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Falta de dragagem no Porto de Itajaí limita operação e competitividade

A ausência de dragagem adequada no canal de acesso ao complexo portuário de Itajaí-Açu (SC) tem impactado a operação de navios de maior porte. Dados da Marinha do Brasil indicam que o canal está com profundidade até 0,7 metro inferior ao nível considerado ideal para a região.

Atualmente, a maior profundidade registrada é de 13,8 metros, medida válida no canal externo até 25 de fevereiro de 2026. O parâmetro técnico recomendado, no entanto, é de 14,5 metros, o que permitiria ampliar a capacidade operacional dos portos locais.

Assoreamento e chuvas intensas afetam o canal de acesso

Empresas que operam terminais na região relatam que o volume elevado de chuvas, aliado à falta de dragagem contínua, contribuiu para o assoreamento do canal de acesso, dificultando a atracação de embarcações em determinados momentos.

A administração do Porto de Itajaí, por sua vez, informa que o canal permanece em condições de navegabilidade, classificado como “praticável” pela Autoridade Marítima, e afirma que não houve cancelamento de escalas por conta da profundidade, mantendo a programação operacional.

Ganho de capacidade pode chegar a 30% por embarcação

O aprofundamento do canal de acesso tem impacto direto no potencial logístico do porto. Em Itajaí, a profundidade ideal permitiria receber navios porta-contêineres com capacidade entre 8.000 e 12.000 TEUs, padrão do transporte marítimo internacional.

Segundo estimativas do setor, o acréscimo de 0,7 metro na profundidade pode resultar em um aumento de 10% a 30% na capacidade de carga por navio, reduzindo cortes operacionais e ampliando a competitividade do Porto de Itajaí em rotas de longo curso.

Responsabilidade pela dragagem e entraves financeiros

No Brasil, a responsabilidade pela dragagem portuária é das autoridades que administram cada porto, explica o advogado James Winter, do escritório Macedo e Winter. Em Santos, a atribuição é da Autoridade Portuária de Santos (APS); em Itajaí, cabe à Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia).

Em 2024, um débito acumulado de R$ 35 milhões com a empresa Van Oord, responsável pela dragagem, levou à suspensão dos serviços no canal. Para evitar a paralisação total, a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) quitou dívidas herdadas da gestão anterior.

Acordo viabiliza retomada das obras de dragagem

A retomada da dragagem ocorreu após intervenção do Ministério de Portos e Aeroportos, com mediação da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), que resultou em um acordo de quitação.

O terminal Portonave, dependente do canal de acesso, assumiu o compromisso de pagar pendências referentes aos meses de novembro e dezembro de 2024, além de janeiro e fevereiro de 2025. Em contrapartida, a SPI poderá compensar esses valores em futuras cobranças pelo uso da infraestrutura portuária ao longo de 12 meses, a partir de março de 2025.

Com o acordo firmado, os contratos foram reativados e as dragas voltaram a operar no canal e nas bacias de evolução, permitindo a normalização das atividades.

Contrato de dragagem perto do vencimento preocupa operadores

Outro ponto de atenção para as empresas da região é o término do atual contrato de concessão da dragagem, previsto para fevereiro de 2026, sem que haja, até o momento, um edital de licitação aprovado.

O diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, defende uma solução urgente para garantir a continuidade do serviço, além de melhorias estruturais na bacia de evolução, área essencial para a manobra de grandes embarcações.

Remoção do navio Pallas é considerada estratégica

Entre as intervenções apontadas como prioritárias está a segunda etapa de ampliação da bacia de evolução, necessária para receber navios de até 400 metros, e a retirada do casco soçobrado do navio Pallas.

Construído em 1891, o cargueiro naufragou em 1893, na foz do Rio Itajaí-Açu, durante a Revolta da Armada. Seus destroços permanecem submersos há mais de 130 anos e, apesar de parcialmente cobertos por sedimentos, ainda representam um obstáculo à navegação de grandes embarcações.

