Aeroportos

Brasil e China avaliam ampliação de voos diretos e novas parcerias na aviação

Brasil e China discutem medidas para ampliar a conectividade aérea entre os dois países e fortalecer a cooperação internacional na aviação. O tema foi tratado nesta terça-feira (25), em Pequim, durante reunião do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, com representantes da Administração da Aviação Civil da China (CAAC).

Entre os assuntos da agenda estiveram o aumento da frequência de voos diretos entre Brasil e China, a formação de profissionais da aviação e o intercâmbio de tecnologias voltadas à modernização do setor.

Países avaliam aumento de voos diretos

Atualmente, Brasil e China contam com quatro voos diretos por semana. Durante a reunião, Tomé Franca propôs a realização de estudos para verificar a possibilidade de ampliar essa oferta.

A medida busca aumentar as alternativas de conexão aérea entre os mercados brasileiro e chinês, facilitando o deslocamento de passageiros e contribuindo para o fortalecimento das relações econômicas entre os países.

Formação de pilotos também entra na pauta

A qualificação de profissionais foi outro ponto discutido pelas autoridades. A China possui uma academia de aviação com mais de 500 aeronaves destinadas a atividades de treinamento.

A proposta apresentada durante o encontro prevê ampliar a parceria entre os dois países para a formação de pilotos e tripulantes, com intercâmbio de experiências, conhecimentos e práticas de treinamento.

A cooperação pode contribuir para aproximar instituições brasileiras e chinesas e ampliar a troca de conhecimento na área de capacitação aeronáutica.

Brasil destaca potencial para produção de SAF

A modernização tecnológica do setor aéreo também fez parte das conversas. Os países avaliaram possibilidades de intercâmbio técnico e tecnológico, incluindo o compartilhamento de experiências relacionadas à evolução da aviação.

Tomé Franca também ressaltou o potencial brasileiro para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF). A disponibilidade de matérias-primas e a capacidade produtiva do Brasil foram apresentadas como vantagens para o desenvolvimento desse mercado.

O SAF é considerado uma das alternativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa associadas ao transporte aéreo.

COFCO amplia atuação logística no Brasil

A agenda da missão brasileira na China também incluiu uma reunião com representantes da COFCO, uma das principais empresas chinesas do setor de agronegócio com operações no Brasil.

As conversas trataram dos investimentos da companhia no país, da logística de exportação de grãos e das perspectivas de expansão das atividades.

Atualmente, a empresa movimenta mais de 14 milhões de toneladas de produtos agrícolas no Porto de Santos. Entre as principais cargas estão soja, farelo de soja, milho e açúcar.

A COFCO ocupa uma área de 98 mil metros quadrados no complexo portuário, com capacidade estática para armazenar aproximadamente 490 mil toneladas.

Empresa investe em transporte ferroviário

Em 2025, a companhia adquiriu 979 vagões e 23 locomotivas em parceria com a Rumo Logística. Os equipamentos são utilizados no transporte de grãos até o Porto de Santos, de onde as cargas são embarcadas para diferentes mercados internacionais, incluindo a China.

A empresa também está restaurando o antigo prédio da Diretoria de Operações da Autoridade Portuária, localizado às margens do cais. A iniciativa faz parte das ações de valorização da relação entre o porto e a cidade.

O complexo da COFCO em Santos é considerado o maior ativo de exportação da companhia fora do território chinês.

Missão brasileira segue para Xangai

A agenda do Ministério de Portos e Aeroportos continua nesta quarta-feira (26), em Xangai. Estão previstas reuniões com empresas e instituições ligadas à infraestrutura portuária e logística.

Entre os compromissos está um encontro com Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), além de uma visita técnica ao Porto de Baoshan.

A programação também prevê a inauguração do escritório de representação do Porto de Itapoá, de Santa Catarina, em Xangai.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Infraestrutura da aviação: entenda os principais termos usados nos aeroportos

Termos como hub aeroportuário, slots, cabeceira de pista e faixa de pista aparecem com frequência nas notícias sobre aviação, mas nem sempre são fáceis de compreender para quem utiliza o transporte aéreo apenas como passageiro.

Por trás dessas expressões estão estruturas, sistemas e procedimentos fundamentais para organizar o fluxo de aeronaves, passageiros e cargas e, principalmente, garantir a segurança das operações aeroportuárias.

