Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Exportações de pescados têm alta de 1.300% em cinco anos

Em cinco anos, as exportações de pescados, especialmente a tilápia, registraram crescimento de 1.300%. Ou seja, de 187 toneladas de peixes no primeiro quadrimestre de 2020 para 2,7 mil toneladas no mesmo período de 2025. A informação consta no mais recente boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab).

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de peixes. O gráfico foi elaborado com recursos do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Peixes | Jan 2022 – Mar 2025 | TEUs

O volume exportado neste primeiro quadrimestre de 2025 também é 43% maior que no mesmo período de 2024. “Com o crescimento das exportações de peixes pelo Estado observa-se um ganho de importância no cenário nacional. No ano de 2020 as exportações de pescados do Paraná representavam pouco mais de 1% do total nacional, já no ano de 2024 esta participação subiu para 11,8%”, diz o documento preparado pelos técnicos do Deral.

Em relação ao faturamento, nos primeiros quatro meses de 2020 a exportação de pescados no Paraná registrou US$ 233,2 mil. Já no mesmo período de 2025 a receita foi de US$ 11,150 milhões, mostrando um aumento de mais de 4.600% em cinco anos.

O principal item exportado é a carne de tilápia, que representa 88% do total. Já o principal destino é os Estados Unidos que compram 87% do total exportado.

Suínos
O boletim apresenta uma análise que mostra o que seria necessário para que o Paraná assumisse a liderança no abate nacional de suínos, já que em 2016 ultrapassou o Rio Grande do Sul e se tornou o segundo no ranking brasileiro, superado apenas por Santa Catarina, que em 2024 abateu 16.861.673 animais, enquanto o Paraná abateu 12.420.115 suínos, uma diferença de 4.441.558 cabeças.

Frango
Segundo dados do Agrostat Brasil/Mapa, o Paraná manteve sua liderança como maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil no 1º quadrimestre de 2025. O Estado exportou 746,4 mil toneladas, um crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período de 2024 (693,7 mil toneladas).

A receita obtida foi de US$ 1,385 bilhão, 14,6% maior do que a registrada no ano anterior (US$ 1,208 bilhão). Esse aumento veio tanto do maior volume exportado quanto da valorização do preço médio da tonelada, que passou de US$ 1.741,45 em 2024 para US$ 1.855,35 em 2025, uma alta de 6,5%.

Fonte: O Maringá 

Ler Mais
Comércio, Exportação

Fornecedores de madeira manifestam preocupação com cenário comercial

Alterações teriam impacto na economia de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, afirma especialista


Uma eventual alteração comercial nas vendas de madeira para os Estados Unidos, pela imposição de novas tarifas pelo governo americano, poderia prejudicar a economia do Sul do Brasil. Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina se destacam entre os maiores exportadores do país.

“Esses Estados possuem polos madeireiros bem estruturados e que empregam muitas pessoas, o que significa que alterações comerciais significativas [como o tarifaço impostos pelos EUA] poderiam afetar diretamente a economia local”, afirma Jackson Campos, especialista em comércio exterior e diretor de relações institucionais da AGL Cargo.

De abril de 2024 a março deste ano, as exportações brasileiras de produtos de madeira para os Estados Unidos somaram US$ 1,58 bilhão, alcançando 1,66 milhão de toneladas. O Paraná contribuiu com US$ 643,5 milhões, o Rio Grande do Sul com US$ 392,5 milhões e Santa Catarina, com US$ 113,6 milhões.

As madeiras brutas, principalmente tábuas e ripas de pinus – muito utilizadas nas construções americanas -, representaram cerca de US$ 400 milhões das exportações. Já as madeiras serradas em pranchas totalizaram US$ 240,4 milhões. Os compensados, usados na construção civil e na produção de móveis, também foram bastante exportados, atingindo US$ 278 milhões no período analisado. As chapas de MDF, utilizadas principalmente pela indústria moveleira, registraram exportações próximas a US$ 86 milhões. Os dados são da LogComex, empresa de soluções tecnológicas em comércio exterior.

Segundo Campos, com o risco do aumento das tarifas pelos Estados Unidos, é importante que o setor madeireiro brasileiro esteja preparado para reagir rapidamente. “Isso significa investir em produtos com maior valor agregado, procurar outros mercados consumidores na Europa e na Ásia e otimizar processos logísticos para reduzir custos e manter competitividade”, afirma.

