Inovação

APS vence prêmio de inovação e boas práticas de governança

Manifesto ESG do Porto de Santos recebe reconhecimento internacional

A Autoridade Portuária de Santos (APS) foi a vencedora do 2º Prêmio de Inovação de Boas Práticas de Governança Portuária, entregue durante a 3ª Edição da Conferência Internacional de Portos, realizada em Vitória (ES). A premiação é um reconhecimento ao projeto do Manifesto ESG do Porto de Santos, pelo qual a APS reafirma o seu compromisso sólido com um mundo mais sustentável e socialmente consciente.

Criado em 2023 pelo Instituto Conhecer pela Educação e Cultura (ICPEC), o Prêmio de Inovação de Boas Práticas de Governança Portuária visa reconhecer e valorizar esforços na gestão eficiente e transparente dos portos, ao destacar práticas inovadoras e bem-sucedidas que contribuem para a melhoria contínua da governança portuária, promovendo a sustentabilidade, segurança e competitividade do setor.

Lançado em novembro de 2023, o Manifesto ESG tem o objetivo de incentivar boas práticas de responsabilidade social, ambiental e de governança. Trata-se de uma carta-compromisso que tem como signatários 44 instituições, incluindo prefeituras da região da Baixada Santista, empresas que atuam no complexo portuário e a própria APS.

O Manifesto cria uma rede robusta de colaboração entre os seus signatários, fomentando parcerias estratégicas que transcendam as fronteiras organizacionais tradicionais e promovendo, dessa forma, uma sinergia única no setor portuário.

Ao integrar esforços na disseminação da mentalidade ESG, o Manifesto atua como um catalizador de mudanças positivas e proporciona uma plataforma para o compartilhamento de melhores práticas e informações cruciais, a troca de conhecimentos especializado e a concepção e implementação de projetos colaborativos inovadores.

“Este reconhecimento é mais do que uma honra: é uma confirmação de que estamos no caminho certo, fortalecendo parcerias, ampliando impactos e mostrando que a transformação se constrói de forma coletiva”, afirmou o superintendente de Governança, Riscos e Compliance da APS, Cláudio Bastos, ao receber a premiação.

Fonte: Modais em Foco

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Inovação, Portos

Porto de Itajaí realiza segunda etapa do programa Rotas para Inovação

A segunda etapa do Rotas para Inovação aconteceu na manhã desta quarta-feira (10), na Superintendência do Porto de Itajaí. O programa é desenvolvido em parceria com o Sebrae/SC e o Centro Regional de Inovação (Elume). Nesta fase, as empresas demandadas participaram de um workshop com metodologia design thinking, voltado ao mapeamento de desafios e necessidades do complexo portuário de Itajaí.

“Estamos vivendo um momento histórico no Porto de Itajaí. Só neste ano já alcançamos um faturamento de R$ 120 milhões e movimentamos mais de 1,7 milhão de toneladas em cargas e contêineres. Esses números mostram não apenas a força do nosso complexo portuário, mas também o quanto estamos fortalecendo a economia de Santa Catarina e do Brasil. É importante destacar que o Porto de Itajaí não é apenas um elo estratégico para escoar a produção nacional, mas também atua como demandador da cadeia logística, impulsionando serviços, tecnologia e inovação em toda a região”, avaliou o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo, também destacou que “ao mesmo tempo em que avançamos na eficiência operacional e conquistamos recordes de movimentação, também abrimos espaço para a inovação. O programa Rotas para Inovação é prova disso: ao aproximar empresas e empreendedores, estamos criando soluções que garantem ainda mais competitividade e sustentabilidade para o Porto de Itajaí, impulsionando o desenvolvimento da nossa região.”

A atividade foi conduzida pelo diretor de Inovação e Empreendedorismo da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Fábio Zabot Holthausen, e pelo professor responsável pela Incubadora Univali, Marco Petrolli. Durante o encontro, os participantes puderam alinhar expectativas e identificar pontos estratégicos para o desenvolvimento de soluções conjuntas.

Com essa nova etapa, o programa busca aproximar empresas e inovadores, promovendo soluções que fortaleçam a competitividade do setor portuário e estimulem o ecossistema de inovação da região.

Chamamento para empresas

Agora, a próxima etapa será o lançamento do Edital nº 003/2025 – Chamamento Público para Solucionadores do Programa Rotas da Inovação, que será divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Elume. Os interessados poderão acessar o documento na página oficial da instituição, na seção de editais: https://elumepark.com.br/seja-elume/

Fonte: Porto de Itajaí

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Tecnologia

Drones entregarão seu próximo pedido de comida?

O delivery de alimentos é um luxo que deixou os moradores das cidades acostumados. Mas estão surgindo mais opções para pessoas que moram fora da zona urbana.

Com cerca de 700 mil ilhas, a Suécia, a Noruega e a Finlândia abrigam a maior quantidade de ilhas do mundo. Seu litoral é pontilhado de arquipélagos, que formaram sua história e cultura.

Diversas dessas ilhas são acessíveis por balsas e pontes para os moradores das cidades da região. Mas existe algo que os moradores locais, muitas vezes, não têm: delivery de comida quente na porta de casa, um serviço que seus primos da cidade provavelmente usam com frequência.

Mas a start-up norueguesa Aviant quer mudar esta situação, com o primeiro serviço de delivery de comida por drones da região, começando pela ilha de Värmdö, na Suécia.

