dia do conflito, apenas 10 embarcações comerciais cruzaram o estreito.

Grande parte dos navios que continuaram operando na região pertence a chamadas “frotas sombra” ou embarcações sujeitas a sanções internacionais.

Oscilações no tráfego ao longo da guerra

No dia 28 de fevereiro, 78 embarcações passaram pelo estreito. Após o início das hostilidades, esse número caiu para 30 em 1º de março e para apenas 13 no dia seguinte.

Em determinados momentos, o movimento chegou ao mínimo de apenas dois navios por dia. O maior volume registrado durante a guerra ocorreu em 18 de abril, quando 27 embarcações realizaram a travessia.

Disputa política influencia acesso à rota

Em abril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito permaneceria aberto para embarcações comerciais até o fim do cessar-fogo no Líbano.

Do lado americano, o presidente Donald Trump declarou que a passagem marítima seguia operacional, mas ressaltou a manutenção do bloqueio dos Estados Unidos até que fosse alcançado um acordo com Teerã.

Pouco depois, o governo iraniano anunciou um fechamento de fato da rota, condicionando a normalização do tráfego ao fim das restrições impostas aos navios ligados aos portos iranianos. Em 7 de maio, apenas uma embarcação cruzou o estreito, o menor registro de todo o período analisado.

Transporte de petróleo continua predominante

Nos primeiros 100 dias da guerra, 456 navios transportando petróleo bruto e derivados utilizaram o corredor marítimo.

O volume caiu rapidamente após o início do conflito: de 50 embarcações em 28 de fevereiro para apenas duas em 3 de março. Em alguns dias, nenhum petroleiro realizou a travessia.

A maior parte dessas cargas partiu de portos iranianos, embora também tenham sido registrados embarques oriundos dos Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Catar.

Os principais destinos foram países asiáticos, como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Vietnã, Malásia, Tailândia, Paquistão e Mianmar.

Comércio de gás natural liquefeito sofre forte impacto

Os ataques contra a infraestrutura energética do Golfo afetaram significativamente a produção regional, especialmente no Catar, um dos principais exportadores mundiais de GNL.

Durante vários dias, nenhum navio transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz. A primeira passagem após o início da guerra ocorreu apenas em 2 de abril.

Ao longo dos 100 dias, somente 18 metaneiros cruzaram a rota, representando cerca de 2% de todo o tráfego registrado no período. Os carregamentos tiveram como destino China, Índia, Japão e Paquistão.

Transporte de GLP e cargas secas mantém atividade reduzida

O fluxo de navios transportando gás liquefeito de petróleo (GLP) somou 149 embarcações, equivalentes a 15% do total registrado durante o conflito.

Esses navios partiram principalmente de portos do Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait, com cargas destinadas a mercados da Ásia, África e América do Sul, incluindo Chile, Indonésia, Malásia e China.

Já os navios de carga seca totalizaram 281 travessias, representando 28% do movimento geral. As embarcações operaram em rotas diversificadas, conectando países como Brasil, Argentina, Canadá, Ucrânia, Turquia, Omã, Tanzânia, China e Tailândia.

Navios de passageiros também deixaram a região

Além das embarcações de carga, cerca de dez navios de passageiros que ficaram retidos no Golfo após o início do conflito conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz durante os primeiros 100 dias da guerra.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

EUA realizam ataque contra instalações do Irã após incidente com drones no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram ataques contra instalações iranianas neste sábado (6), após a identificação de drones lançados pelo Irã em direção ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo e gás.

De acordo com informações divulgadas pelas forças americanas e reproduzidas pela Reuters, os alvos atingidos foram estruturas de radar e monitoramento costeiro utilizadas pelo governo iraniano. A ação ocorreu após quatro drones iranianos supostamente ameaçarem o tráfego marítimo na região.

Bases de vigilância foram alvo da ofensiva

Em publicação na rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos informou que os ataques atingiram instalações de vigilância localizadas em Goruk e na Ilha Qeshm, áreas consideradas estratégicas dentro do Golfo Pérsico.

O governo iraniano reagiu imediatamente. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, a ofensiva norte-americana representa uma violação do cessar-fogo firmado em 8 de abril entre as partes envolvidas no conflito.