Por enquanto o setor não sentiu mudanças, pois as tarifas não estão aplicadas. De acordo com Carolina Telles Matos, gerente de relações Brasil-EUA da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), as exportações brasileiras para o mercado americano nos primeiros quatro meses de 2025 estão praticamente estáveis, com crescimento de 1,5% entre janeiro e abril de 2025 (US$ 587,1 milhões) na comparação com igual período do ano passado (US$ 578,3 milhões).

Entretanto, o superintendente da Associação Brasileira das Indústrias de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), Paulo Pupo, informa que em março a entidade recebeu a notícia de uma abertura de investigação, pelo governo dos Estados Unidos, sobre as importações de todos os produtos de madeira que, para a administração americana, poderiam representar potencial de ameaça à segurança nacional daquele país. “Caso o relatório final da investigação conduzida pela Secretaria de Comércio dos Estados Unidos, já em curso e com prazo de até 270 dias para conclusão, confirme a ameaça, poderão ser impostas sanções adicionais, incluindo a possível aplicação de tarifas adicionais aos 10% já impostos para os produtos brasileiros”, informa.

O setor está preocupado. Desde o primeiro anúncio das sobretaxas americanas, em 20 de fevereiro, a Abimci se movimentou para buscar informações junto aos órgãos competentes e canais oficiais, acompanhando a política tarifária e as negociações em curso, tentando medir os impactos para o setor madeireiro comercial entre os dois países.

A associação protocolou, em abril, sua defesa na investigação americana abrangendo quatro segmentos de produtos madeireiros: compensados, madeira serrada, molduras e portas, que têm maior volume de exportação para os Estados Unidos. “A argumentação da defesa busca demonstrar, por meio de dados comerciais e técnicos, que os produtos brasileiros não ameaçam a segurança nacional dos EUA. Pelo contrário, são essenciais para manter a cadeia de suprimento de vários setores consumidores, como por exemplo a da construção civil”, afirma Pupo.

No setor moveleiro, as vendas (móveis prontos e colchões) para os EUA recuaram quase 9% no primeiro trimestre, para US$ 48,2 milhões, mas a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) reitera que o país segue liderando as exportações. Sobre o tarifaço, Cândida Cervieri, diretora-executiva da entidade, afirma que o setor tem condições para não apenas enfrentar os desafios impostos pelo novo cenário comercial com os EUA, mas também para crescer com base na inteligência, diferenciação e construção de valor.

“O que está em curso não é apenas uma reorganização tarifária, mas uma disputa global por competitividade. E o Brasil, com sua base produtiva sólida, capital humano qualificado, design original e capacidade de inovação, tem tudo para ser um dos protagonistas neste novo momento, desde que conte com um apoio adequado também do poder público”, afirma.

Fonte: Valor International

Ler Mais
Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação

Nova atualização sobre a suspensão de exportações em razão da gripe aviária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa nova atualização das medidas adotadas por países importadores da carne de aves brasileira, em função da detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS). 

A atual situação é a seguinte: 

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka e Paquistão.

Suspensão para o Estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão e Ucrânia. A Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão decidiram retirar a suspensão do país todo e reduziram a restrição geográfica para o estado do Rio Grande do Sul. 

Suspensão para o município de Montenegro (RS): Emirados Árabes Unidos e Japão. 

O Mapa permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso. As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível. 

Aos consumidores o Mapa reitera o esclarecimento de que o consumo de carne de aves e de ovos não apresenta risco para a saúde. 

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Exportação, Tecnologia

Volkswagen do Brasil volta a exportar para a África com SUV mais vendido do país

A Volkswagen do Brasil retoma as exportações para a África. Os embarques ao continente tiveram início com um lote de 200 unidades do SUV compacto T-Cross para Camarões, Costa do Marfim, Gana, Madagascar, Ruanda e Senegal.

A expansão de mercados consolida a vocação da marca alemã como a maior exportadora do setor automotivo brasileiro, com mais de 4,3 milhões de unidades embarcadas em seu histórico.

O novo T-Cross é produzido em São José dos Pinhais (PR) e exportado a partir do Porto de Paranaguá (PR), com terminal próprio.

