Internacional

Irã libera navio do Catar no Estreito de Ormuz após semanas de restrições

O Irã autorizou, nesta quinta-feira (30), a passagem de um navio do Catar carregado com gás natural liquefeito (GNL) pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás no mundo. A decisão ocorre após mais de três semanas de restrições impostas por Teerã à navegação na região.

Segundo informações divulgadas pela agência estatal iraniana Fars, a embarcação cumpriu todas as determinações das autoridades locais e atravessou o estreito sem qualquer registro de incidente.

Liberação ocorre em meio à tensão entre Irã e Estados Unidos

A autorização para a travessia acontece em um cenário de forte tensão entre Irã e Estados Unidos, marcado por confrontos e ameaças envolvendo interesses estratégicos na região do Golfo.

Até o momento, não há confirmação oficial de que a flexibilização das restrições será aplicada a outras embarcações, o que mantém a incerteza sobre a normalização da navegação no Estreito de Ormuz.

EUA anunciam nova ofensiva contra alvos iranianos

Em outro desdobramento do conflito, o Comando Central dos Estados Unidos informou ter realizado uma nova ofensiva militar contra o Irã. A ação foi apresentada como resposta à tentativa iraniana de atingir tropas norte-americanas com mísseis balísticos.

Segundo os militares americanos, dezenas de posições ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica foram atingidas durante a operação.

Bombardeios deixam mortos e Jordânia intercepta mísseis

A emissora estatal iraniana Irib informou que os ataques resultaram na morte de três pessoas na ilha de Qeshm. Entre as vítimas, estaria uma criança de dois anos.

Paralelamente, as Forças Armadas da Jordânia anunciaram a interceptação de cinco mísseis iranianos. Conforme o governo jordaniano, os projéteis tinham como destino o território do reino.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikimedia Commons/ND Mais

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Informação

Petróleo dispara com tensões no Oriente Médio e preços se aproximam de US$ 110 por barril

O mercado de petróleo registrou forte valorização nesta semana, com o preço das cargas físicas negociadas no Oriente Médio, Europa e África alcançando os maiores níveis em cerca de dois meses. Em algumas negociações, as cotações ficaram próximas de US$ 110 por barril, refletindo a preocupação global com possíveis interrupções no fornecimento.

O avanço dos preços ocorre em meio ao agravamento dos conflitos envolvendo Irã, Ucrânia e a crescente instabilidade nas principais rotas marítimas de exportação. Diante desse cenário, compradores intensificaram a busca por carregamentos imediatos para garantir o abastecimento.

Brent supera US$ 105 e fortalece referências internacionais

O Brent Datado, principal referência para a precificação de mais de 60% das cargas físicas de petróleo comercializadas no mundo, atingiu US$ 105,70 por barril na quinta-feira, segundo dados da LSEG. O valor representa o maior patamar desde o fim de maio e marca a primeira vez, desde o início de junho, que o indicador supera a barreira dos US$ 100.

Com esse movimento, o petróleo Forties, produzido no Mar do Norte e negociado com base no Brent, alcançou US$ 108,77 por barril nesta sexta-feira.

Ataques no Mar Vermelho pressionam oferta global

A escalada da tensão no Oriente Médio ganhou força após ataques promovidos pelos houthis do Iêmen contra petroleiros que cruzavam o Mar Vermelho. Os incidentes obrigaram parte das cargas sauditas a adotar rotas alternativas contornando o continente africano, elevando custos logísticos e aumentando o tempo de transporte.

O cenário foi agravado pelo fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã, além das dificuldades nas exportações que passam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas estratégicas para o comércio mundial de petróleo.

Segundo o analista Tamas Varga, da PVM, as preocupações com a oferta voltaram a dominar o mercado internacional.

Produção do Cazaquistão também sofre impacto

Além dos problemas no Oriente Médio, o Cazaquistão informou redução significativa na produção após supostos ataques de drones ucranianos provocarem o fechamento do principal terminal de exportação do petróleo CPC Blend, localizado no Mar Negro.