A administração do Porto de Itajaí planeja a remoção do Pallas como parte da expansão do canal de acesso. O processo envolve estudos técnicos e arqueológicos, devido ao valor histórico da embarcação, e é considerado fundamental para ampliar a capacidade logística, fortalecer a infraestrutura portuária e aumentar a competitividade do porto no cenário nacional e internacional.

O QUE DIZ O PORTO DE ITAJAÍ

“NOTA OFICIAL – PORTO DE ITAJAÍ

“A Superintendência do Porto de Itajaí vem a público esclarecer informações incorretas publicadas na matéria intitulada ‘Falta de dragagem em Itajaí (SC) atrapalha operação portuária’, veiculada pelo portal Poder360. Não procede a informação de que a falta de dragagem esteja prejudicando as operações do Porto de Itajaí. O canal de acesso ao Porto encontra-se em condições de navegabilidade, classificado como “PRATICÁVEL” pela Autoridade Marítima, conforme informações oficiais do sistema da praticagem. Desde a retomada das operações, o Porto de Itajaí não deixou de receber nenhum navio em razão de dragagem, mantendo sua programação operacional normalmente, uma vez que o canal de acesso está 100%.

“Sobre a dragagem
Os serviços de dragagem do canal de acesso estão são executados continuamente pela empresa Van Oord, como rotina de manutenção. Santa Catarina vem enfrentando, nos últimos meses, eventos climáticos extremos, como ciclones e volumes elevados de chuva, o que exige dragagens mais frequentes, especialmente em portos estuarinos como Itajaí. Essa condição é técnica, prevista e monitorada permanentemente.

“Contexto histórico
Cabe destacar que o Porto de Itajaí permaneceu paralisado por 14 meses, período em que acumulou uma dívida histórica relacionada à dragagem, estimada em aproximadamente R$ 48 milhões, herdada da gestão anterior. Com a federalização do Porto de Itajaí, promovida pelo Governo Federal, o terminal retomou suas operações, recuperou sua capacidade econômica e quitou integralmente a dívida de dragagem herdada, pagamento realizado neste ano pela atual Superintendência do Porto de Itajaí, quando o Porto ainda se encontrava sob gestão temporária da Autoridade Portuária de Santos.

“Resultados concretos
O Porto de Itajaí encerra o ano com:
• Faturamento estimado em R$ 180 milhões
• Contas equilibradas
• Dívidas históricas sanadas
• Operações ocorrendo normalmente
• Geração de emprego, renda e desenvolvimento para Itajaí e região

“A Superintendência do Porto de Itajaí reafirma seu compromisso com a transparência, a segurança da navegação e a continuidade das operações, e alerta que a divulgação de informações imprecisas gera insegurança indevida ao setor portuário e à economia regional.”

O QUE DIZ A ANTAQ

Em nota enviada ao Poder360, a Antaq afirmou que o projeto de concessão do acesso aquaviário ao Porto de Itajaí está em análise pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e que a licitação já passou pelo momento de participação social, quando foram recebidas contribuições de empresas, de órgãos e da sociedade, e algumas sugestões apresentadas durante a audiência pública foram incorporadas ao projeto.

“O projeto vai garantir a manutenção do calado e auxiliar a manter o fluxo de embarcações na instalação portuária”, afirmou. 

O TCU entrou em recesso de fim de ano. A próxima sessão da Corte será realizada em 21 de janeiro de 2026, ainda sem pauta definida. Depois que o Tribunal deliberar sobre o edital do leilão, a agência ainda deve avaliar e acatar eventuais recomendações de ajustes feitas antes da finalização da concessão.

O leilão do canal de acesso seria realizado em 22 de outubro de 2025, mas, sem decisão do TCU, precisou ser adiado. O investimento inicial estimado para a modernização do canal é de aproximadamente R$ 311 milhões. 

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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ICTSI anuncia investimento de R$ 950 milhões para ampliar terminal no Porto do Rio

O setor portuário brasileiro avança em mais um movimento estratégico de modernização da infraestrutura. A International Container Terminal Services Inc. (ICTSI), operadora global de terminais portuários, Um investimento de R$ 950 milhões para a ampliação e modernização de seu terminal localizado no Porto do Rio de Janeiro.

Autorização federal e anúncio oficial

O anúncio será feito durante evento no próprio terminal da ICTSI, no porto público do Rio, com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Na ocasião, o ministro deverá formalizar a autorização governamental que viabiliza a execução do pacote de investimentos.

Modernização e ampliação da capacidade operacional

Os recursos serão direcionados à modernização de equipamentos, ampliação das áreas operacionais e aprimoramento dos sistemas de automação e movimentação de cargas. A iniciativa deve elevar de forma expressiva a capacidade de atendimento do terminal, ampliando sua competitividade logística e participação na movimentação de contêineres no Brasil.

Impactos logísticos e regionais

Segundo fontes do setor, o novo aporte tende a impulsionar a eficiência logística da região metropolitana do Rio de Janeiro, contribuindo para o aumento do fluxo de cargas e a redução de gargalos operacionais. A expectativa é de ganhos diretos em produtividade e integração da cadeia logística.

Política de atração de investimentos nos portos

A participação do ministro Silvio Costa Filho no evento reforça a estratégia do governo federal de estimular a modernização dos portos públicos, com foco na atração de investimentos privados, geração de empregos e fortalecimento do sistema portuário nacional.

Nos últimos meses, o Ministério de Portos e Aeroportos tem intensificado o diálogo com operadores e investidores, priorizando parcerias voltadas à melhoria estrutural e ao aumento da competitividade logística do país.

Porto do Rio como hub estratégico

Com o novo investimento, a ICTSI deverá ampliar sua capacidade anual de movimentação e incorporar tecnologias de ponta para otimizar operações e o uso do espaço portuário. A iniciativa também pode estimular novos negócios logísticos no estado, consolidando o Porto do Rio como um dos principais hubs portuários do Sudeste e atraindo cargas que hoje são direcionadas a outros estados.

O evento contará ainda com a presença de autoridades locais, executivos da ICTSI e representantes do setor portuário.

Fonte: Com informações do setor portuário.
Texto: Redação

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Autoridade Portuária de Santos divulga balanço estratégico e projeta futuro do maior porto da América Latina

A Autoridade Portuária de Santos promoveu uma entrevista coletiva para apresentar um panorama atualizado da gestão e os principais resultados recentes do Porto de Santos. O encontro foi conduzido pelo presidente da APS, Anderson Pomini, no auditório da sede da empresa, e reuniu veículos de comunicação regionais e nacionais interessados nos rumos do maior complexo portuário da América Latina.

Reconhecimento em transparência e governança

Entre os destaques da apresentação, Pomini ressaltou a conquista do Selo Diamante do Tribunal de Contas da União (TCU), o mais alto nível do Programa Nacional de Transparência Pública. A autoridade portuária alcançou a certificação após evoluir do Selo Prata, em 2023, para o Selo Ouro, em 2024. Segundo o presidente, o reconhecimento reflete uma mudança estrutural na cultura de governança da empresa, além de reforçar a credibilidade institucional ao cumprir 100% dos critérios essenciais de transparência.

Recordes operacionais e eficiência logística

Durante a coletiva, o dirigente também apresentou números que consolidam o Porto de Santos como o principal corredor logístico do país. O complexo registrou, nos últimos meses, recordes na movimentação de cargas e contêineres, resultado atribuído a medidas focadas em eficiência operacional, mitigação de gargalos e fortalecimento técnico das operações portuárias.

Dragagem e manutenção do canal de navegação

Outro ponto abordado foi a manutenção permanente do canal de navegação, que atualmente mantém profundidade média em torno de 15 metros. Pomini destacou que esse trabalho é essencial para a segurança e competitividade do porto e adiantou que a APS já planeja ações de dragagem estratégica para os próximos anos, visando acompanhar o crescimento da demanda e a chegada de embarcações de maior porte.

Competitividade internacional e sustentabilidade

A evolução do porto em rankings internacionais também integrou a apresentação. O presidente reconheceu os avanços recentes, mas ressaltou que o objetivo é ampliar ainda mais a presença global do Porto de Santos. Para isso, a gestão aposta na modernização da infraestrutura, na atração de investimentos privados e na incorporação de práticas de sustentabilidade às novas operações.

Planejamento para a área do Ecoporto

Questionado sobre o contrato de transição do Ecoporto, com término previsto para maio de 2026, Pomini afirmou que a APS já conduz estudos e planejamento para a nova licitação da área. De acordo com ele, todas as alternativas estão sendo avaliadas para garantir continuidade operacional e evitar impactos na movimentação portuária. A escolha do futuro operador, segundo o presidente, seguirá critérios técnicos rigorosos, com foco em isonomia e alinhamento estratégico.

Perspectivas para um novo ciclo de expansão

Encerrando a coletiva, o presidente reforçou que a Autoridade Portuária de Santos seguirá investindo no fortalecimento da governança, na ampliação da transparência e na atração de novos aportes. A meta, segundo Pomini, é preparar o Porto de Santos para um novo ciclo de expansão sustentável, mantendo sua relevância econômica e logística no cenário nacional e internacional.

A entrevista coletiva ocorreu no auditório do prédio da presidência da APS, na avenida Conselheiro Rodrigues Alves, no bairro do Macuco, e contou com a participação de profissionais de imprensa previamente credenciados.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Governo homologa concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá

O Ministério de Portos e Aeroportos homologou nesta quinta-feira (4) o resultado do Leilão nº 05/2025-Antaq, que trata da concessão do Canal de Acesso Aquaviário ao Porto de Paranaguá. A decisão confirma o Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD), liderado pela FTS Participações Societárias S.A., como responsável pelo projeto, encerrando a fase licitatória conduzida pela Antaq.

Canal mais profundo deve ampliar competitividade do Porto de Paranaguá
A homologação marca um avanço decisivo para a modernização de um dos principais corredores logísticos do Brasil. O aprofundamento e o alargamento do canal permitirão a passagem de embarcações de maior porte, fortalecendo a competitividade do porto e ampliando sua relevância no comércio exterior. A decisão levou em conta a proposta apresentada pelo consórcio, a habilitação técnica da Comissão Permanente de Licitação de Concessões e Arrendamentos Portuários e os processos administrativos vinculados.

Investimentos ultrapassam R$ 1,22 bilhão
O projeto prevê investimentos superiores a R$ 1,22 bilhão, destinados ao aprofundamento, alargamento e à manutenção contínua da profundidade do canal. As intervenções devem melhorar as condições de navegabilidade, aumentar a segurança operacional e permitir o recebimento de navios com maior calado — ampliando a eficiência logística do Porto de Paranaguá.

Próximas etapas da concessão
Com o resultado homologado, o consórcio segue para a fase de assinatura do contrato. Após a formalização, terão início as obras e serviços previstos, que transformarão o canal em uma via mais profunda, segura e eficiente. A iniciativa representa um marco estratégico para o desenvolvimento da infraestrutura portuária no Paraná e em todo o país, reforçando o compromisso do governo com uma logística moderna e sustentável.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Porto de Itajaí acelera preparação para receber navios de grande porte e avança na criação da Docas de Santa Catarina

O Porto de Itajaí segue avançando em duas agendas estratégicas que vão transformar sua capacidade operacional e fortalecer o papel de Santa Catarina no comércio exterior brasileiro: a preparação para receber navios de grande porte e o avanço institucional na criação da Docas de Santa Catarina, nova autoridade portuária federal.

Nesta terça-feira, em reunião realizada hoje em Brasília, o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, esteve com o Diretor-Presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), Antonio Gobbo, reforçando a cooperação técnica entre as autoridades portuárias e o alinhamento com o Governo Federal.

Preparação para navios maiores

A CODEBA administra portos como Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus — todos aptos a receber navios de grande porte. O diálogo com a autoridade portuária baiana fortalece o processo de adaptação do Porto de Itajaí para ampliar calado, modernizar infraestrutura e garantir mais capacidade de atracação.

A chegada de embarcações maiores representa aumento da oferta de serviços, da movimentação de cargas e da competitividade regional. Mais cargas significam mais renda, mais trabalho e mais oportunidades para os trabalhadores portuários e para toda a cadeia logística de Itajaí e Santa Catarina.

Avanços na Docas de Santa Catarina

A criação da Docas de Santa Catarina avança sob coordenação do Governo Federal, seguindo o modelo de governança de portos públicos administrados pela CODEBA. A nova empresa será responsável por organizar, modernizar e fortalecer os portos catarinenses, garantindo estabilidade, planejamento e capacidade de investimento.

A Docas de Santa Catarina é uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representa um marco de governança para o setor portuário, alinhado às necessidades da economia catarinense.

Compromisso com o futuro do Porto de Itajaí

O superintendente João Paulo reforça a importância da integração com o Governo Federal e com a CODEBA nesse processo:
“O alinhamento com o Governo Federal e a expertise técnica da CODEBA fortalecem a preparação do Porto de Itajaí para receber navios maiores e consolidam a criação da Docas de Santa Catarina. Estamos construindo um novo ciclo de desenvolvimento para o Porto e para a economia catarinense.”

Com essas ações, Itajaí avança para se consolidar como um dos portos públicos mais modernos do país, ampliando sua competitividade e garantindo mais emprego, renda e progresso para Santa Catarina.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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TCP atinge 1,5 milhão de TEUs antes do previsto e confirma ritmo de crescimento

A TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá ultrapassou, na madrugada desta sexta-feira (28), a marca de 1,5 milhão de TEUs movimentados em 2025. O volume foi alcançado 20 dias antes do registrado em 2024, quando o terminal se tornou o terceiro maior do país a atingir esse patamar anual.

O novo recorde ocorreu durante as operações do porta-contêineres CMA CGM Rodolphe, navio de 299 metros de comprimento, 48 metros de largura e capacidade para 9.400 TEUs.

Segundo o superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein, o desempenho confirma a tendência de evolução: “Atingir 1,5 milhão de TEUs ainda em novembro está alinhado à nossa projeção de crescimento de 5% neste ano e demonstra o alto nível de eficiência do Terminal”.

Exportações e importações avançam

Entre janeiro e outubro, a TCP registrou 557.755 TEUs exportados, alta de 5%, puxada principalmente pelo agronegócio — carnes, congelados, madeira, feijão e gergelim. No sentido inverso, as importações somaram 546.880 TEUs, 2% acima do ano anterior, com destaque para os segmentos automotivo, químico, eletrônicos e maquinário.

Ampliação do calado aumenta capacidade dos navios

Em novembro, a Portos do Paraná homologou a portaria nº 224/2025, ampliando o calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá de 12,80 para 13,30 metros. A mudança contou com estudos de simulação realizados pela TCP na USP e permite que cada navio transporte, em média, 400 TEUs adicionais.

Com as obras de derrocagem concluídas, a profundidade operacional já passou por três revisões desde 2024, saltando de 12,10 para 13,30 metros — incremento equivalente a 960 TEUs extras por embarcação.

Investimentos impulsionam desempenho

Nos últimos cinco anos, a TCP aportou mais de R$ 500 milhões em infraestrutura e equipamentos. Entre as entregas recentes estão:

  • Subestação elétrica isolada a gás concluída em 2023, apoiando o plano de descarbonização.
  • Inauguração, em 2024, do maior pátio reefer da América do Sul, com 5.268 tomadas.
  • Participação de 44% nas exportações de carne de frango e de 30% nas de carne bovina em 2025.
  • Certificação I-REC pelo uso de energia 100% renovável desde 2022.
  • Projeto piloto de eletrificação de RTGs, com redução de 97% das emissões por equipamento.
  • Aquisição de 17 Terminal Tractors (TT) e 11 guindastes RTG, formando o maior parque de máquinas entre os terminais brasileiros (69 TTs e 40 RTGs).

Para Stein, os resultados comprovam a eficácia da estratégia: “Seguiremos investindo para tornar o Terminal de Contêineres de Paranaguá uma referência global em eficiência logística”.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portonave investe R$ 1,5 bilhão para ampliar eficiência e sustentabilidade no Porto de Navegantes

A Portonave, terminal portuário localizado em Navegantes (SC), está realizando um dos maiores investimentos de sua história: R$ 1,5 bilhão, totalmente com recursos privados. O projeto, focado em eficiência operacional e sustentabilidade ambiental, marca um novo ciclo de inovação na infraestrutura portuária brasileira.

Modernização e tecnologia de ponta

A obra não tem caráter de ampliação, mas de adequação estrutural. O objetivo é preparar o terminal para receber embarcações de até 400 metros de comprimento, alinhando-se aos padrões internacionais dos maiores portos do mundo.

“O projeto garante mais eficiência, segurança e competitividade, reforçando o papel da Portonave como hub estratégico do comércio exterior brasileiro”, destacou a empresa.

Entre as principais etapas estão a modernização dos sistemas de atracação e operação, a instalação de infraestrutura para o shore power — tecnologia inédita no Brasil que permitirá o fornecimento de energia elétrica a navios atracados — e a aquisição de novos equipamentos, incluindo dois guindastes Ship-to-Shore (STS) e 14 Rubber Tyred Gantry (RTG), que aumentarão a produtividade do terminal.

A primeira fase, iniciada em janeiro de 2024, foi concluída em setembro de 2025. A segunda etapa segue em andamento, com entrega prevista para o segundo semestre de 2026, sem interrupções operacionais. Após a conclusão, a Portonave deve ampliar sua capacidade de movimentação, reduzir emissões atmosféricas e consolidar-se como o porto mais eficiente do Brasil, já reconhecido pela Antaq, com 118 movimentos por hora.

Sustentabilidade e gestão ambiental

O projeto incorpora um amplo conjunto de ações ambientais. Entre as medidas, estão o reaproveitamento de água da chuva e efluentes no processo de concretagem e controle de poeira, além da instalação de torres de iluminação movidas a energia solar. Essas práticas garantiram à companhia o Prêmio Expressão de Ecologia 2025.

A Portonave também mantém um Plano de Controle Ambiental, com programas de monitoramento, educação ambiental e compensações ambientais que ultrapassam R$ 5 milhões em todo o Estado.

Geração de empregos e impacto social

Com 18 anos de atuação, a Portonave mantém uma sólida relação porto-cidade, marcada pela geração de empregos e desenvolvimento local. Atualmente, são 1,3 mil colaboradores diretos — 70% residentes de Navegantes — e 5,5 mil indiretos. No último ano, a empresa ainda ampliou seu quadro de pessoal em 10%.

Em 2024, o Instituto Portonave, junto a leis de incentivo, destinou R$ 10,5 milhões a projetos sociais, beneficiando cerca de 138 mil pessoas na região. A companhia também foi responsável por R$ 37 milhões em ISS, valor equivalente a 42% da arrecadação municipal de Navegantes.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Portonave

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Governo Federal suspende leilão do terminal STS08 no Porto de Santos

O Governo Federal decidiu suspender o leilão do terminal STS08, localizado no Porto de Santos, que seria destinado ao armazenamento e movimentação de granéis líquidos, incluindo combustíveis. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Decisão prioriza fortalecimento da infraestrutura existente

Segundo o ministro, a medida foi tomada em conjunto com a Casa Civil e tem como objetivo consolidar as operações já instaladas na região, especialmente na área STS08A, sob administração da Petrobras.

A estatal é responsável pelo terminal desde 2021 e mantém um contrato de 25 anos, com previsão de investimentos de R$ 678 milhões. O governo optou por direcionar novos recursos para a ampliação e modernização dessa estrutura, em vez de realizar uma nova licitação.

Aval presidencial e novos investimentos da Petrobras

Durante o programa “Bom Dia, Ministro!”, nesta terça-feira (4), Costa Filho destacou que a decisão teve aval direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da Casa Civil. Ele adiantou ainda que a Petrobras deve apresentar, nos próximos dias, um plano de investimentos voltado à expansão das atividades na área, com início das operações ampliadas previsto para 2026.

Leilão já havia enfrentado falta de interessados

Antes da suspensão, a Autoridade Portuária de Santos (APS) planejava realizar o leilão ainda em novembro. Uma tentativa anterior, em 2021, terminou sem interessados, o que reforçou a atual decisão do governo de concentrar esforços em um projeto já em andamento e com maior retorno estratégico.

FONTE: Santa Portal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Antaq

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Moegão alcança 75% de execução e prepara o Porto de Paranaguá para o futuro

O Moegão, considerado a maior obra pública portuária do Brasil, atingiu 75,1% de execução na primeira quinzena de outubro, conforme medições técnicas recentes. Até o momento, 83,17% da estrutura civil, 80,33% da mecânica e 48,93% da parte elétrica já foram concluídos. Segundo o cronograma, a obra deve ser finalizada até janeiro de 2026.

Após entrar em operação, o Moegão terá capacidade para receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, beneficiando os terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex).

Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, ressalta que o investimento não apenas atende à demanda atual, mas também prepara o porto para o aumento futuro de movimentação de cargas decorrente da ampliação do modal ferroviário. “Paranaguá não será um gargalo para o receptivo de trens”, afirma.

Investimento bilionário e retorno operacional

O Governo do Paraná investe mais de R$ 650 milhões na construção do Moegão, com recursos próprios e aportes do BNDES. Em termos de magnitude, o investimento equivale a quase duas pontes de Guaratuba, outra grande obra estadual.

Hoje, cerca de 550 vagões são descarregados diariamente nos terminais de exportação. Com o Moegão, o processo será concentrado em um único ponto, com capacidade para 180 vagões a cada cinco horas — cerca de 900 vagões por dia. Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados, facilitando o embarque nos navios.

A centralização do descarregamento eliminará a necessidade de manobras ferroviárias dentro dos armazéns, reduzindo o número de cruzamentos que interrompem o tráfego na área portuária de 16 para cinco.

Conexão com outros projetos portuários

O Moegão integra um conjunto de obras e investimentos que ampliam a capacidade operacional do Porto de Paranaguá, referência internacional. Desde 2019, a Portos do Paraná leiloou nove áreas portuárias, atraindo R$ 5,1 bilhões em investimentos e promovendo segurança jurídica e modernização da infraestrutura.

Píer em “T” e aumento da produtividade

Os leilões de abril de 2025, envolvendo os PARs 14, 15 e 25, permitirão a construção do Píer em “T”, conectado ao Moegão. Do total de R$ 2,2 bilhões a serem investidos pelas arrendatárias, R$ 1,2 bilhão será destinado ao píer, que contará com quatro novos berços de atracação, enquanto o governo estadual aportará R$ 1 bilhão.

O novo píer terá um sistema ultramoderno de esteiras transportadoras, aumentando a movimentação de grãos e farelos de 3 mil para 8 mil toneladas por hora. Com navios maiores, será possível ampliar a carga, reduzir custos e elevar a competitividade do porto.

Canal de acesso e navegação segura

A transformação do Porto de Paranaguá dependerá também do aprofundamento do canal de acesso, concedido em leilão na B3 no dia 22. O calado atual de 13,3 metros será ampliado para 15,5 metros em até cinco anos, permitindo que navios transportem até 125 mil toneladas de grãos, frente às atuais 78 mil toneladas.

Além do aumento de calado, o canal contará com o VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System), sistema que melhora a segurança da navegação, protege vidas e o meio ambiente. A tecnologia também facilitará o trabalho dos práticos, tornando mais ágil e seguro o processo de atracação das embarcações.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Porto de Imbituba movimenta mais de 5,4 milhões de toneladas em 2025 e reforça papel estratégico em Santa Catarina

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e consolida sua posição como um dos principais polos logísticos de Santa Catarina e do Brasil. Entre janeiro e setembro de 2025, o terminal registrou 241 atracações e movimentou 5,46 milhões de toneladas, um avanço que reafirma sua relevância na economia catarinense. Somente em setembro, foram 695,4 mil toneladas, evidenciando o ritmo acelerado das operações.

Contêineres e granéis sólidos impulsionam o desempenho

O segmento de contêineres mantém crescimento contínuo, respondendo por 18% da movimentação total, com mais de 980 mil toneladas operadas. O desempenho reforça o papel estratégico do porto no transporte de cargas de alto valor agregado e nas operações logísticas integradas.

Os granéis sólidos continuam liderando, representando 77,5% das operações totais. Entre as principais cargas movimentadas estão coque calcinado e não calcinado, hulha betuminosa, sal e farelo de milho, que sustentam o recorde de desempenho do terminal.

Exportações e importações em alta

As exportações somaram 2,26 milhões de toneladas, com destaque para o coque, o farelo de milho e o açúcar a granel, este último responsável por 10,6% da carga total e um crescimento de 28,9% em relação ao ano anterior.

Nas importações, o porto alcançou 2,45 milhões de toneladas, impulsionado pela chegada de hulha betuminosa, sal e insumos industriais, fundamentais para o abastecimento da indústria regional.

Cabotagem e transbordo em expansão

A cabotagem manteve participação relevante, com 511 mil toneladas embarcadas e 130,9 mil toneladas desembarcadas, um aumento conjunto de 7,49% frente a 2024. Já as operações de transbordo registraram salto expressivo, somando 51,2 mil toneladas embarcadas e 44,9 mil desembarcadas, um crescimento de 141,2%, consolidando o porto como um elo logístico multifuncional.

Gestão moderna e foco em sustentabilidade

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, o desempenho reforça a eficiência da gestão e o foco em inovação:

“O Porto de Imbituba comprova, mês após mês, que uma gestão qualificada e investimentos técnicos consistentes resultam em crescimento sustentável. É um porto moderno, competitivo e alinhado às demandas da logística atual.”

O diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, acrescenta que o foco para 2025 está em dragagem, ampliação dos berços e digitalização dos processos, com o objetivo de tornar o porto “um dos mais competitivos e modernos do país”.

Impacto econômico e perspectivas para o futuro

Os meses de março e setembro foram os de maior movimento, com mais de 27 navios e volumes acima de 695 mil toneladas. Mantido o ritmo, o Porto de Imbituba deve ultrapassar 7 milhões de toneladas até dezembro.

Além do impacto direto na balança comercial, o crescimento do porto tem impulsionado o emprego e o comércio local, fortalecendo os setores de serviços, transporte e logística em Imbituba. Também avançam os projetos de integração porto-cidade, voltados à sustentabilidade urbana e valorização do entorno.

Com a ampliação da área alfandegada, novas rotas de navegação e o aumento das operações de contêineres refrigerados para o agronegócio, o Porto de Imbituba projeta um futuro de inovação e crescimento contínuo, consolidando-se como um ativo estratégico de Santa Catarina e do comércio exterior brasileiro.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as operações de exportação e importação em Imbituba movimentaram US$ 1,26 bilhão entre janeiro e setembro de 2025.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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