Värmdö fica a apenas 13 km em linha reta da capital sueca, Estocolmo. A ilha tem acesso de carro, ônibus e balsa.

Mas sua população de cerca de 46 mil habitantes (que chega a 100 mil, no verão) tem poucas opções de delivery de comida.

Em uma chamada de vídeo, o CEO (diretor-executivo) e um dos fundadores da Aviant, Lars Erik Fagernæs, mostra um mapa das ilhas mais próximas a Estocolmo.

“Todos os quadrados azuis e brancos são onde [os serviços de delivery] Foodora e Wolt mantêm atendimento e todos os quadrados pretos são onde eles não estão”, explica Fagernæs. Ele mora na cidade norueguesa de Trondheim, a 500 km da capital, Oslo.

“Você pode ver no mapa que existem 87 mil pessoas sem acesso a um serviço de delivery. Essas pessoas moram no que você chamaria de subúrbios e gostariam de pedir comida para entrega, mas simplesmente não têm opções.”

Mas, desde fevereiro, os moradores de Gustavsberg — a maior cidade de Värmdö — e regiões vizinhas podem pedir hambúrgueres quentes da cadeia escandinava Bastard Burgers diretamente para sua casa por drone, usando a tecnologia da Aviant.

O custo da entrega é comparável aos serviços de carro ou moto, pois os drones eliminam o custo do motorista.

No momento, a Aviant está em “fase beta”. Ela entrega apenas 10 itens por semana, para verificar se tudo funciona.

Mas o plano é aumentar a escala com o passar do ano.

‘Óvni entregando a comida’

A Aviant deve lançar um serviço similar na península de Nesodden, na Noruega. Ela fica a apenas 6,5 km de distância em linha reta de Oslo, mas a viagem rodoviária é de 47 km. Fagernæs mostra novamente a localização no mapa.

“Toda a parte branca é o local onde, atualmente, não há um serviço de delivery de comida”, explica ele. “Por isso, cerca de 100 mil pessoas, agora, terão acesso ao delivery, o que não tinham antes.”

Fagernæs reconhece que este não foi um processo fácil de se aperfeiçoar. Foram necessárias diversas tentativas para garantir que a comida permanecesse quente e fresca durante o tempo máximo de voo de até 10 minutos, em um raio de até 10 km.

“Testamos isso por três anos”, relembra ele. “No começo, muitas batatas ficavam encharcadas.”

“Mas melhoramos o recipiente isolado onde vai o hambúrguer. Agora, sabemos que ele chega quente, mesmo no inverno.”

“As pessoas ficam malucas com isso”, conta Fagernæs. “Eles chamam seus vizinhos e a vovó. Eles acham que é um óvni entregando a comida.”

Fagernæs espera que os dois serviços piloto forneçam a “receita”, como ele chama, para iniciar um desdobramento em plena escala por toda a Escandinávia, contemplando comunidades como as de Värmdö e Nessoden, selecionadas pela sua geografia. Ele aponta para o mapa outra vez.

“Não temos cidades enormes, mas estas áreas são viáveis para o delivery por drones”, explica ele. “Elas ficam nos limites entre o urbano e o rural, onde é muito difícil atender de carro. E representam boa parte da população da Escandinávia.”

A Aviant identificou cerca de 40 bases de expansão em toda a Escandinávia para os próximos dois anos. E observa geografia similar no Canadá, com mais de 52 mil ilhas, e na região nordeste dos Estados Unidos, caracterizada por lagos, ilhas e montanhas.

Em relação ao clima, Fagernæs admite que os fortes ventos, ocasionalmente, derrubam os drones, mas espera que o serviço fique operante por 90% do tempo.

Em relação aos drones para fornecer comida para regiões realmente remotas, a Aviant é uma dentre várias empresas de drones que verificaram a tendência, mas concluíram que os números não compensavam.

Em 2022, a Aviant começou a fornecer comida tailandesa, italiana e sushi para moradores fora de Trondheim. Mas encerrou o serviço em agosto de 2023.

Paralelamente, em 2022, a empresa britânica Skyports forneceu merenda escolar para crianças nas ilhas Orkney, na Escócia. A ação era financiada pelo conselho local de Argyll e Bute e, temporariamente, forneceu um serviço de delivery de “peixe com batatas fritas às sextas-feiras” para a comunidade estendida.

Da mesma forma, a empresa alemã Wingcopter forneceu produtos de uso diário para moradores rurais, em 2023, como parte de uma parceria com o governo local.

E, na província de Zhejiang, no leste da China, um município está financiando o delivery de refeições quentes por drones para moradores idosos, isolados nas montanhas.

Mas a continuidade destes serviços sem um parceiro privado ou governamental não é comercialmente viável.

As distâncias fazem com que o custo da entrega seja proibitivo para a pessoa que faz o pedido, ou para a loja fornecedora do alimento. E, por serem áreas rurais, a quantidade de moradores não gera pedidos suficientes para iniciar o serviço.

Mas a Skyports opera um serviço de delivery por drones em parceria com o correio britânico nas ilhas Orkney, desde 2023. Atualmente, ela busca saber como os drones usados no serviço podem ser redirecionados para retomar o serviço de delivery de refeições — desta vez, para todos os moradores.

“Ainda não abrimos para outras pessoas, além dos usuários do correio, pois, atualmente, este é um serviço exclusivo do correio britânico”, explica o diretor da Skyports, Alex Brown.

“Mas, certamente, podemos observar, quando os drones não estiverem em uso, como poderíamos transportar carga das lojas do continente para as ilhas.”

“Precisaríamos observar qual seria o adicional de preço, pois será importante reduzir os custos”, prossegue Brown. “Hoje, estamos concentrados apenas no bom desempenho do serviço, antes de considerar esta expansão.”

“Certamente poderíamos fazer algo deste tipo funcionar. Quanto mais você utilizar o drone, melhor.”

“Existem modelos em que você tem um cliente âncora, que cobre o custo principal, e, depois, você pode aproveitar cada vez mais novas oportunidades comerciais para trazer mais receita e, então, um novo serviço para que as pessoas possam fazer uso.”

A segurança dos drones

Além de fechar as contas, no Reino Unido, os operadores comerciais de drones precisam trabalhar em conjunto com a Autoridade de Aviação Civil, para designar um espaço aéreo exclusivo onde possam operar, evitando colisões com outras aeronaves e minimizando o risco de acidentes com as pessoas em terra.

A prioridade é a segurança, mas isso dificulta muito a entrada no mercado britânico de drones, em comparação com o continente europeu, a Ásia ou a Austrália, indica Brown.

Ele explica que os operadores rurais podem defender que estão operando em espaço aéreo atípico, ou onde provavelmente não haverá outras aeronaves voando ou muitas pessoas em terra. Eles podem também demonstrar que estão usando tecnologia de navegação e detecção de riscos de alta tecnologia.

Brown afirma que o governo britânico está cada vez mais aberto para estas opções e incentiva os empresários do setor.

“Está ficando mais fácil e, dando crédito ao governo britânico, eles estão fazendo bons progressos”, conclui ele.

Fonte: BBC

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Evento

Comex Tech Forum 2025: inovação, networking e show exclusivo de Bruno & Marrone com 50% OFF para parceiros RêConecta

O evento mais aguardado do setor de comércio exterior brasileiro já tem data marcada: no dia 17 de setembro de 2025, o Comex Tech Forum chega ao São Paulo Expo com uma estrutura de 11 mil m² para receber mais de 3 mil profissionais do setor.

Promovido pela Logcomex, líder em tecnologia para comércio exterior, o fórum promete uma programação imersiva com quatro palcos simultâneos, painéis de alto nível e ativações exclusivas. Serão debatidos temas estratégicos como logística, inteligência artificial, inovação, compliance, câmbio, riscos globais e muito mais — sempre com foco em soluções práticas e aplicáveis.

Entre os keynotes confirmados estão grandes nomes como Paulo Guedes, Arthur Igreja, Marcelo Toledo, Carol Paiffer, Prof. HOC e Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex. Além disso, o evento trará experiências únicas, como simuladores de corrida oficiais e a participação de pilotos renomados da Stock Car e da Porsche Cup.

O encerramento será inesquecível: um show exclusivo da dupla Bruno & Marrone, que levará ao palco clássicos que atravessam gerações, unindo negócios, experiências e entretenimento em uma só noite.

Desde sua primeira edição, o Comex Tech Forum cresce de forma exponencial. Em 2023, foram mais de 600 participantes; em 2024, o número saltou para 2 mil; e em 2025, a expectativa é ultrapassar 3 mil profissionais conectados. Para o CEO da Logcomex, Helmuth Hofstatter, o evento vai além de palestras. “Criamos o Comex Tech Forum como uma resposta direta à necessidade de inovação tecnológica no setor. Mais do que um fórum, é um espaço de troca estratégica, networking e aplicação prática da tecnologia no comércio exterior,” destaca. 

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Comércio Exterior, Informação, Investimento, Tecnologia

Governo de Santa Catarina fortalece relações com Singapura como porta para a Ásia

A vice-governadora de Santa Catarina, Marilisa Boehm, recebeu nesta segunda-feira, 1º de setembro, o chefe de missão e encarregado de Negócios da Embaixada de Singapura no Brasil, Desmond Ng, em Florianópolis. A agenda contou com a presença de lideranças empresariais e representantes do Governo do Estado.

O objetivo da reunião foi ampliar o diálogo entre Santa Catarina e Singapura, aproveitando o cenário de fortalecimento do comércio brasileiro com a Ásia. Para a vice-governadora a reunião foi altamente positiva. “O chefe de Missão e encarregado de negócios na embaixada de Singapura no Brasil foi muito claro ao afirmar que a nação asiática tem interesse em aumentar ainda mais as relações comerciais com Santa Catarina. Temos muitas similaridades como o investimento em tecnologia, educação e segurança pública, além da ampla infraestrutura portuária, que faz tanto o nosso estado quanto a nação asiática polos logísticos”, destacou. 

Fotos: Richard Casas/GVG

O representante da embaixada no Brasil confirmou que há um interesse robusto e crescente em Santa Catarina. “Nosso papel é ampliar nossa comunicação para que novos investimentos se estabeleçam”, informou Desmond. O diplomata de Singapura citou que viu, em Brasília no último dia 27 de agosto, o anúncio dos resultados do Ranking de Competitividade dos Estados, evento no qual SC foi representado pela vice-governadora Marilisa. Ele relatou que ficou impressionado com o fato de Santa Catarina ter ficado, pelo nono ano seguido, no segundo lugar geral, além de ser o primeiro colocado em Capital Humano e Segurança Pública. “Isso só reforçou a certeza de que precisamos nos aproximar ainda mais de Santa Catarina”, afirmou.

Na reunião desta segunda-feira foram discutidas oportunidades em setores como portos, inovação tecnológica, economia verde e comércio exterior. O governo catarinense reforçou ainda o potencial do Estado para atrair novos aportes, lembrando que fundos soberanos de Singapura já possuem participação em empresas instaladas em território catarinense.

Estratégico

O secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o momento que Santa Catarina vive em termos de relações internacionais é estratégico. “Singapura é referência mundial em inovação e tecnologia, e uma porta para outros países asiáticos que também têm interesse em conversar conosco sobre negócios e investimentos. Estamos prontos para inserir ainda mais o estado nesse contexto”, destacou. 

A secretária de Articulação Nacional, Vânia de Oliveira Franco, avaliou que a chegada da comitiva de Singapura ocorre no momento ideal. “A internacionalização de Santa Catarina é uma prioridade do nosso governo, uma determinação conjunta com o governador Jorginho Mello e com a vice-governadora Marilisa Boehm. Esta visita reforça nossa aposta em parcerias globais, mostrando que somos um estado altamente competitivo, seguro e que oferece toda a segurança jurídica necessária para que o investimento floresça. Estamos prontos para construir um futuro de sucesso juntos”, assegurou.

De acordo com o presidente da Invest SC, Renato Lacerda, Singapura é um dos casos mais estudados de sucesso em desenvolvimento econômico e em inserção global de uma região pequena, mas extremamente estratégica. “Há várias lições que podem ser adaptadas à realidade catarinense.
Santa Catarina pode aprender com Singapura principalmente em promoção internacional e integração global, logística portuária, qualificação de mão de obra e, principalmente como políticas de inovação podem transformar a sociedade e alavancar o desenvolvimento”, comentou.

Comércio em expansão

De acordo com o Observatório da FIESC, Santa Catarina exportou para Singapura US$ 79 milhões apenas entre janeiro e julho de 2025. Entre os principais produtos estão alimentos processados, bombas de líquidos e transformadores elétricos. Do lado das importações, o destaque vai para circuitos integrados, polímeros e equipamentos eletrônicos, fundamentais para a indústria catarinense.

A agenda integra a programação da comitiva de Singapura em Santa Catarina, que inclui visitas a centros de inovação, reuniões com representantes do setor produtivo e encontros com secretarias estaduais.

Fonte: SECOM

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Industria

Indústria de SC é destaque no Prêmio Valor de Inovação

WEG integra lista das top 10 mais inovadoras e lidera categoria eletroeletrônicos; projeto da Tupy em parceria com SENAI é destaque

As empresas mais inovadoras do país foram homenageadas na 11ª edição do anuário “Valor Inovação Brasil”, principal premiação nacional no campo de pesquisa, desenvolvimento e inovação do país. Empresas de SC, ou com atuação relevante no estado, foram classificadas entre as mais inovadoras no ranking das 150 identificadas em pesquisa realizada pelo Valor em parceria com a Strategy&, da PwC, com destaque para a WEG, a única indústria catarinense entre as top 10 do país.

Na 10ª posição no anuário, a empresa teve 55% do faturamento do ano passado originado de produtos novos, lançados nos últimos cinco anos. Para manter o ritmo, investiu R$ 1,1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento em 2024, o equivalente a aproximadamente 2,8% da receita operacional líquida.

Com 66 fábricas e 144 laboratórios de testes em 13 países, a empresa atua em duas grandes frentes de inovação. A primeira segue uma das principais tendências do setor: a busca de mais sustentabilidade, com redução nas emissões de carbono. O segundo eixo tem foco na inteligência artificial (IA) e digitalização de processos industriais, com criação de sistemas e software usados internamente e vendidos a terceiros. A WEG também é a primeira na categoria eletroeletrônicos, seguida pela Whirlpool.

A fabricante de eletrodomésticos de Joinville abriga o maior centro global de pesquisa e desenvolvimento em refrigeração da vice-campeã da categoria eletroeletrônicos. “Desenvolvemos aqui tecnologias que depois são adotadas em países como Estados Unidos, Índia e México”, afirmou ao Valor Eduardo Vasconcelos, diretor jurídico e de relações governamentais da Whirlpool. A companhia investe de 3% a 4% do faturamento em inovação.

Alimentos e Bebidas
Na categoria Alimentos e Bebidas, a Duas Rodas ficou na 5ª colocação. A posição leva em conta os investimentos de 5% a 6% de sua receita em inovação. “Nosso foco atual são os bioativos, que é tudo o que conseguimos concentrar dentro de uma planta, vegetal, fruta, e que tenha relevância para ser inserida em um alimento”, explicou Rosemeri Francener, CEO da Duas Rodas. Um exemplo de inovação da empresa de Jaraguá do Sul é a vitamina C que é extraída da acerola. “Estávamos querendo substituir completamente a vitamina sintética. Começamos com 5%, 10% e hoje estamos com 40% — o restante é um veículo natural, à base de mandioca. É única no mundo”.

Bens de Capital
A categoria bens de capital tem três empresas com atuação em SC. A Tupy, segunda colocada, destinou R$ 58,5 milhões para investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2024, dos quais 74% foram aplicados em projetos relacionados à sustentabilidade. A solução, já disponível no mercado, mantém até 85% dos componentes originais dos motores, reduz custos operacionais, com uma economia de até 40% nos gastos com combustível, e permite uma queda de até 60% nas emissões de CO2. Neste ano a Tupy também lançou seu motor a etanol para tratores.

A companhia também desenvolveu uma plataforma própria de inteligência artificial (IA) estruturada em três frentes: IA clássica, para prever falhas ainda na etapa inicial da produção; IA embarcada, com reconhecimento de imagem para controle de montagem de moldes; e IA generativa, que atua como assistente interativo para os operadores e técnicos. O sistema foi desenvolvido em parceria com o SENAI/SC e empresas apoiadas pela ShiftT, a aceleradora de startups da companhia.

A Nidec, terceira colocada em bens de capital, que investe entre 3% e 4% de seu faturamento em desenvolvimento tecnológico, registrou entre 2023 e 2024 mais de 40 patentes desenvolvidas por suas equipes no Brasil. Uma das inovações da Nidec é um novo compressor para refrigeradores e freezers de uso doméstico, da linha VES. Os compressores tradicionais trabalham a uma velocidade fixa e desligam quando o refrigerador atinge a temperatura programada, enquanto nos equipamentos da linha VES a velocidade e a capacidade de refrigeração variam de acordo com a demanda, reduzindo o consumo de energia.

Na quarta posição, a Thyssenkrupp se destaca pelo projeto das Fragatas Tamandaré que envolve a construção simultânea de três embarcações em um único estaleiro, o que é inédito no país. Elas estão sendo construídas na TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, estaleiro que pertence ao grupo alemão, em parceria com a Marinha do Brasil. Entre as inovações do projeto está a solução StandPipe Vision AI, um sistema baseado em IA que realiza inspeções automatizadas em fornos de coque de usinas siderúrgicas.

A empresa usa uma metodologia construtiva totalmente digitalizada e acessível em totens e tablets e que elimina o uso de uma grande quantidade de documentos impressos que precisam ser constantemente atualizados, além de uma ferramenta de realidade aumentada na montagem das fragatas, que permite validações em tempo real de cada etapa.

Materiais de construção
A primeira posição na categoria materiais de construção é da Dexco, detentora de marcas como Deca, Portinari e Hydra. Dos R$ 2,5 bilhões aprovados para o crescimento da empresa entre 2021 e 2026, 10% são voltados à inovação disruptiva. Só o programa Open Dexco alocou, nos últimos três anos, R$ 2,7 milhões em 35 projetos-piloto para resolver “dores” de qualquer natureza do negócio.

Segunda empresa do setor de materiais de construção mais inovadora do Brasil, a Ciser, fabricante de fixadores, aposta no hub Colmeia, que engloba as áreas de P&D avançada, inovação aberta e gestão de projetos. Além disso, desenvolve programas como o HackaCiser (hackaton voltado para solucionar problemas internos) e o Desafix (busca startups para solução de problemas operacionais, de custo etc.) Com investimento entre 1% e 5% da receita operacional líquida em inovação, a empresa desenvolveu uma série de novos produtos, como o Nanotec 45K (revestimento para aplicação em fixadores instalados em ambientes altamente corrosivos por chuva ácida).

Quarta colocada no ranking da categoria, a Tigre, líder em tubos e conexões de PVC, investe cerca de 1% do seu faturamento anual em inovação. A decisão tem mostrado resultados: entre 6% e 7% da receita da indústria de SC vem de produtos lançados nos últimos cinco anos. “Isso demonstra que a inovação não só abre portas em novos mercados, como também gera fidelização de clientes ao entregar soluções mais eficazes, sustentáveis e adaptadas às demandas atuais”, disse ao Valor o head de inovação, Guilherme Lutti. Um exemplo é a Multifam, estação de tratamento com capacidade para atender até duas mil residências e que, segundo a empresa, mantém a eficiência com menor impacto ambiental — consome 45% menos energia e ocupa área 40% menor.

Outros setores
A ArcelorMittal, com atuação em São Francisco do Sul, foi a 3ª colocada na categoria mineração, metalurgia e siderurgia. 
Na categoria papel e celulose, três empresas com atuação em SC foram classificadas entre as cinco primeiras: Klabin (2ª), Irani (3ª) e Smurfit Westrock (5ª)

O processo de apuração teve o apoio de três professores especializados: Dora Kaufman, professora do programa Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia da PUC-SP; Hugo Tadeu, professor e diretor do Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral; e Luiz Serafim, professor na FIA, FGV, Inov, Esalq/USP e O Novo Mercado.

Com informações do Valor Econômico e das assessorias de imprensa das empresas

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Inovação, Tecnologia

Cientistas chineses anunciam robô com capacidade de gestar bebê humano; VEJA VÍDEO

Será que em breve robôs darão à luz bebês humanos? Cientistas chineses dizem quem sim!

Na conferência Mundial de Robótica em Pequim, Zhang Qifeng, da Kaiwa Technology, anunciou a criação de um útero artificial – pronto para 2026. Mas até agora, ninguém viu a tecnologia.

Como funcionaria? Um bebê cresce dentro do útero, é alimentado por uma sonda e “nasce” após nove meses. Mas como ocorre a concepção? Ainda é um mistério!

Zhang afirma apenas que humanos e robôs “interagirão para gerar uma gravidez”.

A empresa divulgou que o protótipo custará cerca de 12 mil euros – mas a implementação global pode levar mais tempo.

Críticos duvidam que a tecnologia consiga copiar um processo tão complexo quanto a gravidez.

Eles argumentam ser antiético, que rompe o vínculo mãe-filho e pode causar problemas psicológicos na criança.

O lado positivo? Pode ajudar casas inférteis e prevenir riscos de gravidez para as mulheres.

Qual a sua opinião sobre isso?

Fonte: G1

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Notícias

BYD inaugura parque temático na China

A BYD inaugurou um centro de experiências automotivas em Zhengzhou, na China, que combina pistas de alta performance, áreas off-road e atrações exclusivas para os amantes automobilísticos. O espaço oferece testes com diversos modelos da marca, incluindo o superesportivo elétrico Yangwang U9 e o SUV Yangwang U8.

Fonte: Autopapo

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Evento, Inovação, Logística

Programa Rotas para a Inovação conecta startups e setor logístico em Itajaí

O Programa Rotas para a Inovação – Programa de Inovação Aberta do Complexo Portuário, foi oficialmente lançado nesta terça-feira (26) durante evento no auditório da Superintendência do Porto de Itajaí. A iniciativa é do Sebrae/SC, por meio do Sebrae Startups, em parceria com o Porto de Itajaí e o Elume – Centro Regional de Inovação. O objetivo é buscar soluções inovadoras para desafios diários da cadeia logística e produtiva, e estimular o crescimento. 

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, o programa representa um marco para o complexo portuário, pois tem como propósito aproximar startups, empreendedores e centros de pesquisa. “A ideia é transformar o Porto de Itajaí em um Porto Inteligente. Juntos, vamos impulsionar novos negócios, gerar empregos, aumentar a renda e fortalecer a economia de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil”, explica. 

Segundo a gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, Juliana Bernardi Dall’antonia, a entidade irá atuar como parceira estratégica para dar suporte ao empreendedorismo. A proposta é estimular novos negócios, fortalecer micro e pequenas empresas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região da Foz do Rio Itajaí. “Nossa função é disponibilizar ferramentas que incentivem a adoção de soluções criativas e transformadoras para os negócios”, destacou.

O Programa teve como inspiração projetos desenvolvidos em outros portos do mundo, com foco na inovação e no crescimento. Conforme o diretor financeiro da Invest Itajaí e do Elume, Claudiomir Pedroni, uma dos diferenciais é o caráter colaborativo da ação. “O Programa cria uma ponte: de um lado, as empresas estratégicas e o setor portuário; do outro, um ecossistema de inovação vibrante, formado por startups, empreendedores e pesquisadores”, disse.

O programa na prática

O Rotas para a Inovação prevê quatro encontros, com workshops dedicados à identificação de desafios, aproximação de empresas e startups e desenvolvimento de projetos inovadores. Durante o lançamento, também foi disponibilizado um formulário digital para cadastrar empresas e empreendedores interessados. Todas as etapas serão divulgadas nos sites oficiais dos envolvidos para que empresas e empreendedores interessados possam participar. 

A programação foi encerrada com uma visita técnica ao complexo portuário, onde empresários, representantes do poder público, instituições de ensino e entidades do setor puderam conhecer de perto a infraestrutura e as oportunidades para inovação.

Parceiros

Além do Sebrae/SC, Porto de Itajaí e Elume, o Programa conta com o apoio de instituições como IFSC (Itajaí), Udesc (Balneário Camboriú), UFSC (Joinville), Univali, Marinatech Rede Midhub, Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACII, Polo Regional ACATE Foz do Itajaí e SC Mais Inovação.

TEXTO: REDAÇÃO

FOTOS: DAIANA BROCARDO

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Tecnologia

Da bicicleta ao carro voador: a revolução na China que atropela o Ocidente

De um passado de bicicletas a carros elétricos, autônomos e voadores, a China transformou sua indústria automotiva em tempo recorde.

A China, um país de contrastes e inovações aceleradas, redefine o futuro da mobilidade com tecnologias automotivas de ponta. De carros voadores a táxis autônomos, a série do Fantástico “Código Chinês” explora como a nação se tornou uma potência global no setor automotivo.

Imagine um futuro onde você se desloca em carros voadores de um lado para o outro da cidade. Na China, essa visão já está em desenvolvimento. As turbinas começam a acelerar rapidamente e um veículo que hoje chamamos de “carro voador” decola.

Mas essa não é a única novidade por aqui. Já pensou em um carro que pula quando vê um buraco? Ou um que vai de 0 a 100 km/h em apenas 3 segundos?

Há também um veículo que consegue fazer o retorno sem sair do lugar. Basta colocar o ângulo desejado para que ele gire 360 graus. Para quem não gosta de fazer baliza, os problemas acabaram, pois a tecnologia chinesa oferece soluções.

Os carros chineses, que já foram vistos como cópias baratas, hoje ostentam tecnologia de ponta e são muito acessíveis.

Ninguém está aqui para se gabar, mas quando Brasília estava sendo construída, o Brasil já tinha um milhão de carros que rodariam por essas ruas, projetadas especialmente para eles. Na China, quantos havia? Apenas um: o do líder supremo Mao Tsé-Tung.