De acordo com fontes do setor, a produção do país caiu aproximadamente pela metade, passando para cerca de 406 mil barris por dia, ampliando a preocupação dos investidores com a disponibilidade da commodity.

Petróleo do Oriente Médio registra forte recuperação

Os preços de referência do petróleo do Oriente Médio também apresentaram forte valorização.

O prêmio à vista do Dubai sobre os contratos de swap dobrou e atingiu US$ 12,74 por barril, enquanto o prêmio do petróleo de Omã subiu para US$ 12,62 por barril. Ambos alcançaram os maiores níveis desde o final de maio.

Já o Murban, principal petróleo exportado por Abu Dhabi, avançou para US$ 19,04 por barril, impulsionado pela escassez de petróleo leve e ácido e pelas restrições logísticas provocadas pelos ataques a embarcações no Mar Negro.

O contrato mais próximo do petróleo Dubai também se valorizou e encerrou o dia cotado a US$ 99,66 por barril.

Refinarias asiáticas aceleram compras e mudam rotas

O aumento dos riscos nas rotas marítimas levou diversas empresas a reorganizarem suas operações. A Saudi Aramco passou a oferecer cargas adicionais para embarque no porto egípcio de Sidi Kerir, no Mediterrâneo, como alternativa às rotas tradicionais.

Refinarias da Ásia intensificaram a busca por cargas embarcadas nesse terminal, mesmo com o aumento do tempo de viagem em aproximadamente um mês devido ao desvio pelo sul da África.

Entre os movimentos do mercado, a sul-coreana SK Energy contratou um superpetroleiro para transportar 2 milhões de barris de petróleo entre o Egito e a Coreia do Sul, evidenciando a corrida por abastecimento diante das incertezas no cenário internacional.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Exportação

Brasil pode perder posição para a Argentina nas exportações de milho, aponta consultoria

O Brasil poderá deixar de ocupar o posto de segundo maior exportador de milho do mundo na safra 2025/26. A projeção é da consultoria Hedgepoint Global Markets, que aponta a Argentina como favorita para assumir a vice-liderança do ranking internacional, atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo a análise, a mudança é influenciada pelas dificuldades enfrentadas pelos exportadores brasileiros para atender o mercado do Irã, um dos maiores compradores do cereal. Ao mesmo tempo, a Argentina ganhou competitividade após registrar uma safra robusta, ampliando sua capacidade de oferta ao mercado externo.

Argentina deve superar o Brasil nos embarques

A Hedgepoint estima que o Brasil exporte cerca de 43 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26. Já a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que a Argentina deverá embarcar aproximadamente 45 milhões de toneladas no mesmo período.

Caso o cenário se confirme, o país vizinho assumirá a segunda colocação entre os maiores exportadores globais do grão.

Apesar da possível perda de posição no ranking, a expectativa é de crescimento nas vendas externas brasileiras em relação ao ciclo anterior, quando o país exportou 41,1 milhões de toneladas.

Irã continua sendo mercado estratégico

De acordo com a consultoria, o Irã permanece como o principal destino do milho brasileiro. Em 2025, o país importou cerca de 9 milhões de toneladas do cereal produzido no Brasil.

Entretanto, o ritmo das compras diminuiu neste ano. Nos primeiros meses de 2026, as importações iranianas somaram aproximadamente 1,5 milhão de toneladas, abaixo das 2,3 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Essa redução nas aquisições é um dos fatores que afetam o desempenho das exportações brasileiras.

Demanda interna por milho segue em alta

Enquanto o mercado externo enfrenta desafios, o consumo doméstico continua avançando.

A Hedgepoint prevê que a demanda de milho para produção de etanol aumente em 5,5 milhões de toneladas, alcançando 28,5 milhões de toneladas na safra 2025/26.

Já o setor de ração animal deverá consumir 61,2 milhões de toneladas, um crescimento estimado em 200 mil toneladas na comparação com o ciclo anterior.

Produção brasileira deve permanecer estável

Para a próxima temporada, a consultoria projeta uma safra de milho de 140,3 milhões de toneladas no Brasil.

