Comércio Exterior, Exportação, Mercado Internacional

Exportações da China avançam em junho antes do prazo de Trump para tarifas

Embarques do país aumentaram 5,8% em junho em relação ao ano anterior, superando a previsão da Reuters e o crescimento em maio

As exportações da China recuperaram o ímpeto em junho, uma vez que as empresas se apressaram em enviar pedidos para capitalizar uma frágil trégua tarifária com os Estados Unidos antes do prazo do próximo mês, com remessas para os centros de trânsito do Sudeste Asiático particularmente fortes.

Empresas de ambos os lados do Pacífico estão aguardando para ver se as duas maiores economias do mundo conseguirão chegar a um acordo mais duradouro ou se as cadeias globais de oferta serão novamente prejudicadas pela reimposição de tarifas superiores a 100%.

Os produtores chineses, que enfrentam uma demanda fraca no país e condições mais severas nos Estados Unidos, onde vendem mais de US$ 400 bilhões em mercadorias por ano, também estão protegendo suas apostas e correndo para conquistar participação de mercado em economias mais próximas.

Dados da alfândega divulgados nesta segunda-feira (14) mostraram que os embarques da China aumentaram 5,8% em junho em relação ao ano anterior, superando a previsão de alta de 5% em uma pesquisa da Reuters e o crescimento de 4,8% em maio.

“Há alguns sinais de que a demanda antecipada está começando a diminuir gradualmente”, disse Chim Lee, analista sênior da Economist Intelligence Unit.

“O desvio e o redirecionamento do comércio parecem continuar, o que atrairá a atenção das autoridades nos EUA e em outros mercados”, acrescentou.

As importações avançaram 1,1% após um declínio de 3,4% em maio. Os economistas previam aumento de 1,3%.

Analistas e exportadores estão atentos para ver se um acordo firmado em junho entre os negociadores dos EUA e da China será mantido, depois que um acordo anterior, de maio, foi prejudicado por uma série de controles de exportação que interromperam as cadeias globais de oferta dos principais setores.

As exportações para os EUA cresceram 32,4% em relação ao mês anterior, sendo junho o primeiro mês completo em que os produtos chineses se beneficiaram da redução das tarifas dos EUA.

Enquanto isso, os embarques para a Associação das Nações do Sudeste Asiático, composta por 10 membros, aumentaram 16,8%.

O superávit comercial da China em junho foi de US$ 114,7 bilhões, acima dos US$ 103,22 bilhões registrados em maio.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

Tarifas de 50% de Trump: para onde o Brasil pode redirecionar suas exportações — e quais os desafios

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que alguns países têm condições de absorver parcialmente o excedente de produtos brasileiros. Há, no entanto, uma série de especificidades setoriais em jogo.

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representa um duro golpe para o comércio exterior do Brasil. Se entrar em vigor em 1º de agosto, a medida poderá reduzir significativamente a exportação de diversos setores.

Os EUA são o segundo principal destino dos itens brasileiros, atrás apenas da China. Além disso, representam um mercado estratégico para a venda de bens diversificados e de maior valor agregado, como aviões executivos e eletroeletrônicos.

Só em 2024, foram vendidos US$ 40,4 bilhões em produtos para o mercado norte-americano — 12% do total exportado pelo Brasil no ano. Na prática, uma tarifa de 50% tornaria inviável a compra de diversos itens brasileiros por empresas sediadas nos EUA, já que o custo de importação ficaria muito mais alto.

Se os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump não chegarem a um acordo até a data prevista, setores relevantes da economia brasileira terão de buscar novos mercados para escoar seus produtos — o que, ainda assim, pode não ser suficiente para compensar as perdas.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que alguns países têm condições de absorver parcialmente o excedente de produtos brasileiros.

Há, no entanto, uma série de especificidades setoriais em jogo: para certos produtos, o redirecionamento pode ser mais viável e, para outros, mais complexo. Além disso, o Brasil pode enfrentar dificuldades para realocar esse excedente no curto prazo.