Para facilitar a compreensão do noticiário sobre infraestrutura da aviação, confira o significado de alguns dos conceitos mais utilizados no setor.

O que é hub aeroportuário?

Um hub aeroportuário é um aeroporto que funciona como um grande ponto de conexão entre diferentes voos. Em vez de atender apenas passageiros que têm aquela cidade como destino final, o terminal concentra rotas de várias origens e destinos.

Nesse modelo, o passageiro pode desembarcar de uma aeronave e embarcar em outra para continuar a viagem.

No Brasil, aeroportos como Guarulhos (SP), Brasília (DF), Congonhas (SP), Galeão (RJ) e Recife (PE) exercem papel relevante na conexão da malha aérea brasileira, embora tenham diferentes características e níveis de concentração de voos.

O que é a cabeceira da pista?

A cabeceira de pista corresponde a uma das extremidades da pista utilizada para pousos e decolagens. É a partir de uma delas que a aeronave inicia a decolagem ou em direção a uma delas que segue durante o pouso.

Cada cabeceira recebe uma identificação numérica relacionada à direção em que a pista está orientada. Como uma pista pode ser utilizada nos dois sentidos, suas extremidades possuem números diferentes.

Por isso, quando uma notícia menciona obras ou intervenções em cabeceiras, a medida pode envolver sinalização, adequações ou melhorias na infraestrutura aeroportuária.

O que é pista de taxiamento?

A pista de taxiamento, também chamada de taxiway, é o caminho utilizado pelos aviões para circular entre a pista de pouso e decolagem, o pátio e outras áreas do aeroporto.

Após pousar, por exemplo, o avião deixa a pista principal por uma taxiway e segue até o ponto onde ficará estacionado. Antes da decolagem, percorre o trajeto contrário para chegar à pista.

O que significa RESA?

A sigla RESA vem do inglês Runway End Safety Area e identifica a área de segurança localizada além do final da pista de pouso e decolagem.

Sua finalidade é ampliar a proteção em situações nas quais uma aeronave ultrapasse a extremidade da pista durante um pouso ou uma decolagem.

As características e a implantação dessa área fazem parte dos requisitos de segurança aeroportuária. Por isso, obras ou adequações em uma RESA podem aparecer em projetos de modernização de aeroportos.

O que é faixa de pista?

A faixa de pista é a área que circunda a pista de pouso e decolagem e vai além da superfície pavimentada utilizada diretamente pelas aeronaves.

Ela contribui para reduzir riscos e proteger as operações caso uma aeronave saia acidentalmente da área pavimentada.

Por esse motivo, a faixa precisa seguir requisitos específicos e ter restrições quanto à presença de determinados obstáculos. As exigências variam conforme as características e o tipo de operação de cada aeroporto.

Para que serve o balizamento?

O balizamento aeroportuário reúne luzes e outros sistemas de sinalização utilizados para orientar os pilotos durante as operações.

Esses recursos ajudam a identificar pistas, taxiways e outras áreas do aeroporto, especialmente durante a noite ou em situações de baixa visibilidade.

Assim, quando uma obra inclui melhorias no balizamento, trata-se de uma intervenção diretamente relacionada à segurança e à operação dos aeroportos.

O que são lado ar e lado terra?

Outra divisão comum nos aeroportos é entre lado ar e lado terra.

O lado terra corresponde às áreas às quais o público normalmente tem acesso, como entradas e espaços de circulação dos terminais.

Já o lado ar engloba as áreas destinadas às atividades aeronáuticas, incluindo pistas, pátios e estruturas de acesso restrito.

A separação desses ambientes ajuda a organizar a circulação de passageiros, funcionários, veículos e aeronaves, além de contribuir para o cumprimento dos procedimentos de segurança.

Por que conhecer os termos da aviação?

Embora sejam expressões técnicas, esses conceitos ajudam a entender como diferentes partes de um aeroporto trabalham em conjunto.

A operação começa com o planejamento de voos e conexões e envolve uma série de estruturas responsáveis por orientar as aeronaves, organizar o fluxo no terminal e reduzir riscos durante pousos, decolagens e deslocamentos em solo.