O volume representa uma leve redução em relação às 140,5 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior, indicando um cenário de estabilidade na produção nacional, mesmo diante das mudanças previstas no mercado internacional.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Parana

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Informação

Petróleo sobe cerca de 3% e Brent ultrapassa US$ 94 com tensão no Oriente Médio

Os preços internacionais do petróleo encerraram esta quarta-feira (22) em forte alta, acumulando o quarto avanço seguido. O movimento foi impulsionado pelo aumento das preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global da commodity, diante da escalada das tensões no Oriente Médio.

O contrato do Brent, referência para o mercado internacional, voltou a superar a marca de US$ 94 por barril, enquanto o WTI também registrou valorização próxima de 3%.

Brent e WTI registram ganhos expressivos

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para setembro avançou 2,95%, com alta de US$ 2,49, encerrando o dia cotado a US$ 86,83 por barril.

Já o Brent, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, fechou em alta de 3,36%, equivalente a US$ 3,06, alcançando US$ 94,07 por barril.

Mercado acompanha risco de bloqueio em rota estratégica

O principal fator por trás da valorização continua sendo o cenário geopolítico. Investidores monitoram a possibilidade de interrupções no transporte de petróleo após indicações de que o grupo iemenita Houthi pode bloquear parte da navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas para o comércio mundial de energia.

A região é considerada estratégica por servir como alternativa ao Estreito de Ormuz, outro importante corredor para o escoamento de petróleo.

Segundo estimativa divulgada pelo jornal espanhol El Economista, um eventual fechamento de Bab-el-Mandeb poderia reduzir em até 7% a oferta global da commodity.

Estados Unidos e Irã ampliam clima de incerteza

As tensões entre Estados Unidos e Irã também seguem pressionando o mercado.

O presidente norte-americano Donald Trump voltou a endurecer o discurso ao afirmar que poderá atacar infraestruturas estratégicas iranianas caso Teerã promova novos ataques contra embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz.

Em resposta, o porta-voz das Forças Armadas do Irã, general Abolfazl Shekarchi, declarou que a produção de mísseis estratégicos do país permanece ativa e afirmou que um grande centro de dados localizado nos Emirados Árabes Unidos teria sido destruído durante o conflito.

Putin minimiza impactos sobre setor energético russo

Também nesta quarta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que as dificuldades enfrentadas pelo país no mercado de combustíveis são passageiras.

Segundo o líder russo, os principais setores da economia continuam operando com resiliência, apesar das pressões externas sobre as áreas de energia, combustíveis e outras atividades estratégicas.

Aumento dos estoques nos EUA surpreende mercado

Apesar da forte valorização do petróleo, dados divulgados pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) mostraram crescimento nos estoques de petróleo do país.

Na última semana, as reservas aumentaram 2,01 milhões de barris, totalizando 411,675 milhões de barris. O resultado contrariou as expectativas do mercado, já que analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam uma redução de aproximadamente 1 milhão de barris no período.

Mesmo com esse avanço nos estoques, as preocupações com a oferta global continuam predominando e sustentam a alta das cotações internacionais do petróleo.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Lisi Niesner

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Segurança

Alerta Consular para o Oriente Médio: Itamaraty orienta brasileiros a evitarem viagens para áreas de conflito

O Ministério das Relações Exteriores emitiu um novo alerta consular diante do aumento das tensões no Oriente Médio. A orientação é para que brasileiros evitem deslocamentos para países e regiões afetados pelos conflitos, além de adotarem medidas de segurança caso já estejam na região.

Países e regiões com recomendação para não viajar

O Itamaraty recomenda que brasileiros não viajem para os seguintes destinos:

  • Irã
  • Israel
  • Sul do Líbano
  • Faixa de Gaza (Palestina)
  • Iêmen

Locais onde viagens não essenciais devem ser evitadas

A recomendação também inclui evitar deslocamentos que não sejam indispensáveis para:

  • Cisjordânia (Palestina)
  • Síria
  • Iraque
  • Demais regiões do Líbano
  • Jordânia
  • Catar
  • Kuwait
  • Emirados Árabes Unidos
  • Bahrein
  • Arábia Saudita

O Ministério esclarece que, até o momento, não existem restrições para conexões aéreas em Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.

