Comércio Exterior

Corrente de comércio chega a US$ 450 bi de janeiro até a 3° semana de setembro

No ano, as exportações totalizam US$ 247,5 bi e as importações, US$ 202,3, com saldo positivo de US$ 45,2 bi

Na 3ª semana de setembro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 722 milhões e corrente de comércio de US$ 12,7 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,7 bilhões e importações de US$ 6 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 19,9 bilhões e as importações, US$ 17,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 37,5 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 247,5 bilhões e as importações, US$ 202,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 45,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 449,8 bilhões. Esses e outros resultados foram publicados nesta segunda-feira (22/9), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 3º Semana de setembro/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de setembro/2025 (US$ 1,329 bi) com a de setembro/2024 (US$ 1,355 bi), houve queda de -2,0%. Em relação às importações houve crescimento de 5,1% na comparação entre as médias até a 3ª semana de setembro/2025 (US$ 1,170 bi) com a do mês de setembro/2024 (US$ 1,113 bi).

Assim, até a 3ª semana de setembro/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.499,54 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 158,82 milhões. Comparando-se este período com a média de setembro/2024, houve crescimento de 1,2% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 3ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 15,56 milhões (5,7%) em Agropecuária; queda de US$ 11,21 milhões (3,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 35,45 milhões (4,5%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 3ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 70,74 milhões (7,0%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 2,08 milhões (9,5%) em Agropecuária e de US$ 10,83 milhões (14,8%) em Indústria Extrativa.

Fonte: MDIC

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Exportação

Exportações de alimentos caem em agosto por causa de tarifaço dos EUA

Açúcares, proteínas e preparações alimentícias foram os mais afetados

Balanço da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) registrou queda de US$ 300 milhões na exportação de alimentos industrializados em agosto, equivalente a redução de 4,8% em com comparação a julho.

Segundo o levantamento, as exportações somaram US$ 5,9 bilhões em agosto. Deste volume, US$ 332,7 milhões para os Estados Unidos, o que representa uma queda de 27,7% em relação a julho e de 19,9% na comparação com agosto de 2024.

O resultado reflete o aumento das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, além da antecipação dos embarques em julho antes da entrada em vigor da taxação.

Em julho, os EUA haviam importado US$ 460,1 milhões em alimentos industrializados do Brasil.

Os produtos mais afetados para os EUA foram açúcares (recuo de 69,5% em agosto na comparação com julho), proteínas animais (- 45,8%) e preparações alimentícias (- 37,5%). 

O desempenho das exportações nos dois últimos meses evidencia uma inflexão clara: o crescimento expressivo de julho foi seguido por ajuste em agosto, sobretudo nos EUA, impactados pela nova tarifa, enquanto a China reforçou seu papel como mercado âncora”, analisa João Dornellas, presidente executivo da ABIA, em nota. Para o representante, a queda observada em agosto mostra que o país precisa diversificar seus parceiros comerciais e aumentar sua capacidade de negociação.

A queda para o mercado norte-americano coincidiu com um aumento substancial das vendas para o México, que comprou um total de US$ 221,15 milhões (3,8% do total), principalmente de proteínas animais. 

“O avanço do México, que coincide com a retração das vendas aos Estados Unidos, indica um possível redirecionamento de fluxos e a abertura de novas rotas comerciais, movimento que ainda requer monitoramento para identificar se terá caráter estrutural ou apenas conjuntural”, explica a nota da associação.

No total, os mexicanos compraram 43% a mais de produtores brasileiros em agosto, sendo o mercado que mais aumentou a participação no período. 

A perspectiva é que o impacto mais expressivo seja sentido no acumulado do ano. Segundo a ABIA, a estimativa é de que as vendas de alimentos atingidos pelo tarifaço para o mercado norte-americano acumulem, entre agosto e dezembro, queda de 80%, com perda acumulada de US$ 1,351 bilhão. 

China

A China, maior comprador de alimentos industrializados, adquiriu US$ 1,32 bilhão em produtos, alta de 10,9% em relação a julho e de 51%, em relação a agosto de 2024.  A fatia chinesa representa 22,4% do total exportado em agosto deste ano.

