Portos

Terminal elétrico em Suape deve revolucionar logística portuária no Nordeste

O Porto de Suape, em Pernambuco, se prepara para um salto estratégico na logística brasileira com a implantação do primeiro terminal de contêineres 100% elétrico da América Latina. O projeto promete elevar em 55% a capacidade operacional do complexo, alcançando a movimentação anual de até 400 mil TEUs.

A iniciativa, liderada pela APM Terminals, braço do grupo Maersk, conta com investimento de R$ 2,1 bilhões e tem previsão de inauguração no segundo semestre de 2026. A expectativa é que o novo terminal fortaleça a posição do porto no cenário global, ampliando a atração de novas rotas marítimas e impulsionando a economia do Nordeste.

Localização estratégica fortalece papel de hub logístico

Com movimentação anual de cerca de 24 milhões de toneladas, o Porto de Suape já figura entre os principais do país. Sua localização privilegiada, entre Bahia e Ceará, facilita o acesso aos maiores mercados consumidores da região, além de otimizar rotas para a Europa e América do Norte.

Estudos do setor apontam o porto como forte candidato a se consolidar como um hub portuário, conectando rotas de longo curso com mercados internacionais, incluindo Mediterrâneo, Golfo e norte europeu.

Estrutura moderna e tecnologia de ponta

O novo terminal ocupará uma área de 495 mil m² — equivalente a 69 campos de futebol — e contará com 430 metros de cais e profundidade de 15,5 metros. A estrutura será capaz de receber navios da classe Super Panamax, os maiores em operação no Brasil.

Parte do investimento, cerca de R$ 241 milhões, será destinada a equipamentos de alta tecnologia, incluindo:

  • Guindastes STS para carga e descarga de navios
  • e-RTGs para movimentação de contêineres
  • Caminhões elétricos de transporte interno

Os sistemas contarão com sensores inteligentes, operação remota e foco em segurança operacional e acessibilidade. A infraestrutura também incluirá gates automatizados, rede 5G própria e tecnologia de shore power, que permite aos navios desligarem seus motores enquanto atracados.

Geração de empregos e qualificação profissional

O impacto socioeconômico do projeto já é significativo. Durante as obras, foram gerados cerca de 2.500 empregos diretos e indiretos. Na fase operacional, a previsão é de aproximadamente 1.750 novos postos de trabalho.

Além disso, há investimento em capacitação profissional, com destaque para a parceria com o Senai na criação de uma pós-graduação técnica em mecânica eletroportuária, voltada à operação dos novos sistemas.

Sustentabilidade e descarbonização no setor portuário

A adoção de equipamentos elétricos faz parte da estratégia global de descarbonização da Maersk, que prevê reduzir em 70% as emissões de CO₂ até 2030 e atingir emissões líquidas zero até 2040.

O modelo elimina o uso de combustíveis fósseis, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa, além de diminuir a poluição sonora e melhorar a qualidade do ar no entorno do porto.

Outro benefício relevante é a redução de custos operacionais, já que equipamentos elétricos exigem menos manutenção e oferecem maior integração com sistemas digitais, favorecendo a automação logística e o monitoramento em tempo real.

Tendência global e vantagem competitiva

A eletrificação de operações portuárias já é uma tendência mundial, e o Brasil se destaca pela alta disponibilidade de energia limpa, fator decisivo para a viabilidade do projeto em Suape.

Com isso, o terminal se posiciona como referência em inovação tecnológica, sustentabilidade e eficiência, consolidando Pernambuco como um dos principais polos logísticos da América Latina.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Portos

Portos do Paraná investe R$ 100 milhões em segunda etapa de modernização do píer de líquidos

A ampliação da estrutura permitirá a atracação de navios maiores e ampliará a eficiência operacional no Porto de Paranaguá

Para dar sequência ao projeto de ampliação e modernização do Píer de Granéis Líquidos (PPGL), no Porto de Paranaguá, a Portos do Paraná concluiu o processo de seleção e contratação da empresa responsável pela execução da segunda etapa da obra. O anúncio foi publicado nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado. O investimento previsto é de R$ 100,3 milhões, com prazo de conclusão de 13 meses a partir da emissão da ordem de serviço.

A ampliação da estrutura é necessária para permitir a atracação de navios maiores, tanto em comprimento total (LOA) quanto em calado (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação). “O objetivo é proporcionar mais eficiência e competitividade às operações portuárias”, afirmou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo.

Atualmente, a capacidade operacional do PPGL encontra-se limitada, permitindo apenas a recepção de embarcações com até 190 metros de comprimento e calado de 11,60 metros. Com as atualizações das Normas de Tráfego Marítimo e Permanência, em 2025, o Porto de Paranaguá passou a poder receber navios com até 13,30 metros de calado.

“Por ser uma estrutura vital para a movimentação de cargas no complexo portuário, a principal questão a ser resolvida no PPGL é a limitação operacional, uma vez que o píer foi construído na década de 1940 e precisa ser atualizado”, destacou o diretor.

Também será instalado um dolfim de amarração — estrutura marítima fixa e isolada, construída com estacas e concreto armado para amarração de navios fora do cais —, além de dois dolfins de atracação, responsáveis por absorver o impacto inicial das embarcações, e uma nova plataforma de operação. A reforma também irá otimizar a conexão com os terminais retroportuários.

Primeira fase da obra
As obras de readequação do PPGL tiveram início em 2025. Foram investidos R$ 29 milhões na repotencialização do píer, incluindo a construção de um dolfim, substituição das defensas, instalação de sistema de monitoramento e atracação a laser, adequação da iluminação e das instalações elétricas, reestruturação do pavimento e implantação de nova estrutura de elevação de mangotes. A obra segue em andamento, com o novo dolfim já concluído.

Produtividade
Em 2025, os granéis líquidos representaram 12,75% da movimentação anual nos portos paranaenses. Os principais produtos exportados foram óleo de soja (848.253 toneladas) e óleo combustível (461.692 toneladas). Na importação, destacaram-se o óleo diesel (3.245.872 toneladas) e o metanol (1.383.673 toneladas).

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Investimento

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 3,2 bilhões para projetos no Sudeste

O Fundo da Marinha Mercante aprovou cerca de R$ 3,2 bilhões em investimentos voltados à indústria naval no Sudeste, com foco principal na ampliação da infraestrutura portuária e na construção de embarcações.

Os recursos também contemplam iniciativas de apoio marítimo e serviços ligados à navegação, contribuindo para o aumento da capacidade operacional do setor e o fortalecimento da cadeia produtiva naval no país.

As propostas foram validadas durante a 62ª reunião do Conselho Diretor do fundo, realizada em 18 de março, com expectativa de geração de 1.610 empregos diretos.

Sudeste concentra projetos estratégicos

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os aportes reforçam a importância estratégica da região. De acordo com ele, os investimentos impulsionam a economia, ampliam a logística e consolidam o Sudeste como polo da atividade portuária brasileira.

Espírito Santo lidera volume de recursos

O estado do Espírito Santo concentra a maior fatia dos investimentos, com R$ 2,178 bilhões destinados ao projeto do Porto Central. A iniciativa prevê a construção de infraestrutura portuária e deve gerar 438 empregos diretos.

Projetos em São Paulo e Rio de Janeiro ampliam capacidade do setor

Em São Paulo, os projetos da Wilson Sons somam R$ 632,1 milhões, distribuídos em 23 empreendimentos, incluindo construção e manutenção de embarcações. A previsão é de 117 empregos diretos.

Já no Rio de Janeiro, diferentes empresas concentram investimentos relevantes:

  • CBO Holding: R$ 213,8 milhões, 16 projetos e 575 empregos
  • Belov Engenharia: R$ 68,7 milhões e 50 empregos
  • Galáxia Navegação: R$ 5,1 milhões e 260 empregos
  • OceanPact (Estaleiro Farol de São Thomé): R$ 97,8 milhões e 170 empregos

Política pública impulsiona logística e geração de empregos

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, os investimentos são fundamentais para o desenvolvimento regional. Ele destaca que a medida fortalece a indústria naval, amplia serviços estratégicos e melhora a eficiência logística.

A iniciativa faz parte da estratégia do Governo Federal para expandir a infraestrutura portuária e estimular o crescimento do setor marítimo no Brasil.

