Portos

Porto de Santos ganha protagonismo com acordo Mercosul–União Europeia

A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, considerado o maior acordo de livre comércio do mundo, reposiciona o Porto de Santos no centro de uma profunda transformação logística. A integração entre os dois blocos cria uma ligação direta com um mercado que soma mais de 700 milhões de consumidores, impulsionando o intercâmbio comercial e ampliando o fluxo de mercadorias entre América do Sul e Europa.

Principal hub do comércio exterior brasileiro

Responsável por aproximadamente 30% da corrente de comércio do Brasil, o Porto de Santos desponta como o principal elo dessa nova fase. A expectativa é de crescimento significativo na movimentação de cargas, com destaque para produtos industrializados, commodities agrícolas e mercadorias de maior valor agregado.

O novo cenário reforça o papel estratégico do complexo portuário, que deve concentrar boa parte das exportações e importações beneficiadas pela redução de tarifas e pela ampliação do acesso ao mercado europeu.

Oportunidade logística traz desafios estruturais

Apesar do potencial de expansão, o acordo também acende um sinal de alerta no setor portuário. O aumento da demanda tende a pressionar gargalos históricos de infraestrutura logística, como acessos rodoviários e ferroviários, capacidade de armazenagem, dragagem, além da eficiência operacional dos terminais.

Especialistas avaliam que, sem investimentos robustos e planejamento de longo prazo, o crescimento do volume de cargas pode elevar custos e comprometer a competitividade do comércio exterior brasileiro.

Modernização será decisiva a partir de 2026

Com projeções mais concretas para 2026, o foco do setor está na capacidade do Porto de Santos de converter o novo ciclo comercial em crescimento sustentável. Projetos de ampliação de terminais, modernização da infraestrutura, digitalização de processos e maior integração multimodal ganham prioridade diante do ambiente internacional mais competitivo.

Exigências globais elevam o nível de operação

O acordo Mercosul–UE vai além da simples abertura de mercados. Ele impõe padrões mais rigorosos relacionados à sustentabilidade, rastreabilidade, eficiência logística e conformidade com normas internacionais. Para o Porto de Santos, o desafio será equilibrar expansão e qualidade operacional.

A meta é consolidar o complexo não apenas como o maior porto da América Latina, mas como um dos principais hubs logísticos do comércio global, apto a atender às novas exigências do comércio internacional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR/ND

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Comércio

Acordo Mercosul-União Europeia pode elevar PIB do Brasil em 1,5%, aponta Banco Mundial

O acordo entre Mercosul e União Europeia tem potencial para aumentar o Produto Interno Bruto (PIB do Brasil) em 1,5% até 2035, segundo estudo do Banco Mundial que está em fase final de elaboração. Além de impulsionar a atividade econômica e o comércio exterior, o tratado tende a fortalecer a competitividade das empresas brasileiras, especialmente no setor industrial.

O acordo foi assinado no sábado (17), mas ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu e dos legislativos dos países do Mercosul para entrar em vigor.

Impacto no PIB pode chegar a R$ 400 bilhões

Para mensurar os efeitos do tratado, os autores utilizaram projeções do Ministério da Fazenda que ainda não consideram o acordo. Nesse cenário-base, o PIB brasileiro passaria de R$ 12,7 trilhões em 2025 para R$ 25,2 trilhões em 2035. Com a implementação do acordo, o PIB poderia atingir R$ 25,6 trilhões no mesmo período — um acréscimo de R$ 400 bilhões em relação ao cenário sem o tratado.

Mesmo após 2035, o ritmo de crescimento da economia brasileira continuaria superior ao cenário sem o acordo, ainda que o ganho total de 1,5% não seja imediatamente alcançado.

Segundo José Signoret, economista sênior do Banco Mundial e um dos autores do estudo, deixar de implementar o acordo tem custo direto para o país. De acordo com ele, cada ano sem o tratado representa uma perda equivalente a 1,5% do PIB, efeito que se acumula ao longo do tempo.

Exportações e importações devem crescer de forma significativa

As estimativas indicam que, até 2040, as exportações brasileiras para a União Europeia serão 31% maiores do que seriam sem o acordo. Já as importações provenientes do bloco europeu devem crescer 33% no mesmo horizonte.