“Esse redirecionamento é possível, mas leva tempo e requer negociações de alto nível. Então, não é tão simples como parece”, afirma André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica.

Leia nesta reportagem:


Quais são os produtos brasileiros mais exportados para os EUA

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que petróleo, ferro, aço, café e carne estão entre os principais produtos brasileiros exportados para os EUA.

Veja abaixo os valores vendidos de janeiro a junho de 2025:

  1. Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos — US$ 2,37 bilhões
  2. Produtos semimanufaturados de ferro ou aço (baixo carbono) — US$ 1,49 bilhão
  3. Café não torrado, não descafeinado — US$ 1,16 bilhão
  4. Carnes bovinas desossadas e congeladas — US$ 737,8 milhões
  5. Ferro-gusa (ferro fundido bruto não ligado) — US$ 683,6 milhões
  6. Celulose (pasta química de madeira não conífera) — US$ 668,6 milhões
  7. Óleos combustíveis e preparações de petróleo — US$ 610,2 milhões

Há também produtos que, embora não estejam entre os mais exportados, têm grande importância para os mercados brasileiro e norte-americano. É o caso do suco de laranja: 41,7% de todas as exportações brasileiras do produto foram destinadas aos EUA na safra 2024/25, encerrada em junho.

Aeronaves também se enquadram nessa categoria. Segundo relatório do BTG, 63% das exportações brasileiras do setor tiveram como destino os EUA. A Embraer é a empresa nacional com maior exposição nesse mercado. (leia mais abaixo)

Quais itens são mais ‘fáceis’ de vender para outros países

Welber Barral, consultor em comércio internacional, explica que, no caso de commodities como café, suco de laranja e açúcar é mais fácil redirecionar esses produtos para outros mercados, já que possuem preços definidos internacionalmente.

“Commodity com preço internacional acaba sendo vendida para vários outros lugares, dependendo de demanda. Às vezes, quando há superoferta no mercado, cai um pouco o preço. Mas acaba sendo vendido para algum lugar”, diz.

Por outro lado, empresas brasileiras que exportam produtos específicos e de maior valor agregado devem enfrentar mais dificuldades. “É o caso da exportação de uma autopeça específica para uma montadora, por exemplo. Não há muita margem para redirecionar esse tipo de venda”, explica.

Por isso, as ações da Embraer caíram quase 11% nesta semana. A fabricante brasileira de aeronaves é uma das empresas listadas na bolsa com maior exposição à medida, com 23,8% de sua receita proveniente de vendas para os EUA, segundo levantamento da XP Investimentos.

“Ninguém vende tanto avião executivo nos EUA como a Embraer”, diz Galhardo. Ele destaca que, mesmo para uma potência como a China, transferir essa demanda — ou seja, passar a vender para o país — é um processo difícil.

Quais países podem ser os principais destinos alternativos

O especialista em comércio exterior Jackson Campos também destaca que o Brasil enfrentaria dificuldades para redirecionar, no curto prazo, toda a produção atualmente destinada aos EUA.

Segundo ele, países como China, Índia, Vietnã, Indonésia, Emirados Árabes Unidos, México e nações europeias têm potencial para absorver parte da produção brasileira. Mas nenhum deles tem, isoladamente, capacidade para substituir o mercado americano de forma equivalente.

“A China, embora seja o maior parceiro comercial do Brasil, enfrenta desaceleração no consumo interno e restrições em setores como aço e petróleo, o que limita sua capacidade de absorção total”, afirma.

Campos acrescenta que, no caso de produtos como petróleo, celulose e carne bovina, a Ásia pode se tornar o principal destino alternativo, se necessário.

Produtos sob investigação da Seção 232 — como semicondutores, minerais críticos e produtos farmacêuticos — devem seguir isentos da tarifa de Trump, segundo a agência de notícias Reuters. A isenção também se estenderia ao petróleo e seus derivados, ponto que ainda é dúvida para setor.

Quais são as janelas de oportunidade para o Brasil

Welber Barral, consultor em comércio internacional, destaca que os países asiáticos tendem a ganhar mais protagonismo nas relações comerciais com o Brasil, caso a tarifa de 50% anunciada por Trump se concretize.

“Naturalmente, a Ásia é o principal mercado de expansão para os produtos brasileiros. O que essa questão com os EUA pode fazer é acelerar a crescente dependência dos mercados asiáticos pelas exportações do Brasil”, avalia.

Para André Galhardo, da Análise Econômica, o Brasil deve buscar escoar seus produtos para países com os quais já vem estreitando relações comerciais, especialmente nações interessadas em aderir ao Brics, países do sudeste asiático e a própria China.

  • O Brics é um grupo de países emergentes que inclui, atualmente, Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã.

A grande oportunidade estratégica, segundo o economista, é a aproximação com a União Europeia (UE). Ele acredita que o momento poderá servir para firmar laços e ampliar as exportações de bens tecnológicos e manufaturados — ou seja, de maior valor agregado — para os países da região.

“Poderíamos aproveitar esse momento para nos aproximar dos países europeus que estão ressentidos com o acirramento comercial com os EUA. É uma oportunidade única para o Brasil”, diz.

Jackson Campos reconhece que a União Europeia oferece potencial em determinados setores, mas ressalta que há forte concorrência interna. Por isso, ele sugere outras alternativas.

“Se a tarifa de 50% for mantida, o Brasil pode aproveitar para acelerar acordos com Índia e Indonésia e aprofundar o Mercosul com África e Oriente Médio”, conclui.

Fonte: G1

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Comércio Exterior, Exportação

Ministro Fávaro trata com comissário da UE medidas para retomada das exportações de carne de frango

Em videoconferência, ministro reforça a eficácia do sistema sanitário brasileiro, para União Europeia reconhecer Brasil como país livre da gripe aviária

Nesta quinta-feira (10), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou de uma reunião de alto nível por videoconferência com o comissário de Saúde e Bem-Estar Animal da União Europeia (UE), Olivér Várhelyi. O encontro teve como objetivo discutir os próximos passos para a retirada das restrições impostas pelo bloco europeu às exportações de carne de frango brasileira, após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro (RS), em maio deste ano.

Ao destacar a importância da reunião, o ministro Fávaro reforçou a eficiência do sistema sanitário brasileiro e afirmou que o país já concluiu todas as medidas exigidas, tendo inclusive recuperado o status de livre da doença junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). “Não se trata de comemorar a crise, mas sim de reconhecer a oportunidade que tivemos de demonstrar a robustez do nosso sistema sanitário. Cumprimos todos os protocolos, controlamos o foco e, conhecendo os regulamentos sanitários brasileiros e europeus e sua equivalência – com as devidas particularidades -, venho solicitar formalmente o reconhecimento, também por parte da União Europeia, do Brasil como país livre da gripe aviária. Essa é a principal solicitação desta reunião”, afirmou Fávaro.

O comissário Olivér Várhelyi agradeceu a transparência do governo brasileiro em relação ao surto e reconheceu a agilidade das autoridades na contenção da doença. “Como você sabe, nossas regras vão além dos parâmetros definidos pela OMSA. Ainda precisamos de informações adicionais sobre seu programa de vigilância. Trata-se de um procedimento técnico e rotineiro, aplicado de forma uniforme tanto a países terceiros quanto aos próprios Estados-membros da União Europeia”, explicou Várhelyi.

Ao final da videoconferência, o ministro Fávaro afirmou que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está mobilizado para atender às exigências adicionais da UE com a maior celeridade possível. “Saio satisfeito com os encaminhamentos da reunião e confiante de que, com o envio das informações complementares solicitadas, o Brasil terá seu status sanitário devidamente reconhecido pela União Europeia, permitindo a retomada plena das exportações de carne de frango”, disse o ministro.

