Comércio Exterior

Balança comercial registra superávit de US$ 2,27 bilhões na primeira semana de julho

O superávit da balança comercial brasileira atingiu US$ 2,273 bilhões (cerca de R$ 11,87 bilhões) na primeira semana de julho, impulsionado pelo forte desempenho das exportações brasileiras, que cresceram 40,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, o país exportou US$ 5,891 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 3,618 bilhões.

Indústria extrativa lidera crescimento das exportações

O avanço das exportações foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que registrou crescimento de 81,7% na comparação anual e movimentou US$ 1,761 bilhão. A indústria de transformação também apresentou desempenho expressivo, com embarques de US$ 3,167 bilhões, alta de 39,4%. Já a agropecuária exportou US$ 947 milhões, crescimento mais moderado de 1,5%.

As importações brasileiras cresceram 10,4% frente ao mesmo período de julho de 2025. Entre os setores, a agropecuária registrou retração de 15%, totalizando US$ 75 milhões. Em contrapartida, a indústria extrativa ampliou as compras externas em 86,6%, alcançando US$ 245 milhões. A indústria de transformação respondeu pela maior parcela das importações, com US$ 3,288 bilhões, resultado 7,4% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

No acumulado de janeiro até a primeira semana de julho, o superávit da balança comercial chegou a US$ 44,630 bilhões, representando crescimento de 39,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo positivo era de US$ 37,184 bilhões. O resultado reforça o desempenho positivo do comércio exterior brasileiro ao longo do ano, sustentado principalmente pelo aumento das exportações.

A expectativa do MDIC é que o superávit comercial alcance US$ 90 bilhões até o fim de 2026. Para isso, o governo estima que as exportações brasileiras totalizem US$ 394,4 bilhões no ano, enquanto as importações devem chegar a US$ 304,4 bilhões.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Texto: Redação

Imagem: JBS Terminais / Porto de Itajaí / Foto Tanajura

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Negócios

MERCOSUL e Japão iniciam negociações para acordo de parceria econômica e livre comércio

Os países que integram o MERCOSUL e o governo do Japão oficializaram o início das negociações para um Acordo de Parceria Econômica (APE). O anúncio foi realizado durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, realizada em Assunção, no Paraguai.

A iniciativa reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros do bloco sul-americano, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e ampliar a integração econômica com o país asiático.

Parceria busca fortalecer comércio e investimentos

O avanço das negociações é resultado dos entendimentos desenvolvidos no âmbito da Parceria Estratégica entre o MERCOSUL e o Japão, lançada em dezembro de 2025. Desde então, representantes das duas partes realizaram encontros em janeiro e março de 2026 para definir as bases do futuro acordo.

Caso seja concluído, o Acordo de Parceria Econômica criará uma área de livre comércio que reunirá aproximadamente 400 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado estimado em US$ 7 trilhões.

Japão está entre os principais parceiros comerciais do MERCOSUL

O Japão figura entre os dez maiores parceiros comerciais do MERCOSUL. Em 2025, a corrente de comércio entre as partes alcançou US$ 13,7 bilhões, reforçando a importância econômica da relação bilateral.

Além dos laços comerciais, o bloco sul-americano abriga a maior comunidade japonesa fora do território japonês, fator que também contribui para o fortalecimento das relações entre os dois lados.

Objetivo é ampliar acesso a mercados e integrar cadeias produtivas

Durante as negociações, os participantes pretendem ampliar o acesso aos mercados de bens agrícolas e bens não agrícolas, além de incentivar a cooperação econômica, os investimentos bilaterais e a integração das cadeias produtivas entre o MERCOSUL e o Japão.

Segundo os governos envolvidos, o acordo representa um passo estratégico para aprofundar a cooperação econômica, comercial e institucional, tendo como base princípios compartilhados, como a democracia, os direitos humanos e o multilateralismo.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FSA

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Comércio Internacional

Argentina registra superávit comercial de US$ 3,5 bilhões em maio

A Argentina fechou maio com um superávit comercial de US$ 3,5 bilhões, segundo dados divulgados pelo instituto nacional de estatísticas do país na última quinta-feira (19).

No período, as exportações totalizaram US$ 9,54 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 6,03 bilhões.

