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Santa Catarina fortalece laços comerciais com a Argentina e amplia exportações de produtos de alto valor agregado

Governo catarinense busca ampliar negócios com a Argentina

Com o objetivo de impulsionar as exportações e promover produtos de alto valor agregado, o Governo de Santa Catarina, em parceria com a Fiesc (Federação das Indústrias) e o Sebrae/SC, realizou o Encontro de Negócios BR/SC – Argentina. O evento aconteceu na Embaixada do Brasil em Buenos Aires e reuniu empresários dos dois países para discutir novas oportunidades de cooperação.


Santa Catarina apresenta potencial econômico

A missão catarinense foi liderada pelo governador Jorginho Mello, que ressaltou o papel estratégico da aproximação com o mercado argentino.

“Viemos a Buenos Aires para mostrar as potencialidades de Santa Catarina e abrir portas para novos negócios em diversos setores, especialmente o moveleiro”, afirmou o governador.


Exportações crescem mais de 25% em 2024

Os números confirmam o bom momento da balança comercial entre Santa Catarina e a Argentina. As vendas ao país vizinho cresceram 25,2% nos dez primeiros meses de 2024, em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas em outubro, o aumento foi de 8,4%, evidenciando o fortalecimento das relações econômicas.

Parceria estratégica além do turismo

O secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de SC, Paulinho Bornhausen, destacou que a relação entre os dois mercados vai muito além do turismo.

“O evento reuniu um grande número de empresários argentinos e brasileiros. Santa Catarina está de portas abertas para a Argentina, incentivando novos investimentos e parcerias comerciais”, disse Bornhausen.


Indústria diversificada impulsiona oportunidades

Para o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a aproximação ocorre em um momento propício, diante da recuperação econômica argentina.

“A Argentina é uma parceira natural de Santa Catarina. Nosso estado tem uma indústria diversificada e competitiva, e a presença do governador reforça a credibilidade do setor produtivo catarinense”, destacou.

Seleme ainda acrescentou que o objetivo é mudar a percepção sobre o estado no mercado argentino.

“Queremos que o argentino veja Santa Catarina não só como destino turístico, mas também como um ambiente de negócios e investimentos”, concluiu.


Delegação empresarial catarinense

A comitiva de Santa Catarina contou com 23 empresários de diferentes segmentos, reforçando o interesse do estado em ampliar a presença de produtos catarinenses no mercado internacional e estreitar os laços econômicos com a Argentina.

Fonte: Governo de Santa Catarina / Fiesc
TEXTO: Redação

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Agronegócio

Acordo entre Estados Unidos e China pode causar impacto maior no agronegócio brasileiro do que o tarifaço

O novo acordo comercial entre Estados Unidos e China, anunciado nesta quinta-feira (30), pode representar um desafio para o agronegócio brasileiro. O entendimento prevê a retomada das compras de soja americana pelo país asiático — uma decisão que tende a reduzir a demanda pela commodity produzida no Brasil. Especialistas avaliam que o efeito pode ser mais negativo ao agro nacional do que o recente tarifaço imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros.

China volta a comprar soja dos EUA

Durante declaração a jornalistas, o presidente Donald Trump afirmou que a China se comprometeu a adquirir “quantidades enormes de soja e outros produtos agrícolas” dos Estados Unidos. Segundo ele, as compras devem começar imediatamente. O anúncio foi feito a bordo do Air Force One, após encontro com o presidente Xi Jinping em Busan, na Coreia do Sul.

“Estamos de acordo em muitos pontos. Grandes quantidades, quantidades enormes de soja e outros produtos agrícolas serão compradas imediatamente, a partir de agora”, declarou Trump.

O acordo marca uma mudança significativa nas relações comerciais entre as duas potências, que vinham travando uma guerra tarifária desde o início do ano.

Brasil pode perder espaço no mercado chinês

Com o agravamento da disputa comercial entre EUA e China nos últimos meses, os chineses haviam suspenso totalmente a compra de soja americana, o que beneficiou diretamente o Brasil, principal fornecedor do grão ao mercado global. A abertura do mercado chinês aos produtos norte-americanos pode, portanto, reduzir o volume de exportações brasileiras e pressionar os preços internos.

