Exportação, Internacional

Alckmin mira Nigéria para diversificar exportação

Em um momento de incertezas no mercado de petróleo devido às instabilidades no Oriente Médio e dificuldades de fornecimento de fertilizantes por causa da guerra na Ucrânia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, concluiu nesta quarta-feira (25) uma missão à Nigéria, país com o qual o Brasil quer diversificar sua pauta de exportações e pode ampliar as compras nos setores de petróleo, gás natural liquefeito e fertilizantes.

A Nigéria está entre as maiores economias do continente africano e tem a sexta maior população do mundo, com 223,8 milhões de habitantes – o Brasil tem a sétima maior. Segundo Alckmin, esse mercado deve crescer ainda mais, uma vez que a expectativa é que em 2050 o país passe a ter a terceira ou quarta maior população do mundo. “É um país que tem escala, cresce numa velocidade impressionante”, disse ele em entrevista ao Valor por telefone.

À frente de uma missão de empresários e autoridades, Alckmin afirmou que o Brasil prospecta oportunidades no setor de laticínios, aviões comerciais e de defesa, coletes balísticos e blindagem de veículos, indústria têxtil, máquinas agrícolas, biocombustíveis e arroz, principal item do cardápio dos nigerianos. Também se tratou da possibilidade de Brasil e Nigéria terem uma ligação aérea direta – primeiramente para cargas, mas eventualmente depois para passageiros também. Em outra frente, a indústria de carnes já está investindo no país.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras via contêineres para a Nigéria a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras via Contêineres para a Nigéria | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

“A nossa busca é a diversificação. Hoje, a nossa exportação para a Nigéria está muito em cima do açúcar. É o principal produto, commodity. Queremos diversificar mais”, comentou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento.

A expectativa é que o presidente nigeriano, Bola Tinubu, participe como convidado da cúpula do Brics no próximo mês, no Rio de Janeiro, e em agosto faça uma visita de Estado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.

Também se espera que representantes de empresas do país africano busquem parcerias no Brasil para ampliar as vendas de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

“Nós dependemos do nitrogenado, do fertilizante. Está crescendo no Brasil [a produção local], mas ainda 80% são importados. Isso é para a segurança alimentar. Deveremos ter este ano uma safra recorde, 10% maior, então a demanda por fertilizantes vai ser de dois dígitos”, acrescentou Alckmin.

Segundo o Mdic, a Nigéria é atualmente o 49º maior destino das exportações brasileiras. Em 2024, o Brasil exportou US$ 978,5 milhões para o país, com destaque para açúcares e melaços. Já a importações brasileira da Nigéria totalizou US$ 1,1 bilhão no mesmo período, sendo quase metade (48%) composta por adubos e fertilizantes químicos. O maior parceiro comercial da Nigéria é a China.

Fonte: Valor Econômico 

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Exportação, Negócios

Fábrica da Stellantis no Brasil bate recorde de exportações em junho

O Polo Automotivo Stellantis de Goiana (PE) acaba de atingir um marco importante. De uma só vez, a unidade exportou mais de 4 mil carros. Esse número representa a maior operação de exportação de veículos já realizada pela Stellantis em uma única remessa. Ao todo, 4.006 unidades produzidas na fábrica pernambucana foram embarcadas pelo Porto de Suape com destino à Argentina.

Inaugurada há 10 anos, a fábrica da Stellantis em Goiana produz atualmente os modelos Jeep Renegade, Compass e Commander, além das picapes Fiat Toro e Ram Rampage. A picape Fiat Toro ainda é feita na versão Ram 1000 para exportação. A operação de exportação mobilizou dezenas de trabalhadores ao longo de 48 horas.

Os veículos foram carregados a bordo do navio Dover Highway (K-Line), dedicado exclusivamente à operação da Stellantis. A ação estabelece um novo recorde de exportação de automóveis na história do Porto de Suape, que figura entre os seis portos públicos mais movimentados do Brasil.

O recorde anterior da Stellantis foi registrado em maio de 2023, quando 3 mil veículos produzidos nos polos de Goiana (PE) e Betim (MG) foram exportados em uma única operação para o Porto de Vera Cruz, no México. O volume atual representa um crescimento de aproximadamente 36,7% em relação àquele embarque.

“Esse recorde, somado ao desempenho histórico registrado em maio, confirma o fortalecimento das nossas operações na América do Sul e sinaliza uma retomada importante da demanda para a Argentina, um mercado estratégico para a Stellantis”, afirma Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis para a América do Sul.