Recomendações de segurança para brasileiros

Quem estiver no Oriente Médio deve seguir uma série de orientações para reduzir riscos:

  • Acompanhar os canais oficiais e redes sociais das embaixadas brasileiras na região;
  • Cumprir rigorosamente as determinações das autoridades locais;
  • Evitar manifestações, protestos e aglomerações;
  • Não registrar imagens ou vídeos de instalações militares, tropas, ataques ou qualquer evento relacionado ao conflito, pois isso pode resultar em detenção conforme a legislação local;
  • Evitar publicar nas redes sociais conteúdos sobre os confrontos que possam ser interpretados como ameaça à segurança nacional;
  • Manter acompanhamento constante da imprensa local;
  • Não sair de casa sem verificar as condições de segurança;
  • Em caso de cancelamento de voos, procurar imediatamente a companhia aérea para remarcação;
  • Conferir se o passaporte e demais documentos de viagem possuem validade mínima de seis meses.

O que fazer em caso de ataques ou bombardeios

Em situações de emergência, a orientação é buscar imediatamente um abrigo seguro. Quem estiver em vias públicas deve procurar estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos.

Se estiver em uma residência, o ideal é permanecer em ambientes internos protegidos por pelo menos duas paredes em relação à área externa, como corredores, escadas de porão, salas no térreo e cômodos sem janelas. Portas e janelas devem permanecer fechadas.

Também é recomendado:

  • Permanecer longe de locais com visão direta para o céu;
  • Buscar áreas mais internas da construção;
  • Manter duas barreiras físicas entre você e possíveis estilhaços;
  • Priorizar o abrigo antes de utilizar telefone ou aplicativos de mensagens;
  • Armazenar água em banheiras ou recipientes grandes para eventual interrupção no abastecimento.

Contatos de emergência das embaixadas brasileiras

Brasileiros que necessitarem de assistência consular podem acionar os plantões das representações diplomáticas nos seguintes países:

  • Teerã (Irã): +98 (0)912-148-5200
  • Tel Aviv (Israel): +972 54 803 5858
  • Doha (Catar): +974 6612 6585
  • Kuwait: +965 6684 0540
  • Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos): +971 50 668 3258
  • Manama (Bahrein): +973 3364 6483
  • Bagdá (Iraque): +964 780 929 1396
  • Beirute (Líbano): +961 70 108 374
  • Ramala (Palestina): +972 59 205 5510
  • Damasco (Síria): +963 933 213 438
  • Riade (Arábia Saudita): +966 58 032 9064 (somente chamadas)
  • Mascate (Omã): +968 9709 7954

No caso de Israel, também é recomendado utilizar o aplicativo oficial do Home Front Command para acompanhar alertas de segurança.

O Itamaraty destaca ainda que, em alguns países da região, chamadas pelo WhatsApp podem sofrer restrições. Nesses casos, a orientação é optar pelo envio de mensagens.

Situações consideradas emergenciais são aquelas que envolvem risco imediato à vida, à segurança ou à dignidade de cidadãos brasileiros no exterior e que exigem atuação urgente da assistência consular.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério das Relações Exteriores

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Internacional

Houthis anunciam bloqueio naval contra a Arábia Saudita e elevam tensão no Mar Vermelho

Os Houthis, grupo armado que controla parte do Iêmen, anunciaram nesta segunda-feira (20) a imposição de um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. A decisão aumenta a tensão no Oriente Médio e ocorre em meio à escalada do confronto envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados na região.

Em comunicado, o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, afirmou que a medida entra em vigor imediatamente e classificou a ação como uma resposta ao que chamou de bloqueio imposto por Riad ao povo iemenita ao longo dos últimos 12 anos. Segundo ele, o embargo segue o princípio de “olho por olho” e é uma reação às restrições terrestres, marítimas e aéreas impostas pela Arábia Saudita.

ONU demonstra preocupação com possível agravamento da crise

Poucas horas após o anúncio, um porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou preocupação com a decisão dos Houthis, alertando que a medida pode ampliar ainda mais a instabilidade no Oriente Médio e provocar um conflito regional de maiores proporções.

