Portos

Movimentação de cargas nos portos brasileiros atinge recorde e cresce quase 5% em 2025

A movimentação de cargas nos portos brasileiros alcançou um novo recorde e registrou crescimento de 4,97% entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos. No acumulado de 11 meses, foram movimentadas 1,28 bilhão de toneladas, conforme estatísticas divulgadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Mantido o ritmo observado ao longo do ano, a estimativa é que o volume total tenha superado 1,34 bilhão de toneladas ao final de 2025, considerando operações de exportação e importação.

Investimentos impulsionam recordes consecutivos

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho reflete os avanços estruturais do setor. Segundo ele, o país vem registrando recordes sucessivos na movimentação portuária nos últimos três anos, resultado direto da modernização da infraestrutura e do aumento dos investimentos públicos e privados.

“Vamos para mais um ciclo de ampliação da capacidade operacional e de ganhos de eficiência nos portos brasileiros”, afirmou o ministro.

Regulação fortalece o setor aquaviário

Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, os números positivos demonstram a resiliência do setor aquaviário diante de cenários econômicos e geopolíticos adversos. Ele destacou ainda o papel da regulação eficiente na atração de investimentos e no estímulo ao desenvolvimento do segmento.

“Quando o setor vai bem, isso indica que a agência está cumprindo adequadamente sua função reguladora”, ressaltou.

Novembro registra alta acima da média

Analisando apenas o mês de novembro de 2025, a movimentação nos portos brasileiros apresentou crescimento ainda mais expressivo, de 14,5%, com um total de 118,2 milhões de toneladas.

Nos portos públicos, o avanço foi de 17%, somando 42,1 milhões de toneladas. O principal destaque foi o Porto de Paranaguá (PR), que movimentou 5,9 milhões de toneladas, crescimento de 44,3%.

Já os portos autorizados alcançaram 76,1 milhões de toneladas, com alta de 13,1%. O maior aumento percentual ocorreu no Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com crescimento de 55,7% e movimentação de 6,3 milhões de toneladas.

Navegação e contêineres também avançam

Segundo o levantamento, a navegação de longo curso cresceu 13%, atingindo 85,7 milhões de toneladas. A cabotagem avançou 11,87%, com 26,2 milhões de toneladas, enquanto a navegação interior apresentou a maior variação, com alta de 59,28%, totalizando 6,2 milhões de toneladas.

A movimentação de contêineres também registrou desempenho positivo, com crescimento de 7,18% em novembro e volume de 13,8 milhões de toneladas. Entre as mercadorias, os principais destaques foram trigo, soja e milho.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Projeto para modernizar o Porto de Laguna avança e pode redefinir papel estratégico no Sul de SC

Uma iniciativa considerada decisiva para o futuro do Porto de Laguna, no Sul de Santa Catarina, deu um passo importante nesta semana. O Governo do Estado formalizou a contratação da empresa responsável pelos estudos técnicos que irão embasar intervenções no Canal da Barra, principal acesso à estrutura portuária.

Contrato assinado para estudos do Canal da Barra

A administração estadual assinou contrato com a empresa vencedora da licitação para executar levantamentos hidrográficos e desenvolver o projeto executivo do Canal da Barra. O objetivo é aprimorar as condições de navegação e viabilizar futuras obras de acesso ao porto.

A concorrência foi vencida pela Coastal Port Engenharia, pelo valor de R$ 700 mil, com prazo contratual de 360 dias, contados a partir da publicação no Diário Oficial do Estado.

Integração com o Porto de Imbituba e planejamento técnico

Desde setembro de 2025, a gestão dos portos de Laguna e Imbituba passou a ser unificada sob a responsabilidade da SCPar, o que impulsionou o planejamento de melhorias estruturais no equipamento lagunense.

De acordo com o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes de Oliveira, os projetos contratados são fundamentais para decisões futuras. Segundo ele, os estudos irão apontar a viabilidade técnica e econômica de ações como dragagem e retirada de rochas na barra de entrada.

Porto de Laguna pode ampliar atuação além da pesca

Atualmente, o Porto de Laguna tem papel relevante na pesca industrial, sendo um dos polos pesqueiros mais importantes do estado. No entanto, os estudos em andamento podem abrir caminho para novas atividades.

Após a conclusão dos levantamentos, será possível avaliar o porte das embarcações que poderão acessar o porto e identificar alternativas como turismo náutico, navios de passageiros, marina, estaleiro e operações com cargas leves, além da pesca.

Apesar das perspectivas, a administração reforça que qualquer definição sobre o futuro do porto depende dos resultados técnicos dos projetos em elaboração.

Dragagem é peça-chave para competitividade portuária

O projeto de dragagem do Canal da Barra integra um conjunto de ações planejadas pelo Estado para qualificar a infraestrutura portuária da região. A ausência de dragagem adequada limita o calado e restringe a operação de embarcações de maior porte.

Segundo a SCPar, a dragagem é essencial para garantir segurança na navegação, previsibilidade operacional e maior competitividade ao porto, evitando que ele fique restrito a usos muito limitados.

Estudos técnicos e reforço das estruturas existentes

Além da dragagem, estão previstos levantamentos detalhados para identificar com precisão os materiais a serem removidos nas áreas de dragagem, derrocagem e limpeza. Os estudos incluem ainda sondagens subaquáticas para avaliar a estabilidade das fundações dos cais e de outras estruturas.

Também serão desenvolvidos projetos de proteção de taludes, além de propostas de reforço, recuperação e preservação do cais e do terminal pesqueiro, assegurando a integridade das estruturas durante e após as intervenções.

Vendaval causa danos e exige reparos emergenciais

No fim de dezembro, um vendaval atingiu Laguna e provocou danos em partes da estrutura do porto. O evento resultou no destelhamento de áreas operacionais e administrativas, além da queda de um muro lateral.

Segundo a gestão, os serviços de limpeza já foram iniciados e os contratos para recuperação das coberturas e recomposição do muro estão em andamento. A área destinada a eventos não foi afetada, e a programação de final de ano e pré-Carnaval segue mantida.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Prefeitura de Laguna/Divulgação/ND Mais

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Portos

Leilão da ANTAQ atualiza cronograma e confirma projetos do primeiro bloco portuário de 2026

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7) a atualização do cronograma e dos procedimentos do leilão da ANTAQ previsto para 26 de fevereiro de 2026. A sessão ocorrerá na B3, em São Paulo (SP), e integra o primeiro bloco de leilões portuários do próximo ano.

Editais inéditos e republicação confirmada

De acordo com o aviso oficial, a ANTAQ lançou dois editais inéditos de arrendamento portuário. O primeiro é o NAT01, voltado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais no Porto Organizado de Natal (RN). O segundo é o MCP01, destinado a um terminal para granéis sólidos vegetais no Porto de Santana, no Amapá (AP).

Além disso, houve a republicação do edital do POA26, um arrendamento simplificado no Porto Organizado de Porto Alegre (RS), com foco na movimentação e armazenagem de granel sólido pelo prazo de 10 anos.

Os critérios de participação, exigências técnicas e demais condições estão detalhados no Edital do Leilão, disponível no site oficial da Agência e também na sede da ANTAQ, em Brasília.

Novo edital deve completar o bloco de leilões

A expectativa da Agência é que, nos próximos dias, seja publicado o edital do quarto projeto que completará o primeiro bloco de leilões portuários de 2026. Trata-se do terminal de passageiros do Porto do Recife (TMP-Recife), em Pernambuco (PE).

Investimentos somam R$ 229 milhões

Ao todo, os quatro projetos do bloco preveem investimentos de R$ 229 milhões. Os terminais estão localizados em Macapá (AP), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e Recife (PE), atendendo à movimentação de cereais, granéis minerais, granéis vegetais e passageiros.

O conjunto de projetos já foi encaminhado pela Secretaria Nacional de Portos à ANTAQ, com detalhamento técnico e econômico.

Segundo o diretor-geral da Agência, Frederico Dias, o bloco reflete uma estratégia de longo prazo para o setor. Ele destaca que a regulação portuária busca garantir segurança jurídica, atrair investimentos e ampliar a capacidade logística nacional, promovendo integração regional e desenvolvimento econômico.