O Jeep Renegade foi o modelo mais exportado nesta operação, respondendo por 26% do volume total. Em seguida, destacaram-se o Jeep Compass (25%), a Fiat Toro (24%), a Ram Rampage (16%) e o Jeep Commander (9%).

Fonte: Terra

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Economia, Exportação, Importação, Negócios, Notícias, Tributação

Déficit comercial dos EUA cresce em maio com queda nas exportações

O déficit comercial dos EUA em bens aumentou em maio em meio a um declínio nas exportações, mas uma diminuição no fluxo de importações provavelmente posiciona o comércio para fazer uma grande contribuição ao produto interno bruto no segundo trimestre.

O déficit comercial de bens aumentou 11,1%, para US$ 96,6 bilhões no mês passado, informou o Censo do Departamento de Comércio na quinta-feira. As exportações de bens caíram US$ 9,7 bilhões, para US$ 179,2 bilhões. As importações de bens permaneceram praticamente inalteradas, em US$ 275,8 bilhões.

Uma enxurrada de importações, causada pela pressa das empresas em trazer produtos antes das tarifas abrangentes do presidente Donald Trump entrarem em vigor, elevou o déficit comercial de bens a um recorde no primeiro trimestre, sendo responsável por grande parte da taxa anualizada de declínio de 0,5% do PIB durante esse período.

O Federal Reserve de Atlanta prevê uma aceleração do PIB de 3,4% neste trimestre. Dadas as oscilações das importações, economistas alertaram contra a interpretação da recuperação prevista do PIB como um sinal de força econômica.

Dados sobre vendas no varejo, mercado imobiliário e mercado de trabalho sugerem que a atividade econômica está enfraquecendo.

Fonte: Brasil 247

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Comércio Exterior, Exportação

BYD amplia frota e exportações crescem 112% com novos navios ro-ro

A BYD aumenta suas exportações em 112% e já coloca em operação o sétimo navio da frota para transporte de veículos

A BYD iniciou, em 23 de junho, os testes no mar do “Zhengzhou”, seu sétimo navio ro-ro voltado à exportação de veículos. A entrega está prevista para julho.

O navio foi construído pelo estaleiro Guangzhou Shipyard International e integra a frota marítima da montadora, composta por embarcações nomeadas segundo as cidades que abrigam suas fábricas na China.

Detalhes da nova embarcação e da frota da BYD

Com 199,9 metros de comprimento, 38 metros de largura e capacidade para 7.000 veículos, o “Zhengzhou” utiliza propulsão com combustível duplo (GNL) e incorpora tecnologias como gerador de eixo com ímã permanente e sistemas de economia de energia. É navio-irmão do “Hefei”.

Até junho de 2025, a BYD já colocou em operação os seguintes navios:

  • BYD Explorer No. 1 (4.000 veículos);
  • Changzhou;
  • Hefei;
  • Shenzhen (9.200 veículos);
  • Xi’an (9.200 veículos);
  • Changsha (operações iniciadas em 24 de junho, também com capacidade para 9.200 veículos).

O oitavo navio, batizado de Jinan, tem entrega estimada entre agosto e setembro.

Objetivos de transporte e crescimento nas exportações

A BYD pretende concluir a frota com oito navios ro-ro até 2026, atingindo capacidade de transporte marítimo superior a 1 milhão de veículos por ano.

Em paralelo, a companhia registrou recorde de exportações em maio, com 89 mil unidades embarcadas. No acumulado entre janeiro e maio, as exportações somaram 374.200 veículos, o que representa uma alta de 112% em relação ao mesmo período de 2024. Esses números refletem a crescente presença da BYD no mercado global.

Fonte: Exame

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Exportação, Inovação, Logística, Negócios

Resultados da Missão de SC à Ásia incluem acordos para exportações, inovação e mobilidade logística

A missão oficial do Governo de Santa Catarina ao Japão e à China, realizada de 12 a 25 de junho, efetivou o Estado como protagonista em relações econômicas com o mercado asiático. Liderada pelo governador Jorginho Mello, a comitiva catarinense cumpriu uma agenda de alto nível com empresas, governos, instituições de pesquisa e organismos de cooperação internacional, com avanços concretos em frentes como exportações, infraestrutura logística, inovação tecnológica e mobilidade aérea. A missão foi organizada pela Secretaria Executiva de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos.

“A cada missão internacional dessas eu tenho mais certeza. O mundo inteiro quer comprar de Santa Catarina. Em todas as nossas visitas que fizemos, tanto em instituições públicas como privadas, ouvimos elogios sobre o que é produzido pelas empresas catarinenses. Tanto do nosso agronegócio, a carne catarinense consumida pelos japoneses e pelos chineses, como sobre a nossa indústria, pelos componentes que acabam integrando produtos de alta tecnologia feitos nesses países. Tenho certeza que podemos esperar mais exportações e mais investimentos em um futuro próximo”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Agendas com efeito imediato 

Entre os resultados imediatos da missão, destacam-se a assinatura de uma carta de intenções com o governo japonês para ampliar a exportação de grãos e desenvolver rotas logísticas estratégicas a partir do Porto de São Francisco do Sul; um protocolo com a Marubeni Corporation para investimentos em infraestrutura portuária; e o avanço nas negociações para a abertura do mercado japonês à carne bovina catarinense, que hoje já exporta suínos e aves ao país.

Durante o SC Day, realizado na Embaixada do Brasil em Tóquio, o potencial econômico catarinense foi apresentado a gigantes como Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo, Itochu, Marubeni, Seara Japan, BRF Japan, Nippon Ham, JERA e Yokorei. Foram discutidas oportunidades em áreas como proteína animal, energia, agroindústria, inovação e logística.

Aviação regional, ferrovias e datacenter para IA na pauta do governador 

Na China, o governador Jorginho Mello tratou da instalação de uma linha de montagem de aviões em SC, em parceria com uma das maiores fabricantes do país, em Harbin, além das visitas da delegação catarinense à CRRC e à CCCC, focadas no fortalecimento do plano ferroviário catarinense. Também foram iniciadas tratativas com a Power China para implantação de um grande data center em Lages, voltado à capacidade de atuação do estado no desenvolvimento da inteligência artificial (IA). 

Em Pequim, Jorginho Mello visitou a Nidec Global Appliance (ex-Embraco), que apresentou sua planta industrial. Na ocasião, a Invest SC iniciou tratativas para a instalação de fábrica em Joinville, de fornecedores interessados da cadeia da Nidec, ampliando a indústria de componentes.

O governador aproveitou a reunião com o vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), Zhao Zenglian, para reforçar o pedido de retomada das exportações de carne de frango de Santa Catarina ao mercado chinês, que enfrenta suspensão temporária desde a confirmação de um foco isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul.

Jorginho Mello destacou que Santa Catarina jamais registrou casos da doença em granjas comerciais, graças ao rigor do seu controle sanitário e apresentou os protocolos de biossegurança e o isolamento preventivo estabelecido entre SC e o RS. O governador convidou oficialmente as autoridades chinesas a visitarem o estado para conhecer de perto o sistema sanitário local. A comitiva chinesa respondeu positivamente.

Parcerias renovadas em agro, aquicultura e contenção de cheias

A missão à Ásia também incluiu a renovação do acordo de irmandade com a província japonesa de Aomori, firmado originalmente em 1980, e encontros com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) para atualização de projetos de contenção de cheias no Vale do Itajaí.

“Santa Catarina mostrou ao Japão e à China que é um Estado confiável, inovador e com vocação internacional. Cumprimos nossa missão com resultados concretos e caminhos abertos para novos investimentos e exportações. A liderança do governador Jorginho Mello foi decisiva para o sucesso de cada agenda”, destaca o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen.

A delegação oficial incluiu os secretários estaduais Kennedy Nunes (Casa Civil), Carlos Chiodini (Agricultura e Pecuária), Edgard Usuy (Ciência, Tecnologia e Inovação), Mário Hildebrandt (Proteção e Defesa Civil), Bruno Oliveira (Comunicação), Beto Martins (Portos, Aeroportos e Ferrovias) e Danieli Porporatti (Gabinete do Governador); além dos presidentes Celles Regina de Mattos (CIDASC) e Renato Lacerda (InvestSC).

Também fizeram parte da missão os prefeitos Adriano Silva (Joinville) e Egídio Ferrari (Blumenau), o senador Jorge Seif, os presidentes Hélio Dagnoni (Fecomércio SC), Ariel Verdi (AFEIESC), Diego Brites Ramos (ACATE), além de representantes da Portonave, Porto de Itapoá e do setor produtivo catarinense.

:: Resumo dos principais Resultados da Missão Ásia realizada pelo Governo de SC

Exportações
Carta de Intenções com o Japão para exportações de grãos via Porto de São Francisco do Sul

Agroindústria
Reforço nas negociações para abertura do mercado japonês à carne bovina catarinense

Carne de frango
Reunião com GACC (China) e pedido formal de retomada das exportações de frango; SC apresentou protocolos sanitários e convidou missão técnica chinesa ao Estado

Infraestrutura portuária
Protocolo de investimentos com Marubeni Corporation para modernização portuária

Tecnologia e IA
Tratativas com Power China para instalação de data center em Lages

Indústria de componentes
Início das tratativas para a instalação de outros fabricantes da cadeia de fornecedores da Nidec Global Appliance, em Joinville

Aviação regional
Avanço em negociação para instalação de linha de montagem de aviões para voos regionais em SC

Logística ferroviária
Diálogos com CRRC e CCCC para fornecimento de trens e parceria em ferrovias

Relações bilaterais
Renovação do acordo de irmandade com a Província de Aomori, Japão

Cooperação internacional
Reunião com JICA para retomada de projetos de contenção de cheias no Vale do Itajaí

Diplomacia econômica
Realização do SC Day com 11 conglomerados asiáticos e abertura para novos negócios

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Exportação, Notícias

Gripe Aviária: Exportações de Frango Brasileiras Resistem a Suspensões Internacionais

Após 28 dias de bloqueio sanitário, o setor de carne de frango brasileiro se prepara para retomar as exportações da proteína e seus derivados. Desde a última quarta-feira (18/06), o Brasil voltou a negociar com os 21 países que haviam imposto restrições comerciais após a confirmação de um caso de gripe aviária em Montenegro, no Rio Grande do Sul, em 19 de maio.

Durante esse período, 21 países suspenderam totalmente as importações, com destaque para a China, principal comprador, enquanto outros 15 limitaram as restrições apenas ao estado gaúcho.

Apesar das suspensões, o Brasil continuou exportando carne de frango e seus derivados para diversos mercados. Em maio, os embarques da proteína registraram uma queda de 12,9%, totalizando 393,4 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de carne de frango a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Frango | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

De janeiro a maio, o volume exportado atingiu 2,256 milhões de toneladas, um aumento de 4,8% em relação ao mesmo período de 2024.

Fonte: Porto Ferreira Hoje

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Comércio Exterior, Exportação, Industria, Notícias

Santa Catarina avança para ampliar exportações de carne bovina ao Japão 

Santa Catarina está determinada a dar um novo passo em sua trajetória de sucesso no comércio exterior. Com um histórico consolidado nas exportações de carne suína e de frango para o Japão, o Estado agora quer conquistar a habilitação para exportar carne bovina ao exigente mercado japonês. Esse é um dos objetivos da missão estratégica ao país asiático que começou no último dia 13 e deve durar cerca de 10 dias. “Santa Catarina está pronta para exportar carne bovina ao Japão. Já temos um histórico de excelência na venda de carne suína e queremos ampliar essa relação comercial”, afirmou o governador Jorginho Mello. 

Durante as agendas em Tóquio, realizadas na quarta-feira (18), a comitiva catarinense esteve no Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF) e na Embaixada do Brasil, reforçando o pedido para que Santa Catarina seja o primeiro estado brasileiro autorizado a exportar carne bovina ao Japão. A ação integra uma estratégia maior de internacionalização da economia catarinense, valorizando a excelência sanitária do estado como um diferencial competitivo. “O controle sanitário e a qualidade da carne de suíno e de aves que entregamos ao Japão abrem as portas comerciais para o setor de carne bovina. Temos qualidade, competitividade e a relação de confiança na sanidade do plantel catarinense. O novilho precoce é o grande atrativo que alia qualidade, sustentabilidade e sanidade”, ressaltou Celles Regina de Mattos, presidente da Cidasc. 

Estado já lidera exportações de carnes ao Japão 

Em 2024, o Japão foi o principal destino das exportações de carne de frango catarinense, com embarques que somaram 148,4 mil toneladas e geraram US$ 283,8 milhões em receita. No setor suinícola, o país asiático aparece como terceiro maior comprador, com 93,4 mil toneladas e uma movimentação de US$ 312,4 milhões. 

Santa Catarina exporta carne de frango para o Japão desde 1989, e carne suína in natura desde 2013. Agora, a meta é abrir também o mercado japonês para a carne bovina catarinense, o que ampliaria ainda mais a presença do Estado na Ásia. 

Reconhecimento sanitário fortalece posição de SC 

A força do agro catarinense no comércio exterior se deve, sobretudo, ao rigor sanitário. Santa Catarina é, desde 2007, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de febre aftosa sem vacinação — status fundamental para acessar mercados exigentes como o japonês. O estado também tem a menor prevalência de tuberculose e brucelose bovina no país e é o único com identificação individual de 100% do rebanho bovino, via sistema SRBOV-SC. “As relações comerciais com o Japão são resultado de confiança mútua, compromisso com a qualidade e pioneirismo sanitário. Reafirmamos nosso trabalho para ampliar a presença catarinense no mercado japonês, agora com a carne bovina”, afirmou o secretário de Agricultura, Carlos Chiodini. 

SC Day reúne grandes empresas e potenciais investidores em Tóquio 

Durante o SC Day Tóquio, evento promovido na Embaixada do Brasil, Jorginho Mello apresentou as potencialidades catarinenses a representantes de conglomerados japoneses como Mitsui, Mitsubishi, Sumitomo, Itochu, Marubeni, Yokorei e Nippon, além das operações locais da BRF e da Seara. “Santa Catarina tem excelência em sanidade animal, com status internacional reconhecido e um parque industrial moderno. Estamos prontos para exportar carne bovina com a mesma qualidade com que já exportamos frango e suíno para mais de 150 países”, reforçou o governador. 

A comitiva também cumpriu agendas com a agência de comércio exterior JETRO, a agência de cooperação internacional JICA e a Federação das Indústrias do Japão (Keidanren). 

Porto de São Francisco do Sul receberá investimentos japoneses 

A visita ao Japão também gerou avanços na área de infraestrutura logística, essencial para a competitividade do comércio exterior. Foi assinado um protocolo de intenções entre o Governo de SC e a empresa japonesa Marubeni, com foco em novos investimentos no Porto de São Francisco do Sul. “Significa investimentos de milhões de dólares e, ao mesmo tempo, oportunidade de emprego e renda para o catarinense. Nós queremos exportar para o mundo a nossa proteína animal, mas precisamos de investimentos em infraestrutura, sejam elas ferroviárias, rodoviárias e portos”, destacou o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen. 

Uma missão para abrir portas e construir o futuro 

A delegação catarinense reúne representantes dos três poderes, prefeitos de cidades estratégicas como Joinville e Blumenau, além de lideranças empresariais das federações Fecomércio, Fiesc e Acate. “Santa Catarina é um estado que tem muito a oferecer, e esta missão à Ásia é uma grande oportunidade de abrir novas portas para os nossos produtos, atrair investimentos e desenvolver soluções inovadoras em parceria com quem é referência mundial”, destacou o governador Jorginho Mello. 

Além da abertura do mercado japonês para a carne bovina, a missão tem entre os objetivos a atração de investimentos em infraestrutura, o fortalecimento das exportações agrícolas e pesqueiras, e a projeção de Santa Catarina como referência global em sanidade animal e qualidade industrial. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTOS: SECOM/SC 

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Comércio Exterior, Exportação, Investimento

Missão de SC na Ásia busca ampliar exportações e atrair investimentos

Governador lidera comitiva que desembarcou em Tóquio neste domingo

Santa Catarina iniciou na sexta-feira (13) a missão oficial à Ásia. A primeira parada ocorre no Japão, onde a comitiva liderada pelo governador Jorginho Mello desembarcou no domigo (15), em Tóquio. A agenda estratégica é voltada à atração de investimentos, ampliação das exportações e de parcerias tecnológicas e fortalecimento do setor agroindustrial catarinense.

Além de Jorginho, também estão na comitiva o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini. E ainda os deputados Fernando Krelling (MDB), Mauro De Nadal (MDB), Fabiano da Luz (PT) e Rodrigo Minotto (PDT). Além disso, integram o grupo nomes como os prefeitos de Joinville, Adriano Silva, e de Blumenau, Egídio Ferrari. E o presidente da Fecomércio, Hélio Dagnoni, o presidente da AFEIESC, Ariel Verdi, além do presidente da Acate, Diego Brites Ramos.

Na ocasião, eles apresentaram aos executivos asiáticos as potencialidades da economia catarinense. Principalmente em áreas como tecnologia, metal-mecânica e o número de startups. O que, segundo os brasileiros, vai ao encontro da proposta da JMEV, que é a expansão de veículos elétricos.

