Importação

Importações de bens duráveis caem e revelam desaceleração da economia brasileira

O ritmo de importações de bens duráveis pelo Brasil — como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis — vem diminuindo nos últimos meses, evidenciando a desaceleração da economia brasileira em meio aos juros elevados. Após registrar altas expressivas até o início de 2025, o volume de compras externas desses produtos caiu pela primeira vez em julho e manteve desempenho fraco até setembro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

China lidera queda nas exportações de bens duráveis ao Brasil

A China, responsável por mais da metade das importações brasileiras de bens duráveis, foi o principal vetor dessa retração. Entre julho e setembro, o Brasil importou US$ 423,9 milhões em produtos chineses — uma queda de 11,1% em relação ao mesmo período de 2024. Mesmo com as tarifas de 30% impostas pelos Estados Unidos ao país asiático, o temor de que isso redirecionasse produtos ao mercado brasileiro não se confirmou.
Entre os itens mais afetados estão os smartphones, com redução de 2,9% nas compras (US$ 135,8 milhões), e os refrigeradores, que despencaram 18,8%, totalizando US$ 44,6 milhões.

Alta dos juros freia consumo e atividade econômica

Para Lia Valls, pesquisadora do FGV/Ibre e coordenadora do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), a desaceleração é reflexo direto da política monetária restritiva.

“O Brasil vinha em um ritmo elevado de importações, mas a desaceleração da atividade econômica freou o movimento”, explica Valls.
A queda nas importações atingiu também outros parceiros comerciais. No caso dos Estados Unidos, segunda principal origem dos duráveis comprados pelo país, houve recuo de 27,8% em setembro, totalizando US$ 20,8 bilhões.

Máquinas e equipamentos seguem o mesmo caminho

O setor de máquinas e equipamentos apresenta comportamento semelhante. Após crescer mais de 20% em 2024, o avanço caiu para 3% no segundo trimestre de 2025 e chegou a registrar retração em agosto. Em setembro, o crescimento só ocorreu por conta da importação pontual de uma plataforma de US$ 2,4 bilhões vinda de Singapura.
De acordo com José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o alto custo do crédito tem limitado novos investimentos:

“Os juros altos estão freando o consumo e os investimentos. Isso explica a queda nas compras de duráveis e equipamentos”, avalia.

Estoques elevados e desaceleração global também pesam

Castro acrescenta que o país acumulou grandes estoques de produtos importados da China no ano passado, o que reduz a necessidade de novas compras neste momento de atividade econômica mais fraca.

“O Brasil importou muito quando a economia estava aquecida. Agora, com a desaceleração, o consumo diminuiu e os estoques permanecem altos”, afirma.
Além disso, a leve desaceleração da economia mundial contribui para o quadro. “Há dois anos, a China vendia a preços altos; hoje, vende mais barato e em menor volume”, observa o presidente da AEB.

Indicadores reforçam cenário de enfraquecimento

O Banco Central também vem registrando sinais de enfraquecimento da atividade econômica. O IBC-Br, índice que antecipa o PIB, caiu 0,5% em julho, na terceira queda consecutiva.
No mercado de trabalho, o Caged mostrou a criação de 147 mil vagas formais em agosto, o pior resultado histórico para o mês, reforçando a perda de fôlego do crescimento.
Enquanto isso, as importações de bens não duráveis e semiduráveis, menos dependentes de crédito, avançaram 46,7% e 9,3%, respectivamente, em setembro — mostrando que o consumo tem se mantido apenas em produtos de menor valor e pagamento à vista.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Anizelli/Folhapress

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Comércio Exterior, Economia

Superávit da balança comercial atinge US$ 1,5 bilhão na 2ª semana de outubro.

Balança comercial brasileira mantém saldo positivo impulsionado por exportações

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de outubro de 2025, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A corrente de comércio no período somou US$ 12,3 bilhões, com destaque para o desempenho das exportações.