O resultado superou as expectativas do mercado. Analistas consultados pela Reuters projetavam um superávit comercial de US$ 2,2 bilhões para o mês.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Comércio Exterior

Corrente de comércio do Brasil alcança US$ 43,6 bilhões até a terceira semana de junho

A corrente de comércio brasileira atingiu US$ 43,6 bilhões até a terceira semana de junho de 2026, impulsionada pelo crescimento das exportações e pela manutenção de um forte superávit na balança comercial. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Somente na terceira semana de junho, o país registrou um saldo positivo de US$ 3,1 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 9,3 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 6,3 bilhões. Com isso, a corrente de comércio da semana chegou a US$ 15,58 bilhões.

Exportações acumulam US$ 25,6 bilhões em junho

No acumulado do mês até a terceira semana, as exportações brasileiras totalizaram US$ 25,6 bilhões. Já as importações atingiram US$ 18 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 7,6 bilhões.

O desempenho positivo também elevou a corrente de comércio mensal para US$ 43,6 bilhões, reforçando o ritmo de crescimento das transações internacionais do país.

Resultado do ano supera US$ 308 bilhões em comércio exterior

De janeiro até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras chegaram a US$ 174,1 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 133,9 bilhões.

Com esses números, o saldo da balança comercial acumulado em 2026 alcançou US$ 40,3 bilhões. Já a corrente de comércio exterior atingiu US$ 308,1 bilhões no período.

Média diária das exportações cresce 26%

Na comparação entre a média diária das exportações até a terceira semana de junho de 2026 e a registrada em junho de 2025, houve crescimento de 26%.

A média diária passou de US$ 1,451 bilhão para US$ 1,828 bilhão. As importações também apresentaram avanço, com alta de 10,7%, saindo de US$ 1,158 bilhão para US$ 1,283 bilhão na mesma base de comparação.

A média diária da corrente de comércio alcançou US$ 3,11 bilhões até a terceira semana do mês, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 545,4 milhões. Em relação a junho do ano passado, o crescimento da corrente de comércio foi de 19,2%.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária registrou aumento de US$ 75,68 milhões na média diária, avanço de 21,9% frente ao mesmo período de 2025.

A indústria extrativa apresentou o maior crescimento percentual, com expansão de 70,3%, equivalente a US$ 220,17 milhões. Já os produtos da indústria de transformação avançaram 10%, com incremento de US$ 79,01 milhões.

Importações avançam na indústria e recuam na agropecuária

No lado das importações, a indústria extrativa registrou crescimento de 11,6% na média diária, o que representa aumento de US$ 5,48 milhões.

Os produtos da indústria de transformação também tiveram desempenho positivo, com alta de 11% e acréscimo de US$ 118,77 milhões. Em contrapartida, a agropecuária apresentou leve retração de 0,8%, equivalente a US$ 0,18 milhão.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Portos

Porto de Los Angeles bate recorde de importações e enfrenta impacto da alta no combustível marítimo

O Porto de Los Angeles, principal terminal de contêineres dos Estados Unidos, registrou em maio o segundo maior volume de movimentação de sua história. O avanço foi impulsionado pela corrida de varejistas para antecipar compras e reforçar estoques antes da entrada em vigor de novos repasses nos custos do combustível marítimo, prevista para julho.

A busca por maior previsibilidade logística ocorre em meio às incertezas provocadas pelo conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, que tem afetado cadeias globais de abastecimento e elevado os custos do transporte internacional.

Conflito no Oriente Médio pressiona cadeias globais

As tensões geopolíticas na região do Oriente Médio provocaram interrupções em rotas estratégicas de navegação e reduziram a oferta de petróleo e derivados utilizados na produção de plásticos e diversos insumos industriais.

Com isso, empresas dos setores varejista e industrial passaram a monitorar mais de perto os riscos relacionados ao fornecimento de matérias-primas, ao aumento dos custos de produção e à possível escassez de produtos essenciais.

Segundo Gene Seroka, diretor executivo do Porto de Los Angeles, as decisões de compra e transporte estão sendo influenciadas por uma combinação de fatores, incluindo preços da energia, tarifas comerciais, níveis de estoque e o cenário geopolítico internacional.

De acordo com o executivo, quando surgem períodos de maior estabilidade, muitas companhias aproveitam para acelerar o embarque e a movimentação de mercadorias.

Importações crescem 26% em maio

Os números divulgados pelo porto mostram que a movimentação total alcançou 840.165 TEUs em maio. Desse volume, 449.370 TEUs corresponderam às importações, representando um crescimento de 26% em comparação ao mesmo período do ano passado.

O resultado reflete uma recuperação em relação a 2024, quando tarifas de importação posteriormente revogadas levaram diversas empresas a reduzir temporariamente seus embarques.

O TEU é a unidade padrão utilizada no transporte marítimo para medir a capacidade de contêineres. Um contêiner de 40 pés equivale a dois TEUs.

Perspectiva é de novos recordes nos próximos meses

A expectativa do Porto de Los Angeles é que os volumes registrados em junho e julho superem os números de maio, mantendo o ritmo acelerado das importações.

Seroka também alertou que a normalização das cadeias globais de suprimentos poderá levar meses, mesmo após o encerramento das hostilidades envolvendo o Irã e a retomada plena da navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o comércio de petróleo.

Alta do bunker marítimo preocupa transportadoras

Outro fator de atenção para o setor é o aumento expressivo do preço do bunker marítimo, combustível utilizado por navios de carga.

Em março, os valores praticamente dobraram em 20 portos internacionais, chegando a US$ 1.053 por tonelada. Embora os preços tenham recuado posteriormente diante das expectativas de cessar-fogo, o mercado ainda opera sob pressão.

A partir de 1º de julho, armadores e operadores marítimos devem começar a transferir esses custos adicionais para contratos que abrangem grande parte das cargas transportadas globalmente.

Tarifas comerciais ampliam incertezas

Além dos custos logísticos mais elevados, o comércio internacional acompanha a possível expiração das tarifas globais de 10% previstas na Seção 122, programada para o fim de julho.

Paralelamente, o governo do presidente Donald Trump avalia a aplicação de novas tarifas de até 12,5% sobre produtos importados de cerca de 60 países, medida relacionada a denúncias de utilização de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

A combinação entre custos de transporte, tarifas comerciais e instabilidade geopolítica continua sendo um dos principais desafios para empresas que dependem do comércio exterior e das cadeias globais de suprimentos.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil acumula superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de junho

O superávit da balança comercial brasileira alcançou US$ 1,5 bilhão na segunda semana de junho de 2026, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (15) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio somou US$ 15,4 bilhões, resultado de US$ 8,4 bilhões em exportações e US$ 7 bilhões em importações.

Resultado positivo cresce em junho

Considerando o acumulado do mês até a segunda semana, o Brasil registrou exportações de US$ 16,4 bilhões e importações de US$ 11,7 bilhões. Com isso, o saldo comercial positivo atingiu US$ 4,7 bilhões, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 28,1 bilhões.

Os números reforçam o desempenho favorável do comércio exterior brasileiro, impulsionado pelo avanço das vendas ao mercado internacional.

Saldo comercial supera US$ 37 bilhões em 2026

No acumulado do ano, as exportações brasileiras já totalizam US$ 165 bilhões, enquanto as importações somam US$ 127,6 bilhões.

Com esses resultados, o país registra um superávit comercial de US$ 37,3 bilhões em 2026. A corrente de comércio alcançou US$ 292,6 bilhões entre janeiro e junho.

Exportações avançam mais de 25% na comparação anual

A média diária das exportações até a segunda semana de junho ficou em US$ 1,819 bilhão, valor 25,3% superior ao registrado no mesmo período de junho de 2025, quando a média foi de US$ 1,451 bilhão.

As importações também apresentaram crescimento. A média diária alcançou US$ 1,301 bilhão, avanço de 12,3% em relação aos US$ 1,158 bilhão observados no mesmo mês do ano passado.

Já a média diária da corrente de comércio atingiu US$ 3,12 bilhões, representando alta de 19,5% frente ao desempenho registrado em junho de 2025.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, todos registraram crescimento na comparação com igual período do ano anterior.

A agropecuária liderou com aumento de US$ 93,6 milhões na média diária, crescimento de 27,1%.

Na indústria extrativa, o avanço foi de US$ 133,9 milhões, o equivalente a 42,7%.

Já os produtos da indústria de transformação registraram incremento de US$ 137,1 milhões por dia, alta de 17,4%.

Importações também apresentam expansão

Pelo lado das importações, os três principais segmentos também mostraram desempenho positivo.

A agropecuária registrou crescimento de 3,6% na média diária, com acréscimo de US$ 0,81 milhão.

Na indústria extrativa, o aumento foi de US$ 6,29 milhões por dia, representando alta de 13,4%.

Os produtos da indústria de transformação tiveram expansão de US$ 134,1 milhões na média diária, avanço de 12,4% em comparação com junho de 2025.

Os dados indicam que o ritmo do comércio internacional brasileiro segue aquecido em 2026, sustentado pelo crescimento das exportações e pelo fortalecimento da atividade econômica em diferentes setores produtivos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Portos

TCP fortalece comércio com a América do Norte e supera 1,1 milhão de toneladas movimentadas

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, ampliou sua participação no comércio exterior com os países da América do Norte, consolidando a região como um dos principais mercados de origem e destino das cargas movimentadas pelo terminal. Em 2025, o volume total de operações entre exportações e importações ultrapassou 1,1 milhão de toneladas.

Os números, levantados pela plataforma Dataliner e analisados pela equipe de inteligência de mercado da empresa, evidenciam o fortalecimento das conexões logísticas entre Paranaguá e os mercados dos Estados Unidos, México e Canadá.

Exportações lideram movimentação de cargas

Do total movimentado em 2025, cerca de 950,8 mil toneladas corresponderam às exportações, enquanto as importações somaram 190,5 mil toneladas. Entre os principais produtos embarcados estiveram madeira, papel e carne de frango, além de mercadorias ligadas aos setores de agronegócio, indústria, embalagens e construção civil.

Mesmo diante de um ambiente global mais desafiador, influenciado por novas tarifas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, o fluxo de cargas seguiu em expansão. Nos três primeiros meses de 2026, a TCP registrou 231,9 mil toneladas exportadas para a América do Norte, enquanto as importações alcançaram 38 mil toneladas.

Carne bovina impulsiona crescimento das exportações

A carne bovina foi um dos principais destaques do primeiro trimestre de 2026. O volume exportado para os países norte-americanos chegou a 35,7 mil toneladas, avanço de 19% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Somente os Estados Unidos receberam 31,7 mil toneladas do produto, registrando crescimento de 26%. O desempenho mantém a trajetória positiva observada em 2025, quando a TCP atingiu recorde histórico ao embarcar 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, resultado 53% superior ao registrado em 2024.

De acordo com Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o terminal desempenha papel estratégico para as exportações brasileiras de proteína animal. Segundo ele, a empresa possui a maior estrutura da América do Sul para armazenamento de contêineres refrigerados, com capacidade para 5.280 tomadas destinadas a cargas congeladas e resfriadas.

Madeira segue como principal produto exportado

A madeira continuou liderando os embarques destinados à América do Norte. Entre janeiro e março de 2026, o produto movimentou 110 mil toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Amplamente utilizada nos setores de construção civil, fabricação de móveis e embalagens, a madeira representa uma das principais cargas exportadas pelos estados do Sul e Sudeste por meio do terminal paranaense.

Segundo Mattos, a demanda norte-americana por madeira e proteínas permanece elevada, exigindo dos exportadores maior flexibilidade para adaptar estratégias comerciais diante das mudanças do cenário internacional.

México ultrapassa Estados Unidos como principal destino

Uma das principais mudanças observadas no início de 2026 foi o avanço do México como principal destino das exportações realizadas pela TCP para a América do Norte.

No primeiro trimestre, o país recebeu 130,4 mil toneladas de mercadorias, superando os Estados Unidos, que importaram 93 mil toneladas pelo terminal.

O crescimento mexicano foi impulsionado principalmente pela madeira, que atingiu 55 mil toneladas embarcadas, alta de 33%. Também ganharam destaque as exportações de papel, com 35,7 mil toneladas, e de carne de frango, que somou 26,7 mil toneladas.

Estados Unidos lideram importações e Canadá acelera compras

Enquanto o México avançou nas exportações, os Estados Unidos permaneceram como principal origem das importações recebidas pela TCP na região. No trimestre, foram enviadas 30,6 mil toneladas ao terminal.

Entre os produtos importados destacaram-se o polietileno, utilizado pela indústria de transformação, e o enxofre, matéria-prima importante para a produção de fertilizantes.

Já o Canadá apresentou uma das maiores taxas de crescimento nas operações comerciais. Embora o volume ainda seja menor em relação aos demais parceiros, as exportações praticamente dobraram, passando de 4,2 mil para 8,1 mil toneladas.

O destaque ficou para o segmento de papel, cujo volume exportado quintuplicou e atingiu 3,6 mil toneladas. Também registraram crescimento os embarques de madeira, carne suína e carne bovina.

Estrutura logística garante competitividade

Para atender à crescente demanda comercial com a América do Norte, a TCP conta atualmente com seis serviços marítimos regulares que conectam Paranaguá aos principais portos da costa atlântica dos Estados Unidos e do México. O terminal também dispõe de uma rota dedicada à costa do Pacífico mexicano.

Segundo a empresa, a combinação entre infraestrutura, capacidade de armazenagem e ampla oferta de serviços marítimos contribui para manter a competitividade das cargas brasileiras, mesmo em cenários de instabilidade no comércio internacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil tem superávit de US$ 3,2 bilhões na primeira semana de junho

O Brasil iniciou junho com desempenho positivo no comércio internacional. Na primeira semana do mês, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,2 bilhões, resultado de US$ 8 bilhões em exportações e US$ 4,7 bilhões em importações. A corrente de comércio no período alcançou US$ 12,7 bilhões.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Saldo comercial acumula US$ 35,9 bilhões em 2026

No acumulado do ano, o país exportou US$ 156,6 bilhões e importou US$ 120,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 35,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio brasileira somou US$ 277,2 bilhões.

Os dados reforçam o desempenho favorável do setor externo ao longo de 2026, com crescimento consistente das vendas para o mercado internacional.

Exportações avançam 37,6% em relação a junho do ano passado

A média diária das exportações até a primeira semana de junho atingiu US$ 1,997 bilhão, representando alta de 37,6% na comparação com a média registrada em junho de 2025, que foi de US$ 1,451 bilhão.

Já as importações apresentaram crescimento mais moderado. A média diária passou de US$ 1,158 bilhão em junho de 2025 para US$ 1,186 bilhão em junho de 2026, avanço de 2,3%.

Com esse desempenho, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,184 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 811,6 milhões. Na comparação com junho do ano anterior, a corrente de comércio apresentou expansão de 22%.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação lideram exportações

Entre os setores exportadores, todos registraram crescimento na média diária em relação ao mesmo período de 2025.

A agropecuária teve aumento de US$ 126,1 milhões, avanço de 36,6%. Na indústria extrativa, o crescimento foi de US$ 120,7 milhões, equivalente a 38,5%. Já os produtos da indústria de transformação apresentaram expansão de US$ 295,9 milhões, alta de 37,6%.

Importações também avançam em diferentes setores

No lado das importações, a agropecuária registrou crescimento de US$ 1,78 milhão na média diária, representando alta de 8%.

A indústria extrativa apresentou aumento de US$ 19,6 milhões, com avanço de 41,6%, enquanto os produtos da indústria de transformação tiveram acréscimo de US$ 8,5 milhões, crescimento de 0,8%.

O resultado demonstra que a atividade comercial do país segue aquecida, sustentada pelo avanço das exportações e pela ampliação das operações de comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Importação

Importações de dispositivos médicos ultrapassam US$ 11 bilhões e evidenciam desafios da indústria nacional

As importações de dispositivos médicos no Brasil devem superar a marca de US$ 11 bilhões em 2025, conforme aponta o Relatório Setorial 2026 da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo). O resultado reforça a crescente dependência do mercado nacional por equipamentos desenvolvidos no exterior e acende um alerta para os desafios enfrentados pela indústria brasileira.

De acordo com a entidade, o avanço das compras internacionais não está relacionado apenas às oscilações cambiais. O cenário também reflete limitações estruturais da produção nacional, especialmente em segmentos que exigem maior nível de inovação tecnológica e desenvolvimento industrial.

Produção local atende apenas parte da demanda do mercado

Atualmente, a indústria brasileira é responsável por cerca de 35% do consumo aparente de equipamentos médicos no país. Enquanto isso, hospitais, clínicas e instituições de saúde seguem ampliando investimentos em tecnologias voltadas para diagnóstico, monitoramento de pacientes, digitalização de processos e sistemas de suporte à vida.

O aumento da procura por soluções mais avançadas tem ocorrido em ritmo superior à capacidade da indústria nacional de fornecer equipamentos de alta complexidade, ampliando a participação dos produtos importados no setor.

Reorganização global das cadeias produtivas impacta o setor

Outro fator apontado pela Abimo é a transformação das cadeias globais de produção após a pandemia de Covid-19. Nos últimos anos, diversas economias desenvolvidas passaram a adotar estratégias para fortalecer a fabricação doméstica de itens considerados estratégicos, incluindo produtos para a área da saúde e semicondutores.

Esse movimento tem intensificado a concorrência internacional e aumentado os desafios para países que buscam expandir sua presença na produção de tecnologias médicas avançadas.

Competitividade depende de produtividade e inovação

Segundo dados da associação, a produtividade da indústria brasileira de dispositivos médicos alcançou aproximadamente R$ 354 mil por trabalhador formal em 2025. Apesar do avanço, representantes do setor defendem medidas que estimulem ganhos de escala, inovação e fortalecimento da capacidade tecnológica nacional.

Para Márcio Bósio, diretor institucional da Abimo, a competitividade da indústria de saúde envolve uma série de fatores que vão além da taxa de câmbio.

“A discussão sobre competitividade na saúde vai muito além do câmbio. Hoje envolve produtividade, escala industrial, inovação e capacidade tecnológica”, destacou.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Folhapress

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira movimenta US$ 56 bilhões em maio e mantém superávit robusto

O comércio exterior brasileiro registrou forte movimentação em maio de 2026, alcançando uma corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 32 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 24,1 bilhões, resultando em um superávit comercial de aproximadamente US$ 8 bilhões. Os dados foram divulgados na última quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na comparação com maio de 2025, as exportações brasileiras apresentaram avanço de 6,6%, passando de US$ 29,9 bilhões para US$ 31,9 bilhões. Já as importações cresceram 5,3%, saindo de US$ 22,9 bilhões para US$ 24,1 bilhões. Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — registrou crescimento de 6,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, consolidando o bom ritmo das transações internacionais do país.

Acumulado de 2026 já supera US$ 264 bilhões

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras alcançaram US$ 148,6 bilhões, alta de 8,7% em comparação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 115,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, avanço de 3,2% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. Com isso, o saldo da balança comercial acumulou superávit de US$ 33 bilhões, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 264,5 bilhões, representando crescimento de 6,2% na comparação anual.

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve destaque em maio, com aumento de US$ 730 milhões, equivalente a crescimento de 9,8% em relação ao mesmo mês de 2025. A indústria de transformação também apresentou resultado positivo, registrando expansão de US$ 1,37 bilhão, alta de 9%. Por outro lado, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 130 milhões, o que representa queda de 1,9% no período.

Nas compras internacionais realizadas pelo Brasil, a indústria de transformação foi responsável pelo principal crescimento, com aumento de US$ 1,34 bilhão, avanço de 6,3% sobre maio do ano passado. Em contrapartida, a agropecuária registrou redução de US$ 40 milhões nas importações, queda de 7,8%, enquanto a indústria extrativa apresentou recuo de US$ 100 milhões, equivalente a 10,1%.

Considerando o período entre janeiro e maio de 2026, todos os principais segmentos exportadores apresentaram resultados positivos. A indústria extrativa liderou o crescimento, com aumento de US$ 5,37 bilhões, representando alta de 17,3%. A indústria de transformação avançou US$ 4,08 bilhões, crescimento de 5,6%, enquanto a agropecuária registrou expansão de US$ 2,36 bilhões, equivalente a 7,3%. Do lado das importações, a indústria de transformação cresceu US$ 4,34 bilhões, alta de 4,2%. Já a agropecuária apresentou queda de US$ 530 milhões (19%), e a indústria extrativa recuou US$ 310 milhões (6,2%).

Comércio exterior mantém trajetória positiva

Os resultados reforçam a expansão do comércio exterior brasileiro em 2026, com crescimento consistente das exportações, superávit comercial expressivo e aumento da corrente de comércio. O desempenho é impulsionado principalmente pelos setores da agropecuária, indústria de transformação e indústria extrativa, que seguem sustentando a presença do Brasil no mercado internacional.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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