“Santa Catarina é um estado que tem muito a oferecer. E esta missão à Ásia é uma grande oportunidade de abrir novas portas para os nossos produtos em exportações. Atrair investimentos e desenvolver soluções inovadoras em parceria com quem é referência mundial. Estamos aqui para mostrar ao mundo que Santa Catarina está pronta para crescer ainda mais e gerar mais qualidade de vida para a nossa gente”, destacou o governador Jorginho Mello.

SC Day em Tóquio em busca de exportações

Durante a estadia no Japão, a comitiva catarinense participa do SC Day, evento institucional promovido na Embaixada do Brasil em Tóquio e visita gigantes empresariais como Mitsui, Mitsubishi e membros da Keidanren (Federação das Indústrias do Japão). A programação inclui ainda reuniões com o Ministério da Agricultura, a agência de comércio exterior JETRO e a agência de cooperação internacional JICA, que poderá renovar e expandir projetos de infraestrutura e contenção de cheias em Santa Catarina.

Um dos principais temas no país será o reconhecimento da excelência catarinense em sanidade animal, com foco na exportação de carne bovina ao Japão. “Santa Catarina já possui um frigorífico apto para exportar carne bovina para o Japão. Nossa missão aqui é mostrar que temos todas as credenciais técnicas e sanitárias para atender esse mercado exigente, com qualidade e segurança, e buscar a abertura dessa nova frente de negócios para o Estado”, explicou o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen.

Intercâmbio em produção de maçã Fuji e frutos do mar

A visita à província de Aomori, marcada pela histórica irmandade com Santa Catarina desde os anos 1980, também está na agenda. Lá, a comitiva terá encontros com o governo local, a cooperativa agrícola AOREN, o Instituto de Pesquisa Pesqueira de Aomori e outras instituições ligadas à fruticultura e à aquicultura. Os temas principais incluem o intercâmbio em produção de maçãs – especialmente a variedade Fuji, já difundida em SC –, rastreabilidade no agronegócio e o potencial de cooperação na área de moluscos e frutos do mar, setores em que Aomori e o Litoral catarinense têm grande sinergia.

Fonte: Guararema News

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Comércio Exterior, Exportação

Alta oferta e exportações fracas pressionam preços do arroz no Brasil, aponta relatório do Itaú BBA

Cotações seguem pressionadas com estabilidade nos preços

O aumento no volume da safra 2024/25 tem mantido pressão sobre os preços do arroz no Brasil. Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o valor médio da saca de 50 kg ficou em R$ 76 ao longo de abril, com leve queda para R$ 75 até o dia 20 de maio. A baixa nas exportações tem dificultado o escoamento da produção, limitando a recuperação das cotações.

Mercado lento e produtores resistentes à venda

Durante abril, os preços ficaram praticamente estáveis, com média de R$ 76,27/sc. No final do mês e início de maio, recuaram para R$ 75,02/sc. A comercialização seguiu em ritmo lento, concentrada principalmente na reposição de estoques pelas indústrias. Muitos produtores optaram por vender apenas em casos de necessidade financeira, devido à percepção de que os preços não cobrem os custos operacionais.

Colheita próxima do fim e produção cresce quase 15%

A colheita da safra 2024/25 está praticamente concluída, com 95,1% das áreas já colhidas até 17 de maio, conforme dados da Conab. Mesmo com chuvas em abril, que causaram acamamento e maior porcentagem de grãos quebrados, os resultados foram positivos. A produtividade média nacional é de 7 toneladas por hectare, aumento de 7,4% em relação à safra anterior. Com o crescimento de 6,9% na área plantada, a produção total deve alcançar 12,1 milhões de toneladas, avanço de 14,8% frente a 2023/24.

Exportações em queda e concorrência internacional pressionam o mercado

As exportações brasileiras de arroz seguem enfraquecidas. Em abril, o volume embarcado caiu 28% em comparação com março. Apesar da alta oferta interna, a concorrência com países como Paraguai e Uruguai tem dificultado a colocação do produto brasileiro no mercado externo. A perda de competitividade mantém o arroz no mercado doméstico, o que impede uma recuperação dos preços.