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Portos

Dragagem no Rio Itajaí-Açu começa e reforça navegabilidade do Porto de Itajaí

Teve início no último sábado (04), a dragagem no canal do Rio Itajaí-Açu, uma ação estratégica para a manutenção da navegabilidade no Porto de Itajaí. A operação começou por volta das 7h30, sob acompanhamento da Superintendência do Porto, marcando a execução do contrato firmado com a empresa Van Oord, responsável pelo serviço.

O acordo firmado prevê investimento de R$ 63,8 milhões, com duração inicial de 12 meses. O contrato também contempla possibilidade de prorrogação por até 48 meses, conforme legislação vigente, assegurando maior estabilidade para as operações portuárias e a manutenção contínua do canal de acesso.

De acordo com a engenheira civil Stephanie Creato Souza, superintendente de dragagem da Van Oord, os trabalhos começaram com a técnica de injeção de água. A estratégia aproveita a disponibilidade de berços no porto para a retirada de sedimentos e recuperação das profundidades operacionais.

Segundo ela, o objetivo principal é garantir condições adequadas de navegação, mantendo o canal apto para a movimentação segura de embarcações.

Importância da dragagem para o setor portuário

A dragagem de manutenção é considerada fundamental para assegurar a navegabilidade e a praticabilidade do canal, além de garantir a regularidade das operações no Porto de Itajaí. A ação contribui diretamente para a segurança operacional e fortalece a competitividade logística do complexo portuário na região.

Tags: dragagem Rio Itajaí-Açu, Porto de Itajaí, navegabilidade, logística portuária, manutenção de canal, Van Oord, infraestrutura portuária, transporte marítimo

Fonte: Superintendência do Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Ilhéus registra alta de quase 70% no faturamento em 2026

O Porto de Ilhéus apresentou crescimento significativo no início de 2026, com avanço de 69,98% no faturamento portuário em relação ao mesmo período do ano passado. Nos dois primeiros meses, a receita chegou a R$ 1,5 milhão, impulsionada pelo aumento da movimentação de cargas e pelo fluxo de cruzeiros.

Movimentação de cargas e cruzeiros impulsiona receita

De acordo com dados divulgados pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP), o terminal movimentou 49.183 toneladas de mercadorias e recebeu nove navios de cruzeiro no período.

Entre os principais produtos transportados, destacam-se:

  • mais de 18 mil toneladas de cacau
  • cerca de 21 mil toneladas de níquel

O desempenho reforça a relevância do porto para a economia regional, especialmente para produtores locais e para a geração de empregos no sul da Bahia.

Investimentos em infraestrutura fortalecem competitividade

Durante a reunião do CAP, também foram detalhadas ações voltadas à modernização da infraestrutura portuária, consideradas essenciais para ampliar a capacidade operacional e aumentar a competitividade no cenário nacional.

Entre as iniciativas discutidas estão:

  • dragagem de aprofundamento do canal
  • implantação de cercamento e controle de acesso
  • melhorias estruturais no cais

As medidas visam otimizar a logística e preparar o porto para novas demandas do setor.

Obras no cais prometem reduzir custos operacionais

Um dos destaques é a nova técnica de reforço estrutural que será aplicada pela CODEBA.

Segundo o presidente da companhia, Antonio Gobbo, a solução busca corrigir problemas causados pelo movimento das marés, que afetam a estabilidade do cais e aumentam a necessidade de manutenção.

A proposta é substituir o modelo atual por uma estrutura monolítica, capaz de reduzir custos com dragagens frequentes e garantir maior durabilidade ao terminal ao longo das próximas décadas.

Mudanças na gestão marcam nova fase do porto

O encontro também oficializou alterações na administração do porto. João Batista Aquino foi apresentado como novo gerente da unidade, enquanto Pedro Henrique Pena assumiu a presidência do Conselho de Autoridade Portuária.

A mudança ocorre em substituição a Felipe Medeiros Lima e sinaliza uma nova etapa na gestão, com expectativa de continuidade nas ações estratégicas e fortalecimento institucional.

FONTE: CODEBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Sem Categoria

Porto de Imbituba recebe missão internacional para avaliar energia eólica offshore

O Porto de Imbituba sediou uma missão internacional voltada à análise do potencial da energia eólica offshore na região. A visita integra a Parceria Energética Brasil-Dinamarca (BRADEP), iniciativa que promove cooperação técnica entre os dois países no setor de energia renovável.

Cooperação internacional foca energia limpa no Brasil

A agenda reuniu representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, da Embaixada da Dinamarca no Brasil e da COWI, empresa global especializada em projetos de infraestrutura sustentável.

Além de Imbituba, a programação também incluiu atividades no Porto de Laguna, ampliando o mapeamento das condições logísticas no litoral de Santa Catarina.

Avaliação técnica analisa infraestrutura portuária

Durante a visita, as equipes realizaram uma imersão nas áreas operacionais dos portos, com foco na coleta de dados e no intercâmbio de informações técnicas.

O objetivo principal foi avaliar:

  • a infraestrutura portuária disponível
  • a capacidade de apoio a projetos de energia eólica no mar
  • a eficiência logística para futuras operações

A análise também considerou critérios de sustentabilidade e viabilidade de longo prazo para implantação de parques eólicos offshore.

Portos ganham papel estratégico na transição energética

O movimento ocorre em meio ao avanço das discussões sobre a estrutura necessária para desenvolver a cadeia de energia eólica offshore no Brasil.

Nesse cenário, os portos tendem a assumir funções estratégicas, como:

  • movimentação de equipamentos de grande porte
  • suporte logístico para instalação de turbinas
  • apoio às operações de manutenção

Imbituba e Laguna buscam protagonismo no setor

De acordo com o presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, os portos catarinenses trabalham para se consolidar como hubs logísticos voltados à transição energética.

A estratégia se apoia na localização geográfica e na infraestrutura já existente, fatores considerados decisivos para atrair investimentos no setor.

Investimentos em energia solar reforçam sustentabilidade

Paralelamente, o Porto de Imbituba vem adotando medidas para diversificar sua matriz energética. Entre as iniciativas está a implantação de um sistema de energia solar fotovoltaica, que já responde por cerca de 15% do consumo elétrico do complexo.

A ação reforça o compromisso do porto com práticas sustentáveis e com a ampliação do uso de fontes renováveis.

FONTE:
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Imbituba

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Portos

Suape fortalece agenda internacional com visita do Porto de Antuérpia-Bruges

O Complexo Industrial Portuário de Suape recebeu, na segunda-feira (30), uma delegação do Porto de Antuérpia-Bruges, considerado o segundo maior porto da Europa. A visita reforça a estratégia de posicionar o terminal pernambucano como referência global em logística portuária e comércio exterior.

A comitiva foi liderada pelo CEO Kristof Waterschoot e integra a agenda internacional de Suape voltada à ampliação de parcerias e atração de investimentos.

Acordo Mercosul-UE impulsiona novas oportunidades

As tratativas ocorrem em um contexto favorável, marcado pelo avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. O cenário fortalece Pernambuco como ponto estratégico para exportações brasileiras e como hub de entrada de cargas europeias no Nordeste.

Com isso, Suape amplia seu protagonismo na integração entre mercados internacionais e na expansão de rotas marítimas.

Cooperação técnica e intercâmbio com porto europeu

Além das discussões institucionais, a visita abre caminho para intercâmbio com a Port of Antwerp-Bruges International, braço global do complexo belga. A iniciativa busca fomentar o compartilhamento de conhecimento em operações portuárias, gestão logística e inovação regulatória.

A delegação internacional também contou com executivos como Wannes Vincent e Matheus Doleck, que acompanham projetos na América Latina.

Foco em investimentos e novos negócios

Representantes de Suape destacaram que o encontro deve evoluir para parcerias estratégicas em diferentes frentes. Entre os objetivos estão a atração de armadores internacionais, ampliação da infraestrutura e fortalecimento da competitividade no mercado externo.

As reuniões ocorreram no Centro Administrativo do porto e incluíram visita à torre de controle, permitindo visão ampla das operações e da estrutura logística.

Sustentabilidade e inovação na agenda conjunta

Entre os temas prioritários discutidos estão a transição energética, o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e a capacitação técnica. A cooperação também poderá incluir estudos conjuntos para expansão de terminais e aprimoramento da governança.

A iniciativa reforça o compromisso com uma logística sustentável e alinhada às exigências do comércio global.

Suape avança como hub estratégico no Atlântico

Com a aproximação entre os dois portos, a expectativa é ampliar conexões internacionais e consolidar Suape como um dos principais hubs logísticos da América do Sul.

A parceria sinaliza ganhos para a economia regional e fortalece o papel do porto como porta de entrada e saída para o comércio global.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Comércio Exterior

Comércio entre América Latina e África ganha força e abre novas rotas logísticas

O comércio entre América Latina e África vem ganhando destaque como alternativa estratégica diante das recentes crises que afetam rotas tradicionais. A movimentação reflete um esforço conjunto para ampliar parcerias e reduzir vulnerabilidades no cenário global. Nesse contexto, o setor logístico intensifica a busca por novos corredores marítimos, embora ainda enfrente entraves importantes relacionados à infraestrutura.

Diversificação de mercados reduz dependência externa

A instabilidade econômica internacional tem levado países a diversificar parceiros comerciais. Com isso, portos localizados no Atlântico Sul assumem papel central na expansão do intercâmbio entre os continentes. O aumento do fluxo de mercadorias reforça a importância da cooperação sul-sul, que contribui para diminuir a dependência de mercados já saturados.

Ao mesmo tempo, a logística transatlântica ainda carece de conexões mais diretas. Atualmente, grande parte das cargas precisa passar por portos na Europa ou na América do Norte, o que encarece e prolonga as operações. A criação de rotas diretas entre América Latina e África surge, portanto, como solução para reduzir custos e aumentar a eficiência. Diante disso, empresas de navegação estudam a implementação de serviços regulares permanentes.

Transporte de carga e segurança alimentar em foco

A ampliação do comércio também está diretamente ligada à segurança alimentar, fator que impulsiona a troca de produtos agrícolas e minerais entre as regiões. Apesar do potencial, a ausência de portos com grande capacidade de calado ainda representa um desafio relevante.

Nesse cenário, investimentos em infraestrutura portuária, especialmente em terminais africanos, despontam como oportunidades estratégicas para viabilizar o crescimento sustentável das operações logísticas.

Crescimento regional depende de eficiência operacional

O fortalecimento do comércio entre América Latina e África tende a aumentar a resiliência das cadeias logísticas. Paralelamente, governos avançam em acordos aduaneiros com o objetivo de simplificar processos e reduzir burocracias.

A diversificação comercial se consolida, assim, como um dos principais pilares para o crescimento econômico das regiões. Já a eficiência operacional deverá ser determinante para garantir competitividade e sucesso nas novas rotas.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

Porto de Imbituba registra 641 mil toneladas e mantém alta na movimentação em 2026

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e alcançou, em fevereiro de 2026, a marca de mais de 641 mil toneladas movimentadas, consolidando um dos melhores desempenhos já registrados para o período. Ao todo, foram realizadas 27 atracações no mês.

Este é o segundo mês consecutivo de resultados expressivos no terminal portuário catarinense.

Crescimento impulsiona logística em Santa Catarina

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, o avanço está diretamente relacionado ao fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Segundo ele, o desempenho reflete a integração entre poder público e setor produtivo, com foco em aumentar a eficiência e a competitividade da economia catarinense. O investimento em portos, destaca, tem impacto direto sobre a indústria, o agronegócio e a geração de empregos.

Exportações disparam e lideram movimentação

As exportações pelo Porto de Imbituba somaram 392,5 mil toneladas em fevereiro, apresentando crescimento expressivo:

  • alta de 56% em relação a janeiro de 2026
  • avanço de 135% na comparação anual

Os principais produtos embarcados foram:

  • coque calcinado e não calcinado
  • farelo de milho

Importações e cabotagem também avançam

No sentido inverso, as importações totalizaram 189,8 mil toneladas, com destaque para cargas como:

  • hulha betuminosa
  • sal
  • coque de petróleo
  • insumos industriais

A navegação de cabotagem também apresentou crescimento relevante. Foram:

  • 52,9 mil toneladas embarcadas (alta de 24,8%)
  • 6,2 mil toneladas desembarcadas

Granéis sólidos dominam operações

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, os granéis sólidos seguem como principal segmento, representando 78% da movimentação total, com mais de 1,03 milhão de toneladas.

Entre os produtos de maior volume estão:

  • coque de petróleo
  • hulha betuminosa
  • açúcar a granel
  • sal
  • farelo de milho

Contêineres e carga geral ganham espaço

O segmento de contêineres vem ampliando sua participação e já responde por 14% do total movimentado no ano, somando 180,6 mil toneladas. O avanço indica maior atração de cargas com valor agregado.

Já a carga geral representa 8% do volume acumulado, ultrapassando 102 mil toneladas, o que demonstra a capacidade do porto em operar operações mais complexas.

Porto reforça papel no comércio exterior

Segundo o diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, os resultados refletem investimentos contínuos em eficiência operacional e expansão da capacidade logística.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que o terminal movimentou mais de US$ 323 milhões em operações de comércio exterior nos dois primeiros meses do ano, reforçando sua relevância para a balança comercial.

FONTE: Porto de Imbituba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Investimento

Fundo da Marinha Mercante prevê R$ 41,7 bilhões em investimentos para transporte e indústria naval

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) deve impulsionar os modais de transporte no Brasil com um pacote de investimentos estimado em R$ 41,7 bilhões. A carteira de projetos foi apresentada nesta terça-feira (24), em Brasília, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Ao todo, estão previstos 890 empreendimentos em todo o país, com potencial para gerar mais de 180 mil empregos diretos, abrangendo iniciativas voltadas à indústria naval brasileira e à infraestrutura portuária.

Projetos abrangem embarcações, estaleiros e portos

A carteira do Fundo da Marinha Mercante reúne um conjunto diversificado de investimentos. Entre os destaques estão:

  • 612 construções de embarcações;
  • 115 projetos de reparo e docagem;
  • 141 modernizações de estruturas;
  • Implantação de 6 estaleiros;
  • 13 projetos portuários;
  • 3 terminais de transbordo.

As iniciativas envolvem 62 empresas e 32 estaleiros, reforçando o papel estratégico do setor para a logística nacional.

Segundo o ministro, o crescimento dos investimentos demonstra a força da política pública. Ele destacou que o volume de projetos aprovados avançou significativamente, acompanhado pelo aumento das contratações e pela geração de empregos, fortalecendo a competitividade do país.

Retomada da indústria naval impulsiona empregos

A retomada dos investimentos na indústria naval já apresenta reflexos no mercado de trabalho. Após períodos de baixa, quando o setor chegou a empregar cerca de 12 mil trabalhadores, o número atual supera 55 mil empregos diretos, representando um crescimento expressivo.

Esse avanço acompanha a expansão dos recursos destinados ao setor. O montante de projetos aprovados saltou de R$ 22,8 bilhões (2019–2022) para R$ 87,7 bilhões no ciclo atual (2023–2026). Já a carteira contratada cresceu de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,2 bilhões, com 2025 se consolidando como o ano de maior execução financeira.

Distribuição regional dos investimentos

Os recursos do FMM serão distribuídos em todas as regiões do país:

  • Sul: R$ 14,1 bilhões;
  • Nordeste: R$ 11,9 bilhões;
  • Sudeste: R$ 10,4 bilhões;
  • Norte: R$ 5,3 bilhões.

Entre os principais projetos estão iniciativas relevantes em diferentes estados, envolvendo desde construção naval até plataformas logísticas e operações offshore.

Hidrovias ganham destaque na estratégia logística

O fortalecimento da navegação interior também é um dos focos da carteira. De acordo com representantes do setor, os investimentos contribuem para ampliar o uso das hidrovias brasileiras, especialmente em regiões onde os rios são fundamentais para o transporte de pessoas e mercadorias.

A ampliação da frota, melhorias na infraestrutura e maior segurança da navegação estão entre os benefícios esperados, aumentando a eficiência logística e promovendo integração regional.

Evento debateu futuro do transporte hidroviário

Como parte da agenda, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou o Café Hidroviário, encontro que reuniu representantes do setor público e privado para discutir o papel estratégico da logística hidroviária no Brasil.

O evento abordou desafios e oportunidades para expandir o uso dos rios como alternativa mais sustentável e eficiente, com foco em infraestrutura, renovação da frota e melhorias no transporte de passageiros, especialmente em regiões dependentes desse modal.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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