TMP Recife aposta no turismo de cruzeiros

O TMP Recife prevê R$ 2,3 milhões em investimentos e concessão de 25 anos. O terminal deve integrar um circuito de cruzeiros no Nordeste, ao lado de portos como Fortaleza (CE), Maceió (AL) e Salvador (BA), fortalecendo o turismo marítimo na região.

MCP01 amplia escoamento no Norte do país

Localizado no Porto de Santana, o MCP01 tem papel estratégico para o Amapá e para a região Norte, especialmente no escoamento de grãos e cavaco de madeira. O projeto prevê R$ 150,20 milhões em investimentos e concessão de 25 anos.

POA26 foca modernização no Sul

O POA26, no Porto Organizado de Porto Alegre (RS), contará com R$ 21,13 milhões para movimentação e armazenagem de granel sólido, com prazo de 10 anos. O arrendamento integra o processo de modernização portuária no Sul do Brasil.

NAT01 reforça logística mineral no Nordeste

Já o NAT01, em Natal (RN), será voltado principalmente ao escoamento de granéis minerais, com destaque para o minério de ferro. O terminal prevê R$ 55,17 milhões em investimentos e concessão de 15 anos, reforçando a logística portuária nordestina.

Confira o Comunicado na íntegra.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Comércio Exterior

Portos concentram 95% do comércio exterior e impulsionam superávit recorde do Brasil em 2025

Balança comercial brasileira atinge maior resultado da história

O comércio exterior brasileiro fechou 2025 com superávit de US$ 68,2 bilhões, o maior já registrado desde o início da série histórica, em 1989. O resultado marca o terceiro ano consecutivo de saldo positivo na balança comercial do Brasil, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

Ao longo do ano, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 629 bilhões, sendo que 95% das cargas passaram pelos portos brasileiros, reforçando a relevância do setor portuário para a economia nacional.

Exportações crescem e importações batem novo recorde

As exportações brasileiras totalizaram US$ 348,676 bilhões, crescimento de 3,5% em comparação a 2024. Já as importações somaram US$ 280,4 bilhões, avanço de 6,7% em relação ao ano anterior e cerca de US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, registrado em 2022.

O vice-presidente da República e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o desempenho foi resultado da ampliação de mercados internacionais. Segundo ele, a estratégia de diversificação ajudou o país a reduzir impactos das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. “Mesmo diante de um cenário geopolítico complexo, conseguimos abrir novos mercados e fortalecer parcerias já existentes”, afirmou.

Movimentação portuária cresce e reforça logística nacional

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o setor deve encerrar 2025 com movimentação estimada em 1,34 bilhão de toneladas, crescimento de 3,25% frente ao ano anterior. O desempenho dos principais terminais evidencia o avanço da infraestrutura portuária brasileira.

O Porto de Santos, em São Paulo, registrou entre janeiro e outubro alta de 29%, com 119,4 milhões de toneladas movimentadas. Já o Porto de Paranaguá, no Paraná, cresceu 13,5%, alcançando 55,2 milhões de toneladas. No Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, avançou 7,6%, com 31,4 milhões de toneladas, puxadas principalmente por grãos e minérios.

Infraestrutura portuária como diferencial competitivo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados positivos do comércio exterior do Brasil refletem os investimentos e a modernização do setor. Segundo ele, os portos nacionais se consolidaram como um diferencial competitivo. “Estamos garantindo condições para escoar a produção brasileira ao mercado internacional e, ao mesmo tempo, receber insumos e mercadorias essenciais para a indústria e o consumo interno”, declarou.

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Evento

Seminário – Porto de Itajaí: Reabertura, Impactos e o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Brasil

O Porto de Itajaí será palco de um seminário estratégico que marca a retomada das operações e aponta os próximos passos para o fortalecimento do setor portuário nacional. O evento reúne autoridades, gestores públicos e representantes do setor produtivo para debater os impactos da reabertura e as perspectivas de crescimento para o Brasil.