O mercado externo representa 28% do faturamento do setor.

Já os países da Liga Árabe reduziram em 5,2% as compras em agosto em relação a julho, que somaram US$ 838,4 milhões. A União Europeia importou US$ 657 milhões em alimentos, redução de 14,8% sobre julho e de 24,6% quando comparado com agosto de 2024.   

De janeiro a julho de 2025, as exportações gerais totalizaram US$ 36,44 bilhões, representando uma queda de 0,3% no mesmo período de 2024, em razão da diminuição de produção do açúcar na entressafra. 

Suco de laranja

Setor que não foi taxado, a indústria de suco de laranja teve crescimento de 6,8% em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, e queda de 11% frente a julho, em razão da antecipação de embarques.

Empregos no setor 

A indústria de alimentos registrou, em julho, 2,114 milhões de postos de trabalho formais e diretos. No comparativo interanual, foram criados, de julho de 2024 a julho de 2025, 67,1 mil novas vagas, o que representou um crescimento de 3,3%.

Neste ano, foram 39,7 mil empregos diretos novos e outros 159 mil postos abertos na cadeia produtiva, em setores como agricultura, pecuária, embalagens, máquinas e equipamentos.

Fonte: Agência Brasil

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Exportação

Vendas de produtos de alumínio crescem 3%; exportações caem 11%

Setor destaca resiliência mesmo diante do tarifaço dos EUA

As vendas de produtos de alumínio totalizaram 1.040,9 mil toneladas no primeiro semestre de 2025, uma alta de 2,9% sobre o registrado em igual período de 2024.

As vendas internas foram de 947,9 mil toneladas (alta de 4,6%) e as exportações, 93 mil toneladas, uma queda de 11% em relação aos seis primeiros meses do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).

“Os números confirmam a resiliência da indústria brasileira do alumínio, mesmo em um cenário global marcado por desafios como o tarifaço e a desaceleração da economia mundial. Ainda assim, é importante destacar que já observamos sinais de arrefecimento na demanda, o que reforça a necessidade de mantermos atenção redobrada ao contexto internacional e às políticas comerciais que impactam diretamente nossa competitividade”, afirmou a presidente-executiva da ABAL, Janaina Donas.

Em agosto, os Estados Unidos aliviaram parte das sanções a produtos brasileiros que levam alumínio, aço ou cobre na sua composição. A medida alcança pouco mais de 6% das exportações que eram sobretaxadas e unificou essas tarifas para o mundo todo.

Entre os segmentos que mais cresceram no primeiro semestre, destacam-se o de eletricidade, com aumento de 18% nas vendas, principalmente pelo significativo aumento da demanda por cabos elétricos para transmissão e distribuição de energia; embalagens, com elevação de 7%; e transportes, com alta de 2,4% impulsionada pelas vendas de implementos para caminhões. 

Fonte: Agência Brasil

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Exportação

Exportações de café especial do Brasil aos EUA despencam com tarifaço

Em agosto, foram exportadas 21,7 mil sacas aos EUA; queda foi de quase 80% na comparação anual e 70% ante o mês anterior

As exportações de cafés “especiais” — aqueles considerados de altíssima qualidade, com os grãos maduros colhidos manualmente — aos Estados Unidos despencaram após a oficialização das tarifas de 50%, em vigor desde o dia 6 de agosto.

As informações são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados no começo de setembro.

No mês passado, o país remeteu cerca de 21,7 mil sacas desses cafés premium aos norte-americanos, uma queda de 79,5% na comparação anual e 69,6% ante julho deste ano.

“Muitos contratos que haviam sido assinados vêm sendo suspensos, cancelados ou adiados, a pedido dos importadores americanos, uma vez que a taxação de 50% sobre os cafés especiais brasileiros torna praticamente inviável a realização desses negócios”, justifica Carmem Lucia Chaves de Brito, a Ucha, presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em nota.

Até agosto desse ano, os EUA vinha liderando mês a mês o ranking de principal importador de café especial brasileiro. Ele segue como o maior destino do produto no acumulado de 2025 — contudo, a partir do mês passado, o país despencou do pódio, ficando em 6º lugar na tabela.

