Exportação

Exportações brasileiras crescem 4,8% em julho e atingem US$ 198 bilhões no acumulado do ano

Crescimento das vendas ocorre para vários destinos, com destaque para EUA, México, Argentina, União Europeia e Japão; importações também avançam

Exportações registram avanço em julho

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6/8) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), as exportações brasileiras cresceram 4,8% em valores e 7,2% em volume no mês de julho de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. Em julho, o país exportou US$ 32,31 bilhões.

Acumulado do ano soma US$ 198 bilhões em exportações

No acumulado até julho, as exportações brasileiras totalizam US$ 198 bilhões, o que representa crescimento de 0,1% em valores e 2% em volume sobre o mesmo período do ano anterior. A corrente de comércio soma US$ 359 bilhões no ano, com saldo positivo de US$ 37 bilhões.

Crescimento das exportações para principais destinos

O avanço nas exportações ocorreu para diversos mercados importantes, com destaque para o volume embarcado:

  • Estados Unidos: aumento de 5%
  • México: crescimento de 17,2%
  • Argentina: expansão expressiva de 42,4%
  • União Europeia: alta de 7,4%
  • Japão: incremento de 7,3%
Principais produtos e setores em alta

Entre os produtos com maior crescimento mensal estão carne bovina, óleos brutos de petróleo, minérios de cobre e café não torrado. No que diz respeito aos setores, a Indústria de Transformação liderou o avanço em valores, com crescimento de 7,4%, seguida pela Indústria Extrativa (3,6%) e pela Agropecuária (0,3%).

Importações também apresentam crescimento significativo

No mês de julho, as importações brasileiras subiram 8,4% em valores, totalizando US$ 25,2 bilhões. O destaque ficou para:

  • Bens de capital, com aumento de 13,4%
  • Bens intermediários, crescimento de 10,8%
  • Bens de consumo, alta de 5,1%

No acumulado do ano até julho, as importações somam US$ 161 bilhões, com crescimento de 8,3% em valores e 9,7% em volume.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação

CBA redireciona exportações de alumínio para Europa e América Latina após tarifa de 50% dos EUA

Com a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre o alumínio brasileiro nesta quarta-feira (6), a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) redirecionou suas exportações para Europa, América Latina e o próprio Brasil.

Embora apenas uma pequena parte das exportações tivesse como destino os Estados Unidos, o presidente da CBA, Luciano Alves, afirmou que a tarifa exigiu ajustes imediatos na estratégia comercial da empresa.

“Tivemos um trimestre com vendas muito parecido com o primeiro trimestre (…) e um volume de vendas saudável com 91% destinado ao mercado interno. Das exportações, de 9%, uma parte ia para os EUA e desviamos deste volume para outros mercados, principalmente Europa, América Latina e Brasil”, frisa.

O executivo reconhece que o movimento tarifário promovido pelo governo de Donald Trump traz impactos indiretos na cadeia e impactos no preço. “A consequência disso é que já vemos uma queda no prêmio da Europa, com muito metal chegando de todos que não estão conseguindo vender para os EUA, e isso influencia na queda de preços”, observou.

Essa saturação de mercados alternativos tem levado à compressão de margens e ao aumento da competição, inclusive no Brasil, onde empresas que antes priorizavam os Estados Unidos também buscam novos compradores.

“No Brasil, isso também ocorre com uma competição maior de outros mercados que antes vendiam para os EUA e passaram a buscar alternativas”, afirma.

Para Alves, o cenário exige atenção, mas ainda não é motivo para alarme. Outro ponto é sobre possíveis medidas de reciprocidade por parte do Brasil, o presidente da CBA, no entanto, frisa que os efeitos seriam limitados, já que a companhia adota uma política de diversificação na sua base de insumos.

Segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio, os efeitos da tarifa de sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos pode provocar um impacto de R$ 1,15 bilhão no setor até o fim de 2025. O valor representa os prejuízos diretos já contabilizados e as perdas projetadas após a ampliação da tarifa de importação para 50%, determinada por nova ordem executiva de Trump.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA atinge 77,8% das exportações brasileiras, diz CNI

Nesse universo, segundo a Confederação Nacional da Indústria, 45,8% dos produtos estão submetidos a tarifas de 40% ou 50%

Dados da CNI mostram que o tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil vai impactar 77,8% da pauta produtos exportados por empresas nacionais ao mercado norte-americano.

“No total, 77,8% da pauta exportadora está sujeita a alguma taxação adicional, considerando as ordens executivas que instituíram as tarifas de 10%, de 40% e a Seção 232 do Trade Expansion Act, de 25% e 50%, aplicadas exclusivamente a produtos de aço, alumínio, cobre, veículos e autopeças. Mais da metade das exportações enfrentarão sobretaxas de 50%”, diz a CNI.

O levantamento baseia-se em dados da United States International Trade Commission, com análise no nível de dez dígitos do código tarifário norte-americano, o que permite identificar com precisão os produtos sujeitos às medidas comerciais.

É importante destacar que cada medida comercial tem a própria lista de cobertura e isenções, o que significa que produtos livres de uma tarifa adicional podem estar submetidos à outra.

O cruzamento mostra que dos 77,8% das exportações sujeitas a taxação adicional, 45,8% estão submetidas a tarifas de 40% ou 50% direcionadas especificamente ao Brasil.

“Esse retrato dá a dimensão do problema enorme que teremos de enfrentar e o quanto vamos precisar avançar nas negociações para reverter essas barreiras. É um trabalho que precisa envolver governos e os setores produtivos. Os EUA são os principais parceiros comerciais da indústria, precisamos encontrar saídas”, diz Ricardo Alban, presidente da CNI.

Os dados mostram que 41,4% da pauta exportadora brasileira aos EUA, com 7.691 produtos de variados setores, está sujeita à tarifa combinada de 50%. Em 2024, a exportação desses bens alcançou 17,5 bilhões de dólares.

Principal segmento exportador ao mercado americano, a indústria de transformação responde por 69,9% desse valor, com 7.184 produtos afetados pelas tarifas combinadas, que totalizaram 12,3 bilhões de dólares em 2024.

Os setores com maior número de produtos exportados afetados pela sobretaxa combinada de 50% seriam: Vestuário e acessórios (14,6%), Máquinas e equipamentos (11,2%), Produtos têxteis (10,4%), Alimentos (9,0%), Químicos (8,7%) e Couro e calçados (5,7%).

Os setores de aço, alumínio e cobre, sobretaxados pela Seção 232, representam 9,3% da pauta e enfrentarão tarifa adicional de 50%.

Combinados, esses blocos da pauta exportadora representam 50,7% das exportações brasileiras aos americanos.

Fonte: Veja

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Mercado Internacional

Índia se prepara para impacto sobre US$ 64 bi em exportações aos EUA

A Índia prevê que perderá uma vantagem competitiva em cerca de US$ 64 bilhões em produtos exportados para os Estados Unidos devido à tarifa de 25% imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump e a uma suposta penalidade de 10% pela compra de petróleo russo, disseram quatro fontes à Reuters citando um relatório de avaliação interna do governo.

A Índia enfrenta sua mais séria crise diplomática com os Estados Unidos em anos depois que Trump impôs sobre produtos importados da Índia as tarifas mais altas entre os pares asiáticos, mesmo antes de qualquer penalidade. A participação relativamente baixa das exportações na economia de US$ 4 trilhões da Índia deve limitar o impacto direto sobre o crescimento a 40 pontos-base.

O banco central da Índia deixou inalterada sua previsão de expansão do PIB para o atual ano financeiro de abril-março em 6,5% e manteve os juros nesta quarta-feira, apesar da incerteza criada pelos aumentos de tarifas. As estimativas do impacto comercial foram preparadas pelo governo indiano depois que Trump anunciou a tarifa para os produtos indianos, juntamente com a penalidade não especificada.

O governo indiano, em seu relatório de avaliação, assumiu uma penalidade de 10% devido à compra de petróleo russo, elevando a tarifa para 35%, disseram as quatro fontes do governo indiano à Reuters. Elas não quiseram ser identificadas porque não estavam autorizadas a falar com a mídia. O Ministério do Comércio da Índia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Trump disse que seu governo decidirá sobre a penalidade para a compra de petróleo russo após o resultado dos esforços dos EUA para buscar um avanço de última hora na guerra da Ucrânia.

O enviado dos EUA, Steve Witkoff, está em Moscou, dois dias antes do fim do prazo estabelecido por Trump para que a Rússia concorde com a paz ou enfrente novas sanções. O impacto da tarifa e da possível penalidade será sobre quase US$ 64 bilhões em exportações da Índia para os EUA, que representam cerca de 80% do total de exportações para o país, e levará a “potenciais perdas de exportação” devido a desvantagens de preço, disseram as quatro fontes.

O relatório de avaliação interna é a estimativa inicial do governo e mudará à medida que o tamanho da tarifa de Trump se tornar clara, disseram as quatro fontes. A Índia exportou mercadorias estimadas em cerca de US$ 81 bilhões em 2024 para os EUA, incluindo vestuário, produtos farmacêuticos, gemas e joias e produtos petroquímicos, de acordo com dados do governo. As exportações de mercadorias para os EUA constituíram 2% do PIB em 2024.

As exportações totais de mercadorias globalmente foram de US$ 443 bilhões em 2024. As tarifas propostas sobre as exportações de alto valor da Índia enfrentam “a erosão da competitividade de preços, deparando-se com uma rivalidade intensificada de países sujeitos a tarifas mais baixas”, disseram duas fontes citando a avaliação interna.

O assessor de segurança nacional da Índia, Ajit Doval, está na Rússia em uma visita programada e deve discutir as compras de petróleo russo pela Índia após a pressão de Trump para que o país pare de comprar petróleo bruto russo, de acordo com uma fonte do governo.

Fonte: CNN Brasil

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Exportação

Barranqueras exporta couro bovino salgado para a China

Em um fato sem precedentes, o Porto de Barranqueras, na Argentina, consolidou pela primeira vez a exportação de couro bovino salgado; marcando um avanço logístico e produtivo para a região, informou o Governo do Chaco.

O envio partiu de armazéns em Puerto Tirol e foi transportado em cinco caminhões, cada um com 28 toneladas. O destino final do couro chaqueño é a China.

Espera-se que, durante a primeira semana de agosto, outros 10 contêineres com couro salgado sejam adicionados; reforçando a abertura de novos mercados internacionais para essa produção regional.

O governador Leandro César Zdero destacou que essa conquista “reflete o compromisso do Porto de Barranqueras com o desenvolvimento econômico, a sustentabilidade e a formação; consolidando-o como um motor estratégico do comércio exterior do Chaco”.

Além disso, o porto fortalece seu vínculo com a comunidade educativa; recebendo visitas de estudantes de escolas primárias, secundárias, técnicas e universidades da região. E também promovendo a integração entre conhecimento acadêmico e desenvolvimento logístico.

Fonte: Todo Logistica News

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Exportação

Setor de couros acelera exportações aos EUA antes do tarifaço

A indústria de couro brasileira intensificou a exportação por avião para os Estados Unidos na última semana para tentar entregar os produtos antes da entrada em vigor das tarifas de 50% impostas por Donald Trump. Curtumes relatam interrupção nas negociações com importadores americanos em vendas que rendem US$ 200 milhões por ano.

Confira a seguir um histórico das exportações de couro para os EUA a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações de couro aos EUA – Jan 2022 a Maio de 2025 – TEU

O presidente executivo do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), José Fernando Bello, afirmou ao Valor que o setor está preocupado com o impacto do tarifaço e que “perde duplamente”, pois a indústria de calçados, também sobretaxada pelos EUA, deixa de comprar dos curtumes diante das incertezas do mercado.

“Para nós é bastante difícil. Os Estados Unidos são nosso segundo maior cliente; compram couro de valor agregado para as indústrias da moda e o setor automotivo. É um cliente que demoramos a conquistar, tem normas técnicas rígidas, qualidade rígida, e não gostaríamos de perdê-lo. Vamos fazer de tudo para mantê-los”, disse após participar de reunião com ministros para tratar de medidas de apoio aos exportadores diante do tarifaço.

“São US$ 200 milhões por ano. Além de perder parte dessa venda, ainda tem o cliente interno que é o calçado, que está na iminência de perder a exportação do calçado em couro. Perdemos a venda no mercado interno que também exporta para os EUA. Perdemos duas vezes, o que é bastante dramático”, completou.

Segundo ele, os curtumes nacionais relataram que os pedidos dos importadores norte-americanos não estão sendo renovados por conta da expectativa de implementação das tarifas. Bello, no entanto, não tem um levantamento do potencial prejuízo que as empresas terão se o governo não conseguir negociar a inclusão do setor na lista de exceção ou reduzir a tarifa cobrada pelos EUA.

“Alguns curtumes enviaram muita mercadoria via aérea para pegar o prazo de entrega, para estar dentro do prazo e fazer estoque com seu cliente e dar tempo de os governos se acertarem”, informou.

Em reunião nesta segunda-feira (4/8) entre representantes do setores produtivos e ministros em Brasília, Bello reiterou os pedidos do setor para que haja negociação com os EUA para eliminação das tarifas ou, ao menos, a redução das alíquotas para o patamar anterior, de 10%, tido como “aceitável” no mercado.

“Se possível, queremos eliminá-las. Pedimos também para, na medida do possível, apoiar as empresas que não estão contempladas na redução da tarifa, com linhas de créditos de financiamentos com juros subsidiados, a agilização para devolução dos créditos tributários de exportação de PIS/Cofins e o ICMS dos Estados, e construir um sistema de apoio ao desemprego que poderão vir nas indústrias com modelo parecido ao feito na pandemia”, completou.

Cada setor ouvido nesta segunda-feira deverá formalizar as demandas ao governo nos próximos dias. “O governo escutou, anotou, pediu para cada setor formalizar, protocolar as demandas, e indicar quais mercados seriam potenciais, que o governo poderia ajudar para aumentar as vendas e diminuir o impacto da não venda aos EUA”, concluiu.

Fonte: Globo Rural

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Exportação

Antes do tarifaço, exportações do café bateram recorde no Brasil

O Brasil encerrou o ano-safra 2024/2025 com o maior valor da história obtido com exportações de café. Segundo o relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país arrecadou US$ 14,728 bilhões com os embarques do grão ao exterior, uma alta de 49,5% em relação ao recorde anterior, registrado na safra 2023/2024.

O crescimento da receita ocorreu apesar da redução de 3,9% no volume total exportado. Foram embarcadas 45,58 milhões de sacas de 60 quilos para 115 países. O desempenho foi o terceiro maior da história em volume, atrás apenas das safras de 2023/24 e 2020/21.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, os preços foram o principal fator para o resultado histórico.

“Os preços, principalmente no segundo semestre de 2024, foram bastante impulsionados por menores potenciais produtivos nos principais produtores mundiais, fato que se observou ao longo de praticamente os últimos cinco anos, quando extremos climáticos afetaram cafezais de Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia. Isso proporcionou uma elevação significativa no valor do café e potencializou a receita cambial recorde de nossas exportações”, afirmou.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de café em grão via contêiner partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Café em Grão | Jan 2022 a Mai 2025 | TEU

Ferreira também ressaltou que o desempenho ocorreu apesar de um cenário de dificuldades logísticas e geopolíticas.

“A terceira marca na história das exportações brasileiras de café é significativa, uma vez que foi alcançada diante de conflitos geopolíticos […] e de um cenário de infraestrutura defasada nos portos do Brasil, que geram sucessivos atrasos e alterações de escala, resultando em não consolidação de embarques e enormes prejuízos aos exportadores brasileiros devido a taxas imprevistas de sobre-estadia e armazenagem extra”, acrescentou.

O relatório destaca ainda que mais da metade das exportações brasileiras de café teve como destino o continente europeu. A União Europeia importou mais de 20 milhões de sacas. Os Estados Unidos lideraram entre os países individualmente, com 7,46 milhões de sacas, seguidos por Alemanha, Itália, Bélgica e Japão.

O café arábica representou 76,4% das exportações do ciclo, seguido por café robusta (14,4%), solúvel (9,1%) e torrado e moído (0,1%). O preço médio por saca exportada ficou em US$ 323,05, contra US$ 207,54 da safra anterior.

Os cafés diferenciados, com certificações de qualidade ou sustentabilidade, somaram 8,9 milhões de sacas e geraram US$ 3,29 bilhões — alta de 63,2% na comparação com o ciclo 2023/2024.

Apesar do desempenho recorde, o setor enfrenta incertezas com o cenário internacional. Exportadores demonstram preocupação com a possível aplicação de um tarifaço de 50% sobre o café verde em alguns mercados, sem que o produto esteja incluído na lista de exceções. O tema tem sido motivo de mobilização entre entidades do setor, que temem impacto direto na competitividade do café brasileiro no exterior.

Fonte: CNN Brasil

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Exportação

Tarifaço exclui 44,6% das exportações do Brasil para EUA, informa Mdic

Tarifaço exclui 44,6% das exportações do Brasil para EUA, informa Mdic

O tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump exclui 44,6% das exportações brasileiras em valores para os Estados Unidos, divulgou nesta quarta-feira (31) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A pasta calculou o impacto da lista com cerca de 700 exceções para produtos que ficaram fora da sobretaxação.

Esses 700 itens, entre os quais aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro, continuarão a pagar a tarifa de até 10% definida em abril. Segundo a pasta, as medidas anunciadas na quarta-feira (30) incidirão apenas sobre 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Há ainda 19,5% das vendas sujeitas a tarifas específicas, adotadas pelo governo de Donald Trump com base em argumentos de segurança nacional. Entre esses produtos, estão as autopeças e automóveis de todos os países, que pagam 25% para entrarem nos Estados Unidos desde maio.

O aço, alumínio e cobre pagam alíquota de 50%, mas, segundo o levantamento do Mdic, estão dentro dos 19,5% porque as tarifas foram definidas com base nos argumentos de segurança nacional em fevereiro, com entrada em vigor em março.

De acordo com o Mdic, 64,1% das exportações brasileiras continuam concorrendo em condições semelhantes com produtos de outros países no mercado estadunidense. Esse percentual é a soma dos 44,6% de vendas excluídas do tarifaço e dos 19,5% de exportações com tarifas específicas.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Mdic, o levantamento é preliminar e foi elaborado com base nas exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2024. O governo brasileiro espera alguns esclarecimentos sobre se algumas especificações de produtos estão fora da lista de exceções.

A pasta esclareceu que os produtos em trânsito para os Estados Unidos não serão afetados pelas tarifas adicionais. A decisão, emitida na quinta-feira (30), excluiu da elevação da tarifa mercadorias que tenham sido embarcadas no Brasil até sete dias após a data da ordem executiva, observadas as condições previstas.

O Mdic divulgou uma tabela do efeito do tarifaço e da lista de exceções sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos: Com base nos valores vendidos em 2024:

Exportação brasileira aos EUA em 2024:

Fonte: Agência Brasil

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Exportação

“Impacto pode chegar a 78% nas exportações de cerâmica”, diz presidente da Anfacer sobre tarifas

O setor brasileiro de revestimentos cerâmicos projeta uma forte retração nas exportações em decorrência da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos. A medida, que pode entrar em vigor já nesta sexta-feira (1º), é vista com preocupação por empresários do setor, que mobilizam entidades e governos para tentar mitigar os efeitos da política comercial norte-americana.

“Nós vamos ter esse impacto, dentro do ano de 2025, representando uma queda de 40%. Mas, anualizado, esse efeito chega a 78%”, afirmou Sérgio Wuaden, presidente do Conselho de Administração da Anfacer (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmicas para Revestimentos).

Em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Wuaden detalhou os impactos estimados. Segundo ele, no segundo semestre de 2025 a redução será de cerca de 6 milhões de metros quadrados em volume exportado. Caso a tarifa se mantenha, o setor pode deixar de exportar 12 milhões de metros quadrados em um ano completo.

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de cerâmica brasileira. O tipo de produto mais demandado é composto por peças de menor dimensão, o que, de acordo com Wuaden, dificulta a adaptação para outros mercados. “Não existem mercados alternativos com a mesma relevância em volume e especificidade”, disse.

Confira abaixo as exportações Brasileiras de cerâmica aos Estados Unidos via contêineres de 2022 a 2025 e que serão diretamente impactados pelas tarifas impostas pelo governo americano:

Exportação de Cerâmica Brasileria aos Estados Unidos | Jan – Maio 2022 a Jan – Maio 2025 |TEU

Setor articula apoio
O setor cerâmico está em diálogo com o governo federal e governos estaduais. A intenção é viabilizar linhas de crédito emergenciais para os fabricantes. Wuaden explicou que a Anfacer está conduzindo tratativas para que os estados onde as fábricas estão localizadas ofereçam apoio financeiro. “Estamos procurando maneiras de sensibilizar o estado onde os fabricantes estão instalados para oferecer alguma forma de compensação”, afirmou.

Indagado sobre a possibilidade de reversão da medida por parte dos Estados Unidos, Wuaden foi cauteloso. Disse que ainda há esforço por parte da entidade para que haja, no mínimo, uma postergação. No entanto, reconheceu que essa possibilidade perdeu força nos últimos dias. “Temos trabalhado cada vez mais com a alternativa de que isso não vai ocorrer nesse momento.”

Viés político
O presidente da Anfacer considera que a medida norte-americana tem motivação política e não econômica. Segundo ele, os Estados Unidos mantêm superávit com o Brasil tanto na balança comercial quanto na balança de pagamentos. “Claramente o que resta é um viés político, uma aposta numa tentativa de demonstrar forças”, disse.

Wuaden comparou o caso brasileiro ao da China, que conseguiu postergar tarifas semelhantes. Para ele, o Brasil não conseguiu estabelecer um canal efetivo de negociação. “Outros países que encaminharam negociações acabam tendo resultados melhores do que aqueles que medem forças.”

Fonte: Times Brasil

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Exportação

Acredita Exportação: Governo vai ‘devolver’ 3% das exportações de MPEs

O presidente Lula (PT) sancionou hoje a lei que cria o Programa Acredita Exportação. A medida, descrita como uma antecipação da Reforma Tributária de 2027, busca fortalecer as MPEs (micro e pequenas empresas) no mercado internacional, com foco na devolução de tributos federais pagos ao longo da cadeia produtiva de bens industriais destinados à exportação.

O que aconteceu

MPEs poderão pedir uma devolução de até 3% das receitas com vendas externas. O valor será compensado com tributos federais ou pago diretamente. Benefícios começam a valer na sexta-feira, mesmo dia em que os EUA devem começar a taxar produtos brasileiros em 50%. A medida se aplica até 2027, quando entrará em vigor a nova CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços).

Programa corrige distorções no sistema tributário. Empresas cadastradas no Simples Nacional não podiam, até agora, recuperar tributos pagos em etapas anteriores da cadeia produtiva. Estima-se que cerca de 50% das MPEs exportadoras sejam beneficiadas.

Apenas 0,8% do exportado pelo Brasil no ano passado foi comercializado por MPEs, totalizando US$ 2,6 bilhões. Dados apresentados pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, apontam que das 28.847 empresas que exportam, as MPEs respondem por 40% desse total (11.500).

“1% das grandes empresas é responsável por 99% das exportações, e os 99% restantes são responsáveis por 1% das vendas internacionais.” A afirmação foi feita pelo ministro da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, Márcio França. “Na China, por exemplo, 65% do valor que é exportado é comercializado pelos pequenos”, comparou, ao justificar incentivos para empresas “menores” como uma escolha necessária para impulsionar a economia.

MPEs exportadoras devem acessar o sistema da Receita Federal para solicitar o benefício. O processo é regulamentado por um decreto presidencial, com informações detalhadas disponíveis no portal da Receita Federal.

Medidas de antecipação da Reforma Tributária também são estudadas para outros setores. Sem citar quais seriam as áreas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, com a reforma, seria possível o Brasil crescer até 12% em cima do PIB (Produto Interno Bruto) potencial.

Isenção para serviços relacionados à exportação

Acelera Exportação também prevê alterações nos regimes aduaneiros, como o Drawback Suspensão. Drawback é um regime aduaneiro especial que visa facilitar as exportações brasileiras, permitindo que empresas importem insumos (como matérias-primas, produtos semiacabados ou outros componentes) sem a incidência de tributos, desde que esses insumos sejam utilizados na produção de bens destinados à exportação.

Serviços respondem por aproximadamente 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros. Os dados são da ODCE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgados pelo governo no lançamento do programa.

Em 2024, o regime de Drawback Suspensão foi utilizado por 1.900 empresas e atingiu US$ 69 bilhões em exportações. Valor representa cerca de 20% do total exportado pelo Brasil. A proposta anunciada hoje prevê isenção do PIS/Cofins e do Imposto de Importação.

Empresas já podem acionar o Drawback Suspensão. É necessário incluir informações sobre os serviços importados ou adquiridos no Brasil nos atos concessórios emitidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Mdic.

Fonte: UOL

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