Estreito de Bab el-Mandeb permanece sob ameaça

Nos últimos dias, os Houthis já vinham sinalizando a possibilidade de fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte de petróleo e mercadorias entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico.

Na quinta-feira (16), fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o grupo preparava o bloqueio da passagem caso os Estados Unidos realizassem ataques contra a infraestrutura energética do Irã. A ofensiva americana ocorreu na noite de domingo (19), quando bombardeios atingiram diversos pontos na cidade portuária de Bushehr, onde está localizada a única usina nuclear civil iraniana, segundo a agência estatal Irna.

Também nesta segunda-feira, o governo iraniano solicitou que a agência nuclear da ONU condenasse os ataques americanos, alegando que a usina nuclear de Darkhovin, ainda em construção, também foi alvo das ações militares.

Preparativos militares incluem mísseis e drones

De acordo com fontes iranianas e pessoas próximas ao movimento iemenita, a possibilidade de interromper o tráfego no Estreito de Bab el-Mandeb teria sido discutida entre representantes do Irã e lideranças dos Houthis.

As mesmas fontes afirmam que o grupo já concluiu os preparativos para possíveis ataques contra embarcações comerciais, posicionando mísseis e drones próximos à passagem marítima. Segundo os relatos, integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), presentes no Iêmen, participariam da definição do momento de uma eventual operação.

Impacto pode atingir o mercado global de petróleo

Caso os Houthis coloquem em prática as ameaças, o comércio internacional poderá enfrentar novos desafios. Com o Estreito de Ormuz já fechado, uma interrupção da navegação em Bab el-Mandeb afetaria simultaneamente duas das principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio, elevando os riscos para o abastecimento mundial e para os custos da logística marítima.

Escalada amplia tensão entre Irã, EUA e Arábia Saudita

O Irã considera os Houthis parte do chamado “Eixo da Resistência”, aliança que também reúne o Hezbollah, no Líbano, e grupos armados xiitas do Iraque. Embora os rebeldes iemenitas ainda não tenham ingressado formalmente no confronto entre Teerã e Washington, os Estados Unidos acusam o governo iraniano de fornecer armas, recursos financeiros e treinamento ao grupo — acusação rejeitada por Teerã.

Na semana passada, o líder dos Houthis, Abdul Malik al-Houthi, já havia advertido que instalações petrolíferas e estruturas estratégicas da Arábia Saudita poderiam ser atacadas caso o reino apoiasse militarmente os Estados Unidos contra o Irã.

Além disso, na segunda-feira (13), o grupo lançou mísseis contra território saudita após acusar Riad de bombardear um aeroporto sob seu controle, rompendo uma trégua que durava quatro anos entre as partes.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Internacional

EUA intensificam ataques ao Irã e elevam tensão no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira (20) o nono dia consecutivo de ataques contra o Irã, ampliando a escalada militar no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a segurança no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, após autoridades iranianas relatarem a explosão e a paralisação de dois petroleiros na região.

O aumento das hostilidades ocorre após o colapso de um acordo de cessar-fogo firmado há cerca de um mês, reacendendo os confrontos e aumentando os riscos para o comércio internacional de energia.

Irã afirma ter atingido bases e instalações militares dos EUA

A Guarda Revolucionária Islâmica informou que lançou mísseis balísticos contra alvos militares americanos em diferentes países da região. Segundo o comunicado, foram atingidas aeronaves dos EUA no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de instalações militares no campo de Al-Adiri e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. O grupo também afirmou ter atacado posições americanas na Síria.

Em meio aos ataques, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas durante a manhã. Já o Exército do Kuwait declarou ter interceptado drones considerados hostis durante a ofensiva iraniana.

Washington anuncia nova ofensiva militar

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou o início de uma nova etapa da operação militar, afirmando que os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade do Irã de realizar ações contra embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. O órgão, no entanto, não divulgou detalhes sobre os alvos atingidos.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, mísseis americanos atingiram diversas cidades durante a madrugada, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as operações militares continuarão enquanto o Irã representar uma ameaça à navegação internacional.