Exportações superam importações e impulsionam saldo comercial

Entre os dias analisados, as exportações atingiram US$ 6,9 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,4 bilhões. No acumulado de outubro até a segunda semana, as vendas externas somam US$ 11,6 bilhões e as compras do exterior, US$ 9,1 bilhões. O resultado é um superávit de US$ 2,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 20,6 bilhões.

No acumulado do ano, o país já exportou US$ 269,3 bilhões e importou US$ 221,4 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 48 bilhões. A corrente de comércio anual já alcança US$ 490,8 bilhões.

Exportações crescem 8,6% em outubro

Na comparação entre as médias diárias de exportações da segunda semana de outubro de 2025 (US$ 1,4 bilhão) e do mesmo período de 2024 (US$ 1,3 bilhão), houve um crescimento de 8,6%.

Já as importações apresentaram uma leve retração de 1%, passando de US$ 1,145 bilhão em outubro de 2024 para US$ 1,134 bilhão em 2025. Com isso, a corrente de comércio diária chegou a US$ 2,581 bilhões, enquanto o superávit médio diário foi de US$ 312,35 milhões, um avanço de 4,2% na comparação anual.

Desempenho por setor: agropecuária lidera alta nas exportações

Na análise por setores, o destaque ficou com a agropecuária, que registrou crescimento de 15% nas exportações, com média diária US$ 38,4 milhões superior à de 2024. A indústria extrativa teve avanço de 17,4% (US$ 50,07 milhões), enquanto a indústria de transformação cresceu 3,7% (US$ 29,1 milhões).

Nas importações, o setor de indústria de transformação teve alta de 1% (US$ 10,38 milhões). Em contrapartida, a agropecuária caiu 4,8% (US$ 1,02 milhão) e a indústria extrativa teve queda expressiva de 30,5% (US$ 21,35 milhões).

FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

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Comércio Exterior

Exportações da China crescem 8,3% em setembro, mesmo com tensão da guerra tarifária com os EUA

A China registrou um aumento de 8,3% nas exportações em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2024, segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). O país acumulou US$ 328,6 bilhões em receitas de exportação, resultado que superou as expectativas e demonstrou força da economia chinesa em meio à nova escalada da guerra comercial com os Estados Unidos.

O desempenho positivo antecede a entrada em vigor da tarifa de 100% sobre produtos chineses, anunciada recentemente pelo presidente Donald Trump. As novas taxas começam a valer em 1º de novembro, o que significa que os dados de setembro ainda não refletem o impacto direto da medida.

Exportações superam expectativas e mostram força do comércio chinês

De acordo com o vice-ministro da GACC, Wang Jun, o resultado reflete a capacidade da China de resistir às pressões externas e manter o ritmo de crescimento.

“Apesar de um ambiente externo complexo, os produtos comerciais da China resistiram à pressão e alcançaram um crescimento constante, demonstrando forte resiliência”, afirmou o vice-ministro nesta segunda-feira (13).

A plataforma chinesa de dados econômicos Wind havia previsto um crescimento mais modesto, de 5,7% nas exportações, o que reforça o caráter surpreendente e otimista do balanço.

Importações também sobem e superávit ultrapassa US$ 90 bilhões

As importações chinesas tiveram alta de 7,4% em relação a setembro de 2024, somando US$ 238,1 bilhões. O resultado deixou o país com um superávit comercial de US$ 90,5 bilhões no mês — um dos maiores do ano.

Entre janeiro e setembro, o volume total da balança comercial da China atingiu US$ 4,7 trilhões, alta de 3,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Comércio entre China e EUA segue em queda

Apesar do bom desempenho global, os laços comerciais entre China e Estados Unidos continuam em retração. As exportações chinesas para o mercado norte-americano caíram 16,9% no acumulado do ano, enquanto as importações de produtos dos EUA recuaram 11,6%, segundo a GACC.

