Inovação

Empresa Lança Café “Mastigável” para Consumidores em Movimento

Conheça o Dry Brew, o café feito sem água para ser consumido em uma mordida, como um pedaço de barra de chocolate

Na feira Fancy Food Show, um dos maiores eventos de alimentos e bebidas gourmet e especiais dos Estados Unidos, realizada em Nova York no final de junho, um cartaz no estande da Dry Brew dizia “Café sem água”. John Schade, presidente e cofundador da empresa, afirma que a Dry Brew possui uma patente da “única versão mastigável de uma xícara de café no mundo”. Como uma barra, o conjunto da obra pode ser todo consumido, mastigado, como se fosse um pedaço de chocolate, sem precisar de nenhum preparo. Por exemplo, em um parque, no carro ou no transporte público.

Pablito De La Rosa foi o fundador da Dry Brew, um café mastigável em tamanho reduzido, e era um homem sempre com pressa, explica Schade. Por ser engenheiro mecânico e inventor, desenvolveu o produto sozinho, em sua garagem. O objetivo de De La Rosa ao criar a Dry Brew em 2018 era “tomar seu café e ter o efeito da cafeína enquanto dirigia, sem precisar parar e enfrentar fila em uma cafeteria”, diz Schade. Nada de esperar na fila do Starbucks ou Dunkin’. De La Rosa queria café instantaneamente. Mas a ideia é que tivesse o sabor clássico do café, diferente de balas e afins que já existem no mercado.

Hoje, os três filhos de De La Rosa são sócios da Dry Brew ao lado de Schade e dos parceiros Dan e Maddy Wyner, que estão trabalhando para escalar o negócio. A empresa também levantou recursos de forma privada, conta com um investidor-anjo, e os sócios detêm a maior parte do negócio, ainda que Schade prefira não entrar em detalhes sobre os percentuais.

Embora De La Rosa tenha recebido a patente de utilidade em 2018, ele começou a produzir o protótipo, mas o processo foi interrompido e demorou seis anos até ser concluído. O produto só chegou ao mercado há cerca de um ano.

Café mastigável para quem está com pressa

Schade descreve a Dry Brew como “feita com café de verdade. Pense nela como um Tootsie Roll, mas com a mesma cafeína e ingredientes de uma xícara de café”. A Tootsie Roll é uma marca clássica de bala mastigável com textura semelhante ao caramelo dos EUA.

A ideia não é substituir o hábito da maioria das pessoas de preparar seu próprio café fresco, diz Schade; porque mesmo ele aprecia preparar seu próprio café.

“Este produto é para os momentos em que as pessoas estão em movimento, como durante os preparativos para uma maratona. É uma forma nova de consumir energia do café”, afirma Schade.

Por enquanto, apenas um blend

A fórmula atual combina uma mistura de café com um creme não lácteo e um adoçante sem açúcar. Atualmente, oferece uma torra média, mas está em desenvolvimento uma linha com origens e torras únicas, todas em formato mastigável. Até o fim do ano, a empresa espera lançar novos sabores, como baunilha, caramelo salgado e mocha.

Atualmente, um pacotinho mono dose da Dry Brew custa US$ 2,50 (R$ 13,90 na cotação atual), e o site da empresa oferece pacotes com 15 unidades por US$ 37 (R$ 205,72). O produto tem validade de 14 meses. Cada porção contém 35 calorias. A produção é feita em Cumberland, no estado de Rhode Island, próximo a Providence, e a sede da empresa está localizada em Scituate, também em Rhode Island.

Clientes relatam a Schade que o sabor lembra seus cold brews preferidos, porque “não é amargo nem agressivo”. Ele reconhece: “Não estamos tentando substituir seu café coado perfeito”. O objetivo é oferecer “um pouco de sabor e energia enquanto você está em movimento”, diz. O produto facilita a vida do consumidor porque envolve “sem preparo, sem sujeira, sem espera. Basta colocar um na boca e seguir em frente, seja se você está atrasado ou no meio de uma escalada”, acrescenta.

A Dry Brew é vendida de várias maneiras: pela internet, em lojas selecionadas, lojas de equipamentos para atividades ao ar livre, academias, aeroportos e cafés. A maior parte da receita vem do atacado, mas Schade destaca que a empresa está ampliando as vendas diretas ao consumidor. A produção está sendo expandida para atender à demanda, caso consiga entrar em grandes redes de supermercados.

Até agora, a divulgação tem ocorrido principalmente por meio do boca a boca. No entanto, ele acrescenta que a empresa está se tornando mais ativa no TikTok e Instagram, além de participar de diversos eventos presenciais. A feira Fancy Food Show, por exemplo, permitiu que a Dry Brew entrasse em contato com várias redes nacionais de supermercados com mais de 1.000 lojas, embora nenhum contrato tenha sido fechado até o momento, além de distribuidores que podem gerar novos negócios.

Público-alvo: quem está sempre em movimento

Segundo Schade, o produto atrai principalmente “pessoas que precisam de energia enquanto estão em movimento, como atletas, estudantes, pais, militares, aventureiros e quem vive na correria”.

Daqui a um ano, ele espera que a Dry Brew seja uma marca conhecida nacionalmente, vendida em grandes redes de supermercados e com forte presença nas redes sociais.

Questionado sobre os três fatores-chave para o sucesso futuro da empresa, Schade aponta: a originalidade do produto; um produto com bom sabor e textura cremosa; e a melhoria do processo de distribuição e formação da equipe certa para alcançar grandes redes varejistas.

Fonte: Forbes

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Comércio Exterior, Exportação, Inovação

Planejamento, inovação e visão global: os caminhos para o sucesso na exportação, segundo Mariana Pires Tomelin

Em um cenário internacional cada vez mais dinâmico e competitivo, o sucesso nas exportações depende de muito mais do que ter um bom produto. É o que afirma Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência no setor. À frente da ExonTrade Business Intelligence, Mariana lidera projetos de internacionalização que unem tecnologia, estratégia e inteligência de mercado para transformar empresas brasileiras em protagonistas globais.

Reconhecida por sua atuação à frente de operações internacionais eficientes e sustentáveis, Mariana defende que o planejamento estratégico, a capacitação e a inovação são pilares fundamentais para a inserção bem-sucedida em mercados externos. Ela acredita que o Brasil tem um enorme potencial de crescimento no comércio internacional — desde que esteja preparado para os desafios e oportunidades que ele apresenta.

Nesta entrevista, a especialista compartilha insights práticos sobre os primeiros passos na exportação, os cuidados com a adaptação de produtos e a importância da inovação e da visão estratégica no setor.

Que papel o planejamento estratégico desempenha no sucesso da exportação?
Mariana – O planejamento permite antecipar riscos, organizar processos, preparar equipes e construir metas realistas. Sem planejamento, a exportação pode virar um esforço isolado e insustentável.

Como as micro e pequenas empresas podem começar a exportar com segurança?
Mariana – Elas devem buscar capacitação, participar de programas de incentivo à exportação, estudar o mercado-alvo e começar com operações-piloto. Hoje, há muitas plataformas e órgãos de apoio à disposição.

A atuação internacional exige adaptação dos produtos ou serviços?
Mariana – Em muitos casos, sim. Pode ser necessária a adaptação de embalagem, rótulos, certificações técnicas e até mesmo do posicionamento da marca. Essa adaptação demonstra respeito ao mercado local e aumenta a aceitação do produto.

Como lidar com as exigências documentais do comércio exterior?
Mariana – É essencial montar um checklist robusto e manter uma comunicação fluida entre os departamentos envolvidos. Ter apoio de um despachante aduaneiro e sistemas integrados de gestão documental é um grande diferencial.

O que mudou no comércio exterior nos últimos 5 anos?
Mariana – Houve avanços expressivos na digitalização dos processos, maior exigência de sustentabilidade, aumento da volatilidade geopolítica e uma crescente demanda por rastreabilidade e transparência.

Quais habilidades você considera essenciais para um profissional da área?
Mariana – Visão estratégica, capacidade de negociação, conhecimento técnico em legislação e logística, domínio de idiomas, familiaridade com tecnologia e sensibilidade cultural são indispensáveis.

Como você enxerga o papel do Brasil no comércio exterior nos próximos anos?
Mariana – O Brasil tem potencial para ser protagonista, especialmente com alimentos, minérios, energia limpa e biotecnologia. Para isso, é preciso investir em infraestrutura, acordos comerciais e redução da burocracia.

Que conselhos você daria para quem deseja construir carreira em comércio exterior?
Mariana – Busque conhecimento prático, aprenda com erros, esteja sempre atualizado e desenvolva uma mentalidade global. O profissional dessa área precisa ser curioso, resiliente e conectado com as mudanças do mundo.

Há espaço para inovação no comércio exterior?
Mariana – Muito. Desde soluções logísticas inteligentes até plataformas de matchmaking internacional, passando por fintechs de câmbio e crédito. O setor ainda tem muito a evoluir com apoio de tecnologia.

