Comércio, Informação

O impacto silencioso da gripe aviária

Recentemente, o país sofreu o impacto da gripe aviária nas granjas brasileiras. A doença é causada pelo vírus Influenza tipo A, altamente contagioso, que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos. O primeiro caso foi registrado em maio de 2025, no Rio Grande do Sul, sendo a primeira ocorrência em uma granja comercial no Brasil.

Após a confirmação, o país adotou medidas protetivas voltadas à segurança sanitária. Foi decretado estado de emergência zoossanitária e implementadas ações emergenciais nas zonas de proteção e de vigilância ao redor do foco da ocorrência. Devido às medidas adotadas tanto pelo Brasil quanto por países com os quais mantém relações comerciais, o país enfrentou 28 dias de restrição e suspensão nas exportações de carne de frango, mantendo um plano de vigilância ativo para controle da doença.

Repercussões no mercado interno e dinâmica dos preços

Embora o incidente tenha sido pontual, restrito a um único estado e sem resultar em contaminação em massa, suas repercussões no mercado interno foram significativas. A divulgação da gripe aviária causou uma reação inicial intensa no mercado, gerando especulações sobre as medidas a serem adotadas e seus possíveis efeitos. Isso provocou uma movimentação seguida por uma queda nos preços.

No segmento do farelo de soja, a notícia da gripe aviária agravou uma tendência de queda já em curso, impulsionada também por uma safra recorde. A redução na demanda por farelo de soja destinado à nutrição animal, diretamente associada à gripe aviária, resultou em excedente de produto no mercado, pressionando ainda mais os preços. Mesmo com o fim do recesso sanitário, não há, até o momento, expectativa de recuperação dos preços, em razão da alta disponibilidade do produto.

O mercado de farinha, intimamente ligado ao de farelo, também foi afetado. Os preços caíram devido ao volume excedente de farelo e à queda na demanda, agravada pela ampla oferta de produtos.

Implicações no esmagamento de soja

Adicionalmente, a gripe aviária contribuiu para a redução no volume de esmagamento de soja. A atratividade dos preços tanto do óleo de soja (produto) quanto do farelo de soja (coproduto) diminuiu, com ambos registrando queda na demanda. A demanda por óleo de soja foi impactada pelo consumo de biodiesel, enquanto a do farelo foi afetada diretamente pela gripe aviária.

Em contrapartida, o preço do grão de soja aumentou, impulsionado pela demanda chinesa. Essa combinação de fatores tornou o esmagamento de soja economicamente desfavorável no período analisado.

Em suma, embora o surto de gripe aviária no Brasil, em maio de 2025, tenha sido prontamente contido por meio de rigorosas medidas sanitárias e restrições temporárias às exportações, seus efeitos no mercado interno foram expressivos. A confirmação da doença provocou especulações e levou à queda nos preços de commodities como o farelo de soja, que já enfrentava um cenário de safras recordes. A diminuição da demanda por nutrição animal e a elevada oferta de produtos acentuaram a desvalorização dos preços do farelo e da farinha. Além disso, a gripe aviária, aliada à baixa demanda por óleo de soja e ao aumento no preço do grão de soja devido à procura chinesa, desempenhou um papel importante na retração das operações de esmagamento de soja no país.

Fonte: AviSite

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Exportação, Portos

Com 44% da exportação nacional de frango, Porto de Paranaguá é o principal exportador de carnes brasileiras 

Mais de 1,2 milhão de toneladas de carnes de frango, bovina e suína foram embarcadas entre janeiro e maio deste ano 

A Portos do Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras de proteína animal congelada, atingindo 35,1% do total nacional nos cinco primeiros meses de 2025. Com esse desempenho, o porto mantém o título de maior corredor exportador de carnes do Brasil. Entre janeiro e maio, foram embarcadas 1.280.167 toneladas com destino a países como China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita, entre outros. 

O volume representa um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, considerando as remessas de carnes de frango, bovina e suína.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango, com destaque para o Paraná, estado líder em produção. O Porto de Paranaguá concentra o maior terminal exportador de aves congeladas do planeta, responsável por 44,1% de toda a produção nacional enviada ao exterior — mais que o dobro da participação do Porto de Santos, que registrou 20,9%. Em 2024, Paranaguá respondeu por 48% das exportações brasileiras de aves de corte.

“Esses resultados são fruto de uma administração dedicada à execução inteligente das operações e a investimentos logísticos consistentes. É um trabalho construído com o apoio de toda a comunidade portuária. O aumento da profundidade do nosso canal, por exemplo, permite embarcar mais carga sem elevar os custos operacionais para quem exporta. É mais por menos”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

De janeiro a maio deste ano, os embarques de aves congeladas aumentaram 2,5%, mesmo diante das restrições impostas por alguns países em razão de um caso isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul. Foram movimentadas 923.477 toneladas, ante 900.909 toneladas registradas no mesmo período de 2024.

Exportação de carne bovina cresce mais de 50% até maio

Paranaguá também se destaca nas exportações de carne bovina, com a segunda maior movimentação entre os terminais brasileiros. Até maio, houve um crescimento expressivo de 50,9% em relação ao ano anterior, passando de 183.570 toneladas para 276.969 toneladas.

“Somos a principal porta de saída para as carnes de frango, bovina e suína do Brasil. Isso comprova a eficiência dos portos do Paraná. Temos estrutura para diversos tipos de carga, e esses números evidenciam nosso papel como corredor logístico multipropósito. O que o Paraná e o Brasil produzirem, temos capacidade de exportar”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

Produção pecuária impulsiona desempenho

O Paraná lidera a produção nacional de proteína animal, com destaque para a carne de frango, responsável por 34,6% da produção brasileira no acumulado de janeiro a março de 2025, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em relação à carne suína, o estado ocupa a segunda posição, com 21,9% do total nacional, no mesmo período. 

Já na pecuária bovina, embora com participação menor, o Paraná apresentou crescimento no primeiro trimestre: foram 354 mil cabeças abatidas entre janeiro e março, um acréscimo de 14,2 mil em relação ao mesmo período de 2024 — equivalente a 3,6% da produção nacional.

De acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura do Paraná (SEAB), em 2024 o Paraná abateu mais de 2,2 bilhões de cabeças de frango, 12,4 milhões de cabeças de suínos, quase 629 mil bovinos e produziu mais de 180 mil toneladas de peixes.

Essa capacidade produtiva movimenta intensamente a cadeia industrial. O estado reúne uma das maiores estruturas do país dedicadas ao abate e ao processamento de carnes, com 557 empresas atuando no setor.

“Todo esse complexo produtivo requer um equipamento logístico marítimo eficiente que garanta a entrega com a maior precisão possível”, conclui Garcia.

Fonte: Portos do Paraná

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Exportação

Exportações de carne de frango caem 22%

As exportações brasileiras de carne de frango caíram 22% nas três primeiras semanas de junho. O preço médio se manteve em torno de USD 1.800 por tonelada, sem variações significativas em relação ao mesmo período do ano anterior.

A queda ocorre em um contexto de alerta sanitário devido à gripe aviária, que levou à imposição de restrições por parte de vários dos principais mercados importadores do Brasil.

Destinos-chave fora do mercado

China, União Europeia, Argentina, Uruguai e outros países mantêm suspensas suas compras de carne de frango brasileira. Ao todo, 15 destinos impõem restrições ao conjunto do país.

A essa lista somam-se outros 15 países que apenas limitam as importações vindas do estado do Rio Grande do Sul, onde foi detectado um surto em estabelecimentos comerciais no dia 19 de maio.

Impacto no Uruguai

No caso do Uruguai, as importações de carne de frango brasileira foram estáveis até abril. No entanto, em maio caíram 65% devido às restrições sanitárias.

Sinais de recuperação

Segundo informou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o Brasil recuperou o status de país livre de gripe aviária. Como resultado, seis países já suspenderam as restrições: Coreia do Sul, Bolívia, Marrocos, Sri Lanka, República Dominicana e Iraque.

Perspectivas do setor

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango. As restrições afetam tanto a logística de exportação quanto as receitas do setor de carnes, que é fundamental para a economia do país.

As autoridades e os produtores esperam que a recuperação do status sanitário impulsione a reabertura de mais mercados. Enquanto isso, o setor enfrenta um cenário de preços estáveis, porém com forte queda no volume exportado.

Fonte: Todo Logística News

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Agricultura, Exportação

Exportações brasileiras de soja em grão devem atingir quase 15 milhões de toneladas em junho, aponta Anec

Segundo relatório semanal divulgado nesta terça-feira (24) pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deve exportar 14,986 milhões de toneladas de soja em grão em junho. O volume representa um aumento em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 13,829 milhões de toneladas.

Farelo de soja tem leve queda nas exportações
As exportações de farelo de soja, por sua vez, devem somar 1,923 milhão de toneladas neste mês. O número é inferior ao registrado em junho de 2024, quando o país embarcou 2,047 milhões de toneladas do produto.

Milho também apresenta recuo nos embarques
Já as exportações de milho estão projetadas em 828,959 mil toneladas para junho, volume abaixo das 982,812 mil toneladas embarcadas no mesmo mês do ano passado.

Panorama geral
Os dados divulgados pela Anec indicam que, apesar do crescimento expressivo nos embarques de soja em grão, os volumes de farelo e milho seguem abaixo dos patamares registrados no ano anterior para o mesmo período.

Fonte: MinutoMT

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Comércio Exterior, Exportação, Industria

Setor moveleiro debate estratégias para ampliar mercados de exportação

Indústrias estudam impactos de tarifas e da economia norte-americana nas vendas externas; EUA são principal destino das exportações do segmento em SC, com 48,4% do total em 2024

 A indústria de móveis de Santa Catarina acompanha o desempenho das exportações do setor e avalia estratégias para vencer potenciais desafios diante do comportamento da economia dos Estados Unidos – principal comprador externo de móveis de madeira do estado. O país foi o destino de 48,4% das exportações catarinenses em 2024.

Em reunião da Câmara da Indústria do Mobiliário da Federação das Indústrias de SC (FIESC) realizada nesta quinta (26), a presidente da Câmara de Comércio Exterior, Maria Teresa Bustamante, destacou que desde o tarifaço e da abertura de uma investigação pelo governo dos EUA para avaliar o impacto das importações de madeira e seus derivados na segurança do país – a chamada seção 232, o segmento vem estudando estratégias para os desafios decorrentes da elevação de tarifas.

Estudo da FIESC aponta ainda que uma possível desaceleração da economia norte-americana também poderá ter efeitos sobre as encomendas de produtos brasileiros, já que a expectativa é de que, com uma inflação maior por lá e uma manutenção de juros, haveria redução de demanda. 

A despeito da concentração de vendas aos Estados Unidos, Maria Teresa destaca que as exportações catarinenses de móveis de madeira têm destinos diversificados. “O setor tem uma clara capacidade de abertura de mercados, o que se reflete em oportunidades para ampliar essas parcerias e reduzir o impacto das exportações para os Estados Unidos”, afirmou.

Potência no estado

Análise da FIESC mostrou ainda o forte encadeamento produtivo local do setor de móveis, evidenciando ainda mais a relevância do segmento para o estado. O estudo mostra que 65% dos insumos do segmento têm origem em SC, e 43% da produção tem como destino o consumo das famílias no próprio estado. A análise mostra que R$ 100 milhões em pedidos geram R$ 318 milhões em produção, capazes de se refletir na geração de 2,8 mil empregos.

Apesar do dinamismo do ramo, a atração e a formação de profissionais qualificados é um desafio. Para fortalecer a imagem do setor e apresentá-lo como atrativo para uma carreira, um o polo moveleiro do Planalto Norte criou o AMPLIA, com foco em construir estratégias que contribuam com a valorização e o desenvolvimento sustentável, através do aperfeiçoamento profissional, da qualidade de vida e da evolução tecnológica do setor moveleiro da região. “Com a participação das empresas e das entidades parceiras, estamos buscando soluções para oferecer qualificação e oportunidades de trabalho no setor, mostrando que é inovador, tecnológico e pode ser uma opção para os jovens entrarem no mercado de trabalho”, informa o vice-presidente da FIESC para o Planalto Norte e presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria do Mobiliário, Arnaldo Huebl.

Fonte: FIESC

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Internacional, Negócios

Missão à Ásia garante avanços nas negociações para a carne catarinense e exportação de grãos

O Estado de Santa Catarina deu um passo importante na consolidação de sua posição de destaque no agronegócio mundial ao encerrar a Missão Oficial à Ásia, liderada pelo governador Jorginho Mello. Com agendas estratégicas ligadas ao agronegócio no Japão e na China, a comitiva catarinense, que contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), Carlos Chiodini, da presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, apresentou os diferenciais de defesa sanitária animal, vegetal e do sistema produtivo que fazem do Estado uma referência nacional e internacional em sanidade.

A missão à Ásia reforça o posicionamento de Santa Catarina como parceiro estratégico em cadeias globais de valor, levando ao mundo produtos agropecuários de excelência, com rastreabilidade, qualidade e respeito aos mais exigentes protocolos internacionais. “Levamos aos mercados asiáticos a mensagem de que Santa Catarina está comprometida com a segurança dos alimentos, inovação e responsabilidade na defesa sanitária. Esses diferenciais nos garantem acesso aos mercados de mais de 150 destinos internacionais e representam cerca de 65% de todo o comércio exterior catarinense”, afirma o secretário.

Governo do Estado reforça pedido ao Japão para abertura de mercado de carne bovina 

No Japão, o Estado pleiteou a abertura do mercado japonês para a carne bovina catarinense, destacando os altos padrões de controles sanitários e o compromisso com a qualidade. Também foram reforçados os laços históricos com a Província de Aomori, que há mais de quatro décadas mantém uma cooperação ativa com Santa Catarina, especialmente no cultivo da maçã. No Japão, também foi assinada carta de intenções para ampliar exportação de grãos e desenvolver infraestrutura logística. 

Na China, além de visitas técnicas e trocas de experiências sobre logística e inovação, a delegação catarinense reforçou o pedido de retomada das exportações de carne de frango do Estado, após a suspensão temporária devido o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), em granja comercial, no Rio Grande do Sul – atualmente declarado erradicado. Nesse sentido, também foi realizada visita estratégica no escritório da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). 

“A missão fez escalas em dois mercados decisivos para o agro, apresentando o conceito da defesa sanitária praticado por Santa Catarina nos dias atuais: científica, tecnológica, assertiva e disciplinada. Com isso, novos mercados se abrem e acordos bilaterais podem ser flexibilizados, devido à segurança técnica, o que nos deixa sempre na linha de preferência nas mesas de negócios”, avalia a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Diferenciais 

Desde 2007, Santa Catarina é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, sendo o 1º Estado a conquistar esse reconhecimento no Brasil. Em 2015, alcançou mais um marco: o reconhecimento como Zona Livre de Peste Suína Clássica (PSC). O Estado catarinense tem a menor prevalência de Brucelose e Tuberculose bovina, no Brasil, e o único com identificação individual (rastreabilidade) de todos os bovinos e bubalinos, além de ser livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na produção comercial avícola.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Comércio Exterior, Exportação

Gripe aviária: 16 países retiram embargo à exportação brasileira de carne de aves

Governos federal e estadual negociam liberação de outros países, como a China

Com o fim do estado de emergência devido ao caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, em maio, ao menos 16 países retiraram as restrições de exportação da carne de aves brasileiras, disse o Ministério da Agricultura na terça. Entre os principais clientes, a China ainda mantém a suspensão total.

Entre os países que retiraram o embargo ao frango do Brasil estão: Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã. O Japão limitou a suspensão às cidades de Montenegro (RS), onde teve o caso de gripe aviária, Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO).

Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia também mantiveram embargo parcial, restrito às carnes de aves produzidas em Montenegro. Outras suspensões de compra foram limitadas ao estado do Rio Grande do Sul, em medida adotada por 19 países, entre eles Arábia Saudita, Coreia do Sul, Cuba, México, Reino Unido, Rússia e Ucrânia.

O embargo total das exportações do Brasil segue mantido por 15 países. A retomada é esperada desde a portaria do governo federal publicada na quarta passada, que declarou o fim do estado de emergência zoossanitária em Montenegro (RS), em função do foco detectado de gripe aviária.

A retomada é esperada desde a portaria do governo federal publicada na quarta-feira passada, que declarou o fim do estado de emergência zoossanitária em Montenegro (RS), em função do foco detectado de gripe aviária. 

“Com o encerramento do período de vazio sanitário e sem novas ocorrências, o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas e informou à OMSA [Organização Mundial de Saúde Animal], recuperando novamente o status de livre da doença”, explicou o ministério. 

Governador pede retomada das exportações de frango de SC para a China

Em missão na Ásia com comitiva catarinense, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), aproveitou a reunião com o vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China, Zhao Zenglian, para pedir a retomada das exportações de carne de frango do estado ao mercado chinês. O encontro foi na terça-feira.

Santa Catarina é o segundo maior exportador brasileiro de carne de frango para a China. O foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul fez o governo chinês, a exemplo de outros países, suspender temporariamente as compras de frango do Brasil, como medida preventiva. 

O governador citou o exemplo do Japão, reconhecido com um dos sistemas sanitários mais rigorosos do mundo, que decidiu manter as importações de carne de frango de Santa Catarina por entender que o foco da doença está restrito a uma única cidade do Rio Grande do Sul.

“Nós somos o estado que mais cuida da sanidade animal. Eu não tenho dúvida de que os chineses também entenderam o valor que damos ao sistema de defesa agropecuária de excelência que entregamos ao mundo com um trabalho sério de prevenção”, destacou Jorginho. 

O pedido foi reforçado pelo secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, que integra a comitiva catarinense. “Nosso compromisso é reforçar, com base em evidências técnicas e diálogo institucional, que Santa Catarina oferece segurança para a retomada das exportações de carne de frango”, comentou. 

Há previsão de as autoridades chinesas visitarem o estado pro avanço das negociações. Para evitar travar exportações, o estado defende a regionalização diante de casos de focos sanitários. Com o critério adotado em países como o Japão, regiões do país não afetadas por foco de doença manteriam o comércio internacional de produtos de origem animal. 

Complexo de Itajaí

Os países asiáticos são grandes compradores de proteína animal brasileira. No primeiro trimestre deste ano, a China importou 140 mil toneladas de carne de frango e outras 53,4 mil toneladas de carne suína. Santa Catarina é responsável por metade da produção de cortes suínos exportados pelo país e está entre os maiores na avicultura também. 

O complexo portuário de Itajaí é fundamental no escoamento das exportações brasileiras de frango e carne suína, com mais da metade das operações dos produtos saindo pelos portos de Itajaí e Navegantes. 

Conforme o governo do estado, não houve impactos significativos na exportação de carne de aves no balanço até maio. Os dados de junho ainda serão divulgados. “A Sobre os impactos no complexo, a Portonave explicou que acompanha atentamente o cenário da gripe aviária no país e seus impactos nas exportações. “Monitoramos os desdobramentos e aguardamos a normalização das operações no comércio exterior”. Já a JBS Terminais preferiu não comentar o assunto e a Superintendência do Porto de Itajaí ainda não se manifestou. 

Situação dos embargos ao frango brasileiro

Retirada da suspensão

Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã

Suspensão total do Brasil

Albânia, Argentina, Canadá, Chile, China, Filipinas, Índia, Macedônia do Norte, Malásia, Mauritânia, Paquistão, Peru, Timor-Leste, União Europeia e Uruguai 

Suspensão restrita ao Rio Grande do Sul 

África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Cuba, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia

Suspensão restrita à cidade de Montenegro (RS)

Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia

Suspensão restrita a Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO) 

Japão

Suspensão limitada à zona sanitária específica 

Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suriname e Uzbequistão

Fonte: Diarinho

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Agronegócio, Exportação

Receita com exportações de carne bovina da Argentina cresce 30% em maio/25

As exportações de carne bovina in natura da Argentina atingiram quase 53.800 toneladas em maio/25, gerando receita total de US$ 293,6 milhões, segundo informa o portal do Clarín, com base em dados do Consórcio de Exportadores de Carne da Argentina (ABC).

Em comparação com maio de 2024, os volumes exportados no mês passado caíram 3,8%. No entanto, considerando a mesma base de comparação, o faturamento obtido foi 30% maior, refletindo uma recuperação nos preços médios (as cotações da carne brasileira também têm registrado recuperação no exterior ao longo de 2025).

O valor médio da proteína argentina atingiu US$ 5.459/tonelada em maio/25, 7,9% a mais que em abril/25 e 35,1% superior ao preço médio de maio/24.

Na comparação com abril/25, os embarques de maio/25 apresentaram um leve aumento de 1,4%, enquanto a receita subiu 9,4% na mesma base de comparação

No entanto, os US$ 5.459/tonelada obtidos em maio/25 pelos exportadores argentinos estão US$ 840 abaixo dos picos registrados em abril de 2022.

Confira a seguir um histórico das exportações argentinas de carne bovina a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Argentinas de Carne Bovina | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

China comprou mais de 70% do total embarcado

Assim como o setor brasileiro de exportação de carne bovina in natura, a China continua sendo o mercado mais importante para a proteína argentina.

Em maio/25, o mercado chinês representou 70,9% do volume total exportado pela Argentina – uma dependência ainda mais forte que a apresentada pelo Brasil, que direciona ao país asiático em torno de 50% de tudo que embarca anualmente.

No mês passado, informa o Clarín, a China comprou da Argentina 13.600 toneladas de carne bovina com osso, no valor de US$ 27 milhões, e outras 24.500 toneladas de carne sem osso, avaliadas em US$ 117,7 milhões.

No total, o mercado chinês representou 67% das exportações acumuladas nos primeiros cinco meses de 2025, acrescenta a reportagem.

No entanto, o preço médio de venda da carne bovina argentina para a China ficou em US$ 4.802/tonelada em maio/25, bem longe dos US$ 5.900 atingidos em maio de 2022.