Por isso, uma obra em uma pista, uma adequação na faixa de segurança ou uma melhoria no balizamento não deve ser vista como uma intervenção isolada. Cada medida integra um sistema mais amplo de infraestrutura aeroportuária, criado para garantir operações seguras e eficientes e melhorar a experiência dos passageiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Evento

Workshop em Brasília debate futuro da carga aérea e das remessas expressas no Brasil

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas (Abraec), promove na próxima quinta-feira (13), em Brasília, um workshop dedicado ao futuro da carga aérea e das remessas expressas internacionais no Brasil.

O evento, chamado Agenda ConectAR: Workshop Remessas Expressas, reunirá representantes do governo, órgãos reguladores, entidades internacionais e empresas do setor para discutir os principais desafios e oportunidades para o transporte aéreo de cargas no país.

Evento reúne governo e empresas do setor aéreo

O workshop será realizado no auditório do Ministério de Portos e Aeroportos, na Esplanada dos Ministérios. A participação é gratuita e requer inscrição prévia.

O encontro também terá transmissão ao vivo pelo canal do MPor no YouTube, permitindo o acompanhamento remoto das discussões.

A abertura institucional terá a participação do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca; do secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Ramos Longo; e do secretário de Competitividade e Política Regulatória do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Pedro Ivo Sebba Ramalho.

Remessas expressas ganham espaço na agenda econômica

A programação foi organizada para discutir o papel das remessas expressas internacionais na economia brasileira e sua relação com o desenvolvimento do comércio exterior.

Entre os assuntos previstos estão competitividade, infraestrutura aeroportuária, modernização regulatória e transformação digital. A agenda também inclui debates sobre integração entre órgãos públicos, segurança, reforma tributária e o uso de inteligência artificial na logística.

Outro foco será a evolução do setor nos próximos anos, com discussões sobre as perspectivas para a carga aérea brasileira até 2030.

Empresas e entidades internacionais participam

A programação contará com especialistas e representantes de empresas e organizações ligadas ao transporte aéreo, à logística e ao comércio internacional.

Entre os participantes confirmados estão representantes da Global Express Association (GEA), Cargo Airline Association (CAA), GRU Airport, FedEx, LATAM Cargo, DHL Express e International Air Transport Association (IATA).

Também participam a Brazil Specialty Coffee Association (BSCA) e a Alibaba/Cainiao, ampliando o debate para diferentes segmentos que dependem da logística aérea e das operações internacionais.

Agenda ConectAR busca modernizar a aviação civil

O Workshop Remessas Expressas faz parte das ações da Agenda ConectAR, iniciativa coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos para aumentar a competitividade da aviação civil brasileira.

O programa está estruturado em três frentes principais: ampliação da concorrência, redução do Custo Brasil e fortalecimento da estabilidade regulatória e da segurança jurídica.

A proposta reúne medidas para modernizar o ambiente de negócios, melhorar a eficiência da cadeia logística e estimular a atração de investimentos para o setor aéreo.

Debate mira mais eficiência e conectividade

A discussão sobre as remessas expressas integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da infraestrutura logística brasileira.

A expectativa é que o encontro contribua para identificar soluções capazes de ampliar a conectividade do país, facilitar o comércio exterior, aumentar a eficiência das operações de carga aérea e criar condições mais favoráveis para o desenvolvimento econômico.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Negócios

Labace 2026 reúne setor da aviação de negócios e destaca investimentos em infraestrutura aeroportuária

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou na terça-feira (4), em São Paulo, da cerimônia de abertura da Labace 2026, considerada a maior feira de aviação de negócios da América Latina e uma das principais do segmento no cenário internacional.

Promovido pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o evento reúne fabricantes de aeronaves, operadores, prestadores de serviços, investidores e representantes do poder público para apresentar inovações, discutir tendências e fortalecer o ambiente de negócios da aviação brasileira.

Infraestrutura e conectividade são prioridades do governo

Durante a solenidade de abertura, Tomé Franca ressaltou a relevância da aviação de negócios para impulsionar a integração entre regiões do país, fomentar o desenvolvimento econômico e ampliar a geração de empregos.

Segundo o ministro, o governo federal mantém o compromisso de modernizar a infraestrutura aeroportuária, ampliar a conectividade regional e consolidar um ambiente regulatório mais eficiente e previsível, com o objetivo de incentivar novos investimentos no setor.