Analistas do setor destacam que a China é o maior comprador de soja do mundo, e qualquer mudança em sua política de importação tem impacto direto sobre o agronegócio brasileiro, especialmente nos estados produtores como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

A retomada das importações de soja dos EUA, aliada ao aumento da oferta global, pode provocar queda nas cotações internacionais e afetar a rentabilidade dos produtores brasileiros.

Efeitos no comércio agrícola internacional

O acordo também tem potencial para reconfigurar o comércio mundial de commodities agrícolas, alterando o equilíbrio de forças entre os grandes exportadores. O Brasil, que se consolidou como principal fornecedor de soja à China durante o período de tensões comerciais, pode ver sua participação no mercado asiático diminuir caso os chineses ampliem as compras dos EUA.

Enquanto isso, os agricultores brasileiros acompanham com cautela as negociações e aguardam detalhes sobre os volumes e prazos de compra previstos no acordo. A expectativa é de que o impacto seja sentido nas próximas safras, caso os embarques norte-americanos se intensifiquem.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gazeta do Povo

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Comércio

Mercosul e Emirados Árabes avançam em nova rodada de negociações para acordo de livre comércio

As delegações do Mercosul e dos Emirados Árabes Unidos se reuníram em Brasília, entre os dias 4 e 7 de novembro, para a quarta rodada de negociações do acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e o país árabe. O encontro aconteceu no Itamaraty e envolveu representantes de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e dos EAU, com grupos técnicos discutindo temas como comércio de bens, regras de origem, serviços, questões institucionais e jurídicas.

Acordo pode ser concluído ainda em 2025

As negociações, iniciadas em 2024, têm avançado de forma significativa e, segundo fontes ouvidas pelo CNN Money, há expectativa de conclusão do acordo ainda neste ano. As divergências entre as partes diminuíram e se concentram em poucas questões específicas, o que alimenta o otimismo sobre um desfecho próximo.

O principal ponto em debate é a redução a zero das tarifas de importação cobradas pelo Mercosul sobre cerca de 20 produtos petroquímicos. A medida é um pedido dos Emirados Árabes, grandes produtores de petróleo e derivados, mas enfrenta resistência por parte da indústria brasileira, que busca proteger-se da concorrência externa nesse segmento sensível.

Comércio entre Brasil e Emirados Árabes segue em alta

Em 2024, a corrente comercial entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos alcançou US$ 5,4 bilhões, com superávit de US$ 3,6 bilhões para o lado brasileiro, segundo dados do governo federal.

Os principais produtos exportados pelo Brasil para o país árabe são carne de frango, carne bovina e açúcar. Já as importações vindas dos Emirados incluem petróleo, ureia, enxofre e peças aeronáuticas.

Relação estratégica e investimentos crescentes

Além do comércio em expansão, Brasil e Emirados Árabes têm fortalecido uma parceria estratégica baseada na confiança e cooperação bilateral. O diálogo diplomático vem se ampliando em diferentes áreas, incluindo energia, infraestrutura, defesa e inovação.

O fluxo de investimentos dos Emirados no Brasil também cresce rapidamente. Grupos como Mubadala, Abu Dhabi Investment Group (ADIG), Edge Group e DP World têm ampliado sua presença no país, atuando em setores como logística, portos, aviação e energia renovável.

Especialistas avaliam que o acordo Mercosul–Emirados Árabes Unidos pode consolidar o Brasil como porta de entrada comercial dos árabes na América do Sul, além de ampliar as oportunidades de exportação e investimento mútuo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 5,2% em outubro e atingem recorde histórico

As exportações de Santa Catarina registraram um crescimento de 5,2% em outubro, alcançando US$ 1,1 bilhão — o maior valor já obtido pelo estado nesse mês desde o início da série histórica, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (6). Em comparação com o mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 1,04 bilhão, o resultado confirma a expansão consistente das vendas externas catarinenses tanto na análise mensal quanto anual.

Agronegócio lidera exportações catarinenses

Mais uma vez, o agronegócio foi o principal motor do desempenho positivo. As carnes de aves (US$ 188,7 milhões) e a carne suína (US$ 162,1 milhões) lideraram a pauta exportadora, seguidas pela soja (US$ 87,9 milhões). Entre os produtos industriais, destacam-se os geradores elétricos (US$ 63,4 milhões) e os motores de pistão e suas partes (US$ 37,5 milhões), completando o top 5 das exportações do estado.

Para o governador Jorginho Mello, o resultado reflete o reconhecimento internacional da qualidade da produção catarinense. “Santa Catarina leva produtos competitivos e certificados para mais de 200 destinos no mundo. Nossa força produtiva e excelência abrem novos mercados e consolidam a presença do estado no comércio global”, afirmou.

Estado mantém alta de 5,1% no acumulado do ano

O bom desempenho de outubro ajudou a manter o ritmo de crescimento no acumulado do ano. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações catarinenses somaram US$ 10,1 bilhões, um avanço de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando o valor foi de US$ 9,6 bilhões. O aumento representa US$ 492 milhões a mais em receitas para o estado.

De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o resultado é reflexo de um ambiente de negócios favorável. “Santa Catarina vive um momento econômico forte, sustentado por um povo trabalhador e por um governo que simplifica processos e estimula quem produz”, destacou.

As carnes de aves (US$ 1,69 bilhão) e a carne suína (US$ 1,46 bilhão) continuam liderando as vendas no acumulado, representando quase 30% das exportações totais. Na sequência aparecem os geradores elétricos (US$ 539,7 milhões), a soja (US$ 535,5 milhões) e a madeira parcialmente trabalhada (US$ 384,9 milhões).

Exportações alcançam mais de 200 destinos globais

Segundo o MDIC, os produtos de Santa Catarina chegam atualmente a mais de 200 mercados internacionais. Os Estados Unidos seguem como principal destino, com US$ 1,28 bilhão em compras, embora o valor represente uma queda de 9,3% em relação a 2024. Em segundo lugar aparece a China, com US$ 1 bilhão, também com variação negativa de 8,4%.

Por outro lado, as vendas para outros países da América Latina cresceram e compensaram as retrações nos dois maiores parceiros. A Argentina registrou alta de 25%, com US$ 746 milhões em importações, seguida por México (US$ 654,5 milhões, +0,46%), Japão (US$ 579 milhões, +10%), Chile (US$ 525,2 milhões, +36,2%) e Paraguai (US$ 368,3 milhões, +3%).

O desempenho reforça a diversificação dos mercados catarinenses e consolida o estado como um dos principais exportadores do país, com forte presença no agronegócio e na indústria de transformação.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: SCPAR/Divulgação

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Comércio Exterior

Queda de 37,9% das exportações aos EUA ascende luz amarela para Amcham Brasil

A queda de 37,9% nas exportações do Brasil aos Estados Unidos em outubro reforça a urgência de avanços nas negociações bilaterais, avalia a Amcham Brasil, em nota.

A redução foi a mais acentuada desde a entrada em vigor das tarifas adicionais de 40% sobre produtos brasileiros, em agosto de 2025, acrescenta a instituição.

“Essa retração, a terceira consecutiva, evidencia a intensificação dos efeitos negativos das tarifas sobre o fluxo comercial entre os dois países, impactando cadeias produtivas integradas, investimentos e empregos em ambas as economias. Esses efeitos se somam à menor demanda nos Estados Unidos e à redução de preços internacionais para alguns produtos, como petróleo e derivados”, afirma.

Para o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, a forte contração nas exportações brasileiras para o mercado americano em outubro reforça a urgência de uma solução para normalizar o comércio bilateral. “É essencial que o valioso impulso político gerado pelo recente encontro entre os presidentes Lula e Trump seja aproveitado para alavancar avanços concretos nas negociações entre os dois países”, diz.

FONTE: Istoé Dinheiro
IMAGEM: Reprodução/Istoé

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Comércio Exterior, Exportação

Mato Grosso lidera exportações de carne bovina para a China e ultrapassa São Paulo em 2025

O estado de Mato Grosso reafirmou sua posição de destaque no agronegócio nacional ao se tornar, em 2025, o maior exportador de carne bovina para a China. Com uma receita acumulada de US$ 3 bilhões até setembro, o estado ultrapassou São Paulo — tradicional polo da pecuária brasileira — e consolidou sua dominância nas vendas externas do setor.

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre janeiro e setembro, Mato Grosso embarcou 351,3 mil toneladas de carne bovina ao mercado chinês, superando as 343,5 mil toneladas enviadas por São Paulo no mesmo período. A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, responsável pela maior fatia das exportações do país.

No total, Mato Grosso exportou 646,9 mil toneladas da proteína para 89 países, com preço médio de US$ 5,3 mil por tonelada, reforçando o vigor do setor e o peso do estado nas vendas internacionais.

Missão mato-grossense busca novas parcerias na China
Para sustentar o ritmo de crescimento e abrir novos mercados em 2026, uma comitiva de Mato Grosso — composta pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Invest MT — cumpre nesta semana uma agenda estratégica na China.

O grupo pretende ampliar os canais de exportação e firmar novas parcerias comerciais, especialmente com províncias do interior chinês, além de reforçar o compromisso do estado com práticas de sustentabilidade e produção responsável.

Segundo o presidente do Imac, Caio Penido, a presença da comitiva no país asiático representa uma oportunidade de fortalecer ainda mais a imagem da carne mato-grossense no mercado internacional.

“Participar dessa missão é uma oportunidade estratégica para fortalecer nossa presença global. A China é o principal destino das exportações de Mato Grosso, e temos muito a mostrar — especialmente nosso compromisso com uma pecuária sustentável e de alta qualidade”, afirmou Penido.

O dirigente destacou ainda que o foco é abrir novas portas e demonstrar que o modelo de produção mato-grossense atende às demandas do consumidor global, que valoriza alimentos produzidos com segurança alimentar, responsabilidade ambiental e social.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Assessoria Imac

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Comércio Exterior

Brasil bate recorde de exportações e importações em 2025, aponta MDIC

O Brasil registrou um desempenho histórico em sua balança comercial em 2025, com recordes nas exportações, importações e corrente de comércio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No mês de outubro, as exportações somaram US$ 31,97 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 25,01 bilhões, resultando em um superávit de US$ 6,96 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 56,98 bilhões. No acumulado de janeiro a outubro, as exportações chegaram a US$ 289,73 bilhões e as importações a US$ 237,33 bilhões, com saldo positivo de US$ 52,4 bilhões e corrente de comércio total de US$ 527,07 bilhões — o maior volume já registrado para o período.

Exportações crescem, importações recuam levemente

As exportações brasileiras cresceram 9,1% em outubro de 2025 em comparação com o mesmo mês de 2024, quando totalizaram US$ 29,3 bilhões. Já as importações caíram 0,8%, passando de US$ 25,21 bilhões em outubro de 2024 para US$ 25 bilhões neste ano.

Com isso, a corrente de comércio de outubro atingiu US$ 56,99 bilhões, um avanço de 4,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Desempenho por setor exportador

Todos os setores exportadores apresentaram crescimento em outubro. A indústria extrativa liderou o avanço, com alta de US$ 1,39 bilhão (22%). Em seguida vieram a agropecuária, que subiu US$ 1,18 bilhão (21%), e a indústria de transformação, com aumento de US$ 130 milhões (0,7%).

No acumulado do ano, a agropecuária cresceu 3,6% (US$ 2,33 bilhões), a indústria de transformação teve alta de 3,2% (US$ 4,89 bilhões), enquanto a indústria extrativa recuou 2,9% (US$ 1,97 bilhão) em relação a 2024.

Importações também crescem no ano

Nas importações, o desempenho de outubro mostrou alta de 3,5% na agropecuária e 1% na indústria de transformação, enquanto a indústria extrativa teve queda de 30,1%.

No acumulado do ano, as compras externas da indústria de transformação avançaram 9,3% (US$ 18,73 bilhões), as da agropecuária aumentaram 8,1% (US$ 390 milhões), e as da indústria extrativa caíram 23% (US$ 3,28 bilhões).

Comércio exterior em alta

O MDIC destaca que os números reforçam a força do comércio exterior brasileiro e indicam uma tendência de diversificação da pauta exportadora, com maior presença de produtos industrializados e commodities agrícolas. O resultado também reflete o bom momento das relações comerciais com a Ásia, Europa e Mercosul.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ivan Pacheco/VEJA

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Comércio Exterior

Exportações para os EUA caem 38% em outubro após tarifaço, mas saldo comercial do Brasil segue positivo

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 38% em outubro, totalizando US$ 2,21 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mesmo período, as importações de produtos norte-americanos cresceram 9,6%, alcançando US$ 3,97 bilhões.

Com isso, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 1,76 bilhão com os EUA, o décimo mês consecutivo em que o país compra mais do que vende para o parceiro americano. O último superávit ocorreu em dezembro do ano passado, no valor de US$ 468 milhões.

Déficit acumulado supera US$ 7 bilhões no ano

Entre janeiro e outubro, o déficit comercial com os Estados Unidos ultrapassou US$ 7 bilhões, o que representa alta superior a 400% em relação ao mesmo período de 2024, quando somava US$ 1,38 bilhão.

Os dados do MDIC mostram ainda que, nos últimos 16 anos, o Brasil acumula déficits sucessivos com os EUA, totalizando US$ 88,6 bilhões desde 2009.

Superávit com outros parceiros mantém balança positiva

Apesar da queda nas exportações para os Estados Unidos, o Brasil ampliou as vendas para outros mercados importantes, como:

  • China (+33,4%)
  • União Europeia (+7,6%)
  • Mercosul (+14,3%)

Esses resultados garantiram um superávit de US$ 6,96 bilhões na balança comercial de outubro, crescimento de 70% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho foi o melhor para o período desde 2023, quando o saldo foi de US$ 9,18 bilhões.

As exportações totais atingiram US$ 31,97 bilhões, alta de 9,1%, enquanto as importações recuaram 0,8%, somando US$ 25 bilhões. No acumulado do ano, o superávit comercial brasileiro chega a US$ 52,4 bilhões, embora ainda 16,6% abaixo do resultado de 2024.

Tarifaço de Trump pressiona comércio bilateral

A queda nas exportações ocorre após o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que elevou as tarifas de importação de produtos brasileiros em até 50%, afetando cerca de 36% das vendas externas ao país.

O aumento das tarifas, implementado de forma gradual desde agosto, foi justificado por motivos econômicos e políticos, incluindo alegações de “déficit comercial com o Brasil” e críticas ao processo judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para reduzir os impactos, o governo brasileiro lançou um pacote de apoio às empresas afetadas, com linha de crédito de R$ 30 bilhões condicionada à manutenção de empregos.

Negociações entre Lula e Trump seguem em curso

No fim de outubro, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reuniram para discutir o tema. Apesar do diálogo, as sobretaxas americanas continuam em vigor, e ainda não há previsão de revisão das medidas.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sandro Menezes/Governo do RN

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro enfrenta novos desafios no mercado asiático

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou uma viagem à Indonésia e à Malásia, onde participou da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). A visita reforçou o interesse do governo em ampliar a presença do agronegócio brasileiro na Ásia, considerada a região mais dinâmica da economia mundial.

Apesar do potencial, o crescimento das exportações brasileiras na região pode ocorrer em ritmo mais lento do que o previsto. No mesmo período, o ex-presidente americano Donald Trump também esteve na Ásia e conseguiu garantir concessões comerciais de vários países por meio de medidas tarifárias, fortalecendo o posicionamento dos Estados Unidos no comércio internacional.

Soja brasileira perde espaço para os EUA

A política comercial americana tem impactado diretamente as exportações do Brasil, especialmente de soja. Após uma trégua entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, a China retomou a compra de soja dos Estados Unidos, com um acordo que prevê 12 milhões de toneladas até o fim do ano e 25 milhões anuais até 2028.

No curto prazo, isso significa que o país asiático deve reduzir as importações de soja brasileira, priorizando o produto americano até a entrada da nova safra do Brasil, prevista para fevereiro. A expansão brasileira em outros mercados asiáticos também pode ser afetada, incluindo o farelo de soja.

Carne e algodão na disputa internacional

Além da soja, os produtores americanos de carne e algodão têm criticado o avanço do Brasil na Ásia. O país é o maior exportador mundial de carne bovina e pode ultrapassar os EUA também em produção total neste ano. Atualmente, 32% da carne bovina e 35% da carne suína produzidas no Brasil são exportadas, com destaque para China, México, Canadá e Filipinas.

No setor têxtil, o Brasil triplicou sua produção de algodão desde 2010, tornando-se o maior exportador global. Produtores norte-americanos afirmam que a concorrência brasileira se baseia em preços mais competitivos e pressionam o governo dos EUA por apoio político e econômico.

Comércio global cada vez mais politizado

Durante o Brazil Commodities Forum, realizado em Genebra, especialistas alertaram que o cenário de tarifas e políticas protecionistas — impulsionado pelo lema “America First” — começa a reverter oportunidades antes abertas ao Brasil. Países como Japão, Reino Unido e nações do Sudeste Asiático voltaram a comprar mais produtos americanos, muitas vezes por razões políticas e não comerciais.

A demanda chinesa por commodities se estabilizou, enquanto o custo das terras agrícolas brasileiras segue alto. Mesmo com maior eficiência produtiva, o país enfrenta taxas de juros elevadas, o que encarece o crédito e limita novos investimentos.

Sustentabilidade e competitividade como novos pilares

Para a advogada Heloisa Slav, especialista em commodities e organizadora do fórum, o futuro do agro brasileiro dependerá de três fatores principais:

  1. Manter o baixo custo e a alta escala de produção;
  2. Comprovar sustentabilidade em mercados com padrões cada vez mais exigentes;
  3. Equilibrar relações comerciais com China e Estados Unidos, mesmo em um ambiente global instável.

As novas exigências da União Europeia e dos EUA, que incluem produção livre de desmatamento, rastreabilidade e baixo carbono, tornam a sustentabilidade um diferencial competitivo. Nesse contexto, o Brasil tem potencial para se consolidar como fornecedor preferencial, unindo eficiência econômica e responsabilidade ambiental.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Tarifas dos EUA sobre alumínio ampliam concorrência e mudam rotas de exportação, diz CBA

O presidente da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Luciano Alves, afirmou que as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre o alumínio brasileiro alteraram o equilíbrio global entre oferta e demanda, forçando empresas a redirecionar exportações e acirrando a disputa por mercados internacionais.

Impacto das tarifas no comércio global

Segundo Alves, a redução nas vendas para o mercado norte-americano levou produtores brasileiros a buscar alternativas em outros destinos estratégicos, como Europa e América Latina. Essa movimentação, explicou ele, tem aumentado a competitividade nesses mercados, que agora recebem parte do alumínio antes destinado aos EUA.

“É natural observar uma queda no volume exportado para os Estados Unidos. As empresas estão procurando espaço nos mesmos mercados, especialmente Europa e América Latina, o que eleva a concorrência e afeta nossa atuação nessas regiões”, disse o executivo ao Valor.

Alves também destacou que o mercado americano tem compensado a redução de importações com a compra de sucata, enquanto a CBA ajusta sua produção para atender novos destinos e fortalecer a presença no mercado interno.

Estratégia da CBA diante do novo cenário

Com a nova configuração comercial, marcada por incertezas e maior competição global, a CBA tem concentrado a produção no Brasil, destinando cerca de 12% ao mercado externo, principalmente em lingotes de alumínio enviados à Europa.

O executivo explicou que essa antecipação está ligada à chegada do CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism), mecanismo europeu que, a partir de 2026, vai cobrar tarifas baseadas nas emissões de carbono de produtos importados.

“Os clientes europeus já estão se preparando para essa transição regulatória, antecipando suas compras”, observou Alves.

Desafios para exportadoras brasileiras

As declarações do presidente da CBA evidenciam os desafios enfrentados pelas exportadoras brasileiras diante de novas barreiras comerciais e ambientais impostas por grandes economias. A adaptação a normas mais rígidas de sustentabilidade e a diversificação de mercados se tornaram, segundo ele, estratégias essenciais para manter a competitividade do setor.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Daniel Wainstein/Valor

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