SEMINÁRIO – PROGRAMAÇÃO OFICIAL

Porto de Itajaí: Reabertura, Impactos e o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Brasil

Local: Auditório do Porto de Itajaí

8h30 | Café da manhã de boas-vindas

Recepção e credenciamento dos convidados

9h | Abertura oficial e atos institucionais

ATO 1 — ENTREGA DE EQUIPAMENTOS À GUARDA PORTUÁRIA
Primeiro ato administrativo da relação institucional entre o Porto de Itajaí e a Companhia das Docas do Estado da Bahia

ATO 2 — ASSINATURA DO CONVÊNIO DE GESTÃO TRANSITÓRIA
Entre o Porto de Itajaí e a Companhia das Docas do Estado da Bahia – Codeba
* Registro fotográfico oficial com autoridades e imprensa

9h30 às 10h30 | Mesa de Debates

Porto de Itajaí: Reabertura, Impactos e o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Brasil

João Paulo Tavares Bastos
Superintendente do Porto de Itajaí

  • Apresentação dos números positivos do Porto de Itajaí: faturamento, movimentação de cargas, folha de pagamento e despesas administrativas
  • Principais ações e projetos estratégicos para 2026

Antonio Gobbo
Diretor-Presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia – Codeba

  • Balanço da movimentação de cargas e contêineres dos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus
  • Apresentação institucional da Autoridade Portuária da Bahia

Ana Paula Lima
Deputada Federal – Representante da Liderança do Governo na Câmara dos Deputados

  • Atualização do Projeto de Lei do Sistema Portuário Brasileiro
  • Impactos do novo marco legal na relação Porto/Cidade

Alex Ávila
Secretário Nacional de Portos – Ministério de Portos e Aeroportos

  • Record de movimentação de cargas e contêineres nos portos da Região Sul
  • Principais projetos do Ministério de Portos e Aeroportos para o primeiro semestre de 2026

Décio Lima
Presidente do Sebrae Nacional

  • A relação Porto e Cidade
  • Encadeamento produtivo das micro e pequenas empresas
  • Programas de inovação e exportação (PEIEX – Sebrae/Apex)
  • Programa Rotas da Inovação – case inédito do Porto de Itajaí

11h | Encerramento

Para participar do seminário, se increva no link ao lado: https://forms.gle/vdQ2qAaSN6yqAgXS8

FONTE E IMAGEM: Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Buenos Aires elimina bonificação da taxa ZAP a partir de 2026

Porto de Buenos Aires, taxa ZAP, Zona de Apoio Portuário e Administração Geral de Portos (AGP) passam a ganhar novo destaque com a decisão oficial de encerrar o benefício que isentava o pagamento do encargo sobre contêineres cheios.

Fim da isenção da taxa ZAP no Porto de Buenos Aires

A Administração Geral de Portos (AGP), sob a gestão de Gastón Benvenuto, decidiu revogar, a partir de 1º de janeiro de 2026, a bonificação de 100% aplicada à taxa da Zona de Apoio Portuário (ZAP) para cada contêiner cheio que ingressa nos terminais concedidos do Porto de Buenos Aires.

A medida foi oficializada por meio da Resolução 148/2025, publicada no Boletim Oficial, e faz parte de uma reestruturação regulatória voltada ao modelo operacional e ao financiamento dos serviços portuários.

Origem da taxa ZAP e evolução do sistema

A cobrança está vinculada ao Sistema de Controle de Tráfego Veicular Portuário (CTVP), implantado em 2012 com o objetivo de organizar o fluxo de caminhões, reduzir impactos no trânsito urbano e atender às exigências da concessão do Porto Novo.

Em 2017, a gestão operacional da área passou para a AGP, que instituiu uma tarifa de US$ 10 por contêiner de 20 ou 40 pés, cobrada das unidades que entrassem ou saíssem dos terminais concedidos. A arrecadação ficava a cargo das próprias operadoras portuárias.

Desde outubro de 2018, no entanto, o valor vinha sendo totalmente bonificado, o que na prática suspendeu a cobrança. Em 2023, a tarifa foi reajustada para US$ 14,50, mantendo-se ainda a isenção total para contêineres cheios, incluída no regime de Bonificações Permanentes.

Reorganização portuária e nova política de receitas

A decisão de eliminar a bonificação está alinhada às diretrizes da Lei de Bases nº 27.742, que incentiva maior participação do setor privado em atividades historicamente exercidas pelo Estado. Segundo o texto oficial, a sustentabilidade econômica das operações depende da geração de receitas próprias.