No ano passado, a Volkswagen movimentou 46.126 veículos – somando exportação e importação – pelo porto paranaense.

A Volkswagen do Brasil utiliza também os portos de Santos (SP) nos embarques para o Exterior, Suape (PE) e Vitória (ES), os dois últimos para distribuição no mercado interno.

O T-Cross é o SUV mais vendido do Brasil, com 26.493 unidades emplacadas de janeiro a abril deste ano e a terceira posição entre os carros de passeio.

Fonte: Gazeta de São Paulo

Ler Mais
Agronegócio, Exportação, Saúde

Atualização sobre a suspensão de exportações em razão da gripe aviária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em alinhamento com o compromisso com a transparência, informa a atualização das restrições temporárias impostas às exportações brasileiras de carne de aves, em decorrência da confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS).

Até o momento, as suspensões estão distribuídas da seguinte forma:

Suspensão total das exportações do Brasil: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, África do Sul, União Euroasiática, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão, Filipinas e Jordânia. 

Suspensão para o Estado do Rio Grande do Sul: Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão e Ucrânia.

Suspensão para o município de Montenegro (RS): Japão e Arábia Saudita.

O Mapa permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso. As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Comércio, Exportação

Exportações crescem 1,5% de janeiro até a 3° semana de maio

As exportações totalizam US$ 124,1 bi e as importações, US$ 102,1 bi, com saldo positivo de US$ 22 bi e corrente de comércio de US$ 226,2 bi

Somente na 3ª semana de maio de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,6 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,4 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7 bilhões e importações de US$ 5,4 bilhões.

No acumulado do mês, as exportações somam US$ 16,8 bilhões e as importações, US$ 12,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 29,35 bilhões.

De janeiro até a terceira semana de maio, as exportações totalizam US$ 124,1 bilhões (1,5%, pela média diária) e as importações, US$ 102,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 22 bilhões e corrente de comércio de US$ 226,2 bilhões. Essas e outras informações foram disponibilizadas nesta segunda-feira (19/5), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Comparativo mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de maio/2025 (US$ 1,5 bi) com a de maio/2024 (US$ 1,4 bi), houve crescimento de 6,3%. Em relação às importações houve crescimento de 9,4%, entre as médias da 3ª semana de maio/2025 (US$ 1,139 bi) com a do mês de maio/2024 (US$ 1,042 bi).

Assim, até a 3ª semana de maio/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,668 bilhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 388,36 milhões. Comparando-se este período com a média de maio/2024, houve crescimento de 7,6% na corrente de comércio.

Exportações Importações por Setor e Produtos

No acumulado das exportações, até a 3ª semana do mês de maio/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 17,65 milhões (5%) em Agropecuária; de US$ 30,48 milhões (8,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 41,98 milhões (5,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

Já em relação ao acumulado de importações, o desempenho dos setores pela média diária apresentou crescimento de US$ 124,65 milhões (13,5%) em produtos da Indústria de Transformação e queda em duas áreas: US$ 1,57 milhão (-6,5%) na Agropecuária e US$ 26,21 milhões (-30,9%) na Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Ler Mais
Agronegócio, Comércio, Exportação

Mercado de Feijões: Semana de valorização e exportações históricas

Na semana passada, o mercado registrou uma nova valorização no Feijão-carioca, com negócios reportados a até R$ 280 por saca de 60 quilos. Já o Feijão-preto continua em patamares mais baixos, variando entre R$ 110 e R$ 130 FOB nas lavouras do Paraná.

No cenário das exportações, o Brasil já superou, apenas nos primeiros meses de 2025, o volume anual de Feijão-preto exportado até 2023. Já são 22 mil toneladas embarcadas — a segunda maior marca anual da história — e ainda há muito a ser exportado até o fim do ano.

Considerando todos os tipos de Feijões, o Brasil alcançou, nos primeiros quatro meses deste ano, um total de 95 mil toneladas exportadas, gerando US$ 83 milhões em receita. Nunca exportamos tantos Feijões em quatro meses na história do Brasil.

O mungo preto, por sua vez, já ultrapassa as 30 mil toneladas exportadas para a Índia. Vale destacar que todo esse volume exportado não implicou em desabastecimento do mercado nacional. Pelo contrário, a exportação estimula a produção interna.