Ele destacou que a melhoria dos aeroportos tem impacto direto sobre a aviação geral, que depende de estruturas adequadas distribuídas em diferentes regiões do Brasil para ampliar suas operações e atender à demanda crescente.

Agenda ConectAR reforça estratégia para o setor

A presença do Ministério de Portos e Aeroportos na Labace 2026 também integra as ações da Agenda ConectAR, política pública estruturada em três pilares: ampliação da concorrência, redução do chamado custo Brasil e fortalecimento da estabilidade regulatória e da segurança jurídica.

De acordo com Tomé Franca, a iniciativa foi construída em conjunto com representantes da indústria, do comércio, do turismo, órgãos ligados à aviação e diversos ministérios, formando uma estratégia voltada ao desenvolvimento sustentável do setor aéreo brasileiro.

Evento reúne líderes da indústria aeronáutica

Em sua 21ª edição, a Labace reúne centenas de expositores nacionais e internacionais, apresentando lançamentos e soluções voltadas à indústria aeronáutica.

A programação inclui debates sobre inovação, sustentabilidade, novas tecnologias e os principais desafios para o futuro da aviação de negócios, consolidando o evento como um dos mais importantes pontos de encontro do segmento na América Latina.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Aeroportos

Aeroporto executivo de Itajaí receberá investimento de R$ 400 milhões para expansão

A Aruna Urbanismo, incorporadora de origem paranaense, anunciou um investimento de R$ 400 milhões para ampliar a estrutura do Aeroporto Campo Comandantes (SIJY), em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O aporte será realizado ao longo dos próximos quatro anos e tem como objetivo transformar o terminal em uma das principais referências da aviação executiva na Região Sul.

Ampliação da pista permitirá receber aeronaves maiores

A primeira fase do projeto será voltada à modernização da infraestrutura operacional e ao reforço das condições de segurança. Entre as principais intervenções está a ampliação da pista, que passará dos atuais 1.000 metros de comprimento por 18 metros de largura para 1.400 metros de extensão e 30 metros de largura.

Com a expansão, o aeroporto terá capacidade para operar uma variedade maior de jatos e aeronaves executivas, ampliando sua competitividade no segmento.

Terminal ganhará novos espaços para passageiros e tripulações

O plano também contempla melhorias nas áreas de atendimento aos usuários. Serão implantadas salas de reuniões, espaços de descanso e ambientes destinados à permanência de passageiros, pilotos e tripulações.

A expectativa da empresa é concluir essa etapa até o final de 2026, tornando o terminal apto a atender todas as categorias da aviação executiva.

Novo FBO oferecerá serviços exclusivos a partir de 2027

Na segunda etapa do empreendimento, prevista para começar em 2027, o aeroporto contará com um FBO (Fixed Base Operator), estrutura especializada no atendimento de aeronaves privadas, passageiros e tripulações.

O novo espaço oferecerá serviços diferenciados, como recepção diretamente na aeronave, suporte operacional e atendimento personalizado em solo, elevando o padrão dos serviços aeroportuários.

Complexo terá cerca de 65 hangares

Outro destaque do projeto é a criação de um complexo com aproximadamente 65 hangares. Cinquenta unidades serão disponibilizadas para comercialização dentro do condomínio aeronáutico existente, enquanto outras 15, de maior porte, serão destinadas à locação e às operações do FBO, incluindo espaços para hangaragem compartilhada de aeronaves maiores.

Localização estratégica impulsiona crescimento do terminal

Situado a cerca de 15 quilômetros de Balneário Camboriú e próximo aos principais municípios do Vale do Itajaí, o Aeroporto Campo Comandantes pretende aproveitar o crescimento econômico e turístico da região para ampliar sua atuação nos mercados de voos corporativos e aviação privada.

Estudo aponta potencial para diversos segmentos

Levantamento realizado pelas consultorias Infraway e Alvarez & Marsal indica que o aeroporto poderá atender diferentes nichos de mercado. Além da demanda corporativa, o terminal possui potencial para operações de turismo de alto padrão, atividades offshore, transporte aeromédico, além de serviços voltados à administração pública e à segurança.

De acordo com Raphael Ferreira, sócio da Aruna Urbanismo, a primeira fase do investimento busca unir aumento da capacidade operacional, eficiência, segurança e melhoria na experiência dos usuários. A expectativa é consolidar o Aeroporto Campo Comandantes como um dos principais hubs de aviação executiva do Brasil, acompanhando o avanço da demanda por mobilidade aérea qualificada na Região Sul.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Aeroportos

Multas da Receita Federal elevam preocupação no setor aeroportuário e podem aumentar custos da aviação

As recentes multas da Receita Federal aplicadas a empresas de serviços auxiliares ao transporte aéreo colocaram o setor aeroportuário em estado de alerta. As autuações, que já atingem companhias de ground handling com atuação no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), podem representar uma mudança significativa na estrutura de custos da infraestrutura aeroportuária brasileira.

O foco da cobrança está na contribuição adicional ao Risco Ambiental do Trabalho (RAT), destinada ao financiamento da aposentadoria especial de trabalhadores expostos a agentes nocivos, especialmente níveis elevados de ruído.

Segundo representantes do segmento, a nova interpretação pode elevar a alíquota incidente sobre a folha de pagamento de 3% para até 9%, além de gerar cobranças retroativas que, em alguns casos, já ultrapassam R$ 25 milhões por empresa.

Setor questiona ampliação da cobrança pela Receita

A origem da discussão está no Tema 555 do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu que o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) não elimina automaticamente o direito à aposentadoria especial em situações de exposição contínua ao ruído.

No entanto, empresas do setor afirmam que a Receita Federal estaria ampliando o alcance desse entendimento ao considerar que todos os trabalhadores estariam expostos às mesmas condições, aplicando a cobrança sobre toda a folha salarial sem avaliação individual dos postos de trabalho.

De acordo com José Nijar Sauaia Neto, advogado que presta assessoria jurídica à Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo (Abesata), as autuações desconsideram análises técnicas específicas e presumem, de forma generalizada, a ineficácia dos equipamentos de proteção utilizados pelas empresas.

Empresas de apoio aéreo temem impacto em toda a cadeia da aviação

As Empresas de Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo (ESATAs) desempenham funções essenciais para o funcionamento dos aeroportos, como movimentação de bagagens e cargas, atendimento aos passageiros, limpeza de aeronaves, apoio operacional em solo e atividades de embarque e desembarque.

Como essas operações dependem fortemente de mão de obra, a folha de pagamento representa uma das principais despesas do setor. Por isso, um aumento na contribuição previdenciária pode elevar significativamente os custos operacionais.

Na avaliação das empresas, os reflexos não ficariam restritos às prestadoras de serviços. O impacto pode alcançar companhias aéreas, operadores logísticos e concessionárias aeroportuárias, afetando toda a cadeia da aviação civil.

Preocupação se estende a aeroportos de todo o país

Embora as primeiras autuações tenham sido registradas em Guarulhos, empresas que atuam em aeroportos como Congonhas, Viracopos, Galeão, Brasília, Confins e Recife acompanham o caso com atenção diante da possibilidade de ampliação das fiscalizações.

O tema ganha ainda mais relevância em um momento de recuperação e expansão do setor aéreo brasileiro.

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que o transporte aéreo movimentou 33,5 milhões de passageiros no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 7,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A demanda internacional avançou 13%, enquanto o mercado doméstico registrou alta de 6%.

Entre janeiro e maio, o fluxo de passageiros acumulou expansão de 6,7%, impulsionando novos investimentos na ampliação e modernização dos aeroportos.

Investimentos podem ser afetados por aumento de custos

O cenário preocupa porque coincide com um ciclo de investimentos na infraestrutura aeroportuária.

Em fevereiro deste ano, o governo federal e a concessionária Aena anunciaram R$ 9,2 bilhões para obras de modernização e expansão em 11 aeroportos brasileiros, incluindo Congonhas. Além disso, foi divulgado um pacote de R$ 1,8 bilhão destinado ao fortalecimento da infraestrutura aeroportuária regional até 2027.

Para o setor, mudanças na interpretação de encargos previdenciários podem comprometer a previsibilidade financeira justamente em um período de retomada dos investimentos.

