Investimento

Empresas estrangeiras ampliam investimentos em inovação na China e reforçam centros de P&D

A China vem ampliando seu papel no cenário global ao atrair empresas estrangeiras não apenas para atividades industriais, mas também para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). O movimento evidencia uma mudança estratégica das multinacionais, que passaram a enxergar o país como um ambiente favorável para inovação, desenvolvimento tecnológico e criação de novos produtos.

Um dos exemplos é a fabricante francesa de dispositivos médicos Stago, que opera uma unidade na Zona de Livre Comércio do Porto de Tianjin. Na fábrica, são produzidos analisadores automatizados de coagulação sanguínea destinados a hospitais e laboratórios chineses, utilizando componentes fornecidos tanto por empresas europeias quanto por fornecedores locais.

Pesquisa e desenvolvimento passam a integrar estratégia das multinacionais

Após mais de duas décadas de atuação no mercado chinês, a Stago expandiu suas atividades além da fabricação e passou a realizar pesquisa e desenvolvimento no país.

Segundo Sun Xiangchao, diretor da cadeia de suprimentos e produção da companhia na China, a decisão aproximou as equipes locais da matriz francesa, acelerando processos de inovação e tornando as decisões mais ágeis.

A estratégia acompanha uma transformação observada em diversas empresas internacionais, que deixaram de utilizar a China apenas como base de produção e passaram a incorporar centros de inovação em suas operações globais.

Investimento estrangeiro continua em expansão

A atratividade da economia chinesa segue elevada para investidores internacionais. Dados do Ministério do Comércio mostram que, nos cinco primeiros meses deste ano, cerca de 4 mil empresas com capital estrangeiro ampliaram seus investimentos no país.

De acordo com o porta-voz da pasta, He Yadong, os centros de P&D financiados por empresas internacionais tornaram-se parte importante do sistema de inovação chinês. Além de atender às demandas do mercado local, essas estruturas passaram a desempenhar papel estratégico no desenvolvimento de tecnologias destinadas ao mercado global.

Setor farmacêutico amplia presença no mercado chinês

Entre os investimentos recentes está o da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que anunciou em junho um aporte adicional de 200 milhões de yuans (cerca de US$ 29,4 milhões) em sua unidade de Tianjin.

O objetivo é ampliar a capacidade de montagem de canetas injetoras utilizadas em tratamentos médicos. Durante o anúncio, o presidente e CEO da empresa, Maziar Mike Doustdar, destacou que a inovação desenvolvida na China passou a ocupar posição estratégica dentro dos planos globais da companhia.

Segundo o executivo, as soluções criadas no mercado chinês podem servir de referência para outras operações internacionais.

Políticas públicas incentivam desenvolvimento tecnológico

O ambiente favorável aos investimentos também é impulsionado pelas diretrizes do governo chinês. O 15º Plano Quinquenal estabelece como prioridade o fortalecimento da iniciativa China Saudável, além de posicionar a biomedicina entre os setores estratégicos para o crescimento econômico e tecnológico do país.

Esse cenário tem estimulado empresas multinacionais a instalar operações de alta tecnologia voltadas tanto para produção quanto para pesquisa.

Empresas globais ampliam centros de inovação

Outro exemplo dessa tendência é a GE HealthCare, que inaugurou em Tianjin seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para sistemas de Ressonância Magnética no Hemisfério Leste.

A unidade é a única base da empresa dedicada à pesquisa em sistemas completos de ressonância magnética fora dos Estados Unidos.

Para Kelly Londy, presidente e CEO da divisão de Ressonância Magnética da companhia, a instalação fortalece a rede global de inovação da empresa e confirma o papel crescente da China como referência no desenvolvimento de tecnologias para a área da saúde.

Empresas europeias demonstram maior confiança no mercado chinês

Um levantamento realizado pela Câmara de Comércio da União Europeia na China, em parceria com a consultoria Roland Berger, aponta recuperação da confiança das empresas europeias instaladas no país.