Segundo Rubio, o Estreito de Ormuz é uma hidrovia de interesse global e os Estados Unidos manterão sua resposta militar sempre que embarcações comerciais forem alvo de ataques. Apesar disso, o governo americano declarou permanecer aberto a uma solução diplomática.

Estreito de Ormuz concentra preocupação do mercado global

As tensões também afetam diretamente a infraestrutura da região. O governo do Kuwait informou que uma usina de dessalinização foi atingida pelo segundo dia consecutivo, provocando um incêndio em uma instalação considerada essencial para o abastecimento de água.

Enquanto isso, o órgão britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou ter recebido um relato sobre uma embarcação em chamas próxima à costa de Omã, embora a causa do incidente ainda não tenha sido confirmada.

A Guarda Revolucionária iraniana declarou que dois petroleiros ficaram imobilizados após explosões enquanto navegavam por uma rota ao sul do estreito, considerada insegura por Teerã. Segundo o governo iraniano, as embarcações teriam sido orientadas pelas forças americanas a utilizar esse trajeto.

As autoridades iranianas não divulgaram informações sobre os navios, como bandeira, nacionalidade da tripulação ou existência de vítimas.

Em novo comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que o Estreito de Ormuz continuará oferecendo riscos enquanto os ataques americanos persistirem, alertando para possíveis impactos no transporte de petróleo, gás natural e produtos petroquímicos.

Fluxo de navios diminui e petróleo sobe no mercado internacional

Dados da LSEG apontam que apenas quatro embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz no domingo, metade do volume registrado no dia anterior. Desde a última sexta-feira (17), ao menos três navios-tanque de derivados e um superpetroleiro ingressaram na região para operações de carregamento.

A instabilidade também repercutiu no mercado internacional, com os preços do petróleo avançando cerca de 2% nesta segunda-feira e superando a marca de US$ 90 por barril.

Conflito amplia número de vítimas militares

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram a morte de mais um militar durante uma operação no norte do Iraque. Segundo o CENTCOM, o soldado participava da detonação controlada de munições remanescentes de um drone iraniano abatido.

Anteriormente, Washington havia informado a morte de dois militares na Jordânia e o desaparecimento de um terceiro. No domingo, o comando americano comunicou que restos mortais não identificados foram encontrados no local do ataque e seguem em processo de identificação.

Com a atualização, o número de militares americanos mortos desde o início do conflito chegou a 17, enquanto mais de 420 soldados ficaram feridos.

A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã com o objetivo declarado de enfraquecer os programas nuclear e de mísseis de Teerã. Desde então, o conflito já deixou milhares de mortos, principalmente em território iraniano e no Líbano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/CENTCOM

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Comércio Exterior

Irã lidera compras de produtos brasileiros no Oriente Médio em meio à tensão no Golfo

O Irã assumiu a liderança entre os principais destinos das exportações brasileiras no Oriente Médio, superando tradicionais parceiros comerciais como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. O avanço das vendas ocorre justamente em um momento de aumento das tensões militares entre Estados Unidos e Irã, que elevam as incertezas sobre a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio marítimo mundial.

Exportações para o Irã crescem 140% em junho

Dados do comércio exterior mostram que as exportações do Brasil para o Irã saltaram de US$ 129,9 milhões, em junho de 2025, para US$ 311,6 milhões em junho deste ano, uma alta de 140%.

No acumulado do primeiro semestre, as vendas também avançaram. O volume exportado passou de US$ 1,15 bilhão para US$ 1,33 bilhão na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre os principais produtos embarcados estão soja, farelo de soja, milho em grão e carne de frango, itens essenciais para a alimentação humana e animal.

Irã supera tradicionais parceiros da região

Com mais de 90 milhões de habitantes, o Irã já figura há anos entre os mercados relevantes para o agronegócio brasileiro. No entanto, historicamente, os maiores compradores da região eram os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.

Em 2026, os iranianos ocuparam a primeira posição entre os países do Golfo em abril e voltaram a liderar as compras em junho, consolidando um crescimento expressivo nas importações de produtos brasileiros.