Empresas recorrem à Justiça e Congresso analisa mudanças

As empresas autuadas já iniciaram a contestação das cobranças nas esferas administrativa e judicial. Parte dos processos chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), enquanto novos recursos ainda poderão ser analisados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Paralelamente, outras empresas do segmento passaram a revisar laudos ambientais, Perfis Profissiográficos Previdenciários (PPP) e documentos relacionados à segurança do trabalho para reduzir riscos de futuras autuações.

No Congresso Nacional, um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR) propõe restringir multas retroativas aos casos de fraude ou omissão dolosa de informações previdenciárias, além de garantir que as empresas possam apresentar provas técnicas antes da formalização da cobrança.

Segundo Ricardo Aparecido Miguel, presidente da Abesata, a previsibilidade jurídica é essencial para manter os investimentos e a estabilidade financeira das empresas responsáveis por serviços fundamentais à operação dos aeroportos brasileiros.

Insegurança jurídica preocupa setor aeroportuário

Para representantes da cadeia da aviação, a discussão sobre a incidência do RAT deixou de ser apenas uma questão previdenciária. O tema passou a ser considerado estratégico por envolver segurança jurídica, competitividade e os custos da infraestrutura aeroportuária, fatores considerados decisivos para a continuidade da expansão do transporte aéreo no Brasil.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Aeroportos

Centro-Oeste supera 5,1 milhões de passageiros e alcança maior movimentação aérea desde 2018

A aviação no Centro-Oeste manteve o ritmo de crescimento em 2026 e registrou o melhor desempenho dos últimos oito anos. Entre janeiro e maio, os aeroportos da região movimentaram 5,1 milhões de passageiros, resultado 5,3% superior ao verificado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 4,84 milhões de embarques e desembarques.

O volume representa o maior fluxo de viajantes desde 2018 e reforça a recuperação do setor aéreo após os impactos provocados pela pandemia.

Mercado doméstico impulsiona crescimento da aviação

Levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado com base no painel de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aponta que o avanço foi puxado principalmente pelos voos nacionais.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o mercado doméstico respondeu por 4,92 milhões de passageiros, crescimento de 5,6% na comparação anual. Já os voos internacionais transportaram 178,1 mil passageiros, mantendo um desempenho elevado e mais de 70% acima do registrado em 2022, período em que o setor ainda enfrentava os reflexos da crise sanitária.

Alta dos custos não freia demanda por viagens

O resultado ganha destaque em um cenário de aumento das despesas operacionais das companhias aéreas. Mesmo com a elevação do preço do querosene de aviação (QAV) e outros custos do setor, a procura pelo transporte aéreo segue em expansão.

Na avaliação do Ministério de Portos e Aeroportos, o desempenho demonstra a relevância da aviação para a mobilidade da população, o fortalecimento do turismo e o desenvolvimento dos negócios na região.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos em infraestrutura aeroportuária, ampliação da conectividade e fortalecimento da aviação regional têm contribuído para ampliar o acesso ao transporte aéreo e estimular a economia do Centro-Oeste.

Brasília lidera movimentação entre os aeroportos

Principal centro de conexões do país, o Aeroporto Internacional de Brasília concentrou a maior parte da movimentação regional, com 6,83 milhões de passageiros no acumulado do ano. O terminal segue como peça-chave na integração entre todas as regiões brasileiras, além de fortalecer as ligações internacionais.

Na sequência aparece o Aeroporto de Goiânia, que recebeu 1,48 milhão de passageiros, impulsionado pelo crescimento econômico de Goiás, especialmente nas atividades ligadas ao agronegócio e ao turismo corporativo.

Já o Aeroporto de Campo Grande ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários, consolidando sua importância como porta de entrada para o Pantanal e para uma das principais regiões produtoras do país.

Recuperação confirma fortalecimento da aviação regional

Os números mostram uma recuperação consistente da aviação no Centro-Oeste. Em 2021, durante o período mais crítico da pandemia, os aeroportos da região registraram apenas 2,39 milhões de passageiros entre janeiro e maio.

Cinco anos depois, o movimento mais que dobrou, refletindo a retomada da confiança dos viajantes, o crescimento da demanda por voos e o fortalecimento da infraestrutura aeroportuária.

