Portos

Oquerlina Costa é a nova presidente do Porto do Itaqui e marca liderança feminina inédita

Primeira mulher a comandar o porto público maranhense assume com foco em sustentabilidade e inovação

O Porto do Itaqui, considerado um dos principais hubs logísticos do Brasil, vive um marco histórico. Após indicação do governador Carlos Brandão, o Conselho de Administração (Consad) aprovou a nomeação de Oquerlina Costa para a presidência da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pela gestão do terminal.

No dia 7, a nova presidente foi recebida pela diretoria da Emap na sede da empresa, tornando-se oficialmente a primeira mulher efetivada no mais alto cargo de gestão do Porto do Itaqui.

Trajetória e liderança feminina no setor portuário

A escolha de Oquerlina Costa reforça o avanço da liderança feminina na gestão portuária. Ela sucede Isa Mary Pinheiro Mendonça, diretora de Administração e Finanças, que ocupava interinamente a presidência nos últimos meses.

Com carreira consolidada no setor público, Oquerlina já atuou como secretária-adjunta de Recursos Ambientais da Sema (Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais) e participou de projetos ligados à logística e sustentabilidade, áreas estratégicas para o desenvolvimento do setor portuário.

Desafios de gênero no setor aquaviário

A nomeação tem ainda maior relevância diante do cenário nacional. Segundo a 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, divulgada pela ANTAQ em parceria com a Wista Brazil, as mulheres representam apenas 17,8% da força de trabalho nos portos.

Nos cargos de liderança, a presença feminina cai para 15%, e em funções operacionais, atinge apenas 10%. O ingresso de Oquerlina Costa na presidência do Itaqui simboliza um avanço na inclusão e diversidade em um setor historicamente masculino.

Porto do Itaqui: recordes e papel estratégico

O Porto do Itaqui é um ativo estratégico para o Maranhão e para o Brasil. Integrante do maior complexo portuário da América Latina, é reconhecido como o principal porto do Arco-Norte, essencial no escoamento de grãos e minérios.

Com localização estratégica, garante logística mais rápida e econômica para mercados como Estados Unidos e Europa, competindo com vantagem em relação a portos do Sul e Sudeste.

Em 2025, o terminal registrou recordes históricos:

  • Agosto de 2025: maior movimentação mensal da história, com 3,85 milhões de toneladas (+7% em relação a 2024).
  • Janeiro a agosto de 2025: 24,9 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Compromisso com inovação e sustentabilidade

Sob a liderança de Oquerlina Costa, o Porto do Itaqui reforça sua estratégia de investir em inovação, sustentabilidade e inclusão, consolidando-se como referência em eficiência logística e gestão moderna no setor portuário brasileiro.

FONTE: Porto do Itaqui
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto do Itaqui

Ler Mais
Portos

Atrasos nos portos travam exportações de café e expõem gargalos logísticos do Brasil

As exportações de café brasileiro enfrentaram em agosto um dos maiores gargalos logísticos dos últimos anos. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), mais de 600 mil sacas ficaram retidas nos portos, gerando prejuízos de R$ 5,9 milhões apenas com custos de armazenagem e detenção de contêineres.

O impacto financeiro foi ainda maior: o país deixou de arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão em receita cambial, considerando o valor médio da saca exportada. O cenário preocupa, já que o Brasil é líder mundial na produção de café, mas enfrenta crescentes entraves logísticos para escoar sua safra.

Portos operam no limite

O Porto de Santos, responsável por mais de 80% das exportações nacionais, opera próximo à capacidade máxima. Em agosto, dois terços dos navios programados sofreram atrasos ou mudanças de escala, com casos de espera que chegaram a 47 dias.
No Porto do Rio de Janeiro, segundo mais relevante para o setor, quase 40% das embarcações também registraram problemas.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de café em grão via Porto de Santos. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Café em Grão | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

O Cecafé defende uma estratégia conjunta entre governo e iniciativa privada para destravar os gargalos. O novo marco regulatório dos portos, em análise na Câmara, é visto como essencial para acelerar concessões, ampliar investimentos e evitar disputas judiciais que atrasam projetos, como a licitação do Tecon Santos 10.