A medida também se insere no processo de reestruturação institucional do sistema portuário nacional. O Decreto de Necessidade e Urgência nº 3/25 criou a Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPYN), enquanto o Decreto nº 602/25 estabeleceu diretrizes para o novo projeto de infraestrutura portuária.

Nesse contexto, a AGP concedeu à empresa Terminales Río de la Plata S.A. o direito de uso da Zona de Apoio Portuário, transferindo a ela a operação integral da área. Segundo a resolução, a retomada da cobrança da taxa é essencial para garantir a viabilidade econômica dessa exploração.

Nova regra entra em vigor em 2026

Com a mudança, a partir de janeiro de 2026, a taxa ZAP voltará a ser cobrada integralmente para contêineres cheios que ingressem nos terminais concedidos do Porto de Buenos Aires. A norma também prevê comunicação formal às empresas Terminales Río de la Plata S.A. e Terminal 4 S.A., além dos setores internos da AGP e da Agência Nacional de Portos e Navegação.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Portos

Derrocagem no Porto de São Francisco do Sul é retomada para ampliar profundidade do berço

Os trabalhos de derrocagem de pedra submersa no Porto de São Francisco do Sul foram retomados nesta semana, marcando uma etapa decisiva para a melhoria da infraestrutura portuária. A intervenção ocorre próxima a um dos principais berços de atracação utilizados por navios graneleiros.

A obra é considerada uma das mais aguardadas pela comunidade portuária e está sendo executada de forma planejada, em duas fases, para reduzir impactos na operação do terminal.

Execução em etapas evita paralisações

A primeira etapa dos trabalhos foi realizada em janeiro e teve duração aproximada de um mês. A estratégia permitiu evitar a interrupção prolongada das operações no berço, especialmente durante o pico da safra de soja.

Com o encerramento do período de maior movimentação agrícola, a derrocagem foi retomada. O objetivo é remover um afloramento rochoso de 370 metros cúbicos, volume equivalente a cerca de cinco contêineres.

Mais profundidade e eficiência operacional

A rocha está localizada a 10,5 metros de profundidade, entre os berços 101 e 102. Após a remoção, a meta é alcançar 14 metros de profundidade no local, ampliando a capacidade operacional do porto.

Atualmente, as embarcações precisam realizar manobras adicionais durante o carregamento para evitar contato com a rocha, o que eleva o tempo de operação e gera custos extras que podem chegar a R$ 100 mil por atracação.

Com a nova profundidade, cada navio poderá embarcar até 1,5 mil toneladas adicionais de carga, aumentando a produtividade logística e reduzindo custos operacionais.

Técnica sem explosivos reduz impactos ambientais

A derrocagem submersa está sendo executada com métodos mecânicos de alta precisão, sem a utilização de explosivos, conforme exigência da licença ambiental do Ibama. Martelos de fundo e rompedores hidráulicos são utilizados para fragmentar a rocha, enquanto um guindaste realiza a retirada do material.

Essa metodologia garante maior segurança operacional e reduz significativamente os impactos ambientais, preservando o equilíbrio da área portuária.

Autoridades destacam ganhos para o Porto

Segundo o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, o planejamento foi fundamental para viabilizar a obra sem comprometer as operações. Ele destaca que a intervenção representa um avanço importante para a eficiência do terminal.

Já o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, ressalta que a derrocagem tem impacto direto no desenvolvimento portuário de Santa Catarina, ao fortalecer a eficiência, a segurança da navegação e a sustentabilidade ambiental das operações.

FONTE: Porto de São Francisco do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de São Francisco do Sul

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Portos

Dragagem na Babitonga: engordamento da Praia de Itapoá atinge 50% do previsto

O engordamento da Praia de Itapoá chegou à marca de 50% de execução, conforme informou o Porto de São Francisco do Sul, responsável pela obra no Norte de Santa Catarina. A intervenção integra o projeto de dragagem de aprofundamento do canal de acesso da Baía da Babitonga, iniciado em outubro.

A recuperação da faixa de areia utiliza sedimentos retirados do fundo do mar durante a dragagem, realizada pela draga Galileo Galilei. O material vem sendo reaproveitado de forma controlada para reforçar a orla de Itapoá, em uma ação que combina infraestrutura portuária e gestão ambiental.

Avanço da obra na orla de Itapoá

Do total de 8 quilômetros de praia contemplados no projeto, 2 quilômetros já estão totalmente concluídos. Outros 3 quilômetros receberam a deposição de areia, mas ainda não passaram pela etapa de espalhamento e nivelamento, necessária para a finalização do engordamento.

Em volume, dos 5,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos previstos, cerca de 2,8 milhões de metros cúbicos já foram depositados na praia, o equivalente à metade do planejamento inicial.

A previsão é que a dragagem e o aprofundamento do canal de acesso aos portos de São Francisco do Sul e Itapoá sejam concluídos no segundo semestre de 2026.

Projeto une engenharia e sustentabilidade

De acordo com o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, o empreendimento está entre os mais relevantes do país. Segundo ele, trata-se de um dos maiores projetos de infraestrutura portuária com foco ambiental em execução no Brasil.

A iniciativa se destaca por integrar engenharia marítima de alta complexidade, princípios de oceanografia, práticas de sustentabilidade e soluções de inovação ambiental, sendo considerada inédita no cenário nacional e rara em escala global.

Canal mais profundo permitirá navios maiores

Com a conclusão da dragagem na Baía da Babitonga, o canal de acesso passará a receber navios com até 366 metros de comprimento, transformando o complexo no primeiro do Brasil apto a operar embarcações desse porte com carga máxima.

Atualmente, o complexo portuário comporta navios de até 336 metros, com capacidade para cerca de 10 mil TEUs. Após a obra, a capacidade operacional será ampliada para 16 mil TEUs, fortalecendo a competitividade logística e o fluxo do comércio exterior.

Parceria inédita entre porto público e privado

O investimento total na obra é de R$ 333 milhões, viabilizado por meio de uma parceria inédita no país entre o porto público de São Francisco do Sul e o terminal privado Itapoá. Do montante, R$ 33 milhões serão aportados pelo porto público, enquanto R$ 300 milhões ficarão a cargo do setor privado.

O valor investido pelo terminal de Itapoá será ressarcido de forma parcelada até 2037, com base no aumento das tarifas portuárias, no crescimento do número de navios atendidos e na ampliação do volume de cargas movimentadas após a conclusão do aprofundamento do canal.

FONTE: Porto de São Francisco do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de São Francisco do Sul

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Portos

J&F aposta no Porto de Santos e mira expansão logística com o STS 10

A J&F Investimentos, uma das maiores holdings empresariais do país, mantém o Porto de Santos como eixo central de sua estratégia de crescimento. O grupo, com atuação nos setores de proteína animal, celulose, energia, financeiro e logística, combina operações industriais altamente dependentes do porto com investimentos diretos em infraestrutura portuária, reforçando sua presença no maior complexo da América Latina.

Esse posicionamento ganha ainda mais relevância diante da perspectiva de novos projetos e arrendamentos estratégicos no porto, como o STS 10, considerado um dos ativos mais relevantes do atual ciclo de expansão santista.

Eldorado Celulose integra a estrutura da J&F

A Eldorado Brasil Celulose faz parte da estrutura societária da J&F, que retomou o controle integral da companhia após o encerramento de uma disputa societária prolongada. A empresa opera uma das fábricas de celulose mais modernas do mundo, localizada em Três Lagoas (MS), com produção majoritariamente voltada ao mercado externo.

Nesse contexto, o Porto de Santos é fundamental para o escoamento da celulose, seja por operações diretas, contratos logísticos de longo prazo ou terminais dedicados. A ampliação da capacidade produtiva e a avaliação de novos projetos industriais reforçam a necessidade de expansão da infraestrutura portuária associada ao grupo.

Logística portuária e interesse em novos arrendamentos

Além da atuação industrial, a J&F possui presença relevante no setor de logística portuária, por meio de empresas do grupo especializadas na gestão e operação de terminais. Esse posicionamento se fortalece em um momento de definição de novos modelos regulatórios e arrendamentos no Porto de Santos.

Decisões recentes de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), contribuíram para um ambiente mais favorável à participação de grupos com grande capacidade financeira e perfil integrado de produção e logística — características que colocam a J&F entre os principais interessados em novos ativos estratégicos no porto.

Portfólio diversificado gera sinergias logísticas

A força da J&F no setor portuário está diretamente ligada ao seu portfólio diversificado, que demanda soluções logísticas robustas e eficientes:

JBS: maior empresa de proteínas do mundo, com forte dependência de exportações via portos
Eldorado Brasil Celulose: produtora de celulose com foco no mercado internacional
Âmbar Energia: braço energético do grupo, com ativos de geração e comercialização
Banco Original: instituição financeira digital
Flora: empresa de bens de consumo, com marcas de higiene e limpeza
JBS Terminais e outros investimentos em logística e infraestrutura

Esse conjunto de ativos gera sinergias operacionais, favorece a verticalização logística, reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações, ampliando a competitividade global das empresas do grupo.

Porto de Santos se consolida como hub estratégico

A expansão da J&F ocorre em paralelo a um novo ciclo de investimentos no Porto de Santos, voltado à modernização de terminais, aumento de capacidade e atração de grandes operadores. Para conglomerados industriais, participar diretamente da infraestrutura portuária tornou-se um diferencial competitivo relevante.

Nesse cenário, a J&F se destaca como um dos grupos com maior capacidade de investir, operar e integrar cadeias logísticas completas, reforçando a percepção de que deve ampliar sua presença no porto — seja por meio da Eldorado Celulose, da JBS ou de novos projetos ligados ao STS 10 e a outros ativos portuários.

Perspectivas para a expansão do grupo

Com a consolidação do controle da Eldorado, a retomada de projetos industriais e o fortalecimento da estratégia logística, a J&F sinaliza que o Porto de Santos seguirá como elemento central de seus planos de expansão. O movimento acompanha uma tendência global de grandes grupos exportadores buscarem maior controle sobre seus fluxos logísticos.

Para o setor portuário, a presença ampliada da J&F reforça a atratividade do Porto de Santos como hub logístico e industrial de alcance internacional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

Concessão do canal do Porto de Santos tem análise adiada pela Antaq e fica para 2026

A concessão do canal do Porto de Santos teve sua tramitação suspensa temporariamente na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A deliberação que trataria da abertura de consulta pública e audiência pública sobre o projeto, prevista para esta quarta-feira (17), foi retirada da pauta pela diretora Flávia Takafashi, relatora do processo. A decisão adia a análise do tema para 2026.

Segundo a agência, a relatora optou por aprofundar a avaliação das recomendações apresentadas pela área técnica responsável pelas licitações antes de levar o assunto à deliberação do colegiado.

Consulta pública é etapa-chave da concessão

A abertura da consulta pública é considerada um passo essencial no processo regulatório da concessão do canal de acesso do Porto de Santos. É nesse momento que o modelo proposto é submetido ao debate com o mercado, usuários do porto e a sociedade em geral.

As contribuições recebidas servem de base para eventuais ajustes no projeto, antes do envio da proposta ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e ao Tribunal de Contas da União (TCU). Essas etapas são obrigatórias para a posterior publicação do edital. A expectativa do governo federal era avançar com esse cronograma ainda em 2025.

Confira abaixo um histórico das exportações e importações de contêineres via Porto de Santos a partir de janeiro de 2022.O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Diferenças em relação ao modelo de Paranaguá

O modelo desenhado para Santos não segue exatamente o mesmo formato adotado no Porto de Paranaguá (PR). No terminal paranaense, a concessão do canal foi realizada em outubro e homologada no início de dezembro pelo MPor, tornando-se o primeiro canal de acesso concedido à iniciativa privada no país. A assinatura do contrato está prevista para janeiro.

Investimento bilionário e contrato de longo prazo

A concessão do canal de acesso do Porto de Santos prevê que uma empresa ou consórcio assuma, por um período estimado de 25 anos ou mais, a responsabilidade pela dragagem de aprofundamento do canal, que hoje possui 15 metros de profundidade. O projeto prevê a ampliação gradual para 17 metros, além da manutenção permanente da profundidade.

O volume de investimentos estimado para a concessão ultrapassa R$ 6 bilhões, refletindo a importância estratégica do Porto de Santos para a logística, o comércio exterior e a economia brasileira.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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