O estudo destaca que fatores como o ecossistema de pesquisa e desenvolvimento, a ampla disponibilidade de profissionais qualificados e a velocidade na comercialização de novas tecnologias têm incentivado multinacionais a ampliar suas atividades de inovação na China.

Ao mesmo tempo, o presidente da entidade, Jens Eskelund, observa que o ambiente competitivo exige alto nível de eficiência das empresas que desejam expandir seus negócios no mercado chinês.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Hu Zhenze/Xinhua

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Tecnologia

Embraer firma acordo para fornecer até 30 carros voadores em projeto de mobilidade aérea

A Eve Air Mobility, empresa da Embraer voltada à mobilidade aérea urbana, assinou uma carta de intenções com a Moov que prevê a possível aquisição de até 30 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs), popularmente conhecidas como carros voadores.

Além da potencial compra das aeronaves, o acordo estabelece uma cooperação entre as empresas para avaliar oportunidades de expansão da mobilidade aérea avançada em Cabo Verde e em países da Europa.

Projeto pretende ampliar transporte e turismo no arquipélago

A parceria tem como foco o desenvolvimento de soluções de transporte que fortaleçam o turismo e a conectividade entre as ilhas de Cabo Verde.

Entre as aplicações previstas para os eVTOLs estão voos turísticos panorâmicos, transporte entre aeroportos, portos e resorts, além de ligações regionais entre as ilhas de São Vicente, Santo Antão, Sal, Praia e Boa Vista.

As empresas também estudam o uso das aeronaves em serviços de transporte médico e operações de inspeção de infraestrutura, ampliando as possibilidades de utilização da tecnologia.

Crescimento do turismo impulsiona projeto

A iniciativa acompanha o avanço do setor turístico no arquipélago africano. Dados do Banco Mundial mostram que Cabo Verde recebeu cerca de 1,18 milhão de visitantes em 2024, um crescimento de 16,5% na comparação com o ano anterior.

Com o turismo consolidado como um dos principais pilares da economia local, os investimentos em infraestrutura e conectividade criam um cenário favorável para a adoção da mobilidade aérea elétrica.

Na avaliação das empresas, os carros voadores poderão complementar a atual rede de transporte, oferecendo deslocamentos mais rápidos entre ilhas e ampliando as opções de mobilidade para moradores e turistas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Embraer

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Economia

Economia da China cresce 4,7% no primeiro semestre e reforça metas do 15º Plano Quinquenal

A economia da China iniciou o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) mantendo um ritmo de crescimento considerado resiliente, mesmo diante das incertezas da economia global. Dados oficiais divulgados nesta quarta-feira mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês avançou 4,7% no primeiro semestre de 2026, resultado alinhado à meta anual estabelecida pelo governo.

O desempenho ocorre em um cenário de tensões geopolíticas, desaceleração econômica internacional e desafios no comércio global.

PIB mantém trajetória dentro da meta do governo

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE), o PIB da China cresceu 4,3% no segundo trimestre, após registrar expansão de 5% nos três primeiros meses do ano.

As autoridades afirmam que a economia segue operando dentro de uma faixa considerada adequada para cumprir a meta de crescimento entre 4,5% e 5% em 2026, com expectativa de buscar resultados ainda melhores ao longo do ano.

De acordo com o vice-diretor do DNE, Mao Shengyong, a desaceleração observada no segundo trimestre está relacionada principalmente a fatores externos e de curto prazo, sem comprometer a trajetória de desenvolvimento baseada em inovação e maior qualidade produtiva.

Indicadores mostram mercado de trabalho estável

Além do crescimento do PIB, outros indicadores econômicos apontam estabilidade.

A taxa de desemprego urbano ficou em 5% em junho, abaixo dos 5,1% registrados em maio. Já a renda disponível per capita cresceu 5,2% na comparação anual durante o primeiro semestre.

No mesmo período, a produção industrial avançou 5,4%, enquanto as vendas no varejo aumentaram 2,7%, refletindo a recuperação gradual do consumo interno.

