Greve

Greve de motoristas-tanque pode provocar falta de combustíveis em postos a partir da próxima semana

Motoristas que pretendem abastecer seus veículos nos próximos dias devem acompanhar a situação com atenção. Uma greve de motoristas-tanque foi confirmada e pode comprometer o fornecimento de combustíveis em postos do Espírito Santo a partir da próxima semana.

A paralisação envolve os profissionais responsáveis pelo transporte de gasolina, diesel e etanol até os postos. Sem a distribuição regular, a tendência é que os estoques sejam reduzidos gradativamente, podendo resultar na falta de produtos conforme a demanda aumenta.

Greve está prevista para começar na segunda-feira

O Sindirodoviários confirmou que a categoria iniciará a greve na próxima segunda-feira (13), caso não haja avanço nas negociações com as empresas do setor.

O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Marquinhos Jiló, que alertou para a possibilidade de desabastecimento ao longo da semana seguinte. Segundo ele, os postos devem continuar operando inicialmente com os estoques disponíveis, mas a ausência de novas entregas poderá afetar o atendimento aos consumidores.

Diante desse cenário, a orientação é que os motoristas não aguardem o tanque chegar à reserva para abastecer, reduzindo o risco de enfrentar dificuldades caso a paralisação seja mantida.

Categoria cobra melhorias nas condições de trabalho

De acordo com o sindicato, foram realizadas cinco rodadas de negociação com representantes das empresas, porém as conversas terminaram sem acordo.

Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho para os motoristas tanqueiros, profissionais responsáveis por garantir o transporte de combustíveis e o abastecimento dos postos em todo o estado.

Em comunicado, o Sindirodoviários informou que continua aberto ao diálogo, mas reforçou que a greve será iniciada diante da falta de consenso entre as partes.

“Diante da falta de acordo, a partir de segunda-feira a categoria entrará em greve. Permanecemos à disposição para retomar as negociações a qualquer momento, caso o setor patronal se sensibilize e apresente uma proposta que valorize esses trabalhadores”, informou a entidade.

Desabastecimento pode ocorrer de forma gradual

Segundo Marquinhos Jiló, os efeitos da paralisação não devem ser sentidos imediatamente, já que os postos ainda contarão com os estoques armazenados.

Entretanto, sem a reposição das cargas de gasolina, diesel e etanol, o abastecimento poderá ser comprometido nos dias seguintes, à medida que os volumes disponíveis forem se esgotando.

O sindicato destaca que a greve ainda poderá ser suspensa caso uma nova proposta seja apresentada pelas empresas antes do início da paralisação. Até lá, a recomendação é que os consumidores acompanhem as negociações e se programem para evitar transtornos.

FONTE: Portal Tempo Novo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Tempo Novo

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Informação

Subsídio do diesel chega ao fim; governo avalia retirar novos incentivos aos combustíveis

O governo federal encerrou, a partir desta quarta-feira (1º), a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel, medida adotada durante o período de forte alta do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio. Com a redução das cotações internacionais da commodity, a equipe econômica também estuda retirar, de forma gradual, outros incentivos ainda concedidos aos combustíveis.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a revisão faz parte da estratégia de reduzir os gastos públicos sem provocar distorções nos preços praticados no mercado.

Outros subsídios estão em análise

Além do benefício encerrado neste início de julho, o governo avalia o futuro de outras subvenções atualmente em vigor: R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro de gasolina.

De acordo com Durigan, novas decisões deverão ser anunciadas nos próximos dias, sempre considerando o comportamento dos preços internacionais e seus reflexos sobre o mercado brasileiro.

O ministro afirmou que a política adotada busca acompanhar as condições econômicas, evitando a manutenção de preços artificialmente reduzidos. Apesar disso, ressaltou que o cenário internacional ainda exige cautela antes da retirada completa dos incentivos.

Imposto sobre exportação de petróleo também pode ser revisto

Outra medida em avaliação é o imposto de exportação sobre o petróleo, criado para incentivar que parte da produção permanecesse no mercado interno durante o período de maior instabilidade internacional.

Segundo o Ministério da Fazenda, a cobrança poderá ser encerrada ainda em julho ou passar por uma retirada gradual, dependendo da evolução do mercado e do ambiente geopolítico.

Queda do petróleo reduz impacto sobre os preços

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a retirada da subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel não deve provocar aumento significativo nos preços ao consumidor.

Isso ocorre porque a recente queda do petróleo Brent tende a compensar o fim do benefício, mantendo relativa estabilidade nos valores praticados nas bombas.

Mesmo assim, o governo reconhece que os preços dos combustíveis ainda não retornaram completamente aos níveis registrados antes do conflito no Oriente Médio, motivo pelo qual a retirada dos demais incentivos seguirá sendo analisada de forma gradual.

Medidas emergenciais custaram cerca de R$ 16 bilhões

Desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o governo implementou uma série de ações para conter os impactos da alta internacional do petróleo sobre a economia brasileira.

Entre elas estavam reduções tributárias e subsídios destinados ao diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha. Grande parte dessas medidas foi criada com validade inicial de dois meses, sendo posteriormente prorrogada em alguns casos.

Até o momento, o custo estimado dessas iniciativas gira em torno de R$ 16 bilhões, valor que ainda poderá ser revisado pela equipe econômica.

Meta fiscal permanece preservada

Segundo Bruno Moretti, as projeções fiscais do governo foram elaboradas com premissas conservadoras e não consideravam um cenário prolongado de preços elevados do petróleo.

Com isso, a queda das cotações internacionais e o avanço das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio reduzem o risco de perda de arrecadação e reforçam a expectativa de cumprimento da meta fiscal prevista para este ano.

Mercado acompanha queda do petróleo

A possibilidade de retirada dos incentivos ocorre em um momento de recuperação da estabilidade no mercado internacional de energia.

Após o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz começou a ser normalizado, reduzindo as preocupações com o abastecimento global de petróleo.

Com esse cenário, o Brent passou a ser negociado próximo de US$ 73 por barril, abaixo dos níveis observados durante o período mais intenso das tensões geopolíticas, fortalecendo a avaliação do governo de que os subsídios emergenciais podem ser gradualmente encerrados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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Exportação

Exportações de etanol de EUA e Brasil devem crescer com demanda global por biocombustíveis

Os Estados Unidos e o Brasil, líderes mundiais na produção de etanol, projetam um forte avanço nas exportações do biocombustível em 2026. O movimento ocorre em meio à busca de diversos países por alternativas energéticas mais seguras, diante das incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz.

Segundo representantes do setor de biocombustíveis, o aumento da demanda internacional já impacta diretamente os embarques norte-americanos e brasileiros, impulsionando também a produção agrícola de milho e cana-de-açúcar.

Exportações de etanol avançam nos EUA

Nos Estados Unidos, as exportações de etanol combustível cresceram cerca de 20% nos primeiros meses deste ano, mantendo o ritmo recorde registrado anteriormente. Dados da Renewable Fuels Association (RFA) apontam que o país exportou 638 milhões de galões no primeiro trimestre, volume superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

O presidente-executivo da entidade, Geoff Cooper, afirmou que o cenário internacional favorece o produto norte-americano, especialmente devido à competitividade dos preços frente à gasolina.

“Diversos países estão buscando novas fontes de combustível líquido para reforçar a segurança energética”, destacou o executivo.

Brasil pode dobrar vendas externas de biocombustível

No Brasil, a expectativa também é positiva. A consultoria Datagro projeta que as exportações brasileiras de etanol alcancem 2,2 bilhões de litros na safra 2026/27, iniciada em abril. O volume representa mais que o dobro da temporada anterior, quando o país embarcou aproximadamente 1 bilhão de litros.

Além das exportações, a produção nacional deve atingir um novo recorde. A previsão é de 41,4 bilhões de litros de etanol brasileiro, crescimento de cerca de 4 bilhões de litros em relação ao ciclo anterior.

Ásia amplia mistura de etanol na gasolina

Especialistas apontam que países asiáticos estão acelerando programas de mistura de etanol na gasolina, ampliando a necessidade de importação do combustível renovável.

O analista-chefe da Datagro, Plinio Nastari, explicou que algumas nações possuem produção local, mas não suficiente para atender à nova demanda energética.

Esse cenário fortalece um antigo objetivo defendido por Brasil e Estados Unidos: a criação de um mercado global de biocombustíveis, proposta discutida ainda em 2007 pelos então presidentes George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva.

Segurança energética impulsiona mercado global

Mesmo diante da possibilidade de um acordo entre Irã e Estados Unidos sobre o Estreito de Ormuz, investidores do setor acreditam que a procura por energia renovável continuará elevada.

Shameek Konar, executivo da Ara Partners — empresa que investe em projetos de energia limpa nos EUA — afirmou que a segurança energética passou a ser prioridade nas políticas globais.

Segundo ele, países buscam reduzir a dependência de regiões historicamente instáveis, como o Oriente Médio, fortalecendo mercados alternativos de combustíveis renováveis.

Além disso, a RFA informou que os EUA deverão ampliar sua capacidade produtiva em aproximadamente 1 bilhão de galões de etanol nos próximos 12 a 18 meses.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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Economia, Notícias

Governo aprova mistura do etanol na gasolina de 27% para 30% e projeta queda no preço do combustível

Nova mistura entrará em vigor a partir de 1º de agosto

Os membros do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovaram nesta terça-feira, 25, a mudança na mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 27% para 30%, e de biodiesel no diesel comum, de 14% para 15%. A medida entrará em vigor em 1º de agosto, como adiantou a EXAME.

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da reunião. O CNPE é um órgão consultivo do presidente da República, responsável por formular políticas e diretrizes para o setor energético no Brasil.

Composto por 17 ministérios, além do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o colegiado é presidido pelo ministro de Minas e Energia.

Com a adoção do E30, o MME estima uma redução de até R$ 0,11 por litro no preço da gasolina. A pasta conduziu um estudo em parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) para comprovar a viabilidade técnica da mudança e garantir que a adoção da nova mistura não trará danos aos veículos.

“Com a mistura E30 e o fim da dependência em relação à gasolina importada, o custo por km rodado será até R$ 0,02 menor por km. Para um motorista de taxi ou de aplicativo, que roda 7.500 km por mês, significa uma economia de R$ 150,00 por mês ou R$ 1.800 por ano”, disse Pietro Mendes, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME.

A medida integra o marco legal da Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024 pelo presidente Lula.

A legislação permite o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina para até 35% e do biodiesel no diesel para até 25%, abrindo portas para possíveis futuras ampliações.

Desde março do ano passado, a mistura de biodiesel no diesel está em 14%. O setor tem pressionado pelo aumento, que se concretiza agora com a aprovação do B15, a nova mistura obrigatória.

Segundo o governo, a mudança deverá gerar empregos e estimular a produção de etanol, com estimativas de criação de 17,2 mil postos de trabalho diretos e 51,6 mil postos de trabalho, considerando tanto a fase industrial quanto agrícola.

O investimento total no setor pode atingir R$ 10,14 bilhões, com um impacto positivo na capacidade industrial e na aquisição de máquinas agrícolas.

Produção de biocombustível

Em paralelo, o aumento da mistura de biodiesel (B15) também trará transformações para o mercado.

A safra recorde de soja no Brasil, com previsão de 168,3 milhões de toneladas, segundo a projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve impulsionar a produção de biodiesel e reduzir custos no setor, projeta o MME.

“O impacto da medida será sentido tanto na geração de empregos quanto no aumento da renda das famílias, especialmente na agricultura familiar, com uma previsão de R$ 600 milhões adicionais para essas famílias”, afirmou Mendes durante a cerimônia “Combustível do Futuro Chegou: E30 e B15”, que ocorre no Observatório Nacional da Transição Energética, na sede do Ministério de Minas e Energia.

Em termos de sustentabilidade, a medida do B15 também deve resultar na redução de 1,2 milhão de toneladas de emissões de CO2eq por ano, contribuindo para as metas climáticas do Brasil.

Além disso, a indústria de biodiesel verá investimentos significativos, com R$ 5,2 bilhões em novas usinas e esmagadoras de soja, gerando 4.073 empregos diretos e indiretos.

Fonte: Exame

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Comércio, Economia

Petrobras reduz em 5,6% o preço da gasolina vendida a distribuidoras

Redução será de R$ 0,17 no litro da gasolina tipo A; última diminuição havia sido em julho de 2024

A Petrobras anunciou nesta 2ª feira (1º.jun.2025) que reduzirá em 5,6% o preço médio da gasolina vendida a distribuidoras a partir de amanhã. A redução será de R$ 0,17 no litro da gasolina tipo A. O combustível passará a custar, em média, R$ 2,85 por litro.

A última vez que a Petrobras mexeu nos preços da gasolina foi em julho de 2024. Já o diesel passou por 3 reduções em 2025. Na mais recente, em 5 de maio, a petroleira realizou corte de 4,66%, ou R$ 0,16 por litro, no diesel.

Levando em consideração que há mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina C vendida nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de 2,08 por litro. Redução de R$ 0,12 a cada litro do combustível, segundo a estatal.

Em maio de 2025, a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que haveria redução nos preços dos combustíveis caso o preço do petróleo continuasse em movimento de queda.

“Eu não estou falando só da gasolina não. Eu estou falando da gasolina, do diesel, do QAV (Querosene de Aviação), do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) […] tanto a gasolina quanto o diesel estão abaixo do preço de paridade internacional”, afirmou Magda à época após um evento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no Rio de Janeiro (RJ).

Opep+ aumenta produção

Os países integrantes da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) decidiram em reunião no sábado (31.mai.2025) aumentar a produção de petróleo em 411 mil bpd (barris por dia) em julho. É o mesmo crescimento que houve em maio e em junho.

Fonte: Poder 360

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