A deterioração da relação bilateral se intensificou após o anúncio das novas tarifas de 100% por parte de Trump, feito na sexta-feira (10), um dia depois de Pequim endurecer as restrições à exportação de terras raras — insumo essencial para a produção de tecnologia e equipamentos militares.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Comércio exterior da China cresce 4% em 2025 e reforça liderança global

As exportações subiram 7,1% em relação ao ano anterior.

Crescimento sólido nas exportações e diversificação de mercados

O comércio exterior da China manteve um ritmo sólido de crescimento em 2025, com uma alta de 4% no acumulado de janeiro a setembro, totalizando 33,61 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,73 trilhões), segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas (GAC) nesta segunda-feira (13).

As exportações chinesas avançaram 7,1% em relação ao mesmo período de 2024, somando 19,95 trilhões de yuans, enquanto as importações registraram uma leve queda de 0,2%, totalizando 13,66 trilhões de yuans. O desempenho confirma a resiliência da economia chinesa, mesmo diante de um cenário internacional instável e marcado por tensões comerciais.


Parcerias estratégicas impulsionam as trocas comerciais

Em entrevista coletiva em Pequim, o vice-administrador da GAC, Wang Jun, destacou que a China vem mantendo crescimento contínuo há oito trimestres seguidos, com expansão de 1,3% no 1º trimestre, 4,5% no 2º trimestre e 6% no 3º trimestre de 2025.

Segundo ele, o fortalecimento das parcerias comerciais com os países que integram a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) foi decisivo. O comércio bilateral com essas nações somou 17,37 trilhões de yuans, uma alta de 6,2%, representando 51,7% do total das trocas internacionais da China.

“A diversificação dos mercados e o investimento em inovação tecnológica nas exportações são elementos-chave para sustentar o comércio exterior diante das pressões externas”, afirmou Wang.


Tecnologia e sustentabilidade lideram exportações chinesas

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pelos bens eletromecânicos, que cresceram 9,6%, totalizando 12,07 trilhões de yuans, o equivalente a 60,5% do total exportado pelo país.

Ganhando cada vez mais protagonismo, a chamada “nova tríade” — composta por veículos elétricos, baterias de íons de lítio e painéis solares — apresentou crescimento de dois dígitos nas exportações. Além disso, produtos sustentáveis, como locomotivas elétricas, também ampliaram sua participação nos embarques.


Importações apresentam sinais de recuperação

Apesar da queda marginal no acumulado do ano, as importações chinesas mostraram sinais de recuperação nos últimos trimestres, com aumentos de 0,3% no segundo trimestre e 4,7% no terceiro. Os destaques ficam por conta de:

  • Petróleo bruto: +4,9%
  • Minérios metálicos: +10,1%
  • Instrumentos de medição e teste: +9,3%
  • Equipamentos de informática e comunicação: +8,9%

O vice-administrador da GAC destacou que esses números refletem o aumento da demanda interna e o dinamismo do setor industrial, além do crescimento no número de empresas ativas no setor: já são 700 mil, 52 mil a mais que no mesmo período de 2024.
Desafios à frente e perspectiva de estabilidade

Wang Jun atribuiu o bom desempenho do comércio exterior à liderança central do Partido Comunista da China e à colaboração entre governos locais e empresas. Segundo ele, o país alcançou um “crescimento quantitativo e qualitativo” em meio a desafios globais.

Ainda assim, ele reconheceu que o ambiente externo permanece desafiador, especialmente diante das incertezas econômicas globais e de uma base de comparação elevada em 2024, exigindo maior esforço para manter o ritmo no último trimestre do ano.

FONTE: Com informações do Global Times.
TEXTO: Redação

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Portos

Complexo Portuário de Itajaí registra alta de 9% e movimenta 9,7 milhões de toneladas em 2025

Crescimento na movimentação de cargas

Entre janeiro e agosto de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí movimentou 9,7 milhões de toneladas de cargas, volume 9% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 8,9 milhões de toneladas. Nesse intervalo, 815 embarcações passaram pela bacia de evolução.

