Logística

Maersk suspende operações no porto de Haifa com aumento de tensões entre Israel e Irã

A Maersk disse nesta sexta-feira (20) que suspendeu temporariamente as escalas de navios no porto de Haifa, em Israel, em meio à escalada do conflito do país com o Irã.

A empresa dinamarquesa afirmou não ter sofrido outras interrupções em suas operações programadas na região.

O porto de Haifa, que foi privatizado em 2022, tem 70% de sua propriedade pertencente à indiana Adani Ports, enquanto os 30% restantes são detidos pelo Grupo Gadot, de Israel.

A Adani Ports é o braço operacional de portos do Grupo Adani, liderado pelo bilionário Gautam Adani. Incluindo o porto de Haifa, a empresa opera quatro portos fora das águas indianas.

Um porta-voz do Grupo Adani não respondeu imediatamente aos e-mails e mensagens de texto da Reuters solicitando comentários.

Israel tem atacado o Irã por via aérea desde a última sexta-feira (13), no que descreve como um esforço para impedir que Teerã desenvolva armas nucleares. O Irã negou ter planos de desenvolver tais armas e retaliou lançando contra-ataques a Israel.

Na quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã disse ter lançado ataques combinados de mísseis e drones contra locais militares e industriais ligados à indústria de defesa de Israel em Haifa e Tel Aviv.

Fonte: Valor Econômico

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Notícias

Companhias aéreas avaliam cancelamentos no Oriente Médio após ataques dos EUA no Irã

Além do aumento dos custos de combustível e da tripulação decorrentes de desvios e cancelamentos, as companhias aéreas também enfrentam um possível aumento nos custos do combustível de aviação

As companhias aéreas estão avaliando nesta segunda-feira por quanto tempo suspenderão os voos no Oriente Médio, já que o conflito na região entrou em uma nova fase após os Estados Unidos atacarem as principais instalações nucleares iranianas e a promessa de Teerã de se defender.

Nos últimos dias, os cancelamentos de voos por parte de companhias aéreas internacionais em centros de aviação resilientes, como os aeroportos de Dubai e de Doha, mostram como as preocupações do setor de aviação com a região aumentaram.

O espaço aéreo normalmente movimentado que se estende do Irã e do Iraque até o Mediterrâneo tem estado praticamente vazio de tráfego aéreo comercial por 10 dias desde que Israel começou a atacar o Irã em 13 de junho, já que as companhias aéreas desviam, cancelam e atrasam voos pela região devido ao fechamento do espaço aéreo e às preocupações com a segurança.

A principal companhia aérea asiática, a Singapore Airlines, que descreveu a situação como “fluida”, cancelou os voos para Dubai até terça-feira, tendo anteriormente cancelado apenas seu serviço de domingo.

A Iberia, membro do grupo IAG, cancelou os voos de domingo e segunda-feira para Doha após fazer sua própria avaliação, informou um porta-voz. A empresa ainda não tomou uma decisão com relação aos voos posteriores.

A Air France KLM cancelou os voos de e para Dubai e Riad no domingo e na segunda-feira, e a Finnair cancelou os voos de Doha pelo menos até terça-feira.

A Air Astana, do Cazaquistão, cancelou os voos para Dubai na segunda-feira.

No entanto, algumas companhias aéreas internacionais esperavam retomar os serviços.

Os painéis de partidas do Flightradar24 mostram que a British Airways, de propriedade da IAG, estava pronta para retomar os voos para Dubai e Doha na segunda-feira, depois de cancelar as rotas de e para esses aeroportos no domingo.

Com o espaço aéreo russo e ucraniano fechado para a maioria das companhias aéreas devido a anos de guerra, o Oriente Médio se tornou uma rota mais importante para voos entre a Europa e a Ásia. Em meio a ataques aéreos e de mísseis nos últimos 10 dias, as companhias aéreas seguiram para o norte, via Mar Cáspio, ou para o sul, via Egito e Arábia Saudita.

Além do aumento dos custos de combustível e da tripulação decorrentes dos desvios e cancelamentos, as companhias aéreas também enfrentam um possível aumento nos custos do combustível de aviação, já que os preços do petróleo subiram após os ataques dos EUA.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio, Economia, Internacional

Entenda como ataque dos EUA ao Irã afeta a economia e aumenta incerteza global

O bombardeio dos Estados Unidos contra instalações nucleares do Irã injetou novas incertezas nas perspectivas para inflação e atividade econômica em uma semana repleta de dados econômicos e comentários de autoridades, incluindo dois dias de depoimentos do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Congresso.