Apesar do impacto positivo sobre o comércio, os economistas ressaltam que o aumento do PIB não virá apenas do maior volume exportado. A abertura comercial também deve gerar ganhos internos, ao reduzir tarifas e barreiras não tarifárias que hoje encarecem a produção no Brasil.

Redução de distorções fortalece a indústria

Entre os entraves citados estão barreiras sanitárias, exigências de licenças, autorizações administrativas e medidas antidumping. Esses fatores, segundo o Banco Mundial, dificultam o acesso da indústria brasileira a insumos mais baratos e competitivos, como componentes e bens intermediários.

Com isso, muitas empresas acabam dependendo de fornecedores locais mais caros ou optam pela integração vertical, produzindo internamente insumos que poderiam ser adquiridos a custos menores no mercado internacional.

Mais concorrência pode gerar ganhos de eficiência

De acordo com o estudo, o Brasil ainda é uma economia relativamente fechada, o que limita a exposição das empresas nacionais à concorrência global. Com o acordo, alguns setores industriais podem perder participação no mercado interno para empresas europeias, mas essa competição tende a estimular ganhos de eficiência e produtividade.

Os autores avaliam que, por esse motivo, os impactos negativos sobre segmentos específicos da indústria devem ser menores do que se imaginava anteriormente.

Efeitos indiretos sobre sustentabilidade ambiental

O estudo também aponta possíveis efeitos positivos indiretos na área ambiental. Ganhos de produtividade em setores menos intensivos em uso da terra, como a indústria, podem contribuir para reduzir a pressão sobre o desmatamento, conforme já indicado em pesquisas anteriores do Banco Mundial.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Saenz/AP

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Comércio Internacional

Acordo UE-Mercosul amplia acesso do Brasil a 36% do comércio global

Um estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o acordo Mercosul-União Europeia elevará significativamente a presença do Brasil no comércio mundial. Com a entrada em vigor do tratado, o país passará a ter acesso preferencial a 36% do mercado global de importações de bens, ante os atuais 8%. O salto ocorre porque a União Europeia respondeu sozinha por 28% do comércio global em 2024.

A análise foi apresentada no sábado (17), após a assinatura do acordo entre representantes do bloco europeu e dos países do Mercosul, em cerimônia realizada em Assunção, no Paraguai. Para a CNI, a formalização do tratado representa uma mudança estratégica relevante para a indústria brasileira.

Redução tarifária favorece exportações brasileiras

Segundo o levantamento, 54,3% dos produtos negociados — mais de cinco mil itens — terão tarifa de importação zerada na União Europeia assim que o acordo começar a valer. Já no Mercosul, o processo será mais gradual: o Brasil terá prazos entre 10 e 15 anos para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos, o que corresponde a cerca de 4,4 mil itens.

Com base em dados de 2024, a CNI destaca que 82,7% das exportações brasileiras para a UE entrarão no bloco europeu sem imposto de importação desde o início da vigência. Em contrapartida, o Brasil se comprometeu a zerar imediatamente tarifas de apenas 15,1% das importações provenientes da União Europeia, o que cria uma assimetria considerada favorável ao país.

Prazos ampliam previsibilidade para o Brasil

O estudo indica ainda que o Brasil contará, em média, com oito anos adicionais de adaptação em relação aos prazos concedidos à União Europeia, considerando o comércio bilateral e o cronograma estabelecido no acordo.

Para a CNI, o tratado, negociado ao longo de mais de 25 anos, é o mais amplo já firmado pelo Mercosul. Além da redução tarifária, o texto incorpora regras que ampliam a previsibilidade regulatória, reduzem custos e estimulam investimentos, inovação e geração de empregos.

Impactos sobre emprego e renda

De acordo com a entidade, o comércio com a União Europeia já apresenta efeitos relevantes sobre o mercado de trabalho. Em 2024, cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para o bloco europeu gerou 21,8 mil empregos, movimentou R$ 441,7 milhões em massa salarial e impulsionou R$ 3,2 bilhões em produção.

No setor agroindustrial, o acordo também amplia oportunidades. As cotas negociadas favorecem segmentos estratégicos e, no caso da carne bovina, superam em mais do que o dobro as concedidas pela UE a parceiros como o Canadá e são mais de quatro vezes maiores que as destinadas ao México. As cotas de arroz, por sua vez, ultrapassam o volume atualmente exportado pelo Brasil ao bloco.