As exportações somaram 641.345 toneladas, enquanto as importações atingiram 673.623 toneladas. O complexo é composto pelo Porto de Itajaí e seis terminais privados: Teporti, Poly Terminais, Trocadeiro Portos e Logística, Barra do Rio Terminal Portuário, Terminal Braskarne e Portonave (Terminais Portuários de Navegantes).

Porto de Itajaí: crescimento no cais público e na área arrendada

O Porto de Itajaí (cais público e área arrendada) recebeu 288 navios nos primeiros oito meses de 2025, número muito acima das 85 embarcações registradas em igual período de 2024.

A área arrendada, administrada pela JBS Terminais, movimentou 2,4 milhões de toneladas de cargas, sendo 1,35 milhão de toneladas em exportações e 1,05 milhão em importações.

Já o cais público registrou 392.806 toneladas no período, contra 240.250 toneladas no ano anterior – um crescimento de 63,5%. Desse total, 242.771 toneladas foram importadas e 150.035 exportadas.

Relevância estratégica para o comércio

A soma das operações do cais público e da área arrendada chegou a 2,79 milhões de toneladas, divididas entre 1,5 milhão de toneladas exportadas e 1,29 milhão importadas.

Os resultados reforçam a importância estratégica do Complexo Portuário de Itajaí no comércio exterior, consolidando-o como um dos principais hubs logísticos do Brasil, com destaque para o avanço simultâneo em cargas e em número de embarcações.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Comércio, Comércio Exterior

Superávit da balança comercial do Brasil cai 41% com tarifa dos EUA e aumento das importações

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3 bilhões em setembro de 2025, queda de 41,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo foi de US$ 5,1 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo o governo, a redução foi impulsionada pela forte alta das importações e pela perda de espaço no comércio com os Estados Unidos, afetado pela sobretaxa de 50% aplicada a produtos brasileiros desde agosto.

Exportações crescem, mas não compensam tarifaço

As exportações brasileiras somaram US$ 30,5 bilhões em setembro, avanço de 7,2% frente ao mesmo período de 2024. O crescimento foi puxado pela agropecuária (+18%) e pela indústria extrativista (+14,4%). Em relação a agosto, houve alta de 2,3%.

“Esse foi o maior valor exportado para um mês de setembro na série histórica, impulsionado pelo crescimento do volume embarcado”, afirmou Herlon Brandão, diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior.

Já as importações atingiram US$ 27,5 bilhões, aumento de 17,7% frente a setembro de 2024 e de 16% em comparação com agosto. O destaque foi a alta nos bens de capital (+73,2%) e nos bens de consumo (+20,1%).

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou US$ 257,8 bilhões (+1,1% ante 2024) e importou US$ 212,3 bilhões (+8,2%). O superávit no período foi de US$ 45,5 bilhões, recuo de 22,5% na comparação anual.

Queda nas exportações para os EUA

As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 20,3% em setembro, totalizando US$ 2,58 bilhões, contra US$ 3,23 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Em relação a agosto, primeiro mês do tarifaço, houve retração de 6,3%.

Enquanto isso, as importações de produtos americanos avançaram 14,3%, alcançando US$ 4,35 bilhões.

Além dos EUA, o Brasil também reduziu vendas para o Japão (queda de 38,8%, para US$ 381 milhões) e para o continente africano (queda de 15,7%, para US$ 1,3 bilhão).

Por outro lado, houve crescimento expressivo nas vendas para a América do Sul (+31%, com destaque para a Argentina), América Central e Caribe (+29%) e para a China, Hong Kong e Macau, que juntos responderam por 43,5% das exportações brasileiras em setembro.

O tarifaço americano

O tarifaço de 50% entrou em vigor em 6 de agosto. Desde então, os EUA passaram a cobrar sobretaxa sobre produtos como café, carnes, pescados, açúcar, cacau e frutas tropicais. Alguns itens, como castanhas, suco de laranja e produtos de aviação civil, ficaram de fora da medida.

