Transporte

Brasil planeja trem de alta velocidade com 350 km/h, o mais rápido da América Latina

O Brasil se prepara para dar um salto histórico na mobilidade com a implantação do trem de alta velocidade mais rápido da América Latina, que promete atingir 350 km/h e conectar as principais cidades do Sudeste. O projeto, ainda em fase de planejamento, prevê ligar Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, oferecendo uma alternativa moderna, rápida e sustentável para os deslocamentos entre as regiões mais movimentadas do país.

Com previsão de conclusão do trajeto em cerca de duas horas, o novo sistema deve reduzir drasticamente o tempo de viagem e aliviar os congestionamentos nas rodovias que interligam as metrópoles.

Impacto no transporte e na economia brasileira

O Trem de Alta Velocidade (TAV) brasileiro representa uma verdadeira revolução na infraestrutura nacional. Além de diminuir o tempo de viagem, a iniciativa promete reduzir o fluxo de veículos na rodovia que liga o Rio a São Paulo e estimular o crescimento econômico das regiões envolvidas.

Com 510 quilômetros de extensão, o projeto é considerado um dos maiores investimentos ferroviários da história do continente. Estima-se que o custo total varie entre 10 e 20 bilhões de dólares, consolidando o Brasil como protagonista em inovação no transporte de passageiros.

Principais características do trem de alta velocidade

O empreendimento combina tecnologia, segurança e sustentabilidade. O trajeto contará com túneis e viadutos, projetados para garantir máxima eficiência e conforto durante o percurso.

Entre os destaques do projeto:

  • Extensão total de 510 quilômetros, ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro;
  • Velocidade operacional máxima de 350 km/h;
  • Investimento estimado entre 10 e 20 bilhões de dólares;
  • Início das obras previsto para 2027 e operações em 2032.

Alinhamento com tendências globais de transporte

Inspirado em sistemas de alta tecnologia do Japão e da Europa, o TAV brasileiro busca modernizar a mobilidade e reduzir impactos ambientais, seguindo padrões internacionais de eficiência. A iniciativa reflete uma visão de futuro que integra inovação tecnológica, urbanização e sustentabilidade.

Previsto para entrar em operação em 2032, o trem de alta velocidade não é apenas um marco da engenharia, mas um símbolo do avanço da infraestrutura nacional. Ao conectar as principais cidades com rapidez e segurança, o projeto deve impulsionar o desenvolvimento econômico e transformar a experiência de transporte no Brasil.

FONTE: O Antagonista
TEXTO: Redação
IMAGEM: Deposit Photos/Liufuyu

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Inovação

Amazon amplia rede logística no Brasil e alcança 250 centros de distribuição em 2025

Expansão histórica reforça presença da Amazon no e-commerce brasileiro

A Amazon atingiu a marca de 250 centros logísticos espalhados por todos os estados do Brasil, consolidando um dos maiores crescimentos da sua operação no país. A expansão, que adicionou mais de 100 novas unidades apenas em 2025 — o equivalente a dois novos centros por semana —, faz parte da estratégia de acelerar prazos de entrega, ampliar a capacidade de armazenamento e fortalecer a presença da empresa no comércio eletrônico nacional.


Investimentos bilionários e foco em inovação

Somente em 2024, a companhia investiu R$ 13,6 bilhões em inovação, automação e no apoio a vendedores locais. Hoje, a operação brasileira da Amazon emprega mais de 36 mil profissionais, entre funcionários diretos e indiretos.

“Nosso DNA nos permitiu ser uma empresa de alto crescimento, atenta às nuances locais e preparada para continuar em ritmo acelerado”, afirmou Juliana Sztrajman, presidente da Amazon Brasil.


Apoio a empreendedores e redução de custos

A expansão logística veio acompanhada de medidas voltadas aos mais de 100 mil vendedores parceiros da plataforma. A Amazon anunciou a gratuidade do programa Fulfillment by Amazon (FBA) até dezembro e reduziu taxas de outros serviços, como o Delivery By Amazon (DBA) e o FBA Onsite.