Também participaram da reunião o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart; o secretário adjunto de Defesa Agropecuária, Allan Alvarenga; o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira; o diretor do Departamento de Saúde Animal da SDA, Marcelo Mota; a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Mapa, Carla Madeira e o adido agrícola do Brasil em Bruxelas/UE, Glauco Bertoldo.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Mapa vai buscar novos mercados para substituir exportações aos EUA

Oriente Médio, Sul Asiático e Sul Global podem ser alternativas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) vai buscar novos mercados para serem alternativa às exportações brasileiras que poderão ser afetadas com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar em 50% os produtos importados do Brasil. O ministro Carlos Fávaro disse nesta quinta-feira (10) que o governo busca minimizar os impactos da decisão dos Estados Unidos. 

“Vou reforçar essas ações, buscando os mercados mais importantes do Oriente Médio, do Sul Asiático e do Sul Global, que têm grande potencial consumidor e podem ser uma alternativa para as exportações brasileiras. As ações diplomáticas do Brasil estão sendo tomadas em reciprocidade. As ações proativas vão acontecer aqui no Ministério da Agricultura e Pecuária para minimizar os impactos”, disse Fávaro, em pronunciamento nas redes sociais. 

Em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (9), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as sanções passam a valer a partir do dia 1º de agosto.

Fávaro classificou a ação do governo norte-americano como “indecente” e disse que o governo brasileiro está agindo de forma proativa. Ele relatou que já conversou com as principais entidades representativas dos setores mais afetados, como de suco de laranja, de carne bovina e de café para encontrar alternativas. 

“Para que possamos, juntos, ampliar as ações que já estamos realizando nos dois anos e meio do governo do presidente Lula em ampliar mercados, reduzir barreiras comerciais e dar oportunidade de crescimento para a agropecuária brasileira”. 

No setor de agronegócio, açúcar, café, suco de laranja e carne representam os principais itens da pauta brasileira aos norte-americanos. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, um dos efeitos colaterais de curto prazo deve ser a queda de preços no mercado interno, especialmente das commodities agrícolas que deixarão de ser exportadas.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) já calcula que a medida de Trump tornará o custo da carne brasileira tão alto que inviabilizará a venda do produto para os Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

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Exportação, Internacional, Mercado Internacional

Brasil e Emirados Árabes abrem caminho para cooperação em seguro de crédito às exportações

Países poderão trocar experiências, compartilhar boas práticas e apoiar projetos de interesse comum

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), através da Secretaria-Executiva da Camex, assinou, nesta quarta-feira (9/7), Memorando de Entendimento (MoU) com a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. (ABGF) e a Etihad Credit Insurance (ECI), dos Emirados Árabes Unidos – documento que estabelece as bases para cooperação técnica entre as partes em temas relacionados ao seguro de crédito oficial às exportações.

A Etihad é a agência de crédito à exportação dos Emirados. O MoU cria um marco institucional que abre espaço para a troca de informações, experiências e boas práticas sobre seguro, finanças e apoio a projetos de interesse comum.

“A iniciativa reforça o esforço do governo brasileiro e, em especial, do ministro Geraldo Alckmin, de ampliar parcerias internacionais e aproximar a política brasileira de seguro de crédito à exportação de suas congêneres estrangeiras, contribuindo para fortalecer a capacidade produtiva brasileira e a integração da indústria nacional às cadeias globais de valor”, afirmou Rodrigo Zerbone, secretário-executivo da Camex.

O MoU não prevê obrigações operacionais imediatas, mas prepara o caminho para futuras iniciativas de compartilhamento de riscos ou operações conjuntas.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Comércio Exterior

Superávit da balança comercial atinge US$ 1,3 bilhão em julho

Exportações crescem 10,6% na 1ª semana de julho

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 1,3 bilhão na primeira semana de julho, com corrente de comércio de US$ 10,5 bilhões. O resultado decorreu de exportações no valor de US$ 5,93 bilhões e importações de US$ 4,6 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado de 2025, as exportações somam US$ 171,8 bilhões e as importações, US$ 140,4 bilhões, totalizando saldo positivo de US$ 31,39 bilhões e corrente de comércio de US$ 312,2 bilhões. A média diária da corrente de comércio na primeira semana de julho atingiu US$ 2,639 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 325,31 milhões.

As exportações até a primeira semana de julho apresentaram crescimento de 10,6% em relação a igual período de 2024, passando de US$ 1,34 bilhão para US$ 1,48 bilhão. Já as importações registraram alta de 14,3%, com média de US$ 1,15 bilhão, ante US$ 1,01 bilhão no ano anterior.

No acumulado do mês, as exportações de Agropecuária caíram 13,8%, totalizando US$ 1,07 bilhão. A Indústria Extrativa teve crescimento de 24,4%, alcançando US$ 1,55 bilhão, enquanto a Indústria de Transformação aumentou 15,2%, somando US$ 3,28 bilhões. O aumento nas exportações foi puxado por produtos como animais vivos (40,3%), produtos hortícolas frescos (44,4%) e café não torrado (23,4%) na Agropecuária; minério de Ferro (7%) e minérios de Cobre (203,3%) na Indústria Extrativa; e carne bovina (48,4%), aeronaves (330,5%) e ouro não monetário (164,2%) na Indústria de Transformação.

Apesar do crescimento geral, produtos como milho não moído (-76,9%), soja (-9,5%) e algodão em bruto (-56,2%) tiveram queda nas exportações dentro da Agropecuária. Na Indústria Extrativa, houve redução nas vendas de pedra, areia e cascalho (-70%) e minérios de metais preciosos (-97%). Já na Indústria de Transformação, farelos de soja (-38,6%) e produtos semiacabados de Ferro ou aço (-50,4%) registraram diminuição.

Nas importações, Agropecuária cresceu 2,9%, somando US$ 0,09 bilhão, enquanto a Indústria Extrativa recuou 6,4%, com US$ 0,23 bilhão. A Indústria de Transformação aumentou 16,6%, totalizando US$ 4,30 bilhões. O aumento das compras ocorreu principalmente em milho não moído (128,4%), soja (152,4%) e matérias vegetais em bruto (30,7%) na Agropecuária; outros minerais (5,1%) e óleos brutos (79,1%) na Indústria Extrativa; e óleos combustíveis (31,3%), medicamentos (58,6%) e fertilizantes químicos (36%) na Indústria de Transformação.

Por outro lado, produtos como pescado (-37,4%), trigo e centeio (-8,6%) e frutas frescas (-14,9%) tiveram queda nas importações no setor agropecuário. A Indústria Extrativa registrou redução em fertilizantes brutos (-76,3%) e carvão (-87,3%). A Indústria de Transformação teve queda nas compras de Cobre (-91,1%), válvulas e transistores (-18,9%) e veículos para transporte (-24,2%).

Fonte: AgroLink

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Comércio, Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 6,6% no primeiro semestre e atingem maior valor da história

Faturamento nos primeiros seis meses do ano chegou a US$ 5,85 bilhões. Enquanto exportações de Santa Catarina crescem, média nacional é de estagnação – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo/Secom

O faturamento com exportações de Santa Catarina no primeiro semestre de 2025 chegou a US$ 5,85 bilhões, cerca de 6,6% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 5,49 bilhões. Com o aumento, Santa Catarina atingiu o maior faturamento da história com exportações em um primeiro semestre. O resultado é fruto da economia catarinense, que com diversidade e qualidade da produção consegue chegar a mais de 200 destinos em todo o mundo.

O aumento das exportações catarinenses é um contraste em relação à média nacional. Enquanto em Santa Catarina a elevação foi de 6,6% no período, o país registrou estabilização, com recuo de 0,65%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Governo Federal, e foram divulgados nesta sexta-feira, 4.