Impacto no agronegócio brasileiro

O problema não afeta apenas o café. Outras cadeias agroexportadoras que dependem do transporte conteinerizado — como frutas, algodão e carnes processadas — também sentem os efeitos da ineficiência portuária.
Com a safra recorde e a demanda global em alta, cresce o temor de que os gargalos de infraestrutura se tornem um dos maiores entraves à expansão do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Especialistas apontam falhas estruturais

Para Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Feagro-MT, os atrasos resumem o desafio logístico nacional. Segundo ele, produtores que investem em tecnologia e qualidade perdem competitividade ao não conseguirem entregar no prazo, reduzindo o retorno sobre os investimentos.

Rezende alerta ainda para a defasagem de armazenagem, estimada em mais de 20% da safra, o que obriga o agricultor a escoar grãos rapidamente sob risco de perda. A situação se agrava com estradas precárias e falta de integração entre modais, fatores que encarecem o transporte e diminuem a competitividade frente a concorrentes internacionais.

“O custo do transporte rodoviário no Brasil chega a ser 30% mais alto que nos Estados Unidos, o que compromete toda a cadeia produtiva”, exemplifica.

Soluções para destravar a logística

Na avaliação do especialista, o Brasil precisa de uma reengenharia logística nacional, baseada na expansão de ferrovias, hidrovias, terminais de integração e centros logísticos estratégicos.
“O governo e o setor privado precisam entender que logística não é custo extra, mas sim o alicerce para manter o agro crescendo e competitivo no mercado global”, conclui Rezende.

FONTE: Pensar Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Complexo Portuário de Itajaí registra alta de 9% e movimenta 9,7 milhões de toneladas em 2025

Crescimento na movimentação de cargas

Entre janeiro e agosto de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí movimentou 9,7 milhões de toneladas de cargas, volume 9% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 8,9 milhões de toneladas. Nesse intervalo, 815 embarcações passaram pela bacia de evolução.

As exportações somaram 641.345 toneladas, enquanto as importações atingiram 673.623 toneladas. O complexo é composto pelo Porto de Itajaí e seis terminais privados: Teporti, Poly Terminais, Trocadeiro Portos e Logística, Barra do Rio Terminal Portuário, Terminal Braskarne e Portonave (Terminais Portuários de Navegantes).

Porto de Itajaí: crescimento no cais público e na área arrendada

O Porto de Itajaí (cais público e área arrendada) recebeu 288 navios nos primeiros oito meses de 2025, número muito acima das 85 embarcações registradas em igual período de 2024.

A área arrendada, administrada pela JBS Terminais, movimentou 2,4 milhões de toneladas de cargas, sendo 1,35 milhão de toneladas em exportações e 1,05 milhão em importações.

Já o cais público registrou 392.806 toneladas no período, contra 240.250 toneladas no ano anterior – um crescimento de 63,5%. Desse total, 242.771 toneladas foram importadas e 150.035 exportadas.

Relevância estratégica para o comércio

A soma das operações do cais público e da área arrendada chegou a 2,79 milhões de toneladas, divididas entre 1,5 milhão de toneladas exportadas e 1,29 milhão importadas.

Os resultados reforçam a importância estratégica do Complexo Portuário de Itajaí no comércio exterior, consolidando-o como um dos principais hubs logísticos do Brasil, com destaque para o avanço simultâneo em cargas e em número de embarcações.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

Ler Mais
Exportação

Exportações de SC para os Estados Unidos caem 55% em setembro

Efeitos do tarifaço impactam produtos relevantes da pauta exportadora de SC, como motores elétricos (-11,9%), partes de motor (-57,1%) e móveis (-14,5%); EUA recuam para 4ª posição entre os principais destinos dos produtos de SC em setembro

As tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre exportações de produtos brasileiros já afetam significativamente as vendas de Santa Catarina para o mercado norte-americano. Dados da balança comercial compilados pelo Observatório FIESC mostram que em setembro, as exportações para os EUA caíram 55% em relação a igual período do ano anterior, para US$ 78,7 milhões.