Segundo a empresa, o objetivo é facilitar o acesso dos empreendedores à infraestrutura logística da Amazon, ampliando o alcance de seus produtos para consumidores em todo o país e no exterior.


Inteligência artificial impulsiona operações

A implementação de inteligência artificial e automação foi essencial para acelerar a transformação logística no Brasil. Em apenas seis anos, a Amazon passou de um único centro de distribuição para 250, reduzindo em 77% o tempo médio de implantação de novas unidades.

Além da expansão física, o catálogo de produtos também cresceu de 1 milhão para 180 milhões de itens, sendo 30 milhões adicionados somente em 2025.


Cobertura nacional e experiência aprimorada

Com uma rede logística totalmente distribuída, a Amazon afirma alcançar 100% dos municípios brasileiros. Outro destaque é que 78% das vendas do marketplace ocorrem fora do estado de origem dos vendedores, demonstrando a abrangência e eficiência do modelo.

“Com nossa rede logística e tecnologia em todo o país, estamos acelerando entregas e aprimorando a experiência dos clientes”, reforça Sztrajman.

Fonte: Com informações da Amazon Brasil.
Texto: Redação

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Comércio Exterior, Tecnologia

Tendências globais 2026: como a tecnologia está transformando o comércio exterior

Nos últimos anos, o comércio exterior deixou de ser apenas uma operação logística para se tornar um ambiente altamente tecnológico, data driven e orientado à eficiência. Em 2025, o setor vive uma aceleração histórica: inteligência artificial generativa, automação aduaneira e integração digital entre empresas e governos estão redefinindo o fluxo global de mercadorias e informações. Diante desse cenário, o que esperar para 2026?

Documentos passam a ser gerados automaticamente, cadeias de suprimento são monitoradas em tempo real e a previsibilidade se torna o principal diferencial competitivo. Em um cenário onde velocidade, precisão e integração de dados são essenciais, a pergunta que surge é: como as empresas brasileiras podem se preparar para esse novo comércio exterior?

Para aprofundar essa discussão, o ReConecta News conversou com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência, atuando de forma estratégica na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que unem expertise técnica a tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital, transformando dados em decisões estratégicas e potencializando resultados internacionais. Com domínio de seis idiomas (inglês, espanhol, mandarim, italiano, francês e português), ela conduz negociações multinacionais com fluidez e alto nível técnico, sendo reconhecida por antecipar tendências e traduzir complexidade em estratégias práticas. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo. 

A seguir, você confere a entrevista completa:

1. Quais as principais tendências globais no comércio exterior em 2026?

MARIANA – O comércio internacional passa por uma transformação estrutural com a incorporação de inteligência artificial generativa, blockchain e plataformas de integração digital entre exportadores, despachantes e autoridades aduaneiras. Cadeias de suprimento tornam-se mais transparentes e preditivas, com sistemas que antecipam gargalos logísticos, otimizam câmbio e reduzem custos operacionais. A digitalização total da documentação, aliada à automação de compliance, cria um ecossistema global onde a velocidade da informação é o principal ativo competitivo.

2. Como a IA generativa está transformando o setor?

MARIANA – A IA generativa permite simular cenários de exportação, gerar documentos aduaneiros e criar relatórios financeiros e contratuais com base em padrões históricos e normativos. Além disso, ela oferece capacidade preditiva para variação cambial, riscos de mercado e comportamento de demanda global. O desafio está na validação técnica dessas informações, exigindo profissionais com domínio das normas internacionais, parametrização de sistemas e capacidade de interpretar resultados de modelos complexos.

3. Quais países estão liderando essa transformação?

MARIANA – China, Singapura e Estados Unidos lideram a integração de IA no comércio exterior, com sistemas aduaneiros autônomos e baseados em machine learning. Singapura, por exemplo, opera um modelo de despacho digital com verificação automática de origem e classificação tarifária. O Brasil avança nesse sentido por meio do Portal Único de Comércio Exterior, mas ainda enfrenta defasagem tecnológica em integração de dados e padronização entre órgãos fiscalizadores.