A pasta afirmou ainda que Washington deverá assumir as consequências decorrentes da operação militar, classificando a resposta iraniana como uma medida legítima diante da situação.

Irã anuncia retaliação contra interesses americanos

A Guarda Revolucionária do Irã informou que lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein. Além disso, a corporação declarou ter realizado ações contra quatro navios-tanque que navegavam pelo Estreito de Ormuz sem autorização das autoridades iranianas.

As ações ampliam a preocupação internacional com a segurança da navegação em uma das áreas mais importantes para o transporte de energia no mundo.

Paquistão tenta intermediar solução diplomática

Em meio ao aumento das tensões, o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, chegou a Teerã neste sábado para participar de negociações com autoridades iranianas.

Segundo a mídia estatal do Irã, o representante paquistanês atua como mediador nas tentativas de restabelecer o diálogo e reduzir os riscos de uma nova escalada militar entre os países envolvidos.

Cessar-fogo enfrenta novos desafios

Embora um acordo de cessar-fogo tenha sido firmado há quase dois meses entre Estados Unidos, Israel e Irã, incidentes envolvendo drones continuaram sendo registrados em diferentes pontos do Golfo Pérsico.

Dados da empresa de análise marítima Kpler indicam que uma embarcação do Catar transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz pela primeira vez desde o início do conflito, iniciado em maio.

Além disso, ataques com drones foram relatados em diversas áreas da região. Um dos episódios atingiu um navio cargueiro que seguia em direção ao Catar, reforçando o clima de instabilidade no corredor marítimo.

Parlamento iraniano faz alerta aos EUA

Nas redes sociais, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, adotou um tom mais duro ao comentar os recentes acontecimentos.

Segundo ele, qualquer ação contra embarcações iranianas poderá provocar uma resposta imediata e contundente contra navios e instalações militares dos Estados Unidos na região.

A declaração evidencia o aumento da tensão diplomática e militar no Oriente Médio, enquanto esforços internacionais buscam evitar o agravamento do conflito.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Google Earth

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Internacional

Irã e EUA discutem acordo que pode reabrir tráfego no Estreito de Ormuz

Um possível avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos pode levar à reabertura do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A informação foi divulgada pela TV estatal iraniana nesta quarta-feira (27), que afirmou que Teerã recebeu um rascunho preliminar e não oficial de um memorando de entendimento envolvendo os dois países.

Proposta prevê retomada do comércio marítimo

De acordo com a emissora iraniana, o esboço do acordo estabelece que o Irã retomaria o fluxo comercial no Estreito de Ormuz aos níveis registrados antes da guerra no prazo de um mês.

Em troca, os Estados Unidos retirariam forças militares posicionadas próximas ao território iraniano e suspenderiam o bloqueio naval aplicado na região.

O estreito é considerado um ponto estratégico para o mercado global de energia, já que grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio passa pelo local.

Acordo ainda depende de negociações finais

Apesar da divulgação do possível entendimento, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente os detalhes do documento.

Segundo a TV estatal, o texto permanece em fase de negociação e qualquer medida concreta dependerá de “verificação tangível” por parte de Teerã.

O rascunho também prevê que o controle do tráfego marítimo no estreito seja administrado pelo Irã em cooperação com Omã.

Outro ponto citado pela emissora indica que embarcações militares não fariam parte do acordo inicial.

Conselho de Segurança da ONU pode validar entendimento

Caso as negociações avancem e um acordo definitivo seja fechado em até 60 dias, o entendimento poderá ser transformado em uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

A possibilidade é vista como uma tentativa de garantir maior segurança jurídica e estabilidade internacional para o cumprimento do eventual acordo.

Tensões entre Washington e Teerã continuam

A divulgação do rascunho ocorre em meio a um cenário ainda marcado por desconfiança entre Washington e Teerã após meses de tensões militares e confrontos indiretos na região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir com integrantes do governo na Casa Branca para discutir o avanço das negociações.

Recentemente, Trump afirmou que os dois países estariam “praticamente próximos” de um entendimento, embora o processo diplomático continue cercado de incertezas.