Qual mensagem você deixa para as empresas brasileiras que ainda não exportam?
Mariana – A internacionalização pode parecer desafiadora, mas é perfeitamente viável com planejamento, orientação e coragem. O Brasil tem produtos e talentos de altíssimo nível, com a preparação adequada é possível diversificar mercados e trazer inúmeros benefícios para a empresa e sociedade.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Tecnologia

Inteligência Artificial e Big Data ganham papel estratégico no comércio exterior, aponta especialista

A digitalização dos processos e o uso inteligente de dados vêm redesenhando o cenário global do comércio exterior. Tecnologias como Inteligência Artificial (IA) e Big Data não são mais apenas tendências — tornaram-se ferramentas essenciais para empresas que desejam competir de forma eficiente, inovadora e sustentável no mercado internacional.

Quem afirma isso é a especialista em Comércio Exterior Mariana Pires Tomelin, com mais de 15 anos de experiência em internacionalização de indústrias e soluções voltadas à inserção em mercados globais. “A Inteligência Artificial permite processar uma quantidade imensa de dados em poucos segundos, identificar comportamentos de mercado, antecipar cenários econômicos e adaptar estratégias comerciais com precisão”, explica Mariana.

Segundo ela, ferramentas baseadas em algoritmos já são capazes de sugerir os melhores destinos para exportações, calcular custos logísticos de forma dinâmica e prever barreiras regulatórias que poderiam comprometer uma operação internacional.

O uso do Big Data, por sua vez, amplia o alcance estratégico das empresas. “Ao cruzar informações de múltiplas fontes, é possível descobrir novos nichos, ajustar preços de forma competitiva e monitorar, em tempo real, as movimentações dos concorrentes”, destaca. Essa visão macro fortalece o planejamento e reduz a incerteza nas decisões comerciais.

No entanto, Mariana faz um alerta: “Para extrair valor real dessas tecnologias, é fundamental que o conhecimento técnico em comércio exterior caminhe junto com a habilidade de lidar com sistemas e plataformas digitais”. Para ela, a qualificação da equipe se torna tão importante quanto a própria tecnologia.

À frente da consultoria Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que unem tecnologia de ponta e expertise técnica para transformar dados em decisões estratégicas. Seu trabalho está voltado à estruturação de operações internacionais eficientes, sustentáveis e personalizadas, com foco em inteligência comercial, compliance aduaneiro e estruturação tributária orientada por dados.

Multilíngue — com fluência em seis idiomas —, ela também se destaca pela atuação em negociações multiculturais e ambientes corporativos globais. Reconhecida por sua mentalidade visionária, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional.

Para ela, o recado é claro: “Adotar soluções baseadas em IA e Big Data não é mais uma vantagem competitiva — é uma exigência do mercado atual. Empresas que desejam crescer, inovar e se manter relevantes no cenário internacional devem enxergar essas tecnologias como aliadas estratégicas para aumentar sua inteligência comercial e acelerar sua inserção global com segurança e assertividade.”

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Comércio Exterior, Importação, Informação

NAC Lança crédito exclusivo para cargas LCL na importação 

A NAC acaba de lançar uma solução inovadora para quem importa produtos via carga LCL (Less than Container Load) / Fracionada – uma modalidade que representa boa parte dos importadores brasileiros. Agora, é possível obter crédito na importação de carga LCL, tendo a própria carga como garantia, algo inédito no Comércio Exterior Brasileiro, e que promete destravar o crescimento de empresas que importam através dessa modalidade. 

“O primeiro ponto é entender a necessidade do importador. Quando ele importa de países como China, por exemplo, o primeiro desafio é que ele precisa pagar antecipado (…) Quando chega no Brasil, você vai precisar pagar impostos, que geralmente representam 50% do valor da mercadoria, pagar o frete marítimo, frete terrestre, levar para o seu armazém, produzir, vender, e depois de vender, geralmente, você precisa dar prazo para o cliente final ou prazo para plataformas de marketplace. Então estamos falando de um fluxo de caixa entre o pagamento inicial à venda das mercadorias que pode chegar a seis meses (180 dias), o que é desafiador”, explica Tiago Quaresma, Head Comercial da NAC.  

Solução exclusiva para importador de carga LCL 

A nova linha de crédito da NAC foi desenhada para resolver um dos maiores gargalos do comércio exterior: o tempo entre o pagamento antecipado e o retorno financeiro da operação. Em muitos casos, esse intervalo pode ultrapassar seis meses (180 dias), o que compromete o capital de giro e dificulta a escalabilidade das operações de importação. “Imagina aquele importador que precisa fazer uma operação mensal. É um fluxo de caixa muito apertado”, reforça Quaresma.  

O diferencial da NAC está em oferecer crédito tendo a carga como garantia, inclusive para cargas LCL / fracionada, sem exigir garantias tradicionais como imóveis ou aplicações financeiras — algo praticamente inexistente entre os bancos tradicionais. 