4. O que as empresas brasileiras precisam fazer para acompanhar esse movimento?

MARIANA – É indispensável investir em consultorias especializadas que unam conhecimento técnico de comércio exterior e experiência em automação digital. A adequação de processos internos, parametrização de sistemas ERP e integração com APIs governamentais são passos críticos para reduzir custos e aumentar previsibilidade operacional. Além disso, profissionais devem compreender profundamente regimes aduaneiros e tributários para aplicar a tecnologia com segurança jurídica.

5. Há risco de substituição de profissionais pela IA?

MARIANA – A IA não elimina profissionais, mas redefine suas funções. O analista de comércio exterior torna-se um gestor de dados e estratégias, responsável por interpretar insights gerados por sistemas inteligentes. O conhecimento técnico em normas, tarifas, regimes fiscais e tratados comerciais continua essencial, mas agora precisa ser aliado a competências em ciência de dados e gestão de automação.

6. Como a automação aduaneira está evoluindo?

MARIANA – A automação aduaneira está consolidando-se com o uso de big data, reconhecimento de padrões e integração digital entre exportadores e órgãos públicos. O Portal Único, por exemplo, passa a utilizar validação automática de documentos e interoperabilidade com sistemas de logística e transporte. Isso reduz tempo de despacho e aumenta a rastreabilidade das operações, mas exige adequação tecnológica e capacitação contínua dos profissionais envolvidos.

7. Qual a importância da atualização profissional nesse cenário?

MARIANA – Manter-se atualizado é uma questão de sobrevivência estratégica. O domínio de normas internacionais, ferramentas digitais e novas regulamentações é indispensável para garantir eficiência operacional e evitar sanções. Consultorias experientes atuam como catalisadoras desse processo, orientando empresas na interpretação das mudanças e na implementação de soluções tecnológicas seguras e escaláveis.

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Inovação

eComex lança ferramenta que estrutura dados e impulsiona o uso de IA no comércio exterior

Com foco em modernizar o comércio exterior e a logística internacional, a D2P, startup integrante da eComex, apresentou o Comex Statistics — uma nova solução tecnológica voltada à organização de dados e à integração com inteligência artificial (IA). O sistema tem como objetivo transformar informações dispersas em insights estratégicos e facilitar o uso da IA em empresas do setor.

Tecnologia que centraliza e automatiza informações

O Comex Statistics é uma ferramenta plug and play, integrada aos principais ERPs do mercado e ao sistema de comércio exterior do governo brasileiro. Atuando como um BI (Business Intelligence) automatizado, o software captura, padroniza e analisa dados de diversas etapas da operação de comércio exterior, sem necessidade de digitação manual.

Os resultados são apresentados em dashboards interativos, que oferecem uma visão completa das operações, incluindo indicadores de tempo médio de desembaraço, custos logísticos, prazos, modais de transporte e distribuição geográfica.

Inteligência Artificial e dados estruturados

De acordo com André Barros, CEO da eComex e da D2P, a nova tecnologia surge em um cenário no qual a organização de dados é essencial para o uso eficiente da Inteligência Artificial. Ele destaca que o Comex Statistics prepara as informações de diferentes origens para alimentar sistemas de IA de forma estruturada e segura.

Barros cita dados da Câmara de Comércio Internacional, que aponta a circulação diária de cerca de 4 bilhões de documentos no comércio global. Esse volume, aliado à falta de padronização e ao uso de planilhas manuais, como o Excel, representa um desafio para a eficiência e o crescimento das empresas do setor.

“Sem dados, não há IA. E a IA só gera resultados quando os dados estão organizados, conectados e governados”, ressalta o executivo.

Mercado mais competitivo e digital

O Comex Statistics também permite a análise detalhada de cada item comercializado e a comparação entre diferentes importações de um mesmo produto. Segundo Barros, essa capacidade analítica é crucial em um contexto marcado por tensões geopolíticas, disputas tarifárias, pandemias e o avanço das agendas ESG e de descarbonização.

O executivo reforça que tecnologias como a IA são indispensáveis para garantir competitividade e gestão estratégica em um mercado global cada vez mais dinâmico.

Aquisição que impulsionou a inovação

A eComex consolidou sua posição de liderança em 2023 ao adquirir a D2P, avaliada em R$ 20 milhões. A fusão das duas empresas fortaleceu o portfólio de soluções e acelerou o processo de transformação digital no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Infor Channel
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infor Channel

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Tecnologia

Itajaí participa de missão internacional de tecnologia e inovação na China

O município de Itajaí fará parte da Missão Internacional China 2025, organizada pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), com foco em inovação, tecnologia e governança urbana. A comitiva da Associação de Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri) viaja ao país asiático entre os dias 8 e 17 de novembro, com a presença do prefeito Robison Coelho, que também preside o Consórcio Multifinalitário da Amfri.

A missão tem como objetivo capacitar lideranças políticas da região em temas estratégicos para o desenvolvimento urbano e econômico sustentável. Durante a estadia, os representantes visitarão principais cidades chinesas, empresas de tecnologia e fábricas de referência mundial.

Itajaí busca parcerias e soluções em tecnologia e sustentabilidade

O prefeito Robison Coelho participará do China Hi-Tech Fair, uma das maiores feiras globais de inovação e tecnologia, com destaque para soluções em mobilidade urbana, energia limpa, meio ambiente e infraestrutura inteligente. O evento será uma oportunidade para identificar práticas aplicáveis em Itajaí e fortalecer o intercâmbio de conhecimento com cidades chinesas de alta performance tecnológica.

Além da programação da Fepese, Coelho e o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, João Paulo Kowalsky, realizarão visitas às cidades de Linyi e Guangzhou, nos dias 10 e 11 de novembro. As agendas incluem reuniões institucionais e articulações para futuras parcerias culturais e econômicas.

Cooperação internacional e desenvolvimento regional

Após as visitas individuais, os representantes itajaienses retomarão a programação oficial em Hong Kong e Shenzhen, onde estão previstas visitas a centros de inovação, empresas de inteligência artificial e equipamentos públicos tecnológicos.

“O propósito dessa viagem é claro: buscar conhecimento e parcerias que tornem Itajaí uma cidade mais moderna, sustentável e inteligente. Vamos conhecer indústrias e projetos que são referência mundial e trazer ideias que melhorem a qualidade de vida da nossa população”, afirmou Robison Coelho.

FONTE: Blog do Prisco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jader Liberal/Secom Itajaí

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Negócios

WEG anuncia mudanças na diretoria e cria nova vice-presidência para acelerar expansão internacional

A WEG anunciou uma ampla reorganização em sua diretoria executiva, com o objetivo de fortalecer a estratégia de crescimento internacional e impulsionar a inovação tecnológica. As alterações passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2026 e incluem a criação de uma nova vice-presidência e ajustes nas atribuições de cargos que se reportam diretamente à presidência.

De acordo com comunicado ao mercado, os atuais diretores executivos que integram o comitê executivo passarão a ter status de vice-presidentes. As mudanças não alteram a estrutura estatutária da administração, mas buscam aprimorar a governança e a eficiência operacional da multinacional catarinense.

Nova vice-presidência de tecnologia

Entre as principais novidades está a criação da Vice-Presidência de Tecnologia, que terá como foco “definir diretrizes estratégicas para o desenvolvimento tecnológico e identificar sinergias entre produtos e soluções”, segundo a WEG.

A nova área será responsável por dar suporte a todas as unidades de negócio da companhia e será liderada por José Bastos Grillo, atual diretor da unidade de Negócio Digital & Sistemas.

Unificação de unidades e reforço na automação

Outra mudança relevante é a unificação das divisões de Automação e Digital & Sistemas, que formarão uma nova unidade de negócio. A liderança ficará a cargo de Manfred Peter Johann, atual diretor da unidade de Automação.

Dentro dessa estrutura, será criada uma nova diretoria de vendas voltada para os segmentos de drives e controles, sob o comando de Elder Jurandir Stringari, profissional com ampla experiência no setor e atualmente diretor da Divisão Internacional.