Considerando o total das vendas externas catarinenses, de US$ 1,06 bilhão, o recuo foi de 1,24% no período. “A manutenção do tarifaço em 50% já prejudica seriamente as exportações catarinenses para os EUA, com repercussões graves, como demissões. Dados de emprego já mostram perda de vagas na indústria”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias (FIESC) Gilberto Seleme.

Dentre os principais produtos da pauta exportadora do estado em setembro, o item partes de motor foi que apresentou o maior declínio, de 57,1%. As vendas de outros móveis caíram 14,5% e as de motores elétricos recuaram 11,9%. “A abertura do diálogo com os EUA cria a expectativa para que a negociação possa partir para argumentos mais técnicos e qualificados. O diálogo é a única alternativa para reverter o tarifaço”, avaliou Seleme.

Por outro lado, as exportações de soja avançaram 21,2%, as vendas externas de carne suína cresceram 19,1% e as de carnes de aves aumentaram 8,5% no nono mês do ano.

Acumulado no ano
De janeiro a setembro, as exportações de Santa Catarina somaram US$ 9 bilhões, o que representa um incremento de 5,1% frente a igual período de 2024. O resultado se deve, em parte, ao incremento de vendas dos dois principais produtos da pauta exportadora de SC: as exportações de carnes de aves tiveram alta de 8,1% e as de carne suína cresceram 13,5% no período. O aumento de vendas para alguns mercados como Argentina (28%), e Japão (13,5%) e Chile (40,5%) contribuíram para o resultado.

Importações
Em setembro, as importações de SC cresceram 2,11% em comparação com igual período do ano anterior, para US$ 2,94 bilhões. No acumulado do ano, o incremento foi de 2,54% frente ao período de janeiro a setembro de 2024, para US$ 25,43 bilhões. A China segue como a principal origem das compras, seguida pelos Estados Unidos, Chile, Alemanha e Argentina.

FONTE: FIESC
IMAGEM: Reprodução/Portonave

Ler Mais
Comércio, Comércio Exterior

Superávit da balança comercial do Brasil cai 41% com tarifa dos EUA e aumento das importações

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3 bilhões em setembro de 2025, queda de 41,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo foi de US$ 5,1 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo o governo, a redução foi impulsionada pela forte alta das importações e pela perda de espaço no comércio com os Estados Unidos, afetado pela sobretaxa de 50% aplicada a produtos brasileiros desde agosto.

Exportações crescem, mas não compensam tarifaço

As exportações brasileiras somaram US$ 30,5 bilhões em setembro, avanço de 7,2% frente ao mesmo período de 2024. O crescimento foi puxado pela agropecuária (+18%) e pela indústria extrativista (+14,4%). Em relação a agosto, houve alta de 2,3%.

“Esse foi o maior valor exportado para um mês de setembro na série histórica, impulsionado pelo crescimento do volume embarcado”, afirmou Herlon Brandão, diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior.

Já as importações atingiram US$ 27,5 bilhões, aumento de 17,7% frente a setembro de 2024 e de 16% em comparação com agosto. O destaque foi a alta nos bens de capital (+73,2%) e nos bens de consumo (+20,1%).

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou US$ 257,8 bilhões (+1,1% ante 2024) e importou US$ 212,3 bilhões (+8,2%). O superávit no período foi de US$ 45,5 bilhões, recuo de 22,5% na comparação anual.

Queda nas exportações para os EUA

As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 20,3% em setembro, totalizando US$ 2,58 bilhões, contra US$ 3,23 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Em relação a agosto, primeiro mês do tarifaço, houve retração de 6,3%.