Conforme o governador Jorginho Mello, o bom desempenho das exportações catarinenses é resultado do reconhecimento internacional do estado. “As exportações de Santa Catarina chegam a mais de 200 destinos em todo o mundo, porque aqui se fabricam produtos competitivos, com qualidade e certificação. Além disso, temos ampliado nossa presença internacional para reafirmar a excelência dos nossos produtos”, afirma. 

Exportações de Santa Catarina têm destaque para carnes e geradores elétricos

No primeiro semestre de 2025, o principal produto exportado por Santa Catarina foi a carne de frango, com faturamento de US$ 953 milhões. Na sequência aparece a carne suína, com US$ 850 milhões. Em terceiro lugar estão os geradores elétricos e suas partes, somando US$ 302 milhões. As exportações de madeira (US$ 248 milhões), soja (US$ 229 milhões) e folheados de madeira (US$ 220 milhões) também se destacaram. 

Entre os principais produtos da pauta exportadora, houve variação positiva, por exemplo, na venda de tabaco (75%), papel e cartão (22%), carne suína (21,1%), de frango (7,1%) e de móveis (8,8%). “Santa Catarina está com a economia muito aquecida, resultado de um povo que gosta de empreender e de trabalhar, mas também de um Governo do Estado que, sob liderança do governador Jorginho Mello, estimula o setor produtivo”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck. 

Produtos catarinenses chegam a mais de 200 destinos pelo mundo

Nos primeiros seis meses do ano, os produtos catarinenses chegaram a mais de 200 destinos pelo mundo. O principal destino são os Estados Unidos, que compraram US$ 847 milhões em bens produzidos em Santa Catarina. Os americanos importam principalmente madeira e produtos de madeira, geradores e motores elétricos, bem como móveis.

Em segundo lugar está a China, com US$ 580 milhões adquiridos de Santa Catarina. Os chineses compram principalmente soja, carne suína e carne de frango. O terceiro maior destino das exportações catarinenses é a Argentina, com faturamento de US$ 437 milhões. Na sequência aparecem Japão (US$ 348 milhões), México (US$ 306 milhões) e Chile (US$ 305 milhões).

“A produção de Santa Catarina se destaca pela excelência, resultado da inovação, da dedicação e da competência dos nossos trabalhadores e empresários. Esse compromisso com qualidade faz do estado uma referência nacional e internacional. O aumento das exportações reforça esse reconhecimento, levando a força e o alto padrão da indústria catarinense para o mundo”, reforça o secretário Silvio Dreveck. 

Importações cresceram 4,8% no primeiro semestre

Referência pela qualidade dos portos e pela competitividade do setor logístico, Santa Catarina historicamente é a porta de entrada de muitos produtos que ingressam no Brasil, seja para a região Sul ou até para estados do Sudeste e Centro-Oeste. No primeiro semestre, as importações registraram alta de 4,8%, passando de US$ 16 bilhões em 2024 para US$ 16,8 bilhões em 2025. 

A lista de produtos que chegam em Santa Catarina é puxada pelo cobre (US$ 718 milhões), utilizado como matéria-prima de muitas indústrias catarinenses. Na sequência aparecem partes e acessórios de veículos automotivos (US$ 475 milhões), adubos e fertilizantes (US$ 443 milhões), outras matérias plásticas em formas primárias (US$ 432 milhões) e produtos laminados planos, de ligas de aço (US$ 418 milhões).

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Exportação

Santa Catarina bate recorde de exportações no 1º semestre de 2025

Carnes de frango, suínos e geradores lideram a lista

O Estado de Santa Catarina alcançou o maior faturamento da história com exportações no primeiro semestre. De janeiro a junho deste ano, foram vendidos US$ 5,85 bilhões em produtos para o exterior, registrando crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Enquanto as exportações catarinenses avançaram, a média nacional se manteve praticamente estável, com leve recuo de 0,65%. O desempenho confirma a força da indústria estadual e a capacidade dos empresários locais de conquistar espaço em mercados internacionais.

