Exportação

Exportações totalizam 282,8 bilhões de janeiro até a 4ª semana de outubro de 2025

Na 4ª semana de Outubro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,767 bilhão e corrente de comércio de US$ 11,839 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,803 bilhões e importações de US$ 5,036 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 25,019 bilhões e as importações, US$ 20,09 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,929 bilhões e corrente de comércio de US$ 45,109 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 282,811 bilhões e as importações, US$ 232,403 bilhões, com saldo positivo de US$ 50,408 bilhões e corrente de comércio de US$ 515,215 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados, nesta terça-feira (28/10), pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 4º Semana de outubro/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparada a média diária de até a 4ª semana de Outubro de 2025 (US$ 1.389,94 milhões) com a média de outubro de 2024 (US$ 1.331,86 milhões), houve crescimento de 4,4%. Em relação às importações houve queda de -2,6% na comparação entre as médias até a 4ª semana de Outubro de 2025 (US$ 1.116,09 milhões) com Outubro do ano anterior (US$ 1.145,89 milhões).

Sendo assim, até a 4ª semana de Outubro de 2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.506,03 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 273,85 milhões. Se comparado este período com a média de Outubro de 2024, houve crescimento de 1,1% na corrente de comércio.

Exportações por Setor e Produtos

No acumulado até a 4ª semana de Outubro de 2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 51,53 milhões ( 20,2%) em Agropecuária; crescimento de US$ 23,24 milhões ( 8,1%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -15,68 milhões ( -2,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

Importações por Setor e Produtos

No acumulado até a 4ª semana do mês de Outubro de 2025, se comparado com o mesmo mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 0,46 milhões ( 2,2%) em Agropecuária; queda de US$ -22,04 milhões ( -31,5%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -8,63 milhões ( -0,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Comércio Internacional

Brasil e China ampliam parceria técnica em defesa comercial e monitoramento de comércio bilateral

O Brasil e a China reforçaram nesta terça-feira (28/10) a cooperação técnica em defesa comercial e no monitoramento de fluxos bilaterais. A reunião ocorreu em Brasília, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e reuniu representantes do governo brasileiro e da delegação do Ministério do Comércio da China.

O encontro faz parte do Mecanismo de Cooperação em Matéria de Defesa Comercial, vinculado à Subcomissão Econômico-Comercial da COSBAN — a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, principal fórum de diálogo entre os dois países.

Diálogo técnico e fortalecimento da confiança mútua

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destacou a importância estratégica do diálogo contínuo entre as duas nações.

“O intercâmbio técnico entre Brasil e China é essencial para fortalecer a confiança mútua e garantir previsibilidade nas relações comerciais”, afirmou. “Em um cenário global em transformação, o monitoramento conjunto e o diálogo transparente ajudam a antecipar tendências e promover soluções vantajosas para ambos os lados.”

Durante as discussões, foram abordados temas como o monitoramento de desvios de comércio, a publicação de estatísticas oficiais e métodos de identificação de exportações via trading companies. Também foram debatidos aspectos do sistema de IVA chinês, que influencia diretamente a competitividade e a segurança jurídica das operações comerciais.

Salvaguarda sobre carne bovina e impacto para o Brasil

Um dos principais pontos do encontro foi a investigação de salvaguarda chinesa sobre carne bovina, em andamento e com conclusão prevista para novembro de 2025. O Brasil enfatizou a relevância do tema, já que o produto é um dos pilares da pauta exportadora brasileira e símbolo da complementaridade econômica sino-brasileira.

Avanços em defesa comercial e recordes históricos

As delegações também compartilharam atualizações institucionais e práticas de investigações de defesa comercial, reforçando o compromisso de ambos os governos com um comércio justo e alinhado às normas internacionais.

O Brasil figura entre os maiores usuários de instrumentos de defesa comercial do mundo, com destaque para medidas antidumping. Em 2024, o país atingiu recordes: 71 investigações iniciadas, 106 petições recebidas, 14 direitos provisórios aplicados e 23 processos concluídos. Já em 2025, foi aberta a maior investigação da história, envolvendo 25 NCMs do setor siderúrgico.

Essas ações são consideradas essenciais para proteger a indústria nacional de práticas desleais e garantir condições equitativas de concorrência no mercado global.

Comércio bilateral em patamar histórico

A COSBAN, instância de mais alto nível de cooperação entre Brasil e China, é presidida pelos vice-presidentes dos dois países e reúne onze subcomissões temáticas, entre elas a Econômico-Comercial e de Cooperação.

Em 2024, o comércio bilateral atingiu um marco histórico de US$ 158 bilhões, consolidando a China como principal parceiro comercial do Brasil pelo 16º ano consecutivo.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Portos

Porto de Imbituba movimenta mais de 5,4 milhões de toneladas em 2025 e reforça papel estratégico em Santa Catarina

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e consolida sua posição como um dos principais polos logísticos de Santa Catarina e do Brasil. Entre janeiro e setembro de 2025, o terminal registrou 241 atracações e movimentou 5,46 milhões de toneladas, um avanço que reafirma sua relevância na economia catarinense. Somente em setembro, foram 695,4 mil toneladas, evidenciando o ritmo acelerado das operações.

Contêineres e granéis sólidos impulsionam o desempenho

O segmento de contêineres mantém crescimento contínuo, respondendo por 18% da movimentação total, com mais de 980 mil toneladas operadas. O desempenho reforça o papel estratégico do porto no transporte de cargas de alto valor agregado e nas operações logísticas integradas.

Os granéis sólidos continuam liderando, representando 77,5% das operações totais. Entre as principais cargas movimentadas estão coque calcinado e não calcinado, hulha betuminosa, sal e farelo de milho, que sustentam o recorde de desempenho do terminal.

Exportações e importações em alta

As exportações somaram 2,26 milhões de toneladas, com destaque para o coque, o farelo de milho e o açúcar a granel, este último responsável por 10,6% da carga total e um crescimento de 28,9% em relação ao ano anterior.

Nas importações, o porto alcançou 2,45 milhões de toneladas, impulsionado pela chegada de hulha betuminosa, sal e insumos industriais, fundamentais para o abastecimento da indústria regional.

Cabotagem e transbordo em expansão

A cabotagem manteve participação relevante, com 511 mil toneladas embarcadas e 130,9 mil toneladas desembarcadas, um aumento conjunto de 7,49% frente a 2024. Já as operações de transbordo registraram salto expressivo, somando 51,2 mil toneladas embarcadas e 44,9 mil desembarcadas, um crescimento de 141,2%, consolidando o porto como um elo logístico multifuncional.

Gestão moderna e foco em sustentabilidade

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, o desempenho reforça a eficiência da gestão e o foco em inovação:

“O Porto de Imbituba comprova, mês após mês, que uma gestão qualificada e investimentos técnicos consistentes resultam em crescimento sustentável. É um porto moderno, competitivo e alinhado às demandas da logística atual.”

O diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, acrescenta que o foco para 2025 está em dragagem, ampliação dos berços e digitalização dos processos, com o objetivo de tornar o porto “um dos mais competitivos e modernos do país”.

Impacto econômico e perspectivas para o futuro

Os meses de março e setembro foram os de maior movimento, com mais de 27 navios e volumes acima de 695 mil toneladas. Mantido o ritmo, o Porto de Imbituba deve ultrapassar 7 milhões de toneladas até dezembro.

Além do impacto direto na balança comercial, o crescimento do porto tem impulsionado o emprego e o comércio local, fortalecendo os setores de serviços, transporte e logística em Imbituba. Também avançam os projetos de integração porto-cidade, voltados à sustentabilidade urbana e valorização do entorno.

Com a ampliação da área alfandegada, novas rotas de navegação e o aumento das operações de contêineres refrigerados para o agronegócio, o Porto de Imbituba projeta um futuro de inovação e crescimento contínuo, consolidando-se como um ativo estratégico de Santa Catarina e do comércio exterior brasileiro.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as operações de exportação e importação em Imbituba movimentaram US$ 1,26 bilhão entre janeiro e setembro de 2025.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio

Alckmin inaugura ZPE de Cáceres e destaca papel estratégico na integração sul-americana

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, inaugurou nesta sexta-feira (24) a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, no Mato Grosso. Essa é a quarta ZPE em operação no Brasil, ao lado das unidades de Uberaba (MG), Pecém (CE) e Parnaíba (PI).

Nova ZPE vai impulsionar exportações e gerar empregos

Durante a cerimônia, Alckmin ressaltou o papel das Zonas de Processamento de Exportação como instrumentos de estímulo ao comércio exterior e à industrialização regional.

“A ZPE é um instrumento que estimula a exportação e o comércio exterior, em que os setores que exportam encontram facilidades, o que é fundamental para que o país possa crescer”, afirmou o ministro.

Localizada próxima à fronteira, Cáceres é considerada uma cidade estratégica para a integração econômica sul-americana. Segundo Alckmin, a nova ZPE deve atrair investimentos, fortalecer a indústria local e gerar emprego e renda para a população.

Estrutura moderna e posição estratégica

Com 240 hectares de área total, a ZPE de Cáceres recebeu R$ 51,3 milhões em investimentos voltados à infraestrutura e à construção de sua área administrativa. Inserida na rota do Quadrado Rondon, importante corredor logístico regional, a nova zona de livre comércio já abriga sua primeira empresa em operação, a TRC Agroflorestal, produtora de placas de madeira e teca voltadas para exportação.

As ZPEs funcionam como áreas de livre comércio destinadas à produção de bens e serviços para exportação, oferecendo incentivos fiscais e aduaneiros. Empresas instaladas nesses espaços têm suspensão de impostos como IPI, PIS/Cofins, Imposto de Importação e AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante) na aquisição de insumos e matérias-primas, podendo converter esses benefícios em isenção total no caso de exportações efetivas.

Expansão das ZPEs reforça política de desenvolvimento regional

As Zonas de Processamento de Exportação são vistas pelo governo como ferramentas para reduzir desigualdades regionais e estimular o desenvolvimento econômico em áreas estratégicas. A Comissão de Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), responsável por deliberar sobre a criação e gestão das ZPEs, é presidida pelo MDIC e conta com representantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda, Integração e Desenvolvimento Regional, Meio Ambiente e Mudança do Clima, Planejamento e Orçamento, Portos e Aeroportos e Transportes.

Com a inauguração da unidade de Cáceres, o Brasil dá mais um passo na consolidação de um modelo de integração produtiva e logística voltado à ampliação das exportações e à competitividade industrial no mercado internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Exportação

Brasil retoma exportações de carne de frango e amplia acesso de produtos agropecuários à Malásia

O Brasil oficializou a retomada das exportações de carne de frango para a Malásia e conquistou a abertura de seis novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24) durante reunião entre o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro da Agricultura e Segurança Alimentar da Malásia, Mohamad Sabu, em Kuala Lumpur.

Parceria reforça presença do agronegócio brasileiro no Sudeste Asiático

O encontro integrou a missão oficial liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita a Indonésia e a Malásia entre os dias 23 e 28 de outubro, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e estratégicas do Brasil na região.

Um dos principais resultados da reunião foi a reabertura do mercado malaio para a carne de frango brasileira, suspenso anteriormente devido a medidas sanitárias relacionadas à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). Fávaro destacou o avanço nas negociações e a agilidade do processo.

“Chegamos da Indonésia à Malásia e viemos direto para o Ministério da Agricultura malaio, onde tivemos ótimas notícias. Conseguimos antecipar a retomada das exportações de frango brasileiro, que poderia levar 12 meses, para apenas três”, afirmou o ministro.

Malásia amplia importação de produtos agropecuários brasileiros

Além da carne de frango, a reunião resultou na autorização para importação de novos produtos brasileiros, ampliando a presença do agronegócio nacional no mercado malaio. Entre os produtos liberados estão pescados extrativos e de cultivo, gergelim, melão e maçã. O governo malaio também formalizou a abertura do mercado para ovos em pó e antecipou a auditoria de 16 plantas brasileiras de carne suína, etapa necessária para o início das exportações.

“Frango, suínos, frutas, grãos, gergelim e ovos — o Brasil está abrindo portas na Malásia e criando novas oportunidades para nossos produtores. É o agronegócio brasileiro se consolidando como referência em qualidade e segurança alimentar”, destacou Fávaro.

Brasil e Malásia fortalecem comércio bilateral

O comércio entre Brasil e Malásia alcançou US$ 487,2 milhões em 2024, com US$ 346,4 milhões em exportações brasileiras e US$ 140,9 milhões em importações. O país asiático ocupa atualmente a 23ª posição entre os principais destinos das exportações do Brasil. No setor do agronegócio, as vendas brasileiras somaram US$ 1,26 bilhão, com destaque para açúcar de cana, milho e algodão.