O possível acordo é acompanhado com atenção pelo mercado internacional devido aos impactos diretos que qualquer alteração no fluxo do Estreito de Ormuz pode provocar nos preços do petróleo e na segurança energética global.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

EUA e Irã avançam em acordo de paz, mas impasse sobre urânio e Estreito de Ormuz continua

As negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito iniciado em fevereiro avançaram nos últimos dias, segundo declarações oficiais dos dois países. Apesar dos sinais positivos, ainda existem divergências importantes envolvendo o programa nuclear iraniano e o controle da navegação no Estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte mundial de petróleo.

Negociações de paz mostram avanço

Na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que há “bons sinais” nas conversas diplomáticas para um possível acordo de paz no Oriente Médio.

Segundo Rubio, os diálogos têm evoluído, mas alguns pontos seguem sendo considerados sensíveis pelas autoridades americanas. Entre eles está o estoque de urânio enriquecido mantido por Teerã.

Estreito de Ormuz segue como principal obstáculo

Outro ponto de tensão envolve a proposta iraniana relacionada ao controle permanente da navegação no Estreito de Ormuz, rota marítima considerada vital para o comércio internacional de petróleo.

Durante entrevista concedida em Miami, na Flórida, Rubio afirmou que os EUA consideram “inaceitável” qualquer sistema de pedágio ou restrição fixa no local.

De acordo com o secretário de Estado, a comunidade internacional não apoia medidas que possam limitar o tráfego marítimo em uma das regiões mais estratégicas do planeta para o abastecimento energético global.

EUA falam em “outras opções” caso acordo fracasse

Apesar do tom otimista nas negociações, Rubio ressaltou que o governo americano possui alternativas caso não haja consenso entre as partes.

Sem detalhar quais seriam essas medidas, ele lembrou que o presidente dos Estados Unidos já indicou publicamente que poderá recorrer a “outras opções” se as tratativas não resultarem em um acordo considerado satisfatório por Washington.

Irã vê aproximação entre os lados

As declarações do representante americano ocorreram pouco depois de o governo iraniano afirmar que a proposta mais recente enviada pelos EUA ajudou a aproximar os dois países de um possível entendimento diplomático.

O avanço das conversas é acompanhado com atenção pela comunidade internacional devido ao impacto que o conflito pode gerar sobre a segurança no Oriente Médio e o mercado global de energia.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Metrópoles

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Internacional

Irã anuncia controle no Estreito de Ormuz e passa a exigir autorização para tráfego marítimo

O governo do Irã divulgou na quarta-feira (20) um novo mapa que estabelece uma zona marítima controlada no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e cargas marítimas.

A medida foi apresentada pela recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão responsável pela administração da região. Segundo o comunicado, embarcações que desejarem cruzar a hidrovia deverão solicitar autorização prévia e coordenar o trânsito com as autoridades iranianas.

Área controlada no Estreito de Ormuz

De acordo com o mapa divulgado nas redes sociais, a área delimitada pelo Irã será definida por duas linhas estratégicas no estreito.

No lado leste, o limite parte de Kuh-e Mobarak, no território iraniano, até a região sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Já no lado oeste, a delimitação se estende da extremidade da Ilha de Qeshm, também no Irã, até Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.

A nova determinação reforça o controle iraniano sobre o fluxo marítimo em uma das principais rotas globais de exportação de petróleo.

Navios já operam sob coordenação iraniana

Mais cedo, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou que 26 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o país.

Entre os navios autorizados estavam petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana.

A força militar afirmou ainda que o tráfego marítimo segue funcionando normalmente, desde que os operadores obtenham as permissões exigidas e mantenham comunicação com as autoridades responsáveis pela área.

Estreito de Ormuz é rota estratégica mundial

O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do planeta, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio passa diariamente pela região.

Por conta da relevância econômica e geopolítica da hidrovia, qualquer alteração nas regras de navegação costuma gerar impacto no mercado internacional de energia e no transporte marítimo global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: @PGSA_IRAN

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Internacional

Guerra no Oriente Médio amplia risco de falta de combustível e pressiona mercado do petróleo

A continuidade da guerra no Oriente Médio acima das previsões iniciais tem aumentado o temor de uma crise global de abastecimento de petróleo e combustíveis. Com o Estreito de Ormuz fechado e os estoques comerciais em queda, especialistas alertam para um possível choque de oferta no mercado internacional.

Dados da EIA, agência de energia dos Estados Unidos, mostram que o mundo encerrou 2025 com cerca de 2,5 bilhões de barris armazenados em reservas estratégicas. O volume seria suficiente para abastecer os dez maiores consumidores globais por aproximadamente 39 dias e meio.

Reservas estratégicas não são distribuídas de forma igual

Embora os estoques estratégicos tenham sido criados para garantir segurança energética em momentos de crise, a distribuição das reservas é desigual entre os países.

Nações altamente dependentes de importação, como as Filipinas, já demonstraram preocupação após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O país asiático importa praticamente todo o combustível consumido, especialmente de produtores localizados no Golfo Pérsico.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava tensão global

Analistas avaliam que o prolongamento da guerra e a interrupção das operações no Estreito de Ormuz aumentam significativamente o risco de escassez de combustíveis fósseis.

Relatório da StoneX destaca que as principais agências globais de energia revisaram suas projeções de oferta e demanda diante da possibilidade de um conflito mais duradouro.

Segundo Tom Pawlicki, especialista em inteligência de mercado da consultoria, o cenário atual ampliou as incertezas sobre a capacidade global de abastecimento energético.

Estoques comerciais de petróleo estão diminuindo

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que os estoques comerciais de petróleo estão sendo consumidos rapidamente.

De acordo com ele, mesmo com a liberação emergencial de reservas estratégicas — responsável por adicionar cerca de 2,5 milhões de barris diários ao mercado — os estoques não são ilimitados e podem se esgotar em poucas semanas caso o conflito continue.

Mercado enfrenta cenário de imprevisibilidade

A duração da guerra e seus impactos econômicos seguem cercados de incertezas, dificultando projeções de mercado.

Relatório recente da S&P Global Ratings aponta elevado grau de imprevisibilidade em relação aos efeitos do conflito sobre preços de commodities, cadeias de suprimentos, economias globais e condições de crédito.

A agência ressalta que suas estimativas podem sofrer mudanças à medida que o cenário evoluir.

Guerra já impacta exportações e reduz estoques globais

Segundo a S&P, as exportações iranianas de petróleo — estimadas entre 1,5 milhão e 2 milhões de barris por dia — foram diretamente afetadas pela escalada militar.

A consultoria calcula que o mercado mundial já perdeu cerca de 1,1 bilhão de barris desde março, considerando volumes interrompidos ou retidos por causa da guerra.

Déficit diário de petróleo preocupa especialistas

Mesmo com a utilização das reservas estratégicas, o déficit global entre oferta e demanda permanece elevado.

De acordo com Bruno Cordeiro, analista da StoneX, o mercado registra atualmente uma diferença de 6 milhões a 7 milhões de barris por dia entre consumo e disponibilidade.

O especialista destaca que a redução da produção no Golfo Pérsico provocou forte queda nos estoques globais, enquanto a liberação das reservas emergenciais não consegue compensar totalmente a perda de oferta.

Mercado acompanha negociações de paz com cautela

Apesar de uma nova proposta de paz enviada pelo Irã aos Estados Unidos por meio do Paquistão, investidores ainda demonstram cautela quanto à possibilidade de um acordo definitivo.

Analistas avaliam que avanços diplomáticos podem aliviar os preços do petróleo no curto prazo. Porém, sem solução concreta, a tendência segue de pressão altista no mercado internacional.

Setor teme impactos prolongados no abastecimento

Especialistas alertam que os efeitos da crise podem se intensificar enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado.

Além da interrupção do transporte marítimo, o mercado teme que a retomada das operações ocorra de forma lenta, atrasando a normalização do abastecimento global.

O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, reforçou o alerta ao afirmar que novos impactos ainda podem surgir caso o bloqueio na região continue.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Internacional

Irã cria agência para controlar tráfego e cobrar taxas no Estreito de Ormuz

O governo do Irã oficializou nesta segunda-feira (18) a criação da Autoridade dos Estreitos do Golfo Pérsico (PGSA), novo órgão responsável pela administração e fiscalização do Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo e combustíveis.

A medida amplia o controle exercido por Teerã sobre a região desde o agravamento das tensões no Oriente Médio e cria novas exigências para a navegação internacional.

Nova agência terá poder sobre tráfego marítimo e cobrança de taxas

O anúncio foi divulgado por canais oficiais ligados ao Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano e à Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo informações publicadas pela Lloyd’s List, a PGSA ficará encarregada de autorizar a passagem de embarcações e também de cobrar tarifas de trânsito — prática inédita na região.

A nova estrutura utilizará plataformas digitais para monitorar em tempo real as operações marítimas, funcionando como um centro de inteligência, rastreamento e controle portuário em mar aberto.

A decisão pode provocar impactos relevantes nos custos do transporte marítimo internacional, especialmente nas rotas ligadas ao comércio global de petróleo e derivados.

Navios terão de enviar informações detalhadas ao Irã

Com as novas regras, embarcações que pretendem cruzar o estreito precisarão apresentar relatórios completos às autoridades iranianas.

O protocolo exige dados sobre proprietários dos navios, seguros contratados, lista de tripulantes e detalhes das rotas planejadas para a travessia.

Na visão da imprensa estatal iraniana, incluindo a Press TV, o novo sistema reforça a soberania do país sobre suas águas territoriais e moderniza o gerenciamento do tráfego marítimo em um dos principais gargalos logísticos do mundo.

Controle do Estreito de Ormuz se torna instrumento estratégico

O presidente da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional do Irã, Ebrahim Azizi, já havia indicado no domingo (17) que o mecanismo estava pronto para operar imediatamente.

Segundo ele, a iniciativa faz parte de uma política permanente de controle regional e não deve ser revertida mesmo em caso de redução das tensões militares.

Desde fevereiro, após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Teerã vem afirmando que o fluxo comercial no Estreito de Ormuz não retornará ao modelo anterior.

O governo iraniano defende que a segurança da rota depende do reconhecimento internacional de sua autoridade sobre a área.

Petróleo e comércio global podem sentir impacto

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, tornando-se peça-chave na geopolítica energética internacional.

No mês passado, o Irã já havia começado a arrecadar receitas provenientes das tarifas cobradas de petroleiros e cargueiros que utilizam a rota.

Especialistas avaliam que a criação da PGSA transforma uma medida inicialmente ligada ao contexto de guerra em uma política permanente de Estado, aumentando a pressão sobre o comércio marítimo global e sobre os preços internacionais do petróleo.

Cessar-fogo não reduziu tensão econômica

A criação da nova autoridade ocorre em meio a um cenário de cessar-fogo considerado frágil. Embora a trégua militar entre as partes tenha entrado em vigor em 8 de abril, as disputas econômicas permanecem intensas.

Enquanto o Irã amplia o controle e a cobrança de taxas no estreito, os Estados Unidos mantêm restrições severas aos portos iranianos e às exportações do país.

Analistas internacionais observam com preocupação a possibilidade de que as novas exigências relacionadas a seguros e tripulações sejam utilizadas para restringir a passagem de embarcações ligadas a países aliados de Washington.

O funcionamento da PGSA também amplia o debate sobre a liberdade de navegação em águas internacionais, tema frequentemente defendido pelas potências ocidentais.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marinha dos Estados Unidos

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Comércio Exterior

Emirados Árabes aceleram novo oleoduto para ampliar exportação de petróleo e reduzir dependência do Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a aceleração da construção de um novo oleoduto estratégico com o objetivo de dobrar a capacidade de exportação de petróleo pelo porto de Fujairah até 2027. A medida busca fortalecer a logística energética do país diante da crescente tensão no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o abastecimento global de petróleo.

Projeto da ADNOC ganha prioridade

De acordo com o Gabinete de Imprensa de Abu Dhabi, o príncipe herdeiro Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed determinou que a ADNOC, estatal de petróleo dos Emirados, acelere as obras do chamado gasoduto Oeste-Leste.

A infraestrutura já está em construção e deve começar a operar no próximo ano. O novo corredor energético ampliará significativamente a capacidade do país de exportar petróleo sem depender diretamente do Estreito de Ormuz.

Tensões com o Irã aumentam pressão na região

O anúncio ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, que ampliou sua área de reivindicação militar sobre regiões marítimas próximas ao Golfo de Omã.

No início de maio, a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana divulgou um mapa expandindo sua zona de controle sobre parte do litoral dos Emirados. Pouco depois, ataques com drones atingiram um navio-tanque da ADNOC e áreas petrolíferas em Fujairah.