Enquanto isso, as importações de produtos americanos avançaram 14,3%, alcançando US$ 4,35 bilhões.

Além dos EUA, o Brasil também reduziu vendas para o Japão (queda de 38,8%, para US$ 381 milhões) e para o continente africano (queda de 15,7%, para US$ 1,3 bilhão).

Por outro lado, houve crescimento expressivo nas vendas para a América do Sul (+31%, com destaque para a Argentina), América Central e Caribe (+29%) e para a China, Hong Kong e Macau, que juntos responderam por 43,5% das exportações brasileiras em setembro.

O tarifaço americano

O tarifaço de 50% entrou em vigor em 6 de agosto. Desde então, os EUA passaram a cobrar sobretaxa sobre produtos como café, carnes, pescados, açúcar, cacau e frutas tropicais. Alguns itens, como castanhas, suco de laranja e produtos de aviação civil, ficaram de fora da medida.

A decisão partiu do presidente Donald Trump, que justificou as tarifas como resposta a “ações do governo brasileiro que ameaçam a segurança nacional e a economia dos Estados Unidos”. O documento citou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e mencionou o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como exemplo de “perseguição política”.

Também foram criticadas as medidas brasileiras contra big techs, classificadas pela Casa Branca como “coerção arbitrária para censurar discursos políticos”.

Na tentativa de reduzir as tensões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com Trump e pediu a retirada da sobretaxa. O republicano afirmou em rede social que “gostou da conversa”.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

Ler Mais
Importação

EUA aplicam tarifa sobre madeira e móveis importados; setor brasileiro já sente impactos

Tarifas entram em vigor e setor brasileiro registra demissões.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou tarifas de 10% sobre madeira e de 25% sobre armários, pias e móveis estofados, com validade a partir de 14 de outubro. Produtos farmacêuticos e caminhões pesados terão novas taxas já aplicadas a partir de 1º de outubro. A medida reforça a estratégia do governo americano de proteger a segurança nacional, segundo o presidente.

Justificativa americana e base legal

Trump utilizou a Seção 232 da Lei de Comércio de 1974 para embasar a taxação, alegando que a importação de madeira enfraquece a indústria local, provoca fechamento de serrarias e compromete cadeias de suprimento essenciais. A ordem executiva também prevê aumento das tarifas em janeiro de 2025: 30% para produtos de madeira estofados e 50% para armários e pias importados, caso não haja acordo com os países exportadores.

Impactos internacionais e acordos comerciais

Canadá, México e Vietnã estão entre os mais afetados. O Canadá, maior fornecedor de madeira serrada aos EUA, já lida com tarifas de cerca de 35% devido a disputas históricas sobre exploração florestal. México e Vietnã vêm ganhando espaço no fornecimento de móveis de madeira após as tarifas impostas à China em 2018, que chegaram a 55%. Países com acordos prévios, como Reino Unido, União Europeia e Japão, tiveram suas tarifas limitadas entre 10% e 15%.

Setor madeireiro brasileiro registra efeitos imediatos

A aplicação das tarifas sobre produtos brasileiros já provocou demissões significativas, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci). Entre 9 de julho e 15 de setembro, cerca de 4 mil trabalhadores foram desligados, 5,5 mil estão em férias coletivas e 1,1 mil em layoff. Caso a situação persista, projeta-se a perda de mais 4,5 mil empregos nos próximos 60 dias.

O setor registrou queda de 35% a 50% nas exportações para os EUA em agosto, em comparação com julho, refletindo cancelamento de contratos e retração de novas negociações devido à imprevisibilidade tarifária. Em 2024, os Estados Unidos absorveram US$ 1,6 bilhão em produtos de madeira do Brasil, representando cerca de 50% da produção nacional, chegando a 100% em determinados segmentos.