A retomada das exportações e a ampliação de mercados reforçam o papel estratégico do Brasil na segurança alimentar global, fortalecendo laços comerciais com o Sudeste Asiático e expandindo a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior

BNDES já liberou R$ 5,3 bilhões pelo Plano Brasil Soberano para empresas afetadas por tarifas dos EUA

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira, 23 de outubro, que já aprovou R$ 5,3 bilhões em crédito por meio do Plano Brasil Soberano, criado para amparar empresas brasileiras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

De acordo com o banco, 371 operações de crédito já foram realizadas. Do total, R$ 2,86 bilhões foram destinados à linha Capital de Giro, voltada a despesas operacionais; R$ 2,39 bilhões para a linha Giro Diversificação, que incentiva a busca de novos mercados; e R$ 52,46 milhões para a linha Bens de Capital, voltada à modernização produtiva.

Indústria lidera aprovações de crédito

As empresas da indústria de transformação foram as principais beneficiadas, com R$ 4,38 bilhões em financiamentos aprovados. Em seguida aparecem os setores de comércio e serviços (R$ 468 milhões), agropecuária (R$ 336 milhões) e indústria extrativa (R$ 127 milhões).

Até o momento, 470 solicitações de crédito foram protocoladas, somando R$ 8,27 bilhões, dentro de uma demanda estimada de R$ 14,5 bilhões, segundo levantamento feito pelo BNDES em parceria com instituições financeiras credenciadas.

Apoio à economia e manutenção de empregos

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o objetivo central do programa é preservar empregos e impulsionar o desenvolvimento de novos mercados de exportação.

“O BNDES mantém o compromisso de apoiar as empresas brasileiras impactadas pelo tarifaço. A determinação do presidente Lula é proteger os empregos e fortalecer a capacidade produtiva nacional”, afirmou.

O que é o Plano Brasil Soberano

O Plano Brasil Soberano foi criado pelo governo federal para reduzir os impactos econômicos da elevação unilateral das tarifas de importação dos EUA, que chegaram a até 50% sobre produtos brasileiros.

A iniciativa está estruturada em três eixos principais:

  • Fortalecimento do setor produtivo;
  • Proteção aos trabalhadores;
  • Diplomacia comercial e multilateralismo, voltada à defesa dos interesses brasileiros no cenário internacional.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images/Via Secom-PR

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Comércio Exterior

Brasil e União Europeia fortalecem cooperação sanitária e avançam em facilitação de comércio

O Brasil e a União Europeia (UE) deram mais um passo importante na consolidação de sua parceria comercial e agropecuária. Nesta quinta-feira (23), o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, reuniu-se em São Paulo com o comissário europeu de Agricultura, Christophe Hansen, em um encontro de alto nível voltado ao avanço de temas sanitários e de facilitação de comércio. Também participaram da reunião o diretor do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Augusto Billi, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, além de representantes da Comissão Europeia.

O encontro deu continuidade às negociações iniciadas durante a missão brasileira à União Europeia em outubro e resultou em avanços concretos na pauta sanitária bilateral. Um dos principais resultados foi o retorno do sistema de pré-listagem (pre-listing) para estabelecimentos brasileiros habilitados a exportar carne de aves ao bloco europeu — uma medida que simplifica o processo de autorização e reforça a confiança mútua entre as partes. O Brasil também atendeu a pleitos europeus relacionados ao acesso a mercados, demonstrando disposição para equilibrar interesses e ampliar as oportunidades de comércio agrícola.

Durante o encontro, foram discutidos novos temas que seguirão em desenvolvimento, como a auditoria da União Europeia para avaliação do sistema brasileiro de pescados, a pré-listagem de estabelecimentos de ovos e carne bovina, o reconhecimento mútuo de produtos orgânicos, a regionalização de enfermidades e a certificação eletrônica e harmonização de certificações sanitárias. Essas iniciativas visam aumentar a transparência, simplificar os trâmites comerciais e fortalecer a segurança alimentar entre os dois mercados.

Brasil e União Europeia reafirmaram o compromisso com o diálogo contínuo e com a busca de soluções conjuntas para temas de interesse comum. Ficou acordada a retomada de um mecanismo permanente de alto nível para tratar dessas pautas, com a próxima reunião marcada para o primeiro trimestre de 2026. As discussões também abordaram as oportunidades e benefícios que poderão surgir com a eventual conclusão do acordo Mercosul–União Europeia, destacando o impacto positivo para agricultores brasileiros e europeus.

Ainda pela manhã, o secretário Luís Rua participou da abertura da Missão Empresarial Agroalimentar da União Europeia, evento que apresentou oportunidades de negócios e parcerias estratégicas entre empresários do setor agroalimentar dos dois lados do Atlântico. Ao encerrar as atividades, o Brasil reiterou seu compromisso com a previsibilidade, transparência e estabilidade nas relações com a União Europeia, reforçando a confiança mútua e o potencial de crescimento sustentável entre os parceiros.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Internacional

Trump sinaliza reduzir tarifas à China, mas exige retomada da compra de soja dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (19) que está disposto a reduzir as tarifas sobre produtos chineses, desde que a China adote medidas favoráveis em contrapartida. Segundo ele, o país asiático “terá que fazer coisas por nós também” para que as taxas sejam revistas.

Nas últimas semanas, Trump voltou a elevar as tarifas sobre importações chinesas, chegando a um aumento total de 100%, somado aos 30% já em vigor. A decisão reacendeu as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Soja volta ao centro das negociações comerciais

Entre as exigências de Trump está a retomada das compras de soja norte-americana pela China. O republicano pediu que os embarques retornem “ao menos aos níveis anteriores” e demonstrou otimismo quanto a um novo acordo comercial para reaquecer as exportações agrícolas dos EUA.

A China é o maior importador de grãos do mundo e, até recentemente, dependia fortemente dos produtores norte-americanos. No entanto, a guerra comercial deflagrada por Trump no início do ano reduziu drasticamente o volume negociado, abrindo espaço para outros fornecedores — principalmente o Brasil, que ampliou sua participação no mercado chinês.

Exportações dos EUA caíram quase 80%

De acordo com um relatório da American Farm Bureau Federation (AFBF), entidade que representa cerca de 6 milhões de agricultores norte-americanos, o volume exportado de soja dos EUA para a China caiu 78% entre janeiro e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024.

O estudo, assinado pela economista Faith Parum, destaca que “entre junho e agosto, os Estados Unidos praticamente não enviaram soja para a China, e o país não comprou nenhuma soja da nova safra”.

Apesar da queda nas importações dos EUA, o relatório ressalta que a China manteve seu consumo de soja, substituindo os grãos americanos por produtos do Brasil, Argentina e outros países.

“Mesmo com preços competitivos, a China vem reduzindo sua dependência dos Estados Unidos, priorizando fornecedores alternativos”, aponta o documento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Inovação

Imersão da FIESC impulsiona setor moveleiro de Santa Catarina com foco em design e inovação

Diante dos desafios impostos pelas barreiras comerciais internacionais, o polo moveleiro de São Bento do Sul recebeu, nos dias 21 e 22 de outubro, a primeira Imersão da Academia FIESC de Negócios, iniciativa voltada a fortalecer a competitividade das indústrias de móveis de Santa Catarina.

O encontro, realizado na sede do Sindicato das Indústrias Moveleiras (Sindusmobil), reuniu dez empresas de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho. A proposta foi transformar as dificuldades econômicas em oportunidades de inovação, reposicionamento e abertura de novos mercados.

“É uma oportunidade ímpar de repensar os negócios e buscar novas perspectivas de desenvolvimento”, destacou Arnaldo Huebl, vice-presidente da FIESC para o Planalto Norte, na abertura do evento.

Design e valor de marca como diferenciais competitivos

A imersão contou com a curadoria do designer Célio Teodorico, da Studio 566 Design, que conduziu uma jornada de conhecimento sobre design, valor de marca e diferenciação de produto. Especialistas do Observatório FIESC também apresentaram análises sobre o cenário internacional do setor moveleiro.

Para Djoni Kurowsky, diretor da Móveis Paulo, o caminho para o crescimento está na criação de produtos únicos.

“Precisamos oferecer diferenciais e adaptar o design brasileiro às preferências dos mercados-alvo. Essa iniciativa abre horizontes para novos nichos de atuação”, afirmou.

Segundo dados da ApexBrasil, empresas que investem em design aumentam em até 25% o valor percebido de seus produtos e ampliam em 20% suas exportações.

“A imersão nos ajudou a desenvolver produtos com design mais assertivo, voltados aos mercados interno e externo”, explicou Leila Tenfen Vantowsky, diretora da Móveis Caftor, de Rio Negrinho.

Já Celiane Grossl Minikovski, da Gromóveis, de Campo Alegre, destacou o impacto direto nas estratégias digitais. “O projeto tem contribuído para ajustar nossos produtos à exportação e ampliar a presença no mercado nacional”, afirmou.

Planejamento estratégico e acompanhamento individual

A estratégia da Academia FIESC de Negócios vai além da capacitação. Antes da imersão, cada empresa passou por um diagnóstico detalhado de seus desafios e oportunidades. A próxima etapa prevê visitas presenciais às indústrias, elaboração de briefings de novos produtos e prototipagem física de até três projetos por empresa.

O programa ainda inclui estudos de mercado, apoio técnico especializado e plano de desenvolvimento estratégico individual. Participaram da imersão as empresas Ativa Indústria de Móveis, Inter Link do Brasil, Móveis Grossl, Móveis Paulo, Móveis Serraltense, Móveis Weihermann, Gromóveis, Herli Móveis, Móveis Caftor e Móveis Quater.

São Bento do Sul reforça liderança como polo exportador de móveis

O polo moveleiro de São Bento do Sul, que também engloba Campo Alegre e Rio Negrinho, foi o primeiro a receber a iniciativa por ser o maior exportador de móveis do Brasil — e também um dos mais afetados pelo tarifaço americano.

De acordo com o Observatório FIESC, entre janeiro e setembro de 2025, as indústrias da região exportaram US$ 63,5 milhões, sendo 50,11% destinados aos Estados Unidos. O polo reúne 398 empresas — 312 do setor moveleiro e 86 da indústria madeireira — e emprega mais de 8 mil trabalhadores.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGENS: Julio Gomes

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Industria

Indústrias de Santa Catarina exploram novas oportunidades comerciais com o Paraguai

Com o objetivo de ampliar oportunidades de exportação e estreitar relações com o país vizinho, cerca de 70 indústrias de Santa Catarina participaram, no último dia 20, de um evento promovido pelo Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai e pela Câmara de Comércio Paraguai-Brasil, com apoio da Federação das Indústrias de SC (FIESC). O encontro foi realizado na sede dos Institutos SENAI de Inovação, em Joinville.

Paraguai destaca vantagens para investimentos e produção industrial

A comitiva paraguaia foi liderada por Javier Viveros, vice-ministro da Rede de Investimento e Exportação (Rediex), que apresentou as vantagens competitivas do Paraguai como destino de investimentos estrangeiros. Entre os principais atrativos citados estão o baixo custo da energia, proveniente de fontes renováveis, o sistema tributário competitivo e os incentivos à instalação de indústrias voltadas à exportação.

“Nosso objetivo é fortalecer a cooperação com o setor industrial brasileiro e mostrar que o Paraguai oferece um ambiente favorável para negócios sustentáveis e produtivos”, afirmou Viveros.

Indústria catarinense vê o país vizinho como parceiro estratégico

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, destacou o interesse crescente das indústrias catarinenses em expandir suas operações no exterior.

“A presença expressiva de empresários de Santa Catarina mostra a disposição do setor em diversificar mercados e buscar alternativas estratégicas para exportações. O Paraguai se apresenta como um parceiro de grande potencial”, afirmou.

Missão inclui visitas técnicas e aproximação com empresas locais

A delegação paraguaia contou ainda com a presença de Fábio Fustagno, presidente da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil, da embaixadora María Amarilla, cônsul-geral do Paraguai em Curitiba, do especialista em exportação da Rediex Jimmy Kim, do adido comercial Jhonny Ojeda e de Carolina Vergara, gerente-geral da Câmara.

Durante a missão em Santa Catarina, o grupo visitou a planta industrial da Döhler, em Joinville, que estuda a possibilidade de instalar parte da produção no Paraguai. A convite da FIESC, os representantes também conheceram o Ágora Tech Park e a plataforma de dados do Observatório FIESC, voltada à inovação e competitividade industrial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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