Acima do país, agora estão: Holanda (62 mil sacas); Alemanha (50,4 mil); Bélgica (46 mil); Itália (39,9 mil) e Suécia (29,3 mil).

De acordo com Ucha, o impacto do tarifaço não será sentido somente por produtores, exportadores e demais elos da cadeia produtiva brasileira, mas também pelos consumidores norte-americanos.

“Já observamos elevação no preço do café à população americana, gerando inflação à economia do país. Isso é uma pena, pois afetará o maior mercado consumidor global, que é o principal parceiro dos cafés do Brasil, podendo fazer ruir parte dessa estrutura madura e consolidada”, lamenta.

Cenário macro

O Brasil exportou 3,14 milhões de sacas de 60 kg de café em agosto de 2025 — queda de 17,5% na comparação anual. A receita cambial, por sua vez, cresceu 12,7% no mesmo intervalo, saltando para US$ 1,1 bilhão.

Segundo Márcio Ferreira, presidente da Cecafé, a queda no montante embarcado já era aguardada.

Além do Brasil ter registrado exportações recordes do grão em 2024 e ter registrado uma safra de 2025 de menor potencial produtivo, as tarifas de 50% implementada pelos Estados Unidos, em vigor desde 6 de agosto, inviabilizaram grande parte dos embarques ao vizinho norte-americano, até então o maior importador do produto.

O pódio foi reconfigurado no mês: os EUA perderam o topo para a Alemanha, descendo ao segundo lugar.

Foram 301 mil sacas importadas (fruto de negócios firmados pré-tarifaço), queda de 26% na comparação mensal e 46% na comparação anual. A Alemanha, por sua vez, importou 414 mil sacas.

A despeito do declínio em agosto, os Estados Unidos seguem como o principal importador do produto brasileiro no ano (4,03 milhões de sacas).

Completando a lista dos top 5 maiores importadores do grão brasileiro até agora, temos: Alemanha (3 milhões de sacas); Itália (1,98 milhão); Japão (1,67 milhão); e Bélgica (1,51 milhão).

“Se o tarifaço persistir, além de as exportações de café do Brasil seguirem inviáveis aos EUA, os consumidores americanos também enfrentarão preços onerosos, uma vez que não há oferta de outros países para suprir a ausência brasileira no mercado dos Estados Unidos”, projeta o empresário.

“Cria-se, assim, um cenário inflacionário por lá.”

Fonte: CNN Brasil

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Exportação

Exportações de café especial e solúvel do Brasil aos EUA despencam após tarifaço, dizem entidades

As exportações de café especial e solúvel do Brasil para os Estados Unidos despencaram em agosto em relação a julho, segundo entidades do setor. A queda aconteceu após a entrada em vigor do tarifaço de Donald Trump sobre os produtos brasileiros.

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Brasil enviou 21.679 sacas de café especial aos Estados Unidos em agosto. O volume representa uma queda de 69,6% na comparação com julho deste ano. Em relação a agosto de 2024, as vendas caíram 79,5%.

No caso do café solúvel, a queda foi de 50,1% em relação a julho e 59,9% na comparação com agosto do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Foram enviadas 26.460 sacas no mês.

O impacto do tarifaço na exportação do café brasileiro também já havia aparecido nos dados gerais do setor. Segundo o Cecafé, o Brasil exportou 17,5% menos café, de todos os tipos, em agosto de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Além disso, a Alemanha ultrapassou os EUA e se tornou a maior compradora do grão brasileiro.

Entidades pedem negociação

Em agosto, os Estados Unidos caíram para o sexto lugar entre os maiores compradores de café especial do Brasil, ficando atrás da Holanda (62.004 sacas), Alemanha (50.463), Bélgica (46.931), Itália (39.905) e Suécia (29.313).

Apesar da queda, os EUA continuam liderando o ranking de importações dos cafés especial e solúvel no acumulado de 2025.

As associações de exportação lamentaram a queda no número de exportações aos norte-americanos e pediram que os dois governos abram negociação.

“Essa taxação de 50% inviabiliza o comércio com os americanos. Precisamos abrir canais para alcançar uma solução que devolva um fluxo de negócios justo na relação cafeeira entre Brasil e EUA”, disse Aguinaldo Lima, diretor executivo da Abics.

“Muitos contratos que haviam sido assinados vêm sendo suspensos, cancelados ou adiados, a pedido dos importadores americanos”, afirmou Carmem Lucia Chaves de Brito, presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

“É crucial que nós, enquanto setor privado, representado por todas as entidades de classe, mantenhamos as conversas com os parceiros industriais e importadores nos EUA e o Departamento de Estado americano, assim como o governo brasileiro precisa abrir, de fato, negociações com a gestão Trump para encontrar uma solução”, acrescentou a líder da BSCA.

Fonte: G1

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Exportação

Exportações de grãos devem superar 16,5 milhões de toneladas em setembro

As exportações brasileiras de soja, milho e farelo devem fechar setembro em alta, segundo projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), divulgadas nesta quarta-feira (10.09). A estimativa para a soja em grão foi revisada de 6,75 milhões para 7,43 milhões de toneladas, avanço de 10,1% em relação à semana passada e de 43,9% sobre setembro do ano passado, quando foram embarcadas 5,16 milhões de toneladas. Apesar da revisão, o volume segue abaixo das 8,12 milhões de toneladas registradas em agosto, em linha com o ritmo mais lento da entressafra.

No milho, a previsão passou a variar entre 6,20 milhões e 7,73 milhões de toneladas, com média de 6,96 milhões, alta de 9,3% sobre a estimativa anterior e 6,2% acima do total exportado em setembro de 2024. A Anec ressalta que fatores logísticos podem reduzir o volume efetivamente embarcado.

O farelo de soja também ganhou fôlego, com a projeção ajustada de 1,94 milhão para 2,11 milhões de toneladas, crescimento de 8,8% frente à semana passada e de 30,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Até agosto, o acumulado do derivado já chegava a 17,43 milhões de toneladas.

Os dados de line-up, que refletem os carregamentos programados nos portos, mostram embarques de 2,27 milhões de toneladas de soja na semana de 7 a 13 de setembro, um salto de 43,7% frente à semana anterior. As maiores movimentações ocorreram em Santos, Paranaguá e São Luís/Itaqui. Para o milho, estão previstos 1,94 milhão de toneladas, alta de 19,7%, liderados por Santos, Barcarena e Santarém. Já o farelo deve atingir 418,4 mil toneladas, queda de 13,4% na comparação semanal, com destaque para Santos, Paranaguá e Aratu.

No acumulado de janeiro a setembro, considerando as estimativas deste mês, o Brasil deve alcançar 102,74 milhões de toneladas de soja em grão, 19,54 milhões de toneladas de farelo de soja e 30,10 milhões de toneladas de milho. Somando também o trigo, o total pode chegar a 153,9 milhões de toneladas no período.

A expectativa é de que setembro encerre com 16,5 milhões de toneladas embarcadas, alta de 23,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. A Anec alerta, no entanto, que os números podem variar até o fechamento do mês em razão de fatores climáticos, logísticos e operacionais nos portos brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

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Exportação

Exportações de veículos automotores tem alta em agosto

Volume representa alta de 19,3% sobre julho

Balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostrou que houve exportação de 57,1 mil unidades em agosto deste ano. O volume representa uma alta de 19,3% sobre julho e de 49,3% sobre o mesmo mês do ano passado.

O acumulado de janeiro a agosto somou 313,3 mil unidades, 12,1% acima das exportações nos primeiros oito meses de 2024.

“O crescimento da nossa produção nos últimos meses decorre da maior presença de nossas associadas no mercado externo”, disse, em nota, Igor Calvet, presidente da Anfavea. 

Em agosto, as fábricas brasileiras produziram 247 mil autoveículos, o que significa um aumento de 3% em relação ao mês anterior e uma queda de 4,8% ante agosto do ano passado. No ano, são 1,743 milhão de unidades produzidas, alta de 6% sobre 2024.
Em agosto, o total de emplacamentos foi de 225,4 mil autoveículos. O acumulado de emplacamentos deste ano é 1,668 milhão de autoveículos, 2,8% a mais do que nos primeiros oito meses de 2024.

As vendas de modelos nacionais no varejo caíram 9,3% no ano, ante um crescimento de 17,3% dos importados. Mesmo nas vendas diretas, os nacionais cresceram 12,4%, abaixo dos 13,8% de alta dos estrangeiros.

Houve crescimento dos emplacamentos de modelos eletrificados nacionais: eles representaram 25% das vendas totais de híbridos e elétricos no ano.

Segundo a Anfavea, entre todos os segmentos de autoveículos, o que mais sofre os efeitos dos juros elevados, da alta inadimplência e da desaceleração da atividade econômica é o de caminhões. Em agosto, pela primeira vez houve queda na produção acumulada em relação a 2024.

“O recuo é apenas 1%, mas indica uma inversão da curva de crescimento que se mantinha ao longo dos primeiros sete meses do ano”, informou a entidade.

Fonte: Modais em Foco

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Mercado Internacional

Abertura de mercado para produtos agropecuários do Brasil na Indonésia

O governo brasileiro recebeu das autoridades sanitárias da Indonésia o aceite para os modelos de Certificado Zoossanitário Internacional que irão amparar as exportações de sêmen e de embriões bovinos do Brasil para o país.

A abertura representa importante oportunidade para a pecuária brasileira, que se destaca pela excelência genética, pela qualidade sanitária e pelo uso de biotecnologias avançadas em reprodução animal. O envio de material genético permite à Indonésia fortalecer o seu rebanho, aumentar a produtividade local e reduzir custos de importação de animais vivos, ao mesmo tempo que abre novas frentes de negócios para empresas brasileiras do setor.

A Indonésia, quarto país mais populoso do mundo, com mais de 270 milhões de habitantes, vem ampliando sua demanda por proteínas animais e investindo em melhoramento genético para atender à crescente necessidade de abastecimento interno. Nesse contexto, o Brasil se posiciona como parceiro confiável, oferecendo tecnologia de ponta e de qualidade.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 428 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais avanços são resultado do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: MAPA

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Exportação

Exportações de manga e uva crescem, mas produtores do Vale seguem atentos ao mercado norte-americano após tarifaço de Trump

As exportações brasileiras de manga e uva registraram desempenho positivo em agosto de 2025, reforçando o protagonismo do Vale do São Francisco como principal polo produtor e exportador de frutas do país. No entanto, mesmo com os números em alta, os produtores locais seguem atentos ao cenário internacional, em especial ao mercado dos Estados Unidos, que ainda carrega os efeitos do chamado “tarifaço de Trump”, medida que elevou tarifas de importação para até 50% durante a gestão do ex-presidente norte-americano.

De acordo com dados do Comexstat (MDIC), o Brasil exportou em agosto 19,7 mil toneladas de manga, acima da média histórica de 14,9 mil toneladas. No acumulado de janeiro a agosto, foram embarcadas 131,7 mil toneladas, crescimento de 18,3% em relação ao mesmo período de 2024. O destaque foi o mercado norte-americano, que recebeu 2,92 mil toneladas no mês — quase o dobro das 1,52 mil toneladas enviadas em agosto de 2024, um avanço de 92,4%.

Essa recuperação é especialmente simbólica porque as frutas brasileiras enfrentaram um cenário de incerteza nos Estados Unidos. Durante o governo Trump, a imposição de tarifas mais altas sobre produtos agrícolas de diferentes países, inclusive do Brasil, acendeu o alerta entre exportadores do Vale. A medida foi vista como protecionista, já que concorrentes como o México continuaram a ter entrada facilitada, enquanto a manga brasileira passou a enfrentar custos adicionais para chegar às prateleiras norte-americanas.

Apesar das dificuldades, a manga brasileira conseguiu preservar espaço pela qualidade e pela regularidade de entrega, especialmente em variedades como a Tommy Atkins, que encontra boa aceitação no mercado dos EUA. Ainda assim, entidades como a Abrafrutas e a Valexport reforçaram, ao longo dos últimos anos, a necessidade de ampliar o diálogo político e diversificar destinos de exportação para reduzir riscos. Em 2025, Holanda (52,2%), Espanha (23,27%) e Portugal (7,09%) seguem como os maiores compradores, enquanto países vizinhos como Argentina (2,36%) e Chile (2,11%) aparecem em crescimento.

No caso da uva, os embarques também superaram expectativas. Em agosto, foram exportadas 847 toneladas, número superior à média histórica (584 t) e maior do que nos dois anos anteriores. No acumulado de 2025, o Brasil já exportou 12,4 mil toneladas, quase o dobro em relação a 2024. Em valores, os embarques somaram US$ 31,5 milhões de janeiro a agosto, alta de 73% frente ao mesmo período do ano passado.

Os principais destinos da fruta foram Holanda (29,33%), Argentina (26,08%), Reino Unido (24,24%) e Estados Unidos (13,49%). A predominância da via marítima nos embarques (69,56%) reforça a importância da logística portuária, especialmente em Fortaleza e Salvador, pontos de saída do Vale.

Com a taxa de câmbio projetada em R$ 5,57 por dólar até o fim do ano, o setor enxerga oportunidade para ampliar a competitividade internacional. No entanto, o histórico recente do tarifaço nos EUA mostra que a política comercial norte-americana pode mudar rapidamente o cenário para os produtores. (Com informações da Embrapa Semiárido)

Fonte: Blog Nossa Voz

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Exportação

Exportações internacionais do Brasil só crescem, mais três novos mercados oficializados, que foram na Argentina, Paraguai e Indonésia

O Brasil conquistou avanços importantes na abertura de mercado internacional. O anúncio envolve três frentes estratégicas: o Paraguai autorizou a entrada de produtos agrícolas brasileiros, a Indonésia ampliou em 80% o número de frigoríficos habilitados para exportar carne bovina e a Argentina abriu espaço para novos produtos nacionais.

As medidas foram confirmadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e reforçam a posição do país como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo.

Indonésia amplia em 80% número de frigoríficos habilitados

Outro avanço expressivo veio da Indonésia, que autorizou a habilitação de 11 novos frigoríficos brasileiros para exportação de carne bovina.

Com isso, o número de estabelecimentos credenciados passou de 14 para 25, representando um crescimento de 80%.

A medida foi comemorada pelo Mapa, que destacou o esforço do governo em ampliar a abertura de mercado para o Brasil em regiões estratégicas da Ásia.

A Indonésia, que possui população de mais de 270 milhões de pessoas, é vista como um dos destinos mais promissores para a carne bovina brasileira.

Argentina abre vagas para ovos em pó e produtos suínos

A abertura de mercado para o Brasil na Argentina incluiu o aceite a ovos em pó para alimentação animal, matérias-primas suínas e miúdos suínos in natura.

O anúncio fortalece a integração comercial entre os dois países e amplia oportunidades de exportação agropecuária.

Paraguai autoriza sementes de chia

No Paraguai, a conquista foi a aprovação para a exportação de sementes de chia produzidas no Brasil.

Essa abertura de mercado para o Brasil fortalece a diversificação das exportações agrícolas, ampliando a presença de produtos nacionais no país vizinho e gerando novas oportunidades para pequenos e médios produtores.

Impacto para o agronegócio brasileiro

Segundo o Ministério da Agricultura, essas novas autorizações somam-se às conquistas recentes e contribuem para fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor confiável no comércio internacional.

Desde 2023, já foram registradas mais de 425 aberturas de mercado, impulsionando o crescimento do setor agroexportador.

Os resultados obtidos junto ao Paraguai, Indonésia e Argentina são mais do que vitórias comerciais: representam um marco no fortalecimento da diplomacia agrícola brasileira.

A cada novo acordo, o país se projeta como potência global no setor e abre caminho para que produtores, cooperativas e exportadores alcancem novas oportunidades de crescimento sustentável.

Com a abertura de mercado para o Brasil em expansão, o futuro do agronegócio nacional se mostra ainda mais promissor no cenário internacional.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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