Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

EUA e China querem retomar negociações sobre tarifas neste domingo

Autoridades dos Estados Unidos e da China tiveram o primeiro dia de negociações, em Genebra, Suíça, neste sábado (10/5), para iniciar as conversas para dar fim à guerra comercial entre as duas nações. No entanto, não foi sinalizado nesse primeiro dia qualquer progresso em direção à redução das tarifas sobre importações. Nenhum líder comentou sobre o encontro.

Diante do impasse inical, os líderes planejam retomar as negociações neste domingo (11/5). Durante o encontro deste sábado, o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, se reuniu por cerca de oito horas com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em Genebra.

Este foi o primeiro encontro presencial entre autoridades de ambas as nações desde que as duas maiores economias do mundo iniciaram uma guerra comercial que culminou em tarifas recíprocas acima de 100% sobre os produtos uma da outra.

Expectativa de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a rede Truth Social, nessa sexta-feira (9/5), para comentar sobre possíveis acordos entre o governo e a China com o intuito de remediar a guerra comercial entre os países.

“A China deveria abrir seu mercado para os EUA — seria muito bom para eles. Mercados fechados não funcionam mais. Tarifa de 80% sobre a China parece certa. Até Scott B [Bessent, secretário do Tesouro]. Muitos acordos comerciais no funil, todos bons (ótimos)”, escreveu Trump.

Atualmente, sobre os produtos chineses que entram nos EUA é aplicada uma tarifa de 145%. Enquanto isso, a China impôs uma tarifa mínima de 125% sobre a maioria dos produtos dos EUA

Esta foi a primeira vez, desde que o presidente Trump intensificou a guerra comercial com a China, que ele diz estar disposto a se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping.

“Talvez sim, claro, dependendo do que Scott disser”, respondeu Trump a um repórter que perguntou se ele falaria com Xi depois de Scott Bessent. Trump ainda destacou que espera que a reunião seja “muito substancial”.

Fonte: Metrópoles 

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Comércio Exterior, Exportação, Internacional

Exportações da China superam expectativas e saltam 8,1% em abril

As exportações da China superaram as previsões em abril, impulsionadas pela demanda de fabricantes estrangeiros que se apressaram em lançar produtos para aproveitar ao máximo a pausa de 90 dias nas tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As duas maiores economias do mundo estão envolvidas em uma guerra tarifária contundente, e as empresas de ambos os lados do Pacífico buscarão algum tipo de solução nas negociações comerciais na Suíça, neste fim de semana.

Dados da alfândega mostraram nesta sexta-feira que os embarques da China aumentaram 8,1% em abril em relação ao ano anterior, superando a previsão de alta de 1,9% em uma pesquisa da Reuters com economistas, mas desacelerando em relação ao salto de 12,4% em março.

Trump anunciou “tarifas recíprocas” abrangentes de 10% em 2 de abril, antes de oferecer uma pausa para a maioria dos países enquanto a Casa Branca trabalha em vários acordos comerciais. A China, no entanto, foi excluída e recebeu tarifas de 145%, dando início a um prolongado jogo de gato e rato que abalou os mercados globais e as cadeias de oferta.

Os fabricantes chineses também anteciparam os envios em antecipação às tarifas, mas agora estão apostando em negociações para quebrar o gelo entre autoridades norte-americanas e chinesas em Genebra no sábado.

As importações caíram 0,2%, em comparação com expectativas de queda de 5,9%, sugerindo que a demanda doméstica pode estar melhor do que o esperado, uma vez que as autoridades continuam a tomar medidas para sustentar a economia de US$19 trilhões.

“Os países da ASEAN estão acelerando sua produção para vencer o prazo de julho, o intervalo de negociação de 90 dias. Sua produção é altamente dependente das exportações da China em matérias-primas e insumos industriais, de modo que as exportações da China receberam suporte”, disse Dan Wang, diretor da China no Eurasia Group.

“Nos próximos dois meses, as exportações da China podem continuar fortes devido à realocação da capacidade industrial, mas os dados comerciais podem se deteriorar rapidamente se as tarifas de 145% sobre a China ainda estiverem em vigor e as negociações dos países da ASEAN (com o governo Trump) não progredirem”, acrescentou.

As exportações para os países do sudeste asiático aumentaram 20,8% em abril.