As consequências negativas podem ser a parte mais fácil de ser vista: a possibilidade de um aumento nos preços de energia, a continuação da hesitação que tem dominado as famílias e as empresas e que pode prejudicar os gastos, e a chance de uma resposta do Irã que se materialize bem fora do Golfo.

Como já se espera que a economia dos EUA desacelere sob a pressão das altas tarifas de importação do governo Trump, um aumento nos preços do petróleo “poderia exercer uma forte pressão para baixo sobre a capacidade de gastos das famílias… e isso poderia desacelerar o PIB ainda mais”, disse Ellen Zentner, estrategista econômica chefe do Morgan Stanley.

Há também o caso mais otimista, caso os ataques abram caminho para uma eventual estabilidade na região.

“Prever os acontecimentos geopolíticos no Oriente Médio é um exercício traiçoeiro”, escreveram analistas da Yardeni Research após os ataques. “No entanto, o mercado de ações israelense sugere que podemos estar testemunhando uma transformação radical do Oriente Médio, agora que o Irã foi desnuclearizado.”

O principal índice acionário de Israel, o TA125, atingiu o maior nível de todos os tempos após os ataques.

Dito isso, o mercado de trabalho dos EUA está claramente perdendo força, mesmo que as pressões inflacionárias pareçam estar prestes a aumentar.

Os dados de pedidos contínuos de auxílio-desemprego de quinta-feira serão considerados no relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho para junho.

Até o momento, esses relatórios têm apontado para um mercado de trabalho mais fraco, mas ainda sólido, com a taxa de desemprego em um nível relativamente baixo de 4,2%, embora os membros do Fed estejam atentos a sinais de deterioração.

A expectativa é de que dados a serem publicados na sexta-feira mostrem o crescimento mais fraco dos gastos dos consumidores dos EUA desde janeiro. E, embora também se espere que a inflação se aproxime da meta de 2% do Fed no mês passado, muitas autoridades esperam que as tarifas se transformem em preços mais altos nos próximos meses.

Inflação e taxa de juros

Um aumento acentuado nos preços de energia poderia atiçar ainda mais a inflação.

Powell será pressionado sobre essa possibilidade e sobre outras ramificações dos acontecimentos no Oriente Médio durante dois dias de depoimentos ao Congresso, que começam na terça-feira no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados e continuam na quarta-feira no Comitê Bancário do Senado.

Na semana passada, autoridades do Fed mantiveram a taxa de juros na faixa atual de 4,25% a 4,50% e, embora tenham sinalizado que achavam que as condições econômicas provavelmente justificariam alguns cortes de juros ainda neste ano, Powell disse que essa previsão é pouco convincente, dada toda a incerteza sobre a política tarifária e como a economia reagirá.

Os acontecimentos entre os EUA e o Irã no fim de semana levantam novas questões sobre como a incerteza afetará a tomada de decisões do Fed, escreveu Sam Bullard, economista sênior do Wells Fargo.

“Os mercados estarão atentos a pistas sobre como o Fed recalibra os riscos inflacionários dos preços mais altos de energia e das tarifas contra as pressões desinflacionárias da desaceleração do crescimento”, disse ele.

Preço do petróleo

Os preços subiram desde o início do conflito, em 13 de junho, em meio a temores crescentes de que uma retaliação iraniana possa incluir o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do suprimento global de petróleo bruto.

Entretanto, os investidores estão avaliando a extensão do prêmio de risco geopolítico nos mercados de petróleo, uma vez que a crise do Oriente Médio ainda não teve impacto sobre a oferta.

E para o Brasil?

No Brasil, uma alta nos preços do petróleo tende a ser amenizada pelo política de preços ‘abrasileirada’ da Petrobras, que evita o repasse imediato da volatilidade nas cotações internacionais.

A escalada da tensão global e o risco de nova pressão inflacionária ocorrem logo após o Banco Central ter sinalizado o fim do ciclo de alta de juros no Brasil.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, reconheceu que é importante considerar o risco da guerra sobre o cenário inflacionário no Brasil, mas reforçou que não deve haver um aumento fora de controle.

“A gente vem olhando para o risco de inflação não é de agora. A gente tem seca prolongada no Brasil. No ano de 2024, a gente teve uma desvalorização do real de 24%. E nem por isso a inflação saiu do controle. Ela teve um aumento preocupante que a gente está acompanhando de perto”, disse.

“Tanto que eu estou dizendo que agora está caindo no período agregado de 12 meses. Com toda essa instabilidade e volatilidade global, impactando o preço dos alimentos, o custo logístico das cadeias. Então acho que, mesmo com tudo isso, a gente tem mostrado bastante resiliência no Brasil”, emendou.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Comércio Exterior, Internacional

Conflito entre Irã e Israel: impacto nas cadeias de suprimento globais

O conflito armado entre Irã e Israel, que se intensificou em junho de 2025, está gerando uma série de riscos logísticos que afetam as cadeias de suprimento globais. As tensões provocaram interrupções em rotas marítimas estratégicas, aumentos nos custos de energia e uma crescente incerteza nos mercados internacionais.

Interrupções em rotas marítimas estratégicas

O estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — tem sido palco de incidentes recentes, como a colisão de dois petroleiros perto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Esse tipo de evento evidencia a vulnerabilidade das rotas marítimas da região, que são essenciais para o comércio global.

Além disso, o conflito reacendeu temores sobre um possível fechamento do estreito por parte do Irã, o que poderia disparar os preços do petróleo e causar uma crise energética global.

Aumento de custos e volatilidade nos mercados de energia

Os preços do petróleo subiram significativamente devido à instabilidade na região. Por exemplo, o petróleo Brent chegou a US$ 76,45 por barril — o nível mais alto desde o início de 2025. Esse aumento impacta diretamente os custos de transporte e produção no mundo todo.

Desvios e atrasos nas cadeias de suprimento

Empresas estão reavaliando suas rotas logísticas, optando por alternativas mais seguras — porém mais caras. Por exemplo, algumas cargas que tradicionalmente passariam pelo Mar Vermelho estão sendo desviadas para contornar o Cabo da Boa Esperança, o que implica maiores tempos de trânsito e custos extras.

Recomendações para mitigar os riscos

Diante desse cenário, recomenda-se que as empresas:

  • Diversifiquem suas rotas logísticas: Evitar a dependência de uma única rota pode reduzir a exposição a riscos.
  • Revisem seus contratos de transporte: Incluir cláusulas que contemplem situações de força maior e ajustes de custos.
  • Fortaleçam relações com fornecedores alternativos: Isso pode garantir o fornecimento em caso de interrupções nas cadeias existentes.
  • Acompanhem de perto a situação geopolítica: Estar bem informado permite tomar decisões proativas e se adaptar rapidamente às mudanças.

O conflito entre Irã e Israel está impondo sérios riscos logísticos que afetam as cadeias de suprimento globais. É essencial que as empresas adotem estratégias de mitigação para se adaptarem a esse ambiente volátil e garantir a continuidade de suas operações.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio, Internacional

Conflito entre Irã e Israel deixa mercado de fertilizantes do Brasil em alerta

Cerca de 17% das importações brasileiras de ureia vêm dos iranianos e a ofensiva no Oriente Médio gera risco para os custos de produção

O conflito que se desenrola no Oriente Médio, com ataques entre Irã e Israel, ligou um alerta para o mercado de fertilizantes e, principalmente, os produtores rurais do Brasil. Isso porque cerca de 17% das importações brasileiras de ureia vêm dos iranianos.

Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado da Agrinvest, ressalta que o Irã produz cerca de 9 milhões de toneladas e chega a exportar entre 4,5 milhões e 5,5 milhões de toneladas de ureia por ano. Ou seja, é considerado um gigante da região nas exportações.

“Para o Brasil, conflitos dessa natureza, que envolvem países tão importantes como o mencionado, sempre trazem algumas preocupações — sobretudo para o produtor rural”, afirmou o especialista em análise sobre o tema.

Em geral, os agricultores brasileiros dependem do mercado internacional para suprir mais de 80% de suas necessidades de fertilizantes. No caso da ureia, a dependência é ainda maior. No ano passado, 100% da ureia consumida internamente foi importada, segundo Souza.

“Portanto, qualquer desdobramento como esse (no Oriente Médio) pode impactar diretamente os custos de produção do produtor rural”, alertou.

Este é um período do ano em que os agricultores estão atentos às compras de insumos que serão utilizados no plantio da próxima safra de verão, que será plantada a partir de setembro, e em alguns casos há até quem antecipe as aquisições de adubos, defensivos e sementes para a safrinha de 2026.

Além disso, a recente disparada nos preços internacionais dos fertilizantes, sem reação correspondente nas cotações das commodities agrícolas, voltou a pressionar as margens dos produtores rurais brasileiros.

Segundo relatório mensal da consultoria agronegócios do Itaú BBA, a relação de troca — indicador que mede quantas sacas de grãos são necessárias para comprar uma tonelada de fertilizante — atingiu níveis próximos aos observados durante o auge da crise provocada pela guerra na Ucrânia, em 2022.

Fonte: Globo Rural

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Internacional

Após ataque de Israel, Trump dá ultimato a Irã por acordo nuclear com os EUA e ameaça: ‘Antes que não sobre mais nada’

Presidente americano volta a pressionar Teerã a entrar em acordo para reduzir enriquecimento de urânio. Israel atacou infraestruturas nucleares do Irã na madrugada de sexta (13) para impedir o avanço do programa nuclear do rival.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã nesta sexta-feira (13) para chegar a um acordo sobre o programa nuclear de Teerã, e fez ameaças ao dizer que o regime iraniano “tem que fazer um acordo, antes que não sobre mais nada”.

A declaração foi feita horas depois de Israel bombardear infraestruturas nucleares iranianas e matar lideranças militares e cientistas.

“O Irã precisa fazer um acordo, antes que não sobre nada, e salvar o que um dia foi conhecido como o Império Persa. Chega de mortes, chega de destruição, apenas façam isso antes que seja tarde demais”, escreveu Trump em seu perfil na rede Truth Social.

Segundo Trump, ele disse que deu ao Irã várias oportunidades para fazer um acordo.

“Eu avisei que seria muito pior do que qualquer coisa que conhecessem, esperassem ou tivessem sido informados, que os Estados Unidos fabricam os melhores e mais letais equipamentos militares do mundo — de longe — e que Israel possui muitos deles, com muito mais a caminho — e eles sabem como usá-los”, escreveu.

“Alguns linhas-duras iranianos falaram com bravura, mas não sabiam o que estava prestes a acontecer. Agora estão todos mortos, e a situação só vai piorar”, continuou Trump.

Trump disse ainda que deu ao Irã, há dois meses, um ultimato de 60 dias para o acordo, e que esta sexta-feira “é o dia 61”. O governo iraniano tem criticado as ameaças do governo americano e afirma que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos.

O Exército israelense atingiu dezenas de alvos no território iraniano. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades do país. Os militares afirmaram que o objetivo da operação é impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

O bombardeio da madrugada desta sexta, no horário local, matou o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas do país, Mohammad Bagheri. Dois cientistas nucleares também foram mortos.

“Já houve grande morte e destruição, mas ainda há tempo para pôr fim a esse massacre, pois os próximos ataques já planejados serão ainda mais brutais”, concluiu Trump.

O Irã afirmou que o ataque foi uma “declaração de guerra”. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu em carta enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) que “trate imediatamente dessa questão”.

➡️ Trump pressiona o Irã a fazer um acordo sobre seu programa nuclear desde que reassumiu a Casa Branca, em janeiro. Cinco rodadas de negociações diretas ocorreram desde abril.

A fala de Trump desta sexta é mais um passo das pressões que faz sobre o regime do Irã. Um sexto encontro entre as delegações dos dois países estava marcado para domingo (15), mas não se sabe se de fato acontecerá, dado o contexto.

Fonte: G1

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Comércio Exterior, Exportação

Irã aumenta exportações para o Brasil com impulso do BRICS

O ministro da Agricultura do Irã, Gholamreza Nouri Ghezeljeh, anunciou que o país ampliará as exportações de caviar, nozes secas, kiwis, romãs e maçãs para o Brasil. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa sobre a participação do Irã na 15ª reunião de ministros da Agricultura do BRICS.

Ele destacou que o crescimento do comércio entre os dois países foi viabilizado pela estreita coordenação entre as autoridades agrícolas, conforme relatado pela Mehr News Agency, parceira da TV BRICS.

De acordo com o ministro, o comércio entre os países do BRICS atinge cerca de US$ 160 bilhões (R$ 928 bilhões). O Irã representa US$ 13 bilhões (R$ 75 bilhões) desse total, enquanto o volume de negócios agrícolas com o Brasil alcança US$ 7 bilhões (R$ 41 bilhões).

O Irã oficializou sua adesão ao BRICS em janeiro de 2024. Desde então, sua colaboração ativa dentro da associação tem fortalecido a posição de Teerã, especialmente no setor agrícola.

Fonte: Toda Palavra

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Informação, Notícias, Portos

Explosão de grandes proporções em porto no Irã deixa 4 mortos e mais de 500 feridos

Enorme coluna de fumaça pôde ser vista no porto Shahid Rajaee, no sul do país. Incidente ocorreu na área de contêineres.

Quatro pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas após uma grande explosão no porto Shahid Rajaee, na cidade de Bandar Abbas, no sul do Irã, neste sábado (26). As informações são da mídia estatal do regime iraniano.

A explosão ocorre no mesmo dia em que o Irã inicia uma terceira rodada de negociações para um acordo sobre tecnologia nuclear com os Estados Unidos em Omã. A causa da explosão não foi totalmente esclarecida.