Economia resiste a cenário internacional desafiador

O governo chinês avalia que a economia conseguiu enfrentar os impactos das tensões comerciais e da desaceleração global graças à oferta estável de energia, inflação controlada e bom desempenho do comércio exterior.

Mesmo com a revisão para baixo da previsão de crescimento da economia mundial pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a instituição elevou sua estimativa para o crescimento da China em 2026.

Especialistas avaliam que a estabilidade da economia chinesa tem contribuído para reduzir os impactos sobre as cadeias globais de suprimentos e oferecer maior previsibilidade em um ambiente internacional marcado por incertezas.

Manufatura avançada e economia digital ganham espaço

A expansão da manufatura avançada, da economia digital e dos serviços modernos continua sendo um dos principais motores da atividade econômica.

Segundo o DNE, esses setores responderam por mais de 40% do crescimento econômico registrado no primeiro semestre.

Outro indicador destacado foi a redução de 1,9% no consumo de energia por unidade de PIB, resultado associado aos investimentos em eficiência energética e inovação tecnológica.

China amplia liderança em inovação industrial

O avanço tecnológico também ficou evidente no setor industrial. Das 16 novas “fábricas farol” reconhecidas recentemente pelo Fórum Econômico Mundial por adotarem tecnologias avançadas de produção, mais da metade está localizada na China.

As unidades atuam em segmentos como construção naval, logística inteligente e manufatura de alta tecnologia, reforçando a estratégia do país de ampliar sua competitividade industrial.

Consumo interno será prioridade nos próximos anos

Como parte do 15º Plano Quinquenal, o governo chinês pretende fortalecer ainda mais o mercado doméstico.

Nesta semana, o país lançou seu primeiro plano quinquenal voltado exclusivamente para estimular o consumo, com medidas destinadas a ampliar a demanda interna, melhorar a renda da população e incentivar novos padrões de consumo.

Segundo o governo, a estratégia também prevê a modernização da estrutura industrial, o fortalecimento das chamadas novas forças produtivas de qualidade e o avanço de políticas voltadas ao desenvolvimento baseado em inovação.

Economistas acreditam que os efeitos dessas medidas deverão ganhar força ao longo do segundo semestre, impulsionando o consumo e contribuindo para que a economia chinesa permaneça dentro da meta de crescimento estabelecida para 2026.

Tags: economia da China, PIB da China, crescimento econômico, Plano Quinquenal, economia chinesa, inovação, manufatura avançada, consumo interno, FMI, mercado chinês

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xie Shangguo/Xinhua

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Economia

Economia da China mantém crescimento e amplia oportunidades para comércio e investimentos globais

A economia da China encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento considerado estável pelas autoridades do país, reforçando seu papel como uma das principais locomotivas da economia mundial. O desempenho também fortalece o conceito de “Oportunidade China 2.0”, estratégia que aposta em inovação, abertura comercial e expansão do mercado interno para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento global.

PIB chinês cresce 4,7% no primeiro semestre

A segunda maior economia do planeta registrou crescimento de 4,7% nos seis primeiros meses do ano. O resultado está dentro da meta estabelecida pelo governo chinês para o primeiro ano do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), que prevê expansão entre 4,5% e 5%, com expectativa de desempenho ainda mais robusto ao longo do período.

Segundo o governo, o resultado foi sustentado pelo fortalecimento da atividade econômica mesmo em um cenário internacional marcado por conflitos geopolíticos e incertezas no comércio global.

Comércio exterior e inovação impulsionam a economia

Entre os fatores que sustentaram o crescimento estão o avanço do comércio exterior, que apresentou expansão de dois dígitos no semestre, e a boa safra de grãos de verão, considerada importante para garantir a segurança alimentar do país.

Na área de energia, a China também ampliou sua capacidade de enfrentar oscilações no mercado internacional. Atualmente, as fontes de energia não fósseis representam cerca de 62% da capacidade instalada, fortalecendo a segurança energética e acelerando a transição para uma economia de baixo carbono.

Outro destaque é o investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e inovação, fatores apontados pelo Banco Mundial como essenciais para aumentar a resiliência da economia chinesa diante das interrupções nas cadeias globais de suprimentos.

Novos setores lideram a expansão econômica

A transformação da estrutura econômica também ganhou força em 2026. Segmentos ligados à manufatura avançada, economia digital e serviços modernos responderam por mais de 40% do crescimento econômico no primeiro semestre, refletindo a estratégia chinesa de ampliar atividades com maior valor agregado.

Para as autoridades, esse movimento evidencia a transição da economia para um modelo baseado em inovação, produtividade e desenvolvimento tecnológico.

China amplia abertura comercial

Mesmo diante do aumento do protecionismo e das disputas comerciais em diferentes regiões do mundo, a China manteve a política de abertura econômica.

Um dos exemplos foi a ampliação, em maio deste ano, da tarifa zero para produtos provenientes de todos os países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

Nos primeiros seis meses de 2026, o crescimento das importações superou o das exportações em 8,7 pontos percentuais, indicando uma expansão da demanda interna e maior abertura ao comércio internacional.

“Oportunidade China 2.0” atrai empresas estrangeiras

O fortalecimento da economia chinesa tem impulsionado o conceito de “Oportunidade China 2.0”, expressão utilizada para definir uma nova fase de integração econômica baseada em inovação tecnológica, cooperação internacional e ampliação do mercado consumidor.

Os números reforçam essa tendência. Entre janeiro e maio, foram abertas 25.297 novas empresas com capital estrangeiro na China, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, aproximadamente 4 mil empresas internacionais ampliaram seus investimentos no país.

No setor de veículos de nova energia, grandes montadoras globais também vêm fortalecendo parcerias com empresas chinesas para desenvolver novas tecnologias e ampliar sua competitividade.

Mercado consumidor segue como aposta para o crescimento

O governo chinês também pretende ampliar o consumo doméstico. Um plano recentemente divulgado prevê elevar as vendas do varejo para cerca de 60 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 8,84 trilhões) até 2030.

A estratégia faz parte dos esforços para integrar inovação tecnológica, desenvolvimento industrial e expansão da demanda interna, consolidando a China como um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Segundo o governo, o país seguirá defendendo uma economia global mais aberta, fortalecendo as cadeias internacionais de produção e promovendo a cooperação econômica baseada em inovação e benefícios compartilhados.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Wang Xiang

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Tecnologia

China lança organização global para governança da inteligência artificial e amplia disputa pela liderança em IA

A China pretende dar um novo passo na corrida global pela inteligência artificial (IA) com a criação da Waico (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), entidade que será oficialmente apresentada ainda neste ano. Os detalhes da iniciativa devem ser divulgados durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (Waic), marcada para ocorrer entre os dias 17 e 20 de julho, em Xangai.

A proposta reforça a estratégia chinesa de ampliar sua influência na definição das regras internacionais para o desenvolvimento e o uso da IA, em um momento em que a tecnologia ganha espaço na economia e em diversos setores produtivos.

Organização busca ampliar participação de países em desenvolvimento

A criação de organismos voltados à governança da inteligência artificial não é inédita. Nos últimos anos, diferentes fóruns e acordos internacionais passaram a discutir padrões, regulamentações e diretrizes para o avanço da tecnologia.

Segundo estimativa do Fórum Econômico Mundial, divulgada em janeiro deste ano, a inteligência artificial poderá representar até 14% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até 2030, movimentando cerca de US$ 15,7 trilhões.

Desde 2019, ao menos 13 iniciativas internacionais voltadas ao tema foram lançadas. Entre elas está a Iniciativa Global de Governança de IA, apresentada pela China em 2023, que defendia maior cooperação internacional, compartilhamento de conhecimento e ampliação do acesso às tecnologias de inteligência artificial.

Waico será a principal aposta da China para liderar a governança da IA

A nova organização representa a consolidação institucional dessa estratégia. Com a Waico, o governo chinês pretende assumir um papel de protagonismo na construção das regras globais para a inteligência artificial.

A proposta está baseada em dois pilares principais: ampliar a participação de países que ainda possuem menor desenvolvimento tecnológico e defender a soberania nacional na adoção de políticas relacionadas à IA.

Diferentemente de outras organizações internacionais, frequentemente compostas por economias mais desenvolvidas, a Waico pretende reunir um número maior de participantes e ampliar a representatividade dos países emergentes.

Modelo difere de iniciativas já existentes

A estratégia chinesa busca se diferenciar de iniciativas como a Parceria Global sobre IA (GPAI), os Princípios de IA da OCDE, a Convenção de IA do Conselho da Europa e o Processo de Hiroshima do G7, considerados modelos com participação mais restrita.

A proposta da Waico é oferecer apoio aos países que ficaram atrás na transformação digital impulsionada pela inteligência artificial, ao mesmo tempo em que pretende se tornar um dos principais espaços para debates internacionais sobre o futuro da tecnologia.

Xangai será sede da nova organização internacional

A cidade de Xangai foi escolhida para abrigar a sede da Waico por reunir um dos principais polos chineses de empresas de tecnologia, multinacionais e centros de pesquisa em inteligência artificial.

Segundo o governo chinês, essa estrutura oferece um ambiente favorável para o desenvolvimento de projetos, testes regulatórios e cooperação internacional na área.

Xi Jinping participará da maior conferência de IA do mundo

A criação da Waico foi anunciada inicialmente durante a edição de 2025 da Conferência Mundial de Inteligência Artificial pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

Neste ano, o evento contará pela primeira vez com a presença do presidente Xi Jinping, que deverá destacar a criação da nova organização e reforçar o posicionamento da China como um dos principais protagonistas na construção da governança global da inteligência artificial.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reproduçõão/Poder 360

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Sustentabilidade

Finep lança edital de R$ 300 milhões para projetos de inovação em Defesa e Sustentabilidade

A Finep abriu inscrições para um novo edital de subvenção econômica voltado ao financiamento de projetos inovadores nas áreas de Defesa Nacional e sustentabilidade da Base Industrial de Defesa (BID). A iniciativa disponibiliza R$ 300 milhões para empresas interessadas em desenvolver tecnologias estratégicas, com inscrições abertas até 30 de setembro.

Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a financiadora busca estimular a inovação, fortalecer a indústria nacional e ampliar a autonomia tecnológica do país.

Edital contempla duas linhas de financiamento

As empresas poderão inscrever projetos em duas modalidades. A primeira é destinada ao desenvolvimento de Tecnologias para Defesa Nacional, enquanto a segunda tem como foco a Sustentabilidade Econômica da Base Industrial de Defesa (BID).

Segundo a Finep, os recursos poderão ser utilizados em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de novos produtos, criação de protótipos, produção de lotes-piloto, realização de testes, certificações e registro de patentes.

Podem participar da seleção empresas reconhecidas como Empresa Estratégica de Defesa (EED), condição que deve ser mantida durante todo o período de execução do projeto.

Objetivo é fortalecer a indústria nacional

De acordo com o assessor para Assuntos de Inovação da Finep, Ronaldo Carmona, o programa integra os esforços de fortalecimento da indústria brasileira e busca reduzir a dependência de tecnologias desenvolvidas no exterior.

A proposta é incentivar soluções inovadoras em áreas consideradas estratégicas, ampliando a capacidade tecnológica do país e contribuindo para a soberania nacional em setores sensíveis.

O edital também foi apresentado durante a 4ª edição da SC Expo Defense, evento voltado aos segmentos de defesa e segurança realizado em maio na sede da FIESC, em Santa Catarina.

Defesa faz parte da Nova Indústria Brasil

A linha voltada às Tecnologias para Defesa Nacional está alinhada à Missão 6 da Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial lançada pelo Governo Federal em 2024 para orientar o desenvolvimento produtivo brasileiro até 2033.

Entre os objetivos da missão está o fortalecimento da Base Industrial de Defesa, ampliando a autonomia do Brasil em tecnologias estratégicas relacionadas à segurança, defesa e soberania.