Resultado no acumulado do ano

Entre janeiro e maio de 2025, a Argentina exportou 250,4 mil toneladas de carne bovina resfriada e congelada, avaliada em US$ 1,262 bilhão, o que representa uma queda de 20,6% sobre igual intervalo do ano passado.

Porém, em receita, houve aumento de 4,9% nos embarques, considerando a mesma base de comparação.

Miúdos em ascensão

Além da carne resfriada e congelada, as exportações de miúdos bovinos e produtos preparados da Argentina apresentaram bom desempenho, relata o Clarín.

Em maio/25, foram embarcadas 9.200 toneladas, gerando receita de US$ 16,6 milhões, a um preço médio de quase US$ 1.820 por tonelada. Entre os produtos de destaque, estavam as línguas bovinas, com picos de quase US$ 3.500 por tonelada.

Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas de miudezas totalizaram 48.300 toneladas e geraram receitas de US$ 83,5 milhões.

Fonte: Portal DBO

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Exportação, Exportadores agrícolas, Importação

Exportações agrícolas na Argentina sobem 7,2%, enquanto importações crescem 42,8%

As exportações da potência agrícola da Argentina cresceram 7,2% no último período, atingindo um recorde para o período, conforme anunciou o ministro da Economia, Luis Caputo, em postagem na plataforma X. Apesar do crescimento nas vendas ao exterior, as importações do país aumentaram expressivos 42,8%, o que reduziu o impacto positivo do aumento das exportações no saldo comercial.

Impacto no comércio exterior argentino
De acordo com o Ministério da Economia argentino, o aumento nas exportações agrícolas reflete a forte demanda internacional por produtos do setor. Contudo, o crescimento momentâneo das importações compromete a balança comercial, apresentando desafios para a estabilidade econômica do país.

Segundo analistas, o aumento de 42,8% nas importações pode indicar uma retomada na economia ou uma necessidade de adquirir insumos essenciais, agravando o déficit comercial. A combinação desses fatores requer atenção das autoridades econômicas argentinas para equilibrar o comércio exterior.

Contexto econômico e perspectivas futuras
Dados recentes também apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina cresceu no primeiro trimestre, impulsionado pelo setor agrícola e por investimentos internos. A expectativa é que, com a manutenção do ritmo de exportações e controle das importações, o país possa avançar para uma maior estabilidade econômica, mesmo diante do aumento expressivo nas compras externas.

Para o ministro Luis Caputo, as marcas recordes nas exportações reafirmam a posição da Argentina como uma potência agrícola global, mas alertam para a necessidade de equilibrar o crescimento com uma política de importações mais controlada.

Fonte: Diário do Povo

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Exportação

Operações investigam irregularidades em cargas de soja e farelo para exportação

Ações contaram com apoio técnico do Mapa e resultaram em mandados de busca, apreensões e uma prisão em flagrante em seis municípios.

Operações coordenadas pela Polícia Federal, com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), investigam possíveis fraudes na comercialização de soja e farelo de soja destinados à exportação.

As ações, realizadas nesta terça-feira (17), visam coibir adulterações nos produtos, com foco em cargas que sairiam do país por meio do Porto de Paranaguá e outros pontos estratégicos.

Cargas de soja e farelo

As operações contaram com o apoio técnico do Programa Vigifronteiras e do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (SIPOV/PR). Equipes do ministério atuaram em ações de fiscalização e apoio a diligências, com foco no cumprimento de mandados de busca e apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos.

Foram executadas 15 ordens judiciais nos municípios de Cuiabá (MT), Toledo (PR), São José dos Pinhais (PR), Paranaguá (PR), Pontal do Paraná (PR) e Morretes (PR). Uma prisão em flagrante foi registrada durante a operação.

A atuação do Mapa se insere em um conjunto mais amplo de medidas contra irregularidades no setor. Em abril, 6,8 milhões de quilos de soja e farelo foram apreendidos por suspeita de adulteração.

Já em junho, uma nova fiscalização conjunta no Porto de Paranaguá localizou 39,2 mil quilos de farelo de soja contaminado com areia, serragem e mofo.

As ações reforçam o compromisso do governo federal com a integridade dos produtos agropecuários destinados à exportação, buscando garantir a segurança alimentar, a sanidade vegetal e a credibilidade do Brasil no comércio internacional.

As investigações seguem com análise do material apreendido, e novas medidas poderão ser adotadas com base nos desdobramentos.

Fonte: Agro 2

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