Projeção de produção global recorde também impacta preços futuros

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou projeções indicando uma produção global recorde de arroz para a safra 2025/26, o que contribuiu para a queda dos contratos futuros em Chicago. A média parcial dos preços caiu para US$ 277 por tonelada em maio, frente aos US$ 292 registrados em abril. A estimativa do USDA aponta produção e consumo globais em equilíbrio (538,7 e 538,8 milhões de toneladas, respectivamente), com estoques finais mantidos.

Baixo ritmo de exportações acende alerta no mercado brasileiro

O ritmo lento das exportações brasileiras preocupa o setor. Sem aceleração no escoamento, os preços podem continuar em queda. A janela para exportações deve se estreitar a partir de agosto, com o aumento da oferta dos Estados Unidos. De janeiro a abril, o Brasil exportou 6,6% mais que no mesmo período de 2024, mas os volumes ainda são 29% menores em comparação com 2023. A queda nos preços praticados por concorrentes do Mercosul também compromete a competitividade do arroz nacional.

Margens apertadas exigem atenção à gestão e estratégias comerciais

O cenário atual exige cautela por parte dos produtores. Segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), o custo variável de produção no Rio Grande do Sul gira em torno de R$ 76 por saca. Com preços médios no mesmo patamar, muitos produtores operam com margens apertadas ou até negativas, dependendo da produtividade alcançada. O relatório do Itaú BBA destaca a importância da gestão eficiente e de estratégias comerciais bem planejadas para enfrentar os desafios do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação, Mercado Internacional

Livre da febre aftosa, Brasil deve iniciar exportações de carne bovina para o Japão

A produção brasileira de carne bovina está cada vez mais próxima do Japão. Nesta quinta-feira (29), o Brasil vai receber o certificado de reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), como área livre de febre aftosa sem vacinação. A medida viabiliza o acesso em mercados mais exigentes, como o japonês, com abertura da exportações no segundo semestre deste ano.

No início do mês, uma autoridade do governo do Japão esteve no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília, com retorno previsto na segunda quinzena de junho, para uma inspeção geral do sistema sanitário brasileiro.

A comitiva japonesa deve elaborar um relatório técnico e liberar a etapa de habilitação, com base no modelo de pre-listing, que inclui os fornecedores que se enquadram nos critérios estabelecidos.

“O processo pode levar cerca de 60 dias após a visita. Estamos otimistas e trabalhando para que a liberação aconteça ainda em 2025, preferencialmente no segundo semestre”, afirma Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Governo Lula não envia representante para certificado internacional

O governo Lula (PT) não vai enviar autoridades do primeiro escalão à cerimônia da OMSA, em Paris, para a entrega da certificação de país livre de aftosa. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, desistiu da viagem e acompanhará o presidente petista na agenda internacional na França na semana seguinte.

O governo também cancelou as viagens do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e de seu adjunto, Allan Alvarenga, conforme informações publicadas no Diário Oficial da União. O ministério designou uma fiscal agropecuária para representar o país.

Com a ausência da alta cúpula do governo federal, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, deve assumir o protagonismo no evento para destacar a importância dos estados brasileiros na produção de carne bovina. Ela viaja a Paris pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deve discursar em nome do setor.

São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Pernambuco, Amazonas, Tocantins e outros estados participam da assembleia da OMSA, com delegações enviadas para o evento que começou no último domingo (25).

Pecuária aposta em tecnologia para qualidade de carne no Brasil

O mercado japonês de carne bovina depende fortemente da importação, o que é motivo de interesse para os produtores brasileiros. “O Japão importa 65% da carne que consome e o Brasil produz carne de qualidade, com um trato sanitário reconhecido no mundo todo. Temos uma das carnes mais baratas do mundo e em grande volume. A expectativa é muito boa. Nossa possibilidade de exportação é muito grande”, aponta o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Marcelo El Kadri.

Novas tecnologias e a mecanização tem garantido mais eficiência e padronização na produção, o que respalda a exportação brasileira. Os produtores entendem que as práticas de manejo de excelência são essenciais para atender aos padrões rigorosos do Japão.

 “Hoje existe uma pulverização por drone, via satélite, onde você só pulveriza onde é necessário e isso gera economia e precisão na aplicação. Atualmente utilizamos um chip que possibilita a pesagem do animal em confinamento, sem que ele sofra estresse. A alimentação fica em lado oposto à água e no deslocamento entre os dois, o animal é pesado até duas vezes por dia. O Brasil está muito avançado e com novas expectativas, isso agrada o mercado japonês”, explica El Kadri.

Fonte: Gazeta do Povo

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