O desempenho de 2026 reforça o papel estratégico do Centro-Oeste na aviação brasileira, impulsionado pela força do agronegócio, pelo turismo de lazer e negócios e pela posição de Brasília como principal hub de conexões aéreas do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aeroporto de Brasília

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Aeroportos

Terremotos danificam pistas do Aeroporto Internacional Simón Bolívar

Os fortes terremotos na Venezuela, com magnitudes superiores a 7, provocaram sérios danos à infraestrutura do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, próximo a La Guaira. As pistas de pouso e decolagem apresentaram rachaduras profundas, deformações no pavimento e fissuras que levaram à suspensão das operações no principal terminal aéreo do país.

Equipes avaliam estabilidade da estrutura

Técnicos responsáveis pela manutenção do aeroporto concentram os trabalhos na inspeção da pista secundária e da pista auxiliar. O objetivo é verificar se houve subsidência ou deslocamento do solo na região costeira, o que poderia comprometer a segurança das operações futuras, especialmente em situações de emergência.

As avaliações também incluem análises da estrutura do pavimento para determinar a extensão dos danos provocados pelos tremores.

Controle de tráfego aéreo também foi afetado

Além dos problemas nas pistas, o Centro de Controle de Área de Maiquetía teve suas atividades interrompidas após os terremotos.

As autoridades aeronáuticas emitiram um comunicado internacional informando a suspensão dos serviços de controle de tráfego aéreo. Segundo o aviso, os sistemas de comunicação sofreram impactos, enquanto parte da equipe técnica não conseguiu acessar as instalações devido aos danos causados pelo desabamento de estruturas no terminal de passageiros e pelos cortes de energia registrados no estado de La Guaira.

FONTE: CBN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CBN

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Internacional

Brasil e Estados Unidos ampliam parceria estratégica na aviação civil

A Anac e a Federal Aviation Administration (FAA) reforçaram a cooperação bilateral para impulsionar o desenvolvimento da aviação civil, da inovação tecnológica e da modernização regulatória entre os dois países.

O tema esteve no centro da reunião realizada na última semana entre o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, e o administrador da FAA, Bryan Bedford, durante missão oficial da agência brasileira aos Estados Unidos, entre os dias 17 e 22 de maio.

A agenda também incluiu compromissos na sede da Boeing, em Seattle, além de encontros com a United States Trade and Development Agency (USTDA), a Airlines for America e o Department of Transportation (DOT).

Cooperação mira inovação e harmonização regulatória

Durante o encontro, os representantes das autoridades aeronáuticas discutiram iniciativas ligadas à aeromobilidade avançada, integração regulatória e planejamento estratégico para o futuro da aviação.

Segundo Tiago Faierstein, o mercado brasileiro possui amplo espaço para expansão. O dirigente destacou que o Brasil registra atualmente cerca de 0,5 viagem aérea por habitante ao ano, índice considerado inferior ao observado em países como Chile e Argentina.

Em mercados mais consolidados, como Estados Unidos e Europa, a média pode chegar a três viagens aéreas por habitante anualmente, demonstrando potencial de crescimento para o setor brasileiro.

FAA destaca investimentos em infraestrutura e tecnologia

Na avaliação da FAA, Brasil e Estados Unidos podem ampliar a cooperação em áreas como infraestrutura aeroportuária, modernização tecnológica e gestão de dados da aviação civil.

A Anac também demonstrou interesse no modelo norte-americano de coleta e análise de informações do setor, com foco em decisões mais precisas e planejamento de longo prazo.

Bryan Bedford ressaltou que os projetos bilaterais devem considerar um horizonte de pelo menos 20 anos, diante da rápida evolução das tecnologias ligadas à mobilidade aérea.

Anac acelera regulamentação de eVTOLs no Brasil

Outro destaque da missão foi o avanço das discussões sobre os eVTOLs, aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical consideradas uma das principais apostas da mobilidade aérea urbana.

O diretor substituto da Anac, Roberto Honorato, explicou que a agência trabalha para acelerar os processos de certificação e regulamentação dessas aeronaves, mantendo critérios rigorosos de segurança operacional.

Entre os pontos debatidos com a FAA estão testes em condições extremas de temperatura, análises de impacto operacional e integração tecnológica com o ambiente urbano.

Vertiportos e mobilidade urbana entram na pauta

O superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da Anac, Giovano Palma, apresentou os estudos voltados ao desenvolvimento dos chamados vertiportos, estruturas destinadas a operações de embarque, pouso, decolagem e recarga de baterias dos eVTOLs.

Para garantir segurança e eficiência operacional, a Anac adota o modelo de sandbox regulatório, mecanismo que permite testar novas tecnologias em ambiente controlado antes da regulamentação definitiva.

O objetivo é assegurar padrões mínimos de segurança, acessibilidade e integração com os sistemas de mobilidade urbana das cidades.

Defesa da indústria nacional ganha destaque

Durante os encontros, Tiago Faierstein também reforçou o papel da Anac no estímulo à indústria brasileira da aviação, especialmente em iniciativas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, fortalecimento da cadeia produtiva e geração de empregos no setor.

FONTE: Anac
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Anac

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Aeroportos

Aeroportos do Brasil ganham destaque entre os mais movimentados da América Latina

O avanço da aviação brasileira e os investimentos em infraestrutura colocaram o Brasil em posição de destaque no setor aeroportuário da América Latina. De acordo com levantamento divulgado pelo Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC), três terminais brasileiros figuram entre os dez mais movimentados da região em 2025: Guarulhos, Congonhas e Galeão.

Guarulhos lidera ranking latino-americano

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, apareceu na liderança do ranking regional após registrar mais de 23,1 milhões de passageiros ao longo de 2025. O número representa crescimento de 8,3% em comparação com o ano anterior.

Com o resultado, o terminal paulista superou importantes centros aéreos do continente, como o Aeroporto El Dorado, em Bogotá, e o Aeroporto Internacional da Cidade do México.

Congonhas e Galeão também aparecem entre os maiores

Além de Guarulhos, o levantamento inclui o Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, que ficou na sétima colocação com movimentação próxima de 11,9 milhões de passageiros.

Já o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, encerrou o ranking na décima posição, com cerca de 8,7 milhões de viajantes transportados. O terminal carioca também apresentou um dos maiores avanços do período, com crescimento de 23,6% no fluxo de passageiros entre 2024 e 2025.

Investimentos impulsionam modernização aeroportuária

O crescimento da movimentação aérea acompanha o aumento dos investimentos no setor. Em 2024, os aportes públicos em infraestrutura aeroportuária chegaram a R$ 549,5 milhões, enquanto os investimentos privados alcançaram R$ 3,38 bilhões.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos fortalecem a conectividade, melhoram os serviços aos passageiros e ampliam a segurança operacional nos aeroportos brasileiros.

Guarulhos receberá R$ 1,4 bilhão em melhorias

Considerado o maior terminal aéreo da América Latina, Guarulhos terá novos investimentos de R$ 1,4 bilhão anunciados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O pacote inclui 21 projetos voltados à ampliação de terminais, integração tecnológica e modernização de áreas operacionais, como pátios e taxiways.

A renovação do contrato de concessão, homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em outubro de 2024, também permitiu a retomada de obras estruturantes e a extensão da concessão até 2033.

Congonhas e Galeão passam por transformação

O Aeroporto de Congonhas também vive um amplo processo de modernização. O projeto prevê investimentos estimados em R$ 2,4 bilhões, com foco em sustentabilidade, eficiência operacional e adequação aos padrões internacionais.

Após a conclusão das obras, a capacidade anual do terminal deverá aumentar de 22 milhões para quase 30 milhões de passageiros.

No Rio de Janeiro, o Galeão também deve receber novos aportes após o leilão de venda assistida realizado em março. O terminal foi adquirido pela espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões, em um modelo que busca garantir a continuidade dos investimentos e a sustentabilidade da concessão até 2039.

Transporte aéreo mantém ritmo de crescimento no Brasil

O desempenho dos aeroportos acompanha a expansão da demanda por transporte aéreo no país. Somente no primeiro trimestre deste ano, mais de 34 milhões de passageiros utilizaram voos domésticos e internacionais no Brasil, alta de 9,52% em relação ao mesmo período do ano passado.

A movimentação internacional teve crescimento ainda mais expressivo, com mais de 8,3 milhões de passageiros embarcando ou desembarcando em voos para o exterior — avanço de 13,2%.

Já o mercado doméstico registrou aumento de 8,35%, totalizando mais de 25,7 milhões de passageiros transportados nos três primeiros meses do ano.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima/MPor

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