As exportações da China para os EUA, por sua vez, caíram 21%. Isso significou que o superávit comercial com os EUA caiu de US$27,6 bilhões em março para US$20,5 bilhões, uma vitória para Trump, que tem dito repetidamente que quer reduzir a diferença.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Agronegócio, Comércio, Comércio Exterior

Venda de carne bovina do Brasil aos EUA dispara 500% em abril em meio a tarifaço de Trump

Para exportadores, alta foi ‘grande surpresa’. Rebanho bovino dos EUA diminuiu, mas demanda por carne é alta.

As vendas de carne bovina do Brasil para os EUA dispararam 498% em abril, em relação a igual mês de 2024, uma alta que causou “grande surpresa” no setor.

Foi o que disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, nesta quinta-feira (8).

“Os Estados Unidos, apesar de já estarem vindo numa crescente, compraram um grande volume. Nós saímos de 8 mil toneladas em abril de 2024, para um volume em torno de 48 mil toneladas em abril de 2025”, detalhou Perosa.

A disparada ocorreu no mesmo mês em que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um aumento das taxas de importação para os seus parceiros comerciais.

O presidente da Abiec e o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias dizem que a alta nas vendas para os EUA aconteceu porque:

  • a oferta de bois dos EUA está em seu menor nível em 80 anos;
  • mas a demanda é muito alta: americano “come hambúrguer todo o dia”, diz Perosa;
  • a carne dos EUA está mais cara do que a brasileira, mesmo com as tarifas.

As compras dos americanos já vinham crescendo em meses anteriores. De janeiro a abril, eles importaram 135,8 mil toneladas de carne do Brasil, um volume quase cinco vezes maior do que no mesmo período de 2024.

Como ficaram as tarifas para a carne bovina brasileira

➡️Com o anúncio, os importadores americanos estão pagando uma taxa de 36,4% para importar a carne brasileira. Isso porque a tarifa anterior era de 26,4%, mas Trump adicionou uma sobretaxa de 10%.

➡️Somente as carnes que entram nos EUA a partir de cotas estão sendo taxadas em 10%.

“O Brasil participa de um grupo de outros 10 países que têm direito a uma cota de exportação de 65 mil toneladas com zero de tarifa. [A taxa] Era zero, mas agora passou para 10%. Mas essa cota, geralmente, se atinge até 15 de janeiro”, explica Perosa.

“Majoritariamente, é o Brasil que se apropria dessa cota porque os outros países não tem capacidade de se apropriar”, acrescenta.

🚢Os EUA são o segundo maior destino das exportações de carne bovina brasileira, depois da China, que é o nosso maior comprador, de acordo com o Ministério da Agricultura.

A Austrália, porém, é a maior fornecedora de carne para os EUA, seguida por Canadá, México e Brasil, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.

Por que a exportação do Brasil para os EUA disparou?

Perosa diz que o rebanho bovino dos EUA atingiu o seu menor nível em 80 anos, ao mesmo tempo em que a demanda por carne bovina no país continua em alta.

“Nos Estados Unidos, eles comem hambúrguer todo os dias. Então, não dá para você falar ‘olha, para de consumir hambúrguer’. É cultural”, destaca Perosa.

“Eu costumo fazer uma brincadeira que é a mesma coisa de você dizer no Brasil: ‘a partir de hoje, ninguém mais come arroz e feijão’. Não tem como”, compara.

Segundo ele, a redução do rebanho bovino nos EUA aconteceu por uma série de fatores, como problemas climáticos, como secas intensas, e a migração de alguns produtores para atividades mais lucrativas do que a pecuária.

Mas e as taxas?

“Mesmo com uma tarifa de 36,4%, […] o Brasil vai nadando de braçada nesse mercado norte-americano. Eles estão comprando grandes quantidades de carne realmente”, diz Iglesias, do Safras.

“A carne norte-americana está mais cara do que a do Brasil, mesmo com as tarifas. Para você ter uma ideia, uma arroba do boi gordo no Brasil está na média de US$ 54, US$ 55. Nos EUA está US$ 115, US$ 120 por arroba. Então, está bem mais caro produzir lá”, destaca Iglesias.

Perosa tem a mesma avaliação. “A carne própria americana está tão cara que, mesmo aumentando a tarifa em 10%, isso não está tendo impacto no volume de exportação [do Brasil]”, diz o presidente da Abiec.

Segundo ele, as exportações do Brasil para os EUA devem continuar em alta, mesmo com o protagonismo da Austrália como o maior fornecedor para os norte-americanos.

“A Austrália fornece muita carne para os Estados Unidos, mas em um canal diferente do Brasil”, diz Perosa.

Segundo ele, os australianos vendem carnes que vão direto para as prateleiras dos EUA, ao passo que o Brasil fornece produtos para a indústria de carne processada.