Novos nomes na liderança internacional

Com a movimentação, Anderson Fernandes assumirá o lugar de Elder na Divisão Internacional. Engenheiro elétrico e colaborador da WEG desde 1997, Fernandes possui trajetória consolidada nas áreas comercial internacional e de máquinas elétricas de grande porte.

Ele também liderou a WEG Electric Machinery, nos Estados Unidos, em 2014, e desde 2019 atua como diretor global de vendas da unidade de Energia, responsável por negócios de motores e geradores de alta tensão.

Estratégia de expansão global

Segundo a WEG, o objetivo das mudanças é “otimizar recursos e estruturas — industriais, comerciais e administrativas — e sustentar o plano de expansão internacional da companhia”. A empresa reforça que as alterações fazem parte de uma estratégia de longo prazo voltada à inovação, competitividade global e crescimento sustentável.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/WEG

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Comércio Exterior

FCCE celebra 75 anos e defende transição do Brasil para exportações de maior valor agregado

A Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE) comemorou seus 75 anos de fundação em um evento que reuniu representantes empresariais e diplomáticos de diversos países, consolidando sua posição como a entidade mais antiga dedicada à promoção do comércio exterior brasileiro.

Durante a cerimônia, o vice-presidente da FCCE, Marco Aurélio Kühner, ressaltou a importância histórica da federação e apresentou resultados expressivos da atuação internacional da instituição. “Somos a associação de classe mais antiga voltada à promoção do comércio exterior. A FCCE nasceu para conectar o Brasil ao mundo e continua cumprindo esse papel com excelência”, afirmou Kühner.

Fundada em 1950, a federação conta atualmente com 65 câmaras bilaterais e 22 conselhos temáticos, que trabalham em parceria com embaixadas e consulados para fortalecer a internacionalização das empresas brasileiras.

Kühner apresentou dados que demonstram o alcance global da federação. Segundo ele, a FCCE já promoveu mais de 200 seminários com representantes de 60 países diferentes e recebeu, somente no último ano, 80 missões empresariais e diplomáticas de diversos continentes. Essas ações refletem o aumento do interesse internacional pelo mercado brasileiro e reforçam o papel da FCCE na criação de pontes comerciais estratégicas.

Durante o evento, o vice-presidente recebeu uma homenagem de um empresário colombiano da Sublay S/A, que destacou o apoio da federação às empresas latino-americanas e mencionou parcerias estabelecidas no Panamá, Colômbia e Uruguai, além do avanço das exportações brasileiras para a África, especialmente para o Marrocos.

Entre as principais metas da FCCE está a mudança da pauta exportadora brasileira, com foco na agregação de valor. “Queremos promover a transição do Brasil de um país exportador de commodities para um exportador de produtos com inovação e sustentabilidade”, destacou Kühner.

A proposta busca fortalecer setores tecnológicos e industriais, reduzindo a dependência de produtos primários e impulsionando a competitividade global do país. A federação também defende a adoção de práticas sustentáveis e de economia verde, alinhadas às tendências do comércio internacional.

A FCCE baseia sua estratégia em três eixos principais: mentoria empresarial, com orientação estratégica sobre mercados e adequações regulatórias; capacitação profissional, com programas sobre legislação, logística e negociação internacional; e internacionalização, oferecendo suporte técnico e conexões com parceiros estrangeiros.

Além disso, a federação mantém serviços de consultoria e apoio ao financiamento, auxiliando empresas brasileiras a acessar linhas de crédito e programas de incentivo à exportação. “Nosso papel é ajudar as empresas a encontrarem novos mercados e fontes de funding para sua expansão global”, explicou Kühner.

Reconhecida internacionalmente, a FCCE reafirma seu compromisso em tornar o comércio exterior brasileiro mais competitivo, sustentável e inovador. As parcerias com países da América Latina e da África demonstram a força da diplomacia econômica conduzida pela federação.

Aos 75 anos, a instituição segue focada em preparar o Brasil para uma nova era do comércio internacional, marcada por tecnologia, diversificação e responsabilidade ambiental.

FONTE: Última Hora
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Última Hora

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Informação

MDIC estende consulta pública sobre equipamentos de Data Centers elegíveis ao Redata

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prorrogou até o dia 29 de outubro o prazo da tomada de subsídios que vai definir quais equipamentos de Data Centers poderão receber isenção tributária dentro do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata).

A consulta, aberta a empresas, associações e à sociedade civil, está disponível na plataforma Brasil Participativo e também vai contribuir para a formulação dos critérios de sustentabilidade ambiental do programa.

Consulta busca definir critérios técnicos e sustentáveis

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, a participação do setor é essencial para o sucesso do programa.

“O sucesso e a efetividade do Redata dependem da precisão técnica dessa tomada de subsídios. Precisamos da contribuição detalhada do ecossistema para refinar a lista de equipamentos elegíveis e estabelecer critérios que incentivem investimentos em Data Centers sustentáveis e fortaleçam a cadeia digital brasileira”, destacou.

A iniciativa tem como objetivo estimular a instalação, expansão e modernização de Data Centers no país, por meio de duas diretrizes principais:

  • Tecnologia e Tributação: detalhar os equipamentos de hardware, software e infraestrutura que devem integrar a lista de isenção tributária do Redata;
  • Sustentabilidade como Requisito: sugerir parâmetros de eficiência energética e hídrica, uso de energias renováveis e boas práticas ambientais que se tornarão obrigatórios para adesão ao regime.

As contribuições devem ser enviadas exclusivamente pelo formulário disponível no portal Brasil Participativo.

Redata: incentivo à transformação digital e à Indústria 4.0

Criado pela Medida Provisória assinada em 17 de setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Redata integra a Política Nacional de Data Centers (PNDC), vinculada à Nova Indústria Brasil (NIB), dentro da Missão 4 – Transformação Digital.

O programa busca fortalecer a infraestrutura digital nacional e impulsionar setores estratégicos da Indústria 4.0, como computação em nuvem, inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT) e fábricas inteligentes (smart factories).

Além dos incentivos fiscais, o Redata estabelece contrapartidas em pesquisa e desenvolvimento, incentiva a produção local de tecnologia e promove a desconcentração regional ao reduzir exigências para investimentos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O que é uma tomada de subsídios

A tomada de subsídios é um instrumento de participação social que permite ao governo coletar dados técnicos e sugestões antes da regulamentação de uma medida. O processo busca transparência e colaboração entre poder público, empresas, especialistas e academia.

No caso do Redata, esse mecanismo garante que a lista de equipamentos e os critérios de sustentabilidade reflitam as necessidades reais do setor tecnológico, direcionando os benefícios fiscais de forma estratégica para o fortalecimento da infraestrutura de dados no Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Inovação

Imersão da FIESC impulsiona setor moveleiro de Santa Catarina com foco em design e inovação

Diante dos desafios impostos pelas barreiras comerciais internacionais, o polo moveleiro de São Bento do Sul recebeu, nos dias 21 e 22 de outubro, a primeira Imersão da Academia FIESC de Negócios, iniciativa voltada a fortalecer a competitividade das indústrias de móveis de Santa Catarina.

O encontro, realizado na sede do Sindicato das Indústrias Moveleiras (Sindusmobil), reuniu dez empresas de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho. A proposta foi transformar as dificuldades econômicas em oportunidades de inovação, reposicionamento e abertura de novos mercados.

“É uma oportunidade ímpar de repensar os negócios e buscar novas perspectivas de desenvolvimento”, destacou Arnaldo Huebl, vice-presidente da FIESC para o Planalto Norte, na abertura do evento.

Design e valor de marca como diferenciais competitivos

A imersão contou com a curadoria do designer Célio Teodorico, da Studio 566 Design, que conduziu uma jornada de conhecimento sobre design, valor de marca e diferenciação de produto. Especialistas do Observatório FIESC também apresentaram análises sobre o cenário internacional do setor moveleiro.

Para Djoni Kurowsky, diretor da Móveis Paulo, o caminho para o crescimento está na criação de produtos únicos.

“Precisamos oferecer diferenciais e adaptar o design brasileiro às preferências dos mercados-alvo. Essa iniciativa abre horizontes para novos nichos de atuação”, afirmou.

Segundo dados da ApexBrasil, empresas que investem em design aumentam em até 25% o valor percebido de seus produtos e ampliam em 20% suas exportações.

“A imersão nos ajudou a desenvolver produtos com design mais assertivo, voltados aos mercados interno e externo”, explicou Leila Tenfen Vantowsky, diretora da Móveis Caftor, de Rio Negrinho.

Celiane Grossl Minikovski, da Gromóveis, de Campo Alegre, destacou o impacto direto nas estratégias digitais. “O projeto tem contribuído para ajustar nossos produtos à exportação e ampliar a presença no mercado nacional”, afirmou.

Planejamento estratégico e acompanhamento individual

A estratégia da Academia FIESC de Negócios vai além da capacitação. Antes da imersão, cada empresa passou por um diagnóstico detalhado de seus desafios e oportunidades. A próxima etapa prevê visitas presenciais às indústrias, elaboração de briefings de novos produtos e prototipagem física de até três projetos por empresa.

O programa ainda inclui estudos de mercado, apoio técnico especializado e plano de desenvolvimento estratégico individual. Participaram da imersão as empresas Ativa Indústria de Móveis, Inter Link do Brasil, Móveis Grossl, Móveis Paulo, Móveis Serraltense, Móveis Weihermann, Gromóveis, Herli Móveis, Móveis Caftor e Móveis Quater.

São Bento do Sul reforça liderança como polo exportador de móveis

O polo moveleiro de São Bento do Sul, que também engloba Campo Alegre e Rio Negrinho, foi o primeiro a receber a iniciativa por ser o maior exportador de móveis do Brasil — e também um dos mais afetados pelo tarifaço americano.

De acordo com o Observatório FIESC, entre janeiro e setembro de 2025, as indústrias da região exportaram US$ 63,5 milhões, sendo 50,11% destinados aos Estados Unidos. O polo reúne 398 empresas — 312 do setor moveleiro e 86 da indústria madeireira — e emprega mais de 8 mil trabalhadores.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGENS: Julio Gomes

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Industria

Indústria brasileira visita Grupo Alibaba e Porto de Shenzhen em missão liderada pela FIESC

Uma comitiva de empresários brasileiros, liderada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), está em missão à China para estreitar laços comerciais e conhecer alguns dos principais centros de tecnologia e comércio do país asiático. Entre as visitas realizadas estão a sede do Grupo Alibaba, gigante mundial do e-commerce, e o Porto de Shenzhen, o quarto maior do mundo em movimentação de contêineres.

Participam da missão representantes de indústrias de seis estados brasileiros, atuantes nos setores de ferramentas, pavimentação, tecnologia da informação, máquinas e equipamentos, software e educação. A cidade de Shenzhen, no sul da China, é reconhecida como o “Vale do Silício chinês”, referência global em inovação tecnológica e desenvolvimento industrial.

Canton Fair reúne mais de 1 milhão de novos produtos

Além da agenda em Shenzhen, o grupo participou da Canton Fair, considerada a maior feira comercial da China, sediada em Guangzhou. A edição atual reúne mais de um milhão de novos produtos e 1,1 milhão de itens com propriedade intelectual independente.

Das 175 seções de exposição, 18 são dedicadas às tecnologias inteligentes, apresentando mais de 350 mil produtos inovadores. O evento também oferece fóruns sobre inteligência artificial, comércio digital e automação industrial, com foco na modernização e competitividade das empresas — temas de grande interesse para a indústria brasileira.

Cooperação institucional e oportunidades de negócios

Durante a missão, a delegação participou de uma reunião com Laís Solano, segunda-secretária do Consulado-Geral do Brasil em Cantão, e Arthur Guimarães, gerente da Câmara Chinesa de Comércio do Brasil. O encontro abordou aspectos da geografia e economia chinesa, com destaque para o PIB, as principais cidades industriais e as oportunidades de negócios bilaterais entre Brasil e China.

Retorno da comitiva

A missão empresarial encerra suas atividades nesta terça-feira, 21 de outubro, com o retorno da comitiva ao Brasil após uma semana de visitas técnicas e rodadas de networking.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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