Além disso, a linha tem vantagens exclusivas: 

• Crédito em reais, evitando exposição cambial; 

• Isento de IOF, o que reduz o custo da operação; 

• Não compromete o limite de crédito do cliente nos bancos convencionais; 

• Não interfere no operacional da importação: o cliente mantém o mesmo fornecedor, o mesmo BL, os mesmos prazos. 

• Prazo de 6 meses (180 dias) 

Oportunidade para pequenos e médios importadores 

Essa solução atende diretamente os pequenos e médios empresários que importam em menor volume, mas enfrentam os mesmos desafios de quem importa por full conteiner. Por isso, o lançamento é visto como um divisor de águas no acesso ao crédito para o comércio exterior brasileiro. “Geralmente, esses importadores não têm muitas linhas de crédito, por quê? Porque são cargas fracionadas (…). Quando a gente fala da importação LCL, isso é uma novidade muito grande no mercado,” enfatiza Quaresma. 

NAC: especialista em crédito para comércio exterior 

Fundada por Gilliard Silva, conhecido como Gillis, a NAC nasceu com um DNA forte voltado ao comércio exterior e o propósito de quebrar barreiras no acesso ao crédito para importadores e exportadores brasileiros. Com mais de 20 anos de experiência no setor, Gillis identificou uma falha estrutural: o comércio exterior precisava de mais inovação e soluções financeiras alinhadas à sua complexidade operacional. 

Com um histórico consolidado em crédito para operações de full container, a NAC agora se torna referência também para quem atua com LCL, democratizando o acesso a soluções viáveis para empresas de todos os portes. Tudo isso com foco em liquidez, previsibilidade e crescimento sustentável, sem as amarras das exigências dos modelos tradicionais, sendo a primeira instituição a falar a mesma linguagem dos importadores e entender realmente os desafios do comercio exterior.  


Saiba mais no site: https://nacdigital.com.br/  

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Exportação, Inovação, Logística, Negócios

Resultados da Missão de SC à Ásia incluem acordos para exportações, inovação e mobilidade logística

A missão oficial do Governo de Santa Catarina ao Japão e à China, realizada de 12 a 25 de junho, efetivou o Estado como protagonista em relações econômicas com o mercado asiático. Liderada pelo governador Jorginho Mello, a comitiva catarinense cumpriu uma agenda de alto nível com empresas, governos, instituições de pesquisa e organismos de cooperação internacional, com avanços concretos em frentes como exportações, infraestrutura logística, inovação tecnológica e mobilidade aérea. A missão foi organizada pela Secretaria Executiva de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos.

“A cada missão internacional dessas eu tenho mais certeza. O mundo inteiro quer comprar de Santa Catarina. Em todas as nossas visitas que fizemos, tanto em instituições públicas como privadas, ouvimos elogios sobre o que é produzido pelas empresas catarinenses. Tanto do nosso agronegócio, a carne catarinense consumida pelos japoneses e pelos chineses, como sobre a nossa indústria, pelos componentes que acabam integrando produtos de alta tecnologia feitos nesses países. Tenho certeza que podemos esperar mais exportações e mais investimentos em um futuro próximo”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Agendas com efeito imediato 

Entre os resultados imediatos da missão, destacam-se a assinatura de uma carta de intenções com o governo japonês para ampliar a exportação de grãos e desenvolver rotas logísticas estratégicas a partir do Porto de São Francisco do Sul; um protocolo com a Marubeni Corporation para investimentos em infraestrutura portuária; e o avanço nas negociações para a abertura do mercado japonês à carne bovina catarinense, que hoje já exporta suínos e aves ao país.

Durante o SC Day, realizado na Embaixada do Brasil em Tóquio, o potencial econômico catarinense foi apresentado a gigantes como Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo, Itochu, Marubeni, Seara Japan, BRF Japan, Nippon Ham, JERA e Yokorei. Foram discutidas oportunidades em áreas como proteína animal, energia, agroindústria, inovação e logística.

Aviação regional, ferrovias e datacenter para IA na pauta do governador 

Na China, o governador Jorginho Mello tratou da instalação de uma linha de montagem de aviões em SC, em parceria com uma das maiores fabricantes do país, em Harbin, além das visitas da delegação catarinense à CRRC e à CCCC, focadas no fortalecimento do plano ferroviário catarinense. Também foram iniciadas tratativas com a Power China para implantação de um grande data center em Lages, voltado à capacidade de atuação do estado no desenvolvimento da inteligência artificial (IA). 

Em Pequim, Jorginho Mello visitou a Nidec Global Appliance (ex-Embraco), que apresentou sua planta industrial. Na ocasião, a Invest SC iniciou tratativas para a instalação de fábrica em Joinville, de fornecedores interessados da cadeia da Nidec, ampliando a indústria de componentes.

O governador aproveitou a reunião com o vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), Zhao Zenglian, para reforçar o pedido de retomada das exportações de carne de frango de Santa Catarina ao mercado chinês, que enfrenta suspensão temporária desde a confirmação de um foco isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul.

Jorginho Mello destacou que Santa Catarina jamais registrou casos da doença em granjas comerciais, graças ao rigor do seu controle sanitário e apresentou os protocolos de biossegurança e o isolamento preventivo estabelecido entre SC e o RS. O governador convidou oficialmente as autoridades chinesas a visitarem o estado para conhecer de perto o sistema sanitário local. A comitiva chinesa respondeu positivamente.

Parcerias renovadas em agro, aquicultura e contenção de cheias

A missão à Ásia também incluiu a renovação do acordo de irmandade com a província japonesa de Aomori, firmado originalmente em 1980, e encontros com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) para atualização de projetos de contenção de cheias no Vale do Itajaí.

“Santa Catarina mostrou ao Japão e à China que é um Estado confiável, inovador e com vocação internacional. Cumprimos nossa missão com resultados concretos e caminhos abertos para novos investimentos e exportações. A liderança do governador Jorginho Mello foi decisiva para o sucesso de cada agenda”, destaca o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen.

A delegação oficial incluiu os secretários estaduais Kennedy Nunes (Casa Civil), Carlos Chiodini (Agricultura e Pecuária), Edgard Usuy (Ciência, Tecnologia e Inovação), Mário Hildebrandt (Proteção e Defesa Civil), Bruno Oliveira (Comunicação), Beto Martins (Portos, Aeroportos e Ferrovias) e Danieli Porporatti (Gabinete do Governador); além dos presidentes Celles Regina de Mattos (CIDASC) e Renato Lacerda (InvestSC).

Também fizeram parte da missão os prefeitos Adriano Silva (Joinville) e Egídio Ferrari (Blumenau), o senador Jorge Seif, os presidentes Hélio Dagnoni (Fecomércio SC), Ariel Verdi (AFEIESC), Diego Brites Ramos (ACATE), além de representantes da Portonave, Porto de Itapoá e do setor produtivo catarinense.

:: Resumo dos principais Resultados da Missão Ásia realizada pelo Governo de SC

Exportações
Carta de Intenções com o Japão para exportações de grãos via Porto de São Francisco do Sul

Agroindústria
Reforço nas negociações para abertura do mercado japonês à carne bovina catarinense

Carne de frango
Reunião com GACC (China) e pedido formal de retomada das exportações de frango; SC apresentou protocolos sanitários e convidou missão técnica chinesa ao Estado

Infraestrutura portuária
Protocolo de investimentos com Marubeni Corporation para modernização portuária

Tecnologia e IA
Tratativas com Power China para instalação de data center em Lages

Indústria de componentes
Início das tratativas para a instalação de outros fabricantes da cadeia de fornecedores da Nidec Global Appliance, em Joinville

Aviação regional
Avanço em negociação para instalação de linha de montagem de aviões para voos regionais em SC

Logística ferroviária
Diálogos com CRRC e CCCC para fornecimento de trens e parceria em ferrovias

Relações bilaterais
Renovação do acordo de irmandade com a Província de Aomori, Japão

Cooperação internacional
Reunião com JICA para retomada de projetos de contenção de cheias no Vale do Itajaí

Diplomacia econômica
Realização do SC Day com 11 conglomerados asiáticos e abertura para novos negócios

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Negócios, Tecnologia

Eve, da Embraer, anuncia acordo de R$ 1,3 bilhão por carros voadores

Negócio prevê o fornecimento de até 50 eVTOLs para a Revo; companhia projeta mais de 30 mil aeronaves circulando no mundo até 2045

A Eve Air Mobility, companhia subsidiária da Embraer, anunciou neste domingo (15) um acordo vinculativo com a Revo, operadora brasileira de mobilidade urbana aérea, e sua controladora, a Omni Helicopters International, pela compra de até 50 eVTOLs (aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, também conhecidas como carros voadores) no valor de R$ 1,39 bilhão.

Segundo a Eve, a parceria representa uma transição da fase de desenvolvimento da tecnologia do eVTOL para a execução do modal, consolidando a companhia na liderança global do mercado de mobilidade aérea urbana da próxima geração.

“Ao avançarmos do conceito para a implementação, estamos não apenas impulsionando nosso plano comercial, mas também contribuindo para a construção de um ecossistema robusto e sustentável de mobilidade aérea urbana, estabelecendo um novo padrão global para a adoção dos eVTOLs”, disse em nota Johann Bordais, CEO da Eve.

A primeira entrega das aeronaves está prevista para o quarto trimestre de 2027. Atualmente, a Revo opera com mobilidade porta a porta, integrando serviços de carro e bagagem a voos de helicóptero em regiões do Sudeste do país, principalmente conectando a zona sul de São Paulo ao aeroporto de Guarulhos.

“Essas aeronaves serão fundamentais para viabilizar nosso projeto de transformar a mobilidade oferecida pela Revo, proporcionando uma solução segura, sustentável e escalável, capaz de conectar as pessoas e elevar o padrão de conveniência para nossos clientes”, afirmou João Welsh, CEO da Revo.

PERSPECTIVAS DE MERCADO

A Eve também publicou neste domingo um estudo com projeções para os próximos 20 anos da mobilidade aérea urbana no mundo, cuja frota estimada de eVTOLs em operação deve chegar a 30 mil até 2045.

Pelas estimativas da subsidiária da Embraer, com esse número de frota mais de 3 bilhões de passageiros poderão ser atendidos regularmente e a receita potencial será de US$ 280 bilhões.

A aposta da companhia é no crescente caos do trânsito nas grandes capitais, cuja fragilidade abre espaço para oferecer serviços complementares de mobilidade, como táxi aéreo, fretamento e voos turísticos, por exemplo.

Com a expansão populacional nas grandes cidades, a Eve projeta um crescimento significativo em países asiáticos, principalmente megacidades densas e com classe média em ascensão.

Para a Eve, a América do Norte demonstra potencial por investir no setor e por manter um ecossistema de aviação já consolidado. É diferente da Europa, onde os desafios regulatórios são mais burocráticos, e a previsão é que o mercado de eVTOLs cresça mais lentamente.

“A América Latina apresenta oportunidades com eVTOLs voltados para urbanização e energia renovável. Embora menor, o Oriente Médio é um dos primeiros a adotar o mercado, com foco em inovação e transporte sustentável. O mercado africano é impulsionado pela oportunidade de superar os desafios de infraestrutura decorrentes do alto crescimento populacional urbano e aprimorar a experiência turística”, afirmou a companhia em nota.

Fonte: Folha de São Paulo

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Tecnologia

Comitiva da Alesc discute instalação de fábrica de carros elétricos em SC

Missão formada por quatro deputados estaduais visitou fábrica chinesa que pretende investir na produção de eletrificados no Brasil

Deputados buscam atrair montadora para Santa Catarina
Trazer para Santa Catarina uma fábrica da JMEV, empresa especializada na fabricação de carros elétricos compactos e médios. Esse foi o objetivo da conversa entre executivos da empresa e uma comitiva de deputados estaduais, que ocorreu nesta segunda-feira (16), na cidade de Nanchang, capital da província de Jiangxi, na China.


A comitiva é formada pelos deputados Fernando Krelling (MDB), Mauro De Nadal (MDB), Fabiano da Luz (PT) e Rodrigo Minotto (PDT). Na ocasião, eles apresentaram aos executivos asiáticos as potencialidades da economia catarinense, principalmente em áreas como tecnologia, metal-mecânica e o número de startups — o que, segundo os brasileiros, vai ao encontro da proposta da JMEV, que é a expansão de veículos elétricos.

Sustentabilidade e desenvolvimento econômico
É consenso entre os parlamentares que a instalação de uma unidade da montadora em solo catarinense proporcionaria vantagens para o estado muito além do desenvolvimento econômico.

O vice-presidente da Alesc, deputado Fernando Krelling, destacou a importância para a preservação ambiental. “Imagine só a possibilidade de estar aqui conversando com eles e a possibilidade de levarmos uma empresa de carros elétricos focada na sustentabilidade. É muito importante para o estado de Santa Catarina. O estado vai se desenvolver cada vez mais, de forma sustentável. Carro elétrico não é apenas uma tendência de mercado, mas sim um planejamento de médio e longo prazo para a sustentabilidade do nosso estado.”

Potencial industrial de Santa Catarina
“Nossa primeira visita aqui na China foi muito positiva. Estivemos com executivos da JMEV, conhecemos toda a cadeia produtiva de veículos elétricos e fizemos um convite para que a empresa se estabeleça em Santa Catarina. Mostramos toda a nossa potencialidade, tudo que Santa Catarina pode oferecer para que essa empresa possa se instalar e produzir veículos elétricos em solo catarinense”, acrescentou De Nadal.

“A cada dia, uma oportunidade de poder estar aqui na China conhecendo novos negócios. A JMEV é uma empresa automobilística que tem a vontade de expandir os seus negócios para o Brasil, especialmente para Santa Catarina. Por isso estamos aqui, buscando alternativas, construindo pontes e buscando bons resultados para o nosso estado”, acrescentou Minotto.

Veículos mais acessíveis
Já Fabiano da Luz apontou a acessibilidade de alguns modelos produzidos pela marca. “Aqui, eles produzem um modelo de veículo que pode chegar ao Brasil ou ser fabricado no Brasil a um preço um pouco acima dos R$ 50 mil. Então, é um carro acessível, principalmente para aquela população de baixa renda que há muito tempo não consegue comprar um carro novo e está sempre comprando carro usado.”

No último mês, representantes da empresa estiveram em Santa Catarina justamente para discutir a possibilidade de instalar uma fábrica no estado. Atualmente, 45% da frota chinesa já é composta por carros elétricos.

Sobre a JMEV
Com sede em Nanchang, a JMEV foi fundada em 2015 e produz, em média, 100 mil carros elétricos por ano.

Recentemente, a empresa anunciou que produzirá no Brasil, em parceria com a E-Motors, um carro elétrico manual (JMEV EV3), com foco na formação de condutores de autoescola. O preço deve ficar em torno de R$ 100 mil.

Próximo compromisso
A próxima agenda do grupo será na cidade de Taiyuan, capital da província de Shanxi. No local, a comitiva será recebida por empresários e parlamentares locais, na sede do Legislativo estadual. A proposta é discutir negócios com Santa Catarina, além de retribuir uma visita feita por representantes da província à Assembleia Legislativa, ocorrida em julho de 2024.

Fonte: Agência AL

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Exportação, Marketing, Notícias, Sustentabilidade

Ciser fortalece presença global e é premiada como marca mais lembrada no setor de fixadores pelo 16º ano seguido 

Com operações em cinco unidades distribuídas entre o Brasil, China e Peru, a Ciser vem consolidando sua presença no cenário internacional como uma das principais exportadoras brasileiras no setor industrial. A empresa, que completa 65 anos de trajetória em 2024, leva soluções de fixação para mais de 25 países, com destaque para setores estratégicos como construção civil, agronegócio, automotivo, energia e metalomecânico. 

A internacionalização da marca tem ganhado força com a participação em grandes eventos globais, como a feira realizada recentemente na China, onde a empresa apresentou novidades tecnológicas e soluções inovadoras para o mercado mundial de fixadores. O movimento reforça o posicionamento da Ciser como referência em inovação e qualidade no fornecimento de fixadores para os mais diversos segmentos. 

Além de sua atuação crescente no exterior, a empresa também mantém o título de maior da Américas Latina, no segmento. Em 2025, a Ciser foi eleita, pela 16ª vez consecutiva, a marca mais lembrada do setor no Prêmio Top of Mind, promovido pelo Grupo Revenda. A premiação foi baseada em entrevistas com revendedores de todo o país, e a empresa conquistou o primeiro lugar nas categorias de fixadores e buchas para fixação. 

A cerimônia aconteceu no último dia 5 de junho, em São Paulo, e contou com a presença de representantes da empresa, entre eles o gerente de vendas Roberto Carlos Estevão e o supervisor de vendas Rodrigo Haruo Sato. “Estar no topo por 16 anos seguidos mostra que estamos no caminho certo, mantendo nosso compromisso com a excelência, inovação e qualidade. Esse reconhecimento vem dos nossos clientes e parceiros, e é para eles que trabalhamos todos os dias”, destacou Bruno Inácio da Maia, gerente de marketing da Ciser. 

Com mais de 27 mil itens em seu portfólio, distribuídos em 500 linhas de produtos, a Ciser é a maior fabricante de fixadores da América Latina. A empresa conta com mais de 2 mil colaboradores e unidades em Joinville (SC), Araquari (SC), Sarzedo (MG), além de suas operações internacionais no Peru e na China. 

Premiada também pelo Valor Inovação, a empresa é considerada uma das mais inovadoras do país, investindo constantemente em pesquisa, tecnologia e soluções que entregam desempenho, segurança e durabilidade. 

A história da Ciser é marcada pela solidez, pelo olhar voltado à sustentabilidade e pelo impacto positivo nas comunidades onde atua. Ao conquistar novos mercados e reforçar sua posição como líder no Brasil, a empresa mostra que sua trajetória é guiada por resultados, inovação e compromisso com o futuro. 

(Fonte: Diretoria de Marketing) 

Fontes complementares: 

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Logística, Tecnologia

Terminal futurista em NY pode redefinir transporte urbano no mundo

A Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey deu início à construção de um novo terminal de ônibus no centro de Manhattan, um projeto que visa modernizar um dos hubs de trânsito mais antigos e movimentados da cidade. Com um investimento estimado em US$ 10 bilhões, a nova instalação substituirá o terminal atual, que já tem 74 anos e enfrenta dificuldades para atender à demanda diária de 200.000 passageiros.

O novo terminal promete acomodar até 1.000 ônibus por hora, superando a capacidade atual de 600. Além disso, a infraestrutura será adaptada para suportar ônibus modernos, incluindo aqueles que necessitam de estações de carregamento elétrico. O projeto, que deve ser concluído em 2032, começa com a construção de um deck sobre a Avenida Dyer, que servirá como uma estrada temporária e levará a uma instalação provisória de ônibus.

Quais são os principais desafios da construção?

O diretor executivo da Autoridade Portuária, Rick Cotton, alertou que os moradores de Midtown devem se preparar para anos de interrupções devido à construção. Ele destacou que, embora o processo cause transtornos, o resultado final será benéfico para a cidade. A nova instalação é vista como uma solução para o terminal atual, que é frequentemente criticado por sua infraestrutura inadequada e condições precárias.

Como o novo terminal vai beneficiar Nova York?

O novo terminal de ônibus trará uma série de melhorias para a cidade de Nova York. Entre as principais mudanças estão:

  • Maior capacidade de acomodação de ônibus e passageiros.
  • Infraestrutura moderna com grandes janelas de vidro e um átrio para luz natural.
  • Espaço público de 3,5 acres sobre a Avenida Dyer.
  • Entrada principal localizada na West 41st Street, entre a oitava e nona avenidas.

A governadora Kathy Hochul enfatizou a importância do projeto para a imagem da cidade, afirmando que a nova estação será uma primeira impressão positiva para muitos visitantes.

Como será pago o novo terminal de ônibus?
O financiamento do projeto ainda não está totalmente garantido. Até o momento, a Autoridade Portuária assegurou um empréstimo federal de US$ 2 bilhões e comprometeu US$ 3 bilhões de seu próprio orçamento. No entanto, ainda há um déficit de US$ 2 bilhões, que as autoridades esperam cobrir com taxas de novos arranha-céus planejados para a área ao redor do terminal.

Com a construção em andamento, a expectativa é que o novo terminal de ônibus transforme significativamente a experiência de transporte em Nova York, oferecendo uma infraestrutura moderna e eficiente para os passageiros e contribuindo para a revitalização da área de Midtown.

Fonte: Terra Brasil

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Inovação, Negócios

Neogrid anuncia Nicolás Simone como novo CEO e promove Augusto Vilela a CFO

A Neogrid, empresa fundada em Joinville (SC) e referência em soluções para gestão da cadeia de consumo, anunciou mudanças na sua liderança. Nicolás Simone, que desde 2024 ocupava o cargo de Chief Product and Technology Officer (CPTO), assume como CEO. Augusto Vilela, até então head de Relações com Investidores e Tesouraria, foi promovido a CFO. Ambos assumem os cargos a partir desta semana.

A mudança marca o encerramento de um ciclo iniciado sob a gestão de Jean Carlo Klaumann (CEO) e Aury Ronan Francisco (CFO), que permanecem na companhia até 30 de junho para conduzir a transição. Segundo comunicado da empresa, o período foi marcado pela reorganização estratégica, integração de negócios e fortalecimento do desenvolvimento de tecnologia própria.

“A chegada de Nicolás Simone e Augusto Vilela representa mais um passo na evolução da Neogrid. É um ciclo que começa focado em execução, crescimento sustentável e geração de valor no longo prazo”, afirma Miguel Abuhab, fundador e presidente do Conselho de Administração da companhia.

Engenheiro com carreira em empresas como McDonald’s, Petrobras, Grupo Boticário, Itaú Unibanco e AB InBev, Simone acumula experiência em transformação digital, inovação, inteligência artificial e segurança da informação. Ele substitui Jean Carlo Klaumann, que esteve à frente da empresa durante os últimos anos.

“Assumo esse desafio com o compromisso de dar continuidade à estratégia da companhia. A Neogrid construiu uma base robusta de tecnologia, portfólio e posicionamento, o que nos permite seguir avançando com foco em eficiência, excelência e no cliente”, afirma Nicolás Simone.

O novo CFO, Augusto Vilela, é formado em Administração pela UFMG, com mestrado em Economia e Finanças pela EESP-FGV. Com 15 anos de experiência, tem passagens por Itaú Unibanco, Hotmart e Semantix, além de já atuar nas áreas de finanças e relações com investidores da Neogrid. “É uma honra assumir essa responsabilidade e seguir contribuindo para o fortalecimento da companhia, mantendo a disciplina financeira e a transparência com nossos stakeholders”, afirma.

A mudança ocorre em um momento de execução do planejamento estratégico que a Neogrid revisou em 2023. A companhia, que realizou investimentos relevantes em tecnologia no último ano, inaugura agora uma nova fase, com foco em eficiência operacional e expansão de seus negócios.

Fonte: SC Inova

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