“O mundo compra produtos catarinenses porque aqui se produz com qualidade, competitividade e certificação. Temos ampliado nossa presença internacional e reafirmado a excelência da nossa indústria”, destacou o governador Jorginho Mello.

Carnes e geradores lideram as vendas

Os números mostram que a carne de frango liderou a pauta exportadora, com faturamento de US$ 953 milhões. Logo depois aparece a carne suína, que somou US$ 850 milhões. Em terceiro lugar ficaram os geradores elétricos e suas partes, com US$ 302 milhões.

Outros produtos também tiveram desempenho relevante no período. As exportações de madeira somaram US$ 248 milhões, enquanto a soja movimentou US$ 229 milhões e os folheados de madeira, US$ 220 milhões. Além disso, alguns itens registraram crescimento expressivo, como tabaco (75%), papel e cartão (22%), carne suína (21,1%), carne de frango (7,1%) e móveis (8,8%).

Estados Unidos lideram compras de SC

No total, os produtos de Santa Catarina chegaram a mais de 200 destinos internacionais no primeiro semestre. Os Estados Unidos permaneceram como principal comprador, com US$ 847 milhões em aquisições, principalmente de madeira, móveis e motores elétricos.

A China aparece em seguida, com US$ 580 milhões, focada na compra de soja, carne suína e frango. A Argentina ficou em terceiro lugar, somando US$ 437 milhões. Outros mercados importantes foram Japão (US$ 348 milhões), México (US$ 306 milhões) e Chile (US$ 305 milhões).

Importações também avançam

Além das exportações, Santa Catarina se destacou pelo volume de importações, que subiu 4,8% no semestre, passando de US$ 16 bilhões para US$ 16,8 bilhões. Os principais itens foram cobre (US$ 718 milhões), peças automotivas (US$ 475 milhões) e fertilizantes (US$ 443 milhões).

O desempenho consolida Santa Catarina como um dos principais players do comércio exterior brasileiro, tanto na exportação quanto na importação, sustentado por uma economia diversificada e infraestrutura portuária eficiente.

Fonte: Guararema News

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Comércio, Comércio Exterior

Balança comercial tem superávit de US$ 5,89 bi em junho

O resultado foi 6,9% menor do que o registrado no mesmo mês do ano anterior

A balança comercial registrou superávit de US$ 5,889 bilhões em junho deste ano. O número foi divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado foi 6,9% menor do que o registrado no mesmo mês do ano anterior.

As exportações somaram US$ 29,147 bilhões em junho deste ano, alta de 1,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as importações alcançaram US$ 23,257 bilhões, alta de 3,8%.

No acumulado deste ano, o superávit alcançou US$ 30 bilhões, queda de 27,6%, sempre na comparação com o mesmo período do ano anterior.

As exportações somaram US$ 165,87 bilhões de janeiro a junho deste ano, queda de 0,7%. Já as importações alcançaram US$ 135,777 bilhões, alta de 8,3%.

A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 301,647 bilhões no acumulado do ano, um crescimento de 3,2% na comparação com 2024.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que as exportações brasileiras para a Argentina cresceram ao longo do ano devido ao setor automotivo.

“Nós temos observado um crescimento, ao longo do ano, da exportação para a Argentina, motivado pela recuperação do setor automotivo. O país vem aí recuperando a demanda desse setor”, disse.

De acordo com o secretário, as exportações brasileiras estão ligeiramente abaixo do acumulado do ano passado, mas muito semelhante, mesmo com a queda de preço.

“Então, o volume tem sustentado os embarques deste ano. O valor exportado esse ano é sustentado pelos volumes crescentes, já que temos observado uma redução dos preços internacionais dos bens”, ressaltou.

Déficit com os EUA

Brandão afirmou que o Brasil é totalmente “deficitário” com os Estados Unidos e que é esperado que o país mais importe do que exporte para os americanos.

Segundo ele, esse semestre “tivemos valor exportado maior para os EUA no primeiro semestre, com crescimento de 4,4%, muito impulsionado pelos principais produtos da pauta, como petróleo”.

“O Brasil exporta alimentos também para os EUA: suco de laranja, café, carne, que são produtos com baixa elasticidade. São produtos que, mesmo que tenha aumento de preço interno nos EUA, continuam sendo consumidos”, disse.

O secretário também afirmou que é necessário um estudo mais aprofundado [sobre impactos em setores que sofreram tarifas] e que a desaceleração de exportação aos EUA pode ser resultado de uma demanda menor ou aumento de preços decorrente da política tarifária.

Indústria de transformação

As exportações agropecuárias brasileiras caíram 10% em junho deste ano em relação ao mesmo mês do ano anterior. No caso da indústria extrativa, houve queda de 6,2%, enquanto na indústria de transformação houve alta de 10,9%.

Pelo lado das importações, houve queda de 2,8% nas compras agropecuárias, queda de 20,9% na indústria extrativa e alta de 5,5% na indústria de transformação.

Exportações para China

As exportações brasileiras para China, Hong Kong e Macau, principais destinos dos produtos brasileiros, subiram 2,3% em junho deste ano, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as vendas totais para a Ásia tiveram alta de 1,2%.

Na mesma base de comparação, as vendas para a América do Norte subiram 4,5%, enquanto para a América do Sul tiveram alta de 34,3%. Já para a Europa, foi registrada queda de 11,2% em junho.

Queda de exportações foi motivada por preços menores

Segundo Herlon Brandão, a queda das exportações brasileiras no primeiro semestre, de 0,7% no acumulado do ano, foi motivada por preços menores. Apesar disso, a previsão é que as exportações tenham um aumento de 1,5% para o ano.

Em entrevista coletiva para comentar os números da balança comercial de junho, o secretário também afirmou que no ano o Brasil deve ter uma queda de saldo de 32%. No primeiro semestre, a queda foi de 27%.

“No primeiro semestre, o Brasil teve uma queda de saldo de cerca de 27%, mas a gente está esperando uma queda de 32% no ano. Era uma queda que a gente já esperava”, disse.

Fonte: Valor Econômico


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Exportação, Exportadores agrícolas, Mercado Internacional

Exportações de milho paraguaio crescem

As exportações de milho paraguaio mostram sinais de recuperação em 2025, com aumento nas vendas e nas divisas, apesar do baixo estoque da safra anterior.

Entre junho de 2024 e maio de 2025, foram enviadas 1,9 milhão de toneladas — menos do que no período anterior, mas as exportações por ano-calendário aumentaram em 112.741 toneladas.

Certamente, esse crescimento gerou receitas de 93 milhões de dólares, 23 milhões a mais do que em maio de 2024. Segundo Sonia Tomassone, assessora de comércio exterior da Capeco, a melhora nos preços foi influenciada pelo mercado brasileiro e pela escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo e beneficiou o consumo de etanol de milho.

O Brasil continua sendo o principal destino do milho paraguaio, absorvendo 92% das exportações, seguido por Uruguai, Senegal, Camarões e Chile. O relatório também destaca que Agrofértil, LAR e C. Vale lideram o ranking de exportadores com 44% do volume total.

Embora o mercado apresente volatilidade nos preços, as usinas de etanol mantêm uma demanda constante que ajuda a estabilizar as vendas internas. Espera-se que os embarques referentes à safra 2025 comecem entre junho e julho, o que poderá impulsionar novamente o volume exportado nos próximos meses.

As condições climáticas e a dinâmica do mercado regional continuarão sendo fatores-chave para o comportamento do comércio de milho no Paraguai. Especialistas também apontam que a demanda do Brasil e de outros países vizinhos poderá manter a pressão sobre os preços e as exportações.

Por isso, produtores e exportadores estão atentos às flutuações para ajustar suas estratégias comerciais e também aproveitar as oportunidades em um ambiente que continua volátil, mas com potencial de crescimento.

Fonte: Todo Logística News

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