A decisão partiu do presidente Donald Trump, que justificou as tarifas como resposta a “ações do governo brasileiro que ameaçam a segurança nacional e a economia dos Estados Unidos”. O documento citou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e mencionou o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como exemplo de “perseguição política”.

Também foram criticadas as medidas brasileiras contra big techs, classificadas pela Casa Branca como “coerção arbitrária para censurar discursos políticos”.

Na tentativa de reduzir as tensões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com Trump e pediu a retirada da sobretaxa. O republicano afirmou em rede social que “gostou da conversa”.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Logística

Multilog registra crescimento das operações no Nordeste

A Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, registrou expansão significativa de suas operações no Nordeste, impulsionada pelo transporte de celulose, insumos automotivos e commodities, especialmente minérios. Entre janeiro e setembro, essas cargas representaram cerca de 13 mil viagens realizadas pela empresa.

Expansão de clientes e novos contratos

A companhia ampliou a atuação junto aos 15 principais clientes da região e conquistou novos contratos, resultando em um crescimento de 2,5% nos últimos quatro meses em comparação ao mesmo período de 2024. A previsão é manter esse ritmo até o final do ano.

Serviços completos de logística

Além do transporte rodoviário de contêineres, que concentra a maior parte da operação, a unidade oferece serviços de pátio, incluindo pré-stacking, ovação e desova de contêineres e crossdocking, que agilizam a movimentação de mercadorias sem necessidade de armazenamento prolongado.

Em Salvador (BA), a Multilog dispõe de cerca de 35 mil m² de pátio e 12 mil m² de armazéns, incluindo áreas específicas para produtos químicos e posições porta pallet com drive in. A frota própria é composta por 26 veículos, apoiados por mais de 100 implementos e uma equipe especializada.

Investimentos e certificações

Recentemente, a empresa investiu em uma nova reach-stacker para movimentação de contêineres e projeta ampliar seus armazéns em 3 mil m² ainda no primeiro semestre de 2026. A unidade também busca a certificação REDEX (Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação) junto à Receita Federal.

“A operação da Multilog no Nordeste possui diferenciais que sustentam nosso crescimento”, afirma Vinicius Santana, gerente de desenvolvimento de negócios. Ele destaca a frota própria, a estrutura de pátio e armazéns, as certificações para produtos químicos e perigosos e a qualidade dos serviços, que inclui rastreabilidade de veículos e equipe qualificada.

Perspectivas para importações

A Multilog prevê aumento das importações pelo porto de Salvador, motivado pela chegada de uma grande empresa que começará a internalizar volume expressivo de cargas ainda em 2025. Segundo Santana, a expectativa é de crescimento nos serviços de desova e maior utilização do pátio para contêineres, consolidando o fortalecimento da unidade Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Agronegócio

Importações de adubos crescem 8,59% no acumulado do ano

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, por meio da edição de setembro do Boletim Logístico, divulgada na segunda-feira (29), que as importações brasileiras de adubos e fertilizantes seguem em alta, apesar do cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e guerras tarifárias lideradas pelos Estados Unidos. Segundo o boletim, “as compras em agosto apresentaram volume recorde mensal para toda a série acompanhada”.

As aquisições em agosto somaram 5,2 milhões de toneladas, contra 4,7 milhões no mês anterior, constituindo a maior compra mensal já registrada. As operações incluíram negociações voltadas para a segunda safra de milho em 2026 e para a soja da temporada 2026/27. Ainda que os custos de produção pressionem a rentabilidade, a Conab destacou que “as sucessivas safras recordes nacionais cristalizaram na mente rural a certeza de ganho na aposta no agronegócio”.

De janeiro a agosto de 2025, as importações brasileiras de fertilizantes somaram 29,45 milhões de toneladas, crescimento de 8,59% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, o porto de Paranaguá recebeu 7,56 milhões de toneladas, contra 6,77 milhões do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte foram importadas 5,42 milhões de toneladas, acima das 4,91 milhões registradas no ano anterior. Já pelo porto de Santos, o volume foi de 4,85 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 5,12 milhões do período anterior.

FONTE: Agrolink
IMAGEM: Canva

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Comércio Exterior, Exportação, Importação

Exportações do Brasil chegam a US$ 255,21 bi até a 4ª semana de setembro

Saldo comercial mantém resultado positivo em 2025

As exportações brasileiras somaram US$ 255,206 bilhões desde janeiro até a quarta semana de setembro de 2025. Já as importações alcançaram US$ 210,234 bilhões no mesmo período, resultando em um superávit de US$ 44,972 bilhões. A corrente de comércio acumulada no ano atingiu US$ 465,44 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Desempenho da 4ª semana de setembro

Na quarta semana de setembro, a balança comercial registrou déficit de US$ 0,157 bilhão. As exportações somaram US$ 7,7 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 7,9 bilhões. A corrente de comércio semanal atingiu US$ 15,6 bilhões.

No acumulado do mês, as exportações totalizam US$ 27,6 bilhões e as importações, US$ 25,5 bilhões, mantendo um saldo positivo de US$ 2,16 bilhões. A corrente de comércio mensal está em US$ 53 bilhões.

Comparativo com setembro de 2024

A média diária de exportações até a quarta semana de setembro de 2025 foi de US$ 1,381 bilhão, representando crescimento de 1,9% em comparação com setembro de 2024 (US$ 1,355 bilhão).

Nas importações, a média diária chegou a US$ 1,273 bilhão, alta de 14,3% frente à média de setembro de 2024 (US$ 1,113 bilhão).

Com esses resultados, a corrente de comércio diária média foi de US$ 2,654 bilhões, com saldo positivo diário de US$ 107,99 milhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve avanço de 7,5% no fluxo comercial.

Setores exportadores: agropecuária e indústria extrativa crescem

Entre os setores exportadores, a comparação com setembro de 2024 aponta os seguintes desempenhos na média diária:

  • Agropecuária: aumento de US$ 24,98 milhões (+9,2%)
  • Indústria Extrativa: alta de US$ 18,43 milhões (+6,4%)
  • Indústria de Transformação: queda de US$ 20,82 milhões (-2,6%)

Importações impulsionadas pela indústria de transformação

No mesmo comparativo, as importações por setor apresentaram o seguinte comportamento:

  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 180,13 milhões (+17,8%)
  • Agropecuária: recuo de US$ 0,59 milhão (-2,7%)
  • Indústria Extrativa: redução de US$ 18,86 milhões (-25,7%)

Cenário reforça atividade econômica

Os resultados da balança comercial mostram avanço da corrente de comércio e desempenho crescente das importações ligadas à indústria, enquanto as exportações seguem sustentadas pela agropecuária e pela indústria extrativa.

FONTE: Secex/MDIC.
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: ARQUIVO/PORTO DE ITAJAÍ

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Internacional

Trump anuncia tarifa de 100% sobre importações de produtos farmacêuticos

Medicamentos de marca ou patenteados serão taxados com nova alíquota a partir de 1º de outubro, a menos que empresa esteja construindo fábrica nos EUA

Os Estados Unidos imporão uma tarifa de 100% sobre as importações de produtos farmacêuticos de marca ou patenteados a partir de 1º de outubro, a menos que uma empresa farmacêutica esteja construindo uma fábrica nos EUA, disse o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (25).

“Não haverá, portanto, nenhuma tarifa sobre esses produtos farmacêuticos se a construção já tiver começado”, disse Trump no Truth Social.

A Pharmaceutical Research and Manufacturers of America se opôs às novas tarifas sobre medicamentos, afirmando no início deste ano que 53% dos US$ 85,6 bilhões em ingredientes usados ​​em medicamentos consumidos nos Estados Unidos eram fabricados no próprio país, com o restante vindo da Europa e de outros aliados.

Fonte: CNN Brasil

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