Fonte: Noticias Agrícolas 

Ler Mais
Exportação, Internacional, Mercado Internacional

Brasil e China Firmam Acordo para Expansão da Exportação de Etanol

A medida, que visa reforçar o comércio do biocombustível entre os dois países, ocorre em um momento de transição energética, com a China buscando alternativas aos combustíveis fósseis. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que após visitar a Rússia, chegará à China para formalizar o acordo, busca estreitar ainda mais as relações comerciais entre as duas nações.

Expansão das Exportações de Etanol

O Brasil, com uma sólida produção de etanol, vê na China uma oportunidade estratégica para expandir suas exportações. Atualmente, o país asiático importa etanol brasileiro para mistura com a gasolina, alinhando-se à sua política de transição energética, que busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

Crescimento das Exportações e Perspectivas Futuras

No primeiro semestre do ano passado, as exportações de etanol para a China totalizaram US$ 27 milhões. Embora o país asiático seja um produtor de biocombustíveis, sua crescente ênfase no desenvolvimento de energia elétrica abre um espaço considerável para a importação de etanol, especialmente do Brasil, um dos maiores produtores mundiais da commodity.

A Relação com os Estados Unidos e o Desafio das Tarifas

O etanol brasileiro também figura como um ponto central nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O governo de Donald Trump sinalizou a possibilidade de estabelecer cotas comerciais para alumínio e aço, desde que o Brasil reduza o imposto de importação sobre o etanol. No entanto, esse tema gera resistência no mercado interno brasileiro, que enfrenta dificuldades para se adaptar às mudanças propostas.

A assinatura do protocolo de intenções com a China reflete a crescente importância do etanol brasileiro no mercado global. O governo brasileiro, por meio dessa ação, busca não apenas aumentar suas exportações, mas também consolidar uma posição estratégica no comércio de biocombustíveis, diante das novas demandas energéticas globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Ler Mais
Comércio, Comércio Exterior, Exportação, Mercado Internacional

Vendas brasileiras para China concentram-se em commodities

As exportações brasileiras para a China crescem de forma sólida, mas sofrem de uma espécie de maldição. Concentram-se ainda em commodities (soja, petróleo e minério de ferro). Especialistas há muito se perguntam quando o Brasil conseguirá melhorar a qualidade dessa pauta comercial, especialmente com produtos industriais. Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), é direto ao responder a essa questão.

“Sim, essa diversificação já está em curso, mas ainda há grande espaço para avançar, especialmente em produtos de maior valor agregado. Um exemplo evidente são os produtos das cadeias agroindustriais, que já são altamente competitivos e têm maior nível de complexidade tecnológica, como alimentos e bebidas, com ganhos de mercado de marcas brasileiras, produtos do complexo industrial da saúde e também outros produtos industriais”, afirma Alckmin.

O ministro argumenta que a participação dos bens de consumo duráveis e não duráveis nas exportações para a China passou de menos de 3% em 1997 para cerca de 8% em 2024. E aponta o crescimento do número de empresas brasileiras que exportam para lá. Nos últimos 16 anos, houve um aumento médio de 5% ao ano, diz. No caso das micro e pequenas empresas, esse crescimento chegou a 15% ao ano desde 2014.

Paulo Feldmann, professor de da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP), tem uma visão mais matizada. Ele diz que o Brasil não está conseguindo ter vantagens competitivas em outros segmentos além do setor agrícola ou de minerais. “A gente vai continuar exportando esses mesmos produtos em que o Brasil é consagrado, mas que não são o ideal.”

Ele atribui isso a um problema de políticas públicas. “Não somos um país que planeja o futuro. O que o Mdic está fazendo é muito legal, mas política industrial não pode ter horizonte curto. Precisamos fazer como os países asiáticos, que estão adotando planos 20 anos para a frente.”

É uma questão de aproveitar melhor sinergias e oportunidades, defende o economista. “A China quer liderar o movimento dos países do sul global, região que tem a oferecer uma riqueza incrível das florestas, fundamental para a indústria farmacêutica, para produtos agrícolas, alimentos. O princípio ativo dos remédios é cada vez mais encontrado na biodiversidade das florestas tropicais. O que o Brasil está fazendo na área? Poderia ser um grande produtor de remédios. Mas essas coisas não caem do céu”, critica.

Ele também aponta a falta de mão de obra. “Você não pode avançar na área de biotecnologia se não tiver a formação de recursos humanos altamente capacitados”.

Outros especialistas apontam que o Brasil tem dificuldades para competir na exportação de produtos manufaturados para a China porque precisa concorrer com países asiáticos que recebem investimentos intensivos chineses na cadeia de suprimentos, como o Vietnã. E setores industriais apontam que ainda há barreiras para a entrada de produtos brasileiros.

Relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado no ano passado apontou que a China é o principal mercado a impor barreiras às exportações brasileiras, depois da Europa. Isso mostra a importância da ação comercial e diplomática, como o governo brasileiro tem tentado exercer, a exemplo da próxima viagem do presidente Lula a Pequim.

Porém, a pauta exportadora ligada ao agronegócio evolui, segundo analistas. Há um aumento na venda de café processado, por exemplo. E o avanço da exportação de carne, que afinal é indústria de transformação (crescimento de 48% em quatro anos, de US$ 4 bilhões para US$ 5,9 bilhões entre 2020 e 2024). Uma alta respeitável, ainda que não se compare à grande expansão da exportação de petróleo, por exemplo, que chegou a quase 76% no mesmo período, atingindo um volume de quase US$ 20 bilhões no último ano.

Uma segunda área em que o Brasil poderia se destacar, na opinião de Feldmann, é a de energias renováveis. “O Brasil é um dos maiores produtores de eletricidade via fontes renováveis.” Para ele, o país deveria se voltar à produção de equipamentos e produtos ligados ao setor. Inclusive para o hidrogênio verde. “O transporte do hidrogênio verde é que é um grande problema tecnológico, mas vai ser resolvido nos próximos anos. Poderá ser transportado daqui a uns cinco ou dez anos. Enquanto isso, pode ser produzido e usado no Brasil.”

Alckmin concorda que o Brasil tem um potencial competitivo relevante na agenda de sustentabilidade, o que pode se tornar um diferencial decisivo frente a outros países. E defende a política de neoindustrialização lançada pelo seu ministério, a Nova Indústria do Brasil (NIB). “Com ela, o setor avançará no adensamento das suas cadeias produtivas, alcançando maior competitividade tecnológica e maior inserção externa”, diz. Ele cita áreas como aviação, defesa, energia renovável e biocombustíveis, que têm potencial não só de exportação, mas também de parcerias com foco em sustentabilidade.

“Qualificar a pauta de exportações depende muito mais do Brasil do que da própria China”, concorda Ricardo Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), subordinada ao MDIC. Ele lembra que investimentos em tecnologia e inovação são essenciais. “Esse é o nosso desafio, porque os investimentos da China nessas áreas são astronômicos. É um desafio não apenas do Brasil, mas global.”

O presidente da ABDI acrescenta que o Brasil tem a matriz energética mais limpa do G20, o que também abre vantagens competitivas. “Mas o hidrogênio não pode virar uma nova commodity do Brasil”, afirma. “Nosso desafio é utilizar essa vantagem estratégica energética para atrair plantas ao Brasil.”

Fonte: Valor

Ler Mais
Comércio, Exportação, Exportadores agrícolas

Exportações brasileiras de ovos crescem impulsionadas pela demanda dos EUA

Os embarques brasileiros de ovos, incluindo produtos in natura e processados, apresentaram crescimento em abril, mantendo a tendência de alta observada desde o início do ano. Segundo pesquisadores do Cepea, esse aumento nas exportações foi impulsionado, pelo segundo mês consecutivo, pela forte demanda dos Estados Unidos. Em abril, os EUA se consolidaram como o principal destino dos ovos brasileiros, absorvendo 65% do volume total exportado.

Dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, revelam que o Brasil exportou 4,34 mil toneladas de ovos in natura e processados em abril, um volume 15% superior ao registrado em março de 2025 e expressivos 271% acima dos números de abril de 2024. Os Estados Unidos foram o destino de 2,86 mil toneladas desses ovos, representando um forte aumento de 45% em relação ao volume de março.

Fonte: Agrimídia

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook