Agronegócio, Comércio, Logística

Brado amplia operações com gergelim e acompanha crescimento do mercado

O mercado de gergelim está em plena expansão e a Brado, empresa referência em soluções logísticas multimodais, acompanha esse ritmo com um crescimento expressivo no transporte do grão. Em 2024, a empresa transportou mais de 14 mil toneladas do produto, um aumento de 80% no volume em relação ao ano anterior, impulsionada pela crescente demanda do mercado. Com o recente acordo comercial entre o Brasil e a China e a abertura de mercado da Coreia do Sul, as expectativas são de um aquecimento ainda maior nas exportações do grão.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de gergelim saltaram de 151.216 toneladas em 2023 para 246.250 toneladas em 2024, um crescimento de 63%. Mato Grosso lidera a produção nacional, respondendo por 65% das exportações brasileiras em 2024. Parte dessa produção é escoada a partir do terminal da Brado em Rondonópolis, região estratégica onde é feito o transbordo de contêineres carregados com gergelim do modal rodoviário para o ferroviário.

“O gergelim é produto sazonal e tem um perfil concentrado no mercado de exportação brasileiro. A Brado oferece uma solução logística específica para esse produto e consegue trazer eficiência para a cadeia de exportação”, afirma Greici Araujo Silva, executiva de vendas da Brado.

No Brasil, a semente é comumente plantada durante a segunda safra (safrinha), após a colheita da soja ou do milho. Seu ciclo curto, de 90 a 100 dias, possibilita essa rotação, tornando-o uma opção lucrativa para os produtores. Além disso, o gergelim é uma cultura que exige menos recursos hídricos, sendo uma alternativa interessante em áreas com restrições de água. Apesar de não ter um volume tão grande como outras commodities como soja e algodão, o grão tem um alto valor agregado.

Abertura de mercados

Em novembro de 2024, o Brasil e a China firmaram um acordo que abriu as portas para a exportação de gergelim brasileiro para o maior importador mundial do grão. Em março deste ano, o país asiático habilitou 21 empresas brasileiras para exportação do produto. A China, que responde por 36,2% das importações globais de gergelim, representa um mercado promissor para os produtores brasileiros. No país asiático, a semente é muito consumida pela indústria da alimentação, especialmente para a produção de óleo.

Já em janeiro de 2025, foi a vez de a Coreia do Sul abrir seu mercado para o gergelim do Brasil, ampliando ainda mais as oportunidades. Esses acordos representam um marco para o setor de gergelim no Brasil, que agora conta com dois importantes mercados para escoar sua produção e impulsionar seu crescimento.

“Com esses novos acordos, as perspectivas para 2025 são ainda mais promissoras, e estamos preparados para oferecer soluções logísticas eficientes e seguras para os produtores de gergelim”, afirma Mayra Antunes Coelho, executiva de vendas da Brado.

A solução multimodal da Brado oferece aos produtores de gergelim uma série de vantagens. A segurança é um fator primordial, com o grão sendo estufado nos contêineres na propriedade do produtor e seguindo lacrado até o destino final, o que garante a qualidade do produto e minimiza os riscos de contaminação. A eficiência também é um ponto forte, com a combinação do transporte pela ferrovia nas distâncias longas e pelas rodovias nos trechos curtos, aproveitando a melhor vocação de cada modal. O transporte ferroviário também é mais sustentável, reduzindo as emissões de CO2 e contribuindo para uma cadeia logística mais verde.

Outro benefício oferecido é o Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex) no terminal da empresa em Rondonópolis, que garante um processo mais rápido de liberação da mercadoria, com menos inspeções, ambiente seguro e monitoramento integrado à Receita Federal.

A segurança é outro fator primordial da solução, com o grão sendo estufado nos contêineres na propriedade do produtor e seguindo lacrado até o destino final, o que garante a qualidade do produto e minimiza os riscos de contaminação. A eficiência também é um ponto forte, com a combinação do transporte pela ferrovia nas distâncias longas e pelas rodovias nos trechos curtos, aproveitando a melhor vocação de cada modal, com os trâmites aduaneiros facilitados pelo Redex. O transporte ferroviário também é mais sustentável, reduzindo as emissões de CO2 e contribuindo para uma cadeia logística mais verde.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação, Importação, Logística

Grupo Allog chega ao topo do ranking das exportações marítimas e investe em diferentes setores na importação

Após se consagrar como o agente de cargas brasileiro mais bem posicionado no volume de exportação marítima em 2024, segundo dados oficiais do ranking Datamar, o Grupo Allog investe forte em diferentes segmentos do mercado de importação e exportação.

De janeiro a dezembro do ano passado, foram mais de 66 mil TEUs embarcados entre Allog e FTrade, com destaque para os setores de produtos florestais, cargas líquidas e frutas.

A classificação reforça a posição de liderança do grupo no setor de transporte internacional no Brasil. Na exportação, um dos principais destaques foi o segmento de cargas líquidas – com destaque para a glicerina, que representou 79% dos líquidos – em um total de 12.656 TEUs embarcados em 2024 e um crescimento de quase 10% no ano. A
alta do setor, segundo João Bernardo Fróes, diretor comercial do Grupo Allog, é impulsionado pela Lei do Biodiesel, que estimula a produção e o consumo de combustíveis renováveis. Somente em 2024, o Brasil exportou 721,6 mil toneladas de glicerina, alta de 27,3% em relação ao resultado apurado no ano anterior.

Outro importante destaque na exportação são os embarques de cargas refrigeradas, com foco nas frutas made in Brazil como manga, melão, melancia e uva. Em 2024, a FTrade – empresa do Grupo Allog especializada na carga reefer – registrou um crescimento de 23,4% na exportação para países como Holanda, Espanha, Reino Unido,
Canadá e Estados Unidos. Em 2025, a empresa investe no time comercial no Sul e Sudeste com o objetivo de ampliar a participação no setor de proteína animal e suco congelado, além de uma missão à China para abertura de oportunidades de exportação das frutas brasileiras para a Ásia.

“A logística para exportação de frutas brasileiras envolve cuidados desde a colheita até a entrega, com destaque para a manutenção da cadeia de frio, documentação e desembaraço aduaneiro, além da escolha dos melhores serviços de transporte”, cita Erika Marques, diretora comercial da FTrade.

Verticais de importação
O crescimento do volume de importação de setores específicos no mercado brasileiro impulsionou o investimento em alguns verticais – células especializadas em atendimento – no Grupo Allog. Desde o ano passado, os mercados automotivo, de energia solar e de bebidas.

“A especialização em cada um destes setores nos permite oferecer soluções mais assertivas e alinhadas às necessidades dos nossos clientes, consolidando nossa posição como um parceiro estratégico na logística internacional”, finaliza Rodrigo Viti, diretor comercial do Grupo Allog.

Fonte: Datamar News

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Exportação, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Notícias, Tributação

Tarifas entre EUA e China podem ampliar exportações brasileiras

A crescente tensão comercial entre as duas maiores economias mundiais ─ Estados Unidos e China ─ pode criar oportunidades para o Brasil expandir suas exportações, principalmente de produtos agropecuários. A opinião é do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua.

“Não só soja, como qualquer outro produto agregado”, comentou o secretário durante a entrevista coletiva que concedeu nesta terça-feira (22), e na qual fez um balanço das ações ministeriais para promover as exportações agropecuárias nacionais.

Questionado sobre as eventuais oportunidades da guerra tarifária deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Rua lembrou que cerca de 30% de toda a carne de aves que a China importa vem dos Estados Unidos, que também respondem por algo entre 16% e 18% da carne suína e 8% da carne bovina que os chineses consomem anualmente.

“Óbvio que, com os EUA saindo deste mercado [chinês], o Brasil se coloca à disposição. Lógico, existem outros players [concorrentes] mas, talvez, nem todos tenham a escala que o Brasil possui para poder apoiar [a China]”, comentou Rua, alegando que o resultado final, para os exportadores, “dependerá do apetite chinês” pelos produtos brasileiros.

“Nos dias atuais, com tudo o que estamos vendo, poucas geografias do mundo têm a condição de entregar o que o Brasil entrega com os mesmos atributos. Porque o Brasil consegue ter um produto com qualidade, competitividade, sustentabilidade e sanidade, já que é livre de todas as doenças de notificação obrigatória para qualquer produto de origem animal e tem uma situação fitossanitária muito privilegiada”, acrescentou o secretário.

Rua ainda assegurou que, apesar de China e Estados Unidos ameaçarem impor sanções às nações que negociarem unilateralmente com o oponente comercial, o Brasil seguirá “falando com todos os países”.

“Temos dito que, nesta disputa entre duas grandes superpotências, cabe-nos o papel de sermos um promotor da geopolítica da paz. E é isso que faremos. Seja [negociando] com os EUA, com a China ou com qualquer outro país. O Brasil fala com todos os países e continuará falando. Não alteramos nossa estratégia”, concluiu o secretário, afirmando ainda ser cedo para mensurar o impacto das tarifas adicionais que os Estados Unidos impuseram aos produtos brasileiros.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional, Mercado Internacional, Notícias

Valorização surpreendente do peso argentino atenua temores de retomada da inflação

O peso argentino está avançando, apesar de ter sido liberado de controles cambiais de anos destinados a impedir sua queda, ajudando a afastar os temores de que o pesadelo recorrente da Argentina – a inflação – retorne.

O país sul-americano aliviou abruptamente neste mês a maioria dos controles em vigor desde 2019 que haviam atrelado o peso e restringido severamente o acesso de pessoas físicas e empresas aos mercados de câmbio, distorcendo os fluxos de comércio e investimento.

Isso desencadeou uma queda de mais de 10% na moeda na semana passada, gerando preocupações de que a inflação, que vinha desacelerando sob o plano de austeridade do presidente Javier Milei, voltasse a se acelerar.

Entretanto, o reforço dos planos do governo para um superávit fiscal, as promessas de não intervir no mercado de câmbio até que o peso se fortaleça, uma entrada de dólares provenientes das exportações de grãos, bem como as condições monetárias apertadas, têm impulsionado o peso desde então.

O peso tem se recuperado para perto de seu nível antes da suspensão dos controles, desafiando as expectativas do mercado e atenuando os temores de que um enfraquecimento fomentaria a inflação, que caiu para 56% na base anual, de quase 300% no início de 2024.

Os futuros do peso – apostas dos operadores sobre o rumo da moeda – têm se fortalecido de forma acentuada após as quedas iniciais, mesmo que ainda sugiram que o peso se enfraquecerá ao longo do ano como um todo.

“Agora não esperamos um impacto imediato sobre os preços”, disse o economista Fausto Spotorno, da consultoria local OJF, acrescentando que o aumento da concorrência e a falta de pesos no mercado devem compensar qualquer inflação importada por uma moeda mais fraca.

“O mercado também está dizendo que não tem dinheiro.”

A Reuters consultou seis analistas, que estimaram que a inflação de abril ficará entre 3% e 5%, mais alta do que nos últimos meses, mas abaixo das previsões anteriores, acima de 5%.

Milei tem feito do combate à inflação uma prioridade e reduziu a taxa mensal de um pico de cerca de 25% logo após assumir o cargo no final de 2023. No entanto, o patamar de 2% tem se provado ser um nível difícil de ser quebrado e, em março, a inflação chegou a subir para 3,7%.

O governo também precisa aumentar as reservas de moeda estrangeira esgotadas como parte de um acordo de empréstimo de US$20 bilhões recentemente fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Fonte: Investing

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Notícias

Grupo de trabalho do Senado revisará política de comércio exterior do Brasil

Na sessão desta terça-feira (22), a Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou a criação de um grupo de trabalho (GT) voltado à análise e reformulação da estratégia de comércio exterior do Brasil. O requerimento (REQ 6/2025 – CRE), de autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da CRE, prevê um estudo amplo sobre os instrumentos de fomento às exportações, negociações internacionais e infraestrutura logística voltada à integração sul-americana.

O GT será composto por 11 membros, entre eles o próprio senador Nelsinho, consultores legislativos do Senado, assessores parlamentares e representantes dos gabinetes dos senadores que integram a CRE. Os trabalhos do grupo serão divididos em três frentes principais: políticas públicas de fomento à exportação, estratégias de negociação comercial bilateral e multilateral, e análise da infraestrutura logística do país para exportação.

O grupo terá como horizonte a entrega de um relatório final até 15 de novembro deste ano, com possibilidade de prorrogação de até 30 dias. O documento consolidará as atividades desenvolvidas, as contribuições de especialistas e instituições consultadas, e trará sugestões de encaminhamentos, inclusive propostas legislativas.

Segundo a justificativa do requerimento, o cenário internacional atual — marcado por uma guinada protecionista nas políticas comerciais dos Estados Unidos e por desafios à globalização — exige do Brasil uma postura mais ativa e estratégica. “O Congresso Nacional não deve ser apenas um mero ratificador de acordos internacionais, mas um interlocutor proativo”, defende Nelsinho.

Entre os temas que serão objeto de análise estão programas como o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) e o recém-criado Acredita Exportação, além dos impactos de mudanças em alíquotas de importação. Também está prevista a investigação de gargalos logísticos e o estudo de projetos de integração regional, como as rotas bioceânicas que conectam o Brasil aos demais países do Cone Sul.

O grupo poderá contar com a colaboração de especialistas dos setores público e privado, de instituições de ensino superior, de autarquias reguladoras e da sociedade civil, convocados conforme os temas debatidos em cada etapa dos trabalhos.

Fonte: Agência Senado

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Comércio, Exportação, Importação, Notícias

Minas Gerais supera US$ 9,9 bilhões e se consolida como 2º maior exportador do Brasil

Nos três primeiros meses de 2025, Minas Gerais reafirmou sua força no comércio exterior ao atingir US$ 9,9 bilhões em exportações. Esse desempenho garantiu ao estado um superávit comercial de US$ 5,6 bilhões e o segundo lugar no ranking nacional, respondendo por 12,9% das exportações do Brasil — ficando atrás apenas de São Paulo (19,8%).

Importações crescem 22% e Minas entra no top 5 nacional

As importações também tiveram papel de destaque. O estado movimentou US$ 4,4 bilhões em compras internacionais, com alta de 22% em comparação com o primeiro trimestre de 2024. Com isso, Minas Gerais tornou-se o quinto maior importador do país, responsável por 6,5% das importações nacionais.

Exportações mineiras crescem quase 9% em março

Somente em março, as exportações do estado alcançaram US$ 3,8 bilhões — alta de 8,9% frente ao mesmo mês do ano passado — e representaram 38,5% de todo o comércio internacional do trimestre. Já as importações somaram US$ 1,4 bilhão no mês, o que equivale a 32,5% do total importado no período.

Café lidera exportações e China é principal destino

Minas Gerais se manteve como o maior exportador de café do Brasil, somando US$ 2,9 bilhões em vendas — 28,9% da fatia nacional do grão. O produto também liderou o crescimento entre os itens exportados, com alta de 76,6% em relação ao primeiro trimestre de 2024.

Os principais destinos das exportações mineiras foram:

  • China (30,7%)
  • Estados Unidos (11,3%)
  • Alemanha (4,8%)
  • Argentina (4,7%)
  • Canadá (4,5%)

Outros produtos em alta e municípios que mais contribuíram

Além do café, Minas se destacou na exportação de:

  • Hidrogênio (US$ 79,9 milhões)
  • Pedras preciosas (US$ 38,9 milhões)
  • Aparelhos ortopédicos (US$ 24,7 milhões)
  • Reservatórios e barris (US$ 5,2 milhões)

Entre os 280 municípios exportadores, os que mais se destacaram foram:

  • Varginha (7,6%)
  • Guaxupé (6%)
  • Conceição do Mato Dentro (5,2%)
  • Araxá (5%)
  • Nova Lima (4,8%)

No ranking das importações, os líderes foram:

  • Extrema (14,4%)
  • Betim (12,1%)
  • Uberaba (8,7%)
  • Contagem (5,7%)
  • Pouso Alegre (5,4%)

Conclusão: Minas se consolida como potência no comércio exterior

Com crescimento consistente nas exportações, destaque no setor cafeeiro e ampliação dos mercados de destino, Minas Gerais fortalece sua posição como protagonista no comércio exterior brasileiro. A diversidade de produtos e o dinamismo de seus municípios reforçam o papel estratégico do estado no cenário nacional e global.

Fonte: E.M. Foco

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Inovação, Negócios, Portos

APS reúne especialistas europeus e lança programa inovador nos portos de Santos e Itajaí

A Autoridade Portuária de Santos (APS) recebeu, no início deste mês, especialistas da Universidade de Tecnologia de Delft (Países Baixos) e da Autoridade Portuária de Hamburgo (Alemanha) para a promoção de uma agenda de reuniões e palestras que visaram, entre outros objetivos, a disseminação de informações e discussões acerca da navegação em lama fluida, com base nos resultados de pesquisas realizadas em portos europeus.

“As atividades realizadas ao longo da semana com os especialistas da Holanda e da Alemanha representam um marco no fortalecimento da cooperação internacional e na incorporação de conhecimento técnico de ponta ao setor portuário brasileiro”, afirma o presidente da APS, Anderson Pomini. “Iniciativas como essa consolidam a posição dos portos de Santos e Itajaí como protagonistas no desenvolvimento de soluções técnicas que servirão de referência para todo o Brasil”, completou Pomini.

A lama fluida é uma camada intermediária, situada entre a lâmina d’água e o fundo náutico consolidado, composta por uma mistura de água e sedimentos finos, como argila e silte. Sua principal particularidade é a densidade, que é maior do que a da água, mas ainda inferior à dos sedimentos consolidados. Por essa razão, essa camada não pode ser considerada, a priori, como fundo náutico real, mas sim como uma interface transitória que, em determinadas condições operacionais, pode ser navegável de forma segura.

Esse tipo de material é comum em regiões portuárias e estuarinas, podendo afetar diretamente a navegabilidade, a operação de embarcações e a eficiência das manobras. Além disso, sua presença pode representar um desafio para a realização das operações de dragagem.

Em alguns portos da Europa já existem pesquisas avançadas e critérios estabelecidos para a navegação em lama fluida, o que propicia a ampliação das profundidades operacionais sem a necessidade de dragagens constantes, reduzindo custos e impactos ambientais. A adoção de modelos baseados em fundos náuticos, como os estudados nos portos de Hamburgo e Rotterdam, tem demonstrado que é possível compatibilizar a segurança da navegação com a eficiência operacional, desde que haja monitoramento contínuo e entendimento preciso do comportamento dessa camada.

A agenda conduzida pela comitiva, que também contou com técnicos da área de infraestrutura aquaviária da APS, envolveu a realização de apresentações e visitas aos portos de Santos e de Itajaí, além de uma passagem pela Universidade de São Paulo (USP). Também foram realizados testes em campo para a coleta de amostras de lama fluida, com equipamento trazido pelos especialistas da Autoridade Portuária de Hamburgo, nunca antes utilizado no Brasil.

Workshop

Um workshop realizado na sede da APS no dia 08 de abril último contou com o apoio do grupo Young Professionals (YP) da Pianc Brasil, entidade internacional responsável por estabelecer diretrizes para infraestruturas de transporte aquaviário. O evento promoveu o contato direto entre pesquisadores e profissionais do setor portuário, em resposta à crescente demanda por estudos técnicos que abordem a viabilidade da navegação na lama fluida e a otimização das operações de dragagem.

Na ocasião, o oceanógrafo Mauricio Bernardo Gaspar Filho e os engenheiros civis Matheus T. Novaes e Felipe B. Fray, integrantes do quadro técnico da APS, lançaram o Programa Pride (sigla de Program for Research and Innovation in Dredging Engineering). O programa será conduzido pela APS com o objetivo de compreender, de forma aprofundada, a dinâmica sedimentar e os processos naturais e antrópicos que influenciam diretamente as características do fundo náutico dos complexos portuários sob sua gestão. A iniciativa visa, principalmente, à geração de conhecimento técnico necessário para propor melhorias procedimentais e tecnológicas aplicáveis às operações de dragagem, tornando-as mais eficientes, econômicas e sustentáveis.

Sobre o avanço dos estudos sobre lama fluida no Brasil, Alex Kirichek, professor e pesquisador da TU Delft, afirmou: “A troca de conhecimento entre instituições brasileiras e europeias desempenha um papel vital no avanço da gestão portuária sustentável. Dadas as condições sedimentares complexas e únicas do Brasil, o desenvolvimento de critérios globalmente aceitos para a navegação segura em ambientes com lama fluida tem o potencial de transformar significativamente as abordagens tradicionais de dragagem. Nossa delegação da União Europeia está altamente impressionada com a dedicação técnica da APS e vê essa iniciativa como um passo crucial em direção a soluções inovadoras e específicas para o contexto, adaptadas aos desafios marítimos distintos do Brasil.”

Como próximos passos para tratar do tema, a APS buscará a formalização de parcerias nacionais e internacionais com universidades, centros de pesquisa e outras autoridades portuárias, visando à realização de estudos técnicos, os quais serão amplamente divulgados para a comunidade científica e portuária.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação, Notícias

Faturamento com exportações de carne suína em 13 dias úteis chega a 83,94% do total de abril/24

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta terça-feira (22), as exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada, até a terceira semana de abril (13 dias úteis), o faturamento com os embarques da proteína já atingiram 83,94% do total registrado em abril de 2024.

A receita obtida até este momento do mês, US$ 186.835,474 representa 83,94% do total arrecadado em todo o mês de abril de 2024, que foi de US$ 222.574,605. No caso do volume embarcado, as 75.027,3 toneladas representam 77,55% do total registrado em abril do ano passado, quantidade de 96.743,743 toneladas.

O faturamento por média diária até a terceira semana de abril foi de US$ 14.371,959, quantia 42,1% a mais do que abril de 2024. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 14,22% observando os US$ 12.582,640, vistos na semana passada.

No caso das toneladas por média diária, foram 5.771,330, houve elevação de 31,2% no comparativo com o mesmo mês de 2024. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se incremento de 11,42%, comparado às 5.179,417 toneladas da semana passada.

Já o preço pago por tonelada, US$ 2.490,233, é 8,2% superior ao praticado em abril passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa avanço de 2,50% em relação aos US$ 2.429,354 anteriores.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Controles de exportação da China reduzem envio de minerais críticos

Para qualquer item da lista de controle, exportadores devem solicitar licenças, processo pouco transparente que permite que Pequim domine a situação

Os controles de exportação da China sobre três metais importantes para os setores de defesa e de chips estão mantendo os embarques em níveis historicamente baixos apesar dos preços elevados no mercado global, à medida que Pequim flexibiliza seu controle sobre a cadeia de suprimentos de minerais.

A China é o maior produtor mundial de antimônio, germânio e gálio, que desempenham papéis nichados mas vitais nos segmentos de energia limpa, fabricação de chips e defesa.

Desde 2023, Pequim tem gradualmente adicionado os metais à sua lista de controles de exportação. Em dezembro, proibiu as exportações para os Estados Unidos.

Para qualquer item da lista de controle, os exportadores devem solicitar licenças, um processo pouco transparente que permite que Pequim exerça o domínio que construiu durante anos sobre a mineração e o processamento de minerais importantes.

Novos dados alfandegários divulgados no domingo (20) reforçaram um padrão que vem se formando desde que os controles foram impostos: as exportações caíram e alguns compradores, especialmente na Europa, foram excluídos da cadeia de suprimentos.

As exportações de produtos de antimônio e germânio no primeiro trimestre caíram 57% e 39%, respectivamente, em comparação com o ano anterior.

As exportações de gálio em março atingiram o nível mais baixo desde outubro de 2023. As remessas trimestrais aumentaram em relação ao ano passado, mas a tendência atual ainda está bem abaixo de 2022, o último ano completo antes das restrições.

Os minerais que são exportados, no caso do antimônio, estão indo para um conjunto menor de países.

Após um hiato de cinco meses, pequenas remessas de antimônio foram enviadas para a Bélgica e a Alemanha em março, mas as exportações ficaram bem abaixo dos níveis históricos. Compradores grandes e antigos, como a Holanda, não recebem remessas desde setembro.

O padrão observado para os três metais levanta questões sobre quantas licenças de exportação a China aprovará para os sete elementos de terras raras que adicionou à lista de controle este mês — e com que rapidez.

Exportadores dizem prever uma espera de meses pelas licenças e até mais tempo se estiverem vendendo para os Estados Unidos.

Não houve exportações de antimônio para os Estados Unidos desde setembro do ano passado e nenhuma desde 2023 para germânio e gálio.

A redução das exportações da China fez com que consumidores estrangeiros se esforçassem para obter os materiais, elevando os preços, o que, por sua vez, sustentou os preços na China.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Logística, Negócios

Trump diz que fará acordo com a China sobre tarifas

Diante a guerra tarifária entre os Estados Unidos e a China, nesta quinta-feira (17), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que fará um acordo comercial com o país asiatico. 

Segundo Trump, a China buscou os Estados Unidos para dialogar. Em coletiva com jornalistas na casa presidencial, o republicao informou que ” nós faremos um acordo com a China”

Apesar do comunicado, Trump não revelou detalhes sobre o diálogo e preferiu esconder se falou diretamente com o presidente chinês Xi Jinping, mas disse aos repórteres q

Ainda escondendo o jogo, o presidente americano informou que não tem prazo para sair um acordo. Trump disse que os EUA teriam “muito tempo” para discutir, e que pode avançar com algo nas próximas três ou quatro semanas. 

Por fim, o governante informou que não estaria mais inclinado a subir novamente as tarifas. Afirmando que as tarifas americanas sobre a China podem não aumentar mais. 

Fonte: BNews

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