Exportação

Exportações brasileiras de carne de frango crescem 3,9% em agosto, com México liderando embarques

As exportações brasileiras de carne de frango, abrangendo produtos in natura e processados, somaram 394,6 mil toneladas em agosto, alta de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registradas 379,8 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Confira abaixo um histórico das exportações brasileiras de carne de frango de jan a julho de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne de Frango | Jan 2022 a Jun 2025 | TEUs

Apesar do crescimento em volume, a receita gerada caiu 11,9%, totalizando US$ 699,4 milhões, contra US$ 793,6 milhões em agosto do ano passado.

Resultado acumulado no ano mostra leve queda
De janeiro a agosto, os embarques brasileiros somaram 3,394 milhões de toneladas, ligeira redução de 1,1% em comparação ao mesmo período de 2024 (3,432 milhões de toneladas). A receita acumulada no período atingiu US$ 6,308 bilhões, queda de 0,2% em relação a 2024 (US$ 6,319 bilhões).

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho de agosto reflete a estabilidade observada desde a reconquista do status de Livre de Influenza Aviária, com perspectivas de aumento graças à retomada das importações pelo Chile e à oficialização da reabertura da União Europeia.

México assume liderança entre os principais destinos
O México liderou pela primeira vez o ranking dos destinos da carne de frango brasileira, com 37,5 mil toneladas embarcadas em agosto, aumento de 873,3% sobre o mesmo período do ano passado.

Outros principais destinos incluem:

Emirados Árabes Unidos: 32,5 mil t (-16,9%)
Japão: 30,3 mil t (-22,2%)
Arábia Saudita: 27 mil t (+0,6%)
África do Sul: 25,7 mil t (-8,4%)
Filipinas: 19,7 mil t (+27,2%)
Coreia do Sul: 15,3 mil t (+65,7%)
Iraque: 12,7 mil t (+15%)
Reino Unido: 11,3 mil t (+130,2%)
Singapura: 10,9 mil t (+14%)

Principais estados exportadores
Entre os estados brasileiros, o Paraná liderou em agosto com 158,7 mil toneladas exportadas (-1,6%), seguido por:

Santa Catarina: 89,7 mil t (+6,5%)
Rio Grande do Sul: 44,1 mil t (+16,6%)
São Paulo: 24,5 mil t (+3%)
Goiás: 21,5 mil t (+20,8%)

A ABPA destaca que a manutenção de volumes estáveis, combinada à recuperação de mercados estratégicos, projeta perspectiva positiva para os próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação

Exportações alemãs caem inesperadamente, mas produção industrial aumenta

As exportações alemãs caíram inesperadamente em julho, devido a um declínio acentuado na demanda dos Estados Unidos devido às tarifas, enquanto a produção industrial aumentou, mostraram dados na segunda-feira.

As exportações da maior economia da Europa caíram 0,6% em julho em relação ao mês anterior, mostraram dados do escritório federal de estatísticas. Uma pesquisa da Reuters previa um aumento de 0,1%.As exportações para os EUA caíram 7,9% em relação a junho. A economia alemã, orientada para a exportação, deverá ser gravemente afetada pelas tarifas de importação. Os EUA foram o maior parceiro comercial da Alemanha em 2024, com o comércio bilateral de mercadorias totalizando 253 bilhões de euros.

Os EUA impuseram uma tarifa de importação de 15% sobre a maioria dos produtos da UE num acordo alcançado com o bloco em julho para evitar uma guerra comercial maior entre os dois aliados, que representam quase um terço do comércio global.

Outra superpotência comercial, a China, viu o crescimento das suas exportações desacelerar para um mínimo de seis meses em agosto, à medida que o breve impulso de uma trégua tarifária com os EUA se desvaneceu, e as exportações da China para os EUA caíram 33% em termos anuais em agosto.

As exportações alemãs para os países da UE aumentaram 2,5% no mês, enquanto as mercadorias para outros países fora da UE diminuíram 4,5%.

As importações caíram 0,1% em relação a junho.

A balança de comércio exterior mostrou um superávit de 14,7 bilhões de euros em julho, abaixo dos 15,4 bilhões de euros em junho e 17.7 bilhões de euros em julho de 2024.

Fonte: Terra

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Comércio Exterior, Exportação

Exportações da China em agosto desaceleram ao nível mais baixo em 6 meses

O crescimento das exportações da China desacelerou para o nível mais baixo em seis meses em agosto, já que o breve impulso de uma trégua tarifária com os EUA se desvaneceu, mas a demanda em outros lugares proporcionou algum alívio às autoridades, que tentam sustentar uma economia que enfrenta baixo consumo interno e riscos externos.

As autoridades estão contando com os fabricantes para diversificarem os mercados na esteira da política comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, permitindo-lhes atingir a meta de crescimento anual de Pequim de “cerca de 5%” sem se apressarem em oferecer apoio fiscal adicional de curto prazo.

As exportações da China aumentaram 4,4% em relação ao ano anterior em agosto, segundo dados alfandegários divulgados nesta segunda-feira (8), abaixo da previsão de aumento de 5% em uma pesquisa da Reuters e marcando o crescimento mais lento em seis meses.

Isso se compara ao aumento de 7,2% de julho, que foi melhor do que o esperado.

As importações cresceram 1,3%, após um crescimento de 4,1% no mês anterior. Economistas haviam previsto um aumento de 3,0%.

A desaceleração do crescimento das exportações foi afetada por uma base de comparação alta, mas o número de agosto passado também foi distorcido pela pressa dos fabricantes em superar as tarifas de vários parceiros comerciais.

As exportações da China para os EUA caíram 33,12% em relação ao ano anterior em agosto, enquanto suas remessas para os países do sudeste asiático aumentaram 22,5% no mesmo período.

Os produtores chineses estão tentando exportar mais para os mercados da Ásia, África e América Latina para compensar o impacto das tarifas de Trump, mas nenhum outro país se aproxima do poder de consumo dos EUA, que já absorveu mais de US$ 400 bilhões de produtos chineses anualmente.

Fonte: CNN Brasil

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Exportação, Mercado de trabalho

Exportações impulsionam geração de empregos nas empresas brasileiras, aponta estudo da Secex

Foram analisadas mais de três mil empresas exportadoras dos setores da agropecuária e das indústrias extrativa e de transformação

Empresas brasileiras que passam a exportar aumentam, em média, 37,6% o número de empregados. É o que revela o estudo “Efeito aprendizagem nas exportações: como a inserção internacional transforma as empresas brasileiras”, elaborado pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

O levantamento confirma que a entrada no mercado internacional tem impacto direto sobre a geração de empregos formais. O estudo, que analisou dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e da Secex entre 2010 e 2019, mostra que os efeitos positivos são consistentes ao longo do tempo e se mantêm para empresas de diferentes portes, que atuam em diversos setores da economia e exportam para diferentes mercados.

Embora o salário médio não tenha apresentado variação estatisticamente significativa, o aumento no número de contratações fez com que a massa salarial total das exportadoras crescesse proporcionalmente mais. Além disso, uma amostra de empresas ativas em 2011 e 2018 revelou que trabalhadores que permaneceram nas mesmas empresas tiveram aumentos salariais médios mais expressivos do que os de empresas não exportadoras: 31,9% nas exportadoras, contra 29,2% nas não exportadoras.

O estudo considerou o chamado efeito de “autosseleção”, a tendência de empresas mais produtivas se tornarem exportadoras, e confirmou que há um ganho real de emprego associado ao fato de passarem exportação.

Amostra

Foram analisadas mais de três mil empresas exportadoras dos setores agropecuário, extrativo e de transformação. Setores ligados a serviços, comércio e construção civil foram excluídos por não terem como atividade principal a produção de bens para exportação. A amostra incluiu apenas empresas com, pelo menos, cinco empregados em todos os anos, garantindo maior consistência à análise.

A análise também dialoga com o relatório “Perfil das Firmas Exportadoras Brasileiras”, publicado pela Secex em 2023, que mostra que as empresas exportadoras são maiores, mais qualificadas e pagam salários mais altos do que as não exportadoras — mesmo dentro do mesmo setor e porte.

Os novos resultados do estudo apontam que o ato de exportar possui papel fundamental nas diferenças relacionadas ao tamanho das empresas, reforçando que políticas de promoção às exportações têm potencial para impulsionar a geração de emprego formal no país.

Fonte: MDIC

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Exportação

Exportações catarinenses para os EUA caem 19,5% em agosto

Apesar do recuo, vendas do estado ao exterior sobem 1,54% no mês, puxadas por México, Chile e Argentina; acumulado ano ano registra alta de 5,9% nas exportações

As exportações de Santa Catarina para os Estados Unidos recuaram 19,5% em agosto, em relação a igual período do ano passado. A despeito da queda, os EUA seguem como o principal destino dos embarques de produtos catarinenses. No oitavo mês do ano, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 119,2 milhões.

O economista-chefe da Federação das Indústrias (FIESC), Pablo Bittencourt, destaca que o desempenho reflete dois fatores associados ao tarifaço: a antecipação de pedidos por clientes norte-americanos – que estocaram produtos antes da entrada das tarifas em vigor – e a suspensão dos pedidos após a vigência da sobretaxa de 50%. “Foi uma redução significativa em agosto, mas foi um movimento que já esperávamos. Nos próximos meses teremos condições de analisar como as exportações para os Estados Unidos vão se comportar no futuro”, explica.

Considerando as vendas externas globais, o estado registrou alta de 1,54% em agosto, para US$ 971,4 milhões. O desempenho foi influenciado pelo incremento de vendas para países como México (+47,5%), Chile (+30,9%) e Argentina (+21,7%), segundo dados compilados pelo Observatório FIESC.

Pauta exportadora
Entre os principais produtos exportados pelo estado que apresentaram alta em agosto estão: carne de aves (+9,9%), soja (+16,1%), motores elétricos (+4,2%), transformadores elétricos (+28,7%) e papel kraft não revestido (+34,4%). Por outro lado, registraram queda: carne suína (-6,2%) e partes de motor (-42,7%). No setor de madeira e móveis, as exportações de obras de carpintaria para construções encolheram 34,9%, as de madeira compensada cederam 30%, as de outros móveis recuaram 17,2% e as de madeira serrada caíram 1%.

“O setor de madeira e derivados tem se mostrado um dos mais vulneráveis ao tarifaço. A elevada exposição aos Estados Unidos, combinada com a produção de itens customizados para aquele mercado, torna a situação complexa, sem perspectivas de solução no curto prazo”, explica Bittencourt.

Acumulado do ano
Os embarques de produtos catarinenses registraram aumento de 5,9% no acumulado de janeiro a agosto, para US$ 7,94 bilhões. Contribuíram para o resultado a alta nas exportações de proteína animal, principais itens da pauta. As vendas externas de carne de aves cresceram 8,1% no ano até agosto, para US$ 1,44 bilhão, enquanto as de carne suína avançaram 12,7%, para US$ 1,14 bilhão. Destacaram-se no período os embarques de carnes de aves para o México e de suína para o Japão.

O principal destino dos embarques foram os Estados Unidos, apesar do recuo de 1,3% no ano, até agosto. As exportações para a China, segundo país do ranking, também mostraram declínio (-6,3%), bem como para o México (-1,1%). Por outro lado, as vendas externas para a Argentina, terceira no ranking, cresceram 31,7% no ano, acompanhadas pelos embarques para o Japão – quinto principal destino – que subiram 13,8%. O crescimento de exportações para o Chile também foi destaque, com alta de 39,2% no ano, na comparação com os oito primeiros meses de 2024.

Importações
Considerando apenas o mês de agosto, as importações catarinenses recuaram 10,6%, para US$ 2,75 bilhões. As importações de partes e acessórios para veículos – terceiro item na pauta  – recuaram 12,6%, enquanto as compras de pneus de borracha caíram 29,8%. O destaque positivo foi o aumento de 150,9% nas importações de fertilizantes nitrogenados. O cobre refinado, primeiro item da pauta, registrou incremento de 12,9% nas importações. As importações recuaram nas cinco principais origens das compras catarinenses: China (-16,5%), EUA (-3,5%), Chile (-6,9%), Alemanha (-27,4%) e Argentina (-15,3%).

No acumulado do ano, as importações subiram 2,6%, para US$ 22,48 bilhões. A principal origem das importações segue sendo a China, com US$ 9,58 bilhões e alta de 2% frente ao registrado entre janeiro e agosto de 2024. Estados Unidos e Chile mostraram recuos de 6,6% e 3,3%, respectivamente. As importações da Alemanha cresceram 3,3% no ano, enquanto as argentinas recuaram 6,1% no período.


Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Negócios

Bruxelas fecha acordo histórico com o Mercosul para subir exportações em 40%

A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira os tratados que serão agora enviados aos Estados-membros para serem (ou não) retificados. Acordo demorou duas décadas a ser negociado e beneficia indústria agroalimentar portuguesa.

O objetivo é criar a maior área de comércio livre do mundo, cobrindo um mercado potencial de 700 milhões de consumidores e encontrar alternativas viáveis face ao recuo dos EUA com a nova política de tarifas gerais de 15% sobre os produtos da União Europeia.

O Executivo comunitário apresentou nesta quarta-feira os tratados que finalmente consolidarão o acordo do Mercosul, bem como a ampliação e atualização do acordo já existente com o México. Os acordos visam consolidar as relações comerciais com a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai, que criará a maior zona de comércio livre do mundo, com um mercado de mais de 700 milhões de consumidores, além de reforçar as alianças estratégicas da Europa.

Com o novo acordo, que deverá ser ratificado pelos Estados-membros antes do final do ano, grande parte das tarifas que mantinham o comércio de bens entre as duas regiões estagnado em 100 mil milhões de euros será eliminada. Quando as novas condições entrarem em vigor, Bruxelas prevê que as exportações europeias poderão aumentar rapidamente em até 39%, somando um valor de quase 50 mil milhões de euros, face ao existente.

Apesar das dúvidas levantadas pela França e Polónia, que procuram defender as respetivas indústrias agrícolas da concorrência que os produtos provenientes desses mercados poderiam representar, Bruxelas acredita ter apoio suficiente para levar por diante a proposta agora fechada. O objetivo é também ter opções noutras geografias, dados os entraves criados pelos EUA.

“Os acordos com o Mercosul e o México são marcos importantes para o futuro económico da UE. Continuamos a diversificar o nosso comércio, a promover novas parcerias e a criar novas oportunidades de negócio”, referiu a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen citada no comunicado de Bruxelas. “As empresas da UE e o setor agroalimentar da UE colherão imediatamente os benefícios da redução das tarifas e dos custos, contribuindo para o crescimento económico e a criação de emprego.”

Quanto à atualização do acordo com o México, Bruxelas acredita que vai proprcionar um “acesso crucial a matérias-primas essenciais, beneficiando assim indústrias estratégicas para a Europa”, sendo o México um dos principais fornecedores de produtos usados na siderurgia e cerâmica, farmacêutica e cosméticos.

Também o presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou o acordo.

Portugal entre os ganhadores

O principal elemento do acordo comercial é a retirada das tarifas que incidem sobre as exportações europeias para os países do Mercosul, consideradas demasiado elevadas. No setor agroalimentar, por exemplo, produtos como vinho, refrigerantes, espumantes e outras bebidas alcoólicas suportam tarifas de até 35%, enquanto chocolate, bolos e biscoitos têm taxas em torno de 20%, o queijo é tributado em 28% e o azeite em 10%.

A retirada das tarifas, especialmente as do azeite e do vinho, é particularmente relevante para Portugal, um dos principais exportadores para a região. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, a média de exportações de azeite para os países do Mercosul entre 2019 e 2023 foi de 276 milhões de euros. No vinho foi de 71 milhões de euros, em média. O principal mercado é o Brasil (99% das exportações) e o Uruguai (1%). Desta região, Portugal importa sobretudo soja, milho e açúcar

No conjunto, estima-se que o bloco dos quatro países do Mercosul eliminará as tarifas sobre 93% das exportações da UE, enquanto o europeu fará o mesmo com 82% das importações agroalimentares provenientes da Argentina, Brasil, Paraguai ou Uruguai.

Além do setor agrícola, o acordo comercial adotado pela Comissão Europeia prevê a eliminação progressiva das tarifas ao longo de um período de 10 anos. Nesse contexto, os setores mais beneficiados serão o automóvel, a moda e o couro, que suportam tarifas de 35%; a maquinaria e os produtos químicos e farmacêuticos.

Fonte: Jornal de Negócios

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Exportação

Exportações de soja em Mato Grosso superam em 2,49% recorde registrado em 2023

Até julho mais de 25,74 milhões de toneladas de soja foram exportadas em 2025 pelo estado, segundo a Secex

As exportações de soja no acumulado de janeiro a julho em Mato Grosso somaram pouco mais de 25,74 milhões de toneladas, alta de 2,49% em comparação ao mesmo período de 2023, ano em que o estado registrou recorde de envios ao mercado externo.

Em 2023, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram enviadas ao exterior pouco mais de 25,11 milhões de toneladas entre janeiro e julho por Mato Grosso. Já em 2024, no período analisado, foram 23,45 milhões de toneladas.

Diante de tal fator observado neste ano, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve a sua perspectiva de embarques para 2025 em 30,80 milhões de toneladas.

De acordo com o relatório de Oferta & Demanda, divulgado na segunda-feira (1º), o consumo estadual para este ano permanece estimado em 12,99 milhões de toneladas, puxado pelo esmagamento de soja, que vem registrando sucessivos recordes mensais, impulsionado pela maior demanda dos coprodutos, principalmente o óleo, visto o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel.

Temporada 25/26 de soja também com manutenção

Em relação às projeções para a safra 2025/26, o Imea também manteve as suas perspectivas de exportações. As estimativas projetam que 29,83 milhões de toneladas da safra deixem Mato Grosso com destino ao mercado externo inicialmente, o que representa uma redução de 3,16% frente ao ciclo 2024/25.

Quanto ao consumo interno, ou seja, dentro de Mato Grosso, os números seguem em trajetória de crescimento, puxada pela produção de biodiesel. Com isso, destaca o Instituto, a estimativa de esmagamento da oleaginosa no estado permanece em 13,24 milhões de toneladas.

Fonte: Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

Tarifaço ameaça exportações do panetone brasileiro aos Estados Unidos

Presidente executivo da Abimapi fala sobre impacto das taxas à produção brasileira, segunda maior exportadora do item ao mercado norte-americano

75% das encomendas de panetone para os Estados Unidos estão sob risco após as tarifas ao Brasil, segundo maior exportador do item ao país. O presidente executivo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados), Claudio Zanão, explica em entrevista as estratégias adotadas pelo setor para lidar com as taxas. 

“A primeira medida, mais rápida, foi reduzir as margens para continuar exportando. A segunda, um pouco mais demorada, procurar novos mercados para recolocar esse volume. As fábricas continuam produzindo e não temos nenhuma intenção de redução de empregos e produção”, disse.

Fonte: R7

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Comércio, Exportação, Logística

RO TERÁ UMA: Amazônia deve receber 13 corredores de ferrovias para encurtar as exportações

O Brasil abriu novos mercados para os produtos nacionais e o desafio urgente é chegar nos destinos com maior competitividade

Para ganhar agilidade na logística e reduzir o custo final, os investimentos em estradas de ferro devem aumentar para garantir que os produtos cheguem nos destinos em menor tempo e com preços mais competitivos.  

A expansão ferroviária avança rapidamente na Amazônia com quatro rotas ferroviárias em processo ou estudo de concessão; outras duas rotas ferroviárias em construção; e mais 13 ferrovias autorizadas, instrumento criado para ferrovias que permite a construção delas com orçamento privado sem necessidade de concessão.
 
Rondônia será beneficiada com a grande ferrovia transoceânica que ligará o Atlântico ao Pacífico com base logística em Porto Velho, antes de seguir para o Acre e Peru. O vizinho estado do Mato Grosso está mais avançado, pois além dos investimentos em rodovias, o governo daquele estado vem construindo ferrovias estaduais para integrar às grandes linhas férreas. 
 
Esse planejamento mato-grossense seria um ótimo modelo para Rondônia que tem grande produção agropecuária e o transporte é totalmente feito pelo modal rodoviário, considerado o mais caro e que afeta a competitividade dos produtos nas exportações.
 
 
As principais rotas ferroviárias da Amazônia
 
No PPI, as concessões previstas incluem: Corredor Leste-Oeste (Fico/Fiol), ligação de Mato Grosso à Bahia, passando por Goiás; Ferrogrão (Sinop/Miritituba), eixo logístico no Mato Grosso até o Pará; Extensão da Ferrovia Norte-Sul (Açailândia/Barcarena), entre Maranhão e Pará. As concessões do Corredor Leste-Oeste e a Ferrogrão também aparecem no PAC (Plano de aceleração do crescimento).
 
No PPA, está prevista a construção de duas grandes rotas ferroviárias: Corredor Leste-Oeste (Fico/Fiol); Transnordestina, interligando a Ferrovia Norte-Sul, Pernambuco, Ceará e Piauí. O orçamento público, nesses casos, está aquém do valor total dessas obras, indicando que é usado principalmente para ações complementares como planejamento, estudos, supervisão e desapropriações. Os trechos Salgueiro-Pecém (PE) e Eliseu Martins (PI)-Porto Franco (MA) da Transnordestina também aparecem como estudo para concessão no PAC.
 
O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) realizou um levantamento inédito a partir de dados do Mapa Interativo das Infraestruturas de Transporte, que reúne informações sobre obras em andamento (em construção) no Brasil e projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e Plano Plurianual 2024–2027 (PPA), com foco na Amazônia Legal. Os dados evidenciam a dimensão da expansão de rodovias, hidrovias e ferrovias na região.

Fonte: Rondônia Ao Vivo

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Economia, Mercado Internacional

Rússia amplia liquidações e passa a usar yuan nas exportações para o Brasil em 2025 — isola ainda mais o dólar em setores estratégicos de energia, grãos e fertilizantes

Em 2025, um novo dado acendeu o alerta em Washington e Bruxelas: a Rússia passou a ampliar o uso do yuan em suas exportações para o Brasil, reduzindo drasticamente a participação do dólar em setores estratégicos como energia, grãos e fertilizantes. O gesto, que reflete tanto sanções ocidentais quanto a aproximação com os BRICS, marca mais um passo no processo de desdolarização do comércio internacional.

O Brasil, que já havia fechado swap cambial de R$ 157 bilhões com a China, agora vê o yuan avançar também nas suas relações com Moscou. O movimento transforma a moeda chinesa em peça central das trocas sul-sul e coloca o dólar em rota de retração em áreas vitais para a segurança alimentar e energética do planeta.

Fertilizantes: o elo mais sensível

Entre todos os setores, os fertilizantes representam o ponto mais estratégico da nova relação. A Rússia é, ao lado de Belarus, um dos maiores fornecedores globais de potássio, nitrato de amônio e ureia. Em 2024, mais de 25% dos fertilizantes importados pelo Brasil vieram da Rússia, sustentando a produção de grãos no Centro-Oeste.

A partir de 2025, contratos de importação passaram a ser liquidados em yuan. Isso significa que parte da cadeia de insumos agrícolas brasileiros — base da soja, milho, café e carnes que alimentam o mundo — já não depende mais do dólar.

Para a Rússia, isolada financeiramente por sanções após a guerra da Ucrânia, o yuan se tornou a válvula de escape perfeita; para o Brasil, a mudança traz vantagens práticas, mas também riscos estratégicos.

Energia e grãos: o dólar perde espaço

O mesmo processo se repete em outros setores. Compras brasileiras de diesel e óleo refinado russos já começaram a ser liquidadas em yuan, evitando o uso de bancos americanos e europeus. Da mesma forma, lotes de trigo russo, destinados a complementar a produção interna, também passaram a circular sob contratos denominados em moeda chinesa.

Essas movimentações, somadas ao peso dos fertilizantes, consolidam uma tendência: o dólar está sendo isolado das cadeias essenciais Brasil–Rússia, o que reforça a autonomia financeira entre os dois países e dá fôlego às metas de integração monetária do BRICS.

O papel da China: o yuan como moeda-pivô

Embora o comércio seja bilateral, a engrenagem depende de um terceiro ator: a China. O yuan tornou-se a moeda preferencial não apenas por seu peso econômico, mas porque Pequim oferece infraestrutura bancária e liquidez capazes de sustentar grandes operações internacionais.

Na prática, Moscou vende fertilizantes, energia e grãos; Brasília paga em yuan; e Pequim fornece os canais financeiros que tornam a operação possível.

O resultado é um triângulo geopolítico: Rússia fornece, Brasil consome e China financia — todos sem passar pelo dólar.

O alerta em Washington e Bruxelas

Para os Estados Unidos, o avanço do yuan nas exportações russas ao Brasil é visto como mais um sinal de que a hegemonia do dólar enfrenta erosão silenciosa. O temor é de que a prática se espalhe para outros emergentes, reduzindo a capacidade americana de impor sanções financeiras.

Na União Europeia, o cenário é duplamente preocupante. Primeiro porque a UE já compete com o Brasil no setor agrícola e vê com receio qualquer vantagem de custo nos insumos. Segundo porque, ao perder espaço para o yuan, bancos europeus ficam de fora de contratos bilionários em setores estratégicos.

Impactos diretos no Brasil

Para o Brasil, a mudança traz vantagens imediatas:

  • Redução de custos e burocracia: contratos em yuan eliminam intermediários em dólar e reduzem taxas cambiais.
  • Segurança de abastecimento: mesmo sob sanções, a Rússia garante fornecimento de fertilizantes e energia ao Brasil.
  • Competitividade agrícola: acesso a insumos mais baratos e estáveis fortalece o agronegócio brasileiro, motor das exportações.

Mas também existem riscos:

  • Nova dependência: o Brasil fica ainda mais vinculado à China, já que depende do yuan para suas importações russas.
  • Vulnerabilidade geopolítica: em caso de tensões maiores entre China e EUA, o Brasil pode ser pressionado a escolher lados.
  • Opacidade financeira: a falta de conversibilidade plena do yuan limita a transparência das operações.

O BRICS como escudo monetário

A adoção do yuan nas exportações russas ao Brasil também se conecta ao fortalecimento do BRICS. O bloco discute a criação do BRICS Pay, um sistema de pagamentos alternativo ao Swift, capaz de sustentar transações em moedas locais.

Embora a ideia de uma “moeda única” tenha sido descartada, o avanço do yuan e o apoio de países como Rússia e Arábia Saudita mostram que a estratégia de fragmentar a hegemonia do dólar está em curso.

Nesse cenário, o Brasil surge como peça-chave: é quem mais importa fertilizantes da Rússia, é parceiro central da China no agronegócio e é ponte para a América Latina.

O futuro do dólar no comércio de insumos

Especialistas divergem sobre até onde essa tendência pode ir. Alguns acreditam que o dólar continuará dominante, já que ainda responde por quase 80% das transações globais. Outros, no entanto, argumentam que o objetivo de Moscou e Pequim não é substituir o dólar, mas reduzir gradualmente seu espaço em setores críticos.

E nesse jogo, fertilizantes, grãos e energia são alvos perfeitos: sem eles, não há segurança alimentar nem produção agrícola. Se o yuan domina essas cadeias, Pequim e Moscou ganham influência desproporcional no tabuleiro global.

Ao aceitar pagar em yuan pelas exportações russas, o Brasil colhe benefícios imediatos: insumos mais baratos, menos dependência do dólar e fortalecimento do BRICS. Mas a médio prazo, a pergunta é inevitável:
o país está ganhando autonomia ou apenas se tornando ainda mais dependente da órbita chinesa?

O que é certo é que, em 2025, o dólar perdeu mais uma batalha silenciosa. E dessa vez, o campo de guerra foram os fertilizantes, a energia e os grãos que sustentam o Brasil e alimentam o mundo.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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