Fonte: G1


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Internacional, Mercado Internacional

Europa endurece o jogo tarifário contra os EUA — e mira o coração político de Trump

A UE ameaça tarifas adicionais de € 95 bi sobre carros, aviões e bourbon, produtos-chave em redutos eleitorais do presidente americano

A Comissão Europeia ameaçou, nesta quinta-feira, 8, impor tarifas adicionais de até € 95 bilhões (cerca de US$ 108 bilhões ou R$ 612 bilhões) sobre exportações americanas. Na mira de Bruxelas estão automóveis fabricados nos Estados Unidos, aeronaves da Boeing e até o famoso uísque bourbon — símbolo líquido da camaradagem transatlântica que agora amarga sob o novo clima protecionista.

A represália não surgiu do nada. Ela é uma resposta ao arsenal tarifário de Donald Trump, cujas medidas atingem mais de 180 países e oscilam entre suspensão e retaliação, criando um clima de incerteza crônica. A nova rodada de tarifas proposta pela União Europeia — ainda em fase de consulta com os Estados-membros — ampliaria os €21 bilhões já em vigor sobre exportações americanas. Para isso, a Comissão Europeia lançou uma consulta pública com os 27 países do bloco e representantes dos principais setores econômicos, em busca de identificar vulnerabilidades e reunir respaldo político à ofensiva tarifária. Carros fabricados nos EUA e aeronaves da Boeing encabeçam a lista preliminar.

Se implementadas, as medidas europeias afetarão não apenas grandes conglomerados americanos, como a Boeing e montadoras com produção nos EUA, mas também símbolos culturais da América, como o uísque bourbon. Bruxelas lança mão de uma velha tática: pressionar distritos eleitorais decisivos para Trump, onde a indústria automobilística e a produção de uísque têm peso político considerável.

O pano de fundo é uma negociação estagnada. Bruxelas e Washington têm mantido conversas comerciais, mas com pouco avanço. A União Europeia adiou por 90 dias a implementação de suas contramedidas depois que os EUA reduziram parcialmente suas tarifas sobre produtos europeus — de 20% para 10% em muitos casos —, num gesto interpretado como tentativa de pacificação. Como em outras ocasiões, a tática de Trump mistura confronto com promessas de acordo — ele acaba de anunciar um pacto com o Reino Unido — em uma dança diplomática que confunde adversários e parceiros. Mas a paciência europeia está chegando ao fim.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tenta manter um tom diplomático, afirmando que o bloco “continua comprometido com uma solução negociada”. Mas a abertura de uma queixa formal à Organização Mundial do Comércio (OMC) indica que Bruxelas não vê nas negociações atuais um terreno fértil. “Acreditamos que há bons acordos a serem feitos para o benefício dos consumidores e das empresas de ambos os lados do Atlântico”, declarou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão. A questão é se há interlocutores dispostos ao compromisso — e se haverá tempo suficiente antes que as medidas entrem em vigor.

Fonte: Veja Negócios

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China injeta estímulo monetário antes de reunião com os EUA sobre comércio

O Banco central da China cortará suas taxas de juros e fará uma grande injeção de liquidez, conforme intensifica os esforços para amenizar os danos econômicos causados pela guerra comercial

Autoridades chinesas anunciaram nesta quarta-feira (7) uma série de medidas de estímulo, incluindo cortes nas taxas de juros e uma grande injeção de liquidez, conforme Pequim intensifica os esforços para amenizar os danos econômicos causados pela guerra comercial com os Estados Unidos.

Os anúncios foram feitos logo depois que autoridades norte-americanas e chinesas disseram que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o negociador-chefe de comércio, Jamieson Greer, irão se reunir neste fim de semana com a principal autoridade econômica da China, He Lifeng, na Suíça, para conversações.

As negociações serão a primeira oportunidade para os dois lados diminuírem as tensões comerciais, que agitaram os mercados globais e abalaram as cadeias de suprimentos.

A economia chinesa já está sentindo os efeitos das tarifas de três dígitos, com dados da semana passada mostrando que a atividade industrial contraiu em abril no ritmo mais rápido em 16 meses.

As preocupações têm aumentado em relação ao impacto que as tarifas terão sobre o mercado de trabalho e sobre as já fortes pressões deflacionárias na China, uma vez que os exportadores perdem seu maior cliente.

“A economia doméstica deve estar forte o suficiente antes que (a China) inicie qualquer negociação comercial prolongada”, disse Xing Zhaopeng, estrategista sênior da China no ANZ, sobre as medidas de estímulo desta quarta-feira.

O banco central da China reduzirá o custo de empréstimo de seus acordos de recompra reversa de sete dias, sua taxa de juros de referência, em 10 pontos-base, para 1,40%, a partir de 8 de maio. Outras taxas de juros cairão de acordo com a taxa básica.

O montante de dinheiro que os bancos devem manter como reservas, conhecido como taxa de compulsório, também será reduzido em 50 pontos-base a partir de 15 de maio, levando o nível médio para 6,2%.

O presidente do Banco do Povo da China, Pan Gongsheng, disse em uma coletiva de imprensa que o primeiro corte do compulsório desde setembro do ano passado liberará 1 trilhão de iuanes (US$ 138 bilhões) em liquidez.

No mesmo evento, o presidente da Comissão Reguladora de Títulos e Valores Mobiliários da China, Wu Qing, disse que as autoridades ajudarão empresas listadas afetadas pelas tarifas a enfrentar as dificuldades.

Li Yunze, chefe da Administração Nacional de Regulamentação Financeira, disse que Pequim expandirá um esquema piloto que permite que as companhias de seguros invistam nos mercados de ações mais 60 bilhões de iuanes (US$ 8,31 bilhões).

Além disso, Pan disse que o banco central criará mecanismos de empréstimo de baixo custo para a compra de títulos relacionados a tecnologia e para investimentos em cuidados com idosos e consumo de serviços. Ferramentas similares existentes para apoiar a agricultura e as pequenas empresas serão aprimoradas, disse Pan.

O banco central também vai reduzir os custos de hipoteca para alguns compradores.

As autoridades vinham sinalizando movimentos de afrouxamento da política monetária desde o final de 2024, mas evitaram adotá-las enquanto o iuan estava sob pressão, temendo saídas de capital, disseram analistas.

Um iuan ligeiramente mais forte nos últimos dias pode ter dado uma abertura ao banco central.

“Um dólar mais fraco certamente dá à China mais espaço para fazer ajustes monetários”, disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

“Não tenho expectativas muito altas em relação ao impacto dessas medidas sobre o crédito”, disse Xu, mas acrescentou que elas “injetam confiança renovada, o que dará suporte ao mercado de ações”.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Tributação

China e EUA se encontrarão para discutir tarifas pela 1ª vez

Reunião entre autoridades dos 2 países está marcada para este fim de semana na Suíça

A China e os Estados Unidos vão realizar neste fim de semana o 1º encontro para discutir as tarifas impostas por ambos os lados. A reunião pode abrir as portas para o fim da guerra comercial instalada desde que o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), aumentou as taxas aplicadas ao país asiático.

O encontro está marcado para sábado (10.mai.2025) e domingo (11.mai), em Genebra, na Suíça. A informação veio da Casa Branca e foi confirmada pelo Ministério do Comércio chinês.

Do lado norte-americano, participarão o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Do outro lado da mesa estará o vice-premier chinês He Lifeng, a maior autoridade econômica do país.

Desde a escalada das tarifas comerciais iniciada pelo governo Trump em abril, as duas grandes potências globais não realizaram conversas sobre o tema. 

Os chineses retaliaram impondo suas próprias tarifas aos norte-americanos, e o que se sucedeu foi uma troca de farpas e medidas protecionistas.

Algumas semanas depois de aumentar as tarifas sobre produtos chineses, Trump afirmou que foi procurado pelo governo de Pequim para negociar e que as partes conversavam diariamente. Essa versão foi negada pelo governo chinês e o próprio Greer confirmou que não havia conversas em andamento.

Somente na semana passada a China informou que avaliava negociar com os EUA as tarifas. A condição dos chineses para iniciar as tratativas é que a Casa Branca encerre imediatamente as medidas unilaterais e trate o país “com respeito e sinceridade”.

Fonte: Poder 360

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Comércio Exterior, Importação, Internacional, Mercado Internacional, Tributação

Déficit comercial dos EUA atinge recorde com corrida por importações antes de tarifas

O déficit do mês (US$ 140,5 bilhões) ficou acima da estimativa dos economistas consultados pela Bloomberg, que projetavam US$ 137,2 bilhões

O déficit comercial dos EUA aumentou para um recorde em março, já que as empresas correram para importar produtos, incluindo produtos farmacêuticos, enquanto o governo Trump preparava tarifas abrangentes.

O déficit comercial de bens e serviços cresceu 14% em relação ao mês anterior, para US$ 140,5 bilhões, segundo dados do Departamento de Comércio divulgados na terça-feira.

A estimativa mediana em uma pesquisa da Bloomberg com economistas era de um déficit de US$ 137,2 bilhões.

As importações de bens de consumo tiveram o maior aumento já registrado, principalmente devido à maior entrada de preparações farmacêuticas de todos os tempos.

As importações de equipamentos de capital e veículos automotores também aumentaram.

O relatório ilustra o que provavelmente foi o último esforço das empresas americanas para garantir mercadorias antes que o presidente Donald Trump anunciasse tarifas expansivas em 2 de abril.

Embora as importações de medicamentos tenham sido excluídas, o presidente disse que uma decisão sobre as tarifas farmacêuticas será tomada nas próximas semanas.

O aumento dramático do déficit comercial no primeiro trimestre foi o principal motivo pelo qual a economia se contraiu pela primeira vez desde 2022.

O produto interno bruto caiu 0,3% anualizado no período de janeiro a março, com as exportações líquidas subtraindo quase 5 pontos percentuais – a maior queda já registrada.

O valor de todas as importações para os EUA aumentou 4,4%, atingindo um recorde, enquanto as exportações subiram apenas 0,2%.

No entanto, a Bloomberg Economics considera que o aumento das importações é resultado da redução das tarifas, com base em uma queda no transporte de contêineres da China para os EUA desde 16 de abril.

À medida que o déficit comercial diminui, ele provavelmente apoiará uma recuperação de curto prazo no crescimento econômico.

Os dados da pesquisa do Institute for Supply Management, que mostram o declínio das importações de fabricantes e prestadores de serviços, também sugerem que a estratégia de apressar as importações antes das tarifas está chegando ao fim.

Trump está buscando a equidade no comércio bilateral, com o objetivo de incentivar o investimento estrangeiro nos EUA, reforçar a produção doméstica e fortalecer a segurança industrial nacional. Ele também vê as tarifas como um meio de aumentar a receita do governo.

O relatório de março mostrou que o déficit do comércio de mercadorias com a Irlanda aumentou para US$ 29,3 bilhões em uma base ajustada sazonalmente. As empresas farmacêuticas norte-americanas, incluindo a Eli Lilly e a Pfizer, operam quase duas dúzias de fábricas na Irlanda que enviam produtos para os EUA, de acordo com uma análise da TD Cowen.

As importações de preparações farmacêuticas dos EUA aumentaram 71% em março, atingindo um recorde de US$ 50,4 bilhões.

O déficit com o Canadá diminuiu, enquanto o déficit com o México permaneceu próximo ao recorde alcançado em fevereiro. O déficit no comércio de mercadorias com a China diminuiu.

Em uma base ajustada pela inflação, o déficit total do comércio de mercadorias dos EUA aumentou para um recorde de US$ 150,9 bilhões em março.

Fonte: Bloomberg Línea

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Internacional, Mercado Internacional, Tecnologia

Amcham e Fazenda realizam encontro empresarial sobre oportunidades em tecnologia e IA entre Brasil e EUA

Agenda reuniu CEOs e altos executivos de empresas de Data Centers para discutir oportunidades entre os dois países

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou nesta terça-feira (6/5) de café da manhã com empresas e fundos globais de tecnologia, em Palo Alto, Califórnia. A mesa redonda “Breakfast Roundtable with Brazil’s Minister of Finance”, promovida pela Amcham Brasil, em parceria com o Ministério da Fazenda, reuniu mais de 40 representantes de empresas líderes em infraestrutura digital para discutir perspectivas e caminhos de cooperação no setor de tecnologia, data centers e inteligência artificial no Brasil.

O encontro foi realizado no contexto do lançamento da nova Política Nacional de Data Centers, apresentada pelo ministro Fernando Haddad durante missão oficial aos Estados Unidos. A iniciativa integra o plano de crescimento sustentável do governo brasileiro — o Novo Brasil — e busca consolidar um ambiente moderno, seguro e eficiente para o desenvolvimento da infraestrutura digital, com foco em inovação, sustentabilidade e competitividade.

O ministro destacou a importância da reforma tributária brasileira que vai levar o Brasil para os 10 melhores sistemas tributários do mundo e totalmente digitalizado. Nesse contexto, Haddad falou sobre o Plano de Transformação Ecológica, guarda-chuva da Nova Política Nacional de Data Centers do Governo Federal.

“Estamos construindo uma política pública robusta, com base em diálogo com o setor privado, para garantir previsibilidade, eficiência energética e segurança jurídica aos investidores. O Brasil reúne atributos únicos, como matriz energética limpa, capacidade técnica instalada e vocação para o crescimento digital”, afirmou o ministro. Segundo ele, a nova política para data centers está alinhada com os compromissos do país com a transição verde e a digitalização da economia.

O diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais da Amcham Brasil, Fabrizio Panzini, reforçou: “Tecnologia e infraestrutura digital representam uma agenda ganha-ganha para Brasil e EUA, com geração de empregos e produção de alto valor agregado. O Brasil já é destino relevante de investimentos no setor e possui vantagens competitivas como matriz energética limpa, marcos legais recentes e perspectivas robustas de crescimento. Nosso papel é contribuir para que o ambiente regulatório acompanhe essa ambição”, reforçou.

Participaram do evento representantes de empresas provedoras de serviços de dados em nuvem e de fundos de investimentos em tecnologia, entre elas, ABDC, Ascenty, AWS Brasil, Brasscom, CloudHQ, Data Center Platform, Digital Bridge, Elea Data Center, Equinix, Global Compute Infrastructure, Google, Meta, Miscrosoft, Nvidia, Scala Data Center, Schneider Electric, Takoda Data Centers, Tecto e Vertiv.

A agenda contou ainda com a presença do assessor especial do Ministério da Fazenda Igor Marchesini, responsável técnico do ministério pela formulação da Política Nacional para Data Centers.

A Amcham Brasil é a maior Câmara Americana de Comércio entre as 117 existentes fora dos Estados Unidos, reunindo aproximadamente 3.500 empresas associadas, que juntas representam cerca de um terço do PIB brasileiro. A entidade atua como ponte entre o setor público e o privado, promovendo diálogo qualificado sobre competitividade, comércio e desenvolvimento econômico.

Fonte: Ministério da Fazenda


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Mercado Internacional, Negócios

Bessent: EUA podem anunciar acordos comerciais nesta semana mas não com China

Governo estaria negociando com 17 grandes parceiros comerciais, mas ainda não se engajou com a China

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse nesta terça-feira que o governo norte-americano pode anunciar acordos comerciais com alguns de seus maiores parceiros já nesta semana, mas não forneceu detalhes sobre quais países estão envolvidos.

Ele disse que o governo está negociando com 17 grandes parceiros comerciais, mas ainda não se engajou com a China, a segunda maior economia do mundo depois dos EUA.

Bessent afirmou que muitos parceiros comerciais fizeram propostas muito boas e que as autoridades dos EUA estão no processo de “renegociar” essas ofertas agora.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Finanças

Dólar sobe e fecha a R$ 5,689 com anúncio da Opep e indicação de força da economia dos EUA

O dólar encerrou a segunda-feira (5) com uma valorização de 0,62%, atingindo a cotação de R$ 5,689. Em contrapartida, a Bolsa de Valores registrou uma queda de 1,26%, fechando aos 133.430 pontos. Essa desvalorização do índice foi influenciada por informações sobre a Opep+, que decidiu acelerar o aumento na produção de petróleo, resultando em uma queda significativa nas ações da Petrobras, que recuaram 2,81% e 3,73%. A cautela dos investidores é evidente, especialmente em função das decisões que estão sendo tomadas por bancos centrais em diversas partes do mundo, como o Federal Reserve, o Banco da Inglaterra e o Banco Central do Brasil. Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 100% sobre filmes produzidos fora do país, o que gerou incertezas em relação a acordos comerciais, principalmente com a China.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda do Brasil, revelou que está em conversações com os Estados Unidos sobre a política tarifária. A decisão da Opep+ de aumentar a produção de petróleo também teve um efeito negativo sobre o Ibovespa, com analistas sugerindo que essa medida está ligada à expectativa de queda nos preços do petróleo. Os mercados financeiros estão atentos às próximas decisões sobre as taxas de juros. A expectativa é de que o Federal Reserve mantenha a taxa atual, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil deve elevar a Selic, que atualmente está em 14,25% ao ano, com uma projeção de aumento de 0,5 ponto percentual.

Essa é a primeira vez que economistas revisam para baixo a previsão da Selic para 2025, agora estimada em 14,75%. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, também trouxe novidades, indicando uma nova redução nas expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve encerrar o ano em 5,53%. Além disso, a previsão para o preço do dólar em 2025 foi ajustada, agora projetando-se que a moeda americana atinja R$ 5,86.

Fonte: Jovem Pan

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