Posicionamento da Abimci e reivindicações

Em nota divulgada em 16 de setembro, a Abimci reforçou que a única solução para minimizar os impactos é a negociação direta entre Brasil e Estados Unidos para adequação das tarifas. A entidade alertou ainda que a manutenção das taxas compromete cerca de 180 mil empregos formais na cadeia produtiva brasileira, afetando a sustentabilidade econômica e social do setor.

A associação também destacou que, até a data em questão, não houve ação efetiva por parte do governo brasileiro para abrir um canal de diálogo diplomático com Washington, baseado em argumentos técnicos e comerciais, o que poderia reduzir o impacto das tarifas sobre a indústria. 

A ABIMCI ainda não se manifestou após a nova decisão dessa semana. 

Consequências para o comércio bilateral

Especialistas ressaltam que a medida americana, ao mesmo tempo que aumenta arrecadação, agrava a instabilidade do comércio internacional, prejudica contratos existentes e pode afetar a competitividade das indústrias brasileiras e norte-americanas. Nos EUA, o governo também aponta que a restrição visa proteger infraestrutura crítica e setores estratégicos de defesa nacional.

FONTE: G1, Reuters e ABIMCI.
TEXTO: REDAÇÃO 
IMAGEM: REPRODUÇÃO G1

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação

Exportações do Brasil chegam a US$ 255,21 bi até a 4ª semana de setembro

Saldo comercial mantém resultado positivo em 2025

As exportações brasileiras somaram US$ 255,206 bilhões desde janeiro até a quarta semana de setembro de 2025. Já as importações alcançaram US$ 210,234 bilhões no mesmo período, resultando em um superávit de US$ 44,972 bilhões. A corrente de comércio acumulada no ano atingiu US$ 465,44 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Desempenho da 4ª semana de setembro

Na quarta semana de setembro, a balança comercial registrou déficit de US$ 0,157 bilhão. As exportações somaram US$ 7,7 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 7,9 bilhões. A corrente de comércio semanal atingiu US$ 15,6 bilhões.

No acumulado do mês, as exportações totalizam US$ 27,6 bilhões e as importações, US$ 25,5 bilhões, mantendo um saldo positivo de US$ 2,16 bilhões. A corrente de comércio mensal está em US$ 53 bilhões.

Comparativo com setembro de 2024

A média diária de exportações até a quarta semana de setembro de 2025 foi de US$ 1,381 bilhão, representando crescimento de 1,9% em comparação com setembro de 2024 (US$ 1,355 bilhão).

Nas importações, a média diária chegou a US$ 1,273 bilhão, alta de 14,3% frente à média de setembro de 2024 (US$ 1,113 bilhão).

Com esses resultados, a corrente de comércio diária média foi de US$ 2,654 bilhões, com saldo positivo diário de US$ 107,99 milhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve avanço de 7,5% no fluxo comercial.

Setores exportadores: agropecuária e indústria extrativa crescem

Entre os setores exportadores, a comparação com setembro de 2024 aponta os seguintes desempenhos na média diária:

  • Agropecuária: aumento de US$ 24,98 milhões (+9,2%)
  • Indústria Extrativa: alta de US$ 18,43 milhões (+6,4%)
  • Indústria de Transformação: queda de US$ 20,82 milhões (-2,6%)

Importações impulsionadas pela indústria de transformação

No mesmo comparativo, as importações por setor apresentaram o seguinte comportamento:

  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 180,13 milhões (+17,8%)
  • Agropecuária: recuo de US$ 0,59 milhão (-2,7%)
  • Indústria Extrativa: redução de US$ 18,86 milhões (-25,7%)

Cenário reforça atividade econômica

Os resultados da balança comercial mostram avanço da corrente de comércio e desempenho crescente das importações ligadas à indústria, enquanto as exportações seguem sustentadas pela agropecuária e pela indústria extrativa.

FONTE: Secex/MDIC.
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: ARQUIVO/PORTO DE ITAJAÍ

Ler Mais
Comércio

A agência de comércio do Brasil recomenda a mudança para exportações de alto valor para a China

As commodities ainda dominam o comércio, mas a ApexBrasil vê espaço para crescimento em alimentos processados, comércio eletrônico e produtos sustentáveis

Mesmo com o crescimento da China desacelerando — de taxas de dois dígitos entre 1980 e 2010 para uma projeção de 4,5% a 5% ao ano — o país continua oferecendo ao Brasil oportunidades “escondidas nos grandes números” do comércio de commodities.

Um estudo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), encomendado pelo Valor, constatou que o ritmo mais lento reflete uma mudança na natureza das oportunidades, e não uma redução em seu número. O novo ciclo de crescimento da China prioriza qualidade em vez de quantidade, criando espaço para o Brasil fornecer bens com maior valor agregado, alinhados ao modelo econômico em evolução do país.

A agência, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e com escritórios na China, vem mapeando oportunidades para exportações e investimentos brasileiros.

A desaceleração da China reflete fatores estruturais, como o envelhecimento da população, a transição para uma economia mais baseada em serviços e inovação, e ajustes internos para reduzir a dependência de gastos pesados em infraestrutura e indústrias de baixa tecnologia.

Mesmo em ritmo mais lento, o crescimento da China permanece entre os mais altos das grandes economias. Em termos absolutos, observou a Apex, isso significa adicionar ao PIB chinês a cada ano o equivalente à economia inteira de um país de médio porte, mantendo a China como um mercado estratégico para o Brasil.

Novos nichos para exportações brasileiras

A atual fase de crescimento da China traz tendências favoráveis aos exportadores brasileiros: a segurança alimentar continua sendo prioridade; a classe média urbana impulsiona a demanda por conveniência e produtos de maior valor; o comércio eletrônico, que respondeu por quase 30% das vendas de bens de consumo em 2024, em um mercado avaliado em US$ 2,22 trilhões, cria visibilidade para café, vinhos e frutas; e há crescente demanda por alimentos naturais e funcionais ligados à saúde e bem-estar.

Embora o comércio bilateral ainda seja dominado por commodities, existem nichos pouco explorados com alto valor agregado. Alimentos processados, produtos de soja, sucos, snacks saudáveis e itens congelados de conveniência poderiam atender às necessidades dos consumidores urbanos chineses. Além da alimentação, cosméticos naturais, vinhos e espumantes, produtos de madeira e design sustentável, biotecnologia e suplementos, energia renovável e minerais estratégicos também apresentam potencial. O Brasil poderia ainda expandir em celulose e bioprodutos, entrando em embalagens sustentáveis e papéis especiais.

A Apex destacou que o Brasil deve olhar além das commodities tradicionais, com o e-commerce como canal estratégico. Os consumidores chineses são cada vez mais exigentes, tornando crucial que o Brasil ofereça produtos que se destaquem em qualidade, inovação e sustentabilidade. Essa mudança beneficiaria não apenas as empresas, mas também as cadeias de suprimento, as comunidades locais e a economia como um todo.

Desafios da diversificação das exportações

Tatiana Prazeres, secretária de comércio exterior do Brasil, afirmou que o perfil de exportações do país para a China já está mudando, embora sem alterar o domínio dos “grandes números”. Com soja, petróleo e minério de ferro ainda respondendo por cerca de 75% das exportações, os ganhos de outros produtos ainda não são visíveis na escala macro acompanhada pelos analistas.

“O Brasil não precisa se contentar em vender soja, petróleo e minério de ferro para a China. Essa realidade muitas vezes é ignorada por quem foca apenas na visão macro”, disse ela em entrevista ao Valor. Ela apontou categorias de exportação que tiveram crescimento dramático de 2024 para 2025: chocolate e preparações à base de cacau, praticamente inexistentes antes, cresceram mais de 1.000%; tubos e conexões de plástico quase 980%; torneiras e válvulas quase 800%; óleos essenciais mais de 100%; e carne bovina congelada cerca de 40%.

Embora pequenos em termos absolutos, esses ganhos podem sinalizar mercados pouco explorados para o Brasil, acrescentou. “Isso não muda nosso perfil geral de exportação para a China, mas para as empresas envolvidas pode ser transformador. Até para cadeias de suprimento e comunidades locais. E, em um contexto global desafiador, encontrar novos destinos é altamente relevante.”

Para Prazeres, o principal desafio está na falta de conhecimento sobre a China. Ela destacou três camadas no comércio exterior: competitividade, apoio à exportação e relacionamento com a China. As duas primeiras são limitadas pelo chamado “custo Brasil”, que afeta todos os mercados. A terceira é única, moldada pela ampla falta de entendimento do mercado chinês. Segundo ela, todas as três devem ser tratadas simultaneamente.

“O setor privado precisa estar mais presente na China. É necessário ter presença física, construir relacionamentos, compreender o ecossistema digital chinês, que é completamente diferente do nosso”, disse. Embora a China seja competitiva em setores industriais, ela não impõe grandes barreiras a produtos industriais, deixando oportunidades que as empresas brasileiras ainda precisam explorar.

Ela afirmou que parcerias público-privadas devem impulsionar esses esforços, já que muitas iniciativas privadas dependem do suporte adequado do governo. Ao mesmo tempo, as próprias empresas devem se engajar para transformar oportunidades em negócios concretos.

Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior e sócio da BMJ Consultants, observou que produtos de valor agregado têm forte impacto nas cadeias de suprimento, mas que a responsabilidade inicial recai sobre o setor privado. Por se tratar de uma agenda de nicho, envolve principalmente pequenas e médias empresas (PMEs), ainda inexperientes em exportações. “Acho que falta iniciativa ao setor privado. As empresas ainda olham pouco para o exterior. Poderiam fazer mais e, depois, exigir mais do governo também”, disse.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou que os baixos níveis de inovação do Brasil limitam a capacidade das empresas, especialmente PMEs, de competir em mercados sofisticados que exigem produtos de alta tecnologia e diferenciados. Exportar continua sendo um desafio não apenas por falta de iniciativa ou know-how, mas também por obstáculos externos, como gargalos logísticos, altos custos de transporte, ineficiências portuárias, lacunas de infraestrutura, volatilidade cambial, taxas de juros e a estratégia nacional de comércio ainda recente.

A CNI defendeu parcerias em pesquisa, desenvolvimento e inovação, afirmando que “linhas de financiamento direcionadas, programas de inovação, segurança jurídica e capacitação profissional são condições essenciais”.

Fonte: Valor International
Imagem:  Júlio César Silva/MDIC

Ler Mais
Comércio

BYD foca em internacionalização e espera exportar 20% das vendas globais em 2025

A montadora chinesa de veículos elétricos BYD estima que as exportações respondam por aproximadamente 20% de suas vendas globais em 2025, impulsionadas pelo lançamento de novos modelos, segundo o South China Morning Post nesta segunda-feira (29).

Expectativa de entregas internacionais

De acordo com o jornal, a empresa prevê entre 800 mil e 1 milhão de veículos vendidos fora da China continental no próximo ano, dentro de um total projetado de 4,6 milhões de unidades. A informação foi confirmada por Li Yunfei, gerente-geral de branding e relações públicas da BYD.

Ajuste na meta global de vendas

A projeção reforça reportagem da Reuters, divulgada no início do mês, que apontou redução de até 16% na meta de vendas da BYD para 2025. A revisão reflete o crescimento anual mais lento em cinco anos e sinais de que a fase de expansão acelerada da empresa pode estar se estabilizando.

Internacionalização como estratégia de crescimento

Li Yunfei destacou que “as entregas internacionais terão uma contribuição maior nos próximos anos”, citando que a frota própria de navios porta-carros da BYD tem impulsionado o aumento das exportações.

Em 2024, as vendas fora da China representaram menos de 10% das 4,26 milhões de unidades entregues pela fabricante, segundo o SCMP. A mudança estratégica evidencia o foco crescente da BYD na internacionalização, em meio à intensificação da concorrência no mercado interno chinês de veículos elétricos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Claudia Greco

Ler Mais
Exportação

Parceria Brasil–Reino Unido fortalece apoio às exportações e cooperação regulatória

Brasileira ABGF e britânica UKEF poderão compartilhar riscos de transações de bens e serviços com componentes dos dois países

Brasil e Reino Unido assinaram nessa segunda-feira (22/9) Memorando de Entendimento para impulsionar as exportações brasileiras por meio do compartilhamento de riscos entre as agências seguradoras de crédito dos dois países, a ABGF brasileira e a UKEF britânica. O mecanismo cria as bases operacionais para que bens e serviços exportados, particularmente aqueles que contenham valor adicionado tanto no Brasil quanto no Reino Unido, tenham o financiamento da operação segurado simultaneamente pelas duas agências, o que pode reduzir o custo dos empréstimos para o importador e, consequentemente, aumentar a competividade das exportações brasileiras apoiadas.

Um exemplo de operações dessa natureza é o de alguns modelos de aeronaves produzidas pela Embraer no Brasil, que utilizam motores importados do Reino Unido. Por meio dessa estrutura, exportações dessas aeronaves poderão contar com o apoio de ambos os países.

A assinatura aconteceu durante reunião entre autoridades do Brasil e do Reino Unido, liderada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e pelo ministro britânico de Política Comercial e Segurança Econômica, Chris Bryant.

“Essa é uma parceria secular e demonstra o amadurecimento institucional do programa brasileiro do Seguro de Seguro de Crédito à Exportação (SCE), ao mesmo tempo em que amplia nossa capacidade de apoiar exportações brasileiras em parceria com uma das agências mais relevantes do mundo, a UKEF”, afirmou o secretário-executivo do MDIC.

Pelo lado brasileiro, assinaram o memorando Márcio Elias Rosa e a presidente da ABGF, Maíra Barbosa da Silva.

Os termos do acordo permitem que a UKEF seja acionada como seguradora principal das operações, com a ABGF podendo compartilhar o risco de maneira proporcional ao conteúdo brasileiro envolvido.

“Esse instrumento foi cuidadosamente estruturado durante meses de trabalho técnico e análise jurídica, garantindo segurança para que essa cooperação possa se materializar em operações concretas”, comenta Raquel Abdala, subsecretária de Crédito à Exportação do MDIC.

Boas práticas regulatórias

Outro memorando assinado na reunião desta segunda-feira diz respeito à adoção de boas práticas regulatórias, com objetivo de criar um ambiente mais eficiente e transparente para comércio e investimento entre os dois países.

Desde 2023, Brasil e Reino Unido vêm fortalecendo a cooperação nessa área. O documento busca alinhamento a padrões internacionais, promoção de cooperação técnica e institucional e geração de impactos positivos no desenvolvimento econômico.

Entre as iniciativas recentes estão workshops sobre sistemas regulatórios e estratégias nacionais de melhoria regulatória, seminários regionais para países da Ibero-América e do Caribe e reuniões sobre participação social, incluindo mecanismos digitais de engajamento com a sociedade.

Conformidade

Por fim, foi assinado também um Termo de Referência para criação de um Grupo de Trabalho sobre Avaliação de Conformidade. A finalidade é superar barreiras técnicas ao comércio bilateral e estudar a viabilidade de um Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM), reduzindo custos e ampliando o acesso a mercados.

Os encontros do GT promoverão troca de experiências e poderão fundamentar futuras negociações de instrumentos que facilitem o comércio, com base no fortalecimento da confiança regulatória bilateral.

Fonte: MDIC

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook