Economia

Economia da China mantém crescimento e amplia oportunidades para comércio e investimentos globais

A economia da China encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento considerado estável pelas autoridades do país, reforçando seu papel como uma das principais locomotivas da economia mundial. O desempenho também fortalece o conceito de “Oportunidade China 2.0”, estratégia que aposta em inovação, abertura comercial e expansão do mercado interno para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento global.

PIB chinês cresce 4,7% no primeiro semestre

A segunda maior economia do planeta registrou crescimento de 4,7% nos seis primeiros meses do ano. O resultado está dentro da meta estabelecida pelo governo chinês para o primeiro ano do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), que prevê expansão entre 4,5% e 5%, com expectativa de desempenho ainda mais robusto ao longo do período.

Segundo o governo, o resultado foi sustentado pelo fortalecimento da atividade econômica mesmo em um cenário internacional marcado por conflitos geopolíticos e incertezas no comércio global.

Comércio exterior e inovação impulsionam a economia

Entre os fatores que sustentaram o crescimento estão o avanço do comércio exterior, que apresentou expansão de dois dígitos no semestre, e a boa safra de grãos de verão, considerada importante para garantir a segurança alimentar do país.

Na área de energia, a China também ampliou sua capacidade de enfrentar oscilações no mercado internacional. Atualmente, as fontes de energia não fósseis representam cerca de 62% da capacidade instalada, fortalecendo a segurança energética e acelerando a transição para uma economia de baixo carbono.

Outro destaque é o investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e inovação, fatores apontados pelo Banco Mundial como essenciais para aumentar a resiliência da economia chinesa diante das interrupções nas cadeias globais de suprimentos.

Novos setores lideram a expansão econômica

A transformação da estrutura econômica também ganhou força em 2026. Segmentos ligados à manufatura avançada, economia digital e serviços modernos responderam por mais de 40% do crescimento econômico no primeiro semestre, refletindo a estratégia chinesa de ampliar atividades com maior valor agregado.

Para as autoridades, esse movimento evidencia a transição da economia para um modelo baseado em inovação, produtividade e desenvolvimento tecnológico.

China amplia abertura comercial

Mesmo diante do aumento do protecionismo e das disputas comerciais em diferentes regiões do mundo, a China manteve a política de abertura econômica.

Um dos exemplos foi a ampliação, em maio deste ano, da tarifa zero para produtos provenientes de todos os países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

Nos primeiros seis meses de 2026, o crescimento das importações superou o das exportações em 8,7 pontos percentuais, indicando uma expansão da demanda interna e maior abertura ao comércio internacional.

“Oportunidade China 2.0” atrai empresas estrangeiras

O fortalecimento da economia chinesa tem impulsionado o conceito de “Oportunidade China 2.0”, expressão utilizada para definir uma nova fase de integração econômica baseada em inovação tecnológica, cooperação internacional e ampliação do mercado consumidor.

Os números reforçam essa tendência. Entre janeiro e maio, foram abertas 25.297 novas empresas com capital estrangeiro na China, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, aproximadamente 4 mil empresas internacionais ampliaram seus investimentos no país.

No setor de veículos de nova energia, grandes montadoras globais também vêm fortalecendo parcerias com empresas chinesas para desenvolver novas tecnologias e ampliar sua competitividade.

Mercado consumidor segue como aposta para o crescimento

O governo chinês também pretende ampliar o consumo doméstico. Um plano recentemente divulgado prevê elevar as vendas do varejo para cerca de 60 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 8,84 trilhões) até 2030.

A estratégia faz parte dos esforços para integrar inovação tecnológica, desenvolvimento industrial e expansão da demanda interna, consolidando a China como um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Segundo o governo, o país seguirá defendendo uma economia global mais aberta, fortalecendo as cadeias internacionais de produção e promovendo a cooperação econômica baseada em inovação e benefícios compartilhados.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Wang Xiang

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Tecnologia

China lança organização global para governança da inteligência artificial e amplia disputa pela liderança em IA

A China pretende dar um novo passo na corrida global pela inteligência artificial (IA) com a criação da Waico (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), entidade que será oficialmente apresentada ainda neste ano. Os detalhes da iniciativa devem ser divulgados durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (Waic), marcada para ocorrer entre os dias 17 e 20 de julho, em Xangai.

A proposta reforça a estratégia chinesa de ampliar sua influência na definição das regras internacionais para o desenvolvimento e o uso da IA, em um momento em que a tecnologia ganha espaço na economia e em diversos setores produtivos.

Organização busca ampliar participação de países em desenvolvimento

A criação de organismos voltados à governança da inteligência artificial não é inédita. Nos últimos anos, diferentes fóruns e acordos internacionais passaram a discutir padrões, regulamentações e diretrizes para o avanço da tecnologia.

Segundo estimativa do Fórum Econômico Mundial, divulgada em janeiro deste ano, a inteligência artificial poderá representar até 14% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até 2030, movimentando cerca de US$ 15,7 trilhões.

Desde 2019, ao menos 13 iniciativas internacionais voltadas ao tema foram lançadas. Entre elas está a Iniciativa Global de Governança de IA, apresentada pela China em 2023, que defendia maior cooperação internacional, compartilhamento de conhecimento e ampliação do acesso às tecnologias de inteligência artificial.

Waico será a principal aposta da China para liderar a governança da IA

A nova organização representa a consolidação institucional dessa estratégia. Com a Waico, o governo chinês pretende assumir um papel de protagonismo na construção das regras globais para a inteligência artificial.

A proposta está baseada em dois pilares principais: ampliar a participação de países que ainda possuem menor desenvolvimento tecnológico e defender a soberania nacional na adoção de políticas relacionadas à IA.

Diferentemente de outras organizações internacionais, frequentemente compostas por economias mais desenvolvidas, a Waico pretende reunir um número maior de participantes e ampliar a representatividade dos países emergentes.

Modelo difere de iniciativas já existentes

A estratégia chinesa busca se diferenciar de iniciativas como a Parceria Global sobre IA (GPAI), os Princípios de IA da OCDE, a Convenção de IA do Conselho da Europa e o Processo de Hiroshima do G7, considerados modelos com participação mais restrita.

A proposta da Waico é oferecer apoio aos países que ficaram atrás na transformação digital impulsionada pela inteligência artificial, ao mesmo tempo em que pretende se tornar um dos principais espaços para debates internacionais sobre o futuro da tecnologia.

Xangai será sede da nova organização internacional

A cidade de Xangai foi escolhida para abrigar a sede da Waico por reunir um dos principais polos chineses de empresas de tecnologia, multinacionais e centros de pesquisa em inteligência artificial.

Segundo o governo chinês, essa estrutura oferece um ambiente favorável para o desenvolvimento de projetos, testes regulatórios e cooperação internacional na área.

Xi Jinping participará da maior conferência de IA do mundo

A criação da Waico foi anunciada inicialmente durante a edição de 2025 da Conferência Mundial de Inteligência Artificial pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

Neste ano, o evento contará pela primeira vez com a presença do presidente Xi Jinping, que deverá destacar a criação da nova organização e reforçar o posicionamento da China como um dos principais protagonistas na construção da governança global da inteligência artificial.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reproduçõão/Poder 360

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Sustentabilidade

Finep lança edital de R$ 300 milhões para projetos de inovação em Defesa e Sustentabilidade

A Finep abriu inscrições para um novo edital de subvenção econômica voltado ao financiamento de projetos inovadores nas áreas de Defesa Nacional e sustentabilidade da Base Industrial de Defesa (BID). A iniciativa disponibiliza R$ 300 milhões para empresas interessadas em desenvolver tecnologias estratégicas, com inscrições abertas até 30 de setembro.

Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a financiadora busca estimular a inovação, fortalecer a indústria nacional e ampliar a autonomia tecnológica do país.

Edital contempla duas linhas de financiamento

As empresas poderão inscrever projetos em duas modalidades. A primeira é destinada ao desenvolvimento de Tecnologias para Defesa Nacional, enquanto a segunda tem como foco a Sustentabilidade Econômica da Base Industrial de Defesa (BID).

Segundo a Finep, os recursos poderão ser utilizados em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de novos produtos, criação de protótipos, produção de lotes-piloto, realização de testes, certificações e registro de patentes.

Podem participar da seleção empresas reconhecidas como Empresa Estratégica de Defesa (EED), condição que deve ser mantida durante todo o período de execução do projeto.

Objetivo é fortalecer a indústria nacional

De acordo com o assessor para Assuntos de Inovação da Finep, Ronaldo Carmona, o programa integra os esforços de fortalecimento da indústria brasileira e busca reduzir a dependência de tecnologias desenvolvidas no exterior.

A proposta é incentivar soluções inovadoras em áreas consideradas estratégicas, ampliando a capacidade tecnológica do país e contribuindo para a soberania nacional em setores sensíveis.

O edital também foi apresentado durante a 4ª edição da SC Expo Defense, evento voltado aos segmentos de defesa e segurança realizado em maio na sede da FIESC, em Santa Catarina.

Defesa faz parte da Nova Indústria Brasil

A linha voltada às Tecnologias para Defesa Nacional está alinhada à Missão 6 da Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial lançada pelo Governo Federal em 2024 para orientar o desenvolvimento produtivo brasileiro até 2033.

Entre os objetivos da missão está o fortalecimento da Base Industrial de Defesa, ampliando a autonomia do Brasil em tecnologias estratégicas relacionadas à segurança, defesa e soberania.

Segundo a Finep, o cenário internacional reforça a importância de investimentos em tecnologias críticas, consideradas fundamentais para o desenvolvimento econômico e para a competitividade dos países.

Projetos devem ampliar competitividade da Base Industrial de Defesa

Na modalidade voltada à sustentabilidade da Base Industrial de Defesa, o edital prioriza projetos capazes de aumentar a capacidade produtiva, elevar a competitividade das empresas e consolidar a cadeia industrial do setor.

A expectativa é apoiar iniciativas com potencial de aplicação prática, geração de resultados concretos e impacto econômico, contribuindo para tornar a indústria brasileira de defesa mais eficiente, inovadora e preparada para os desafios futuros.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júnior Somensi

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Tecnologia

China promove Conferência Mundial de Inteligência Artificial 2026 com foco em governança global

A China receberá, em julho, a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA) 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA, em Shanghai. O anúncio foi feito pelo governo chinês, que pretende utilizar o encontro para ampliar o diálogo internacional sobre o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial.

O evento deve reunir representantes de diversos países, especialistas e autoridades para discutir os desafios e as oportunidades da tecnologia, além de fortalecer a cooperação internacional na área.

Cooperação internacional será prioridade

Durante coletiva de imprensa, o vice-chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhou Haibing, afirmou que a conferência será uma oportunidade para aprofundar as parcerias globais relacionadas à IA.

Segundo ele, o avanço da inteligência artificial exige uma atuação conjunta entre os países, já que a governança da tecnologia representa um desafio compartilhado pela comunidade internacional e terá impacto direto no futuro da humanidade.

China defende desenvolvimento responsável da IA

De acordo com Zhou, o governo chinês continuará defendendo o multilateralismo, a cooperação internacional e uma abordagem baseada na abertura e na inclusão para o desenvolvimento da inteligência artificial.

A proposta do país é estimular o uso da tecnologia com foco nas pessoas, conciliando inovação tecnológica com responsabilidade, segurança e benefícios sociais.

Segurança e regulamentação estão entre os principais temas

Além de incentivar o desenvolvimento da IA, a China pretende ampliar as discussões sobre mecanismos de regulamentação e gestão de riscos associados à tecnologia.

O governo também informou que buscará fortalecer a cooperação internacional para criar medidas de prevenção capazes de reduzir ameaças à segurança relacionadas ao uso da inteligência artificial, reforçando sua participação nas iniciativas globais voltadas à governança do setor.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Chen Haoming

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Sustentabilidade

Eco Invest Brasil amplia busca por investimentos na Ásia para impulsionar inovação e transformação ecológica

O Eco Invest Brasil iniciou uma rodada de apresentações na Ásia para atrair novos investimentos destinados à transformação ecológica, à inovação e ao desenvolvimento produtivo do país. A missão, promovida pelo Ministério da Fazenda, começou na China e reúne investidores, instituições financeiras, fundos, empresas e representantes de governos interessados em oportunidades de negócios sustentáveis no Brasil.

A agenda inclui encontros em Xangai e Pequim, onde a delegação brasileira apresenta as oportunidades oferecidas pelo programa, com destaque para o novo leilão voltado à criação de Fundos de Inovação.

Missão fortalece diálogo com instituições financeiras e empresas

Durante a etapa na China, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participa de compromissos ao lado de integrantes da equipe econômica brasileira. A programação contempla o Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes, reuniões bilaterais com investidores e empresas, além de encontros com instituições como o Banco Popular da China, o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, a Renmin University e o Banco da China.

Os debates também abordam temas estratégicos, como finanças verdes, mercado de carbono e transição ecológica, considerados prioritários para ampliar a cooperação entre Brasil e países asiáticos.

Novo leilão prioriza inovação e descarbonização

Um dos principais focos da missão internacional é a divulgação do 5º Leilão do Eco Invest Brasil, que prevê a criação de Fundos de Inovação para conectar investidores, centros de pesquisa, indústria e mercado.

A iniciativa pretende acelerar projetos em setores considerados estratégicos para a economia brasileira, incluindo combustíveis verdes, fertilizantes verdes, minerais críticos, química verde, biomateriais, sistemas de baterias, inteligência artificial, automação industrial e soluções voltadas à descarbonização dos processos produtivos.

Ásia é considerada parceira estratégica para o programa

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a escolha da Ásia como destino da missão reflete o potencial tecnológico, industrial e financeiro da região, especialmente em áreas ligadas à inovação e à economia de baixo carbono.

De acordo com ele, China, Japão e Coreia do Sul concentram importantes centros globais de tecnologia e financiamento de longo prazo, tornando-se parceiros estratégicos para ampliar investimentos em projetos sustentáveis no Brasil.

Japão e Coreia do Sul serão os próximos destinos

Após a etapa na China, a missão seguirá para o Japão e a Coreia do Sul, com agendas previstas em Tóquio e Seul. O objetivo é ampliar o diálogo com mercados que possuem elevada capacidade de investimento e forte presença em cadeias produtivas essenciais para a transformação ecológica.

Integrante do Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, o Eco Invest Brasil já mobilizou mais de R$ 140 bilhões para financiar projetos sustentáveis. Desse total, mais de R$ 63 bilhões deverão ser captados no mercado internacional, reforçando a capacidade do programa de atrair capital estrangeiro de longo prazo para iniciativas ambientais e de inovação.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério da Fazenda

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Evento

Shenzhen amplia relações com o Brasil em conferência de negócios realizada em São Paulo

Representantes dos setores público e privado do Brasil e da China participaram, em São Paulo, de uma conferência voltada ao fortalecimento das relações comerciais e à ampliação das oportunidades de negócios entre os dois países.

Promovido pela cidade chinesa de Shenzhen e pelo distrito de Luohu, o encontro reuniu autoridades, empresários e instituições financeiras para discutir iniciativas ligadas ao comércio internacional, investimentos, infraestrutura, inovação e cooperação econômica.

Mais de 150 participantes estiveram presentes no evento, que teve como foco a construção de novas parcerias e o aprofundamento dos laços entre as duas economias.

Cooperação bilateral ganha destaque

Durante a conferência, o cônsul-geral da China em São Paulo, Yu Peng, ressaltou os avanços alcançados na cooperação econômica sino-brasileira e defendeu a ampliação dos intercâmbios em setores estratégicos.

A presença de representantes governamentais e entidades de promoção comercial foi apontada como um fator importante para estimular a confiança dos investidores e criar um ambiente favorável para novos projetos empresariais.

Segundo integrantes do setor produtivo, o apoio institucional contribui para reduzir barreiras e fortalecer a atração de investimentos estrangeiros no Brasil.

Novo escritório de contato de Shenzhen é inaugurado em São Paulo

Um dos principais anúncios do encontro foi a inauguração do ponto de contato de Shenzhen em São Paulo, iniciativa criada para facilitar a aproximação entre empresas brasileiras, chinesas e latino-americanas.

A estrutura servirá como canal de apoio para organizações interessadas em expandir operações internacionais, além de atuar na conexão entre potenciais parceiros comerciais e investidores.

A expectativa é que o novo espaço contribua para acelerar projetos de cooperação e ampliar a presença de empresas dos dois países em mercados estratégicos.

Empresas destacam oportunidades de negócios

Para representantes do setor empresarial, o evento funcionou como uma importante plataforma de aproximação entre companhias brasileiras e chinesas.

Durante os debates, foram apresentadas oportunidades de negócios e iniciativas voltadas ao fortalecimento da integração econômica, permitindo que empresários conhecessem melhor os ambientes de negócios de Shenzhen, São Paulo e outras regiões do Brasil.

O intercâmbio de experiências também foi apontado como uma ferramenta relevante para impulsionar novos investimentos e ampliar as relações comerciais bilaterais.

Inovação e tecnologia impulsionam novas parcerias

Ao longo da programação, empresas, instituições financeiras e órgãos públicos participaram de painéis e apresentações voltados para temas como cooperação industrial, desenvolvimento sustentável, inovação tecnológica e expansão de investimentos.

Especialistas destacaram que setores como agronegócio, indústria e tecnologia vêm ampliando sua interação com parceiros chineses, criando oportunidades para troca de conhecimento, desenvolvimento de soluções inovadoras e fortalecimento da competitividade empresarial.

A tendência, segundo participantes, é de crescimento dos investimentos chineses no Brasil e do avanço das empresas brasileiras no mercado asiático nos próximos anos.

Cinco acordos de cooperação são assinados

O encontro foi encerrado com a assinatura de cinco acordos de cooperação entre instituições e empresas dos dois países.

Os entendimentos abrangem áreas ligadas ao comércio, prestação de serviços e cooperação institucional, reforçando o compromisso de ampliar as relações econômicas entre Brasil e China.

Com a criação do novo ponto de contato de Shenzhen em São Paulo e a formalização das parcerias, a expectativa é de que os negócios bilaterais ganhem ainda mais impulso nos próximos anos.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Evento

FIESC leva educação, inovação e saúde ocupacional à Expomar 2026 em Itajaí

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) estará presente na Expomar 2026, evento que reúne as cadeias produtivas e de negócios que atendem à pesca, à maricultura e à logística da região. A feira, de 24 a 26 de junho, no Centreventos, em Itajaí (SC), será uma oportunidade de fortalecer o papel institucional da FIESC, divulgar serviços e se aproximar das demandas da região.

Entre as atividades que serão divulgadas no evento, destaca-se o curso técnico em Construção Naval, realizado pelo SENAI em Itajaí, que forma profissionais para controlar e inspecionar o processo de construção naval, supervisionar instalações e montagem de estruturas, além de desenvolver projetos. A formação é presencial, e o início da próxima turma está previsto para agosto.

As equipes também estarão disponíveis para tirar dúvidas sobre a Escola SESI de Referência, localizada em Itajaí, que oferece aos estudantes uma jornada completa de educação básica – do infantil ao ensino médio. A escola apresenta uma proposta pedagógica alinhada às diretrizes do Novo Ensino Médio, baseada no movimento STEAM – Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática.

“Eventos como a Expomar precisam ser incentivados. São uma grande oportunidade de fortalecer o setor e de estarmos cada vez mais perto das demandas da comunidade”, afirma a gerente do SESI, SENAI e IEL na região, Silvana Meneghini.

IA e Segurança do Trabalhador

Quem visitar a FIESC na Expomar também poderá ter acesso a mais informações sobre o SCTEC, um programa do Governo de Santa Catarina, em parceria com o SENAI/SC. A iniciativa visa impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico no estado e capacita o participante para o uso da Inteligência Artificial, preparando-o para construir ou aprimorar sua carreira em tecnologia.

Também será possível conhecer mais detalhes dos serviços de Saúde e Segurança do Trabalho. Por meio deles, o SESI Saúde apoia as empresas no cuidado com os trabalhadores, na promoção de ambientes de trabalho mais seguros e produtivos, no fortalecimento da cultura de segurança e no atendimento às Normas Regulamentadoras. Entre as soluções oferecidas, estão Gestão de Laudos e Programas, Gestão de Absenteísmo, Assessorias e Consultorias, Medicina do Trabalho, Ergonomia, Audiometria Ocupacional e Cursos de NRs.

Fórum Empresarial

No dia 26/06, acontece o Fórum Empresarial FIESC x Expomar, um encontro que debaterá temas importantes para o setor, como reforma tributária, expansão das áreas marinhas protegidas, gestão sustentável e saúde mental em alto-mar. O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, participará da abertura do evento. Dentro da programação, também acontecerá a reunião do Conselho da Indústria de Alimentos e Bebidas da FIESC. Será o primeiro encontro presidido por Rosemeri Francener, que também é CEO da DR Aromas & Ingredientes.

FOTO E TEXTO: Assessoria de Imprensa da FIESC

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Investimento

Santa Catarina atrai investimento de R$ 250 milhões de uma das maiores empresas de tecnologia médica do mundo

O governador Jorginho Mello anunciou nesta segunda-feira, 1º de junho, que Santa Catarina receberá um investimento de R$ 250 milhões da empresa chinesa Neusoft Medical Systems, uma das maiores companhias globais de tecnologia médica. A iniciativa marca a instalação da primeira unidade produtiva da companhia no Brasil, no município de Porto Belo. O anúncio foi realizado em ato na Casa d’Agronômica.

O projeto terá Porto Belo como base produtiva e operacional da empresa para atender o mercado brasileiro e, futuramente, ampliar a atuação para países da América Latina. A unidade catarinense terá como foco inicial a fabricação de equipamentos de Ressonância Magnética, tecnologia de alta complexidade e valor agregado. Cada equipamento produzido possui valor médio de US$ 2,2 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 10 milhões.

O governador Jorginho Mello destacou a importância da escolha do estado para receber o investimento. “Santa Catarina oferece segurança jurídica, mão de obra qualificada e um ambiente favorável aos negócios. Além de ser o estado mais seguro do país. A chegada da Neusoft Medical Systems representa mais desenvolvimento, inovação e oportunidades para os catarinenses, além de posicionar nosso estado como referência na produção de equipamentos médicos de alta tecnologia”, afirmou.

O anúncio reforça a estratégia do Governo do Estado, por meio da InvestSC, de atrair investimentos internacionais voltados à inovação e à geração de empregos qualificados. A expectativa é de que a operação gere cerca de 100 empregos diretos, além de impulsionar toda a cadeia produtiva ligada ao setor de saúde e tecnologia.

A Neusoft Medical Systems é uma das maiores empresas globais do setor de tecnologia médica, com sede na China. Reconhecida internacionalmente pela inovação aplicada à saúde, a companhia atua no desenvolvimento e fabricação de equipamentos de diagnóstico por imagem utilizados em hospitais e centros de saúde de diversos países.

O projeto no Brasil será desenvolvido em parceria com a empresa argentina Dinan, tradicional distribuidora de equipamentos médicos na América Latina. Além da implantação da fábrica, a empresa assumiu o compromisso de investir 5% do faturamento da operação em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em Santa Catarina.

A iniciativa também prevê a formação de parcerias com universidades catarinenses e programas estratégicos do Governo do Estado, como o Universidade Gratuita e o Programa Catarinense Técnico (CaTec), fortalecendo a integração entre setor produtivo, pesquisa científica e qualificação profissional.

O investimento foi apresentado oficialmente ao Governo de Santa Catarina durante missão institucional realizada à fábrica da Neusoft em Shenyang, na China, e a empresa já está na fase de implantação da operação em Porto Belo.

Participaram ainda do anúncio o embaixador honorário do Estado de Santa Catarina para assuntos da República Popular da China, Bruno Guaresi Maria Machado; o secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert; o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva; o secretário adjunto da Indústria, Comércio e Serviço, Edgard Usuy; o presidente da InvestSC, Gil Prayon; o secretário executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen; o prefeito de Porto Belo, Joel Orlando Lucinda; o CEO Latam e responsável pela Neusoft Medical Systems na América Latina, Brian Liu; o CEO da Dinan Raios X, Adrian Robino; o vice-prefeito de Porto Belo, Ailton Neck; o diretor Latam da Dinan Raios X, Alberto Marioti e o presidente da Câmara de Vereadores de Porto Belo, Jonas Amadeu Raulino.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Leo Munhoz / SecomGOVSC

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ANVISA

Anvisa recebe entidades empresariais dos EUA para discutir inovação e ambiente regulatório

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realizou, na manhã de terça-feira (28/4), uma reunião com representantes de importantes entidades empresariais norte-americanas. O encontro contou com a participação da U.S. Chamber of Commerce e do Brazil-U.S. Business Council, reforçando o diálogo internacional sobre ambiente de negócios, inovação e saúde pública no Brasil.

Diálogo estratégico sobre regulação e investimentos

Durante a reunião, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, destacou a importância de fortalecer a cooperação institucional e aprimorar a eficiência regulatória. Entre os principais temas debatidos, esteve o plano de ação voltado à redução das filas de medicamentos e dispositivos médicos, uma das prioridades da Agência.

Segundo Safatle, a iniciativa busca trazer mais previsibilidade ao setor produtivo e estimular novos investimentos. “Estamos enfrentando a questão das filas para dar mais segurança a quem investe no país”, afirmou.

Inovação e fortalecimento do setor de saúde

Outro ponto abordado foi a atuação do Comitê de Inovação da Anvisa, criado para acompanhar e avaliar tecnologias inovadoras consideradas estratégicas para a saúde pública. A medida integra ações mais amplas ligadas à Nova Indústria Brasil (NIB) e ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS).

Essas estratégias têm como objetivo reduzir vulnerabilidades do Sistema Único de Saúde (SUS), incentivar a produção nacional e ampliar investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Empresas dos EUA ampliam presença no Brasil

A U.S. Chamber of Commerce, considerada a maior entidade empresarial dos Estados Unidos, atua no Brasil por meio do Brazil-U.S. Business Council. O grupo reúne companhias com forte presença no mercado brasileiro, especialmente nos setores farmacêutico, de alimentos e bebidas, tecnologia, logística, energia e bens industriais.

A aproximação entre a Anvisa e essas entidades reforça o interesse mútuo em expandir parcerias e aprimorar o ambiente regulatório no país.

FONTE: Anvisa
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jacqueline Spotto/Anvisa

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Negócios

Grupo BID transforma conhecimento em impacto real na América Latina e Caribe

O Grupo BID publicou em 2025 seu primeiro Relatório Anual de Conhecimento, buscando responder uma pergunta central: o trabalho produzido realmente influencia decisões que moldam resultados de desenvolvimento? A avaliação revelou avanços significativos, reforçando a importância de conectar pesquisa e políticas públicas de forma estratégica.

A instituição vem investindo em sistemas robustos para garantir que o conhecimento seja visível, acionável e alinhado a oportunidades concretas em políticas públicas. Entre as iniciativas estão o Índice de Influência do Conhecimento, uso de IA, reformas de governança e expansão das avaliações de impacto.

Escala de produção e alcance global

Em 2025, o Grupo BID produziu mais de 700 novos conteúdos de conhecimento, consultados mais de 5 milhões de vezes mundialmente. Cerca de 61% dos formuladores de políticas na América Latina e Caribe acessaram essas publicações, e os autores receberam mais de 34 mil citações. Mais de 112 mil pessoas participaram de cursos online, enquanto mil servidores públicos participaram dos Diálogos Regionais de Políticas, reforçando que o conhecimento é a base, e não apenas um complemento, do desenvolvimento.

Impactos concretos de políticas públicas

Os resultados mais expressivos vieram de análises aplicadas a decisões reais:

  • Argentina: Microssimulações sobre subsídios de energia mostraram que US$ 10 bilhões beneficiavam famílias de maior renda. A reformulação proposta protegeu os mais vulneráveis e gerou economia fiscal de 1,3% do PIB.
  • Peru (Lima): Avaliação de transporte público revelou impactos positivos na mobilidade e na renda, especialmente para mulheres em áreas periféricas, orientando a próxima geração de projetos urbanos.
  • México: Anos de pesquisa sobre sistemas trabalhistas e previdenciários contribuíram para reformas estruturais, mostrando que influência em políticas exige presença contínua e confiança construída ao longo do tempo.

Medindo influência com transparência

O Índice de Influência do Conhecimento do BID vai além da quantidade de pesquisa: ele avalia onde a pesquisa é citada – em notícias, artigos acadêmicos, documentos de políticas públicas e operações do banco. Isso permite medir impacto real em políticas e projetos.

O índice variou entre 2020 e 2025, refletindo, entre outros fatores, a atenção extraordinária à pesquisa sobre COVID-19 e mudanças na circulação do conhecimento, incluindo o uso crescente de ferramentas de IA. Pesquisas externas confirmam a liderança do BID em geração de pesquisa e assessoria técnica para governos na região.

Investindo em infraestrutura de conhecimento

Em 2025, o Grupo BID implementou reformas estratégicas para ampliar a influência de seu conhecimento:

  • O Comitê Assessor de Conhecimento coordena agendas entre BID, BID Invest e BID Lab, garantindo qualidade institucional.
  • O Fundo de Inteligência em Efetividade do Desenvolvimento destinou US$ 8 milhões para avaliações de impacto, aumentando a proporção de análises concluídas e aprendizado aplicado.
  • A ferramenta de IA Seek permite consultas baseadas em milhares de publicações revisadas por pares.
  • O Kit de Ferramentas de Influência do Conhecimento incentiva engajamento ativo com formuladores de políticas, substituindo a simples publicação por estratégias de disseminação com impacto.

Essas ações garantiram ao BID o Prêmio Internacional de Gestão do Conhecimento, reconhecendo a eficácia das iniciativas.

Rumo a mais impacto e transformação

O Relatório Anual de Conhecimento de 2025 mostra avanços, mas também lacunas. Conhecimento não aplicado é oportunidade perdida; avaliações não concluídas representam lições não aprendidas. A missão do BID é clara: transformar pesquisa em decisões que melhorem vidas na América Latina e Caribe, fortalecendo sua atuação como Banco de Conhecimento da região.

FONTE: BID
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BID

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