Na verdade, nem ele possuía um carro. Havia alguns veículos de propriedade do Partido Comunista, usados pelos poderosos e para visitantes importantes. Era uma outra China, uma época em que 30 milhões de pessoas morreram de fome.

O sonho de consumo de um chinês era a bicicleta Pombo Voador, fabricada pelo Estado. Ela era o maior símbolo de status, pois era preciso aprovação do patrão e do governo para comprá-la, e ainda se enfrentava anos na fila de espera.

Nos anos 1990, as ruas de Pequim ainda eram assim. Pessoas comuns só puderam comprar seu primeiro carro em 2003, quando o governo decidiu que, a partir daquele momento, todos teriam um carro.

Em 2025, a realidade é outra. Na Feira do Automóvel de Xangai, onde uma variedade de carros é apresentada, há hoje mais de 100 marcas de carro na China, contra treze nos Estados Unidos.

Ao entrar em um desses carros chineses, a sensação é de muito conforto, com painéis gigantes que integram comandos, música, mapa e entretenimento. Muitos utilizam o carro como uma segunda casa, passando muito tempo nele. Há poltronas que, por exemplo, oferecem massagem.

A inovação por aqui não é brincadeira. Existem carros de pelúcia rosa, carros estilo Lego. Um carro de seis rodas surpreende: em seu bagageiro gigante, ele carrega um helicóptero de braços dobráveis, permitindo ao proprietário sair do veículo, embarcar no helicóptero e voar para onde quiser.

Mas como a China chegou a esse ponto? O governo chinês assinou um contrato milionário com uma montadora estrangeira, a General Motors, que iria produzir carros na China, mas metade da empresa seria de propriedade do governo.

Ronaldo Znidarsis, diretor de operações da Zeekr, que antes era executivo da GM, lembra: “Todas as decisões eram negociadas, da cor do carpete até o modelo a ser colocado”.

Houve muita discussão, mas o negócio deslanchou. “Você tinha colaboradores, trabalhadores vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para construir a fábrica”, afirma Ronaldo. Ele acrescenta que “foi a planta até então mais rápida e com o menor orçamento já feito na história da GM”.

Assim, entre as bicicletas, começaram a aparecer os primeiros Buicks, o primeiro carro produzido em larga escala. Ainda assim, era muito caro para um chinês comum.

Por isso, o próprio governo começou a abrir suas fábricas, que inicialmente faziam, digamos, “homenagens” a carros fabricados em outros países.

Ronaldo Znidarsis explica que “eles atuaram por uma década como esponjas. Eles começaram a ter acesso a fornecedores internacionais. Eles localizaram muitos desses fornecedores na China. E gradativamente foram adquirindo a capacidade tecnológica. Treinando engenheiros, treinando designers, treinando administradores”.

Ele reflete sobre o erro de avaliação ocidental: “Qual foi, na minha humilde opinião, o racional equivocado? Que nós sempre estaríamos à frente”.

A China superou a fase de apenas copiar e começou a apostar em designs exclusivos.

O grande salto foi a decisão de trocar os motores a combustão por motores elétricos. Ronaldo Znidarsis observa que “a China tomou uma decisão consciente, ela não tem os recursos de petróleo suficientes para a frota que ela tem e decidiu investir na eletricidade”.

A infraestrutura que a China construiu para suportar o crescimento dos carros elétricos é fenomenal: são 3,5 milhões de carregadores elétricos públicos e, juntando com os que as pessoas têm em casa, somam 11 milhões. Em comparação, os Estados Unidos têm 196 mil, e o Brasil, 12 mil. Além disso, a China conta com hidroelétricas gigantes para produzir cada vez mais energia.

Em Wuhan, esses carros elétricos estão sendo testados como em um laboratório. Não tem como pensar em Wuhan e não lembrar da pandemia do coronavírus, cujo mercado, onde muitos especialistas acreditam que o vírus pulou de um animal para humanos, foi totalmente fechado e transferido. Mas isso não significa que Wuhan parou no tempo.

O novo mercado ainda vende sapos e tartarugas que vão para a panela. A China tradicional ainda está nas ruas com suas explosões, como a pipoca crocante, semelhante à de saquinho vermelho que comemos no Brasil. Não muito longe dali, moram símbolos da China: os pandas vermelhos, ameaçados de extinção, que vivem no zoológico de Wuhan.

E a forma de chegar até lá também é inovadora: um trem que corre de cabeça para baixo e tem o chão panorâmico, parte de um grande projeto de revitalização da cidade devastada pela pandemia. Esse mesmo projeto fez com que fossem liberados ali primeiro 600 dos táxis mais modernos do país.

Jessica, uma estudante que às vezes chama um carro autônomo, explica o processo. Ela insere os quatro últimos dígitos do celular, a porta abre, e então diz: “Eu só preciso falar e o táxi começa a andar.”

Jessica conta que, da primeira vez que pegou um carro sem motorista, estava com muito medo. O banco faz massagem, e ela comenta: “Ele não vai muito rápido, então eu acho muito seguro”. Jessica afirma que Wuhan se recuperou rapidamente da pandemia: “Na verdade a gente já está melhor do que antes… você vê robôs na rua o tempo todo. Às vezes eles fazem um show pra gente. Muito simples, mas muito chique”.

A empresa dona desses robotáxis comemorou este ano ter gasto US$ 27 mil para produzir um desses veículos autônomos, enquanto seus “primos” americanos, que operam em cidades como São Francisco, nos EUA, custam cerca de US$ 200 mil para serem produzidos.

A guerra das tarifas

Os carros chineses, tão baratos, tornaram-se um problema, deixando outros países de cabelo em pé. Os trabalhadores nas fábricas chinesas ganham de US$ 3 a US$ 6 por dia, enquanto um trabalhador sindicalizado de montadoras americanas ganha US$ 35, dez vezes mais. Muitas dessas fábricas de carros chineses são de propriedade do governo.

Desde o começo, elas foram pensadas para fazer tudo internamente, desde a extração dos metais necessários da terra até a produção de chips, baterias e motores.

Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, a maior montadora de carros chinesa, afirma: “Nós produzimos muitos componentes na própria fábrica. Isso também nos ajuda a sempre inovar”.

“Nós emitimos 45 patentes de novas tecnologias por dia. Isso nos dá muita vantagem”, complementa. Essa é a grande diferença das fábricas nos Estados Unidos, que precisam importar de outros países grande parte das peças necessárias para entregar o carro pronto.

O carro mais barato da China custa R$ 30 mil. Para se ter uma ideia, o carro mais barato no Brasil custa R$ 75 mil, e nos Estados Unidos, R$ 115 mil. Por isso, os carros foram o primeiro alvo do presidente americano Donald Trump.

Para um carro chinês ser vendido nos Estados Unidos, é preciso pagar 250% de tarifas, duas vezes e meia o valor do carro, resultando na ausência de carros elétricos chineses nas ruas americanas. Agora, o presidente americano quer fazer a mesma coisa com todos os produtos chineses.

Trump diz que a China trapaceou, copiando tudo o que os americanos inventavam, e que agora que estão bem, não vão vender nos Estados Unidos. Aqui começa um jogo de pôquer entre Estados Unidos e China. Virou uma mesa de apostas.

Trump colocou 25% de tarifas, e a China respondeu. Quanto mais Trump aumentava, mais a China pagava para ver. Até o momento em que Trump colocou todas as fichas, equivalentes a 145% de tarifas sobre tudo o que entra nos Estados Unidos. Xi Jinping pagou para ver.

Mas tirou da manga uma carta que ninguém esperava: o super trunfo chinês, a carta dos ímãs. A China tem a maior reserva do mundo de neodímio, um dos metais que chamamos de terras raras. O metal existe em outros países, mas a China detém a tecnologia para transformá-lo em ímã.

Não percebemos no dia a dia como eles são importantes, mas estão em quase todos os equipamentos eletrônicos. E são fundamentais para o tema desta reportagem.

Para ilustrar, imagine uma pilha como a bateria de um carro elétrico, e cabos de metal levando a energia às rodas, conectados ao eixo. Um elemento crucial é o ímã. O ímã cria um campo eletromagnético, e a roda começa a girar. Essa é uma representação muito básica de como funciona o motor de um carro elétrico, por isso a operação é tão silenciosa.

Aquele carro super rápido que fez barulho no começo da reportagem, na verdade, tinha o som vindo de alto-falantes, um barulho de mentira, só para dar frio na barriga.

A carta na manga do presidente chinês Xi Jinping foi proibir a exportação desses ímãs para os Estados Unidos, o que levou as montadoras americanas ao pânico, pois as rodas de seus carros ficariam sem girar. Foi a carta dos ímãs que fez Donald Trump recuar e pausar as tarifas por 90 dias, e agora a aplicação foi adiada mais uma vez.

O futuro chinês atropela o Ocidente

Enquanto isso, os chineses, que têm a maior reserva de ímãs e outros minérios raros do mundo, continuam avançando. A China produz hoje três vezes mais carros que os Estados Unidos, tem mais de um bilhão de consumidores, muitos que ainda não tiveram o primeiro carro.

Com o mercado americano fechado, para onde os chineses estão exportando? Stella Li, da BYD, afirma que “o Brasil é muito importante para nossa estratégia global”. Essa empresa, a maior exportadora chinesa, comprou os maiores navios transportadores de carros do mundo, com capacidade para 7 mil carros, como grandes estacionamentos de shopping.

E Ronaldo, que trabalhava para uma montadora americana, hoje é diretor de uma grande montadora chinesa. “Eletrificação não tem volta. A China é uma prova disso. Dos trinta milhões de veículos vendidos no ano passado, mais da metade foram eletrificados”, diz.

Na China, os carros elétricos estão subindo a outro patamar. Várias montadoras chinesas estão desenvolvendo carros voadores, buscando tirar os carros do chão. Um desses modelos será testado pela primeira vez no segundo semestre. O desafio é manter a segurança no ar com tantos carros autônomos voadores. Quem vai controlar o tráfego aéreo de carros? É o governo quem vai decidir.

Uma empresa, em parceria com o governo local, é a primeira a ter licença para operar na cidade de Cantão. Outras três montadoras que fabricam carros voadores também são de propriedade do governo. Por isso, elas têm a chance de tomar os céus antes de qualquer outro lugar do mundo.

O plano é que em 2030, ou seja, em cinco anos, 100 mil desses carros estejam voando pelos céus da China, fazendo entregas e levando passageiros. E que, em 2050, qualquer chinês possa comprar um. Enquanto as tarifas americanas atrasam ainda mais a produção dos carros que rodam no chão, a ideia chinesa do futuro, com estratégia, hoje atropela o Ocidente.

Fonte: G1


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