“A origem deste incidente foi a explosão de vários contêineres armazenados na área do cais do Porto Shahid Rajaee. Estamos atualmente evacuando e transferindo os feridos para centros médicos”, disse um oficial local de gerenciamento de crises à TV estatal.

Citando o porta-voz dos socorristas, a TV estatal informou que pelo menos 516 pessoas haviam ficado feridas. Ainda não estava claro se havia vítimas fatais.

A agência de notícias semi-oficial Tasnim publicou imagens de homens feridos deitados na estrada sendo atendidos em meio a cenas de confusão.

Os esforços para extinguir o incêndio decorrente da explosão continuavam. A alfândega do porto informou que caminhões estavam sendoretirados da área e que o pátio de contêineres onde ocorreu a explosão provavelmente continha “bens perigosos e produtos químicos.”

A TV estatal disse que “a negligência no manuseio de materiais inflamáveis foi um fator contribuinte” para a explosão.

Petróleo não foi afetado

Instalações petrolíferas não foram afetadas pela explosão, segundo comunicado da Companhia Nacional de Refino e Distribuição de Petróleo do Irã, que afirmou: “A explosão e o incêndio no Porto Shahid Rajaee não têm ligação com refinarias, tanques de combustível, complexos de distribuição e oleodutos relacionados a esta companhia.”

A grande explosão quebrou janelas em um raio de vários quilômetros, segundo a mídia iraniana, com imagens compartilhadas online mostrando uma nuvem em forma de cogumelo se formando após a explosão.

A agência de notícias Fars informou que a explosão foi ouvida em Qeshm, uma ilha a 26 quilômetros ao sul de Bandar Abbas.

Em 2020, computadores no mesmo porto foram alvo de um ciberataque que causou grandes congestionamentos nas vias fluviais e nas estradas. O jornal “The Washington Post” havia reportado que o arquirrival do Irã, Israel, parecia estar por trás desse incidente como retaliação a um ataque cibernético iraniano anterior.

Não houve comentário imediato do Exército israelense nem do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu quando questionados sobre uma possível ligação de Israel com a explosão.

FONTE: G1
Explosão de grandes proporções em porto no Irã deixa 4 mortos e mais de 500 feridos | Mundo | G1

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Mercado Internacional, Negócios, Networking, Notícias, Oportunidade de Mercado

BRASIL na feira Iran Agrofood 2024 em Teerã, Irã

O Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, convida empresas brasileiras a participarem da feira Iran Agrofood 2024 em Teerã, Irã. O evento, que ocorre de 8 a 11 de junho de 2024, é uma plataforma importante para a indústria agrícola do Irã, apresentando equipamentos modernos e tecnologias para produção, embalagem, armazenamento e transporte de alimentos e bebidas. A participação do Brasil visa aumentar as oportunidades de negócios e abrir o mercado para empresas brasileiras, promovendo o aumento do comércio entre Brasil, Irã e a região. O evento incluirá um Pavilhão Brasil com suporte abrangente, como recepcionistas bilíngues, catálogos institucionais e instalações para reuniões com potenciais compradores.

A Iran Agrofood é a feira líder da indústria agropecuária iraniana. O evento apresenta equipamentos e tecnologias modernas para a produção, embalagem, armazenamento e transporte de alimentos e bebidas. Já em sua 31ª edição, a feira conta anualmente com mais de 600 expositores e 45 mil visitantes de todo o mundo. O Irã tem sido um dos mercados alvo da área de promoção de negócios do MAPA e passará a ter um adido agrícola em breve, como prova de sua importância. 

As empresas brasileiras que forem selecionadas para participar da feira Seoul Iran Agrofood 2024 como expositoras farão parte do Pavilhão Brasil, e contarão com uma estrutura completa, incluindo recepcionistas bilíngue, catálogo institucional e mobiliário para preparação e exposição de produtos, bem como para reunião com os potenciais compradores e apoio técnico da equipe do MAPA. 

Quem pode participar? 

Empresas da indústria de alimentos e bebidas, comerciais exportadoras, tradings, entidades setoriais e cooperativas, desde que para a promoção exclusiva de produtos brasileiros. 

O MAPA  estimula a inscrição de cooperativas e empresas de pequeno porte que planejam se inserir no mercado internacional e cujos produtos se adequem ao perfil da feira.

A participação no evento está condicionada à aprovação pela organização da feira, mediante formulário a ser oportunamente preenchido pelo expositor.

Saiba em GOV.BR
Iran Agrofood 2024 — Ministério da Agricultura e Pecuária (www.gov.br)

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