Conflito no Golfo aumenta preocupação dos exportadores

Apesar do bom desempenho comercial, a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã gera preocupação entre exportadores brasileiros.

Os recentes ataques militares na região e as ameaças ao tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz levantam dúvidas sobre a logística das próximas exportações, especialmente das cargas que deverão ser embarcadas nos próximos meses.

Entre as principais preocupações do setor estão possíveis alterações nas rotas marítimas, aumento dos custos de frete e seguro, além da definição de quais portos permanecerão operando com segurança.

Exportações de milho entram em período decisivo

Segundo Jean Carlos Budziak, responsável pela área de inteligência de mercado da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), o aumento das tensões coincide com o início da temporada de embarques da segunda safra de milho brasileira.

Mesmo diante das incertezas, o especialista acredita que a demanda por alimentos deverá ser mantida.

Na avaliação dele, produtos ligados à segurança alimentar costumam sofrer menos impacto em períodos de conflito, já que continuam sendo essenciais para abastecer a população e a produção pecuária.

Farelo de soja impulsiona vendas brasileiras

Entre os produtos exportados, o destaque foi o farelo de soja, cujas vendas ao Irã cresceram cerca de cinco vezes na comparação entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026.

O produto é utilizado principalmente na alimentação de bovinos e aves. Segundo especialistas, o aumento da demanda pode estar relacionado à necessidade de reduzir etapas de processamento em um cenário de guerra, tornando o farelo uma alternativa mais prática do que grãos como soja e milho.

Demanda por alimentos deve continuar

Embora o cenário geopolítico permaneça incerto, exportadores brasileiros avaliam que a necessidade de abastecimento dos países do Oriente Médio continuará sustentando as compras de alimentos.

A expectativa do setor é que, mesmo com possíveis impactos logísticos provocados pelo conflito, a demanda por produtos agrícolas brasileiros permaneça elevada nos próximos meses.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Irã amplia ameaça a rotas marítimas após bloqueio dos EUA e mantém Estreito de Ormuz fechado

A crise entre Irã e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (15). Após o fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã e a retomada do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que poderá atingir outros corredores marítimos estratégicos utilizados por Washington e seus aliados.

Em comunicado divulgado pela agência estatal IRNA, a corporação declarou que “as exportações regionais de energia serão compartilhadas por todos ou negadas a todos”, reforçando o tom de retaliação diante das recentes ações militares e econômicas dos EUA.

Bab el-Mandeb pode se tornar novo foco do conflito

Especialistas avaliam que o governo iraniano pode recorrer aos Houthis, grupo aliado no Iêmen, para ampliar a pressão sobre o Ocidente. A possibilidade envolve o fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb, passagem que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é considerada uma das principais rotas do comércio marítimo global e das exportações de petróleo da Arábia Saudita.

Uma autoridade houthi afirmou no início da semana que o grupo está preparado para bloquear a navegação na região caso os ataques sauditas ao Iêmen continuem. Segundo a declaração, uma interrupção dessa rota poderia elevar o preço do petróleo para até US$ 200 por barril.

Houthis retomam ataques e ampliam riscos ao comércio internacional

A tensão aumentou após forças houthis lançarem mísseis contra a Arábia Saudita, acusando o país de bombardear um aeroporto sob controle do grupo. O episódio rompe uma trégua que havia durado quatro anos entre as partes.

Desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, os Houthis intensificaram ataques contra embarcações comerciais no Mar Vermelho, alegando que os alvos mantinham vínculos com Israel. As ações provocaram impactos relevantes nas cadeias globais de abastecimento e no transporte marítimo internacional.

EUA ampliam ofensiva militar contra posições iranianas

Enquanto isso, as Forças Armadas dos EUA anunciaram uma nova fase de operações militares com o objetivo de reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações no Estreito de Ormuz.

Segundo Washington, sete navios comerciais foram atingidos na última semana, deixando mortos, desaparecidos e feridos entre as tripulações.

Na noite de terça-feira (14), o Comando Central dos EUA informou que realizou ataques durante aproximadamente sete horas contra dezenas de alvos militares próximos ao estreito e em áreas costeiras do Irã.

Já o governo iraniano afirmou que os bombardeios norte-americanos deixaram ao menos 30 civis mortos nos últimos dias no sul do país.

Teerã mantém bloqueio de Ormuz e relata ataques a bases dos EUA

A Guarda Revolucionária declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até o que chamou de “fim dos males dos Estados Unidos”. Antes da escalada do conflito, cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás passavam diariamente pela região.

Além disso, o IRGC informou ter realizado ataques contra instalações militares e logísticas ligadas à Quinta Frota dos EUA, no Bahrein, além de ações em Mina Abdullah, no Kuwait, e contra uma base norte-americana em Azraq, na Jordânia.

Autoridades do Kuwait confirmaram que um incêndio provocado por ataques foi controlado, embora não tenham informado se o local corresponde ao citado pelos militares iranianos.

Na Jordânia, a defesa aérea anunciou a interceptação de três mísseis balísticos lançados a partir do território iraniano durante a madrugada desta quarta-feira.

Trump ameaça ampliar ofensiva contra setor energético iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá ordenar ataques contra instalações do setor energético e infraestrutura do Irã caso Teerã não retome as negociações diplomáticas.

Durante entrevista à Fox News, Trump declarou que os alvos ligados à energia seriam atingidos caso não haja um acordo entre os dois países. Segundo ele, negociadores norte-americanos seguem em contato com representantes iranianos para buscar uma solução diplomática.

O presidente também recuou da proposta anunciada anteriormente de criar uma taxa de 20% sobre o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. Em substituição, afirmou que pretende buscar acordos de investimento com países do Golfo.

Petróleo reage à crise no Oriente Médio

A intensificação do conflito voltou a pressionar o mercado internacional. Os preços do petróleo Brent e do WTI registraram nova alta nesta quarta-feira (15), após já acumularem valorização de cerca de 2% na sessão anterior.

O avanço das cotações reflete a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento de petróleo diante das restrições impostas no Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais estratégicos para o abastecimento energético mundial.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Trump anuncia pedágio de 20% no Estreito de Ormuz e restabelece bloqueio a portos iranianos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) a criação de um pedágio de 20% sobre as cargas que transitarem pelo Estreito de Ormuz, além da retomada do bloqueio direcionado aos portos do Irã.

A decisão foi divulgada por meio de uma publicação na rede social Truth Social. Na mensagem, Trump afirmou que a passagem marítima continuará aberta ao tráfego internacional, mas declarou que os Estados Unidos passarão a atuar como “guardiões” da rota, justificando a cobrança como forma de compensar os custos com a segurança da região.

Estreito de Ormuz seguirá aberto ao comércio internacional

Segundo o presidente norte-americano, apenas embarcações e clientes ligados ao Irã serão afetados pelo bloqueio restabelecido. Os demais países continuarão com acesso livre ao Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas do comércio global de petróleo.

Trump afirmou que os Estados Unidos serão reconhecidos como “o guardião do Estreito de Ormuz” e, por esse motivo, receberão o equivalente a 20% do valor de toda a carga transportada pela via marítima. De acordo com ele, a cobrança serviria para cobrir os gastos necessários à proteção de uma das regiões mais sensíveis do cenário geopolítico mundial.

Trump volta a criticar o Irã e ameaça novas ações

Em entrevista concedida à Fox News também nesta segunda-feira (13), Trump voltou a elevar o tom contra o governo iraniano. O republicano afirmou que os Estados Unidos responderão “com muita força” após, segundo ele, o Irã não cumprir um acordo previamente negociado entre os dois países.

O presidente declarou ainda que Washington intensificou as ações militares sempre que drones iranianos foram lançados e alegou que um entendimento considerado fechado acabou sendo rompido por Teerã.

Tensão aumenta após ofensiva militar dos EUA

As declarações de Trump ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã. No último fim de semana, as Forças Armadas dos Estados Unidos ampliaram o número de ataques contra alvos iranianos, elevando a preocupação com uma possível escalada do conflito na região.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o transporte internacional de petróleo e gás natural, tornando qualquer medida envolvendo a rota um fator de impacto para o mercado de energia e para a economia global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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