Cooperação tecnológica e transição verde

O tratado também cria condições para ampliar a cooperação tecnológica entre Brasil e União Europeia, especialmente em projetos de pesquisa e desenvolvimento voltados à sustentabilidade. A CNI aponta oportunidades em áreas como descarbonização industrial, captura e armazenamento de carbono, hidrogênio de baixa emissão, motores híbrido-flex, reciclagem de baterias e desenvolvimento de bioinsumos agrícolas.

Essas iniciativas, segundo a entidade, fortalecem a competitividade brasileira e aceleram a transição para uma economia de baixo carbono, alinhada às exigências regulatórias e de mercado do bloco europeu.

Relação comercial Brasil–União Europeia

Em 2024, a União Europeia foi destino de US$ 48,2 bilhões das exportações brasileiras, o equivalente a 14,3% do total, mantendo-se como o segundo principal parceiro comercial do país, atrás apenas da China. No mesmo período, o bloco respondeu por US$ 47,2 bilhões das importações brasileiras, ou 17,9% do total.

Quase 98,4% das importações brasileiras provenientes da Europa foram de produtos da indústria de transformação, enquanto 46,3% das exportações brasileiras à UE corresponderam a bens industriais. Além disso, o bloco europeu segue como o maior investidor estrangeiro no Brasil, concentrando 31,6% do estoque de investimento produtivo externo em 2023.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

MDIC lança painel sobre acordo Mercosul-UE para ampliar oportunidades de exportação

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou nesta sexta-feira (16) um painel interativo sobre o acordo Mercosul-União Europeia, voltado à identificação de oportunidades de negócios para empresas brasileiras. A ferramenta reúne dados estratégicos para apoiar exportadores, orientar políticas públicas e facilitar a tomada de decisão no comércio exterior.

Ferramenta reúne dados estratégicos do acordo Mercosul-UE

O painel disponibiliza informações detalhadas sobre países compradores, exportações do Brasil, distribuição regional das vendas externas, além de tarifas aplicadas e do cronograma de redução tarifária previsto no acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

Com base nesses dados, a iniciativa busca tornar mais acessível o entendimento dos impactos do acordo e apoiar empresas na identificação de mercados com maior potencial de crescimento.

Apoio direto aos exportadores brasileiros

Segundo o MDIC, o objetivo central da ferramenta é fortalecer a atuação dos exportadores brasileiros, oferecendo um panorama claro sobre como o acordo pode ser explorado na prática. O painel também contribui para o desenho de estratégias governamentais voltadas à inserção internacional da indústria e do agronegócio.

Acordo Mercosul-UE como vetor de competitividade

Para a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, o acordo com a União Europeia representa um marco para o bloco sul-americano. De acordo com ela, o desafio agora é transformar os compromissos assumidos em resultados concretos para o setor produtivo.

“O acordo com a União Europeia é o mais relevante já firmado pelo Mercosul. Para que ele alcance todo o seu potencial, é fundamental converter seus termos em oportunidades reais de comércio. O painel organiza informações estratégicas e as coloca à disposição de quem decide, produz e exporta”, destacou.

Implementação e transparência no comércio exterior

A nova ferramenta é apresentada como uma primeira etapa de um esforço contínuo de implementação do acordo Mercosul-UE, ampliando a transparência e o acesso a dados que impactam diretamente o comércio exterior brasileiro.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tribuna do Sertão/IA Nano Banana

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Comércio Exterior

Comércio Brasil–China bate recorde em 2025 e supera em mais do que o dobro as trocas com os EUA

A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu um novo recorde histórico em 2025, somando US$ 171 bilhões (cerca de R$ 918,2 bilhões), segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O resultado representa uma alta de 8,2% em relação ao ano anterior e consolida a China como o principal parceiro comercial do país.

O volume negociado com o mercado chinês foi mais que o dobro do registrado com os Estados Unidos, que movimentaram US$ 83 bilhões (R$ 445,7 bilhões) no mesmo período.

Superávit com a China completa 17 anos consecutivos

O Brasil mantém superávits comerciais consecutivos com a China há 17 anos. Em 2025, o saldo positivo chegou a US$ 29,1 bilhões (R$ 156,2 bilhões), equivalente a 43% de todo o superávit brasileiro com o comércio global.

As exportações brasileiras para a China totalizaram US$ 100 bilhões (R$ 537 bilhões), impulsionadas principalmente pelo agronegócio e pela indústria extrativa.

Soja, petróleo e café lideram exportações

A pauta exportadora segue concentrada em soja e petróleo, que continuam como os principais pilares da relação bilateral. A China respondeu por 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil em 2025.

Um dos destaques do ano foi o avanço do café não torrado, cujas exportações dobraram de valor e alcançaram US$ 459 milhões (R$ 2,4 bilhões). Com isso, a China passou a ocupar a posição de segundo maior mercado asiático para o café brasileiro.

Carne bovina cresce, enquanto frango perde espaço

No segmento de proteínas animais, as exportações de carne bovina para a China atingiram um recorde histórico de US$ 8,8 bilhões (R$ 47,2 bilhões), com crescimento próximo de 48%.
Já as vendas de carne de frango recuaram, e a Arábia Saudita assumiu a liderança como principal destino desse produto.

Importações chinesas também atingem patamar histórico

As importações brasileiras da China somaram US$ 70,9 bilhões (R$ 380,7 bilhões), avanço de 11,5% em relação a 2024. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela aquisição de um navio-plataforma de petróleo, avaliado em US$ 2,66 bilhões, e pela forte demanda por veículos híbridos, que totalizaram US$ 1,87 bilhão.

O setor farmacêutico também ganhou destaque, com as importações de insulina crescendo 64 vezes, alcançando US$ 135 milhões.

Comércio com os EUA enfrenta entraves

Enquanto o comércio com a China avança, a relação com os Estados Unidos enfrentou dificuldades em 2025. As sobretaxas impostas durante o governo Trump impactaram cerca de 22% das exportações brasileiras para o mercado americano, o equivalente a US$ 8,9 bilhões sujeitos a tarifas adicionais.

Especialistas avaliam que, embora o Brasil busque diversificar seus parceiros comerciais, o eixo asiático tende a permanecer como destino prioritário da produção nacional. A expectativa é de continuidade da forte dependência chinesa, acompanhada por esforços para ampliar o comércio com países como Argentina e Índia.

Fonte: Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e Times Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO TIMES BRASIL

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Portos

Portos brasileiros avançam em 2025 com crescimento histórico e novos investimentos em logística

O setor portuário brasileiro encerra 2025 com um dos melhores desempenhos da série recente, consolidando um ciclo contínuo de expansão. Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram 1,16 bilhão de toneladas, resultado 4,03% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O volume confirma a importância da infraestrutura portuária para o escoamento da produção, o avanço das exportações e a inserção do Brasil nas cadeias globais de comércio.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem uma política pública baseada em planejamento, investimentos e segurança jurídica, que tem fortalecido o ambiente logístico nacional.

Desempenho regional impulsiona crescimento equilibrado

O avanço da movimentação portuária em 2025 foi sustentado por resultados positivos em todas as regiões do país, com destaque para Norte, Nordeste e Sul.

Na Região Norte, os portos registraram 12,6 milhões de toneladas movimentadas em outubro, crescimento superior a 31% na comparação anual. O desempenho evidencia a relevância da navegação interior e o papel estratégico da região no transporte de cargas minerais, energéticas e agrícolas.

O Nordeste também apresentou evolução consistente, com 7,7 milhões de toneladas movimentadas em outubro, alta acima de 4%. A ampliação da capacidade operacional e os investimentos em modernização portuária vêm fortalecendo a posição da região nas rotas logísticas nacionais e internacionais.

Já a Região Sul alcançou 108,4 milhões de toneladas no acumulado do ano, consolidando-se como um dos principais polos logísticos do país, especialmente no escoamento de produtos agrícolas, industriais e cargas conteinerizadas.

Para o secretário nacional de Portos, Alex Avila, os dados regionais demonstram a efetividade da política portuária adotada. Segundo ele, o crescimento respeita as vocações de cada região e amplia a eficiência dos terminais.

Exportações e contêineres lideram alta da movimentação

As exportações brasileiras seguiram como principal motor do crescimento em 2025. O minério de ferro manteve a liderança, com 348 milhões de toneladas, avanço de 5,30%. O petróleo bruto e derivados somaram 183 milhões de toneladas, crescimento de 7,27%, enquanto a soja alcançou 131 milhões de toneladas, alta de 11,25%.

A movimentação de contêineres também registrou desempenho expressivo, com 12,6 milhões de TEUs, crescimento de 9,94%, indicando maior diversificação da pauta logística. Entre os principais destinos das exportações estão China, Malásia, Japão, Singapura e Espanha.

Leilões e obras ampliam capacidade dos portos

Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou oito leilões portuários, que somam R$ 10,3 bilhões em investimentos nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Os projetos têm foco na ampliação da capacidade, modernização da infraestrutura e aumento da eficiência operacional.

Entre as iniciativas de destaque estão investimentos no Porto de Paranaguá, Porto do Rio de Janeiro, Porto de Maceió, no Canal de Acesso de Paranaguá e no Túnel Santos-Guarujá, considerado uma das obras logísticas mais relevantes do país.

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, os leilões consolidam um novo ciclo de investimentos estruturantes, ampliando a competitividade do Brasil e criando melhores condições para o crescimento econômico.

Capital privado fortalece expansão do setor

O ano de 2025 também foi marcado pelo avanço dos investimentos privados. Foram concedidas oito novas autorizações para Terminais de Uso Privado (TUPs), totalizando R$ 4,59 bilhões, além de 31 alterações contratuais, que somam R$ 1,218 bilhão. Ao todo, 39 atos representaram R$ 5,81 bilhões em aportes privados.

Na gestão contratual, os investimentos chegaram a R$ 2,07 bilhões, com participação de operadores como ICTSI Rio Brasil Terminal 1, Ultracargo, Timac Agro, Tequimar, Píer Mauá e Intersal, voltados à modernização e ao ganho de eficiência.

Alex Avila destacou que a parceria com a iniciativa privada tem sido determinante para ampliar a produtividade e preparar os portos brasileiros para as exigências do comércio global.

Portos se consolidam como eixo do desenvolvimento nacional

O balanço de 2025 confirma o setor portuário como um dos pilares do desenvolvimento econômico do país. Com crescimento consistente, investimentos estruturantes e expansão regional equilibrada, os portos do Brasil reforçam seu papel estratégico na logística nacional, promovendo integração, competitividade e desenvolvimento sustentável.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Exportação

Exportações crescem 43,8% até a segunda semana de janeiro de 2026, aponta Secex

A balança comercial brasileira encerrou a segunda semana de janeiro de 2026 com superávit de US$ 2 bilhões, impulsionado por exportações de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No acumulado do mês, as vendas externas somam US$ 10 bilhões, enquanto as compras do exterior alcançam US$ 5,9 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Média diária das exportações avança 43,8%

Na comparação entre as médias diárias de exportações, os dados mostram forte crescimento. Até a segunda semana de janeiro de 2026, a média foi de US$ 1,7 bilhão, contra US$ 1,154 bilhão registrados em janeiro de 2025, o que representa uma alta de 43,8%.

Já as importações, pela média diária, apresentaram queda de 7,0%, passando de US$ 1 bilhão em janeiro de 2025 para US$ 974,86 milhões no mesmo período de 2026.

Corrente de comércio cresce quase 20%

Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 2,635 bilhões por dia até a segunda semana de janeiro de 2026. O saldo médio diário foi de US$ 685,61 milhões. Na comparação com a média de janeiro de 2025, houve crescimento de 19,6% na corrente de comércio.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12/1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de janeiro de 2026 e comparando com igual período do ano anterior, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Agropecuária: aumento de US$ 55,96 milhões, alta de 32,5%
  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 274,11 milhões, avanço de 82,3%
  • Indústria de Transformação: elevação de US$ 173,41 milhões, expansão de 27,0%

Importações recuam em todos os setores

Do lado das importações, o desempenho também foi analisado pela média diária no mesmo comparativo anual. Todos os setores registraram retração:

  • Agropecuária: queda de US$ 7,32 milhões (-26,2%)
  • Indústria Extrativa: recuo de US$ 17,37 milhões (-34,6%)
  • Indústria de Transformação: redução de US$ 44,64 milhões (-4,6%)

O resultado reforça o início positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, com forte crescimento das exportações e controle das importações, ampliando o superávit comercial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Petróleo bruto lidera exportações brasileiras pelo segundo ano consecutivo

O petróleo bruto voltou a ocupar o topo do ranking das exportações brasileiras em 2025, mantendo a liderança pelo segundo ano seguido. As vendas do produto ao mercado externo somaram US$ 44,67 bilhões, mesmo diante de um cenário de queda nos preços internacionais da commodity.

Petróleo segue no topo da pauta exportadora

Apesar de ter sido poupado da tarifa adicional de 40% imposta pelos Estados Unidos, o petróleo brasileiro registrou leve retração nas exportações. O recuo foi de 0,7% em relação a 2024, quando o valor negociado chegou a US$ 44,96 bilhões.

A principal pressão veio da desvalorização do petróleo tipo Brent, referência global de preços, que acumulou queda superior a 18% ao longo do ano.

Produção nacional de petróleo cresce quase 14%

Mesmo com o recuo nos preços, a produção de petróleo no Brasil apresentou avanço significativo. Em novembro, o país produziu 3,773 milhões de barris por dia, volume 13,9% maior na comparação com o mesmo mês de 2024.

Soja mantém força e ocupa a segunda posição

A soja aparece como o segundo produto mais exportado pelo Brasil em 2025, com faturamento de US$ 43,54 bilhões. O resultado representa uma alta de 1,4% em relação ao ano anterior.

Historicamente, o grão tem papel central na balança comercial brasileira, tendo liderado as exportações entre 2016 e 2020, além dos períodos de 2022 a 2023.

Minério de ferro e carne bovina completam o ranking

O minério de ferro ficou na terceira colocação entre os principais itens exportados, com US$ 28,96 bilhões em vendas externas. O desempenho representa um recuo de 3% frente a 2024. Ainda assim, o produto segue como um dos pilares da pauta exportadora, tendo liderado o ranking em 2021.

Já a carne bovina brasileira teve forte crescimento no comércio internacional. As exportações alcançaram US$ 16,61 bilhões em 2025, uma alta expressiva de 42,5% na comparação anual.

Exportações brasileiras batem recorde histórico

No total, as exportações do Brasil atingiram US$ 348,7 bilhões em 2025, estabelecendo um novo recorde. O avanço foi de 3,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações do Brasil em até US$ 7 bilhões, projeta Apex.

Agro lidera ganhos com tratado comercial entre os blocos, segundo a agência.

A possível ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve gerar um incremento de até US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras para o mercado europeu. A projeção é da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que avalia impactos positivos sobre o agronegócio, a indústria e as cadeias de valor do comércio exterior do país.

Após 26 anos de negociações, o tratado tende a consolidar um dos maiores mercados integrados do planeta, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado próximo de US$ 22 trilhões, atrás apenas da economia norte-americana.

União Europeia já é parceiro-chave do Brasil

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás somente da China. O intercâmbio é considerado equilibrado, com volumes semelhantes de exportações e importações.

De acordo com a Apex, mesmo antes da ratificação do acordo, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 4%, reflexo da reorganização das cadeias globais e da busca por novos mercados diante do aumento de barreiras comerciais em outras regiões.

Indústria ganha espaço com produtos de maior valor agregado

Os dados da agência mostram que mais de um terço das exportações brasileiras ao bloco europeu é composto por bens industrializados, o que reforça o potencial de expansão em segmentos de maior valor agregado.

No campo industrial, o acordo prevê redução imediata de tarifas para itens como máquinas, equipamentos de transporte, motores, geradores de energia, autopeças e aeronaves. Também devem surgir novas oportunidades para couro, peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e produtos químicos.

Agronegócio é o principal beneficiado

No agronegócio, a expectativa é de redução gradual das tarifas, chegando à alíquota zero para diversas commodities, respeitando cotas previamente definidas. Entre os principais produtos brasileiros exportados para a União Europeia estão carne de aves, carne bovina e etanol, setores que tendem a ampliar participação no mercado europeu.

Complementaridade fortalece integração econômica

Para a ApexBrasil, a complementaridade entre as economias é um dos principais trunfos do acordo. Enquanto o Mercosul oferece produção agrícola contínua, a União Europeia reúne alto poder de consumo e demanda industrial sofisticada.

Essa combinação deve estimular o comércio bilateral, aprofundar a integração das cadeias produtivas e gerar efeitos positivos sobre investimentos, competitividade e geração de renda no Brasil.

Fonte: ApexBrasil
Fonte: Redação

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Comércio Internacional

Brasil amplia estratégia comercial após Mercosul-UE e mira acordos com Índia, Canadá e Emirados Árabes

Após o sinal verde do Conselho Europeu ao acordo Mercosul-União Europeia, o Brasil definiu novas frentes para aprofundar sua inserção no comércio internacional. Para 2026, o governo federal pretende concentrar esforços na ampliação e conclusão de acordos comerciais do Mercosul com Índia, Canadá e Emirados Árabes Unidos, considerados mercados estratégicos para a diversificação das exportações brasileiras.

Índia entra no radar para expansão do comércio agroindustrial

Entre as prioridades, a Índia ocupa posição de destaque. O governo brasileiro avalia que o país asiático, atualmente o mais populoso do mundo e com forte processo de industrialização nas últimas duas décadas, ainda é pouco explorado pelos exportadores nacionais.

Hoje, a pauta brasileira destinada à Índia é concentrada em óleos vegetais, açúcares e petróleo bruto, que respondem por mais da metade das vendas. A avaliação oficial é de que há espaço para ampliar a presença de produtos como minério de ferro, algodão, feijões e pulses, etanol, genética bovina e frutas, além de itens como carne de aves, pescados, café e suco de laranja.

Tarifas elevadas são principal obstáculo nas negociações com a Índia

O maior desafio nas tratativas com Nova Délhi está nas altas tarifas de importação. Atualmente, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo de comércio preferencial existente com o Mercosul. O tratado inclui cerca de 450 categorias de produtos, de um universo aproximado de 10 mil, com reduções tarifárias limitadas, entre 10% e 20%.

A meta do governo é ampliar a cobertura do acordo, incluir novos produtos — especialmente do agronegócio brasileiro —, negociar cortes tarifários mais amplos e reduzir barreiras comerciais. Em 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Índia sinalizou positivamente para a expansão do acordo após conversa com o primeiro-ministro Narendra Modi.

Emirados Árabes avançam para acordo de livre comércio com o Mercosul

No Oriente Médio, o foco está na conclusão do acordo de livre comércio entre Mercosul e Emirados Árabes Unidos. As negociações, iniciadas em 2024, avançaram de forma acelerada e já passaram por quatro rodadas, a última encerrada em novembro.

Embora houvesse expectativa de assinatura ainda em 2025, alguns pontos sensíveis ficaram pendentes e devem ser resolvidos ao longo de 2026. Entre eles está a demanda dos Emirados pela eliminação de tarifas para produtos petroquímicos, segmento em que o país árabe é altamente competitivo e que gera preocupação na indústria brasileira.

Comércio e investimentos fortalecem relação Brasil–Emirados

Atualmente, os principais produtos exportados pelo Brasil aos Emirados Árabes são carne de frango, carne bovina e açúcar. No sentido inverso, o Brasil importa principalmente petróleo, ureia, enxofre e peças aeronáuticas.

Além do comércio, a relação bilateral tem sido impulsionada por investimentos estrangeiros. Grupos como Mubadala, ADIG, Edge Group e DP World ampliaram significativamente sua atuação no Brasil, reforçando o status da parceria como estratégica e confiável.

Canadá é visto como porta de entrada para mercados de maior valor agregado

Com o Canadá, o objetivo é avançar nas negociações de um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá, considerado essencial para ampliar o acesso brasileiro a setores de maior valor agregado, como mineração, além de beneficiar o agronegócio.

As negociações tiveram início em 2018, mas foram retomadas com mais intensidade em 2025, em meio às incertezas no comércio global provocadas por medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos. O acordo busca reduzir tarifas, facilitar o comércio de bens e serviços e aprofundar a cooperação em áreas como investimentos, compras governamentais e regras ambientais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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