Segundo a Finep, o cenário internacional reforça a importância de investimentos em tecnologias críticas, consideradas fundamentais para o desenvolvimento econômico e para a competitividade dos países.

Projetos devem ampliar competitividade da Base Industrial de Defesa

Na modalidade voltada à sustentabilidade da Base Industrial de Defesa, o edital prioriza projetos capazes de aumentar a capacidade produtiva, elevar a competitividade das empresas e consolidar a cadeia industrial do setor.

A expectativa é apoiar iniciativas com potencial de aplicação prática, geração de resultados concretos e impacto econômico, contribuindo para tornar a indústria brasileira de defesa mais eficiente, inovadora e preparada para os desafios futuros.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júnior Somensi

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Tecnologia

China promove Conferência Mundial de Inteligência Artificial 2026 com foco em governança global

A China receberá, em julho, a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA) 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA, em Shanghai. O anúncio foi feito pelo governo chinês, que pretende utilizar o encontro para ampliar o diálogo internacional sobre o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial.

O evento deve reunir representantes de diversos países, especialistas e autoridades para discutir os desafios e as oportunidades da tecnologia, além de fortalecer a cooperação internacional na área.

Cooperação internacional será prioridade

Durante coletiva de imprensa, o vice-chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhou Haibing, afirmou que a conferência será uma oportunidade para aprofundar as parcerias globais relacionadas à IA.

Segundo ele, o avanço da inteligência artificial exige uma atuação conjunta entre os países, já que a governança da tecnologia representa um desafio compartilhado pela comunidade internacional e terá impacto direto no futuro da humanidade.

China defende desenvolvimento responsável da IA

De acordo com Zhou, o governo chinês continuará defendendo o multilateralismo, a cooperação internacional e uma abordagem baseada na abertura e na inclusão para o desenvolvimento da inteligência artificial.

A proposta do país é estimular o uso da tecnologia com foco nas pessoas, conciliando inovação tecnológica com responsabilidade, segurança e benefícios sociais.

Segurança e regulamentação estão entre os principais temas

Além de incentivar o desenvolvimento da IA, a China pretende ampliar as discussões sobre mecanismos de regulamentação e gestão de riscos associados à tecnologia.

O governo também informou que buscará fortalecer a cooperação internacional para criar medidas de prevenção capazes de reduzir ameaças à segurança relacionadas ao uso da inteligência artificial, reforçando sua participação nas iniciativas globais voltadas à governança do setor.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Chen Haoming

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Sustentabilidade

Eco Invest Brasil amplia busca por investimentos na Ásia para impulsionar inovação e transformação ecológica

O Eco Invest Brasil iniciou uma rodada de apresentações na Ásia para atrair novos investimentos destinados à transformação ecológica, à inovação e ao desenvolvimento produtivo do país. A missão, promovida pelo Ministério da Fazenda, começou na China e reúne investidores, instituições financeiras, fundos, empresas e representantes de governos interessados em oportunidades de negócios sustentáveis no Brasil.

A agenda inclui encontros em Xangai e Pequim, onde a delegação brasileira apresenta as oportunidades oferecidas pelo programa, com destaque para o novo leilão voltado à criação de Fundos de Inovação.

Missão fortalece diálogo com instituições financeiras e empresas

Durante a etapa na China, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participa de compromissos ao lado de integrantes da equipe econômica brasileira. A programação contempla o Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes, reuniões bilaterais com investidores e empresas, além de encontros com instituições como o Banco Popular da China, o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, a Renmin University e o Banco da China.

Os debates também abordam temas estratégicos, como finanças verdes, mercado de carbono e transição ecológica, considerados prioritários para ampliar a cooperação entre Brasil e países asiáticos.

Novo leilão prioriza inovação e descarbonização

Um dos principais focos da missão internacional é a divulgação do 5º Leilão do Eco Invest Brasil, que prevê a criação de Fundos de Inovação para conectar investidores, centros de pesquisa, indústria e mercado.

A iniciativa pretende acelerar projetos em setores considerados estratégicos para a economia brasileira, incluindo combustíveis verdes, fertilizantes verdes, minerais críticos, química verde, biomateriais, sistemas de baterias, inteligência artificial, automação industrial e soluções voltadas à descarbonização dos processos produtivos.

Ásia é considerada parceira estratégica para o programa

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a escolha da Ásia como destino da missão reflete o potencial tecnológico, industrial e financeiro da região, especialmente em áreas ligadas à inovação e à economia de baixo carbono.

De acordo com ele, China, Japão e Coreia do Sul concentram importantes centros globais de tecnologia e financiamento de longo prazo, tornando-se parceiros estratégicos para ampliar investimentos em projetos sustentáveis no Brasil.

Japão e Coreia do Sul serão os próximos destinos

Após a etapa na China, a missão seguirá para o Japão e a Coreia do Sul, com agendas previstas em Tóquio e Seul. O objetivo é ampliar o diálogo com mercados que possuem elevada capacidade de investimento e forte presença em cadeias produtivas essenciais para a transformação ecológica.

Integrante do Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, o Eco Invest Brasil já mobilizou mais de R$ 140 bilhões para financiar projetos sustentáveis. Desse total, mais de R$ 63 bilhões deverão ser captados no mercado internacional, reforçando a capacidade do programa de atrair capital estrangeiro de longo prazo para iniciativas ambientais e de inovação.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério da Fazenda

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Evento

Shenzhen amplia relações com o Brasil em conferência de negócios realizada em São Paulo

Representantes dos setores público e privado do Brasil e da China participaram, em São Paulo, de uma conferência voltada ao fortalecimento das relações comerciais e à ampliação das oportunidades de negócios entre os dois países.

Promovido pela cidade chinesa de Shenzhen e pelo distrito de Luohu, o encontro reuniu autoridades, empresários e instituições financeiras para discutir iniciativas ligadas ao comércio internacional, investimentos, infraestrutura, inovação e cooperação econômica.

Mais de 150 participantes estiveram presentes no evento, que teve como foco a construção de novas parcerias e o aprofundamento dos laços entre as duas economias.

Cooperação bilateral ganha destaque

Durante a conferência, o cônsul-geral da China em São Paulo, Yu Peng, ressaltou os avanços alcançados na cooperação econômica sino-brasileira e defendeu a ampliação dos intercâmbios em setores estratégicos.

A presença de representantes governamentais e entidades de promoção comercial foi apontada como um fator importante para estimular a confiança dos investidores e criar um ambiente favorável para novos projetos empresariais.

Segundo integrantes do setor produtivo, o apoio institucional contribui para reduzir barreiras e fortalecer a atração de investimentos estrangeiros no Brasil.

Novo escritório de contato de Shenzhen é inaugurado em São Paulo

Um dos principais anúncios do encontro foi a inauguração do ponto de contato de Shenzhen em São Paulo, iniciativa criada para facilitar a aproximação entre empresas brasileiras, chinesas e latino-americanas.

A estrutura servirá como canal de apoio para organizações interessadas em expandir operações internacionais, além de atuar na conexão entre potenciais parceiros comerciais e investidores.

A expectativa é que o novo espaço contribua para acelerar projetos de cooperação e ampliar a presença de empresas dos dois países em mercados estratégicos.

Empresas destacam oportunidades de negócios

Para representantes do setor empresarial, o evento funcionou como uma importante plataforma de aproximação entre companhias brasileiras e chinesas.

Durante os debates, foram apresentadas oportunidades de negócios e iniciativas voltadas ao fortalecimento da integração econômica, permitindo que empresários conhecessem melhor os ambientes de negócios de Shenzhen, São Paulo e outras regiões do Brasil.

O intercâmbio de experiências também foi apontado como uma ferramenta relevante para impulsionar novos investimentos e ampliar as relações comerciais bilaterais.

Inovação e tecnologia impulsionam novas parcerias

Ao longo da programação, empresas, instituições financeiras e órgãos públicos participaram de painéis e apresentações voltados para temas como cooperação industrial, desenvolvimento sustentável, inovação tecnológica e expansão de investimentos.

Especialistas destacaram que setores como agronegócio, indústria e tecnologia vêm ampliando sua interação com parceiros chineses, criando oportunidades para troca de conhecimento, desenvolvimento de soluções inovadoras e fortalecimento da competitividade empresarial.

A tendência, segundo participantes, é de crescimento dos investimentos chineses no Brasil e do avanço das empresas brasileiras no mercado asiático nos próximos anos.

Cinco acordos de cooperação são assinados

O encontro foi encerrado com a assinatura de cinco acordos de cooperação entre instituições e empresas dos dois países.

Os entendimentos abrangem áreas ligadas ao comércio, prestação de serviços e cooperação institucional, reforçando o compromisso de ampliar as relações econômicas entre Brasil e China.

Com a criação do novo ponto de contato de Shenzhen em São Paulo e a formalização das parcerias, a expectativa é de que os negócios bilaterais ganhem ainda mais impulso nos próximos anos.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Evento

FIESC leva educação, inovação e saúde ocupacional à Expomar 2026 em Itajaí

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) estará presente na Expomar 2026, evento que reúne as cadeias produtivas e de negócios que atendem à pesca, à maricultura e à logística da região. A feira, de 24 a 26 de junho, no Centreventos, em Itajaí (SC), será uma oportunidade de fortalecer o papel institucional da FIESC, divulgar serviços e se aproximar das demandas da região.

Entre as atividades que serão divulgadas no evento, destaca-se o curso técnico em Construção Naval, realizado pelo SENAI em Itajaí, que forma profissionais para controlar e inspecionar o processo de construção naval, supervisionar instalações e montagem de estruturas, além de desenvolver projetos. A formação é presencial, e o início da próxima turma está previsto para agosto.

As equipes também estarão disponíveis para tirar dúvidas sobre a Escola SESI de Referência, localizada em Itajaí, que oferece aos estudantes uma jornada completa de educação básica – do infantil ao ensino médio. A escola apresenta uma proposta pedagógica alinhada às diretrizes do Novo Ensino Médio, baseada no movimento STEAM – Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática.

“Eventos como a Expomar precisam ser incentivados. São uma grande oportunidade de fortalecer o setor e de estarmos cada vez mais perto das demandas da comunidade”, afirma a gerente do SESI, SENAI e IEL na região, Silvana Meneghini.

IA e Segurança do Trabalhador

Quem visitar a FIESC na Expomar também poderá ter acesso a mais informações sobre o SCTEC, um programa do Governo de Santa Catarina, em parceria com o SENAI/SC. A iniciativa visa impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico no estado e capacita o participante para o uso da Inteligência Artificial, preparando-o para construir ou aprimorar sua carreira em tecnologia.

Também será possível conhecer mais detalhes dos serviços de Saúde e Segurança do Trabalho. Por meio deles, o SESI Saúde apoia as empresas no cuidado com os trabalhadores, na promoção de ambientes de trabalho mais seguros e produtivos, no fortalecimento da cultura de segurança e no atendimento às Normas Regulamentadoras. Entre as soluções oferecidas, estão Gestão de Laudos e Programas, Gestão de Absenteísmo, Assessorias e Consultorias, Medicina do Trabalho, Ergonomia, Audiometria Ocupacional e Cursos de NRs.

Fórum Empresarial

No dia 26/06, acontece o Fórum Empresarial FIESC x Expomar, um encontro que debaterá temas importantes para o setor, como reforma tributária, expansão das áreas marinhas protegidas, gestão sustentável e saúde mental em alto-mar. O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, participará da abertura do evento. Dentro da programação, também acontecerá a reunião do Conselho da Indústria de Alimentos e Bebidas da FIESC. Será o primeiro encontro presidido por Rosemeri Francener, que também é CEO da DR Aromas & Ingredientes.

FOTO E TEXTO: Assessoria de Imprensa da FIESC

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