As autoridades emiradenses classificaram os ataques como uma “chantagem econômica” e uma “violação inaceitável”.

Fechamento do Estreito de Ormuz afeta mercado global

Desde os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, Teerã passou a restringir fortemente o tráfego no Estreito de Ormuz, corredor por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A interrupção provocou forte alta nos preços da energia, além de preocupações com inflação global, recessão econômica e racionamento de combustíveis em diversos países.

Fujairah se torna peça-chave para exportações

O atual oleoduto Habshan-Fujairah, operado pelos Emirados, possui capacidade para transportar até 1,8 milhão de barris por dia. A estrutura tornou-se essencial para manter o fluxo de exportações pelo Golfo de Omã, evitando áreas de maior risco no estreito.

Além dos Emirados, apenas a Arábia Saudita possui uma alternativa relevante para exportação fora da rota de Ormuz, por meio do oleoduto Leste-Oeste da Aramco.

Enquanto isso, países como Kuwait, Catar, Iraque e Bahrein seguem altamente dependentes da passagem marítima para escoar petróleo.

Emirados ampliam produção após saída da OPEP

Recentemente, os Emirados Árabes deixaram a OPEP, movimento que liberou o país das cotas de produção impostas pela organização.

Com isso, a ADNOC pretende elevar sua capacidade para 5 milhões de barris por dia já no próximo ano. O governo emiradense afirma que, em caso de necessidade, o país poderia atingir até 6 milhões de barris diários.

Apesar disso, a produção sofreu forte queda após o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, obrigando a estatal a reduzir parte das operações.

Portos estratégicos viram alvo de ataques

Os portos de Fujairah e Khor Fakkan ganharam importância não apenas para o petróleo, mas também para o abastecimento de alimentos dos Emirados, que dependem fortemente de importações.

Nos últimos meses, Fujairah foi alvo de diversos ataques atribuídos ao Irã, levando à suspensão temporária de carregamentos de petróleo. O porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, também sofreu ofensivas semelhantes.

Segundo informações recentes, petroleiros dos Emirados passaram a atravessar o estreito com sistemas de rastreamento desligados para reduzir o risco de ataques durante o transporte de petróleo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

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Internacional

China defende reabertura de rotas marítimas e manutenção do cessar-fogo com o Irã

O governo da China voltou a defender a continuidade do cessar-fogo no conflito envolvendo o Irã e afirmou que a guerra “nunca deveria ter começado”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (15) pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, que também pediu a retomada das rotas marítimas internacionais afetadas pela crise.

Xi Jinping e Trump discutem conflito no Oriente Médio

Segundo o governo chinês, o presidente Xi Jinping conversou sobre a guerra com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma reunião realizada na quinta-feira em Pequim.

Questionado sobre o encontro, um porta-voz da chancelaria chinesa reafirmou a posição de Pequim em defesa da paz e da retomada das negociações diplomáticas.

“Essa guerra, que jamais deveria ter ocorrido, não precisa continuar”, afirmou o representante do ministério, de acordo com a emissora estatal CCTV.

China pede avanço das negociações e estabilidade global

Ainda segundo o porta-voz, uma solução rápida para o conflito seria benéfica tanto para os Estados Unidos quanto para o Irã, além de contribuir para a estabilidade internacional.

A China destacou que o atual cessar-fogo abriu espaço para o diálogo e defendeu que as negociações sejam mantidas. Para o governo chinês, a oportunidade diplomática não deve ser interrompida neste momento.

Outro ponto ressaltado por Pequim foi a necessidade de normalizar o tráfego marítimo internacional. O país afirmou que a reabertura das rotas marítimas deve ocorrer o mais rápido possível para evitar impactos nas cadeias globais de abastecimento e no comércio internacional.

China e EUA discutem temas globais

O Ministério das Relações Exteriores chinês informou ainda que Xi Jinping e Donald Trump trataram de “questões importantes” relacionadas aos dois países e ao cenário global, alcançando novos entendimentos durante as conversas.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que Xi Jinping se ofereceu para ajudar em um possível acordo com o Irã. O presidente norte-americano também declarou que ambos concordam que o Irã não deve possuir armas nucleares.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Edgar Su/Reuters via CNN Newsource

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